Perguntas do paciente (37)

  • Sempre tive problema de manter relacionamentos. Já faço análise, e percebi algumas repetições. Sempr

    Sempre tive problema de manter relacionamentos. Já faço análise, e percebi algumas repetições. Sempre senti ciúmes do passado. Imaginava as cenas afetivas e sexuais, isso me dava muita angústia, mas ao mesmo tempo percebi que existia um sutil prazer que se expressava na curiosidade. Quando percebi isso senti mais angústia. Isso é normal? e é possível mudar essas repetições?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    É muito importante você trazer isso, e quero que saiba que o que está vivendo não é raro e não significa que há algo errado com você. O ciúme do passado e essa mistura de angústia com curiosidade aparecem com frequência em pessoas que já passaram por inseguranças nos vínculos ou que carregam medos antigos de rejeição.
    O seu cérebro, ao imaginar essas cenas, não está buscando prazer de verdade está tentando entender e controlar algo que te assusta. A curiosidade é um mecanismo humano normal diante de situações que geram insegurança. Isso não te define e não te diminui.
    Essas repetições nos relacionamentos geralmente têm raízes emocionais mais profundas, que vamos investigando nas sessões de terapia, padrões aprendidos, medos antigos, formas de proteção emocional. E sim, é totalmente possível mudar esses padrões. Você já começou esse processo ao perceber e nomear o que sente.

    Na terapia, pode se trabalhar
    o que está por trás desse desconforto,
    como interromper o ciclo de pensamentos que alimentam a angústia,
    e como fortalecer sua segurança emocional dentro das relações.
    Existe caminho para transformar esses padrões com consciência, acolhimento e cuidado.


  • O ciúmes do passado da pessoa é um ciúme projetivo ou delirante? Passo por isso, apesar de não a ver

    O ciúmes do passado da pessoa é um ciúme projetivo ou delirante? Passo por isso, apesar de não a ver motivo plausível pra ter medo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Obrigada por compartilhar isso conosco
    O que você está vivendo não indica ciúme delirante, e também não significa que você está projetando algo no outro. O ciúme delirante acontece quando a pessoa perde contato com a realidade e acredita firmemente em algo que não aconteceu, mesmo diante de provas. Não é o seu caso.
    O que você descreve se parece muito mais com um ciúme retroativo, que nasce de inseguranças internas, medos antigos e ansiedade e não de fatos reais. É por isso que você mesma percebe que não existe motivo plausível para esse medo, mas ainda assim sente o desconforto.
    Esse tipo de ciúme surge através de pensamentos automáticos e imagens mentais que o cérebro cria tentando “se proteger”, e isso acaba gerando angústia. Não tem relação com a verdade do relacionamento, e sim com histórias emocionais internas que vamos compreendendo juntas na terapia.
    A boa notícia é que isso tem caminho de mudança, e vamos trabalhar
    a origem desse medo,
    como interromper esse ciclo de pensamentos,
    e como fortalecer sua segurança emocional nas relações.
    Você não está sozinha nesse processo, e existe tratamento para transformar isso com cuidado e clareza.


  • Aconteceu algumas na minha vida ultimamente que tem me deixado bem emotivo e com uma vontade de semp

    Aconteceu algumas na minha vida ultimamente que tem me deixado bem emotivo e com uma vontade de sempre desabafar; acham que deveria conversar com o meu analista para aumentar a frequência das sessões, por exemplo, mais de uma sessão por semana? E isso seria proveitoso para o meu tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    É absolutamente natural que, em momentos mais sensíveis ou cheios de mudanças, você sinta necessidade de falar mais e ter um espaço de acolhimento com maior frequência. A terapia é justamente um lugar seguro para isso.
    Se você está percebendo mais emoção, vontade de desabafar e necessidade de apoio, conversar sobre aumentar a frequência das sessões faz todo sentido. Isso geralmente torna o processo ainda mais profundo e proveitoso.
    A frequência não é fixa ela pode ser ampliada em períodos mais desafiadores e reduzida quando você se sentir mais estável. O mais importante é que você se sinta cuidado e acompanhado no ritmo que o momento pede.


