Perguntas do paciente (16)

  • Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?

    Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    A psicoeducação é uma ferramenta essencial no tratamento de transtornos mentais porque ajuda pacientes e seus familiares a entenderem melhor a condição, promovendo maior adesão ao tratamento e autonomia no manejo dos sintomas.

    Ela pode ajudar de várias formas:
    Aumento da compreensão sobre o transtorno – Explica as causas, sintomas e impacto do transtorno, reduzindo a desinformação e o medo.
    Redução do estigma e culpa – Muitas pessoas se sentem culpadas ou envergonhadas por terem um transtorno mental. A psicoeducação mostra que isso não é uma escolha, mas sim uma condição que pode ser tratada.
    Melhora na adesão ao tratamento – Quando o paciente entende a importância da medicação, da terapia e de mudanças no estilo de vida, ele se torna mais comprometido com o processo.
    Desenvolvimento de habilidades de enfrentamento – Ensina técnicas para lidar com crises, prevenir recaídas e gerenciar o estresse do dia a dia.
    Apoio para familiares e rede de suporte – Quando a família também recebe psicoeducação, ela pode ajudar no tratamento de maneira mais eficaz, oferecendo suporte sem julgamentos.
    A psicoeducação pode ser feita individualmente, em grupo ou até mesmo através de materiais educativos, como vídeos e textos. Seu papel é fundamental para que o paciente se torne protagonista do seu processo de recuperação.


  • Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    O acompanhamento psicoterapêutico é fundamental para pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pois ajuda a desenvolver estratégias para lidar com emoções intensas, impulsividade e instabilidade nos relacionamentos.

    Principais benefícios da psicoterapia para pacientes com Borderline:
    Regulação emocional – O TPB está associado a emoções intensas e reações impulsivas. A terapia ensina técnicas para reconhecer, entender e controlar essas emoções.
    Melhoria nos relacionamentos – Muitos pacientes borderline enfrentam dificuldades interpessoais. A psicoterapia ajuda a desenvolver habilidades sociais, comunicação assertiva e gestão de conflitos.
    Redução da impulsividade – A terapia auxilia no controle de comportamentos impulsivos, como automutilação, abuso de substâncias e explosões emocionais.
    Trabalho com a identidade e autoestima – O TPB pode causar instabilidade na autoimagem. A terapia ajuda a construir uma identidade mais estável e positiva.
    Prevenção de crises e suicídio – O risco de comportamentos autodestrutivos é elevado no TPB. O acompanhamento psicoterapêutico reduz esse risco ao oferecer suporte e estratégias para lidar com crises.
    Abordagens terapêuticas mais eficazes:
    Terapia Comportamental Dialética (DBT) – Criada especificamente para o TPB, ensina habilidades de regulação emocional, tolerância ao estresse e mindfulness.
    Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) – Ajuda a modificar padrões de pensamento disfuncionais e impulsivos.
    Esqueterapia – Trabalha experiências da infância e padrões relacionais prejudiciais.
    Psicoterapia psicodinâmica – Explora questões emocionais profundas e traumas subjacentes.
    O suporte terapêutico é essencial para oferecer qualidade de vida, promover maior estabilidade emocional e fortalecer os vínculos interpessoais do paciente. O tratamento contínuo e o desenvolvimento de habilidades são fundamentais para que o paciente possa viver com mais equilíbrio e bem-estar.


  • Existe um tipo de terapia que trabalha o cognitivo e o comportamento ao mesmo tempo?

    Existe um tipo de terapia que trabalha o cognitivo e o comportamento ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    Sim!
    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é justamente uma abordagem que trabalha pensamentos (cognição) e comportamentos ao mesmo tempo. Ela parte do princípio de que nossos pensamentos influenciam nossas emoções e comportamentos, e vice-versa.
    Como a TCC funciona? Ela ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais que levam a emoções negativas e comportamentos problemáticos. O paciente aprende estratégias para:

    Reconhecer pensamentos automáticos negativos e substituí-los por alternativas mais realistas.
    Mudar padrões de comportamento disfuncionais, como evitar situações importantes ou agir impulsivamente.
    Desenvolver habilidades de enfrentamento, como regulação emocional e resolução de problemas.
    Reforçar hábitos saudáveis e criar rotinas mais adaptativas.

    A TCC é muito usada para tratar ansiedade, depressão, transtornos de personalidade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), entre outros.

    Se a sua pergunta for sobre abordagens que vão além da TCC, algumas terapias que integram cognição e comportamento de forma mais específica incluem:

    Terapia Comportamental Dialética (DBT) – Focada na regulação emocional, muito usada para TPB.
    Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) – Trabalha a aceitação dos pensamentos em vez de modificá-los diretamente, promovendo mudança de comportamento.
    Esqueterapia – Trabalha padrões cognitivos e comportamentais que se formaram na infância e influenciam a vida adulta.


  • Meu filho de 5 anos entrou em baixo da mesa na escola e pegou na parte íntima do amigo o que eu faço

    Meu filho de 5 anos entrou em baixo da mesa na escola e pegou na parte íntima do amigo o que eu faço .. como lidar ? Como explicar que não pode ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    Essa situação pode ser delicada, mas é importante lembrar que crianças pequenas ainda estão aprendendo sobre o próprio corpo, os limites e o respeito ao espaço dos outros. O ideal é abordar o tema com calma, sem punição severa ou vergonha, mas deixando claro que há limites.

    Como lidar com a situação?
    Converse com tranquilidade – Pergunte ao seu filho, de maneira serena, o que aconteceu. Evite perguntas acusatórias e, em vez disso, tente entender o contexto. Algo como:
    "Filho, fiquei sabendo que você tocou no corpo do seu amigo. Você pode me contar o que aconteceu?"

