Perguntas do paciente (99)

  • Olá! Minha namorada após 1 ano de relacionamento não sente mais afeto/carinho/tesão. Isso aconteceu

    Olá! Minha namorada após 1 ano de relacionamento não sente mais afeto/carinho/tesão. Isso aconteceu em todos os relacionamentos dela e está acontecendo no nosso agora. O que pode estar causando isso? Ela é religiosa mas nem tanto, não gosta muito de toque físico mas quanto fica sem relacionamento por 3 meses ou mais esse afeto volta. É estranho, como um ciclo onde ela nunca se mantém em um relacionamento pois não consegue mais satisfazer o afeto do companheiro

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Olá! O que você descreveu pode, sim, estar relacionado a um padrão psicológico ou comportamental repetitivo que merece atenção — tanto para o bem-estar dela quanto para a saúde do relacionamento.

    Aqui estão algumas possíveis causas que podem estar por trás desse ciclo:



    1. Padrão de apego evitativo

    Pessoas com esse estilo de apego têm dificuldade em manter intimidade por longos períodos. No início do relacionamento, tudo parece funcionar bem, mas conforme a conexão emocional se aprofunda, elas sentem desconforto, sufocamento ou perda de autonomia — o que as leva a se afastar.



    2. Bloqueios emocionais ou traumas antigos

    Ela pode ter vivenciado situações (até inconscientes) onde amar ou se vincular trouxe dor, frustração ou abandono. Como defesa, o cérebro “desativa” o desejo, o carinho e o afeto após certo tempo, como uma forma de proteção emocional.



    3. Conflito entre desejo e ideal religioso ou moral

    Mesmo que não se considere tão religiosa, ela pode carregar crenças profundas sobre sexualidade, afeto e “o certo a fazer”, que entram em conflito com o prazer e a intimidade no dia a dia — criando uma ambivalência que bloqueia o tesão e o carinho depois da fase inicial do romance.



    4. Necessidade de novidade (dopamina) e medo de rotina

    Algumas pessoas têm uma sensibilidade maior ao tédio e à previsibilidade. O início do relacionamento é excitante, mas, quando a paixão se transforma em vínculo estável, o sistema de recompensa cerebral esfria, e o desejo desaparece. Esse ciclo pode se repetir a cada novo parceiro.



    5. Possível relação com o espectro do autismo ou questões sensoriais

    O fato de ela não gostar muito de toque físico e sentir essa oscilação no afeto pode, em alguns casos, estar associado a um perfil neurodivergente (como autismo leve ou altas habilidades com disfunções sociais/sensoriais), mesmo que ela nunca tenha sido diagnosticada.



    E o que fazer com tudo isso?

    Essa é uma jornada que exige autoconhecimento e apoio psicológico. Ela pode se beneficiar muito de uma terapia individual, para compreender a raiz desse padrão e suas emoções reais. E vocês dois, se quiserem continuar juntos, podem investir em terapia de casal, para aprenderem a navegar essas fases com mais compreensão e estratégias práticas.

    Você já deu um passo muito importante: percebeu o padrão e está buscando entender, ao invés de simplesmente julgar ou desistir. Isso mostra maturidade emocional e amor verdadeiro.


  • O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é c

    O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é comum em quais transtornos do neurodesenvolvimento ou mentais? É possível que o QI limítrofe ocorra em pessoas com TDAH, autismo ou transtorno bipolar? Também pode estar presente em casos onde há comorbidade entre TDAH e TEA? Além disso, pessoas com inteligência limítrofe podem apresentar dificuldades comportamentais semelhantes às da deficiência intelectual, como infantilidade, imaturidade emocional, problemas sociais, dificuldades com autonomia e memória? Em que medida essas dificuldades interferem no desenvolvimento, aprendizagem e na adaptação social da pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    O funcionamento intelectual limítrofe (QI entre 70 e 84) representa uma zona cinzenta entre o que se considera cognitivamente típico e a deficiência intelectual. É mais comum do que se imagina e pode, sim, aparecer em pessoas com TDAH, TEA, transtorno bipolar ou em casos de comorbidades.