  • Quando a ansiedade com mudanças se torna um problema sério?

    Quando a ansiedade com mudanças se torna um problema sério?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    A ansiedade diante de mudanças é algo natural nosso corpo reage ao novo buscando proteção. Mas ela se torna um problema sério quando começa a ultrapassar o limite do saudável quando o medo do que pode acontecer bloqueia suas decisões, reduz sua qualidade de vida ou faz você evitar situações importantes.
    Alguns sinais de alerta são, preocupação excessiva que você não consegue controlar, dificuldade de dormir, pensamentos catastróficos repetitivos, sensação de estar sempre ‘em alerta’, irritabilidade, tensão constante ou a sensação de que você não está dando conta.
    Outro ponto importante é quando a ansiedade te impede de seguir adiante, mesmo em mudanças positivas.
    Se isso está acontecendo com você, não é fraqueza é um pedido interno de cuidado. E estamos aqui justamente para entender o que essa ansiedade está tentando comunicar e transformar essa fase em um processo mais seguro e leve


  • Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?

    Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Essa é uma pergunta muito importante, e a relação entre esses dois aspectos é mais profunda do que parece.
    Quando uma pessoa está em busca de sentido, seja na vida, nos relacionamentos ou em si mesma, é comum que ela sinta um certo vazio ou uma falta de direção interna. E quando não existe um “norte” emocional claro, o cérebro tende a buscar alívios imediatos, e é aí que o comportamento impulsivo costuma aparecer.
    A impulsividade, nesses casos, funciona como uma tentativa rápida de
    reduzir a angústia,
    preencher um vazio,
    evitar pensar em algo que dói,
    ou sentir algum tipo de controle naquele momento.
    É uma resposta emocional, não racional.
    Mas quando a pessoa começa a construir um sentido mais claro para a vida entendendo seus valores, limites, necessidades e identidade emocional a impulsividade tende a diminuir, porque as escolhas passam a ser guiadas por algo mais profundo, e não apenas pelo alívio imediato.
    Ou seja, a falta de sentido aumenta a impulsividade,
    e a construção de sentido traz mais calma, clareza e escolhas conscientes.
    E isso é algo totalmente possível de desenvolver ao longo do processo terapêutico.


  • Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?

    Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Entendo o quanto essas perguntas existenciais podem ser angustiantes quando começam a ocupar muito espaço na mente. É importante diferenciar uma reflexão natural, que todos nós fazemos em algum momento, de quando esses pensamentos se tornam intrusivos e começam a gerar sofrimento.
    A reflexão filosófica é movida pela curiosidade, você pensa, questiona, aprofunda e consegue seguir a vida. Já o TOC existencial acontece quando a mente fica presa num ciclo de perguntas que parecem urgentes e sem resposta, trazendo ansiedade, medo e a sensação de que você precisa encontrar uma certeza para conseguir aliviar o desconforto.
    A diferença principal está no impacto: quando os pensamentos começam a ser repetitivos, desgastantes, difíceis de interromper, e você percebe que eles atrapalham seu dia a dia, é um sinal de que não é só reflexão é sofrimento emocional.
    Isso pode ser trabalhado na terapia, entendendo o que esses pensamentos querem comunicar, acolhendo sua angústia e construindo estratégias para você recuperar uma relação mais leve com sua mente.


  • Que tipo de profissional devo procurar, e se tem soluçao? Creio que tenho uma Bipolaridade, Sempr

    Que tipo de profissional devo procurar, e se tem soluçao?

    Creio que tenho uma Bipolaridade, Sempre acho que tou curado e minha vida torna se andar em um circulo quase que igual.. Acredito que posso conquistar o mundo em um dia, e no dia seguinte me sinto como se nao fosse ninguem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Olá boa noite, fico feliz por você estar conseguindo compartilhar seus sentimentos e sensações.
    O que você está vivendo é muito significativo e merece cuidado. Esses altos e baixos intensos, essa sensação de que tudo se repete como um ciclo, podem mesmo indicar um sofrimento emocional que precisa ser olhado com carinho e profundidade.

    O primeiro passo já foi dado: reconhecer e buscar ajuda. Isso demonstra força e coragem.

