Perguntas do paciente (4)

  • Meu filho autista vem regredindo na escola, a escola diz que ele está agressivo. Em casa ele está no

    Meu filho autista vem regredindo na escola, a escola diz que ele está agressivo. Em casa ele está normal. A escola se recusa a apresentar as cameras que ele esteja agressivo, inclusive ele voltou machucado e eles alegam que foi ele em crise. Estão exigindo que eu contrate um profissional para acompanha-lo em sala de aula. Não tenho condições devido o custo que já tenho na escola, porém qual melhor profissional nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eloisa Grimaldi Petersen

    Esta é uma situação delicada e angustiante. Vou trazer algumas informações que podem ajudar a clarear os caminhos:
    Profissionais que costumam acompanhar crianças autistas em ambiente escolar
    Acompanhante terapêutico (AT): profissional que atua dentro da escola para ajudar a criança a regular comportamentos, facilitar a comunicação e apoiar a inclusão. Muitas vezes é indicado para casos em que há crises ou dificuldades de adaptação.
    Psicopedagogo: trabalha com estratégias de aprendizagem e pode ajudar a adaptar conteúdos e métodos de ensino

    Terapeuta ocupacional (TO): foca em habilidades de autorregulação, rotina e adaptação ao ambiente escolar.
    Psicólogo infantil especializado em TEA: pode orientar professores e acompanhar a criança em momentos críticos.
    Educador de apoio/inclusão (monitor escolar): em muitas redes públicas e privadas, é o profissional que acompanha alunos com necessidades específicas, sem custo adicional para a família.
    Aspectos legais e direitos: No Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e a Política Nacional de Educação Especial garantem que a escola deve oferecer os apoios necessários para inclusão, sem cobrar custos extras da família.
    Exigir que os pais contratem um profissional particular para acompanhamento em sala não é prática correta. A responsabilidade de garantir acessibilidade e inclusão é da instituição de ensino.
    Se seu filho voltou machucado, e a escola não fornece transparência (como acesso às câmeras), você pode solicitar formalmente por escrito e, se necessário, acionar o Conselho Tutelar ou Ministério Público.
    Solicite um laudo médico atualizado que descreva as necessidades do seu filho. Isso fortalece a exigência de apoio escolar adequado.
    Converse com a coordenação pedagógica e peça um plano de inclusão individualizado (às vezes chamado de PDI ou PEI).
    Caso a escola insista em transferir a responsabilidade, você pode buscar orientação jurídica ou apoio em associações de pais de autistas.


  • Minha filha tem 10 anos, está numa nova escola, é bem inteligente, gosta de brincar mas está sendo r

    Minha filha tem 10 anos, está numa nova escola, é bem inteligente, gosta de brincar mas está sendo rejeitada nos grupos da escola. O comportamento em casa continua o mesmo sempre brincando. Como posso ajudá- lá?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eloisa Grimaldi Petersen

    É muito difícil ver uma criança inteligente e cheia de energia passar por rejeição social na escola, ainda mais quando em casa ela continua sendo alegre e brincalhona. Isso mostra que a rejeição não está afetando sua essência, mas pode trazer sofrimento se não for trabalhada. Algumas formas de ajudá-la:
    De apoio emocional, dando espaço para ela contar como se sente, sem minimizar (“isso não é nada”) nem dramatizar, mostre que entende que pode ser doloroso não ser incluída, mas que isso não diminui o valor dela.
    É bom que ela construa vínculos fora da escola, incentive encontros com primos, vizinhos ou colegas de atividades extracurriculares. Isso fortalece a autoestima e mostra que ela é capaz de ter boas relações.
    Participar de atividades em grupo, tais como, esportes, teatro, música ou clubes podem ser ótimos para criar laços em ambientes diferentes.
    Com relação a escola, converse com os professores, eles podem ajudar que incentivem a integração, com projetos colaborativos, pedindo que ela participe de trabalhos em dupla ou grupo, o que pode facilitar aproximações, fazendo com que ela sinta orgulho de si mesma.
    Treinar habilidades sociais como esperar a vez, convidar colegas para brincar, ou elogiar os outros podem abrir portas.
    Quando buscar apoio profissional - Se a rejeição persistir e começar a afetar o humor, o sono ou o desempenho escolar, pode ser útil conversar com um psicólogo infantil. Isso não significa que haja algo “errado”, mas que ela terá um espaço seguro para aprender estratégias sociais e emocionais.


  • Meu filho de 7 anos sempre foi muito nervoso desde bebe...ainda mais qd não dorme o bastante.. Fica

    Meu filho de 7 anos sempre foi muito nervoso desde bebe...ainda mais qd não dorme o bastante..
    Fica irritado c TD...sem controle e encontra-se numa fase muito complicada de perfeccionista..TD dele tem ki sair perfeito e tem sempre ki estar em primeiro em TD..
    E qd não acontece ele sofre...fica nervoso fora do controle...falo muito c ele sobre erros que é normal...e ki tá TD bem qd acontece e ele entende...mas na prática não se controla
    É extremamente inteligente.
    O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eloisa Grimaldi Petersen

    No seu relato, você descreve uma criança que gosta de interagir, é sociável e responde bem aos estímulos. Isso não combina com os sinais típicos de TEA.
    Uma avaliação profissional deve ser apenas com um pediatra ou neuropediatra para avaliar de forma adequada. Se houver qualquer dúvida, o ideal é conversar com o pediatra que acompanha o desenvolvimento dela.
    Pelo que você contou, parece que sua filha está se desenvolvendo muito bem e até de forma precoce em algumas áreas. Mas se a preocupação persiste, buscar uma avaliação profissional pode trazer tranquilidade.


  • O que é o plano de ensino individualizado (PEI) no tratamento de autismo?

    O que é o plano de ensino individualizado (PEI) no tratamento de autismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Eloisa Grimaldi Petersen

    O Plano de Ensino Individualizado (PEI) é um documento pedagógico obrigatório e personalizado que organiza objetivos, estratégias e adaptações para garantir que alunos com autismo tenham acesso ao currículo escolar de forma inclusiva e significativa. Ele é construído em parceria entre escola, professores, equipe multidisciplinar e família.


Autor

Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.