No meu perfil no insta falei sobre sobre o TER e o SER.
Sobre o que se perde fora e sobre o que precisa permanecer dentro.
Mas existe uma pergunta anterior a tudo isso:
o que sustenta o SER?
Porque, quando a vida pressiona (e ela pressiona, acredite), não basta dizer a si mesma/o que precisa ser forte. É preciso ter onde se firmar por dentro. Sem essa sustentação interna,
a pessoa até continua funcionando, mas perde eixo, direção e consistência.
Há momentos em que o sofrimento não começa apenas na perda em si, mas no enfraquecimento daquilo que nos mantinha de pé internamente. E talvez essa seja uma das perguntas mais importantes da vida psíquica: o que, em mim, ainda me sustenta quando quase tudo vacila?
Na psicoterapia, às vezes, o trabalho começa exatamente aí:
reencontrar o que ainda pode servir de base quando a pessoa já não sabe mais onde se apoiar.
01/04/2026