    O ideal nesse momento é procurar um acompanhamento psicológico — com um psicoterapeuta — que possa te ajudar a compreender o que está por trás desses padrões. Em alguns casos, também é importante contar com um psiquiatra para uma avaliação mais completa e, se necessário, o uso de medicação. Psicologia e psiquiatria podem caminhar juntas para oferecer o suporte necessário.

    E sim, há solução. Com o acompanhamento certo, você pode sair desse ciclo e construir uma vida mais estável, com mais clareza sobre quem você é e o que precisa. Estarei aqui para te apoiar nesse caminho, se você sentir que posso te ajudar.
    Fico disponível para uma conversa inicial?


  • Qual a abordagem psicológica mais eficaz para se tratar a ansiedade causada pelos transtornos de per

    Qual a abordagem psicológica mais eficaz para se tratar a ansiedade causada pelos transtornos de personalidade esquizóide e evitativo ? Esses transtornos podem ser totalmente remidos em pacientes já passados dos 30 anos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    A ansiedade relacionada aos transtornos de personalidade esquizóide e evitativo costuma ter raízes profundas, ligadas ao funcionamento da personalidade como um todo. Vamos por partes:
    1. Abordagens mais eficazes
    Ambos os transtornos fazem parte do espectro dos transtornos de personalidade do grupo C (ansiosos/evitativos) e grupo A (esquizóide, que tem mais a ver com distanciamento). As abordagens mais eficazes incluem:

    a) Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

    Especialmente útil no transtorno de personalidade evitativo, pois ajuda o paciente a identificar e reformular pensamentos distorcidos sobre si mesmo e os outros.

    Trabalha com exposição gradual a situações evitadas, diminuindo a ansiedade social.


    b) Terapia Focada em Esquemas (TFE)

    Muito eficaz para ambos os transtornos, pois vai além da TCC tradicional e foca nos esquemas precoces desadaptativos formados na infância.

    Ajuda o paciente a se reconectar emocionalmente, desenvolver vínculo terapêutico profundo e a reestruturar padrões arraigados de comportamento.
    c) Terapia Psicodinâmica (especialmente a psicoterapia baseada na mentalização)

    Mais voltada para a compreensão dos vínculos e defesas inconscientes.
    Útil no transtorno esquizóide, onde há uma tendência a evitar vínculos e afetos como defesa.
    d) **Abordagem integrativa e humanista (como você utiliza


  • Como identificar relacionamento abusivo ?

    Como identificar relacionamento abusivo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Bom dia, segue alguns sinais para identificação de um relacionamento abusivo

    1. Controle Excessivo
    - O parceiro tenta controlar aspectos da sua vida, como com quem você se relaciona, onde vai ou o que veste.
    - Há tentativas de isolar você de amigos e familiares.

    2. Desvalorização e Críticas:
    - O parceiro frequentemente critica suas ações, aparência ou escolhas, fazendo você se sentir inferior.
    - Comentários depreciativos são comuns, e você se sente constantemente inseguro.

    3. Ciúmes Patológicos:
    - Ciúmes excessivos e infundados, onde o parceiro acusa você de ser desonesto ou infiel sem motivo.
    - Monitoramento das suas redes sociais ou mensagens.

    4. Ameaças e Intimidação:
    - O parceiro faz ameaças (sejam verbais ou físicas) para intimidá-la ou manipulá-la.
    - Você sente medo do que pode acontecer se não seguir as ordens dele.

    5. Desconsideração pelos Seus Sentimentos:
    - O parceiro ignora suas necessidades emocionais e não demonstra empatia.
    - Seus sentimentos são minimizados ou desvalorizados.

    6. Mudanças de Humor Extremas:
    - O parceiro passa de momentos carinhosos a explosões de raiva rapidamente, criando um ambiente instável.

    7. Falta de Respeito pela Sua Autonomia:
    - Decisões importantes são tomadas sem a sua consulta ou consentimento.
    - Não há espaço para a sua opinião nas discussões.

    9. Culpa e Manipulação Emocional:
    - O parceiro faz você sentir culpa por querer fazer algo por si mesma ou por estar insatisfeita na relação.
    - Usa chantagem emocional para conseguir o que quer.