    Explique sobre privacidade e consentimento – Crianças precisam aprender que algumas partes do corpo são privadas e que ninguém pode tocá-las sem permissão. Use uma linguagem simples:
    "Nosso corpo é só nosso. Não tocamos no corpo dos outros e ninguém pode tocar no nosso sem permissão. Isso faz parte do respeito."
    Use exemplos visuais e educativos – Livros infantis sobre educação sexual podem ajudar a explicar esses conceitos de forma lúdica.
    Ensine a regra da roupa de banho – Uma forma simples de ensinar limites corporais é dizer que as partes cobertas pela roupa íntima ou de banho são privadas e não devem ser tocadas por outras pessoas, salvo em situações como higiene (com os pais) ou consulta médica (com autorização).
    Oriente sobre o que fazer no futuro – Ensine seu filho a dizer “não” caso alguém tente tocar nele de maneira inadequada e a sempre contar para um adulto de confiança.
    Trabalhe com a escola – Converse com os professores para alinhar abordagens educativas e garantir que outras crianças também recebam essa orientação de forma pedagógica.

    Essa é uma ótima oportunidade para iniciar uma conversa sobre o corpo, limites e respeito de maneira natural e educativa, preparando a criança para se proteger e respeitar os outros.


  • Bom dia para o portador da patologia, transtorno de ansiedade com Desrealização.

    Bom dia para o portador da patologia, transtorno de ansiedade com Desrealização.
    E qual o melhor profissional? Psicólogo ou psicanalista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    Bom dia!
    O Transtorno de Ansiedade com Desrealização pode ser muito desafiador, pois envolve uma sensação de desconexão da realidade, que pode causar um grande sofrimento emocional. A desrealização é uma sensação de que o mundo à sua volta não é real, como se tudo fosse um sonho ou uma ilusão. Esse transtorno está frequentemente associado à ansiedade e pode ser uma resposta do cérebro ao estresse intenso ou a situações traumáticas.

    Qual o melhor profissional para tratar o Transtorno de Ansiedade com Desrealização? Psicólogo ou Psicanalista?
    A escolha entre psicólogo ou psicanalista depende um pouco da abordagem que você procura, mas ambas as opções podem ser muito úteis, dependendo da situação.

    Psicólogo:
    O psicólogo clínico trabalha com uma diversidade de abordagens terapêuticas (como Terapia Cognitivo-Comportamental – TCC, Terapia de Aceitação e Compromisso – ACT, Terapia Comportamental Dialética – DBT, etc.), sendo uma excelente escolha para quem deseja tratamento estruturado e eficaz, especialmente para transtornos de ansiedade.
    TCC (que é uma das abordagens mais utilizadas no tratamento da ansiedade e desrealização) ajuda a modificar pensamentos e comportamentos negativos, além de ensinar técnicas práticas para lidar com a ansiedade, proporcionando estratégias de enfrentamento mais rápidas.
    Psicólogos podem também usar abordagens mais integrativas, dependendo da formação, como a mindfulness ou psicoterapia humanista.
    Psicanalista:
    O psicanalista, por sua vez, trabalha com a psicanálise freudiana ou junguiana, que tem uma abordagem mais profunda e investigativa, lidando com os processos inconscientes, as dinâmicas emocionais subjacentes e as experiências passadas.
    Esse tipo de abordagem é eficaz se você está buscando entender mais profundamente a origem emocional da sua ansiedade e da desrealização, além de explorar as raízes mais profundas do sofrimento.
    A psicanálise pode ser um bom caminho para quem deseja um processo mais longo e reflexivo, em que a pessoa trabalha o autoconhecimento e a integração de aspectos inconscientes da psique.
    Qual é a melhor escolha?
    Para um tratamento mais rápido e objetivo, que foca em reduzir os sintomas de ansiedade e desrealização de forma eficaz, um psicólogo especializado em TCC pode ser a melhor opção. Ele pode ajudar a identificar e modificar padrões de pensamento que alimentam a ansiedade e a sensação de desrealização.

    Se você deseja uma abordagem mais profunda, que envolva explorar emoções, dinâmicas inconscientes e o significado de seus sintomas, um psicanalista pode ser útil. A psicanálise pode ajudar a entender as raízes mais profundas da sua ansiedade, mas normalmente é um processo mais longo.

    Tratamento combinado:
    Em alguns casos, uma combinação das abordagens pode ser ideal. Psicólogos que também utilizam técnicas psicanalíticas ou abordagens psicodinâmicas podem ser uma boa escolha para quem deseja tanto estratégias práticas quanto uma compreensão mais profunda de suas questões emocionais.

    Outros profissionais que podem ser importantes:
    Psiquiatra: Se a ansiedade e a desrealização estão interferindo significativamente no seu funcionamento diário, um psiquiatra pode ser fundamental para avaliar a necessidade de medicação. Em alguns casos, medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos podem ser indicados para controlar a ansiedade, especialmente se houver sintomas persistentes e incapacitantes.
    Conclusão:
    A escolha entre psicólogo ou psicanalista depende do tipo de abordagem que você procura, mas um psicólogo especializado em transtornos de ansiedade pode ser uma ótima opção se você deseja resultados mais rápidos e estratégias de enfrentamento específicas. No entanto, se você deseja um processo mais profundo e investigativo, o psicanalista pode ser a melhor escolha.

    Se precisar de mais detalhes ou quiser saber mais sobre as abordagens de cada profissional, fico à disposição!