    Quem vive nessa faixa pode ter desenvolvimento mais lento, dificuldades emocionais, sociais e de autonomia — e muitas vezes passa a vida tentando “se encaixar” sem saber o porquê de tudo parecer mais difícil. Nem sempre é deficiência intelectual, mas os desafios na aprendizagem e adaptação são reais e profundos.

    A boa notícia? Com o suporte terapêutico certo, é possível desenvolver estratégias para compensar essas dificuldades, fortalecer a autoestima e promover uma vida mais funcional e satisfatória.

    Se você (ou alguém próximo) se reconhece em parte disso, pode ser o momento ideal para investigar mais a fundo e transformar esses desafios em caminhos de crescimento. Estou à disposição para te acompanhar nesse processo.


  • Opa olá a todos me chamo Felipe tenho três perguntas e procuro uma consulta presencial que seja uma

    Opa olá a todos me chamo Felipe tenho três perguntas e procuro uma consulta presencial que seja uma boa neuropsicóloga ou psicóloga mesmo que realiza testes e diagnostico, sou de Campo Grande - MS

    Tenho por preferencia mulheres, mas pode ser homem caso eu mudo de ideia

    é seguinte eu tenho forte suspeitas que tenho Autismo (acredito grau 1 leve a 2 moderado), além de ter possível TOC, TDAH e ansiedade + depressão, e vicio em pornografia (Conhecido como masturbação compulsiva)

    No meu caso depressão e ansiedade é 100% confirmado pq eu sinto os sintomas embora leve e também tenho muita raiva por causa disso, pq minha depressão não é só baseado na tristeza mas também na agressividade

    A Terapia cognitiva comportamental é suficiente para lidar com todos esses problemas? e quantas semanas ou meses é necessário ? também seria melhor acompanhar junto com medicação? Obrigado deste já a todos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Oi, Felipe! Primeiramente, quero reconhecer sua coragem por vir aqui se abrir com tanta clareza e buscar ajuda — esse já é um passo enorme e muito importante no seu processo de transformação. Vamos por partes, com atenção e respeito ao que você trouxe:



    Sobre a terapia cognitivo-comportamental (TCC):

    A TCC é, sim, uma abordagem muito eficaz para lidar com os quadros que você mencionou:
    • TDAH: ajuda a melhorar foco, organização, planejamento e regulação emocional.
    • TOC: trabalha diretamente com os pensamentos obsessivos e os comportamentos compulsivos.
    • Ansiedade e depressão: ajuda a identificar padrões de pensamento negativos e criar novas formas de enfrentamento.
    • Vício em pornografia/masturbação compulsiva: também pode ser tratado com TCC, especialmente quando o comportamento está ligado à ansiedade, solidão ou fuga emocional.
    • Autismo (grau 1 ou 2): a TCC pode ser adaptada para ajudar com habilidades sociais, rigidez cognitiva e regulação emocional, especialmente quando associada a TDAH ou ansiedade.

    Mas atenção: casos com múltiplos diagnósticos, como o seu, costumam demandar um plano integrado. A TCC será uma excelente base, mas um acompanhamento psiquiátrico pode ser essencial, principalmente se os sintomas forem intensos ou interferirem muito no seu dia a dia.



    ⏳ Em quanto tempo dá resultado?

    Depende muito do seu engajamento e da gravidade dos sintomas. Em geral:
    • Resultados iniciais começam a aparecer entre 8 a 12 semanas.
    • Para mudanças mais estruturais, leva de 6 meses a 1 ano (ou mais), dependendo da complexidade dos diagnósticos e da resposta ao tratamento.
    • O vício em pornografia, por exemplo, tende a melhorar junto com a saúde emocional geral — não precisa ser tratado isoladamente, mas sim dentro de um plano mais amplo.



    E sobre a medicação?

    Em muitos casos, a combinação de psicoterapia + medicação é o caminho mais eficaz, especialmente quando há TDAH, ansiedade, depressão ou TOC com sofrimento moderado a intenso.

    Você não precisa começar com medicação, mas vale conversar com um psiquiatra de confiança que possa avaliar com calma se ela ajudaria você a ter mais clareza, foco e estabilidade emocional para aproveitar melhor a terapia.
    Por fim, Felipe:

    Você não está sozinho, e os sintomas que sente são comuns, compreensíveis e tratáveis. O seu incômodo com a raiva, o isolamento e o ciclo da pornografia mostra que há consciência e desejo de mudança — e isso é um excelente sinal.