    Se você se identifica com alguns desses sinais, é importante buscar apoio. Conversar com um bom profissional pode ajudar a esclarecer a situação e encontrar caminhos para lidar com isso. Lembre-se, ninguém merece estar em um relacionamento que não respeita sua dignidade e bem-estar! Se precisar de mais informações ou apoio, estou aqui para ajudar!
    Eliana Almeida


  • A Ventosaterapia poder ser usadas em pessoas praticantes de atividades físicas ?

    A Ventosaterapia poder ser usadas em pessoas praticantes de atividades físicas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Sim, a ventosaterapia pode ser usada em pessoas que praticam atividades físicas — e, na verdade, é bastante comum entre atletas e praticantes de esportes!

    Ela pode trazer benefícios como:

    Alívio de dores musculares

    Aceleração da recuperação muscular

    Melhora na circulação sanguínea

    Redução de tensões e contraturas musculares

    Aumento da flexibilidade


    É importante, no entanto, que seja feita por um profissional capacitado, e que a pessoa não esteja com lesões abertas, inflamações agudas ou condições contraindicadas (como trombose, por exemplo).


  • Tenho 27 anos e nunca tive um orgasmos oq posso pra tá liberando o orgasmo?

    Tenho 27 anos e nunca tive um orgasmos oq posso pra tá liberando o orgasmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    É compreensível sentir-se preocupado por nunca ter experimentado um orgasmo, mas saiba que você não esta sozinha. Muitas pessoas enfrentam dificuldades semelhantes.

    Segue algumas sugestões que podem te ajudar.

    1. Auto conhecimento: Explore seu corpo e descubra o que te dá prazer. A masturbação pode ser uma forma saudável de entender suas próprias respostas sexuais.

    2. Relaxamento: O estresse e a ansiedade podem interferir na capacidade de ter um orgasmo. Praticar técnicas de relaxamento, como meditação ou respiração profunda, pode ser benéfico.

    3. Comunicação: Se você tem um parceiro, converse abertamente sobre suas necessidades e desejos. A comunicação é fundamental para criar um ambiente confortável e seguro.

    4. Educação Sexual: Aprender mais sobre a sexualidade pode ajudar a desmistificar algumas crenças que podem estar impedindo você de alcançar o orgasmo.

    5. Terapia Sexual: Considerar a ajuda de um terapeuta sexual pode ser útil para abordar questões emocionais ou psicológicas que possam estar impactando sua vida sexual.

    Lembre-se de que cada pessoa é única, e o importante é encontrar o que funciona melhor para você. Se precisar de mais apoio, estou aqui para ajudar!

    Espero ter ajudado; Abraço


  • Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?

    Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Nomeie o que sente quando tenta conversar
    Você sente que suas palavras “morrem no ar”?
    Tem medo de ser julgada, desconsiderada, ignorada?
    Quando percebe isso acontecendo? Com quem?
    Pratique a autoescuta antes de conversar
    Pergunte-se: “O que eu realmente quero dizer?” “O que estou sentindo agora?”
    Às vezes temos tanto receio da reação do outro que já nos calamos antes mesmo de tentar.
    Crie pequenos ensaios seguros
    Comece conversas com pessoas que te deixam mais à vontade.
    Pode até escrever antes o que gostaria de dizer — isso ajuda a organizar pensamentos e diminuir a ansiedade.

    Use frases que abrem espaço para conexão

    “Eu quero te contar uma coisa, mas tenho dificuldade de conversar sobre isso…”
    “Talvez eu não consiga me explicar bem, mas me escuta até o fim?”

    Se puder, leve isso pra sua própria terapia
    Às vezes o bloqueio na conversa não é apenas com os outros — mas com uma parte nossa que ainda está ferida, silenciada ou desacreditada.


  • Qual a diferença entre relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico?

    Qual a diferença entre relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Boa tarde, segue um breve resumo sobre relacionamento aberto e relacionamento não Monogâmico;
    Relacionamento Aberto: Compromisso principal com liberdade para relações externas, geralmente focadas no aspecto sexual.
    - Relacionamento Não Monogâmic*: Abrange uma variedade de arranjos onde a monogamia não é a norma; pode incluir tanto relações sexuais quanto emocionais múltiplas.