  • Pessoa com ansiedade e depressão profunda que não sai de casa pode ser internada involuntariamente?

    Pessoa com ansiedade e depressão profunda que não sai de casa pode ser internada involuntariamente? Isso causaria uma piora da depressão ou poderia deixar a pessoa traumatizada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    Olá!
    A internação involuntária de uma pessoa com ansiedade e depressão profunda é uma medida extrema que pode ser tomada em situações específicas, quando há risco iminente à saúde da pessoa ou à segurança dela e de outros. De acordo com a legislação brasileira, como a Lei 10.216/2001, a internação involuntária deve ser decidida por um médico, e o processo deve ser formalizado, com o paciente sendo encaminhado para tratamento em uma instituição de saúde.

    No entanto, a internação não é a primeira abordagem indicada. Para pessoas com transtornos como a depressão profunda e ansiedade, o tratamento inicial geralmente envolve psicoterapia (como a Terapia Cognitivo-Comportamental que é a abordagem que utilizo hoje) e, em alguns casos, o uso de medicação psiquiátrica. O isolamento social pode agravar esses quadros, e a internação pode ser considerada quando houver risco de suicídio ou quando os tratamentos ambulatoriais não estão funcionando adequadamente.

    Quanto ao impacto emocional da internação, a reação de cada paciente pode variar. Para algumas pessoas, a internação pode representar uma sensação de desamparo ou até um trauma, especialmente se não for conduzida de maneira sensível e com respeito aos direitos da pessoa. Por outro lado, quando há risco iminente, a internação pode ser fundamental para a segurança do paciente, proporcionando um ambiente controlado e monitorado para o tratamento intensivo.

    Portanto, a decisão sobre a internação deve ser cuidadosamente avaliada por uma equipe multidisciplinar, considerando tanto o risco à saúde mental do paciente quanto os possíveis efeitos adversos dessa medida.


  • Minha filha de 4 anos só gosta de ver monstros, zumbis, sangue pessoas sendo esfaqueadas coisas feia

    Minha filha de 4 anos só gosta de ver monstros, zumbis, sangue pessoas sendo esfaqueadas coisas feias no YouTube e coloco no Kids e quando me distraio um pouco ela põe no normal pra ver essas coisas não gosta de nenhum desenho infantil. Eu quero saber se isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    É compreensível que essa situação cause preocupação, pois crianças pequenas geralmente se interessam por conteúdos lúdicos e coloridos. No entanto, algumas crianças podem desenvolver uma curiosidade por temas considerados “assustadores” ou “intensos”, seja por acharem emocionante, diferente ou porque gostam de testar seus limites emocionais.

    Curiosidade sobre o "assustador" pode ser algo dentro do desenvolvimento infantil, mas é importante observar alguns pontos:
    Frequência e intensidade – Se essa preferência for muito intensa, a ponto de ela rejeitar completamente outros conteúdos ou ficar obcecada, pode ser um sinal de atenção.
    Reações emocionais – Ela parece ansiosa, assustada ou tem pesadelos? Se sim, o conteúdo pode estar afetando seu bem-estar.
    Interferência no comportamento – Ela imita cenas agressivas? Fica irritada ou angustiada quando não pode assistir? Isso pode indicar um impacto negativo.

    Para isso...
    1⃣ Ofereça alternativas gradativamente – Em vez de cortar tudo de uma vez, apresente desenhos com aventuras e mistérios que tenham um tom menos assustador, como “Scooby-Doo” ou “Hotel Transilvânia”.
    2⃣ Converse sobre o que ela vê – Pergunte o que ela sente ao assistir e explique que algumas imagens não são apropriadas para a idade dela.
    3⃣ Estabeleça limites de tela – Supervisione o tempo de tela e reforce o uso do YouTube Kids, bloqueando conteúdos inadequados.
    4⃣ Observe outros comportamentos – Se houver medo excessivo, agressividade ou isolamento, pode ser bom procurar um psicólogo infantil para avaliar melhor a situação.

    No geral, essa curiosidade pode ser passageira, mas é essencial equilibrar os estímulos para garantir que ela tenha um desenvolvimento emocional saudável.


  • Como o estado emocional de uma pessoa adulta influencia no Lúpus Eritematoso Sistêmico ?

    Como o estado emocional de uma pessoa adulta influencia no Lúpus Eritematoso Sistêmico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    O estado emocional de uma pessoa adulta pode influenciar significativamente o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), uma doença autoimune que causa inflamação e pode afetar vários órgãos. Embora o LES não seja causado diretamente por fatores psicológicos, o estresse emocional e os transtornos mentais podem impactar a progressão da doença e a qualidade de vida do paciente.

    Como o estado emocional influencia o Lúpus?
    1⃣ Estresse e Crises – O estresse emocional intenso pode desencadear ou agravar os surtos da doença, aumentando a inflamação no corpo. Isso acontece porque o estresse libera hormônios como o cortisol, que em excesso pode desregular o sistema imunológico.
    2⃣ Depressão e Ansiedade – Pacientes com LES têm maior predisposição a desenvolver transtornos como depressão e ansiedade, seja pela adaptação à doença ou pelo impacto físico das crises. Esses transtornos podem dificultar a adesão ao tratamento e piorar a percepção da dor.
    3⃣ Impacto no Sistema Imunológico – Emoções negativas prolongadas podem alterar o funcionamento do sistema imunológico, tornando o organismo mais vulnerável a inflamações e infecções, o que pode intensificar os sintomas do LES.
    4⃣ Sono e Fadiga – O estresse e a ansiedade também afetam o sono, piorando o quadro de fadiga, um dos sintomas mais debilitantes do LES.
    5⃣ Comportamentos de Autocuidado – O estado emocional influencia a motivação para seguir o tratamento corretamente. Pessoas deprimidas ou ansiosas podem negligenciar medicamentos, alimentação saudável e exercícios, o que pode levar a piora dos sintomas.
    O que pode ajudar?
    Psicoterapia – Acompanhamento psicológico ajuda a lidar com o estresse, ansiedade e aceitação da doença.
    Técnicas de relaxamento – Mindfulness, respiração profunda e meditação reduzem o estresse e ajudam no equilíbrio emocional.
    Rotina de sono e exercícios leves – Atividades como yoga e caminhadas melhoram o humor e reduzem a fadiga.
    Rede de apoio – Conversar com familiares, grupos de apoio ou terapeutas ajuda a lidar com os desafios emocionais do LES.

