Perguntas do paciente (24)
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito importante o reconhecimento que você já fez: perceber o padrão e nomeá-lo como compulsão é o primeiro e muitas vezes o passo mais difícil. O que você descreve é mais comum do que se imagina, especialmente em períodos de transição emocional como a gestação de um parceiro.
O profissional mais indicado é um psicólogo clínico com experiência em dependências comportamentais e/ou sexualidade.
Não há vergonha em buscar ajuda, pois a compulsão é um comportamento com base neurobiológica, e não um defeito moral.
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, provavelmente não é "coisa da sua cabeça". O que você sente é uma reação legítima a um comportamento que impacta a confiança de vocês.
Sobre ser compulsão: assistir pornografia no trabalho e sempre que fica sozinho por poucas horas são sinais que merecem atenção. Os critérios que indicam compulsão incluem:
Perda de controle (tenta parar e não consegue)
Escalonamento (precisa de mais ou mais frequente)
Prejuízo em áreas da vida (trabalho, relação)
Ocultação (mente ou esconde)
Pelo seu relato, parte disso está presente, mas só uma avaliação profissional pode confirmar.
O que fazer agora:
Busque uma conversa sem acusação: em vez de "você é viciado", tente "isso me magoou, quero entender".
Sugira uma avaliação com psicólogo: um profissional com experiência em dependências comportamentais.
Cuide de você: a descoberta mexe com autoestima e confiança. Terapia para você também é válida
O foco não é o rótulo, mas sim: esse padrão está fazendo bem para alguém? Se a resposta for não, merece atenção profissional.
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Vou começar pelo final: sim, o fim de um relacionamento pode ser vivido como um luto. Isso porque não se perde apenas a convivência com a outra pessoa, mas também os planos, os sonhos e a expectativa de um futuro que foi imaginado.
É natural que, nesse período, surjam sentimentos como tristeza, saudade, raiva, culpa ou até alívio. Cada pessoa vive esse processo no seu tempo, e não existe um prazo certo para “superar”.
Superar um término não significa esquecer o que foi vivido, mas aprender a seguir em frente, dando um novo significado à experiência e reconstruindo a própria vida.
Se a dor for muito intensa, durar por muito tempo ou estiver dificultando sua rotina, seu trabalho ou seus relacionamentos, a psicoterapia pode ajudar. Ter um espaço de acolhimento e escuta favorece a elaboração desse luto e fortalece a pessoa para recomeçar.
E quero terminar trazendo pontos para você pensar: você sente falta do relacionamento, da pessoa ou de ambos? Porque, muitas vezes sofremos pela ausência do relacionamento e não da pessoa é isso pode fazer a diferença na superação do luto…
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Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perder objetos de infância sem autorização pode causar uma tristeza muito profunda, porque esses objetos não representam apenas coisas materiais: eles guardam lembranças, vínculos e partes da nossa história. Se isso aconteceu quando você ainda era criança, ou se esses objetos tinham um valor muito especial para você, a dor pode ser ainda maior. É natural sentir tristeza, raiva, frustração, impotência ou até sensação de invasão, principalmente quando quem se desfez dos objetos foi alguém próximo e fez isso sem considerar o quanto eles eram importantes. Mesmo que a intenção tenha sido “organizar”, “limpar” ou “se livrar de coisas velhas”, isso não diminui o impacto emocional da perda.
Lidar com essa dor não significa esquecer o que aconteceu, mas reconhecer o valor afetivo desses objetos e permitir-se viver esse luto. Falar sobre o que eles representavam, guardar fotos ou lembranças, escrever sobre essas memórias e conversar com alguém de confiança pode ajudar nesse processo.
Se a tristeza estiver muito intensa, durar por muito tempo ou estiver afetando seu dia a dia, a psicoterapia pode ser um espaço importante para elaborar essa perda e acolher os sentimentos que ela despertou.
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Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a
Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, não. Para pessoas trans maiores de idade, a terapia hormonal não depende, como regra, de um laudo psicológico nem de um tempo mínimo de acompanhamento em psicoterapia.
O papel do profissional da psicologia não é “autorizar” a identidade de gênero da pessoa, mas oferecer acolhimento, apoio emocional e um espaço para refletir sobre dúvidas, expectativas e os impactos dessa etapa da vida, caso a pessoa deseje esse acompanhamento.
