Perguntas do paciente (29)

  • Podemos Mudar Nossa Personalidade? .

    Podemos Mudar Nossa Personalidade? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Sim, podemos mudar aspectos da nossa personalidade, mas com algumas ressalvas importantes.

    A personalidade é composta por traços relativamente estáveis ao longo do tempo, como a forma como pensamos, sentimos e reagimos ao mundo. No entanto, ela não é fixa como uma pedra — ela pode evoluir por influência de experiências de vida, relações significativas, autoconhecimento e trabalho psicológico.
    Espero ter respondido a sua pergunta.


  • Minha filha tem 4 anos, e de uns 10 dias pra cá, ela vem falando muita besteira, e pensando muitas b

    Minha filha tem 4 anos, e de uns 10 dias pra cá, ela vem falando muita besteira, e pensando muitas bobagens. Por exemplo " Mãe, eu estava no banheiro e pensei que meu vô tava pelado " ou " Mamãe, eu só consigo pensar em coisas que mulher não pode ver homem fazendo ".
    " Mãe, eu pensei no meu Dindo pelado ". E eu tenho ficado muito assustada, pq ela nunca teve contato com nenhum homem nu, ou algo do tipo. E eu não sei o que fazer. Pq ela passa o dia inteiro dizendo essas coisas, e pensando essas coisas. Me ajudeeeem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Ola, o que você esta relatando é algo realmente delicado e que pode estar te gerando angustia e isto é super normal, porque acendeu um alerta na sua mente e seu instinto de proteção esta absolutamente certo em ligar o alerta.
    Mas vamos tentar olhar com calma de porque sua filha pode estar demonstrando esta fixação neste determinado conteúdo.
    Apesar de haver curiosidade natural sobre o corpo e sobre o que é “íntimo”, frases como:
    • “Eu pensei no meu vô pelado”
    • “Eu só consigo pensar em coisas que mulher não pode ver homem fazendo”
    • “Pensei no meu dindo pelado”
    …são muito específicas, sexualizadas e repetitivas, e isso levanta sinais de alerta importantes. Isso pode indicar que ela:
    • Foi exposta a conteúdos inapropriados, mesmo sem querer (TV, YouTube, conversas de adultos ou outras crianças);
    • Ouviu falas sexualizadas de alguém próximo (mesmo sem entender o contexto);
    • Está tentando processar algo que viu, ouviu ou até vivenciou, e que a mente dela ainda não consegue organizar.
    O que você deve fazer agora? NÃO brigue ou censure.Por mais difícil que seja ouvir, reagir com bronca ou susto só aumenta a confusão e o medo na criança. Responda com calma e amor: ”Filha, por que você pensou nisso?”
    “Alguém falou alguma coisa parecida com isso pra você?”
    “Você viu algo que te deixou assustada ou confusa?”
    Fale como se você estivesse apenas curiosa, sem julgamento, para ela sentir segurança em se abrir.
    Observe também comportamentos e relações, fique atenta se:
    • Ela evita ou se mostra desconfortável perto de alguém;
    • Apresenta regressões (voltar a fazer xixi na roupa, medo de dormir sozinha);
    • Fica mais agressiva, ansiosa ou muito introspectiva;
    • Repete frases semelhantes várias vezes ao dia ou em momentos específicos (como no banho, por exemplo).
    Por ultimo procure um(a) psicólogo(a) infantil especializado(a). Esse tipo de situação precisa de uma escuta profissional urgente — não para pânico, mas para proteção, acolhimento e prevenção. A psicologia infantil trabalha com brincadeiras, desenhos e linguagem própria para ajudar a criança a expressar o que sente, sem traumas. Com esta atitude você estará dando o melhor para sua filha: ajudando-a a lidar com pensamentos confusos e protegendo sua saúde emocional e física.
    Espero poder ter te ajudado a diminuir um pouco da sua angustia.


  • O que é "psicologia tomista"? e o que é ABA? qual a diferença destas para a a TCC e a PBE?