    O cuidado emocional é tão importante quanto o tratamento médico no LES. Manter uma boa saúde mental pode ajudar a reduzir crises e melhorar a qualidade de vida!


  • Sou portadora de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) , Transtor

    Sou portadora de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) , Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e Ansiedade. Tenho experiências ruins do passado, ressentimentos...Por isso que gostaria que me explicassem a Terapia Positiva para que possa melhorar os meus pensamentos e minhas atitudes no meu dia-a-dia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    A Terapia Positiva pode ser uma ótima aliada para você, pois trabalha o fortalecimento emocional e o desenvolvimento de pensamentos mais saudáveis, sem ignorar os desafios que você enfrenta. Ela se baseia na Psicologia Positiva, que foca no que há de positivo na sua vida, ajudando a ressignificar experiências e construir um dia a dia mais equilibrado.

    O que é a Terapia Positiva?
    É uma abordagem que busca potencializar emoções positivas, forças pessoais e o bem-estar, ao invés de focar apenas nos problemas. Ela não nega as dificuldades, mas ensina a lidar com elas de forma mais leve e construtiva.

    Como ela pode te ajudar?
    1⃣ Mudança de perspectiva – Ajuda a focar em aspectos positivos da sua vida, sem que as dores do passado definam seu presente e futuro.
    2⃣ Ressignificação do passado – Trabalha para que você veja suas experiências ruins sob uma nova ótica, transformando-as em aprendizado e força.
    3⃣ Redução de pensamentos negativos – Com técnicas específicas, te ensina a identificar e substituir padrões de pensamento prejudiciais.
    4⃣ Fortalecimento emocional – Ajuda a desenvolver a resiliência, tornando mais fácil lidar com as oscilações emocionais do TPB, a ansiedade e o TOC.
    5⃣ Foco no autocuidado – Incentiva hábitos que promovem bem-estar, como gratidão, atividades prazerosas e relacionamentos saudáveis.

    Técnicas da Terapia Positiva que você pode aplicar no dia a dia
    Diário da Gratidão – Anotar 3 coisas boas do seu dia, por menores que sejam, pode ajudar a treinar sua mente para enxergar aspectos positivos.
    Reestruturação Cognitiva – Quando um pensamento negativo surgir, questione: “Essa ideia é 100% verdadeira?” e tente reformulá-la de forma mais equilibrada.
    Técnicas de Mindfulness – Exercícios de atenção plena ajudam a controlar impulsos e acalmar a mente.
    Atos de bondade – Pequenos gestos de gentileza (com você mesma e com os outros) liberam serotonina e melhoram o humor.
    Visualização Positiva – Imaginar cenários de felicidade e conquistas pode ajudar a direcionar sua mente para um futuro mais esperançoso.

    Lembre-se: você não é definida pelo seu diagnóstico, e sua jornada pode ser transformada com pequenas mudanças diárias. A terapia positiva pode ser um complemento maravilhoso ao seu tratamento! Que tal começar com um diário da gratidão hoje?

    Me segue no instagram para mais dicas: @psicologafabianaficagna


  • O stress pode ativar ou reativar o Lúpus Eritematoso Sistêmico ?

    O stress pode ativar ou reativar o Lúpus Eritematoso Sistêmico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    Sim, o estresse pode ativar ou reativar o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). O LES é uma doença autoimune crônica, e fatores emocionais desempenham um papel importante no desencadeamento de crises e no agravamento dos sintomas.

    Como o estresse afeta o Lúpus?
    O estresse emocional e físico pode levar a um desequilíbrio no sistema imunológico, causando inflamação e piora dos sintomas. Isso ocorre porque:

    O estresse libera hormônios como o cortisol, que, quando em excesso, pode desregular o sistema imunológico.
    Pode aumentar a inflamação no corpo, ativando o LES.
    Dificulta o sono e pode levar à fadiga intensa, um dos sintomas mais debilitantes do Lúpus.
    Pode afetar hábitos de vida, como alimentação e adesão ao tratamento, impactando a saúde geral.

    O que pode ajudar a reduzir o impacto do estresse no Lúpus?
    Práticas de relaxamento – Meditação, respiração profunda e mindfulness ajudam a controlar o estresse.
    Atividade física leve – Caminhadas, yoga ou alongamentos ajudam a reduzir a inflamação e a melhorar o bem-estar.
    Sono regulado – Manter um horário de sono adequado fortalece o corpo e a mente.
    Apoio psicológico – Terapia pode ajudar a lidar com preocupações e traumas emocionais.
    Rotina saudável – Alimentação equilibrada e hidratação são essenciais para evitar crises.

    Se você tem notado que o estresse tem impactado sua saúde, vale a pena buscar formas de autocuidado e, se necessário, conversar com um médico ou terapeuta.


