Perguntas do paciente (8)
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Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?
Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoeducação é uma ferramenta essencial no tratamento de transtornos mentais, especialmente dentro da abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Ela ajuda porque oferece ao paciente (e, muitas vezes, à família) informações claras e acessíveis sobre o transtorno, seus sintomas, causas, gatilhos e formas de tratamento. Quando uma pessoa entende o que está vivendo, ela deixa de se ver como "errada" e começa a compreender que está enfrentando algo que pode ser tratado com estratégias adequadas.
Além disso, a psicoeducação fortalece o engajamento no tratamento. O paciente aprende como seus pensamentos, emoções e comportamentos se relacionam, e isso aumenta sua motivação para aplicar as técnicas da terapia no dia a dia. Também ajuda a identificar sinais de recuperação, a lidar melhor com o estigma e a desenvolver autonomia para lidar com suas dificuldades com mais segurança.
Ou seja, psicoeducar é empoderar — é dar ao paciente o conhecimento necessário para ser protagonista no seu processo de melhoria e manter avanços a longo prazo.
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Meu filho de 5 anos entrou em baixo da mesa na escola e pegou na parte íntima do amigo o que eu faço
Meu filho de 5 anos entrou em baixo da mesa na escola e pegou na parte íntima do amigo o que eu faço .. como lidar ? Como explicar que não pode ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa situação pode ter te deixado assustado(a) e sem saber como agir, mas é importante lembrar que seu filho tem apenas 5 anos e está numa fase de descobertas. Antes de tudo, acolha com calma, sem broncas ou julgamentos. Converse com ele de forma tranquila, perguntando o que ele pensava ou sentia no momento. Depois, explique com palavras simples que existem partes íntimas no nosso corpo que não podem ser tocadas nem por outras pessoas, nem por nós nos outros — e que, sempre que ele tiver dúvidas, pode perguntar pra você.
Evite usar palavras como “feio” ou “errado”, para não gerar vergonha ou medo. Diga apenas que aquilo não se faz, mas que você está ali para ensinar. Quanto mais seguro ele se sentir com você, mais ele vai confiar para conversar sobre o que vê, sente ou pensa. E, se sentir necessidade, procurar um psicólogo infantil pode ajudar muito nesse processo. Você está no caminho certo só por querer lidar com isso com responsabilidade e carinho.
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Em quais doenças psiquiátricas o ciúme patológico pode se manifestar?
Em quais doenças psiquiátricas o ciúme patológico pode se manifestar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ciúme patológico pode se manifestar em diversos transtornos psiquiátricos, sendo um sintoma importante a ser observado, pois geralmente vem acompanhado de sofrimento intenso e comportamentos disfuncionais. Entre os transtornos em que ele pode aparecer, destacam-se:
Transtorno Delirante, tipo ciumento : aqui o ciúme é o núcleo do delírio, com a conclusão inabalável de que o parceiro(a) é infiel, mesmo sem provas. Uma pessoa interpreta qualquer detalhe como notificação da traição, e o delírio pode ser persistente e gerar comportamentos de controle excessivo, de perseguição e até agressividade.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) : o ciúme pode surgir como uma obsessão (pensamento intrusivo e repetitivo de que está sendo traído), levando a compulsões como verificar o celular do parceiro ou interrogar constantemente. Nesse caso, a pessoa confirma que o pensamento é irracional, mas não consegue evitar.
Transtornos do Espectro da Personalidade (como Transtorno de Personalidade Borderline e Paranoide) : o ciúme pode estar relacionado à insegurança intensa, ao medo de abandono ou à desconfiança excessiva. No borderline, por exemplo, pode surgir em contextos de instabilidade emocional e relações intensas e impulsivas.
Transtornos por uso de substância (como álcool e cocaína) : o ciúme pode aparecer de forma exacerbada e até violenta durante ou após o uso, principalmente em casos com histórico de comportamento impulsivo ou paranóia causada por substância.
