Perguntas do paciente (29)

  • . Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem sentir uma necessidade excessiva de

    . Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem sentir uma necessidade excessiva de aprovação dos outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Sim, é bastante comum que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline sintam uma necessidade maior de aprovação.
    Isso geralmente está relacionado a um medo intenso de rejeição ou abandono, além de inseguranças na forma como a pessoa se percebe. A validação do outro pode acabar funcionando como uma forma de se sentir aceita, segura ou suficiente.
    Na terapia, trabalhamos o fortalecimento da autoestima, do senso de identidade e da regulação emocional, para que essa validação venha cada vez mais de dentro, e não apenas do outro.
    Se você se identifica com isso, buscar apoio pode ser um passo importante.


  • Por que alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) nega o transtorno?

    Por que alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) nega o transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    É comum que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline tenham dificuldade em aceitar o diagnóstico, e isso não significa falta de vontade de melhorar.
    Muitas vezes, existe medo de julgamento, vergonha ou até a sensação de que o diagnóstico define quem a pessoa é. Além disso, como as emoções são muito intensas, nem sempre fica claro que alguns comportamentos estão causando sofrimento.
    Na terapia, o foco não é o rótulo, mas entender os padrões emocionais e ajudar a pessoa a desenvolver formas mais saudáveis de lidar com o que sente.
    Se você se identifica com isso, buscar apoio pode ser um passo importante.


  • Como a neuropsicologia trata o hiperfoco desadaptativo (disfuncional) ?

    Como a neuropsicologia trata o hiperfoco desadaptativo (disfuncional) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Na neuropsicologia, o hiperfoco desadaptativo é compreendido como uma dificuldade de flexibilidade cognitiva e de alternância atencional, geralmente associada a alterações nas funções executivas. O manejo envolve avaliação do perfil atencional, treino de regulação e estratégias para promover maior controle e transição entre tarefas. Se este é o seu caso busque um profissional que possa conduzi-lo .


  • Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durant

    Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durante os ultimos anos minha válvula de escape tem sido a pornografia. Gostaria de saber como proceder, como atenuar esse problema e quais medidas tomar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Na maioria dos casos, a pornografia não é o problema principal, mas sim, uma válvula de escape emocional. Uma forma de aliviar: ansiedade, solidão, frustração, tédio, baixa autoestima, sensação de vazio, estagnação, ETC...
    Ou seja: ela está “funcionando” para algo, mesmo que traga consequências ruins depois. Busque ajuda terapautica para pooder compreender qual é o seu motivo real, espero ter ajudado.


  • Como as empresas podem apoiar um funcionário com "Inteligência Limítrofe" ?

    Como as empresas podem apoiar um funcionário com "Inteligência Limítrofe" ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    primeramente não rotulando o funconário, desenvolver tarefas simples que ele possa realizar conforme suas capacidades, oferecer treinamentos e usar linguagem simples e assertiva, foco em postos fortes, medir desempenho com entregas reais e não e por rapidez inteletual, evitar exposições públicas, buscar oferecer um ambiente de trabalho sguro e saudável, espero ter ajudado. Para maiores informações acobnseelhameento ou melhoria de ambieentes de trabalho nao exite em buscar um profissional preparado para que possa te auxiliar.


  • Uma pessoa autista pode eventualmente funcionar como uma pessoa neurotípica para que ninguém saiba q

    Uma pessoa autista pode eventualmente funcionar como uma pessoa neurotípica para que ninguém saiba que ela tem autismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Sim, algumas pessoas autistas podem aprender a se “passar” por neurotípicas, mas isso não muda sua neurologia. É uma adaptação social que pode ser útil, mas também desgastante e nem sempre sustentável, pois pode ao longo do tempo, pois mascarar comportamentos naturais (movimentos repetitivos, evitar contato visual) consome energia mental extra o que pode levar a fadiga mental e até mesmo a depressão e ansiedade com o tempo ou reforçar a evitação social por se tornar uma interação desgastante.
    Espero ter ajudado!


  • Como o cérebro autista processa informações de forma diferente do cérebro neurotípico?

    Como o cérebro autista processa informações de forma diferente do cérebro neurotípico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    O cérebro autista processa informações de maneira diferente do cérebro neurotípico em vários níveis: estrutural, funcional e cognitivo. por exemplo uma pessoa neurotípica tende a filtrar estìmulos priorizando o que é socialmente ou contextualmente relevante, pessoas com autismo frequentemente tem hiperfoco em certos interesses ou detalhes demonstrando dificudade em filtrar as informações irrelevantes.
    Espero ter ajudado!