  • Como é a qualidade de vida e sofrimento psíquico em mulheres adultas com Lúpus Eritematoso Sistêmico

    Como é a qualidade de vida e sofrimento psíquico em mulheres adultas com Lúpus Eritematoso Sistêmico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    A qualidade de vida de mulheres adultas com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) pode ser bastante desafiadora devido aos sintomas físicos, limitações diárias e impactos emocionais da doença. O sofrimento psíquico também é significativo, pois o LES é uma condição crônica, imprevisível e muitas vezes invisível para os outros, o que pode levar a sentimentos de frustração, ansiedade e depressão.

    Impactos na Qualidade de Vida
    Fadiga e dor crônica – A fadiga intensa e as dores articulares são os sintomas mais debilitantes, dificultando atividades diárias e trabalho.
    Oscilações emocionais – A convivência com uma doença autoimune pode gerar sentimentos de impotência e frustração, afetando a autoestima.
    Limitações físicas e sociais – O medo de crises e os sintomas imprevisíveis podem levar ao isolamento social e redução da independência.
    Impacto na sexualidade e autoestima – Mudanças na aparência devido ao uso de corticoides (inchaço, ganho de peso, queda de cabelo) podem afetar a autoconfiança.
    Adesão ao tratamento – O uso contínuo de medicamentos pode gerar efeitos colaterais e cansaço emocional por precisar lidar com a doença diariamente.

    Sofrimento Psíquico e Saúde Mental
    Ansiedade e depressão – Mulheres com LES têm maior risco de desenvolver transtornos emocionais, devido à incerteza da doença e suas limitações.
    Estresse e crises emocionais – O estresse pode ser um gatilho para surtos da doença, criando um ciclo difícil de quebrar.
    Sentimento de incompreensão – Muitas pacientes relatam que amigos, familiares e até médicos não compreendem completamente o impacto do LES.

    Como Melhorar a Qualidade de Vida?
    Acompanhamento psicológico – Terapia pode ajudar a lidar com frustrações, medos e autoaceitação.
    Rede de apoio – Conversar com outras pessoas que têm LES ou participar de grupos de apoio pode trazer conforto e compreensão.
    Autocuidado – Práticas como mindfulness, relaxamento e sono de qualidade ajudam a reduzir o impacto emocional.
    Rotina adaptada – Respeitar os limites do corpo e evitar sobrecarga física e emocional.
    Atividade física leve – Exercícios como yoga ou caminhadas ajudam a reduzir o estresse e melhorar a disposição.

    Mesmo com desafios, é possível encontrar equilíbrio e bem-estar. O mais importante é não ignorar o sofrimento psíquico e buscar apoio sempre que necessário.


  • Como a Junguiana trabalha com traumas de um paciente adulto ?

    Como a Junguiana trabalha com traumas de um paciente adulto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    A Análise Junguiana trabalha com traumas em pacientes adultos explorando o inconsciente, integrando aspectos reprimidos da psique e promovendo a cura por meio do autoconhecimento. Diferente de abordagens mais diretas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung entende o trauma como uma experiência que pode ser simbólica, arquetípica e profundamente enraizada no inconsciente.

    Como a Análise Junguiana trata traumas?
    1⃣ Exploração do inconsciente – O trauma pode estar armazenado no inconsciente pessoal (memórias reprimidas) e no inconsciente coletivo (arquétipos e padrões universais). A terapia ajuda a trazer esses conteúdos à consciência.

    2⃣ Trabalho com símbolos e arquétipos – Os traumas podem se manifestar através de sonhos, imagens e mitos. O terapeuta junguiano ajuda o paciente a interpretar essas manifestações para encontrar sentido e transformação.

    3⃣ Processo de individuação – A terapia auxilia na integração dos aspectos fragmentados da psique, permitindo que o paciente desenvolva uma identidade mais forte e equilibrada, sem ser dominado pelo trauma.

    4⃣ Ativação do Self – Jung acreditava que o "Self" é a totalidade da psique. Quando um trauma ocorre, partes da personalidade podem se fragmentar. A análise busca reintegrar essas partes para restaurar a harmonia interior.

    5⃣ Uso de técnicas expressivas – Arteterapia, imaginação ativa, análise de sonhos e contação de histórias são ferramentas usadas para acessar e ressignificar experiências traumáticas.

    6⃣ Reconhecimento e integração da Sombra – A "sombra" representa os aspectos reprimidos da psique. Muitas vezes, traumas são armazenados nessa parte oculta da mente. Ao reconhecer e integrar esses aspectos, o paciente ganha maior autonomia emocional.

    Por que essa abordagem pode ser eficaz para traumas?
    Não apenas trata os sintomas, mas busca o significado do trauma dentro da jornada do paciente.
    Ajuda a transformar experiências traumáticas em aprendizado e crescimento pessoal.
    Respeita o tempo e o ritmo do paciente, evitando retraumatização.
    Fortalece a conexão entre o consciente e o inconsciente, permitindo uma cura profunda e duradoura.

    Se você já passou por traumas e busca uma abordagem que vá além do racional, ajudando a integrar sua história de forma mais simbólica e significativa, a Análise Junguiana pode ser uma excelente opção!


  • sou o Felipe e queria saber como ajudar uma amiga que tem bulimia?

    queria saber como ajudar uma amiga que tem bulimia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    Ajudar uma amiga que tem bulimia pode ser desafiador, mas seu apoio pode ser fundamental para o processo de recuperação dela. A bulimia nervosa é um transtorno alimentar grave, caracterizado por episódios de compulsão alimentar seguidos por comportamentos para evitar o ganho de peso, como o vômito autoinduzido, o uso excessivo de laxantes ou o exercício físico extremo.