Cada um desses contextos exige uma abordagem clínica específica, considerando a origem do ciúme, sua intensidade e os prejuízos que causam. Em todos os casos, o tratamento envolve psicoterapia, muitas vezes com Terapia Cognitivo-Comportamental, e, dependendo da gravidade, acompanhamento psiquiátrico com medicação.
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O que é ciúmes possessivo? .
O que é ciúmes possessivo? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ciúme possessivo é um tipo de ciúme intenso e desproporcional, marcado pela necessidade de controle sobre o outro. Uma pessoa que sente esse tipo de ciúmes acredita que o parceiro(a) "lhe pertence" e, por isso, tenta controlar seus passos, conversas, roupas, redes sociais e até amizades, como se tudo precisasse passar por sua aprovação.
Diferente de um ciúme pontual e saudável (ligado ao medo de perder alguém importante), o ciúmes possessivo tem uma raiz mais profunda na insegurança, na baixa autoestima e, muitas vezes, no medo do abandono ou da traição, mesmo sem motivos reais. Ele pode gerar comportamentos como acusações solicitadas, invasão de privacidade, vigilância constante, manipulação emocional e, em casos mais graves, agressividade.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, identificamos os pensamentos disfuncionais que alimentam esse comportamento, como “se ele(a) me ama, tem que me dar satisfações”, ou “se eu não controlar, vou ser traído(a)”, e os substitui por pensamentos mais realistas e funcionais. Também fortalecemos a autoestima, a confiança e a comunicação no relacionamento, ajudando a pessoa a se libertar da necessidade de controle e a desenvolver vínculos mais saudáveis.
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Qual é o Impacto da crise existencial na vida diária de um paciente adulto ?
Qual é o Impacto da crise existencial na vida diária de um paciente adulto ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A crise existencial pode ter um impacto profundo na vida diária de um paciente adulto, afetando desde suas emoções até suas escolhas, relacionamentos e produtividade. Ela costuma surgir em momentos de transição ou conflito interno, quando a pessoa começa a questionar o sentido da vida, suas escolhas, sua identidade ou propósito. Isso pode gerar sentimentos como angústia, vazio, frustração, confusão e até desesperança.
No dia a dia, esses sentimentos podem levar à desmotivação no trabalho, dificuldade de tomar decisões, afastamento social, queda na autoestima e alterações no sono ou no apetite. É comum que uma pessoa sinta que está "perdida", sem rumores, e comece a duvidar do valor das coisas que antes são importantes. Às vezes, essa crise pode se confundir com quadros de depressão ou ansiedade, pois o sofrimento emocional é intenso.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, procuramos identificar os pensamentos automáticos e as implicações centrais que alimentam esse sofrimento, como “minha vida não tem sentido”, “não estou no lugar certo” ou “já deveria ter feito mais”, e ajudar o paciente a ressignificar essas ideias. Ao mesmo tempo, buscamos reconstruir um senso de propósito mais autêntico e alinhado aos valores pessoais, ajudando o paciente a se reconectar consigo mesmo e com o que realmente importa.
Embora dolorosa, a crise existencial também pode ser uma oportunidade de crescimento e transformação, desde que colhida com escuta, reflexão e direcionamento terapêutico adequado.
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Olá, como faço para lidar com pessimismo extremo? Sou uma pessoa extremamente negativa. Isso vai des
Olá, como faço para lidar com pessimismo extremo? Sou uma pessoa extremamente negativa. Isso vai desde coisas pequenas até coisas grandes na vida. Sempre espero o pior, seja qual for a situação, e sempre acho que sou inferior aos outros e incapaz de atingir um objetivo. Eu tento guardar essa negatividade, esse pessimismo sufocante para mim mesmo para não “contaminar” outras pessoas (afinal, acho que ninguém gosta de uma pessoa negativa o tempo todo), mas a sensação é horrível. Não consigo realizar planos ou projetos porque sempre acho que não vai dar certo. Isso pode ter a ver com quadro depressivo ou seria apenas um traço da minha personalidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lidar com um pessimismo pode ser desafiador, mas existem estratégias que você pode tentar para trabalhar nesse padrão de pensamento negativo. Aqui estão algumas sugestões:
Autoconsciência: O primeiro passo é se tornar consciente dos seus padrões de pensamento pessimistas. Observe quando esses pensamentos surgem e como eles ativaram suas emoções e comportamentos. Conscientizar-se desses padrões é fundamental para começar a desafiá-los.
