Perguntas do paciente (32)
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Um psicólogo consegue se auto se cuidar sem precisar fazer terapia com outro psicólogo? Pq se ele co
Um psicólogo consegue se auto se cuidar sem precisar fazer terapia com outro psicólogo? Pq se ele consegue tratar outros, seria positivo ele conseguir se ouvir e se tratar não é
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Compreendo sua ideia: se um psicólogo dispõe de ferramentas para escutar e interpretar o sofrimento alheio, por que não aplicá-las a si mesmo? Vale lembrar, porém, que o dispositivo clínico da Psicanálise se sustenta em dois lugares distintos: quem fala e quem escuta, o paciente e o psicanalísta. Quando ambos coincidem na mesma pessoa, forma-se um curto-circuito; a fala já nasce contaminada pela própria defesa que impediria enxergar aquilo que mais dói.
Freud tentou a autoanálise e descobriu rapidamente seus limites: há conteúdos inconscientes que só emergem no encontro com um outro que acolhe, interpreta e sustenta as resistências. Na prática, a maioria dos profissionais de saúde mental faz psicoterapia ou análise justamente para preservar essa alteridade. Ao se colocar na posição de analisando (paciente), o psicanalista resguarda o espaço interno necessário para escutar seus pacientes sem que conflitos pessoais invadam a cena.
Isso não significa que ele não possa usar consigo técnicas de respiração, registro de sonhos ou pequenas intervenções cognitivas; mas essas ferramentas funcionam melhor como higiene psíquica, não como tratamento profundo. Tal como um cirurgião não removeria o próprio apêndice, o psicanalista também se beneficia de um campo relacional onde possa se surpreender, ser provocado e, sobretudo, ser cuidado.
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Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psi
Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psicanalista ou o mesmo percebe na analise e fala sobre a situação com o paciente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A transferência é como um espelho emocional que surge entre nós, trazendo à tona sentimentos, desejos ou conflitos que você já viveu em relações passadas (como com familiares, parceiros ou figuras importantes) e que, sem perceber, podem se repetir aqui na análise. É um fenômeno natural e muito valioso, pois nos ajuda a entender padrões inconscientes que influenciam sua vida.
Não existe uma regra única. Às vezes, você pode sentir algo em relação a mim — como irritação, admiração, medo ou até uma conexão intensa — e trazer isso para a conversa. Isso é ótimo, pois revela pistas importantes. Outras vezes, eu percebo padrões no seu modo de se relacionar, de falar ou de reagir a certos temas, e proponho refletirmos juntos sobre o que isso pode significar.
Por exemplo, se você, sem querer, me vê como uma figura autoritária (como um pai rigoroso) ou sente que eu não lhe dou atenção suficiente (como talvez tenha vivido na infância), podemos explorar essas emoções para iluminar feridas ou necessidades antigas. A transferência não é um "erro" — é uma porta de entrada para o autoconhecimento.
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O pensamento involuntário, aquele que surge do nada, muitas quando estamos em um ambiente de sala de
O pensamento involuntário, aquele que surge do nada, muitas quando estamos em um ambiente de sala de aula, e que nos atrapalha a concentração na matéria dada pelo professor, é dado o start por quem? Como ficar focado 100% na experiência, na fala e ensinamento do professor?
Gratidão pelas respostas e ensinamentos.
São Carlos/SPRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Sou psicanalista e me permita fazer algumas observações para você: É natural que nossa mente, em certos momentos, viaje para além do que está diante de nós — inclusive em ambientes como a sala de aula. Esses pensamentos involuntários, que parecem surgir "do nada", são como mensageiros do inconsciente: podem refletir preocupações não resolvidas, memórias, desejos ou até inquietações que ainda não nomeamos. Eles não são escolhidos por você, mas são revelados por uma parte mais profunda de si, que busca atenção.
A pergunta "como ficar 100% focado?" carrega uma expectativa compreensível, mas é importante lembrar que nossa atenção oscila — isso é humano. O desafio não é eliminar totalmente as divagações, mas treinar a gentileza com sua própria mente. Quando um pensamento intrusivo surgir, experimente:
Observar sem julgar: "Ah, isso está aqui. Não preciso combatê-lo agora".