    É importante agir com sensibilidade e empatia, já que a bulimia é frequentemente associada a questões emocionais profundas, como baixa autoestima, ansiedade e medo de julgamento. Abaixo, seguem algumas maneiras de como você pode ajudar sua amiga:

    1. Abordagem inicial: mostre empatia e preocupação
    Seja aberta e acolhedora: Inicie a conversa de forma cuidadosa e não julgadora. É importante que sua amiga se sinta à vontade para falar sobre o que está acontecendo. Você pode começar com algo simples, como: “Eu percebi que você tem enfrentado algumas dificuldades e quero que saiba que estou aqui para você, se precisar conversar.”
    Evite críticas diretas sobre o comportamento alimentar dela: Comentários sobre a comida ou peso podem ser mal interpretados e reforçar sentimentos de vergonha. Tente se concentrar no bem-estar emocional dela, sem focar na aparência ou no comportamento alimentar.
    Valide os sentimentos dela: A bulimia pode ser uma forma de lidar com emoções difíceis, então procure mostrar compreensão. “Eu imagino que você esteja se sentindo sobrecarregada. Estou aqui para apoiar você no que for necessário.”
    2. Incentive o tratamento profissional
    Psicoterapia é essencial: O tratamento mais eficaz para a bulimia envolve uma combinação de terapia cognitivo-comportamental (TCC) e, em alguns casos, o uso de medicação. A TCC ajuda a pessoa a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamentos disfuncionais relacionados à comida, corpo e autoestima.
    Procure um psiquiatra ou psicólogo: Se a bulimia de sua amiga for grave, ela pode precisar de uma avaliação médica e psicológica. Explique a ela que um profissional pode ajudar a lidar com as questões subjacentes à doença, como autoestima baixa e distorções cognitivas em relação ao corpo.
    Apoio familiar: Se possível, sugerir que a família dela também esteja envolvida no processo de recuperação pode ser útil. A bulimia afeta não apenas a pessoa, mas também as relações familiares.
    3. Não minimize o problema ou force uma solução rápida
    A bulimia é uma doença mental complexa e a recuperação pode ser demorada. Não tente “resolver” tudo de uma vez, mas seja uma fonte de apoio constante. Evite frases como “É só parar, você consegue” ou “Não é tão grave assim”. Isso pode fazer com que sua amiga se sinta incompreendida e ainda mais isolada.
    4. Seja paciente, mas firme
    Seja paciente: A recuperação da bulimia pode ser um processo longo e cheio de altos e baixos. Sua amiga pode ter recaídas ou resistir a procurar ajuda. Isso é comum em pessoas com transtornos alimentares, pois há uma forte relação com a ansiedade e a autoimagem.
    Reforce o valor dela como pessoa: A bulimia muitas vezes está associada à crença de que a pessoa precisa se encaixar em padrões estéticos muito rígidos. Ofereça apoio para que ela se sinta valorizada pelo que é, além da aparência.
    Firmeza e limites: Se você notar comportamentos prejudiciais, como vômitos ou uso excessivo de laxantes, mostre que você se importa, mas evite ser agressiva ou condenatória. Por exemplo: “Eu fico muito preocupada com você quando vejo isso. Eu gostaria de te ajudar a procurar ajuda para que você possa se sentir melhor.”
    5. Não entre em discussões sobre o peso ou alimentação
    Embora seja tentador tentar controlar o que ela come ou falar sobre como ela deveria "comer melhor", isso pode aumentar a pressão e a ansiedade dela. É melhor focar na emoção e não no comportamento alimentar.
    Tente não fazer comparações com outras pessoas ou com o que é "normal". A bulimia é um transtorno complexo, e abordagens superficiais podem causar resistência.
    6. Cuide de si mesma
    Ajudar uma pessoa com bulimia pode ser emocionalmente desgastante, e é importante que você também cuide de sua própria saúde mental. Buscar apoio psicológico para lidar com a situação e garantir que você não se sobrecarregue é essencial.
    7. Ensine a buscar apoio em grupos
    Participar de grupos de apoio pode ser muito útil para quem está enfrentando um transtorno alimentar. Isso proporciona a sua amiga um espaço seguro para compartilhar experiências com pessoas que estão passando por situações semelhantes. Ela pode encontrar grupos presenciais ou online voltados para a bulimia ou transtornos alimentares.
    8. Cuidados com a pressão para se recuperar
    A recuperação não acontece da noite para o dia, então, se sua amiga não responder imediatamente à ajuda ou parecer relutante em mudar, evite pressioná-la. Dê-lhe tempo para que ela tome decisões por conta própria e sinta que está sendo apoiada, não forçada.
    Em resumo, como ajudar sua amiga com bulimia?
    Seja compreensiva e paciente.
    Incentive a busca por ajuda profissional (psicólogos, psiquiatras, nutricionistas).
    Evite fazer julgamentos sobre comida ou peso.
    Valorize sua amiga por quem ela é, não por sua aparência.
    Esteja presente para apoiar, mas também cuide de sua saúde emocional.
    Você está fazendo a diferença simplesmente por se importar e querer ajudá-la. Esse apoio pode ser um ponto crucial para que ela busque ajuda profissional e inicie o processo de recuperação.

    Se precisar de mais orientações ou sugestões, estarei por aqui!


