Perguntas do paciente (4)

  • Boa noite! Ultimamente tenho me sentido muito estressada e sobrecarregada. Quando eu fazia terapia,

    Boa noite!
    Ultimamente tenho me sentido muito estressada e sobrecarregada. Quando eu fazia terapia, sentia um grande alívio após as sessões, pois podia compartilhar o que estava sentindo e, com ajuda, entender melhor o que se passava comigo.

    Hoje, sinto que estou no limite. Tudo parece demais, e qualquer coisa tem tirado a minha paz com facilidade. Gosto do silêncio e do meu espaço, mas me sinto invadida com frequência — e isso só aumenta o estresse e a irritação.

    Tenho ansiedade e, no passado, enfrentei a depressão. Com o tempo e com o apoio da terapia, consegui melhorar bastante. Mas ultimamente estou percebendo sinais que me preocupam. Tenho sentido novamente aquela aceleração intensa que costumava vir com a ansiedade, até mesmo em situações simples, como fazer uma manutenção no aparelho.

    Além disso, tenho tido dificuldade de concentração, esquecimentos constantes, perco facilmente a linha de raciocínio e estou muito impaciente. Me sinto frustrada, cansada e com medo de perder o controle emocional a qualquer momento e voltar ao quadro depressivo.

    Acredito que seja o momento de retomar a terapia. Sinto que preciso de ajuda novamente para cuidar da minha saúde mental.
    Devo procurar novamente um psicólogo? Eu queria entender o que está acontecendo comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabio Villalva

    É muito importante que você esteja atenta aos seus sentimentos e aos sinais que seu corpo e mente estão dando. Sua descrição do que está vivenciando – o estresse e a sobrecarga, a sensação de invasão do seu espaço, a irritação, a aceleração da ansiedade, as dificuldades de concentração e memória, e o medo de uma recaída na depressão – indica que você está passando por um momento de grande vulnerabilidade e sofrimento.

    É louvável que você reconheça a importância do **silêncio e do seu espaço pessoal** como algo que te traz paz. Quando esse limite é constantemente invadido, naturalmente a sensação de estresse e sobrecarga aumenta. O estresse crônico pode, de fato, desencadear e intensificar sintomas de ansiedade e depressão, principalmente em alguém que já tem um histórico com essas condições.

    Os sintomas que você descreve, como a aceleração intensa, a perda de concentração, os esquecimentos e a impaciência, são sinais claros de que seu sistema está sob forte pressão. Sua mente e corpo estão sinalizando que a demanda atual está excedendo sua capacidade de lidar com ela, e isso pode levar a um esgotamento se não for manejado.

    ### Sim, você deve procurar um psicólogo novamente.

    Sua percepção de que é o momento de **retomar a terapia** está corretíssima. Você já teve uma experiência positiva no passado e sabe o quanto o apoio profissional pode ser benéfico.

    Como psicólogo, posso te ajudar a entender o que está acontecendo agora. No ambiente terapêutico, podemos explorar juntos os **fatores que estão contribuindo para esse estresse e sobrecarga**. Vamos identificar os gatilhos atuais, tanto internos (seus pensamentos e emoções) quanto externos (situações no seu ambiente), que estão gerando essa sensação de invasão e irritação.

    Nosso trabalho será também desenvolver **ferramentas e habilidades práticas** para você lidar com a ansiedade e o estresse. Isso pode incluir técnicas de regulação emocional, de manejo da irritação, e de como estabelecer e proteger seus limites pessoais de forma eficaz. A terapia te ajudará a **relembrar e reforçar os recursos** que você utilizou para melhorar no passado, além de construir novos. Queremos que você se sinta mais fortalecida e menos à mercê das emoções intensas.

    Ao abordar esses sinais de alerta agora, estamos agindo de forma **preventiva**. O objetivo é **intervir antes que os sintomas se intensifiquem** e o quadro depressivo retorne, te ajudando a recuperar o controle emocional e a paz de espírito. As dificuldades de concentração e os esquecimentos, muitas vezes, são consequência direta da ansiedade e do estresse; ao gerenciá-los, é comum que as funções cognitivas melhorem. Se necessário, podemos explorar estratégias específicas para isso também.