    Se desejar, posso te ajudar.


  • Se o local onde eu moro já me desgastou e me cansou muito emocionalmente e mentalmente, mudar de end

    Se o local onde eu moro já me desgastou e me cansou muito emocionalmente e mentalmente, mudar de endereço seria a melhor saída?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Se o lugar onde você mora já te desgastou emocionalmente ao ponto de afetar sua saúde mental, mudar de endereço pode, sim, ser uma possibilidade válida e necessária — mas a resposta mais honesta é: depende.

    Antes de tomar essa decisão, é importante se perguntar com muita clareza:
    • O que exatamente me faz mal aqui?
    • Estou querendo mudar para me afastar de um problema ou para me aproximar de uma vida mais leve?
    • Eu já processei as dores e frustrações que esse lugar me causou? Ou estou tentando enterrá-las?
    • Estou indo em direção ao novo com consciência ou fugindo sem elaborar o que vivi?

    Muitas vezes, mudar de ambiente é um passo essencial para resgatar o equilíbrio emocional, fechar ciclos dolorosos e criar novos significados. Mas é fundamental que essa mudança venha acompanhada de um processo interno. Porque se a dor está só sendo empurrada, ela vai junto, em caixas invisíveis.

    Então, sim: mudar pode ser libertador. Mas só se for um movimento com consciência, e não apenas um escape.

    Se precisar de ajuda para entender melhor o que está sentindo e se organizar emocionalmente para essa decisão, não hesite em procurar suporte terapêutico.


  • Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com am

    Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com amor e sem mágoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    ssa é uma pergunta muito importante e delicada — e a resposta precisa ser honesta: na maioria dos casos, não.

    Relacionamentos que já passaram por agressões físicas e verbais rompem uma base essencial: a segurança emocional e física. Onde existe medo, trauma, culpa e dor, é muito difícil (e às vezes até perigoso) reconstruir amor verdadeiro e saudável.

    Agressão não é erro, é violência. E a violência cria feridas profundas, muitas vezes invisíveis, que afetam autoestima, percepção de valor e até a capacidade de confiar em si e no outro.

    Claro, existem casos raros em que, com muita consciência, arrependimento real, responsabilidade emocional, tratamento psicológico consistente dos dois lados, o vínculo se reconstrói — mas nunca volta a ser como antes. Ele precisa nascer com outras bases, como se fosse outro relacionamento com as mesmas pessoas. E isso exige mais do que amor: exige limites, verdade, tempo e muita coragem.

    Mas a pergunta mais importante não é se dá pra reconstruir. É:
    Você se sente segura(o)?
    Você foi (ou está sendo) cuidada(o)? Ou machucada(o)?
    Você está tentando salvar esse relacionamento ou salvar a si mesma(o)?

    Você merece um amor que não te fere — nem física, nem emocionalmente.
    Se precisar de apoio para refletir sobre isso com profundidade, posso te ajudar.


  • Ao ver shows de música, batalhas de dança meio que me imagino. Mas só no momento que estou vendo. Se

    Ao ver shows de música, batalhas de dança meio que me imagino. Mas só no momento que estou vendo. Será pela autoestima baixa ou falta de socialização? A muitos anos não tenho uma vida social ativa. Também tenho muitos sintomas de TOC.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    A sua experiência é mais comum do que imagina, e ela pode estar relacionada, sim, com questões de autoestima, socialização e também com os sintomas de TOC que você mencionou. Muitas vezes, nos imaginamos em situações como essas, pois temos uma vontade interna de nos expressar, de nos conectar, mas algum bloqueio nos impede de realizar isso na vida real.

    Trabalhar essas questões em terapia pode te ajudar a fortalecer a autoestima, entender as raízes dos bloqueios e, aos poucos, construir uma vida social mais ativa e satisfatória. O caminho da autodescoberta é libertador e pode transformar a forma como você se relaciona consigo e com o mundo.

    Que tal agendarmos uma sessão para explorarmos isso juntos? Estou aqui para te ajudar a encontrar uma versão mais confiante e realizada de si mesmo!