A indicação da terapia hormonal é feita pelo médico, após avaliação clínica e esclarecimento sobre benefícios, riscos e cuidados necessários. Se houver dúvidas sobre o procedimento, o ideal é procurar um serviço de saúde com experiência no atendimento à população trans para receber orientações individualizadas.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Reconhecer esse padrão já é um passo importante. Muitas vezes, a necessidade de estar sempre certo não está relacionada apenas às opiniões, mas ao medo de errar, de ser desvalorizado ou de sentir que está perdendo espaço. Em algumas situações, defender uma ideia é saudável; em outras, a dificuldade em considerar diferentes pontos de vista pode gerar conflitos e prejudicar relacionamentos pessoais e profissionais.
Uma forma de começar a mudar é fazer uma pausa antes de responder e se perguntar: “Estou tentando compreender o outro ou apenas provar que estou certo?”. Ouvir com curiosidade não significa concordar, mas estar aberto à possibilidade de aprender algo novo.
Desenvolver flexibilidade é um processo que exige prática e autoconhecimento. Se você percebe que esse comportamento tem causado prejuízos, como dificuldades no trabalho ou nos relacionamentos, a psicoterapia pode ajudar a identificar a origem desse padrão e a construir formas mais saudáveis de se comunicar e lidar com as diferenças.
Não esqueça: todos nós somos humanos e falíveis, todos podemos errar em algum momento ou situação… aceitar a nossa humanidade, ajuda a aceitar a humanidade do outro…
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível sentir frustração quando você compara sua trajetória com a de outras pessoas. No entanto, cada história tem um ritmo, desafios e oportunidades diferentes. Comparações costumam gerar a sensação de atraso, mas nem sempre refletem a realidade.
Também vale a pena questionar a ideia de que a vida “só vai começar” aos 35 ou 40 anos. Muitas vezes, esse pensamento aumenta a ansiedade e desconsidera as conquistas que já estão sendo construídas no presente. O futuro não é determinado apenas pela idade, mas pelas escolhas e pelos passos dados ao longo do caminho.
Em vez de focar apenas no momento em que imagina que chegará onde deseja, procure reconhecer cada avanço, mesmo que pareça pequeno. O progresso costuma acontecer de forma gradual, e valorizar esse processo ajuda a manter a motivação.
Se essa sensação de desânimo, autocrítica ou inadequação for frequente e estiver afetando sua qualidade de vida, a psicoterapia pode ajudar a compreender a origem desses pensamentos, fortalecer a autoestima e desenvolver uma relação mais saudável com o próprio tempo e com as próprias expectativas.
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Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas
Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.
Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.
Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está vivendo não deve ser tratado como “bobagem”. Os vínculos parassociais podem despertar emoções muito intensas, principalmente quando encontramos em um artista ou grupo características com as quais nos identificamos, nos sentimos compreendidos ou emocionalmente acolhidos.
E, mais importante do que perguntar por que você se apegou a esse grupo é investigar o que ele representa para você. Às vezes, esse investimento afetivo pode estar ligado a necessidades emocionais, desejos, sentimentos de pertencimento ou experiências de solidão que encontram nesse vínculo uma forma de expressão.
Você mesmo percebeu que sua vida social está mais limitada neste momento. Isso pode fazer com que essa relação ocupe um espaço ainda maior na sua vida emocional, sem que isso signifique, necessariamente, que haja algo de errado com você.
A tendência é que esse sentimento se transforme ao longo do tempo, especialmente quando novas experiências, vínculos e interesses passam a fazer parte da sua vida. No entanto, se esse sofrimento estiver intenso, persistente ou impedindo você de viver o presente, a psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o significado desse vínculo e a construir relações que ampliem suas possibilidades de encontro com o mundo e consigo mesmo.
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"Em que condições clínicas e transferenciais o manejo psicoterápico psicanalítico indica a necessida
"Em que condições clínicas e transferenciais o manejo psicoterápico psicanalítico indica a necessidade de encaminhamento do paciente ao psiquiatra para avaliação e possível intervenção medicamentosa?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicoterapia de orientação psicanalítica, o encaminhamento para um psiquiatra pode ser necessário quando os sintomas estão tão intensos que dificultam a própria realização da terapia.
