Perguntas do paciente (32)

  • Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f

    Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá, tudo bem? Sim, isso pode acontecer mesmo. Quando estamos ansiosos, pesquisar muito sobre sintomas e transtornos pode acabar aumentando o foco sobre aquilo que nos assusta. A pessoa começa a observar mais o próprio corpo e o próprio comportamento, procurar sinais de ansiedade e interpretar sensações comuns como algo ameaçador. Isso pode alimentar um ciclo de ansiedade e evitação. No seu caso, talvez seja interessante olhar menos para “o que eu tenho?” e mais para “o que mudou na minha relação com sair de casa e estar sozinho?”. O período em casa pode ter reduzido gradualmente as situações em que você se expunha a essas experiências, enquanto a preocupação e as pesquisas aumentavam. Isso não significa que você tenha “criado” um transtorno por pesquisar. Mas a pesquisa excessiva pode, sim, funcionar como combustível para uma ansiedade que já estava presente. Uma avaliação com um profissional pode ajudar a compreender melhor esse movimento e, principalmente, a construir caminhos para que você volte, aos poucos, a se sentir seguro fora de casa.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá, sinto muito pelo que está passando. Pela sua descrição, parece que vocês estão vivendo um sofrimento que não se limita aos conflitos atuais, mas que envolve também feridas antigas, mágoas acumuladas e dificuldades de reconstruir a confiança e o respeito ao longo do tempo.

    Olhando pelo viés psicanalítico, mais do que decidir simplesmente entre permanecer ou se separar, é importante compreender o que sustenta esse vínculo hoje: o que ainda aproxima vocês, o que os afasta e quais emoções estão envolvidas na dificuldade de fazer uma escolha. Muitas vezes, além dos conflitos do casal, os medos como solidão, a culpa e a preocupação com os filhos, como você disse, estão na cena e eles precisam ser olhados com cautela, sim.

    A repetição das brigas, ofensas e ressentimentos costuma indicar que algo importante da relação não está encontrando espaço para ser elaborado. Um processo terapêutico pode ajudá-lo a compreender melhor seus sentimentos, seus padrões de vínculo e a encontrar mais clareza sobre seus limites emocionais e seus desejos, sem pressa e sem julgamentos.

    Desejo que você encontre um espaço de escuta qualificada para atravessar esse momento tão delicado.


  • Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra

    Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Sinto muito pela sua perda. Quando perdemos alguém com quem temos um vínculo tão profundo, é comum que a dor venha acompanhada de tristeza intensa, saudade, culpa e até a sensação de que poderíamos ter feito mais. Muitas vezes, após uma perda, nossa mente revisita decisões e momentos vividos em uma tentativa de encontrar explicações para algo que, na realidade, é muito difícil de aceitar. Pelo que você relata, sua gatinha foi muito amada e fez parte importante da sua vida por muitos anos. O sentimento de que "não foi suficiente" costuma aparecer no luto, mas nem sempre corresponde à realidade do vínculo que existiu. Acredito que possa ser importante você se permitir viver essa dor sem exigir de si mesma que ela passe rapidamente. O luto é um processo de adaptação à ausência de quem amamos, e cada pessoa atravessa de uma forma e em um tempo próprios. Se sentir que o sofrimento está se tornando insuportável ou muito solitário, buscar acompanhamento psicológico pode oferecer um espaço importante de acolhimento e elaboração dessa perda.


  • É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigaç

    É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigações com meus filhos e não quero mais nada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olha, o que você descreve merece atenção, mas não necessariamente significa que haja algo de errado com você. Às vezes, quando há estresse prolongado ou sofrimento psíquico, algumas pessoas podem experimentar uma sensação de neutralidade, como se elas estivessem apenas funcionando no automático para dar conta das responsabilidades do dia a dia. Pode haver uma diminuição do interesse por atividades que antes eram prazerosas, além de uma sensação de distanciamento das próprias emoções. Mais importante do que avaliar se isso é "normal" ou não, é compreender há quanto tempo você se sente assim, o quanto isso tem impactado sua vida e quais acontecimentos podem estar relacionados a esse estado emocional. Buscar um espaço de escuta com um profissional pode te ajudar a entender melhor o que essa neutralidade está comunicando sobre o momento que você está vivendo.


  • Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fiz

    Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fizesse realizado e com propósito e encontrei o mercado financeiro, ser um negociador de ações isso me deu um foco e um objetivo, isso pode levar anos para me ter resultados.

    E nisso eu tenho problemas que afeta algumas áreas em minha vida que gostaria de ser resolvido, não consigo me adaptar em nenhum emprego e peço demissão muito rápido não consigo suportar e isso me prejudica nos relacionamentos não consigo me envolver com outras pessoas sinto que minha vida está uma bagunça, eu conseguisse resolver isso me sentiria livre desse peso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá. O que você descreve aqui parece trazer um sofrimento importante. Encontrar um propósito, como você encontrou no mercado financeiro, pode ser algo muito valioso, mas me parece que sua angústia não está apenas relacionada ao trabalho. Você relata dificuldades para permanecer em empregos, construir relacionamentos e sentir que sua vida está organizada da maneira que gostaria. Quando percebemos que determinados padrões se repetem em diferentes áreas da vida, pode ser interessante investigar não apenas o que está acontecendo atualmente, mas também como nos relacionamos com expectativas, frustrações, vínculos e com a própria ideia de realização pessoal. A sensação de que "se eu resolvesse isso, me sentiria livre desse peso" sugere que existe algo importante pedindo compreensão e elaboração. Um processo terapêutico pode ajudá-lo justamente a olhar para essas repetições com mais profundidade, identificando conflitos, desejos e dificuldades que talvez não estejam totalmente claros para você hoje. Buscar ajuda não significa abrir mão dos seus objetivos. Pelo contrário, pode ser um caminho para construir uma vida mais coerente com aquilo que você deseja para si.


  • Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranqu

    Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranquila, me sinto segura ao lado dele. Mas sonho direto com ele me terminando o relacionamento e há alguns dis sonhos com mãos frequência. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá! Para psicanálise, sonhos costumam falar mais dos nossos medos, desejos e conflitos internos do que propriamente prever o que irá acontecer. Pelo que você relata, me chama atenção que, apesar de descrever uma relação "boa, leve e tranquila" e de se sentir segura ao lado do seu namorado, os sonhos giram em torno da possibilidade de perdê-lo. Isso pode indicar que a angústia não está necessariamente na relação em si, mas no que a ideia de uma separação representa para você. Na psicanálise, entendemos que muitas vezes os sonhos expressam receios que não aparecem de forma tão clara durante o dia. Medos de abandono, rejeição, perda ou inseguranças construídas em experiências anteriores podem encontrar nos sonhos uma forma de se manifestar. Mais do que se preocupar com o significado exato do sonho, talvez seja interessante se perguntar: o que sinto quando acordo? Medo? Tristeza? Ansiedade? O que a possibilidade de perder meu namorado desperta em mim? Se esses sonhos estão se tornando frequentes ou causando sofrimento, conversar sobre isso em um processo terapêutico pode ajudar você a compreender melhor o que eles estão comunicando sobre sua vida emocional neste momento.


  • Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consi

    Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consigo. Sendo parte da minha personalidade será que é possível mudar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá tudo bem? Olha... a resposta mais curta é que sim, é possível mudar. Muitas vezes, a insegurança e o ciúme parecem fazer parte da nossa personalidade porque são formas de sentir e reagir que se repetem há muito tempo. Mas aquilo que se tornou um padrão ao longo da vida não significa que seja imutável. O ciúme, por exemplo, muitas vezes, não fala apenas sobre o comportamento do parceiro. Pode estar relacionado à maneira como a pessoa se percebe, ao medo de ser deixada, de não ser suficiente, de ser substituída ou de perder alguém importante. Por isso, apenas tentar “controlar o ciúme” nem sempre é suficiente. Na psicoterapia, é possível compreender de onde vêm esses sentimentos, o que eles despertam e quais situações fazem com que eles apareçam. A partir dessa compreensão, novos modos de se relacionar consigo mesma e com o outro podem ser construídos. Mudar não significa deixar de sentir ciúme ou insegurança para nunca mais sentir. Significa, pouco a pouco, não precisar ser governada por esses sentimentos. E o fato de você já perceber que existe algo que gostaria de transformar é um passo importante.


  • Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai a

    Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai acontecer de mal a qualquer momento. Medo de perder alguém da minha família me deixa muito nervosa aí choro muito já passo com psicóloga e psiquiatra. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá, como vai? Aparentemente, o que você descreve como esse vazio no peito, a sensação de que fez algo errado mesmo sem ter feito, o medo de que algo ruim aconteça e a preocupação intensa de perder alguém podem acontecer em quadros de ansiedade. A ansiedade pode produzir uma sensação de ameaça mesmo quando não existe um perigo concreto naquele momento.
    Como você já faz acompanhamento com psicóloga e psiquiatra, o mais importante é contar exatamente a eles o que está acontecendo, inclusive a frequência dessas crises, o que você sente no corpo, os pensamentos que aparecem e o quanto isso tem interferido na sua vida. Isso ajuda a equipe a entender melhor o que está acontecendo e avaliar se o tratamento precisa de algum ajuste. Psicoterapia e medicação, quando indicadas, são tratamentos reconhecidos para os transtornos de ansiedade. Nos momentos em que esse medo aparecer, tente lembrar: sentir que algo ruim vai acontecer não significa que algo ruim esteja prestes a acontecer. A sensação é real e merece ser acolhida, mas ela não é uma previsão do futuro. E acredito que também valha a pena levar uma pergunta para sua terapia: “O que acontece dentro de mim quando não consigo ter certeza de que as pessoas que amo estão seguras?” Às vezes, compreender o que esse medo está tentando dizer é mais importante do que tentar afastá-lo imediatamente. Se essas sensações estiverem muito intensas, piorando ou causando sintomas físicos novos ou importantes, converse também com seu médico para avaliar adequadamente.


  • Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quand

    Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quando a professora predileta não está,não consegue dividir a atenção da professora com outras crianças.O que pode ser feito para ajudá-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá! O que você descreve não é, por si só, um indicativo de que haja algo "atípico". Aos 2 anos e 5 meses, é comum que algumas crianças estabeleçam um vínculo mais intenso com um adulto de referência e sintam dificuldade quando essa pessoa não está presente ou precisa dividir sua atenção com outras crianças. O mais importante é observar se esse comportamento acontece apenas nesse contexto ou se também aparece em outros ambientes e relações. Conversar com a professora para compreender como ele reage ao longo do dia e construir uma adaptação gradual pode ser bastante útil. Caso o sofrimento seja muito intenso, persistente ou venha acompanhado de outras dificuldades no desenvolvimento, uma avaliação com um profissional pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e orientar a família e a escola. Cada criança tem seu ritmo, e entender o significado desse comportamento é mais importante do que rotulá-lo.


  • Em minha vida inteira, nunca consegui manter amizades, amizades da adolescencia eu simplesmente excl

    Em minha vida inteira, nunca consegui manter amizades, amizades da adolescencia eu simplesmente exclui da minha vida sem mais nem menos (nao houve nada), mas por vezes me veem esses impulsos e acabo que nao consigo manter relaçoes com pessoas, acabo me afastando, ignorando e muitas vezes sumindo real, trocando de numero, para não ter mais que falar com tais pessoas, e desde sempre foi assim, não tenho amigos, nenhum com 26 anos apenas, tenho uns 3 virtuais, e depois de alguns meses, sumi, inclusive estão preocupados, me mandando email e tudo, mas nao sinto esgotamento nem nada, só vontade de ficar isolada mesmo, e quando esse sentimento acaba, acabo sentindo falta dessas pessoas, mas com vergonha de procura las novamente, e mais algumas questoes que me fazem crer que eu tenha algo, algum transtorno...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá! O que você descreve parece ser um padrão que se repete há muitos anos e que causa bastante sofrimento e levanta questionamentos. Mas não é possível concluir, apenas a partir do seu relato, que exista necessariamente um transtorno específico. Chama atenção o movimento de se afastar das pessoas mesmo quando não houve conflitos, assim como a alternar entre o desejo de isolamento e a saudade que surge posteriormente. Na clínica, é importante investigar o significado que os vínculos têm para cada pessoa: como ela vivencia proximidade, intimidade, dependência, expectativas e possíveis frustrações nas relações. Às vezes, o afastamento pode funcionar como uma forma de proteção diante de sentimentos difíceis que nem sempre são percebidos de maneira consciente. Em outras situações, pode estar relacionado a características de personalidade, experiências emocionais anteriores ou a outros fatores que precisam ser compreendidos com mais profundidade. O fato de esse padrão ocorrer desde a adolescência, afetando amizades e outras relações importantes, sugere que valeria a pena buscar um acompanhamento psicológico para explorar essas questões com mais cuidado. Mais do que procurar um diagnóstico, pode ser interessante compreender o que leva você a romper vínculos que, em algum momento, foram significativos e o que torna tão difícil retomá-los depois.


  • Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressi

    Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressivo-ansioso, já medicada e em tratamento (cloridrato de desvenlafaxina) e faço TCC.
    Percebi que tenho ansiedade todos os dias no mesmo horário (entre 14:30 e 15hs) sem que eu me lembre de algum gatilho especifico nesse horário,não consegui evoluir em terapia ainda essa questão.Pensando em procurar por psicanalise, faz sentido mudar a abordagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá! Acredito que você possa pensar com calma o que faz mais sentido para você. Posso te trazer um pouco de como a psicanálise olha o que você relatou rapidamente. Quando você diz que a ansiedade surge de forma recorrente em um horário específico, mesmo sem um gatilho consciente identificado, pode indicar a presença de fatores emocionais, relacionais ou experiências que não são facilmente acessíveis pelo consciente. A psicanálise trabalha com o inconsciente, com o desconhecido por nós, e costuma se interessar justamente por esses aspectos menos perceptíveis da experiência, tentando entender os significados e as repetições que podem estar envolvidos no sofrimento. Talvez a pergunta mais importante não seja apenas qual abordagem escolher, mas o que você sente que ainda não encontrou espaço para compreender sobre sua ansiedade. Conversar sobre essa insatisfação com sua terapeuta atual também pode ser um passo valioso nesse processo. Caso queira de fato ir pela psicanálise, estou à disposição. Desejo que você encontre um caminho terapêutico que faça sentido para as suas necessidades neste momento.


  • Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no

    Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no passado através das minhas relações do presente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá! Bom, na verdade, a psicanálise não oferece uma fórmula para apagar as marcas de um abandono tão duro, sinto por você ter passado por isso. O que ela pode oferecer é um espaço para reconhecer como essa experiência continua influenciando suas escolhas, expectativas e relações atuais. Muitas vezes, sem perceber, buscamos em parceiros, amigos ou outras pessoas aquilo que faltou em uma relação importante do passado. A esperança é que, desta vez, a história tenha um final diferente. O problema é que essa busca pode gerar sofrimento, dependência emocional e frustração constante. O trabalho analítico ajuda a identificar essas repetições, compreender os sentimentos ligados a elas e construir novas formas de se relacionar. Aos poucos, a pessoa deixa de exigir que o presente repare o passado e passa a viver os vínculos atuais pelo que eles realmente são, e não apenas pelo que representam. Esse é um processo que leva tempo, mas que pode trazer mais liberdade para amar, escolher e se relacionar de maneira menos marcada pelas feridas antigas. Este é um processo possível, sim. Se te interessar, estou à disposição.


  • De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de

    De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de que serei deixada a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá! O abandono de uma figura importante na infância pode influenciar a forma como uma pessoa vivencia seus relacionamentos ao longo da vida. Em alguns casos, essa experiência pode contribuir para um medo intenso de rejeição ou de que as pessoas importantes vão embora. No entanto, não é possível afirmar essa relação apenas com base nessa informação. Cada história é única, e a maneira como esse abandono foi vivido, a presença de outros cuidadores e as experiências posteriores também têm um papel importante. Em um processo psicoterapêutico, é possível compreender como essa vivência foi elaborada e de que forma ela pode estar repercutindo nos vínculos atuais. Mais do que buscar uma causa única, o objetivo é entender o significado que essa experiência teve para você e construir relações mais seguras e menos marcadas pelo medo de perder o outro.


  • Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostari

    Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostaria de entender o que essa dor está revelando sobre a minha estrutura emocional agora.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    A descoberta de uma traição costuma provocar uma dor muito intensa, não apenas pelo fato em si, mas porque ela pode atingir aspectos profundos da nossa vida emocional: confiança, autoestima, segurança e a forma como construímos nossos vínculos. Do ponto de vista psicanalítico, mais do que buscar imediatamente o significado da traição ou decidir o que fazer com a relação, pode ser importante compreender por que essa experiência ocupa tanto espaço psíquico neste momento. Em algumas situações, a dor está ligada à quebra da confiança. Em outras, pode reativar sentimentos antigos de rejeição, abandono, exclusão ou desamparo. A verdade é que não existe uma resposta universal. O que essa dor revela depende da história singular de cada pessoa. Por isso, a análise pode oferecer um espaço para investigar não apenas o acontecimento atual, mas também os sentidos que ele desperta, as lembranças que mobiliza e as marcas emocionais que faz ressurgir. Com o tempo, compreender esses movimentos internos pode ajudar a transformar uma experiência de sofrimento em uma oportunidade de maior conhecimento sobre si mesmo e sobre a forma como você se relaciona.


  • Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se

    Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se repita em outros vínculos?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá! Descobrir uma traição costuma ser uma experiência muito dolorosa e pode abalar profundamente a confiança, tanto no outro quanto em si mesmo. É natural que, após uma vivência como essa, surja o medo de que a situação se repita em futuros relacionamentos. Esse receio merece ser acolhido, mas é importante que ele não passe a determinar todos os vínculos. Na psicoterapia, é possível elaborar o impacto emocional da traição, compreender como essa experiência afetou sua forma de confiar e diferenciar os sinais reais de risco das expectativas construídas a partir da dor vivida. Com o tempo, esse trabalho favorece a reconstrução da confiança, permitindo que novos relacionamentos sejam vividos com mais segurança e liberdade, sem que o passado precise definir o futuro.


  • Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas tamb

    Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas também não consigo abandonar meu casamento que é harmonioso e tenho um filho com a minha mulher. Não consigo sair dessa situação, porém não me sinto bem nela, está me consumindo. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá. O sofrimento que você descreve parece estar menos relacionado à dificuldade de escolher entre duas pessoas e mais ao conflito interno que essa situação está revelando. Quando permanecemos por muito tempo em um lugar que nos faz sofrer, muitas vezes vale a pena perguntar não apenas "o que devo fazer?", mas também "o que me impede de fazer uma escolha?". Em alguns casos, a dificuldade não está na falta de clareza sobre os sentimentos, mas no custo emocional que cada caminho implica. A psicanálise pode ajudar justamente nesse ponto: compreender o significado que cada relação ocupa em sua vida, quais necessidades estão sendo atendidas em cada vínculo e quais medos, fantasias ou conflitos podem estar sustentando essa divisão. Não para dizer qual decisão tomar, mas para ajudá-lo a encontrar uma posição mais consciente diante dela. Enquanto a situação permanece indefinida, é comum que o sofrimento aumente, porque manter dois projetos afetivos simultaneamente costuma exigir um desgaste emocional considerável. Um processo terapêutico pode ser um espaço importante para refletir sobre seus desejos, responsabilidades e possibilidades, sem julgamentos, mas também sem evitar as questões difíceis que precisam ser enfrentadas.


  • Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com el

    Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com ele e tivemos uma briga feia, porém depois dessa briga, eu comecei a ficar muito apática em relação a ele, só que essa apatia se estendeu a todas as áreas da minha vida, como querer estudar, se arrumar, fazer tarefas básicas do dia. Eu fico tentando procurar respostas por meio se tarot e quando alguém diz "você ainda o ama" eu tenho um alívio imediato. Porém volta a mesma ansiedade, e o mais estranho é que não sinto mais atração física, fico comparando ele com outros caras, e eu me sinto mal pq eu quero sentir amor e atração por ele... As vezes do nada sinto um frio na barriga quando ele me beija, e fico feliz as vezes do nada em imaginar eu e ele se tornando pais. Porém essa falta de amor por ele volta muito forte e eu sinto culpa, não consigo terminar pq eu tenho muita gratidão por tudo que vivemos e tenho medo de se arrepender. Quero muito voltar a amar ele, muito mesmo. O que pode ser isso que está acontecendo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá! O que você descreve parece estar lhe causando bastante sofrimento. Após conflitos intensos, é possível que algumas pessoas experimentem um distanciamento emocional, dúvidas sobre o relacionamento e muita ansiedade. Ao mesmo tempo, a apatia em relação aos estudos, aos cuidados pessoais e às atividades do dia a dia merece atenção, pois pode estar relacionada a um sofrimento emocional mais amplo, e não apenas ao relacionamento. Também chama a atenção a busca frequente por respostas e certezas, seguida de um alívio momentâneo e do retorno da ansiedade. Esse movimento pode indicar uma dificuldade em tolerar a incerteza, tornando a dúvida um ciclo que se retroalimenta. Não é possível concluir, apenas pelo seu relato, se você deixou de amar seu parceiro ou se está vivendo um momento de intenso sofrimento psíquico que interfere na forma como sente e percebe a relação. Um processo de psicoterapia pode ajudá-la a compreender o que está acontecendo, elaborar os conflitos vividos e diferenciar o que pertence ao relacionamento do que pode estar relacionado ao seu estado emocional. Buscar esse entendimento costuma ser mais útil do que tentar encontrar uma resposta definitiva de forma imediata.


  • Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá! Na verdade, não existe um tempo de duração definido para uma análise. Cada processo é único e depende da história, das questões trazidas e dos objetivos de cada pessoa. Algumas pessoas procuram atendimento para compreender um sofrimento específico e permanecem por um período mais curto. Outras percebem que desejam aprofundar o conhecimento sobre si mesmas e seguem por mais tempo. Na psicanálise, mais importante do que estabelecer um prazo é respeitar o tempo necessário para que cada pessoa possa elaborar seus conflitos e construir novas formas de lidar com eles. A duração costuma ser algo que pode ser conversado ao longo do processo, de acordo com as necessidades e o momento de vida de cada paciente: ou seja, você e seu analista irão decidir isso juntos.


  • E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de p

    E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum. Nem sempre é fácil diferenciar uma falta de identificação com o profissional de sentimentos que fazem parte do próprio processo terapêutico. Às vezes, o desconforto inicial pode estar relacionado ao fato de falar sobre questões difíceis, sentir-se exposto ou entrar em contato com aspectos de si mesmo que preferiria evitar. Por outro lado, também pode acontecer de você não se sentir à vontade com a forma de condução, com a abordagem ou simplesmente não estabelecer uma boa conexão com aquele profissional. E isso é importante. Se o incômodo não for muito intenso, pode valer a pena levar essa questão para a própria análise e observar como ela se desenvolve nas primeiras sessões. Muitas vezes, conversar sobre o que está incomodando se torna parte do trabalho terapêutico. Mas, se você sentir que não há confiança, acolhimento ou condições mínimas para construir um vínculo de trabalho, buscar outro profissional pode ser a melhor decisão. O mais importante é lembrar que uma análise acontece em uma relação, e que essa relação precisa oferecer segurança suficiente para que o processo possa acontecer.


  • Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar c

    Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar com essa culpa sem me forçar a perdoar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda Lemos Jabur

    Olá! Sim, a psicanálise pode ajudar a compreender e elaborar os sentimentos de culpa sem partir da ideia de que você precisa perdoar alguém ou manter relações que lhe fazem mal. Muitas pessoas carregam a sensação de que devem lealdade à família acima de qualquer circunstância. Quando surge a necessidade de criar distância, estabelecer limites ou se proteger de relações dolorosas, a culpa pode aparecer com muita força. Nem sempre essa culpa é um sinal de que você está fazendo algo errado; às vezes, ela está relacionada a expectativas, papéis familiares e conflitos internos construídos ao longo da vida. O trabalho analítico não busca dizer se você deve se afastar ou permanecer próximo da sua família. A proposta é ajudá-la a compreender o significado dessa culpa, a história que a sustenta e os efeitos que essas relações têm sobre você. A partir dessa compreensão, torna-se mais possível tomar decisões que façam sentido para sua realidade, sem que elas sejam guiadas apenas pelo medo, pela obrigação ou pela necessidade de corresponder às expectativas dos outros. Perdoar pode ser um caminho para algumas pessoas, mas não é uma exigência da análise. O objetivo é que você encontre uma posição mais livre e consciente diante da sua própria história.


Perguntas frequentes

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