  • Quais são as principais dificuldades enfrentadas por pessoas com transtorno borderline?

    Quais são as principais dificuldades enfrentadas por pessoas com transtorno borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Pessoas com transtorno de personalidade borderline enfrentam diversos desafios que podem impactar profundamente suas vidas e relacionamentos. Algumas das principais dificuldades incluem:

    Instabilidade Emocional: Mudanças intensas e rápidas de humor, que podem fazer com que sentimentos positivos e negativos sejam sentidos de forma muito intensa, dificultando a estabilidade emocional.
    Medo de Abandono: Esse medo pode levar a comportamentos impulsivos e até autossabotagem, na tentativa de evitar a sensação de abandono, mesmo que não exista um risco real.
    Relacionamentos Instáveis: A intensidade dos sentimentos pode fazer com que relacionamentos sejam vividos de forma muito intensa, mas também com altos e baixos, o que afeta as conexões sociais e pessoais.
    Dificuldade de Autoimagem: Pessoas com borderline podem ter uma visão instável sobre si mesmas, o que interfere na tomada de decisões e nos sentimentos de autoestima.
    Impulsividade: Muitas vezes, as pessoas com esse transtorno agem impulsivamente, seja em relação a comportamentos autodestrutivos ou decisões que podem afetar negativamente suas vidas.
    A boa notícia é que, com o acompanhamento adequado, é possível aprender a lidar com esses desafios e viver de forma mais equilibrada. A terapia oferece ferramentas práticas para regular as emoções e fortalecer os relacionamentos. Que tal darmos o primeiro passo juntos? Estou aqui para ajudar!


  • Parece que estou em uma crise constante há dias. A única coisa que me faz bem é assistir séries, fil

    Parece que estou em uma crise constante há dias. A única coisa que me faz bem é assistir séries, filmes, livros ou estudar, porque, ao parar para pensar na realidade, sinto meu corpo tremer e vontade de me coçar até arrancar sangue. Me sinto completamente incapaz de viver ou ter relacionamentos reais, porque, na minha cabeça, a realidade é podre demais para isso. Não consigo me sentir bem e estou cansada todos os momentos. Eu já desisti de ajuda psicológica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Sinto muito por você estar se sentindo assim. O que você descreveu é extremamente doloroso, e não é fácil lidar com uma sensação constante de crise, de incapacidade e de desconexão da realidade. Mas, antes de qualquer coisa, é muito importante que você saiba que você não está sozinha. O que está sentindo tem nome, e mesmo que agora pareça insuportável, a ajuda que você precisa ainda está disponível — ainda que, nesse momento, possa parecer difícil de alcançar.

    A sensação de fuga para as séries, filmes, livros e estudos pode ser uma forma de proteção, um mecanismo que você criou para se distanciar de uma dor profunda. Isso não é incomum, mas ao mesmo tempo, sabemos que essa fuga não resolve os sentimentos que você está vivendo. Pode até aliviar momentaneamente, mas logo depois, a sensação de cansaço e incapacidade retorna.

    Eu entendo que você tenha se sentido desmotivada em relação à ajuda psicológica, especialmente quando parece que os outros esforços não trazem os resultados que você espera. No entanto, isso não significa que você deva desistir da sua saúde mental. Às vezes, é apenas uma questão de encontrar o terapeuta ou abordagem certa para você — não desista da sua recuperação por conta de um processo que não foi ideal até agora.

    Aqui estão algumas sugestões para tentar, mesmo com a dor e cansaço, começar a dar passos:

    Reconhecer a dor e não se culpar por ela. O fato de você estar enfrentando esses sentimentos não significa que você é fraca ou incapaz. A dor emocional não tem a ver com quem você é, mas com o que você está passando. A dor não te define.
    Comece pequeno, um passo de cada vez. Mesmo que sua mente queira fugir, que tal tentar um pequeno momento de pausa? Algo simples como 5 minutos de respiração profunda ou até escrever um diário com seus sentimentos. Tente permitir-se sentir sem pressa de se livrar da sensação.
    Tente pensar nos pequenos sinais de esperança. Não precisa ser algo grandioso. Pode ser o fato de você ter aberto esta conversa, de ter expressado suas emoções. Isso já é um passo.
    Considere dar uma nova chance à terapia, mas com um novo olhar. A terapia é um processo que pode levar tempo e paciência, mas ela ajuda você a entender melhor seus sentimentos e a dar ferramentas para lidar com eles de maneira mais saudável. Você não está sozinha nesse processo.
    Falar com alguém de confiança. Se você não se sente confortável com a terapia agora, talvez conversar com alguém que você confie possa trazer algum alívio. Não tem que ser uma solução final, mas pode ajudar.
    Você merece se sentir bem novamente, merece encontrar a paz e a serenidade. Mesmo que agora tudo pareça nebuloso, lembre-se de que, com o apoio certo, você pode voltar a se conectar com seu próprio ser e reconstruir sua capacidade de viver plenamente.

    Eu sou muito grata por você ter compartilhado isso e espero, de coração, que consiga encontrar a ajuda e o alívio que tanto precisa. Se em algum momento você sentir que precisa de um espaço para falar mais ou explorar opções, estou aqui para você.


  • Desejaria saber se pacientes com transtorno do tipo Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) dev

    Desejaria saber se pacientes com transtorno do tipo Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) devem fazer Avaliação Neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    A Avaliação Neuropsicológica não é obrigatória para pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas pode ser muito importante e útil no tratamento. Esse tipo de avaliação permite entender melhor o funcionamento cognitivo, como memória, atenção, controle emocional e planejamento, áreas que podem estar comprometidas em quem vive com TPB.

    Com esses dados, é possível adaptar o tratamento de forma mais direcionada, identificando pontos específicos que merecem mais atenção. Além disso, essa avaliação pode ajudar o paciente a entender melhor como o transtorno afeta sua vida cotidiana, promovendo mais autoconhecimento e estratégias eficazes.

    Se você está considerando essa avaliação, saiba que ela pode complementar e enriquecer muito o processo terapêutico, oferecendo uma base sólida para o desenvolvimento de um tratamento mais personalizado e assertivo.


  • É verdade que as alterações no humor é um dos principais sintomas para diagnosticar uma pessoa com t

    É verdade que as alterações no humor é um dos principais sintomas para diagnosticar uma pessoa com transtorno afetivo bipolar (TAB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Sim, é verdade. As alterações no humor são, de fato, um dos principais sintomas para diagnosticar o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB). Este transtorno é caracterizado por episódios distintos de mania ou hipomania (períodos de humor anormalmente elevado, expansivo ou irritável) e depressão (períodos de humor extremamente baixo, tristeza profunda ou desesperança).

    Esses episódios alternam entre esses estados de humor extremos, sendo que:

    Mania: A pessoa pode se sentir excessivamente energizada, ter pensamentos acelerados, tomar decisões impulsivas, entre outros comportamentos arriscados.
    Hipomania: É uma forma mais leve de mania, mas com sintomas semelhantes, porém sem causar prejuízos tão severos no funcionamento da pessoa.
    Depressão: A pessoa experimenta uma perda significativa de interesse nas atividades, sensação de desesperança, cansaço extremo, entre outros sintomas típicos de um quadro depressivo.
    O diagnóstico do TAB é feito levando em consideração esses episódios de humor extremos, além de uma avaliação clínica detalhada. Se você ou alguém que você conhece está passando por esses sintomas, é importante procurar a ajuda de um profissional especializado para uma avaliação adequada e, se necessário, um plano de tratamento.


  • Existem sinais comportamentais precoces que anunciam o transtorno bipolar durante a infância e adole

    Existem sinais comportamentais precoces que anunciam o transtorno bipolar durante a infância e adolescência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Sim, o transtorno bipolar pode apresentar sinais comportamentais precoces na infância e adolescência, embora o diagnóstico nessa faixa etária seja desafiador. Os sintomas do transtorno bipolar em jovens podem ser confundidos com outros transtornos, como o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), ansiedade ou até mesmo comportamentos típicos da idade. No entanto, existem alguns sinais que podem indicar a presença de um transtorno de humor bipolar em desenvolvimento.

