Perguntas do paciente (11)
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo faz muito sentido. Sair de casa para construir sua própria vida e, ao mesmo tempo, se preocupar com uma mãe de 75 anos costuma despertar um conflito profundo. É possível sentir alegria pela nova fase e tristeza ou culpa ao mesmo tempo. Se ela é relativamente independente, consegue cuidar da rotina, tem vizinhos, familiares ou amigos por perto e não apresenta comprometimentos importantes de saúde, morar sozinha não significa necessariamente estar abandonada. Muitas pessoas dessa idade vivem bem dessa forma. Na prática, cuidar de alguém não significa necessariamente morar com essa pessoa. É possível continuar sendo presente, amoroso e responsável mesmo vivendo em outra casa. Construir uma vida com sua namorada não significa deixar de amar sua mãe. Na verdade, desenvolver sua própria família faz parte do ciclo natural da vida.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Um término de relacionamento pode, sim, ser considerado uma forma de luto. O luto não acontece apenas quando alguém morre. Ele também ocorre quando perdemos um vínculo importante, um projeto de vida, uma identidade construída em torno da relação ou uma expectativa de futuro. Em vez de tentar "parar de sentir", costuma ser mais saudável permitir que a dor tenha um espaço, sem deixar que ela tome conta de toda a sua vida. Não existe um prazo "normal". A intensidade da dor depende de muitos fatores: quanto tempo durou a relação, como foi o término, se havia dependência emocional, se ainda existem contatos frequentes.
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Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ser uma perda muito profunda. Quando objetos de infância desaparecem sem que você tenha autorizado ou escolhido abrir mão deles, a dor costuma ir além do valor material. Muitas vezes, sentimos que uma parte da nossa história foi retirada de nós. Alguns objetos da infância podem funcionar como "objetos transicionais" ou adquirir um significado afetivo semelhante. Eles ajudam a sustentar memórias, identidade e experiências emocionais. Perder esses objetos de forma inesperada pode despertar um sentimento de invasão, como se alguém tivesse decidido algo muito íntimo por você. As vezes, o que dói mais não é apenas a perda, mas o fato de não terem respeitado sua escolha. Quando alguém descarta algo importante sem perguntar, podemos sentir que nossa história e nossos sentimentos não foram considerados. Essa dimensão da experiência merece ser acolhida.
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Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)
Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreveu, aconteceram duas coisas ao mesmo tempo: a descoberta de uma informação inesperada e o pedido de um tempo por parte do seu namorado. É compreensível que isso tenha despertado medo, culpa e uma sensação de que seu mundo pode desmoronar. O pedido de um tempo pode significar muitas coisas. Algumas pessoas pedem um tempo porque precisam organizar os próprios sentimentos diante de uma surpresa. Isso não é automaticamente um sinal de que o relacionamento acabou. O que mais me chama a atenção na sua mensagem é quando você diz: "Ele é o único apoio que tenho." Isso torna essa situação muito mais dolorosa. Quando uma única pessoa se torna nossa principal ou única fonte de segurança emocional, a possibilidade de perdê-la pode parecer uma ameaça enorme. Isso não diminui o valor do relacionamento; apenas mostra o quanto você está precisando de apoio neste momento. Buscar outra fonte de apoio, mesmo que temporária: um familiar, um amigo, um terapeuta ou alguém de confiança. Você não precisa atravessar essa espera completamente sozinha.