Avalie a evidência: Quando você percebe pensamentos pessimistas, questione-os racionalmente. Procure provas que apoiem ou contradigam esses pensamentos negativos. Muitas vezes, nosso pessimismo é baseado em suposições infundadas. Ao buscar evidências concretas, você pode obter uma perspectiva mais equilibrada.
Tente buscar ajuda em terapia.
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Na minha pré-adolescência, quando tinha 14 anos, acabei abusando do meu primo que deveri ater uns 7.
Na minha pré-adolescência, quando tinha 14 anos, acabei abusando do meu primo que deveri ater uns 7. Sou homem e não possuo desejos homossexuais. Acredito que naquele tempo, eu estava curioso sobre o "mundo do sexo", me descobrindo e por algum motivo queria ver se conseguia estimular ele como eu fazia comigo. Então eu passava a mão perto de suas partes íntimas. Ele achava que era alguma brincadeira então só falava para eu parar quando notava e eu parava e não fazia mais, isso ocorreu em 4 dias diferentes num período de tipo 1 ano, ou 1 ano e meio. Uma vez ele dormiu em casa e cheguei a lamber seu órgão genital enquanto ele dormia, foi nesse momento que percebi as coisas nojentas que estava fazendo, pois instantaneamente me arrependi, achei nojento, como se meu lado racional tivesse voltado.
Depois disso, só encarei como um erro e segui a vida, não fiz mais essas coisas. Porém quando via ele eu fica meio apreensivo, pois sabia que o que tinha feito era errado, poderia ser pior, poderia ter afetado ele psicologicamente.
Atualmente, tenho 19. Conversando com uma amiga sobre o assunto de abuso sexual me lembrei desses acontecimentos. Fiquei pensando que já cometi atos que tanto repudio. Me sinto uma pessoa impura ou falsa, não sei. Até mesmo que não mereço ser amigo da pessoa com quem falava, pois ela contou sobre casos de pessoas que ela conhecia que sofreram abuso e como ela também detém ódio sobre o abusadores.
Agora fico com isso na cabeça. Eu consegui entender os motivos que me levaram a cometer esse erro ( imaturidade, fui a presentado ao sexo e ao prazer na infância, eu estava curioso, mentalmente estável por causa da minha relação com família e amigos, eu sabia que era errado, mas não o quão horrível eram meus atos), aprendi minha lição e vi como isso afetou minha vida sexual desde então e estou consertando, e me perdoei.
Porém agora a grande questão é: devo falar a ela sobre esse assunto ou superar por que pode gerar desconfiança por parte dela?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A adolescência é um período de descoberta, crescimento e aprendizado, Se você está lidando com sentimentos de arrependimento em relação às suas ações passadas é muito importante que busque ajuda de um psicólogo(a) antes de tomar qualquer descisão.
É importante permitir-se vivenciar e processar essas emoções, em vez de reprimi-las. Permita-se sentir tristeza, raiva ou culpa, se necessário, como parte do processo de cura.
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Qual a importância do acompanhamento psicológico para crianças com pac?
Qual a importância do acompanhamento psicológico para crianças com pac?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, É muito importante que seja feito um trabalho com uma equipe multidisciplinar, composta por fonoaudiólogo, psicopedagogo, os professores e a família, para apoiarem a criança com DPAC, oferecendo alternativas de conteúdos para estimular o aprendizado e a compreensão da criança.
Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…