    O que é "psicologia tomista"? e o que é ABA? qual a diferença destas para a a TCC e a PBE?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Na psicologia, existem diversas abordagens e formas de compreender o ser humano e promover saúde mental. Cada uma delas tem fundamentos e métodos diferentes. Conheça algumas das principais:
    1. ABA (Análise do Comportamento Aplicada)
    É uma abordagem baseada na ciência do comportamento. Muito usada com crianças com autismo, a ABA trabalha para modificar comportamentos por meio de reforços, estratégias estruturadas e análise funcional. Foco prático, objetivo e com resultados mensuráveis.
    2. TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental)
    Uma das abordagens mais conhecidas atualmente. A TCC entende que pensamentos, emoções e comportamentos estão interligados. O objetivo é identificar padrões de pensamento disfuncionais e substituí-los por formas mais equilibradas e saudáveis. É eficaz no tratamento de ansiedade, depressão, fobias, entre outros.
    3. PBE (Prática Baseada em Evidências)
    Não é uma abordagem por si só, mas um jeito de trabalhar na psicologia. Significa tomar decisões terapêuticas com base nas melhores evidências científicas disponíveis, aliadas à experiência clínica do profissional e às preferências do paciente.
    4. Psicologia Tomista
    Inspirada na filosofia de São Tomás de Aquino, essa abordagem vê o ser humano como corpo e alma, com foco na razão, liberdade e desenvolvimento das virtudes. É mais comum em contextos religiosos e não é baseada em estudos científicos modernos, mas sim em fundamentos filosófico-teológicos.

    Cada abordagem tem seu valor e pode ser mais indicada dependendo das necessidades, objetivos e crenças de cada pessoa. O mais importante é encontrar uma escuta acolhedora, ética e respeitosa com a sua história.


  • Sou gay. Já tive outros relacionamentos onde desenvolvi dependência emocional e não deram certo. Hoj

    Sou gay. Já tive outros relacionamentos onde desenvolvi dependência emocional e não deram certo. Hoje estou em um relacionamento (2 anos de namoro) onde recebo atenção, amor, carinho. E sinto que nos últimos 8 meses venho ficando angustiado, duvidando dos meus sentimentos, como se eu me auto sabotasse. Minha infância não tive presença paterna e tive relação um pouco conturbada com minha mãe. Então hoje sinto que neste relacionamento minha mente tivesse trabalhando contra mim, pois o relacionamento que vivo é saudável, mas quando estou sozinho com meu namorado sinto que a presença dele não é suficiente, quando estamos em família, estou bem, mas somente eu e ele fico angustiado. Não quero ter que acabar sem entender o que tá acontecendo com minha mente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Olá, entendo que a situação seja realmente confusa e dolorosa para você, especialmente porque o relacionamento que você tem agora parece ser saudável e com amor, mas a sua mente está criando uma espécie de bloqueio emocional (auto sabotagem que você menciona).
    Isso pode estar relacionado a algumas questões profundas que você comentou anterioremente sobre o relacionamente com teus pais, que podem ter deixado você com padrões de apego e uma expectativa de que o amor precisa ser “intenso” ou “instável” para ser válido, como você já experimentou em relações anteriores. Quando você está sozinho com seu namorado, sua mente pode estar ativando esses medos e inseguranças, de forma quase automática, como se estivesse tentando evitar um “vazio emocional” que está lá, mas que não tem a ver com ele, mas sim com questões não resolvidas dentro de você.
    Essa angústia pode surgir também de uma dificuldade em “sentir-se merecedor” do amor saudável que você tem agora.
    Essa é uma experiência comum em quem já passou por relacionamentos difíceis ou teve dificuldades na infância com figuras parentais. Porém, o fato de você querer entender e não terminar o relacionamento sem antes entender a sua mente é um ótimo sinal — é um passo importante em direção ao autoconhecimento.
    Você já tentou conversar com seu namorado sobre esses sentimentos, ou isso é algo que você está mais guardando para si?


  • É Possível Identificar o Transtorno de Personalidade Narcisista na Infância e na adolescência ?

    É Possível Identificar o Transtorno de Personalidade Narcisista na Infância e na adolescência ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Olá, a resposta seria que infancia não se faz diagnostico de TPN, porque algumas características narcisistas na infância podem ser parte do desenvolvimento normal da criança.
    E na fase da adolescencia tem que ser olhando com calma porque é a fase onde o jovem esta desenvolvendo a identidade e pode apresentar momentos de egocentrismo, arrogancia ou rebeldia mas nao necesariamente possa ser um narcisista.
    Mas em caso de que as caracteristicas em ambas as fases apresentem atitudes chamativas repetitivas ecageradas, sempre esta indicado buscar ajuda profissional para compreender o que esta acontecendo.
    Espero ter ajudado.


