Perguntas do paciente (8)

  • Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f

    Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Erlem Andrade

    Boa Noite, Tudo Bem?
    Sim! Esse excesso de pesquisa alimenta um ciclo ruim na nossa mente. Quando você lê demais sobre determinado assunto, sintomas, doenças, seu cérebro começa a "procurar" e a fabricar essas sensações na sua mente, consequentemente no seu corpo, transformando um medo que antes era controlável em um bloqueio que te trava em sair de casa. Para te ajudar a conseguir sair de novo, o caminho é dar passos bem pequenos: pode começar fechando as abas de pesquisa, proíba-se em buscar diagnósticos na internet por alguns dias para dar descanso à sua mente. Você pode começar a treinar perto de sua casa, mas não tente ir longe logo de cara. Vá apenas até o portão, olhe a rua por alguns minutos e volte, vá aumentando a distância aos poucos, sem pressa. No dia seguinte, vá até a esquina, se o seu coração acelerar e sentir medo, respire bem fundo e lembre-se de que é só a ansiedade cobrando o preço do isolamento e que não um perigo real.
    Um dia de cada vez.
    Fique bem e se cuide!


  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Erlem Andrade

    Boa Noite, Tudo bem?
    Dentro do olhar psicanalítico, no que diz respeito à repetições de padrões, mostra que nós tendemos a reviver, mesmo que inconscientemente e de maneira frustrada, a tentativa de dominar cenários de rejeição, insegurança ou abandono.
    Ao entrar em um casamento/relacionamento, onde a admiração já estava abalada sugere que houve uma escolha baseada em um vínculo familiar ou em marcas do passado que já carregavam essa dinâmica de sofrimento.
    O ganho secundário do conflito: quando o carinho e o sexo desaparecem, as brigas e as ofensas tornam-se a única maneira onde o casal se mantém conectado. O ódio e o ressentimento passam a alimentar um laço afetivo que deveria ser sustentado pelo amor.
    Você relata que assume seus erros, mas que sua esposa se recusa a própria responsabilidade. Na clínica psicanalítica, o parceiro que não enxerga a própria participação projeta no outro toda a sua frustração interna, sem que ambos consigam olhar para os seus próprios desejos e falhas, o diálogo desaparece cria espaço para a destruição mútua.
    Quando o respeito acaba e as brigas ocorrem diante da presença dos filhos, este ambiente, antes familiar, deixa de ser um porto seguro e passa a ser estruturas para traumas na próxima geração, onde passam acreditando que o amor deve ser violento e hostil.
    Sua baixa autoestima e o medo de ficar sozinho, indicam que sua identidade foi muito misturada à aprovação desse cônjuge, fazendo com que você prefira a dor conhecida do conflito à incerteza do vazio de uma separação.
    Ainda falamos do medo em perder o vínculo com os filhos, onde pais que vivem em sofrimento extremo transmitem essa angústia aos filhos. Muitas vezes, a separação do casal de forma madura, preserva melhor a função de pai do que a permanência em um lar destrutivo.
    Como a análise pode te ajudar?
    O processo terapêutico vai ajudar você a investigar por que você aceitou iniciar essa união sem a confiança e o que em sua história pessoal o fez tolerar a falta de respeito dentro de casamento.
    Você aprenderá a diferenciar a culpa, fortalecendo sua autoestima para sustentar as decisões difíceis, quer seja para uma última tentativa com limites claros ou para o luto de uma separação, a análise oferece suporte para você suportar a solidão temporária e resgatar o controle de seus desejos.
    Fique bem e cuide-se!


  • Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio

    Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio confusos é uma mistura entre gostar e não gostar do sonho.


    As vezes quando acordo sinto uma sensação boa e culpa por isso, aí eu penso racionalmente se realmente quero que tal coisa aconteça e sempre chego a conclusão que não quero.


    Por que isso acontece? Tenho TOC sexual, muitos pensamentos durante o dia, medo, culpa e agora tenho sonhado com essas coisas. É angustiante.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Erlem Andrade

    Boa Noite, Tudo bem?

