Perguntas do paciente (12)

  • Como as doenças autoimunes são classificadas? .

    Como as doenças autoimunes são classificadas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    Essa é uma dúvida muito comum, e é natural ficar confuso diante de tantos nomes diferentes. As doenças autoimunes são classificadas principalmente de acordo com como e onde o sistema imunológico age no organismo. De forma simples, podemos dividi-las em dois grandes grupos:

    Doenças autoimunes sistêmicas: São aquelas que podem atingir vários órgãos e sistemas do corpo ao mesmo tempo, como articulações, pele, rins, pulmões e vasos sanguíneos.
    Alguns exemplos são o lúpus, a artrite reumatoide, a esclerose sistêmica e a síndrome de Sjögren.

    Doenças autoimunes órgão-específicas: Nesse grupo, o ataque do sistema imunológico acontece de forma mais direcionada a um órgão específico, como a tireoide, o intestino ou o sistema nervoso. Exemplos incluem tireoidite de Hashimoto, doença celíaca e diabetes tipo 1.

    Cada pessoa pode apresentar sintomas diferentes, mesmo dentro da mesma doença. Por isso, o diagnóstico e o tratamento precisam ser sempre individualizados e acompanhados por um especialista.

    Se você tem sintomas persistentes, exames alterados ou dúvidas sobre doenças autoimunes, procurar um reumatologista ajuda a esclarecer o diagnóstico e definir o melhor cuidado.


  • Quais são os cuidados Integrais para a Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    Quais são os cuidados Integrais para a Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    O lúpus é uma doença crônica que pode afetar diferentes partes do corpo e, por isso, o cuidado precisa ir além do uso de medicamentos. O tratamento do Lúpus Eritematoso Sistêmico deve ser sempre integral e individualizado, considerando não apenas a doença, mas a pessoa como um todo. De forma geral, os principais cuidados envolvem:

    Acompanhamento médico regular - O seguimento com o reumatologista é fundamental para monitorar a atividade da doença, ajustar medicações e prevenir complicações.

    Uso correto das medicações - Os medicamentos ajudam a controlar a inflamação, prevenir crises e proteger órgãos. É muito importante utilizá-los conforme orientação médica e nunca interromper por conta própria.

    Proteção solar diária - A exposição ao sol pode desencadear ou piorar as crises do lúpus. O uso diário de protetor solar, roupas adequadas e evitar horários de maior radiação são cuidados essenciais.

    Estilo de vida saudável - Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física compatível com sua condição, cuidar do sono e controlar o estresse fazem grande diferença no controle da doença.

    Atenção à saúde emocional - Viver com uma doença crônica pode gerar ansiedade, medo e cansaço emocional. Apoio psicológico e uma rede de suporte são parte importante do tratamento.

    Prevenção de infecções e cuidado com vacinas - Alguns pacientes usam medicamentos que reduzem a imunidade, por isso a prevenção de infecções e a atualização vacinal, quando indicadas, são fundamentais.

    Cada paciente com lúpus é único, e o tratamento precisa ser adaptado à fase da doença e às necessidades individuais. Com acompanhamento adequado, é possível ter qualidade de vida e controle da doença.

    Se você tem lúpus ou suspeita da doença, conversar com um reumatologista é o melhor caminho para um cuidado seguro e contínuo.


  • Quais são as Principais Doenças Autoimunes? .

    Quais são as Principais Doenças Autoimunes? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    As doenças autoimunes acontecem quando o nosso sistema de defesa, que deveria nos proteger, acaba confundindo e atacando partes do próprio corpo.
    As mais conhecidas são:
    Artrite Reumatoide – causa dor, inchaço e rigidez nas articulações.
    Lúpus Eritematoso Sistêmico – pode afetar pele, articulações, rins e outros órgãos.
    Esclerose Sistêmica (Esclerodermia) – deixa a pele mais endurecida e, em alguns casos, atinge órgãos internos.
    Síndrome de Sjögren – gera ressecamento nos olhos e na boca.
    Espondiloartrites – atingem principalmente a coluna e as articulações.
    Miopatias inflamatórias – levam à fraqueza muscular progressiva.

    Cada pessoa pode sentir de uma forma diferente, e por isso é essencial olhar para os sintomas com atenção. Se você tem dores persistentes, fadiga, alterações na pele ou outros sinais que gerem dúvida, não está sozinho(a): procurar um reumatologista ajuda a esclarecer o quadro e iniciar o tratamento adequado o quanto antes.


  • Como a inflamação crônica está relacionada às doenças autoimunes?