  • Que profissional devo procurar para diagnosticar (afirmar ou descartar) Transtorno do Espectro Autis

    Que profissional devo procurar para diagnosticar (afirmar ou descartar) Transtorno do Espectro Autista (Síndrome de Asperger) e/ou Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo em adulto já diagnosticado com depressão, Transtorno de personalidade Borderline e negligência emocional infantil? Psicólogo, psicanalista, e/ou psiquiatra? ou um conjunto de profissionais? Obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Para diagnosticar formalmente condições como Transtorno do Espectro Autista (incluindo a Síndrome de Asperger) e Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) em adultos, o ideal é buscar um psiquiatra e/ou um psicólogo clínico com experiência em avaliação diagnóstica.
    Dado o histórico complexo que você mencionou (com diagnóstico prévio de depressão, Borderline e histórico de negligência), uma avaliação multidisciplinar costuma ser o caminho mais eficaz e cuidadoso.
    Se possível, procure profissionais que tenham experiência com autismo em adultos e com traumas complexos — nem todos têm essa formação específica.

    Espero ter ajudado.


  • Ola tenho 23 anos percebi que uns anos pra estou escrevendo e uma email percebo que a palavra que es

    Ola tenho 23 anos percebi que uns anos pra estou escrevendo e uma email percebo que a palavra que escrevi esta faltando uma letra ou esta invertida na hora que estou lendo o email vejo que esta faltando sempre fui uma criança normal nunca tive dificuldade em aprender minhas notas eram até acima da media não sei o que esta ocorrendo..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Olá! Entendo a sua preocupação. Esses lapsos na escrita podem estar ligados a fatores como ansiedade, estresse ou atenção. Como percebeu que isso vem acontecendo com frequência, o ideal é buscar uma avaliação médica e, se desejar, também iniciar acompanhamento psicológico, para compreender melhor o que está acontecendo e trabalhar estratégias que ajudem no dia a dia.


  • fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep

    fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Olá!
    O que você está vivendo é mais comum do que parece, e demonstra que há uma conexão emocional forte, mas também um certo desgaste que ainda não foi resolvido. Esse vai e vem, essa sensação de querer a pessoa quando está longe e querer distância quando está perto, pode indicar um conflito interno — entre o desejo de estar com alguém e o medo de repetir dores do passado.

    O fato de ter passado por vários relacionamentos mostra sua capacidade de tentar, de acreditar no amor. Mas talvez agora seja o momento de olhar mais para você:
    O que você realmente deseja em um relacionamento?
    O que faz com que você se afaste quando estão juntos?

    Recomeçar pode ser uma boa escolha — mas só se for com consciência e mudanças reais, não repetindo os mesmos padrões. Uma psicoterapia pode te ajudar a entender melhor seus sentimentos e tomar decisões mais claras e saudáveis para sua vida afetiva.

    Estou à disposição caso queira conversar mais sobre isso!


  • Como superar os pensamentos intrusivos? Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    Como superar os pensamentos intrusivos?
    Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Elisangela Baldin

    Entendo como esses pensamentos podem ser angustiantes, e quero te tranquilizar: pensamentos intrusivos são mais comuns do que parece, principalmente em momentos de grande mudança emocional, como a gravidez. Eles costumam surgir de forma automática, sem que a gente queira, e muitas vezes assustam justamente porque vão contra aquilo que a gente valoriza.

    A primeira coisa importante é saber que ter esse tipo de pensamento não significa que você vá agir sobre ele, nem que tem algo de errado com você. O problema não é ter o pensamento, mas sim o sofrimento e a culpa que ele traz.

    Tentar forçar esses pensamentos a irem embora costuma piorar a situação. Em vez disso, a gente trabalha para reconhecer que eles são apenas pensamentos — eles aparecem, ficam um tempo e passam. Isso pode ser feito com técnicas específicas, como as que usamos na Terapia Cognitivo-Comportamental, por exemplo.

    Também é essencial olhar com carinho para o contexto: sono, cansaço, mudanças hormonais, sobrecarga emocional... tudo isso influencia. A gente pode pensar em estratégias que te ajudem a lidar melhor com esses fatores. E, se for necessário, podemos avaliar em conjunto a necessidade de acompanhamento psiquiátrico também.

    O mais importante é: você não está sozinha nisso, e tem tratamento. Buscar ajuda já é um passo muito importante.


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