Perguntas do paciente (7)
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo não significa, necessariamente, que deixou de amar.
Em relacionamentos mais longos, é natural que a intensidade e a euforia do início diminuam e deem espaço para um vínculo mais tranquilo e seguro. Pela TCC, podemos olhar para os pensamentos que surgem diante dessa dúvida, como “se não sinto a mesma animação, então não amo mais”, e entender como eles podem estar aumentando sua ansiedade.
Você também trouxe aspectos importantes: gosta da companhia dele, das conversas, reconhece o cuidado e não se sente presa ou desconfortável na relação. Tudo isso merece ser compreendido com calma, sem se obrigar a sentir algo e sem tomar decisões precipitadas.
Na psicoterapia, podemos explorar seus sentimentos, pensamentos e necessidades para entender o que está acontecendo e, se fizer sentido para você, trabalhar na reconstrução da conexão e do carinho no relacionamento.
Se quiser, podemos conversar sobre isso em uma consulta. Será um prazer te acolher nesse processo.
Gostaria de agendar uma consulta?
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Primeiro, quero te dizer que aquilo que você contou mostra uma evolução muito importante. Você começou em um trabalho novo enfrentando bastante ansiedade, sentindo-se travada e, depois de seis meses, percebe que consegue interagir melhor e que essa ansiedade diminuiu. Isso é um sinal de que você já vem desenvolvendo recursos para lidar com situações que antes eram muito difíceis.
Também é importante diferenciar timidez, traços de personalidade e ansiedade social. Ser uma pessoa mais quieta ou séria não significa, por si só, ter um transtorno ou estar “doente”. O objetivo da terapia não seria transformar você em uma pessoa extrovertida, mas ajudá-la a conseguir se posicionar, interagir e participar das situações que são importantes para você sem ser tão dominada pelo medo ou pela ansiedade.
Os comentários das pessoas podem ativar pensamentos como: “Será que eu não estou evoluindo?”, “Será que tem algo errado comigo?” ou “Preciso falar mais para ser aceita?”. Na TCC, podemos trabalhar justamente essa relação entre situação, pensamento, emoção e comportamento, para que a opinião dos outros não determine a forma como você enxerga a si mesma.
E não, sentir ansiedade ou ficar incomodada com esses comentários não significa que você voltou para trás ou que não está melhorando. Evolução não é nunca mais sentir ansiedade. É conseguir fazer aquilo que é importante para você mesmo quando ela aparece, além de aprender a lidar melhor com esses pensamentos.
Talvez “se curar” não seja deixar de ser quieta ou fazer com que ninguém mais diga que você é séria. Pode ser chegar ao ponto de pensar: “Eu sou mais reservada, e tudo bem. Posso falar quando tenho vontade e também posso aprender a me posicionar quando preciso. A opinião do outro não define quem eu sou.”
E essa sensação de não pertencimento também pode ser trabalhada, especialmente considerando suas experiências anteriores de bullying e de isolamento. Podemos compreender de onde ela vem e construir, aos poucos, uma relação mais segura com você mesma e com as outras pessoas.
Se você quiser, podemos trabalhar tudo isso em psicoterapia e entender melhor o que está por trás dessa ansiedade e dessa sensação de não pertencimento. Gostaria de marcar uma consulta para conversarmos melhor sobre isso?
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por um momento tão difícil. E quero te dizer algo importante: o fato de você ter lido sobre determinados sintomas não significa que você vai desenvolvê-los, nem que aquilo que encontrou nas pesquisas define o que está acontecendo com você.
Quando estamos ansiosos ou deprimidos, é muito comum buscar informações na tentativa de entender e controlar o que estamos sentindo. O problema é que essa busca pode se transformar em um ciclo: você sente algo → pesquisa → encontra informações assustadoras → fica mais atento aos sintomas → sente mais ansiedade → pesquisa novamente.
Na TCC, trabalhamos justamente para interromper esse ciclo. Em vez de tentar responder a cada pensamento com uma nova pesquisa, aprendemos a identificar: “Esse é um pensamento provocado pela minha ansiedade, não necessariamente um fato.”
Neste momento, pode ser importante estabelecer um período sem pesquisar sintomas, diagnósticos ou relatos de outras pessoas. Quando surgir a vontade de pesquisar, tente adiar alguns minutos e direcionar sua atenção para outra atividade. Aos poucos, seu cérebro pode aprender que não precisa verificar constantemente se existe algum perigo.
E você não precisa voltar imediatamente à sua “vida normal”. A recuperação pode acontecer em pequenos passos. Como você está com dificuldade para sair de casa e não consegue fazer terapia online, talvez seja importante conversar com seu médico sobre essa dificuldade e buscar, se possível, acompanhamento psicológico presencial, além de manter o acompanhamento médico dos medicamentos.
Você não precisa enfrentar isso sozinho. O que está acontecendo pode ser trabalhado, e o fato de hoje estar muito difícil não significa que ficará assim para sempre.
Se quiser, podemos trabalhar esse ciclo de pensamentos, pesquisas, ansiedade e evitação em psicoterapia, respeitando o seu ritmo. Gostaria de marcar uma consulta para conversarmos melhor sobre isso?
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Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?
Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, você se refere a uma luva chamada “T-Rex” ou à posição das mãos/dedos, com as mãos dobradas, durante o sono? Isso faz diferença para eu te responder corretamente.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pesquisar sintomas repetidamente pode acabar alimentando a ansiedade, principalmente quando você já está mais vulnerável emocionalmente. A pesquisa começa como uma tentativa de encontrar segurança, mas pode criar um ciclo: você sente algo → pesquisa → encontra informações assustadoras → fica mais atento ao corpo e aos pensamentos → sente mais ansiedade → pesquisa novamente.