  • Alguém com autismo pode se tornar mais neurotípico com o tempo? Quais fatores podem contribuir para

    Alguém com autismo pode se tornar mais neurotípico com o tempo? Quais fatores podem contribuir para essa mudança?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    O autismo é uma condição do neurodesenvolvimento, isso significa que o cérebro da pessoa autista funciona de forma diferente, e essa diferença permanece ao longo da vida, alguém com autismo não se torna neurotípico com o tempo, mas pode se desenvolver e ampliar suas habilidades de forma significativa.
    Com o apoio certo e precoce, muitas pessoas autistas aprendem a lidar melhor com desafios, comunicar-se com mais facilidade e se adaptar a diferentes contextos.
    Fatores que contribuem para esse progresso por exemplo pode ser: intervenção precoce e multidisciplinar, ambientes previsíveis e acolhedores, apoio emocional e compreensão familiar; estratégias terapêuticas baseadas em evidências (como ABA, TCC, integração sensorial, fonoaudiologia, etc.).
    Espero ter ajudado.


  • O que significa “viver o presente” na Gestalt? Escutei isso do meu terapeuta essa semana e fiquei em

    O que significa “viver o presente” na Gestalt? Escutei isso do meu terapeuta essa semana e fiquei em dúvida...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Vou te responder como é na Terapia Cognitiva Comportamental-TCC, que é minha abordagem, porém na Gestalt o conceito é parecido “viver o presente” é aprender a se concentrar no momento atual, reconhecendo pensamentos e emoções sem julgá-los, e respondendo a eles de forma mais equilibrada e consciente.
    Espero ter ajudado e se ainda assim ficar com dúvidas, não fique com vegonha, perguntar ao teu terapeuta e peça a ele que te explique.


  • A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é capaz de amar uma pessoa ?

    A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é capaz de amar uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Sim, e mais eles amam de uma maneira muito intensa, por essa razão ele também são altamente sensiveis, a pessoa que tem TPB sofre de instabilidade emocianal e tem muito medo ao abandono, mas eles podem ser profundamente carinhosos e dedicados ao parceiro o que causa muitas vezes os comflitos. Espero ter ajudado.


  • Como a análise existencial pode ajudar no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial ?

    Como a análise existencial pode ajudar no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    A TCC (Terapia Cognitiva Comportamental) a EPR (Exposição e prevenção de resposta) é o padrão-ouro para TOC.
    A Análise Existencial pode ser um caminho alternativo ou complementar, especialmente em quem busca um olhar mais amplo sobre o sofrimento, valores e liberdade. Pode favorecer maior autonomia e aceitação, reduzindo a rigidez mental típica do TOC.


  • Quanto tempo dura a mania de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Quanto tempo dura a mania de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    No Transtorno de Personalidade Borderline, as mudanças de humor costumam ser muito intensas, mas rápidas — geralmente duram algumas horas ou poucos dias. Já na bipolaridade, a mania é diferente: trata-se de um episódio mais prolongado, que pode durar vários dias ou até semanas. Se houver dúvida entre os dois quadros, é importante conversar com um profissional, porque o tratamento é diferente. Espero ter ajudado


  • Como lidar com a depressão e a ansiedade relacionadas ao Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    Como lidar com a depressão e a ansiedade relacionadas ao Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    A depressão e a ansiedade associadas ao Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) devem ser abordadas de forma integrada. O manejo inclui psicoterapia (especialmente terapias baseadas em evidências, como a cognitivo-comportamental), tratamento farmacológico quando indicado (antidepressivos e ansiolíticos com segurança no LES), além de intervenções não farmacológicas, como técnicas de relaxamento, atividade física adaptada e estratégias de manejo do estresse. O suporte social e a adesão ao acompanhamento multiprofissional também são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e reduzir a atividade da doença.


  • Como o estado emocional influencia o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    Como o estado emocional influencia o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    O estado emocional não é causa direta do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), mas exerce influência sobre sua atividade. Estresse crônico, ansiedade e depressão podem modular a resposta imunológica, aumentando a produção de citocinas inflamatórias e favorecendo a ocorrência de surtos da doença. Além disso, o impacto psicológico pode interferir na adesão ao tratamento e no controle clínico. Estratégias de manejo emocional e suporte psicossocial contribuem para melhor evolução do LES.


  • Qual a diferença entre terapia cognitivo-comportamental (TCC) e terapia do esquema (TE) no tratament

    Qual a diferença entre terapia cognitivo-comportamental (TCC) e terapia do esquema (TE) no tratamento do transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    A TCC foca em mudar pensamentos e comportamentos atuais, ajudando no manejo de crises e impulsividade. Já a Terapia do Esquema atua em padrões emocionais mais profundos, buscando mudanças mais duradouras no transtorno borderline. Porém nada impede que uma técnica utilize estrategias uma da outra pois a Terapia do esquema vem da TCC, porém se aprofunda-se nos padrões emocionais formados desde a infância, sendo muito indicada para os transtornos de personalidade.
    Espero ter ajudado.