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TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eles podem diminuir muito ou até desaparecer por longos períodos, especialmente com um tratamento adequado. Algumas pessoas chegam a um ponto em que o trauma deixa de organizar a vida delas. Elas continuam lembrando do que aconteceu, mas essas lembranças deixam de provocar sofrimento intenso. Em momentos de grande estresse, perdas ou mudanças importantes, alguns sintomas podem reaparecer temporariamente. Isso não significa que a pessoa "voltou à estaca zero" ou que o tratamento falhou. Muitas vezes é uma reação esperada diante de novas dificuldades. É parecido com a recuperação de uma lesão física importante: depois da reabilitação, você pode viver normalmente, mas uma sobrecarga pode fazer a região ficar sensível novamente. Ainda assim, você não está no mesmo estado de antes da recuperação.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você conseguir reconhecer esse padrão já é um passo importante. Muitas pessoas só percebem as consequências, mas não conseguem identificar o comportamento que contribui para isso. O que você descreve pode acontecer por diferentes motivos, e eles não são mutuamente exclusivos: Você pode associar mudar de opinião a "perder" ou admitir fraqueza, pode sentir uma necessidade muito grande de estar coerente consigo mesmo, pode ter dificuldade em tolerar a sensação de incerteza.
"Acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião", parece que esse comportamento já está trazendo consequências importantes. Se isso acontece com frequência em diferentes contextos (trabalho, relacionamentos, família), conversar sobre isso em psicoterapia pode ser bastante útil. Um terapeuta pode ajudar a identificar o que acontece internamente quando alguém discorda de você: se surge ansiedade, sensação de injustiça, medo de desvalorização ou outra emoção que leva à necessidade de se defender.
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Do ponto de vista da psicologia, é possível reconstruir o respeito, mas isso depende de algumas condições importantes. O tempo de relacionamento, por si só, não determina se isso acontecerá. O que faz diferença é a disposição de ambos para mudar a forma como se relacionam.
Quando um casal passa anos em conflitos, críticas, humilhações e ofensas, o respeito costuma ser substituído por uma expectativa de ataque. Cada conversa vira uma defesa ou um contra-ataque. A confiança na boa intenção do outro diminui.
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Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar a resolução de problemas?
Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar a resolução de problemas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo pode interferir bastante na resolução de problemas, principalmente quando os sintomas envolvem dúvida excessiva, necessidade de certeza absoluta, perfeccionismo e dificuldade em tolerar a incerteza. Isso não significa que a pessoa tenha menos inteligência ou capacidade de raciocínio. Na verdade, muitas pessoas com TOC têm excelente capacidade analítica, mas ficam "presas" em um ciclo de pensamentos que dificulta tomar decisões.
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Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de c
Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de ciúmes e agressividade serão minimizados
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, abandonar o álcool e fazer um acompanhamento psicológico podem reduzir significativamente episódios de ciúmes e agressividade em algumas pessoas. Porém, a intensidade dessa melhora varia de acordo com:
o diagnóstico correto;
o comprometimento com o tratamento;
a abstinência do álcool, se ele for um fator importante;
e a disposição da pessoa para assumir responsabilidade pelos próprios comportamentos, em vez de atribuí-los apenas aos outros.
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Como a autoagressão pode funcionar como tentativa de autocontrole no Transtorno de Personalidade Bor
Como a autoagressão pode funcionar como tentativa de autocontrole no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a autoagressão costuma ser menos uma tentativa de "querer se machucar" e mais uma estratégia, embora prejudicial, para lidar com um sofrimento emocional que parece insuportável. É importante destacar que nem todas as pessoas com TPB se automutilam, e a autoagressão não define o transtorno. Pessoas com TPB frequentemente experimentam emoções de grande intensidade e mudanças rápidas de humor. A dor física pode momentaneamente desviar a atenção da dor emocional ou gerar uma sensação de alívio temporário. Quando a pessoa sente que perdeu o controle sobre seus pensamentos, emoções ou relacionamentos, provocar uma dor física previsível pode dar a sensação de que, pelo menos naquele momento, ela consegue controlar algo.
Procure psicoterapia para te ajudar.
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Quais são os desafios de lidar com uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Quais são os desafios de lidar com uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Conviver com uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser muito desafiador, especialmente quando os sintomas estão intensos ou quando ainda não há tratamento adequado. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que pessoas com TPB não são "difíceis" por escolha; elas costumam experimentar emoções de forma extremamente intensa e têm grande dificuldade para regulá-las.
Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…