    Ambos os tipos de relacionamento exigem comunicação aberta, honestidade e confiança para funcionar bem. Se você estiver considerando um desses arranjos, é essencial discutir expectativas e limites com seu parceiro(a). Se precisar de mais informações ou quiser explorar mais sobre o assunto, conte comigo;
    Eliana Almeida


  • Desejaria saber como consigo controlar a minha ansiedade?

    Desejaria saber como consigo controlar a minha ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    O primeiro passo para lidar com a ansiedade é exatamente reconhecer que ela está presente e desejar cuidar disso.

    Controlar a ansiedade não significa eliminá-la por completo, mas sim aprender a conviver com ela de forma mais saudável, sem que ela tome conta dos seus pensamentos e das suas ações.

    Existem várias estratégias que podemos explorar juntos no processo terapêutico, como:

    Identificar os gatilhos da sua ansiedade: o que ativa esse estado em você?

    Aprender técnicas de respiração e relaxamento, que ajudam a acalmar o corpo e a mente no momento da crise.

    Resgatar o momento presente, com práticas como mindfulness ou meditação guiada.

    Ressignificar pensamentos automáticos, que alimentam o ciclo da ansiedade.

    Criar uma rotina de autocuidado que favoreça o equilíbrio emocional.

    A terapia é um espaço seguro onde vamos aprofundar essas estratégias, entendendo suas necessidades e trabalhando no seu tempo. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a), estamos aqui para caminhar juntos."


  • o trastorno obsessivo compulsivo pode te trazer sensações falsas, te confundir do que sente ?

    o trastorno obsessivo compulsivo pode te trazer sensações falsas, te confundir do que sente ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Sim, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode causar sensações confusas e intensas. Muitas pessoas com TOC experimentam pensamentos obsessivos que podem gerar ansiedade, dúvida e insegurança sobre seus sentimentos e comportamentos. Aqui estão algumas maneiras como isso pode acontecer:

    1. Pensamentos Intrusivos: Os obsessions (pensamentos obsessivos) podem fazer você questionar suas crenças, desejos ou até mesmo sua identidade, levando a uma confusão sobre o que realmente sente.

    2. Compulsões: As compulsões são comportamentos repetitivos que a pessoa sente que deve realizar para aliviar a ansiedade causada pelos pensamentos obsessivos. Isso pode criar um ciclo em que a pessoa se sente presa e confusa sobre suas emoções.

    3. *Dissonância Cognitiva*: A luta entre os pensamentos obsessivos e a realidade pode levar a uma sensação de desconexão emocional, dificultando a identificação de sentimentos genuínos.

    4. Ansiedade e Estresse: A constante pressão do TOC pode aumentar a ansiedade, fazendo com que você sinta emoções intensas ou contraditórias que podem ser difíceis de entender.

    É importante lembrar que essas experiências são comuns entre pessoas com TOC e buscar ajuda profissional é fundamental para entender e lidar melhor com esses sentimentos. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando isso, considerar terapia pode ser um passo positivo! Se precisar de mais informações ou orientações, estou aqui para ajudar!


  • Como os problemas familiares afetam a saúde mental?

    Como os problemas familiares afetam a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    "Os laços familiares têm um papel muito profundo na nossa formação emocional, por isso, quando esses vínculos estão marcados por conflitos, ausências, críticas constantes ou falta de acolhimento, isso pode afetar significativamente a saúde mental.

    Problemas familiares podem gerar sentimentos de rejeição, insegurança, culpa, ansiedade e até tristeza persistente. E muitas vezes, essas marcas continuam influenciando a forma como você se relaciona com o mundo, com os outros e até consigo mesmo(a), mesmo depois de adulto(a).

    Por meio da terapia, é possível identificar essas influências, ressignificar vivências do passado e criar novos caminhos internos mais saudáveis e conscientes. Cuidar da sua saúde mental é também uma forma de curar o que foi vivido — e construir um novo ciclo, com mais leveza e liberdade emocional."