  • É normal um indivíduo, ao se deparar com sua casa em chama, pôr se a rir e segundos depois começar a

    É normal um indivíduo, ao se deparar com sua casa em chama, pôr se a rir e segundos depois começar a chorar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    Sim, essa reação pode ser normal, mas é também uma resposta emocional bastante complexa e humana. Quando uma pessoa se depara com uma situação de estresse extremo ou trauma, como ver sua casa em chamas, a mente e o corpo podem reagir de maneiras imprevisíveis.

    Aqui estão algumas possíveis explicações para essa resposta emocional de rir e depois chorar em uma situação tão intensa:

    1. Mecanismo de defesa emocional:
    O riso nervoso é uma reação comum a momentos de extrema tensão ou ansiedade. Em situações de estresse intenso, como ver algo valioso e pessoal como sua casa em chamas, o cérebro pode não saber como reagir de forma imediata e segura. O riso nervoso pode ser uma forma inconsciente de lidar com a angústia e com o choque. Ele serve como uma tentativa de aliviar a tensão momentânea ou de desviar de uma emoção muito intensa.

    2. Sobrecarga emocional:
    Em situações de crise, como um incêndio em casa, é possível que o indivíduo passe por uma montanha-russa emocional, com sentimentos conflitantes surgindo de maneira rápida e inesperada. O riso pode ser uma forma de alívio momentâneo diante da ansiedade ou do medo, mas logo após, as emoções mais profundas e dolorosas como medo, perda e desespero podem vir à tona, resultando em choro.

    3. Desconforto com a própria reação:
    Quando alguém ri em uma situação que normalmente causaria medo ou tristeza, pode haver também uma reação emocional confusa, como o choro subsequente, como se a pessoa estivesse lidando com a estranheza de sua própria resposta. Isso pode ser um sinal de que o cérebro está tentando processar uma situação que foge do seu controle emocional.

    4. Choque e desorientação:
    Em situações de trauma ou choque, as pessoas podem ter dificuldade em processar as emoções imediatamente. O cérebro pode estar tão sobrecarregado com a intensidade do momento que pode haver uma flutuação entre emoções (do riso ao choro, da calma ao pânico). Isso é uma reação humana natural diante de uma situação extremamente fora do comum.

    5. Emoções conflituosas:
    A situação do incêndio pode evocar uma mistura de emoções complexas: por exemplo, o alívio por estar seguro (o riso) misturado com a tristeza pela perda material e a sensação de vulnerabilidade (o choro). As pessoas podem se sentir culpadas por não reagirem da maneira "esperada" (como ficar aterrorizadas ou gritando), o que pode gerar um turbilhão emocional.

    Quando procurar ajuda:
    Se a pessoa continuar tendo reações emocionais muito intensas e descontroladas, ou se ela sentir que não está conseguindo lidar com o impacto emocional da situação (como flashbacks, dificuldade para dormir ou angústia constante), é aconselhável procurar a ajuda de um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra). Um terapeuta pode ajudar a processar as emoções causadas pelo trauma e fornecer ferramentas para lidar com esses sentimentos.

    Em resumo:
    O riso e o choro em resposta a um trauma ou estresse intenso são mecanismos humanos comuns e podem ser uma reação natural a uma experiência emocionalmente avassaladora. No entanto, se isso se tornar uma resposta frequente ou se houver dificuldade para lidar com as emoções, pode ser importante buscar apoio psicológico para ajudar a processar a experiência de forma mais saudável.


  • Olá boa noite. Quando eu era pequena, sentia vontade de comer espuma de colchão, na verdade apenas

    Olá boa noite.
    Quando eu era pequena, sentia vontade de comer espuma de colchão, na verdade apenas mastigar para sentir o gosto, fui crescendo e isso passou. Em fev 2017 engravidei e senti o desenho de espuma novamente e desde então eu mastigo espumas (seja ela esponja de lavar louça, espuma de travesseiro, de colchão, qualquer coisa que tenha espuma) e é um desejo que não passa, estou assim desde a minha gravidez, 4 anos praticamente. Não sei o que fazer, o desejo vem sempre forte e eu estou acabando com um travesseiro de casa. Oque devo fazer?
    Obrigada desde ja

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    Olá, boa noite!

    O comportamento que você descreve parece estar relacionado a um tipo de pica, que é o desejo e a prática de comer ou mastigar substâncias não alimentares, como terra, giz, ou no seu caso, espuma. Esse tipo de comportamento pode ter várias causas e, embora seja relativamente comum em crianças, quando se mantém na vida adulta, especialmente por tanto tempo, pode estar associado a aspectos emocionais, psicológicos ou até carências nutricionais.