    Sinais comportamentais precoces na infância e adolescência:
    Oscilações de humor intensas e rápidas: Crianças e adolescentes com transtorno bipolar podem apresentar mudanças de humor bruscas e intensas, variando entre períodos de extrema euforia ou irritabilidade (fase maníaca ou hipomaníaca) e períodos de tristeza profunda (fase depressiva).
    Episódios de euforia ou excitação desproporcionais: Em momentos de euforia, a criança ou adolescente pode exibir uma energia excessiva, estar excessivamente animado ou apresentar uma autoconfiança fora do comum, que não é típica da idade.
    Irritabilidade extrema: Muitas vezes, em vez de se apresentarem como eufóricas, as crianças e adolescentes com bipolaridade podem mostrar-se extremamente irritadas, especialmente na fase maníaca. Essa irritabilidade pode resultar em explosões de raiva desproporcionais a situações comuns.
    Agressividade ou comportamentos desafiadores: Em alguns casos, jovens com bipolaridade podem ter comportamentos desafiadores e até agressivos, especialmente durante episódios de humor elevado ou irritado.
    Insônia ou pouca necessidade de sono: Um sinal típico de fase maníaca ou hipomaníaca é a necessidade reduzida de sono. O jovem pode dormir muito pouco e, mesmo assim, acordar cheio de energia.
    Comportamentos impulsivos ou de risco: Durante fases maníacas, é comum ver comportamentos impulsivos, como gastar dinheiro de forma irresponsável, experimentar substâncias, envolver-se em atividades perigosas ou tomar decisões arriscadas sem considerar as consequências.
    Períodos de baixa autoestima e sentimentos de inutilidade: Durante episódios depressivos, a criança ou adolescente pode ter baixa autoestima, sentimentos intensos de culpa ou inutilidade


  • Como é tratamento para o transtorno de adaptação com humor deprimido?

    Como é tratamento para o transtorno de adaptação com humor deprimido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    O tratamento para o Transtorno de Adaptação com Humor Deprimido geralmente envolve uma combinação de psicoterapia e, em alguns casos, medicação. O foco principal do tratamento é ajudar o paciente a lidar com a situação estressante ou desencadeante de forma mais saudável, restabelecendo o equilíbrio emocional. Aqui estão as abordagens mais comuns:

    1. Psicoterapia:
    Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): A TCC é uma das abordagens mais eficazes. Ela ajuda o paciente a identificar e mudar padrões de pensamento negativos que podem estar exacerbando a tristeza ou o estresse. Também ensina habilidades para lidar com situações desafiadoras de forma mais positiva.
    Terapia de Suporte: Pode ser útil para ajudar o paciente a explorar e expressar suas emoções em um ambiente seguro, sem julgamento, e receber apoio para lidar com o estresse.
    Terapia Focada na Solução: Foca em estratégias práticas para resolver problemas atuais e desenvolver um plano de ação para enfrentar as dificuldades.
    2. Medicamentos:
    Antidepressivos (ISRS ou IRSN): Em alguns casos, os antidepressivos podem ser prescritos para ajudar a aliviar os sintomas de tristeza profunda e melhorar o humor.
    Ansiolíticos ou outros medicamentos: Se houver sintomas de ansiedade significativos associados ao transtorno, ansiolíticos de curta duração podem ser indicados.
    3. Técnicas de Redução de Estresse e Bem-estar:
    Mindfulness e Relaxamento: Técnicas de mindfulness, meditação e relaxamento ajudam o paciente a controlar o estresse e as emoções de forma mais eficaz.
    Exercícios Físicos e Atividades Prazerosas: Manter-se fisicamente ativo, mesmo que em pequenas doses, pode ajudar a melhorar o humor e reduzir os sintomas de depressão.
    4. Apoio Social:
    Apoio de amigos e família: Ter um sistema de apoio social forte é crucial para a recuperação. Pode ser benéfico envolver familiares próximos no processo terapêutico para melhorar a compreensão e a empatia.
    5. Adaptação ao Estressor:
    O tratamento envolve também trabalhar com o paciente para ajudá-lo a se adaptar à situação estressante, seja ela um evento de vida, mudança ou perda. O objetivo é desenvolver estratégias para gerenciar o estresse e modificar sua percepção de situações desafiadoras.
    O tratamento é personalizado, dependendo da gravidade dos sintomas e da situação específica do paciente. A abordagem integrada que combina terapia e, em alguns casos, medicação, tende a ser mais eficaz para aliviar os sintomas e ajudar o paciente a retomar o equilíbrio emocional.

