Perguntas do paciente (38)

  • Quais são os desafios psicológicos comuns para pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) sem s

    Quais são os desafios psicológicos comuns para pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) sem sintomas evidentes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    Mesmo sem sintomas aparentes, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) pode trazer alguns desafios psicológicos comuns, tais como: incerteza sobre quando a doença pode se manifestar; sensação de não ser compreendido, já que a doença não é visível; dúvidas sobre manter o tratamento mesmo “se sentindo bem”; relação ambígua com o corpo; e impactos na identidade.


  • Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e trombose mesentérica precisam de um acompanhamento

    Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e trombose mesentérica precisam de um acompanhamento psicológico contínuo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    Não se trata de uma indicação universal, mas pode ser bastante pertinente conforme a maneira como cada paciente vivencia e elabora a doença. O acompanhamento psicológico ganha especial relevância quando há sofrimento psíquico persistente, dificuldades em seguir o tratamento médico, alterações significativas na rotina ou na autonomia, experiências potencialmente traumáticas relacionadas à internação, ou ainda, questões envolvendo a imagem corporal e limitações físicas.


  • O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) não acredita no diagnóstico porque acha que a doenç

    O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) não acredita no diagnóstico porque acha que a doença está “na cabeça” dele. Como explicar isso melhor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    Quando alguém com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) pensa que a doença está “na cabeça”, é importante acolher essa dúvida com cuidado. Você pode explicar, de forma simples, que o lúpus é uma doença do corpo, do sistema imunológico, ou seja, tem uma alteração fisiológica real. Ao mesmo tempo, o que a pessoa sente emocionalmente também importa e pode influenciar como ela vive tudo isso.


  • O que fazer quando o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) evita falar sobre a doença e não

    O que fazer quando o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) evita falar sobre a doença e não quer discutir seu diagnóstico com ninguém?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    Quando uma pessoa com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) evita falar sobre a doença, esse comportamento pode ser uma forma de lidar com algo difícil. O mais importante é respeitar o tempo dela; manter uma presença acolhedora; abrir espaço aos poucos; e observar sinais de sofrimento.


  • . Como lidar com a resistência emocional do paciente que acredita que o diagnóstico de Lúpus Eritema

    . Como lidar com a resistência emocional do paciente que acredita que o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) está relacionado a algo "psicológico" ou "inventado"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    O manejo da resistência emocional do paciente exige acolhimento sem confrontação direta. É comum que o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) oscile entre tentar dar sentido ao adoecimento e, ao mesmo tempo, se defender do impacto emocional do diagnóstico.
    Uma boa abordagem é validar a experiência subjetiva sem reforçar a ideia de que a doença é “inventada”. Pode-se pontuar, com delicadeza, que o LES é uma condição orgânica reconhecida, mas que corpo e psiquismo estão em constante relação, ou seja, o sofrimento emocional pode atravessar a forma como a doença é vivida, sem ser sua causa.


  • Como ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a acreditar que os sintomas não vão de

    Como ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a acreditar que os sintomas não vão desaparecer sem tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    Ajudar alguém com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a confiar no tratamento se inicia com o acolhimento de suas dúvidas sem julgamento.
    Você pode explicar, com calma, que o lúpus é uma doença que pode ficar “silenciosa”, mas continua ativa no corpo e o tratamento é justamente o que evita que os sintomas voltem ou se agravem.


  • O que fazer quando o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) desenvolve uma dependência emoci

    O que fazer quando o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) desenvolve uma dependência emocional excessiva dos familiares devido à doença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    É importante compreender que a dependência emocional excessiva, muitas vezes, emerge como resposta ao medo, à imprevisibilidade do quadro e à sensação de vulnerabilidade. O manejo clínico pode incluir o acolhimento e a compreensão da função da dependência, o fortalecimento da autonomia do paciente, a diferenciação entre precisar de apoio e abrir mão de seu cuidado, e incluir a família, quando necessário.


  • Como ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que sente vergonha da doença e não que

    Como ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que sente vergonha da doença e não quer falar sobre ela com familiares e amigos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    A vergonha da doença pode funcionar como proteção diante do medo de julgamento, estigmatização ou de se sentir “diferente”. O primeiro passo é acolher esse sentimento, sem pressionar o paciente a se expor. Em um trabalho clínico é importante explorar o sentido da vergonha; trabalhar a autoimagem; respeitar o tempo psíquico; refletir sobre formas de comunicação. Assim, o paciente pode passar de uma posição de ocultamento defensivo para uma escolha mais livre sobre o que deseja ou não dividir, preservando sua dignidade e autonomia.