    Como a inflamação crônica está relacionada às doenças autoimunes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    Olá! Ótima pergunta.
    A inflamação crônica está diretamente relacionada às doenças autoimunes porque, nesse grupo de doenças, o sistema imunológico — que normalmente nos protege de infecções — passa a atacar tecidos do próprio corpo, como se fossem “ameaças”. Esse ataque contínuo gera um estado inflamatório persistente, ou seja, uma inflamação crônica.

    Diferente de uma inflamação aguda (como em uma gripe ou machucado), que tem início, meio e fim, a inflamação crônica nas doenças autoimunes é sustentada ao longo do tempo. Isso pode levar a sintomas como dor, fadiga, inchaço, rigidez articular e, com o tempo, dano aos tecidos afetados.

    O tipo e a gravidade da inflamação variam de acordo com a doença específica (como lúpus, artrite reumatoide, espondilite anquilosante, entre outras), por isso é tão importante um acompanhamento individualizado com o reumatologista para diagnóstico e controle adequado.

    Fico à disposição para conversar mais sobre o assunto, caso deseje.
    Um abraço!


  • O tabagismo pode piorar doenças autoimunes existentes?

    O tabagismo pode piorar doenças autoimunes existentes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    Sim, o tabagismo pode piorar significativamente doenças autoimunes já existentes e até aumentar o risco de desenvolvimento de novas doenças. O cigarro contém diversas substâncias tóxicas que afetam o sistema imune, o que leva inflamação crônica e desregulação da resposta imune. Isso pode piorar o curso de várias doenças autoimunes, como artrite reumatoide, lupus e Síndrome de Sjogren
    Além disso, fumar compromete a eficácia de vários medicamentos usados no tratamento dessas doenças, como o metotrexato e alguns biológicos, dificultando o controle clínico.


  • Por que o frio intensifica as dores reumatológicas? .

    Por que o frio intensifica as dores reumatológicas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    “Muitas pessoas que têm doenças reumatológicas percebem que as dores aumentam nos dias frios — e isso realmente acontece com frequência.
    O frio provoca contração muscular e diminui a circulação sanguínea nas articulações, o que pode aumentar a rigidez e a sensação dolorosa. Além disso, no inverno tendemos a nos movimentar menos, o que contribui para maior desconforto.
    Isso não significa que a doença esteja piorando, mas sim que o corpo reage de forma diferente às baixas temperaturas.
    Algumas medidas simples podem ajudar: manter-se aquecido, praticar alongamentos leves, manter a rotina de atividade física e, quando indicado, utilizar medicação de forma regular.
    Se os sintomas ficarem muito intensos ou diferentes do habitual, é importante conversar com o reumatologista para ajustar o tratamento.


  • Pode fazer o uso de metotrexato junto com hidroxicloroquina para artrite?

    Pode fazer o uso de metotrexato junto com hidroxicloroquina para artrite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    Olá! Sim, o uso combinado de metotrexato e hidroxicloroquina é uma estratégia comum e segura no tratamento da artrite reumatoide e de outras doenças autoimunes inflamatórias.
    Essas medicações atuam de forma complementar: o metotrexato é considerado o “padrão-ouro” no tratamento da artrite reumatoide, por seu efeito imunomodulador potente. Já a hidroxicloroquina tem uma ação mais leve, mas pode potencializar os efeitos do metotrexato e ajudar no controle dos sintomas, especialmente nos estágios iniciais ou formas mais leves da doença.
    O uso conjunto deve sempre ser feito com acompanhamento médico, pois é necessário monitorar possíveis efeitos colaterais e avaliar periodicamente a resposta ao tratamento. Quando bem indicados e acompanhados, esses medicamentos trazem benefícios importantes na redução da inflamação, alívio da dor e prevenção de danos articulares.


  • Quem tem artrite reumatóide pode tomar a vacina da febre amarela?

    Quem tem artrite reumatóide pode tomar a vacina da febre amarela?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    Olá! Essa é uma dúvida muito importante.
    A vacina contra a febre amarela é feita com vírus vivo atenuado. Por isso, em pessoas com artrite reumatóide, o uso dessa vacina deve ser avaliado com muito cuidado, principalmente se o paciente estiver em tratamento com imunossupressores, como metotrexato, corticoides em dose moderada a alta, ou medicamentos biológicos.
    Nessas situações, o sistema imunológico está mais vulnerável, e o uso de vacinas com vírus vivos pode representar um risco aumentado de efeitos adversos. Por isso, a vacina é geralmente contraindicada em pacientes imunossuprimidos.
    No entanto, se o paciente não estiver usando medicações imunossupressoras e morar ou viajar para áreas de alto risco para febre amarela, a vacina pode ser considerada, desde que com avaliação e liberação do reumatologista.
    Cada caso deve ser analisado individualmente, levando em conta o grau de atividade da doença, os medicamentos em uso e o risco de exposição ao vírus.
    Recomendo sempre discutir com o seu médico antes de tomar qualquer vacina.