  • É verdade que qualquer pessoa pode sofrer de doença mental?

    É verdade que qualquer pessoa pode sofrer de doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Sim, qualquer pessoa pode sofrer de doenças mentais, independentemente de idade, gênero, origem étnica ou situação socioeconômica. As doenças mentais podem afetar pessoas de todas as esferas da vida e podem surgir por uma combinação de fatores, incluindo:

    1. Fatores Genéticos:
    - Algumas condições podem ter um componente hereditário, o que significa que se alguém em sua família teve uma doença mental, você pode estar em maior risco.

    2. Fatores Ambientais:
    - Estressores ambientais, como trauma, abuso, perda de um ente querido ou dificuldades financeiras, podem contribuir para o desenvolvimento de problemas de saúde mental.

    3. Fatores Biológicos:
    - Desequilíbrios químicos no cérebro ou alterações na estrutura cerebral também podem estar relacionados a doenças mentais.

    4. Fatores Psicológicos:
    - A forma como uma pessoa lida com estresse e suas experiências passadas podem influenciar sua saúde mental.
    5. Fatores Sociais:
    - O apoio social e as relações interpessoais são cruciais. A falta de suporte pode aumentar o risco de desenvolver problemas mentais.

    É importante lembrar que a saúde mental é tão crucial quanto a saúde física. Muitas pessoas enfrentam desafios relacionados à saúde mental em algum momento da vida, e isso não significa que sejam "fracas" ou "incapazes". Buscar ajuda quando necessário é um passo corajoso e importante.
    Fico a disposição para maiores informações;
    Eliana Almeida


  • Quando devo procurar um médico para tratar da saúde mental?

    Quando devo procurar um médico para tratar da saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Procurar um médico ou profissional de saúde mental é uma decisão importante e, em muitos casos, necessária. Aqui estão alguns sinais e situações que podem indicar que é hora de buscar ajuda:
    1. Sintomas Persistentes
    - Se você está experimentando sentimentos de tristeza, ansiedade, irritabilidade ou desespero que duram mais de algumas semanas e não parecem melhorar.

    2. Mudanças no Comportamento:
    - Se você notar mudanças significativas em seus hábitos diários, como alterações no sono (insônia ou hipersonia), apetite (aumento ou perda de peso) ou energia.

    3. Dificuldade em Lidar com o Cotidiano:
    - Se você está tendo dificuldades para realizar tarefas do dia a dia, como trabalho, estudos ou relacionamentos sociais.

    4. Sentimentos de Desesperança:
    - Se sentir que não há solução para seus problemas ou se tiver pensamentos frequentes de autoagressão ou suicídio.

    5. Isolamento Social:
    - Se você está se afastando de amigos e familiares e perdendo interesse em atividades que costumava gostar.

    6. Acontecimentos Estressantes:
    - Após experiências traumáticas ou estressantes, como a perda de um ente querido, divórcio, desemprego ou outras mudanças significativas na vida.

    7. Excessivo de Substâncias:
    - Se você estiver usando álcool, drogas ou outras substâncias como uma forma de lidar com seus problemas emocionais.

    8. Sintomas Físicos sem Causa Aparente:
    - Dores de cabeça frequentes, problemas gastrointestinais ou outros sintomas físicos que não têm explicação médica clara podem estar relacionados à saúde mental.9. *Preocupação com Alguém Próximo*:
    -
    9 Se você está preocupado com a saúde mental de alguém próximo e não sabe como ajudá-lo, procurar um profissional pode ser útil também.

    Lembre-se: procurar ajuda é um sinal de força e autocuidado! Profissionais da saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, estão capacitados para oferecer apoio e desenvolver um plano de tratamento adequado às suas necessidades. Não hesite em buscar ajuda quando sentir que precisa!
    Eliana Almeida


  • Quais são os principais tipos de transtornos de ansiedade?

    Quais são os principais tipos de transtornos de ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    Principais Transtornos de Ansiedade (segundo o DSM-5):
    1. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)
    Preocupações excessivas com várias áreas da vida (família, saúde, dinheiro, trabalho), quase todos os dias, por pelo menos 6 meses.

    Sintomas físicos: tensão muscular, fadiga, irritabilidade, insônia.