    Sua iniciativa em buscar ajuda novamente é um sinal de **força e autoconhecimento**. É um passo crucial para cuidar da sua saúde mental e retomar o equilíbrio.

    Estou aqui para te ouvir e ajudar a entender o que está acontecendo com você, passo a passo, construindo um caminho para que você se sinta mais leve e no controle novamente.


  • ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar confort

    ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar conforto, mesmo com a mente cansada. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabio Villalva

    Olá!

    Entendo perfeitamente sua busca por alívio para essa inquietação nas pernas e a mente cansada. É uma sensação bastante desconfortável, e o corpo realmente responde à ansiedade de maneiras que nem sempre esperamos.

    Para entender melhor o que está acontecendo e encontrar o melhor caminho para você, sugiro que converse com dois profissionais:

    1. O Neurologista
    Esse especialista é essencial para investigar a **Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)**. É uma condição que causa uma necessidade incontrolável de mexer as pernas, geralmente piorando no repouso ou à noite, e que pode vir junto com a ansiedade. O neurologista vai fazer uma avaliação completa, ouvir seus sintomas e, se for o caso, descartar outras causas. Mesmo que a ansiedade seja o principal fator, é importante ter essa avaliação para garantir que você tenha o tratamento mais específico para o desconforto físico.


    2. O Psicólogo

    Como psicólogo comportamental, sei o quanto a ansiedade pode se manifestar no corpo, causando justamente essa sensação de pernas inquietas e mente exausta. O psicólogo pode te ajudar a entender os gatilhos da sua ansiedade e a desenvolver estratégias práticas para lidar com ela. Trabalharemos juntos para identificar padrões de pensamento e comportamento que contribuem para o seu cansaço mental e físico, e como você pode gerenciá-los de forma mais eficaz no seu dia a dia. Nosso objetivo é te dar ferramentas para que você possa controlar esses sintomas e ter mais bem-estar.

    Minha sugestão é que você procure esses dois profissionais.
    O neurologista pode te dar um diagnóstico preciso sobre a causa da inquietação nas pernas, e o psicólogo vai te auxiliar a lidar com a ansiedade e seus efeitos no corpo e na mente. Essa abordagem conjunta costuma trazer os melhores resultados.

    Estou à disposição para qualquer dúvida sobre a parte psicológica. Conte comigo!


  • As altas habilidades/superdotação são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento?

    As altas habilidades/superdotação são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabio Villalva

    Não, as Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) **não são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento** e não estão classificadas como uma psicopatologia nos principais manuais diagnósticos, como o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) ou a CID-11 (Classificação Internacional de Doenças).

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    ### **Por Que Não É um Transtorno?**

    A AH/SD é entendida como uma **condição de desenvolvimento**, uma característica humana que se manifesta por um potencial significativamente acima da média em uma ou mais áreas do conhecimento, como a intelectual, criativa, artística, de liderança ou em áreas acadêmicas específicas.

    Diferente de um transtorno, que implica em prejuízos ou disfunções que causam sofrimento clinicamente significativo ou comprometimento no funcionamento, a superdotação é uma **capacidade elevada**. A pessoa com AH/SD nasce com esse potencial e o mantém ao longo da vida.

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    ### **Desafios e Necessidades Específicas**

    Embora não seja um transtorno, é fundamental entender que indivíduos com Altas Habilidades/Superdotação podem enfrentar **desafios únicos** que demandam atenção e suporte específicos. Esses desafios podem surgir devido a:

    * **Desajuste Social e Emocional:** Podem se sentir isolados ou incompreendidos pelos pares, já que seus interesses e ritmos de aprendizado podem ser diferentes. Isso pode levar a sentimentos de solidão ou dificuldades em formar relacionamentos.
    * **Perfeccionismo e Ansiedade:** A busca pela excelência pode levar a um perfeccionismo excessivo, que muitas vezes está associado a altos níveis de ansiedade e medo de falhar.
    * **Tédio e Desmotivação:** Em ambientes que não oferecem estímulos adequados ou desafios intelectuais, podem sentir tédio e desmotivação, o que pode ser confundido com desinteresse ou problemas de comportamento.
    * **Comorbidades:** É importante ressaltar que a AH/SD pode **coexistir** com transtornos do neurodesenvolvimento (como o Transtorno do Espectro Autista ou TDAH) ou outros transtornos mentais (como ansiedade e depressão). Nesses casos, a identificação da superdotação é crucial para um diagnóstico e tratamento precisos de ambas as condições.