Ancorar-se no presente: Toque suavemente o braço da cadeira, sinta os pés no chão ou ouça atentamente o timbre da voz do professor. São truques sensoriais que reconectam você ao "aqui e agora".
Anotar brevemente: Se o pensamento for urgente (ex.: uma tarefa esquecida), registre-o em um papel e retome a aula. Isso reduz a ansiedade de "não vou me lembrar depois".
Além disso, reflita: O que esses pensamentos podem estar sinalizando? Talvez cansaço, estresse ou algo na matéria que ressoe com conflitos internos (ex.: medo de não corresponder expectativas). A psicanálise nos ensina que escutar esses sinais, em vez de reprimi-los, pode trazer clareza.
Por fim, lembre-se: a concentração total é um mito. O que existe é a intenção contínua de retornar ao foco, sem autocobrança excessiva. Você já está fazendo algo valioso ao se questionar — e isso é um passo essencial.
Se lhe fosse possível, seria legal siguir explorando junto com um Psicanalista essas nuances, sempre com curiosidade e compaixão.
Parabéns pelo seu empenho,
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Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compa
Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compartilhadas, como ler, praticar esportes, viajar. No ano passado, ele foi com outra a evento que eu teria gostado muito de estar com ele. Fui avisada às vésperas. Sofri muito e ainda não superei. Tive apenas justificativa de que não tínhamos acordo na época. Sinto que ele é evitativo, o que ativa minha ansiedade. Temos longas conversas, ele diz que estou sempre insatisfeita. Como fazer a reparação? Sendo que pedi pra me acompanhar noutro evento importante pra mim e ele negou, cada vez com uma justificativa diferente. Temos ótimos momentos, mas me sinto ansiosa, sinto falta dessa reparação e de empatia com minhas dores.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Sou Psicanalista e farei algumas observações que talvez lhe sejam úteis para suas reflexões. Quero dizer porém, que nada substitui o processo de análise, ok? Em primeiro lugar, quero reconhecer a coragem que é trazer essa dor para aqui. Você descreve uma relação que tem momentos significativos, mas também feridas que ainda não cicatrizaram — como aquele evento do qual você se sentiu excluída, a falta de reparação e a sensação de que suas dores não são vistas. É compreensível que isso desperte ansiedade e uma busca incansável por respostas. Vamos tentar entender juntas o que está em jogo, não só na relação, mas dentro de você.
Percebo que há uma mistura de afeto e frustração. Vocês compartilham valores e atividades, mas há algo que se repete: ele age de modo evitativo, você se sente negligenciada, e isso reacende uma angústia profunda. Talvez valha a pena explorar na terapia o que essa dinâmica toca em você além do presente. Por exemplo: há situações passadas em que você se sentiu surpreendida por alguém importante, deixada à margem de algo que desejava muito? Às vezes, reagimos intensamente ao presente porque ele ecoa feridas antigas — como se parte de nós esperasse, inconscientemente, “consertar” o passado através do que acontece agora.
Você menciona a necessidade de “reparação”. Pergunto: o que, exatamente, você espera que essa reparação traga? Seria um gesto que confirmasse seu valor para ele? Uma garantia de que não será abandonada? Ou talvez a esperança de que ele finalmente entenda sua dor? Essas perguntas não são sobre ele, mas sobre o que isso significa para você. Às vezes, insistimos em buscar no outro uma solução que só podemos encontrar dentro de nós — como a certeza de que merecemos cuidado, mesmo que o outro não saiba oferecê-lo.
Sobre a comunicação: você já tentou expressar suas necessidades de um jeito que mostre como se sente, sem cobranças? Por exemplo: “Fico muito triste quando combinados importantes são quebrados, porque isso me faz sentir secundária”. Isso pode evitar que ele se coloque na defensiva (como quando diz que você “sempre está insatisfeita”) e abrir espaço para um diálogo mais honesto. Também é crucial revisitar os acordos de vocês: relacionamentos não monogâmicos exigem clareza constante. O que era válido antes pode precisar ser ajustado hoje, conforme suas necessidades evoluem.