Isso não significa que as pesquisas tenham “criado” uma doença ou que você tenha necessariamente fobia social. É importante que um profissional avalie o que realmente está acontecendo.
A terapia pode ajudar bastante, especialmente a TCC, porque trabalha justamente esse ciclo de pensamentos, ansiedade, comportamentos de evitação e busca excessiva por segurança. Também pode ajudar você a retomar gradualmente atividades fora de casa, respeitando seu ritmo, em vez de deixar que o medo determine o que você pode ou não fazer.
Sobre o escitalopram, é importante saber que o efeito pode levar algumas semanas e varia de pessoa para pessoa. Como você já iniciou a medicação, mantenha o acompanhamento com o médico que prescreveu e não altere ou interrompa a dose por conta própria. Se estiver preocupado porque ainda não percebeu melhora, converse com ele.
E uma coisa muito importante: ter uma crise não significa que você não conseguirá sair de casa ou que sua situação está piorando para sempre. A ansiedade pode ser intensa, mas ela pode ser tratada. O objetivo não é garantir que você nunca mais sentirá ansiedade, e sim aprender que você consegue lidar com ela sem precisar fugir, se isolar ou pesquisar incessantemente para ter certeza de que está tudo bem.
Se você percebe que esse ciclo está te prendendo em casa, a terapia pode ser um passo muito importante para recuperar gradualmente sua autonomia e sua rotina.
Gostaria de agendar uma consulta para conversarmos melhor?
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo como isso pode ser frustrante, principalmente quando você percebe que algo que antes fazia com prazer, como ler, hoje parece exigir um esforço enorme.
Pela perspectiva da TCC, antes de pensar “eu perdi minha capacidade de concentração”, é importante observar o que acontece antes, durante e depois da dificuldade de foco. Muitas vezes, entramos em um ciclo: a tarefa parece difícil → surge o pensamento “não vou conseguir me concentrar” → procuramos uma atividade mais fácil e estimulante, como o Instagram → sentimos um alívio imediato → depois vem culpa e frustração → e a tarefa acadêmica fica ainda mais difícil de retomar.
O Instagram oferece recompensas rápidas, enquanto ler e estudar exigem atenção sustentada e uma recompensa mais tardia. Por isso, não é simplesmente uma questão de “ter mais força de vontade”.
Na TCC, podemos trabalhar esse ciclo de forma prática: estabelecer pequenos períodos de atenção, reduzir estímulos concorrentes, aumentar gradualmente o tempo de permanência na tarefa e identificar os pensamentos automáticos que aparecem quando você tenta estudar.
Também não precisamos esperar a motivação aparecer para começar. Podemos trabalhar com pequenas metas, como: “Vou ler por 15 minutos e depois avalio se continuo.” A ação muitas vezes vem antes da motivação.
Também é importante compreender quando essa dificuldade começou e como estão aspectos como sono, ansiedade, humor, rotina e uso de telas, pois todos podem interferir na concentração.
O objetivo não é nunca mais sentir vontade de entrar no Instagram, mas aprender a não deixar que esse impulso controle automaticamente suas escolhas.
Se você sente que essa dificuldade já está interferindo na sua vida acadêmica e quer compreender melhor o que está mantendo esse ciclo, podemos trabalhar isso em psicoterapia, de forma individualizada e baseada na TCC.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, os sintomas descritos podem ser compatíveis com um quadro depressivo, principalmente pela presença de tristeza intensa, choro frequente, sensação de vazio, perda de interesse/prazer, isolamento, falta de energia, dificuldade de concentração e pensamentos negativos sobre si e sobre os relacionamentos. Mas não seria adequado afirmar um diagnóstico apenas por esse relato.
Pela TCC, também é importante observar o ciclo que pode estar acontecendo: a pessoa percebe dificuldades de memória e concentração → interpreta isso como “estou me perdendo” ou “as pessoas não me querem” → aumenta a ansiedade → passa a evitar conversas e situações → sente ainda mais isolamento e incapacidade, reforçando os pensamentos negativos.
A sensação de que “as pessoas me odeiam” ou de que “meu namorado vai me deixar a qualquer momento” também merece ser investigada, porque pode estar relacionada a pensamentos automáticos e interpretações negativas intensificadas pelo estado emocional.
Porém, como existem mudanças cognitivas importantes há cerca de dois meses, como dificuldade para raciocinar, lembrar informações e realizar contas que antes eram fáceis, além do sofrimento emocional significativo, é importante que ela seja avaliada por um profissional de saúde. Uma avaliação médica também pode ser necessária para investigar outras possíveis causas, além de depressão ou ansiedade.
E há um ponto que eu trataria com bastante atenção: quando diz que só quer ficar “deitada na cama para sempre”, é importante investigar diretamente se isso significa apenas desejo de se isolar ou se existem pensamentos de morte, de desaparecer ou de se machucar. Se houver qualquer pensamento desse tipo, a orientação é procurar atendimento de urgência imediatamente, não permanecer sozinha e comunicar alguém de confiança.
Você não precisa entender sozinha o que está acontecendo nem se culpar por não estar conseguindo funcionar como antes. O que você está sentindo merece ser levado a sério e pode ser tratado. Na psicoterapia, podemos compreender esses pensamentos, emoções e comportamentos e construir estratégias para recuperar gradualmente sua rotina, seus vínculos e a sensação de estar novamente conectada consigo mesma. Gostaria de agendar uma consulta para conversarmos melhor sobre isso?
Perguntas frequentes
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