Perguntas do paciente (337)

  • O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?

    O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Um vínculo é a ligação emocional que construímos com outra pessoa ao longo do tempo.
    Ele se forma a partir de experiências de cuidado, confiança e troca. A forma como vivemos nossos primeiros vínculos influencia como nos relacionamos depois.
    Se houve segurança, tendemos a confiar mais; se houve falhas, podemos temer ou evitar proximidade.


  • Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou

    Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou nada)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Por que a pessoa sente tudo de forma muito intensa, inclusive a confiança. Ela pode ver alguém como “perfeito” em um momento e “decepcionante” no outro.
    Isso acontece porque é difícil lidar com meio-termo e frustrações pequenas.
    O medo de ser abandonado faz qualquer mudança parecer muito grande.
    Por isso, a confiança acaba funcionando no “tudo ou nada”.


  • Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quand

    Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quando a professora predileta não está,não consegue dividir a atenção da professora com outras crianças.O que pode ser feito para ajudá-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Esse comportamento pode estar ligado à ansiedade de separação e à formação de vínculo preferencial, algo comum nessa idade. A ausência da professora ativa insegurança, e a dificuldade em dividir atenção ainda faz parte do desenvolvimento emocional.
    É importante manter rotina previsível e preparar a criança quando houver mudanças.
    Se for muito intenso ou persistente, vale orientação com um profissional para avaliar com mais cuidado.


  • . O que é o "Efeito Iatrogênico" no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    . O que é o "Efeito Iatrogênico" no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Quando a própria intervenção clínica, em vez de ajudar, acaba agravando o quadro.
    Isso pode acontecer, por exemplo, com condutas inconsistentes, excesso de intervenções, ou manejo inadequado dos limites terapêuticos.
    No TPB, onde há intensa sensibilidade ao vínculo, falhas na relação terapêutica podem reforçar abandono, dependência ou desorganização emocional. Também pode surgir quando há medicalização excessiva ou interpretações fora do tempo do paciente. Por isso, o cuidado exige técnica, constância e uma escuta muito bem sustentada.


  • Como a dinâmica de negação pode afetar a relação entre o paciente com Transtorno de Personalidade Bo

    Como a dinâmica de negação pode afetar a relação entre o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e o terapeuta? Como o terapeuta pode garantir uma relação de confiança enquanto o paciente nega seu diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    A negação pode funcionar como defesa contra o sofrimento, levando o paciente a recusar o diagnóstico e projetar conflitos no terapeuta. Isso pode gerar rupturas, desconfiança e oscilações na aliança terapêutica. A confiança se constrói mais pela consistência do vínculo do que pela concordância teórica.


  • O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida

    O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida toda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Em geral não é curto. Com acompanhamento adequado, muitos sintomas reduzem significativamente ao longo dos anos. O foco não é “curar”, mas promover estabilidade emocional e melhores formas de vínculo.


  • Em minha vida inteira, nunca consegui manter amizades, amizades da adolescencia eu simplesmente excl

    Em minha vida inteira, nunca consegui manter amizades, amizades da adolescencia eu simplesmente exclui da minha vida sem mais nem menos (nao houve nada), mas por vezes me veem esses impulsos e acabo que nao consigo manter relaçoes com pessoas, acabo me afastando, ignorando e muitas vezes sumindo real, trocando de numero, para não ter mais que falar com tais pessoas, e desde sempre foi assim, não tenho amigos, nenhum com 26 anos apenas, tenho uns 3 virtuais, e depois de alguns meses, sumi, inclusive estão preocupados, me mandando email e tudo, mas nao sinto esgotamento nem nada, só vontade de ficar isolada mesmo, e quando esse sentimento acaba, acabo sentindo falta dessas pessoas, mas com vergonha de procura las novamente, e mais algumas questoes que me fazem crer que eu tenha algo, algum transtorno...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    O que você pode ter raízes mais profundas.
    Esses impulsos de desaparecer e depois sentir falta mostram um conflito interno, entre o desejo de vínculo e a necessidade de se proteger. A vergonha de retornar reforça o ciclo, mantendo você isolada mesmo quando há afeto. Isso não precisa ser um diagnóstico fechado, mas merece escuta e elaboração cuidadosa.
    Se fizer sentido, podemos trabalhar isso juntos em análise — esse padrão tem história, e ela pode ser compreendida.


  • Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressi

    Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressivo-ansioso, já medicada e em tratamento (cloridrato de desvenlafaxina) e faço TCC.
    Percebi que tenho ansiedade todos os dias no mesmo horário (entre 14:30 e 15hs) sem que eu me lembre de algum gatilho especifico nesse horário,não consegui evoluir em terapia ainda essa questão.Pensando em procurar por psicanalise, faz sentido mudar a abordagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Faz sentido, sim, considerar outra abordagem quando uma questão permanece pouco compreendida no tratamento atual. O fato de a ansiedade aparecer sempre no mesmo horário pode indicar um ritmo psíquico ou associações que ainda não foram elaboradas. Explorar isso em um espaço de escuta mais aprofundada pode trazer novas compreensões. Se desejar, a psicanálise pode ser um caminho complementar para investigar essa dinâmica com mais profundidade.


  • Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no

    Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no passado através das minhas relações do presente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    A análise ajuda a compreender como experiências antigas, como o abandono paterno, podem continuar influenciando escolhas e expectativas nos vínculos atuais. Ao trazer essas vivências para a fala e para a reflexão, torna-se possível reconhecer padrões emocionais que se repetem sem que você perceba. Esse processo permite diferenciar o passado do presente e construir relações menos marcadas por tentativas de reparação. Com o tempo, a pessoa passa a se relacionar a partir de escolhas mais conscientes, e não apenas de feridas antigas.


  • De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de

    De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de que serei deixada a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Quando uma figura paterna se afasta, especialmente na infância, a experiência pode ser registrada como uma quebra de segurança afetiva. A criança tende a interpretar o abandono não como uma circunstância, mas como algo relacionado ao próprio valor. Com o tempo, essa marca pode se transformar em um medo constante de ser deixada novamente. Na vida adulta, isso aparece como insegurança nos vínculos e necessidade de confirmação afetiva. Trabalhar essas experiências em terapia ajuda a ressignificar essa história e reconstruir a sensação de segurança emocional.


  • Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostari

    Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostaria de entender o que essa dor está revelando sobre a minha estrutura emocional agora.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Descobrir uma traição costuma produzir um impacto profundo porque toca diretamente em pilares emocionais como confiança, pertencimento e valor pessoal. Quando o pensamento fica tomado por isso, muitas vezes é porque a mente tenta compreender e reorganizar uma ruptura inesperada. A dor não fala apenas do fato em si, mas também das expectativas, investimentos afetivos e da história construída naquela relação. Em alguns casos, essa experiência também reativa inseguranças ou medos antigos de abandono. Olhar para isso com cuidado e reflexão pode ajudar a transformar a dor em compreensão sobre si mesmo e sobre seus vínculos.


  • Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se

    Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se repita em outros vínculos?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Descobrir uma traição costuma abalar profundamente a confiança e pode fazer surgir o medo de que a história se repita. Esse receio é compreensível, pois buscamos sempre nos proteger de novas feridas. No entanto, é importante lembrar que a experiência de um vínculo não define todos os outros. Trabalhar esse medo passa por reconstruir a confiança em si mesmo, na própria capacidade de perceber limites e escolhas. Um processo terapêutico pode ajudar a elaborar a dor vivida e evitar que ela determine os próximos relacionamentos.


  • Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas tamb

    Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas também não consigo abandonar meu casamento que é harmonioso e tenho um filho com a minha mulher. Não consigo sair dessa situação, porém não me sinto bem nela, está me consumindo. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Você permanece dividido entre duas escolhas, geralmente não é apenas uma questão de escolha entre pessoas, mas um conflito interno ainda não compreendido. Esse tipo de situação costuma gerar culpa, ansiedade e desgaste emocional porque mantém a pessoa em permanente tensão. Entender o que esse envolvimento despertou em você é parte essencial do processo. Uma escuta terapêutica pode ajudar a organizar esses sentimentos e tomar uma decisão mais consciente. Quem sabe eu possa te ajudar.


  • Fazer uma pergunta para o cérebro antes de adormecer Escrever uma pergunta para o Subconsciente depo

    Fazer uma pergunta para o cérebro antes de adormecer Escrever uma pergunta para o Subconsciente depois fechar olhos deitar e dormir pra técnica ficar melhor tenho que repetir falar a frase mentalmente da pergunta até apagar? Ou o Subconsciente terá memória da escrita??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Esse método pode organizar pensamentos, mas não funciona como um “comando direto” ao subconsciente. O mais importante é formular a pergunta com clareza, escrever se isso ajuda a estruturar a ideia e depois permitir que a mente descanse. Muitas vezes, o próprio processo de reflexão e descanso ajuda o cérebro a reorganizar informações e emoções durante a noite. Pense nisso mais como um exercício de reflexão e elaboração mental do que como uma técnica automática do subconsciente.


  • Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com el

    Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com ele e tivemos uma briga feia, porém depois dessa briga, eu comecei a ficar muito apática em relação a ele, só que essa apatia se estendeu a todas as áreas da minha vida, como querer estudar, se arrumar, fazer tarefas básicas do dia. Eu fico tentando procurar respostas por meio se tarot e quando alguém diz "você ainda o ama" eu tenho um alívio imediato. Porém volta a mesma ansiedade, e o mais estranho é que não sinto mais atração física, fico comparando ele com outros caras, e eu me sinto mal pq eu quero sentir amor e atração por ele... As vezes do nada sinto um frio na barriga quando ele me beija, e fico feliz as vezes do nada em imaginar eu e ele se tornando pais. Porém essa falta de amor por ele volta muito forte e eu sinto culpa, não consigo terminar pq eu tenho muita gratidão por tudo que vivemos e tenho medo de se arrepender. Quero muito voltar a amar ele, muito mesmo. O que pode ser isso que está acontecendo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Depois de conflitos intensos, é comum que algo dentro de nós se “proteja”, criando uma espécie de apatia ou distanciamento emocional. Esse vai e-volta entre sentir algo e depois sentir vazio pode indicar conflito interno, culpa ou medo de perder a relação.
    Buscar respostas externas o tempo todo tende a aliviar momentaneamente, mas a dúvida retorna. Na psicanálise, olhamos para o que esse conflito revela sobre seus sentimentos, desejos e medos mais profundos. Compreender isso em análise pode ajudar você a decidir com mais clareza.


  • Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    cerca de uma hora, mantendo uma frequencia semanal que é a mais recomendada, um tratamento médio de dois anos, claro isso é conversado com o paciente, conforme a demanda dele, tudo isso é acordado.


  • Tenho uma dúvida sobre a técnica do copo com água divulgada por Lair Ribeiro. Nessa prática, a pesso

    Tenho uma dúvida sobre a técnica do copo com água divulgada por Lair Ribeiro. Nessa prática, a pessoa faz uma pergunta ao subconsciente, bebe metade da água antes de dormir e depois bebe o restante ao acordar.
    Minha dúvida é a seguinte: se após beber o primeiro gole a pessoa demora bastante tempo para adormecer, essa demora poderia enfraquecer ou até ‘dissipar’ o possível efeito da técnica? Ou o processo já estaria estabelecido independentemente do tempo que se leve para pegar no sono?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    O que pode ocorrer é um efeito de sugestão: ao formular a pergunta, a mente continua trabalhando sobre ela. Nesse sentido, o tempo para adormecer não muda muito o processo, pois a reflexão já foi mobilizada.
    Na psicanálise, porém, buscamos compreender de onde vêm as perguntas e conflitos que insistem em aparecer. Se desejar aprofundar essas questões sobre si mesmo, a análise pode ser um caminho.


  • E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de p

    E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Importante perceber se foi desconforto inicial ou falta de confiança?
    As primeiras sessões podem gerar estranhamento, o que é diferente de incompatibilidade real.
    Se houver sensação de julgamento, desrespeito ou ausência de escuta, vale reconsiderar.
    A relação terapêutica é parte central do processo, e precisa de um mínimo de confiança.
    Se após algumas sessões você não se sentir à vontade, trocar pode ser saudável.


  • Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar c

    Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar com essa culpa sem me forçar a perdoar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Sim, a psicanálise pode ajudar você a compreender essa culpa sem impor perdão ou reconciliação. O foco é entender de onde vem essa obrigação interna e como ela foi construída.
    Muitas vezes, a culpa está ligada a lealdades inconscientes e expectativas antigas.
    A meta não é perdoar por dever, mas agir de forma coerente com o que preserva sua saúde emocional.


  • Todo mundo hoje diz que tem TDAH ou burnout. A psicanálise acredita nesses diagnósticos ou busca ent

    Todo mundo hoje diz que tem TDAH ou burnout. A psicanálise acredita nesses diagnósticos ou busca entender o que está por trás do sintoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Valerius

    Psicanalise olha mais do que os rótulos, e sim o que ele representa na história do sujeito.
    Pergunta-se: o que esse sofrimento está tentando expressar?
    Cada caso é único, mesmo que o diagnóstico seja o mesmo.
    Mais do que classificar, a psicanálise busca compreender o sentido do sintoma.


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