    Durante o dia, você gasta muita energia lutando contra os pensamentos do TOC sexual, a noite, quando você dorme, seu cérebro tenta processar todo esse estresse passado durante todo o dia. Ele pega o assunto que mais te causou medo no dia e monta uma história confusa com ele, no seu sonho.
    O corpo humano reage a estímulos e imagens na mente de forma automática, como exemplo, um susto que faz o coração acelerar. Sentir uma sensação boa ou um alívio físico durante o sonho (ou logo ao acordar) é apenas a reação biológica do corpo relaxado, e não um sinal de que você deseja aquilo na vida real.
    A prova de que você não quer que isso aconteça é o fato de você acordar, pensar de forma racional e rejeitar esta situação.
    Pessoas que realmente querem fazer algo ruim não sentem a angústia e a culpa que você sente.
    O TOC usa essa culpa para fazer você ficar tentando "decifrar" o sonho, gerando um ciclo de dúvida.
    Quando você acordar de um sonho assim, não tente analisar se você gostou ou não gostou, apenas diga para si mesmo: "Esse sonho foi só o meu TOC fazendo barulho enquanto eu dormia".
    Deixe a sensação ruim passar sozinha, sem brigar com ela.

    Fique bem, cuide-se!


  • Com quanto anos a cabeça no país está formada totalmente

    Com quanto anos a cabeça no país está formada totalmente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Erlem Andrade

    O cérebro e a estrutura da cabeça humana atingem a maturação completa por volta dos 25 aos 32 anos de idade.


  • estou prestes a sair de um relacionamento abusivo de 18 anos ! qual profissional devo procurar após

    estou prestes a sair de um relacionamento abusivo de 18 anos ! qual profissional devo procurar após me separar dele ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Erlem Andrade

    Boa Tarde!
    Espero que esteja bem !!
    Você pode procurar por Psicólogos, Psicanalistas e Terapeutas.


  • Eu e neu namorado temos borderline,ja aconteceu de quase terminarmos mais de 3 vezes,ele uma hora di

    Eu e neu namorado temos borderline,ja aconteceu de quase terminarmos mais de 3 vezes,ele uma hora diz que não sente nada e na msm hora que eu abraço ele e choro,ele começa a chorar tbm e diz que não quer terminar e que esta só confuso,eu o amo mt não quero perde-lo o q posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Erlem Andrade

    Boa Tarde!! Espero que esteja bem!
    Um conselho prático para vocês dois começarem, é criar um "Contrato de Calmaria".
    Vocês devem sentar para conversar em um dia em que vocês dois estiverem super bem, felizes e conectados. Nesse dia, vocês devem escrever uma regra inegociável: "Proibido terminar o namoro durante uma briga", fixos para ambos. Ficando combinado que qualquer decisão sobre o futuro do casal só pode ser tomada quando os dois estiverem calmos há, pelo menos, 24 horas. É importante procurar ajuda profissional, se assim desejarem, mas já adiantando que será muito válido para ajudar o casal.
    Fiquem bem e cuidem-se!


  • Fiz uma terapia auricular com sementes para tratar estresse e e fadiga e estou sentindo dor no ponto

    Fiz uma terapia auricular com sementes para tratar estresse e e fadiga e estou sentindo dor no ponto Shenmen. Gostaria de saber se é normal sentir dor no local e se devo remover?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Erlem Andrade

    Boa Tarde, Tudo bem ?
    Sim, é bem normal sentir um leve desconforto ou sensibilidade no ponto Shenmen após a aplicação. Por ele ser o principal ponto regulador do sistema nervoso (indicado como o ponto principal, exatamente para ansiedade, estresse e fadiga), ele costuma ficar bastante sensível e dolorido quando essas condições estão acentuadas. Deixar para removê-lo na troca de orelha, na sua próxima sessão.


  • A Ventosaterapia poder ser usadas em pessoas praticantes de atividades físicas ?

    A Ventosaterapia poder ser usadas em pessoas praticantes de atividades físicas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Erlem Andrade

    Boa Tarde!!
    Sim, a ventosaterapia pode e é muito utilizada por pessoas que praticam atividades físicas, desde atletas de alta performance, como exemplo, os olímpicos e até esportistas amadores. A técnica é uma excelente ferramenta complementar focada principalmente na recuperação muscular e no alívio de tensões pós treino.


Autor

Psicanalista, Terapeuta complementar

Perguntas frequentes

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