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    ### **Implicações na Saúde Mental e Educação**

    Justamente por essas particularidades, o reconhecimento das Altas Habilidades/Superdotação é crucial para que esses indivíduos recebam o suporte adequado – tanto na educação (com enriquecimento curricular e adaptações) quanto na saúde mental (com acompanhamento psicológico que entenda suas necessidades específicas). O objetivo é garantir que eles desenvolvam todo o seu potencial e tenham uma boa qualidade de vida, evitando que os desafios se transformem em sofrimento psicológico.

    Portanto, as Altas Habilidades/Superdotação são uma **característica do desenvolvimento humano** que, embora traga grandes potenciais, exige um olhar atento para suas particularidades e para as necessidades emocionais, sociais e educacionais que podem surgir.


  • Desejaria saber se pacientes com transtorno do tipo bipolaridade devem fazer Avaliação Neuropsicológ

    Desejaria saber se pacientes com transtorno do tipo bipolaridade devem fazer Avaliação Neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabio Villalva

    Olá! Sua pergunta é muito pertinente e demonstra cuidado com a saúde mental.

    Sim, **pacientes com Transtorno Bipolar geralmente se beneficiam muito de uma Avaliação Neuropsicológica**. Deixe-me explicar o porquê de forma simples.

    Por Que a Avaliação Neuropsicológica é Importante na Bipolaridade?

    O Transtorno Bipolar, como você deve saber, afeta o humor de maneiras intensas, com oscilações entre euforia (mania) e depressão. Além dessas mudanças de humor, a pesquisa e a minha experiência mostram que a bipolaridade pode influenciar algumas funções cognitivas, como:

    * **Atenção:** Dificuldade em se concentrar ou manter o foco.
    * **Memória:** Problemas para lembrar de coisas recentes ou informações importantes.
    * **Funções Executivas:** Que envolvem planejamento, organização, tomada de decisões e a capacidade de resolver problemas.

    Essas dificuldades podem não ser óbvias no dia a dia, mas impactam a forma como a pessoa se relaciona, trabalha, estuda e lida com as tarefas cotidianas. A Avaliação Neuropsicológica é como um "raio-X" detalhado dessas funções. Ela nos ajuda a:

    1. **Identificar Padrões:** Entender quais áreas cognitivas estão mais afetadas e quais estão funcionando bem. Por exemplo, uma pessoa pode ter ótima memória, mas dificuldade em planejar tarefas complexas.
    2. **Personalizar o Tratamento:** Com essa informação, podemos criar estratégias de tratamento mais eficazes. Se sabemos que a atenção é um desafio, podemos desenvolver técnicas específicas para melhorá-la, seja através de terapia comportamental ou outras intervenções.
    3. **Monitorar o Progresso:** Permite acompanhar se as intervenções (sejam elas medicamentosas ou terapêuticas) estão trazendo melhorias nas funções cognitivas ao longo do tempo.
    4. **Melhorar a Qualidade de Vida:** Ao entender as dificuldades cognitivas, podemos ajudar o paciente a desenvolver estratégias para contorná-las no dia a dia, melhorando seu desempenho acadêmico, profissional e social.

    Quem Solicita e Quem Faz?

    Geralmente, a avaliação é solicitada pelo **psiquiatra** que acompanha o caso, ou pelo próprio **psicólogo** que está em contato com o paciente. A avaliação em si é realizada por um **neuropsicólogo**, que é um psicólogo com especialização nessa área.

    Em resumo, a Avaliação Neuropsicológica não é apenas útil, é uma ferramenta poderosa para complementar o tratamento do Transtorno Bipolar, promovendo um entendimento mais profundo do paciente e ajudando a construir um caminho mais assertivo para o bem-estar e a qualidade de vida.

    Espero ter ajudado a esclarecer sua dúvida! Se tiver mais alguma questão, pode perguntar.


Perguntas frequentes

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