Isso pode acontecer em situações de depressão mais grave, ansiedade muito intensa, crises de pânico frequentes, pensamentos de morte ou suicídio, alterações importantes do humor, insônia persistente, uso abusivo de álcool ou drogas, ou quando o sofrimento emocional está prejudicando significativamente a vida pessoal, familiar, social ou profissional.
Em alguns momentos, a intensidade da angústia ou do sofrimento faz com que a pessoa tenha dificuldade para refletir sobre o que está sentindo e aproveitar o processo terapêutico. Nesses casos, o psiquiatra pode avaliar se o uso de medicação ajudaria a reduzir os sintomas e oferecer mais estabilidade emocional.
É importante destacar que o encaminhamento para avaliação psiquiátrica não significa que a psicoterapia não esteja funcionando. Muitas vezes, a combinação entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico pode ajudar a pessoa a se sentir melhor e a aproveitar mais o processo de autoconhecimento e tratamento.
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Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es
Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode, sim, estar relacionado à ansiedade. Quando estamos muito atentos aos sinais do corpo, é comum entrar em um estado de hipervigilância, no qual cada sensação física passa a ser observada e interpretada. Esse monitoramento constante pode aumentar a percepção de esforço, cansaço, falta de ar e outros desconfortos, mesmo durante atividades leves, como uma caminhada.
O fato de você ter realizado o mesmo percurso de volta conversando com outra pessoa, sem perceber o tempo passar e sem sentir o mesmo cansaço, sugere que a atenção direcionada para a conversa pode ter reduzido o foco nos sintomas corporais e nos pensamentos ansiosos. Esse é um fenômeno frequentemente observado em quadros de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).
No entanto, é importante evitar atribuir todos os sintomas exclusivamente à ansiedade sem uma avaliação médica. Como você mencionou que ainda não realizou exames, vale a pena procurar um clínico para investigar possíveis causas físicas que possam contribuir para o cansaço ou desconforto durante o esforço.
Além disso, a atividade física é uma das estratégias mais eficazes no manejo da ansiedade. Caminhadas, corridas leves e outros exercícios aeróbicos tendem a reduzir os níveis de tensão, melhorar o humor e diminuir a preocupação excessiva ao longo do tempo. Em muitos casos, o desafio inicial é justamente persistir de forma gradual, apesar do desconforto provocado pela ansiedade, para que o corpo e a mente possam reaprender que o exercício é seguro.
Uma avaliação psicológica também pode ajudá-lo a compreender melhor esses gatilhos e desenvolver estratégias para reduzir o foco excessivo nos sintomas durante as atividades físicas.
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Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c
Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento
O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?
Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.
Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.
Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.
É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".
A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.
Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.
A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é mais comum do que parece, especialmente em pessoas que levam a fé a sério. O fato de você estar em conflito não significa que seja uma má católica, nem que esteja se afastando de Cristo. Significa apenas que sua consciência está tentando integrar duas coisas importantes para você: sua fé e sua experiência humana real.
Na tradição católica, a castidade é apresentada como um ideal moral ligado à forma como a Igreja entende o amor, o corpo e a sexualidade. Porém, uma coisa é conhecer um ensinamento; outra é conseguir compreendê-lo, concordar com ele e desejá-lo de forma livre e madura. Fé autêntica não é apenas obediência por medo ou culpa.
Vale a pena se perguntar: se ninguém me condenasse, o que eu realmente acredito sobre amor, compromisso, sexualidade e respeito por mim mesma e pelo outro? E também: estou tentando seguir isso porque faz sentido para mim diante de Deus, ou porque tenho medo de estar errada ou ser rejeitada por Ele?
A culpa pode ter duas origens diferentes:
* uma culpa saudável, quando percebemos que agimos contra algo que realmente acreditamos;
* e uma culpa aprendida, quando sentimos medo, vergonha ou ansiedade apenas por pensar diferente do que nos foi ensinado.
Pelo que você descreve, parece importante explorar essa diferença com calma.
Você não precisa resolver tudo agora. Muitas pessoas continuam vivendo a fé enquanto atravessam períodos de dúvida, questionamento e discernimento. A própria Igreja reconhece a importância da consciência pessoal, embora ensine que ela deve ser formada e refletida com sinceridade.