    Se você ou alguém que você conhece está passando por um transtorno de adaptação, buscar ajuda profissional é essencial para promover uma recuperação bem-sucedida e saudável.


  • Não sei se é coisa da minha mente, mas quando uma determinada pessoa vem me visitar aqui na minha ca

    Não sei se é coisa da minha mente, mas quando uma determinada pessoa vem me visitar aqui na minha casa , alguém da minha rua falece , pode ser coincidência, mas tá com duas vezes que acontece isso . Ela custa andar aqui , mas quando aparece , acontece isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Eu entendo que esse tipo de situação pode gerar muita confusão e até um certo desconforto emocional. Quando coisas assim acontecem, a nossa mente pode começar a buscar padrões ou significados, tentando explicar o que está fora do comum. Às vezes, esses padrões podem ser apenas coincidências, mas, para a nossa psique, parece haver uma conexão.

    Se isso está te causando ansiedade ou desconforto, vale a pena refletir sobre como esses pensamentos estão afetando seu bem-estar. A mente tende a criar esses "padrões" em situações em que estamos vulneráveis ou angustiados. Essa sensação de que há algo mais por trás pode ser um reflexo da nossa tentativa de controlar o que sentimos ou de encontrar um sentido para acontecimentos inesperados.

    Se estiver sentindo que isso está te incomodando ou gerando mais ansiedade, uma conversa com um profissional, como um terapeuta, pode te ajudar a entender melhor essas associações. Lidar com essas emoções e pensamentos de forma saudável pode ajudar a liberar esse peso e trazer mais clareza sobre a situação.

    No final, a chave está em focar no que você pode controlar no momento e garantir que sua mente esteja em equilíbrio para não ser tomada por crenças que não são baseadas em fatos concretos.


  • Qual é o papel da família no diagnóstico e na adesão ao tratamento no Transtorno Afetivo Bipolar (TA

    Qual é o papel da família no diagnóstico e na adesão ao tratamento no Transtorno Afetivo Bipolar (TAB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    A família tem um papel essencial no diagnóstico e na adesão ao tratamento do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB). Eles podem ajudar a identificar sinais precoces, fornecer informações valiosas para o diagnóstico e apoiar o paciente no cumprimento do tratamento, como lembrar da medicação e incentivar o comparecimento às consultas. Além disso, um ambiente familiar acolhedor e informado pode reduzir o estigma, facilitar a estabilidade emocional do paciente e melhorar a eficácia do tratamento.


  • Me sinto triste a maior parte do tempo, choro todos os dias, várias vezes por dia, escondido, me sin

    Me sinto triste a maior parte do tempo, choro todos os dias, várias vezes por dia, escondido, me sinto sozinho, angustiado e cansado, pode ser depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    É possível que você esteja apresentado sintomas da depressão mas é muito necessário avaliar todo o seu contexto e não apenas estes sintomas de forma isolada. De todo modo, sentir-se triste na maior parte do tempo não é um estado que devemos tolerar, mas sim buscar ajuda o mais rápido para alavancar os sentimentos de bem estar, alegria, esperança, força, satisfação pessoal, engajamento com a vida e sentimentos positivos. Busque um profissional que você se identifique para avaliação, esclarecimento, tratamento e prevenção.


  • Estou em um relacionamento há quase 2 anos, nos vemos todos os finais de semana. Sou muito feliz e g

    Estou em um relacionamento há quase 2 anos, nos vemos todos os finais de semana. Sou muito feliz e grato pelo amor que recebo, mas vez ou outra dúvido da minha vontade de querer estar em um relacionamento. As vezes sinto saudades da vida de solteiro. Contudo esses pensamentos só ocorrem quando eu estou sozinho. Quando estou com ele, meu mundo é completamente diferente: como disse, me sinto a pessoa mais feliz e sortuda do mundo por ter do meu lado alguém como ele. Nada me incomoda no nosso relacionamento, mas tenho medo de que esses pensamentos e desejos irracionais possam acabar destruindo tudo o que construímos até aqui. Como evitá-los e assim preservar meu namoro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Seria Fundamental se aprofundar no autoconhecimento, isso te auxilia enormemente a entender o porque destas dúvidas e oscilações de interesse.
    Saiba que tudo isso é comum, mas quando está interferindo na sua paz mental recomendo fortemente que olhe e mergulhe para dentro e você. O acompanhamento de um profissional que você se identifique com o trabalho é fundamental, pois será uma bússola para um caminho mais rápido de entendimento de quem se é.