    Possíveis razões para o comportamento:
    Mudanças hormonais e emocionais – Como você mencionou, isso começou durante sua gravidez. O período gestacional pode ter alterado seu equilíbrio hormonal, e isso pode ter influenciado esse desejo. O estresse, a ansiedade e outras emoções também podem desencadear ou intensificar comportamentos como esse.
    Deficiência nutricional – Às vezes, a pica está ligada à falta de certos nutrientes, como ferro ou zinco, no organismo. Isso poderia explicar o desejo de mastigar materiais não alimentares.
    Comportamento compulsivo – Esse desejo persistente de mastigar espuma também pode estar relacionado a um comportamento compulsivo, em que a pessoa sente uma necessidade difícil de controlar.
    Auto-regulação emocional – Muitas vezes, pessoas que enfrentam estresse, ansiedade ou tensão emocional podem adotar comportamentos repetitivos (como mastigar espuma) como uma forma de auto-conforto ou alívio temporário da tensão.
    O que você pode fazer:
    Consultando um profissional – O mais indicado é procurar um psicólogo ou psiquiatra para avaliar melhor o comportamento e as possíveis causas emocionais ou psicológicas. Isso é especialmente importante, pois esse desejo pode ser um reflexo de algo mais profundo que precisa de atenção.
    Avaliação médica – Consulte um médico (preferencialmente um clínico geral ou nutricionista) para verificar se há alguma deficiência nutricional que possa estar contribuindo para o comportamento, como uma deficiência de ferro ou zinco.
    Estratégias de autocontrole – Você pode tentar substituir o comportamento de mastigar espuma por algo mais saudável, como gomas de mascar (sem açúcar) ou chicletes de gengibre, que podem ajudar a aliviar a necessidade oral e a sensação de alívio sem recorrer à espuma.
    Mindfulness e técnicas de relaxamento – Técnicas como meditação, respiração profunda ou atividades relaxantes podem ajudar a diminuir a ansiedade ou o estresse, caso o desejo esteja ligado a esses fatores emocionais.
    Algumas dicas práticas:
    Substitua gradualmente: Caso sinta necessidade de mastigar algo, tente mastigar gomas de mascar ou alimentos crocantes, como cenouras ou maçãs. Isso pode ajudar a satisfazer a necessidade de mastigação de forma mais saudável.
    Identifique gatilhos: Tente perceber os momentos em que o desejo de mastigar espuma se torna mais forte. Quando estiver consciente desses gatilhos (seja estresse, ansiedade ou algo mais), pode ser mais fácil trabalhar formas alternativas de lidar com isso.
    Apoio de grupos: Procurar grupos ou apoio de pessoas que passam pela mesma situação pode ajudar a se sentir compreendida e encontrar formas de lidar com esse desejo.
    Lembre-se de que buscar ajuda profissional é um passo importante, pois um psicólogo pode trabalhar com você em estratégias de enfrentamento e entender melhor o que está por trás desse comportamento.

    Se precisar de mais alguma orientação, estarei por aqui!


  • Amo comer reboco, meu dentes estão desgastados e sensíveis,comecei na minha primeira gravidez e não

    Amo comer reboco, meu dentes estão desgastados e sensíveis,comecei na minha primeira gravidez e não parei mais .. só se pensar me dá água na boca já são mais de 5 anos, que. Devo proucurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabiana Ficagna

    É importante que você procure ajuda profissional para entender e tratar esse comportamento. O desejo de comer reboco, assim como o desejo de comer materiais não alimentares como espuma, está relacionado a um quadro chamado pica, que é o ato de ingerir ou mastigar substâncias não alimentícias. Esse comportamento pode ter várias causas, e é importante abordá-lo tanto do ponto de vista médico quanto psicológico.

    Possíveis causas e implicações:
    Pica (desejo de comer substâncias não alimentares): A pica pode estar relacionada a várias condições, como deficiências nutricionais (ex.: ferro ou zinco), estresse, ansiedade, ou até traumas emocionais. É importante investigar a fundo essas questões com um médico.

    Deficiências nutricionais: A ingestão de materiais não alimentares muitas vezes está associada a deficiências de ferro (anemia ferropriva), zinco ou cálcio. Seu corpo pode estar buscando formas de suprir uma necessidade que não está sendo atendida adequadamente pela alimentação.

    Desgaste dental: O fato de seus dentes estarem desgastados e sensíveis é um sinal de que o ato de comer reboco pode estar prejudicando sua saúde bucal. O desgaste dental pode causar danos a longo prazo e até aumentar o risco de infecções ou complicações nos dentes e gengivas.

    Aspectos psicológicos e emocionais: Se o comportamento começou durante a gravidez, pode estar relacionado ao estresse emocional ou mudanças hormonais durante esse período. Além disso, muitas pessoas desenvolvem comportamentos compulsivos como uma forma de lidar com emoções difíceis, como ansiedade, tensão ou frustração.

    O que fazer?
    Consulta com um médico: É essencial procurar um médico clínico geral ou um endocrinologista para avaliar possíveis deficiências nutricionais. Ele pode solicitar exames de sangue para verificar seus níveis de ferro, zinco, cálcio e outros nutrientes importantes. Se houver uma deficiência, o médico pode recomendar suplementos ou ajustes na sua dieta.

    Consulta com um dentista: Dado que você mencionou que seus dentes estão desgastados e sensíveis, é muito importante consultar um dentista. O desgaste causado por mastigar ou ingerir reboco pode resultar em problemas dentários mais graves, como cáries, lesões na estrutura dentária e até infecções. O dentista pode oferecer tratamentos para proteger seus dentes, como o uso de protetores bucais ou outros cuidados.

    Acompanhamento psicológico: Considerando que a pica pode estar relacionada a fatores emocionais ou comportamentais, buscar um psicólogo ou psiquiatra pode ser útil. Eles podem ajudar a entender o que está por trás desse comportamento, especialmente se for relacionado a ansiedade, estresse ou até um quadro compulsivo.

    Alterações alimentares: Além de procurar ajuda médica, tente incluir alimentos ricos em ferro, zinco e cálcio na sua dieta, como folhas verdes, feijão, nozes, leite, peixe e carnes magras. Às vezes, aumentar a ingestão desses nutrientes pode reduzir a necessidade de consumir substâncias não alimentares.

    Substituição gradual: Tente substituir gradualmente a ingestão de reboco por alimentos com textura e consistência que satisfaçam seu desejo de mastigação, como alimentos crocantes (cenouras, maçãs, nozes) ou chicletes sem açúcar. Isso pode ajudar a reduzir a compulsão e proporcionar um alívio sem causar danos à saúde.

    Se precisar de mais alguma ajuda ou orientação, estou por aqui!


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Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.