Então, em vez de se perguntar “como obedecer sem concordar?”, talvez a pergunta mais honesta seja: “o que, diante de Deus, eu realmente reconheço hoje como verdadeiro para minha vida?”. Essa resposta pode levar tempo para amadurecer.
E um ponto importante: tomar decisões afetivas ou sexuais apenas para aliviar a culpa costuma gerar mais conflito depois. Mas segui-las apenas por medo também não traz paz verdadeira. O caminho mais sólido geralmente é o discernimento sincero, sem se violentar em nenhuma direção.
Você pode continuar amando Cristo, frequentando a Igreja, rezando e buscando compreender sua consciência, mesmo estando em dúvida sobre determinados ensinamentos. A dúvida, quando é honesta, muitas vezes faz parte do amadurecimento da fé, não necessariamente da sua perda.
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O paciente tem dúvidas sobre o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) porque ele não tem h
O paciente tem dúvidas sobre o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) porque ele não tem histórico familiar da doença. Como explicar a questão genética no LES?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quero trazer um esclarecimento superficial, pois não sou especialista na area. O lúpus não é uma doença que passa diretamente de pais para filhos. Algumas pessoas têm uma predisposição genética silenciosa, que nunca aparece. Em outras, essa predisposição, junto com fatores da vida, acaba ativando a doença. Por isso, é possível ter lúpus mesmo sem ninguém na família.
Aconselho procurar mais esclarecimentos com um médico reumatologista.
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O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) desconfia da eficácia do tratamento e acha que não
O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) desconfia da eficácia do tratamento e acha que não vai melhorar. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação de que o tratamento não está funcionando é mais comum do que parece em quem convive com o lúpus.
Não é uma doença simples, ela oscila, exige tempo e, muitas vezes, cansa emocionalmente.
Mas isso não significa que nada esteja acontecendo. Em muitos casos, o tratamento está atuando de forma silenciosa, evitando agravamentos maiores.
Também é importante olhar para como você tem atravessado tudo isso, porque o impacto emocional pode pesar tanto quanto os sintomas físicos.
Você não precisa lidar com isso sozinho(a).
Se possível conversei com seu médico a respeito e a psicoterapia também pode ajudar.
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O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) se sente confuso devido à variedade de sintomas e i
O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) se sente confuso devido à variedade de sintomas e informações contraditórias sobre a doença. Como ajudá-lo a entender o LES de forma mais clara?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Por sua pergunta percebo que você está tentando entender o que está acontecendo no seu corpo, mas recebe muitas informações diferentes e isso confunde mesmo.
Essa confusão não significa que você não está entendendo é porque ela faz parte da própria complexidade do lúpus.
O lúpus é uma condição autoimune. Isso significa que o sistema de defesa do seu corpo, que deveria te proteger, em alguns momentos se desorganiza e passa a reagir contra o próprio organismo. Ele não atinge um único lugar, pode aparecer na pele, nas articulações, no sangue, ou em outros órgãos.
Existe algo importante aqui: o lúpus não tem um padrão único. Cada pessoa vive a doença de um jeito. E, mesmo na mesma pessoa, os sintomas podem mudar ao longo do tempo.
Então, quando você escuta coisas diferentes, muitas vezes não são informações erradas, são experiências diferentes vivenciadas por outros/as pacientes.
Para lhe ajudar a entender melhor, a gente pode organizar assim:
existem sintomas mais gerais, como cansaço, sintomas nas articulações, manifestações na pele e alterações que aparecem nos exames.
Isso ajuda a gente a não ver tudo como uma coisa só, mas como partes que podemos acompanhar.
Você pode ouvir que o lúpus é grave e também que tem gente que vive bem com ele. As duas coisas podem ser verdade. O que muda é como a doença se manifesta e como ela é acompanhada.
Mesmo sendo uma doença que pode variar, existem formas de acompanhar e cuidar. O tratamento, o acompanhamento médico, e o que você observa no seu corpo ajudam a dar direção, não é algo totalmente fora de controle.
Além dos sintomas físicos, tem uma coisa importante: viver com algo que muda e não é totalmente previsível pode gerar insegurança, dúvida, até um certo cansaço emocional. Isso também faz parte, e pode ser cuidado com psicoterapia (os sintomas emocionais).