  • Hoje eu e meu namorado tivemos uma conversa profunda, como sempre e rolou o assunto "término". Foi m

    Hoje eu e meu namorado tivemos uma conversa profunda, como sempre e rolou o assunto "término". Foi mais uma conversa sobre nosso relacionamento, sobre o que admiramos e não gostamos muito um no outro e sobre como, caso um dia terminemos, seguiremos nossas vidas e o que levaremos conosco. Foi uma ótima conversa, mas me deixou incomodada um pouco depois. Será que ele quer terminar e ainda não tomou coragem, ou talvez ainda não esteja certo sobre isso? Posso normalizar esse tipo de conversa ou devo me preocupar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Olha, quando existem dúvidas ou ainda a conversa não foi completa é necessário que vocês voltem ao tema num momento oportuno. Quanto mais vocês esclarecer ao parceiro os motivos da sua angústia melhor, então pense antes de conversar sobre quais motivos você tem e sem culpa-lo transmita de forma clara para que ele entenda. A maturidade deve caminhar lado a lado de relacionamentos que pretendem durar. Não espere que o outro sempre adivinhe sobre o que você pensa ou entende, faça o dialogo ser sempre amigo de vocês. Talvez pareça difícil algumas vezes manter uma comunicação aberta e objetiva, mas é dialogando que vocês vão crescendo e evoluindo esta relação.


  • Meu Namorado, foi diagnosticado com transtorno de personalidade esquizoide. Ele nao demonstra quase

    Meu Namorado foi diagnosticado com transtorno de personalidade esquizoide. Ele nao demonstra quase nada de amor por mim. Pessoas com esse transtorno são capazes de amar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Ele pode te amar sim, sentir afeto, mas terá dificuldades em expressar os sentimentos. Que bom que ele está sendo acompanhado por algum profissional.


  • Tome um antiinflamatório é, fiquei com dor no braço! O ortopedista, disse que eu tive um mini infart

    Sofro de ansiedade, desde o dia que o ortopedista, disse que eu tive um mini infarto, agora toda hora, penso que vou ter um ataque cardíaco. Preciso tomar remedio ou so ajuda do psicologo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Emili Barberino

    Antes de tudo, quero te acolher: sentir essa ansiedade após uma notícia médica impactante é totalmente compreensível. Quando algo nos assusta fisicamente — como ouvir que teve um “mini infarto” —, o corpo e a mente entram em alerta. É como se seu cérebro agora estivesse em constante vigilância, tentando “prever” uma nova ameaça para se proteger. Isso é o que chamamos de ansiedade antecipatória.

    Sobre a sua dúvida:

    Você pode sim melhorar com acompanhamento psicológico, especialmente com técnicas baseadas em evidência como a terapia cognitivo-comportamental (TCC).
    Essa abordagem ajuda a entender os pensamentos catastróficos, reprogramar a forma como você lida com as sensações físicas e a retomar o controle emocional.

    No entanto, em alguns casos, o uso de medicação é necessário — principalmente quando:
    • Os sintomas são muito intensos ou incapacitantes.
    • A ansiedade está te impedindo de viver com qualidade (trabalho, sono, vida social, alimentação, etc.).
    • O medo se transformou em crises de pânico recorrentes.

    O ideal:

    Procure um psiquiatra para avaliar se há necessidade de medicação neste momento. E ao mesmo tempo, inicie o acompanhamento com um(a) psicólogo(a) para tratar a raiz do problema e construir estratégias de enfrentamento.

    Lembre-se: tomar remédio não é sinal de fraqueza, é um suporte terapêutico. E a psicoterapia te ensina a retomar o poder sobre sua mente e suas emoções.

    Você não está sozinho(a) — e isso tem solução.


Perguntas frequentes

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