  • É verdade quem tem falta de vitamina B 12 tem imunidade baixa? .

    É verdade quem tem falta de vitamina B 12 tem imunidade baixa? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    Essa é uma dúvida muito comum, e faz sentido se preocupar com isso. A vitamina B12 tem um papel importante no funcionamento do organismo, inclusive na formação das células do sangue e no bom funcionamento do sistema nervoso.

    Quando há deficiência de vitamina B12, o corpo pode ter dificuldade para produzir adequadamente algumas células de defesa, o que pode contribuir para uma imunidade mais frágil, especialmente se a deficiência for prolongada ou mais intensa. Além disso, a falta de B12 pode causar cansaço, fraqueza, falta de concentração e alterações neurológicas.

    No entanto, nem toda pessoa com vitamina B12 baixa terá infecções frequentes. Cada caso precisa ser avaliado individualmente, considerando sintomas, exames e possíveis causas da deficiência (como problemas de absorção, uso de medicamentos ou dieta).

    Por isso, é importante não se automedicar. A avaliação médica ajuda a confirmar a deficiência, identificar a causa e indicar a forma correta de reposição, quando necessária.


  • O que fazer quando não for possível obter vitamina D do sol?

    O que fazer quando não for possível obter vitamina D do sol?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    Olá, tudo bem?
    Quando não é possível obter vitamina D por meio da exposição solar — seja por questões climáticas, uso de protetor solar, rotina em ambientes fechados ou condições de saúde — é importante buscar outras fontes para evitar a deficiência.

    A principal alternativa é a suplementação oral, feita com orientação médica. O uso de vitamina D em cápsulas ou gotas é seguro e eficaz, mas precisa ser ajustado conforme os níveis no sangue e as necessidades individuais de cada pessoa.

    Alguns alimentos também contêm pequenas quantidades de vitamina D, como ovos, peixes gordurosos (salmão, sardinha), fígado e alimentos fortificados (leite, cereais). No entanto, sozinhos, eles geralmente não são suficientes para manter níveis adequados.

    A deficiência de vitamina D pode estar relacionada a problemas ósseos, dor muscular e até piora de doenças autoimunes, por isso vale a pena monitorar regularmente.


  • Como a vitamina D interfere na calcificação óssea?

    Como a vitamina D interfere na calcificação óssea?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    Olá, tudo bem? A vitamina D tem um papel fundamental na saúde dos ossos, principalmente porque ela ajuda o organismo a absorver o cálcio, que é o principal mineral responsável pela formação e manutenção da massa óssea.

    Sem níveis adequados de vitamina D, o corpo não consegue aproveitar bem o cálcio presente na alimentação, o que pode prejudicar a calcificação óssea e enfraquecer os ossos ao longo do tempo.

    Isso pode levar a doenças como osteopenia, osteoporose e, em casos mais graves, deformidades ósseas como o raquitismo (em crianças) e a osteomalácia (em adultos).

    Por isso, manter níveis adequados de vitamina D — por meio da exposição solar segura, alimentação e, se necessário, suplementação — é essencial para prevenir fraturas e manter os ossos saudáveis.

    Caso tenha dúvidas sobre seus níveis de vitamina D ou problemas ósseos, procure um médico. O reumatologista é o especialista indicado para avaliar e orientar o tratamento.

    Estou à disposição!


  • Como se faz o diagnóstico de Deficiência de VITAMINA D?

    Como se faz o diagnóstico de Deficiência de VITAMINA D?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fernanda Lourenço Rodrigues

    O exame utilizado para avaliar a vitamina D é o 25-hidroxivitamina D [25(OH)D].
    Os valores de referência podem variar um pouco conforme o laboratório e as diretrizes médicas, mas de forma geral:

    Deficiência: abaixo de 20 ng/mL
    Insuficiência: entre 20 e 30 ng/mL
    Suficiência/Adequado: entre 30 e 60 ng/mL
    Valores acima de 100 ng/mL podem ser considerados excessivos e até tóxicos.

    É importante lembrar que a interpretação depende do perfil do paciente (idade, doenças associadas, uso de medicamentos, histórico de fraturas, osteoporose, doenças autoimunes etc.).

    Por isso, o exame nunca deve ser analisado isoladamente. A avaliação médica é essencial para decidir se é necessária reposição, qual a dose adequada e por quanto tempo.


Perguntas frequentes

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