E há algo que eu faço questão de lhe dizer com clareza: o lúpus é uma condição que você tem, mas não define quem você é. Você é maior que o lúpus, por mais que a ansiedade e as dores estejam embotando esse entendimento agora.
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Como a psicoterapia pode ajudar a pessoa com linfoma a lidar com o estresse relacionado aos exames e
Como a psicoterapia pode ajudar a pessoa com linfoma a lidar com o estresse relacionado aos exames e ao acompanhamento médico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia pode ajudar de forma muito significativa nesse momento.
O diagnóstico e o acompanhamento de um linfoma costumam trazer não apenas desafios físicos, mas também emocionais, especialmente ansiedade antes dos exames, medo dos resultados e sensação de incerteza constante, que pode gerar angústia intensa.
Na psicoterapia, o paciente encontra um espaço seguro para: compreender melhor o que está sentindo; organizar pensamentos que muitas vezes ficam confusos ou acelerados; lidar com a ansiedade antecipatória em relação aos exames e consultas; desenvolver estratégias para atravessar esse período com mais estabilidade emocional.
O objetivo não é eliminar o medo (que é uma emoção básica de reação humana diante de uma situação delicada), mas ajudar a pessoa a não ficar paralisada por ele e conseguir se sustentar emocionalmente ao longo do tratamento.
Cada pessoa vivencia esse processo de forma única e o acompanhamento psicológico respeita esse tempo, oferecendo suporte para que o paciente consiga atravessar essa fase com mais clareza, dignidade e cuidado consigo mesmo.
Se fizer sentido para você, buscar esse apoio pode ser um passo importante.
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela perda da sua mãe. O luto não tem um tempo ou prazo certo, mas, quando a dor passa a ocupar quase tudo, com choro diário, culpa, vazio, cansaço e dificuldade de seguir a vida, isso merece atenção e cuidado. Pode ser um luto que se tornou mais difícil de elaborar, e também podem existir sintomas depressivos junto com esse processo.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. Procurar ajuda psicológica é uma forma de cuidado consigo, não um sinal de fraqueza. E, se em algum momento a dor ficar insuportável ou surgirem pensamentos de desistência, busque ajuda imediatamente. O CVV atende 24 horas pelo telefone 188.
Lembre dos bons momentos que passaram juntas.
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Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?
Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível haver melhora significativa e até remissão completa dos sintomas de ansiedade com desrealização, mesmo após 2 anos.
A desrealização é uma sensação comum em quadros de ansiedade, especialmente quando ela se mantém por muito tempo. A pessoa pode sentir o ambiente estranho, distante ou “como se não fosse real”, embora saiba racionalmente que tudo está normal. Isso não significa perda de controle ou “loucura”, mas sim um mecanismo do cérebro diante de um estado de alerta prolongado.
O tempo de duração dos sintomas não impede a melhora. O que costuma manter o quadro é o ciclo de ansiedade e a preocupação constante com a própria sensação, o que acaba reforçando o desconforto.
Com acompanhamento psicológico, especialmente com foco na compreensão do sintoma e no manejo da ansiedade, é possível reduzir gradativamente a intensidade da desrealização. Em alguns casos, a avaliação médica para uso de medicação também pode ser indicada.
O mais importante é saber que esse quadro tem tratamento e que você não precisa lidar com isso sozinho(a).
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Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e
Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e com as mãos geladas,será que tenho que fazer algum desbloqueio emocional, pois minha vida desde a infância não foi normal igual de outras pessoas, tenho muitos traumas e já tive ansiedade e depressão.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece atenção e acolhimento. Mãos geladas, nervosismo constante e sensação de estar sempre em alerta podem estar relacionados à ansiedade, especialmente quando existem experiências difíceis, traumas ou um histórico de depressão e ansiedade.
É importante lembrar que não existe um procedimento único chamado “desbloqueio emocional” capaz de resolver automaticamente essas questões. Quando vivemos situações difíceis ao longo da vida, nosso corpo e nossa mente podem permanecer mais sensíveis a situações de responsabilidade, exposição ou cobrança, mesmo quando estamos realizando algo que gostamos ou que consideramos importante, como o trabalho na pastoral.