  • Como ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a culpa associada à necessid

    Como ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a culpa associada à necessidade de apoio contínuo da família ou amigos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    A culpa costuma estar ligada à vivência de dependência e à fantasia de “ser um peso”. O trabalho clínico passa por acolher esse sentimento sem invalidá-lo, ao mesmo tempo em que se amplia sua compreensão. Podem ser trabalhados alguns eixos importantes no acompanhamento como o sentido da culpa; o ideal de autonomia ou produtividade que está em jogo; a diferenciação entre necessidade e falha moral; a reciprocidade nos vínculos, e a comunicação com familiares.


  • Como o acompanhamento psicológico pode ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lida

    Como o acompanhamento psicológico pode ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a flutuação dos sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    O acompanhamento psicológico pode oferecer um espaço de sustentação diante da imprevisibilidade do Lúpus Eritematoso Sistêmico, ajudando o paciente a não se desorganizar a cada oscilação dos sintomas.
    Do ponto de vista clínico, o acompanhamento pode contribuir para o paciente nomear e elaborar emoções como frustração, medo e impotência diante das crises e remissões; trabalhar a tolerância à incerteza, reduzindo a necessidade de controle absoluto sobre o corpo; diferenciar identidade e doença, evitando que o sujeito se defina apenas pelos períodos de piora; construir estratégias de adaptação, respeitando limites sem vivê-los como fracasso.
    Assim, o paciente pode desenvolver maior "continuidade" psíquica mesmo com um corpo que oscila, fortalecendo recursos internos para lidar com as variações do quadro.


  • Como lidar com o isolamento social de pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que podem se

    Como lidar com o isolamento social de pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que podem se sentir excluídos devido à doença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    O isolamento pode estar ligado a limitações físicas, mas também a sentimentos de incompreensão, vergonha ou medo de não acompanhar o ritmo dos outros. É importante acolher esse movimento sem reduzi-lo à “falta de esforço”. Do ponto de vista clínico, pode-se explorar o sentido do afastamento; validar limites reais do corpo; trabalhar formas possíveis de vínculo; fortalecer a autoimagem. Dessa forma, é possível favorecer (re)conexões possíveis, nas quais o paciente se sinta incluído sem precisar negar sua condição.


  • Como os psicólogos podem ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com o isolam

    Como os psicólogos podem ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com o isolamento social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    Os psicólogos podem ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com o isolamento social oferecendo um espaço de escuta e acolhimento, trabalhando sentimentos de incompreensão e afastamento, ajudando a reconstruir vínculos, e incentivando formas possíveis de contato social.


  • Quais são os desafios emocionais enfrentados por pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?

    Quais são os desafios emocionais enfrentados por pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) podem enfrentar desafios emocionais tais como: incerteza e ansiedade, dada a imprevisibilidade da doença; medo de crises e complicações; cansaço de lidar com algo crônico; impactos na autoestima e identidade; sensação de incompreensão, já que nem sempre os sintomas são visíveis. É uma vivência que mexe tanto com o corpo quanto com a forma de se perceber e se sentir nas relações.


  • Como os familiares podem apoiar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que está em negaçã

    Como os familiares podem apoiar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que está em negação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    O estado de negação de um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico pode ser uma forma de lidar com algo difícil.
    Os familiares podem ajudar evitando confrontos diretos ou pressão; oferecendo escuta e acolhimento, sem julgamento; compartilhando informações com cuidado; incentivando o cuidado da pessoa, mas com respeito a sua autonomia.


  • O que é necessário para que o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) aceite a condição de ma

    O que é necessário para que o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) aceite a condição de maneira positiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    A aceitação de uma condição de saúde é um processo gradual, que pode oscilar e que se sustenta quando o paciente pode se implicar na própria história sem se reduzir ao diagnóstico. Para que um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico caminhe em direção a uma aceitação mais positiva, né importante que ele consiga integrar essa condição à própria vida sem que ela defina totalmente quem ele é. Alguns aspectos são importantes nesse processo, tais como: compreender a doença ajuda a reduzir fantasias catastróficas ou negações; sentir-se apoiado favorece a adesão ao cuidado e à própria realidade da doença; reconhecer perdas, medos e mudanças, dando lugar ao luto pelo corpo e pela vida como eram antes; e encontrar formas singulares de significar a experiência de adoecer, sem culpabilização.


  • Boa tarde Há 1 mês e meio, estou com dificuldades para adormecer e isso vem afetando meu estilo d

    Boa tarde

    Há 1 mês e meio, estou com dificuldades para adormecer e isso vem afetando meu estilo de vida.
    A primeira noite de insônia veio na TPM.
    Os dias seguintes após a insônia, desgastei meu corpo (ao invés de relaxar) e de lá pra cá, tive dois resfriados de repetição (já melhorei) e agora, todo anoitecer me dá vontade de chorar, além de estranhar meu quarto. Sim, já faxinei meu quarto, tirei coisas que estavam acumuladas, mas sinto que o ambiente tem algo errado (e tenho certeza que não tá).
    Os sintomas mais intensos vem na TPM e na menstruação, onde eu tenho crise de choro do nada, ansiedade.