    A pessoa não consegue controlar a preocupação, mesmo quando reconhece que está exagerada.

    É como se a mente estivesse sempre esperando que algo ruim aconteça.

    2. Transtorno de Pânico
    Crises súbitas e intensas de medo ou desconforto (ataques de pânico), com sintomas físicos como:

    Falta de ar, taquicardia, suor, tremores, medo de morrer ou de enlouquecer.

    Após as crises, a pessoa desenvolve medo de ter novos ataques → o que pode gerar evitação e até isolamento.

    Muitas vezes é confundido com problema cardíaco — e leva a idas frequentes ao pronto-socorro.

    3. Fobias Específicas
    Medo intenso e irracional diante de um objeto ou situação específica (ex: altura, aranhas, voar, agulhas).

    A pessoa sabe que o medo é exagerado, mas não consegue evitar ou enfrentar sem sofrer muito.

    O medo interfere na vida cotidiana ou provoca sofrimento significativo.

    4. Fobia Social (Transtorno de Ansiedade Social)
    Medo intenso de ser julgado, rejeitado ou humilhado em situações sociais ou de desempenho (falar em público, fazer provas, comer diante de outros).

    A pessoa evita essas situações ou as enfrenta com grande sofrimento.

    Vai além da timidez. Pode comprometer trabalho, estudos e relacionamentos.

    5. Agorafobia
    Medo de estar em locais ou situações de onde seria difícil escapar em caso de crise ou desconforto (ex: multidões, transportes públicos, elevadores, filas).

    Pode estar associado ao transtorno do pânico.

    Em casos mais graves, a pessoa evita sair de casa.

    6. Transtorno de Ansiedade de Separação
    Mais comum em crianças, mas também pode ocorrer em adultos.

    Medo excessivo e persistente de se afastar de figuras de apego (pais, cônjuges, filhos).

    Preocupações intensas de que algo ruim aconteça quando estiver longe da pessoa amada.

    Em adultos, muitas vezes é confundido com "ciúmes" ou "insegurança afetiva".

    7Mutismo Seletivo
    A criança (ou, raramente, o adulto) é capaz de falar normalmente em ambientes familiares, mas fica em silêncio em situações sociais específicas, como na escola.

    Não é por timidez: é uma resposta de ansiedade severa.

    É mais comum em crianças pequenas, e muitas vezes passa despercebido por pais e professores.

    Importante lembrar:
    Transtornos de ansiedade podem coexistir entre si ou com outros transtornos, como depressão.

    Não é “frescura”, nem “falta de controle”. São condições clínicas, reais, com base neurobiológica, emocional e comportamental.


  • O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?

    O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eliana Almeida

    A Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é uma condição que pode ser desafiadora, mas a boa notícia é que, ela pode ser tratada e controlada! Embora não exista uma "cura" definitiva, muitas pessoas conseguem gerenciar seus sintomas e levar uma vida plena e satisfatória com as abordagens certas.

    Tratamentos Comuns para o TAG:

    1. Terapia: A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes. Ela ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento negativos e comportamentos associados à ansiedade.

    2. Medicação: Antidepressivos e ansiolíticos podem ser prescritos por profissionais de saúde para ajudar a controlar os sintomas. É importante discutir os prós e contras com um médico.

    3. Mudanças no Estilo de Vida: Práticas como exercícios regulares, alimentação saudável, meditação e técnicas de relaxamento podem contribuir significativamente para a redução da ansiedade.

    4. Apoio Social: Conversar com amigos, familiares ou grupos de apoio pode proporcionar um espaço seguro para compartilhar experiências e emoções.

    5. Educação sobre o Transtorno* Entender o que é o TAG e como ele afeta você pode ajudar a desmistificar a condição e reduzir o medo associado a ela.

    É importante lembrar que cada pessoa é única, e o que funciona para uma pode não funcionar para outra. Portanto, procurar ajuda profissional é fundamental para encontrar o tratamento mais adequado ao seu caso.

    Você não está sozinha nessa jornada.

    Eliana Almeida


Autor

Psicanalista, Terapeuta complementar

Perguntas frequentes

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