Perguntas do paciente (3)

  • Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout )

    Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout ) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana  Máximo

    Sim, a rigidez cognitiva é considerada um fator de vulnerabilidade ao burnout. Pessoas com padrões mais rígidos de pensamento costumam ter mais dificuldade em flexibilizar expectativas, delegar tarefas, aceitar imprevistos ou pedir ajuda e isso mantém a pessoa em estado de esforço constante, sem alívio, que é justamente o mecanismo central do esgotamento.
    Isso não significa que rigidez "causa" burnout sozinha. O burnout é multifatorial envolve carga de trabalho, falta de controle sobre as próprias tarefas, falta de reconhecimento e valores desalinhados com o ambiente, entre outros. Mas a rigidez funciona como um amplificador: a pessoa não se permite parar, ajustar a rota ou buscar suporte, o que prolonga a exposição ao estresse.
    Trabalhar a flexibilidade cognitiva não no sentido de "ser menos exigente", mas de ampliar as respostas possíveis diante da pressão é um dos caminhos terapêuticos mais eficazes para reduzir esse risco.


  • É possível controlar a ansiedade patológica sem medicação?

    É possível controlar a ansiedade patológica sem medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana  Máximo

    É possível em muitos casos, a psicoterapia sozinha já é suficiente, principalmente abordagens com base em evidência como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha diretamente os pensamentos, comportamentos e padrões que alimentam a ansiedade.
    O que vai definir se a medicação é necessária ou não é a intensidade e o impacto da ansiedade na vida da pessoa e essa avaliação é sempre médica/psiquiátrica, feita em conjunto com o acompanhamento psicológico, não isoladamente.
    De forma geral: em quadros leves a moderados, a terapia costuma trazer resultados consistentes sozinha. Em quadros mais intensos, o tratamento combinado (psicoterapia + acompanhamento médico) tende a trazer alívio mais rápido e duradouro. O psicólogo pode ajudar a identificar em qual desses cenários a pessoa está e, se necessário, fazer o encaminhamento adequado.


  • Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana  Máximo

    O profissional indicado para avaliação e tratamento do burnout é o psicólogo preferencialmente com abordagem baseada em evidências, como a TCC, que tem respaldo científico para esse tipo de quadro.
    O tratamento costuma envolver três frentes: o trabalho psicológico em si, focado em entender os padrões que levaram ao esgotamento (excesso de cobrança, dificuldade de estabelecer limites, sobrecarga não administrada) e construir formas mais sustentáveis de lidar com a rotina; ajustes práticos de rotina, como sono, pausas e organização do tempo; e, quando necessário, avaliação médica/psiquiátrica em paralelo, principalmente se houver sintomas físicos significativos ou impacto importante no funcionamento diário.
    Vale lembrar que o burnout costuma estar muito ligado ao ambiente então, além do cuidado individual, em muitos casos é importante também olhar para mudanças possíveis na forma como o trabalho está organizado.


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