    Devo procurar um psicólogo ou ginecologista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    Boa tarde! De acordo com a psicossomática psicanalítica, é comum entendermos que o corpo fala quando algo da ordem emocional não encontra espaço suficiente para ser simbolizado. A insônia, a sensação de estranhamento no próprio quarto, a vontade de chorar ao anoitecer e os resfriados de repetição podem ser lidos como manifestações de um estado de sobrecarga psíquica e corporal. Não significam que “há algo errado” com você ou com o ambiente, mas que seu organismo está sinalizando a necessidade de cuidado, pausa e escuta.

    O fato de os sintomas se intensificarem na TPM e na menstruação é muito relevante. Nesses períodos, há alterações hormonais importantes que podem reduzir a tolerância ao estresse, aumentar a sensibilidade emocional e impactar o sono.

    Respondendo a sua pergunta, em termos de orientação em saúde, sim, faz sentido procurar ambos os profissionais, pois eles se complementam: um(a) psicólogo(a) poderá ajudar você a compreender o que essa insônia, esse choro e essa ansiedade estão comunicando, oferecendo um espaço de elaboração emocional e de reconstrução de recursos internos. Um(a) ginecologista pode avaliar se há alterações hormonais relevantes, como TPM intensa ou outros desequilíbrios, e orientar cuidados específicos, se necessário.


  • Qual a importância da atenção compartilhada e a da atenção dividida ?

    Qual a importância da atenção compartilhada e a da atenção dividida ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    A atenção compartilhada e a atenção dividida cumprem funções diferentes e complementares no funcionamento psíquico e cognitivo. A importância de cada uma depende do contexto de desenvolvimento, da idade e das demandas do ambiente.

    A atenção compartilhada é um dos pilares do desenvolvimento humano, especialmente na infância, mas continua sendo essencial ao longo da vida.
    Do ponto de vista neurológico, emocional e relacional, a atenção compartilhada contribui para a construção do vínculo e da segurança emocional; organiza a regulação emocional (o adulto ajuda a criança a regular estados internos); é base para o desenvolvimento da linguagem e da comunicação; favorece a aprendizagem com sentido; contribui para o desenvolvimento da empatia e da cognição social.

    A atenção dividida, por sua vez, é uma habilidade funcional importante, sobretudo em contextos de maior maturidade cognitiva.
    Do ponto de vista neurológico e cognitivo, a atenção dividida permite lidar com múltiplas demandas do cotidiano, sustenta atividades complexas (ex.: estudar, trabalhar, dirigir), está relacionada às funções executivas (planejamento, organização, flexibilidade, favorece autonomia e produtividade.

    Em resumo, a atenção compartilhada vem primeiro e sustenta todo o resto. A atenção dividida se constrói sobre uma base de regulação emocional e vínculo.


  • Qual a diferença entre atenção compartilhada e atenção dividida? .

    Qual a diferença entre atenção compartilhada e atenção dividida? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    A diferença entre atenção compartilhada e atenção dividida está no modo como a atenção é organizada, no objetivo da interação e nos processos neuropsicológicos e relacionais envolvidos.

    A atenção compartilhada é a capacidade de duas ou mais pessoas direcionarem a atenção para o mesmo objeto, evento ou tema, sabendo que estão compartilhando esse foco entre si. Alguns exemplos são: um adulto aponta um objeto e a criança acompanha o olhar; duas pessoas observam algo e trocam comentários, expressões ou gestos sobre aquilo; um bebê olha para um brinquedo, depois olha para o cuidador, e retorna ao brinquedo.

    A atenção dividida, por sua vez, é a capacidade de distribuir recursos atencionais entre duas ou mais tarefas ou estímulos ao mesmo tempo, sem que haja, necessariamente, interação social ou compartilhamento de significado. Por exemplo: ouvir música enquanto dirige; assistir a uma aula e tomar notas simultaneamente; cozinhar enquanto conversa ao telefone.


  • Por que a dificuldade de interação social ocorre no autismo?

    Por que a dificuldade de interação social ocorre no autismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    A dificuldade de interação social no autismo ocorre por diferenças neurobiológicas e psicodinâmicas no processamento social, associadas a experiências relacionais. Não se trata de falta de desejo de vínculo, mas de uma diferença de caminho para chegar até ele.


  • Existe alguma diferença de gênero na capacidade multitarefa?

    Existe alguma diferença de gênero na capacidade multitarefa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fernanda  Ramiro

    De forma geral, não há evidência científica consistente de que exista uma diferença biológica significativa entre gêneros na capacidade multitarefa. O que existem são diferenças contextuais, socioculturais e de tipo de tarefa. Na prática, o que frequentemente é interpretado como “diferença de gênero” pode ser diferença de treino e exigência social.


Perguntas frequentes

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