Também vale refletir se esse nervosismo aparece apenas nas atividades da igreja ou se está presente em outras áreas da sua vida. Essa informação pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo.
O fato de ter assumido uma função de responsabilidade pode estar ativando inseguranças, medos de errar ou formas antigas de lidar com situações de pressão. Isso não significa que você seja incapaz ou inadequada para a função, mas pode indicar que existem questões emocionais que merecem ser cuidadas.
Considerando seu histórico de traumas, ansiedade e depressão, uma avaliação com psicólogo pode ajudá-la a compreender a origem desses sentimentos e desenvolver recursos para lidar com eles de forma mais saudável. Caso os sintomas sejam intensos ou persistentes, uma avaliação psiquiátrica também pode ser indicada.
Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de cuidado consigo mesma. E muitas vezes, ao cuidar das feridas emocionais, a pessoa consegue viver sua fé, seus relacionamentos e suas responsabilidades com mais tranquilidade e confiança.
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Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?
Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sua preocupação já é um passo muito importante no cuidado com seu filho.
Nem toda depressão precisa, obrigatoriamente, de medicação, especialmente quando há resistência. O mais importante, nesse momento, é não transformar o tratamento em um campo de confronto, pois isso pode aumentar o afastamento.
Algumas formas de ajudar:
a) Escuta sem pressão: procure ouvir seu filho sem julgamentos ou cobranças. Muitas vezes, ele já está lidando com culpa, desânimo ou sensação de incapacidade.
b) Validação emocional: frases como “eu estou aqui com você” ou “imagino que esteja sendo difícil” costumam ser mais eficazes do que tentar convencer ou corrigir.
c) Apresentar alternativas: a psicoterapia é uma excelente opção e pode ser o primeiro passo. Com o tempo, se houver vínculo e confiança, ele pode se abrir para outras possibilidades, inclusive a medicação.
d) Evitar imposições diretas: quanto mais a medicação é colocada como obrigação, maior pode ser a resistência. O ideal é construir compreensão, não impor.
e) Acompanhamento profissional: um profissional da psicologia pode ajudar não só seu filho, mas também orientar a família sobre como lidar com a situação.
Se houver sinais de agravamento como isolamento intenso, desesperança profunda ou falas sobre morte é importante buscar ajuda profissional com mais urgência.
Com acolhimento, paciência e suporte adequado, é possível avançar no cuidado, respeitando o tempo e a singularidade/individualidade dele.
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É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo
É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo (3 ou 4 semanas) tempo tive uma crise de ansiedade e estou me recuperando. Porém as vezes quando estou tranquilo ou sentado na cadeira eu sinto dores nas costas, desconforto na garganta e até ombros. É possível que esse tipo de hábito me torne mais ansioso ou preocupado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, existe uma relação entre postura, tensão muscular e ansiedade, embora a má postura, por si só, geralmente não seja a causa principal de um transtorno de ansiedade.
Após uma crise de ansiedade, é comum que o corpo permaneça por algum tempo em estado de alerta, com aumento da tensão muscular, especialmente na região dos ombros, pescoço, mandíbula e costas. Se a isso se somam hábitos posturais inadequados, podem surgir dores, desconfortos e sensação de aperto na garganta ou na musculatura, o que pode gerar preocupação e aumentar a atenção aos sintomas corporais.
Muitas vezes ocorre um ciclo: o desconforto físico chama a atenção, a pessoa se preocupa com o que está sentindo, a ansiedade aumenta e a tensão muscular se intensifica, produzindo ainda mais desconforto.
Por isso, além do acompanhamento da ansiedade, pode ser útil investir em medidas como atividade física regular, alongamentos, pausas durante o trabalho ou estudo, ajustes ergonômicos e avaliação com fisioterapeuta quando necessário. A atividade física, em particular, costuma trazer benefícios tanto para a postura e a tensão muscular quanto para a redução dos sintomas ansiosos.
Caso as dores sejam persistentes, intensas ou apresentem outras características que causem preocupação, vale a pena procurar uma avaliação médica para investigar possíveis causas físicas associadas.
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Perguntas frequentes
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Estou querendo tomar chá de unha de gato e uxi amarelo porem tomo sertralina. Posso tomar ?
Não existem estudos clínicos de boa qualidade que garantam a segurança da…