  • Qual é a diferença da cognição social entre Transtorno do Espectro Autista (TEA) e do Transtorno de

    Qual é a diferença da cognição social entre Transtorno do Espectro Autista (TEA) e do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    A cognição social é a nossa capacidade de compreender e responder às emoções, intenções e comportamentos das outras pessoas.
    No Transtorno do Espectro Autista (TEA), essa área costuma estar mais relacionada a dificuldades no reconhecimento de expressões faciais, na interpretação de pistas sociais sutis e na compreensão da perspectiva do outro. Por isso, pessoas com TEA podem ter mais obstáculos em interações sociais, mesmo quando existe a intenção de se conectar.
    Já no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a cognição social geralmente está preservada, mas existe uma hipersensibilidade emocional. Isso significa que a pessoa reconhece e entende os sinais sociais, mas pode interpretá-los de forma intensa, instável ou marcada por medo de rejeição e abandono, o que afeta seus relacionamentos.
    Por isso, a intervenção terapêutica é adaptada a cada caso, espero ter ajudado.


  • É possível melhorar a cognição social em pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    É possível melhorar a cognição social em pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    A resposta a sua pergunta é sim, pessoas com transtorno de personalidade borderline podem melhorar a cognição social (como empatia, interpretação de emoções e relações interpessoais) com psicoterapia adequada as principais abordagens utilizadas são a Terapia do Esquema ou Terapia Dialética Comportamental, que treinam habilidades sociais e emocionais.


  • Como a atenção plena pode ajudar com crenças disfuncionais?

    Como a atenção plena pode ajudar com crenças disfuncionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    A atenção plena ajuda, porque ensina você a observar seus pensamentos sem acreditar neles automaticamente. Assim, quando surge uma crença negativa, você consegue reconhecê-la como só um pensamento, em vez de uma verdade absoluta, e escolher como agir de forma mais saudável.


  • . O que é importante lembrar sobre a atenção plena e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    . O que é importante lembrar sobre a atenção plena e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Boa tarde,
    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) está diretamente relacionado a pensamentos intrusivos, repetitivos e muitas vezes catastróficos. Esses pensamentos geram sofrimento, medo e intensa angústia, pois a pessoa acredita que algo negativo poderá acontecer no futuro caso não realize uma ação de contenção, para a compulsão.
    Já a atenção plena (mindfulness) atua de forma diferente: em vez de alimentar o ciclo entre pensamento e compulsão, ela convida a mente a voltar para o momento presente. Essa prática ajuda a observar os pensamentos como eventos mentais passageiros, sem julgá-los e sem necessidade de reagir a eles.
    Por isso, a atenção plena pode ser um método eficaz para reduzir a ansiedade gerada pelo TOC, oferecendo mais liberdade diante dos pensamentos e diminuindo a necessidade de recorrer às compulsões para aliviar o desconforto.


  • Oi, tudo bem? Tô numa situação que tá me deixando muito angustiado e sem saber o que fazer. Eu sou a

    Oi, tudo bem? Tô numa situação que tá me deixando muito angustiado e sem saber o que fazer. Eu sou apaixonado por uma amiga, ela sabe disso. Recentemente, uma outra amiga me mostrou o perfil do namorado dela num aplicativo de relacionamento. Elas duas nem se conhecem então não tinha porque ela inventar também. Ela me mandou vários prints, com foto dele, nome, selo de verificado e até o status online. Eu vi tudo.
    Minha amiga sempre fala dele como um cara quase perfeito, que até deixa as senhas dele com ela. Por isso, tô com medo de contar isso pra ela, porque ela pode achar que tô inventando coisa, ou que tô falando por ciúmes. Mas agora, toda vez que ela comenta que vai sair com ele ou dos sentimentos dela sobre ele eu sinto uma vergonha absurda. Tô nessa dúvida que tá me consumindo, será que eu conto e corro o risco dela não acreditar em mim por causa do que eu sinto? Ou será que guardo e vivo com esse peso, sabendo que se ela descobre que eu sábia pode se sentir traída por mim?
    Queria muito saber o que fazer numa situação como essa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    É muito delicado este tema, porém se você sente que deveria contar, e decide contar, aqui segue uma ajuda na maneira de abordar o tema, após reflexionar sobre as possíveis consequências e assumi-las:
    Olha, eu tô te contando isso porque gosto de você e me preocupo com você, não por ciúmes ou má intenção. Porém recentemente, uma pessoa me mostrou o perfil do do seu namorado num aplicativo de relacionamento. Tinha foto dele, selo verificado, e estava até online. Eu vi com meus próprios olhos. Eu sei o quanto você confia nele, e por isso fiquei angustiado. Eu pensei muito antes de te contar por que não queria que parecesse algo movido por sentimento, mas sim por respeito.
    E se ela não acreditar?
    Talvez aconteça. Mas com o tempo, a verdade se sustenta. E mesmo que no começo ela se afaste ou fique magoada, se a amizade for real, ela vai perceber que você não quis machucá-la e sim quis protegê-la. E isso pode até fortalecer a relação de vocês lá na frente.
    E o seu coração?
    Você está sofrendo também por amor não correspondido. Isso não pode ser ignorado. Talvez abrir essa questão também te ajude a se libertar um pouco desse lugar de dor e silêncio. Mesmo que ela não retribua da mesma forma, você está sendo honesto e corajoso, e isso já é muito.


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