Agora, um ponto delicado, mas importante: avaliar se ele é capaz de dar o que você precisa. Você menciona que ele nega acompanhá-la em eventos importantes, com justificativas que mudam. Isso pode ser um sinal de que ele tem limites — talvez emocionais, talvez de disponibilidade — que não coincidem com suas expectativas. A psicanálise nos ensina que, por mais que amemos alguém, não podemos mudar sua essência. A pergunta que fica é: você conseguiria construir uma relação onde parte das suas necessidades permanecesse não atendida? Isso não é sobre desistir, mas sobre escolher conscientemente o que aceitar — ou não.
Sua ansiedade, por outro lado, pode estar dizendo algo. Ela surge como um alerta, mas também pode afastá-lo ainda mais, num ciclo de cobrança e evitação. Que tal experimentarmos estratégias para acolher essa ansiedade sem deixá-la tomar as rédeas? Por exemplo: quando sentir que ele está distante, pergunte-se: “O que eu posso fazer agora por mim mesma, além de esperar por ele?”. Às vezes, cuidar da própria dor — com gentileza, sem julgamentos — é o caminho mais seguro para a paz.
Por fim, reflita: o que seria mais difícil de enfrentar — continuar buscando uma reparação que talvez nunca venha, ou aceitar que essa relação tem limites que não dependem apenas do seu esforço? Não há resposta certa, mas há uma verdade que precisamos honrar: você merece ser vista em sua dor. Seja pelo parceiro, seja por você mesma.
Oriento com sinceridade, se for possível para você, a fazer sessões de psicanálise para que o Psicanalista possa te encaminhar com você nessa reflexão, sem pressa. Cada insight que surgir será um passo para entender não só essa relação, mas as camadas mais profundas do seu coração.
Com cuidado
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Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?
Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Como Psicanalista entendo que Sim, os problemas alheios podem, de fato, sobrecarregar quem os escuta — especialmente quando nos importamos profundamente. Nossa mente não é uma caixa vazia: ela absorve emoções, histórias e até angústias que não nos pertencem, mas que ressoam em nossas próprias feridas ou expectativas.
Às vezes, carregamos o peso do outro porque confundimos empatia com responsabilidade, como se coubesse a nós "consertar" aquela dor. Outras vezes, projetamos nossas inseguranças ou medos na situação alheia, e isso nos desestabiliza. A psicanálise nos lembra que só podemos ajudar de verdade quando estamos ancorados em nosso próprio equilíbrio.
Por isso, é essencial perguntar-se:
"Estou ouvindo com cuidado ou me afogando junto?"
"Esse peso que sinto é meu, ou estou carregando o que não me cabe?"
Colocar limites não é falta de compaixão — é um ato de respeito com sua saúde emocional. Você pode acolher sem se perder.
Com atenção,
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Gostaria de saber se a abordagem de um psicanalista é diferente de um psicólogo ?
Gostaria de saber se a abordagem de um psicanalista é diferente de um psicólogo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ola. Sou Filósofo e Psicanalista e vou tentar responder sua pergunta: Sim, a abordagem de um psicanalista é diferente da de um psicólogo, embora ambas as profissões se dediquem ao cuidado da saúde mental. Vou explicar as principais diferenças de forma clara e acolhedora:
1. Base Teórica e Objetivos:
Psicanalista:
Trabalha a partir da psicanálise, uma corrente criada por Freud e desenvolvida por outros autores (como Jung, Lacan, Klein). O foco está em explorar o inconsciente, os conflitos internos, as memórias reprimidas e os padrões emocionais enraizados na história de vida (especialmente da infância).
O objetivo é entender como o passado influencia o presente e como sintomas (como ansiedade, dificuldades de relacionamento ou bloqueios) são expressões simbólicas de questões não resolvidas. A análise costuma ser profunda e de longo prazo.
Psicólogo:
Pode seguir diversas abordagens (como cognitivo-comportamental, humanista, gestalt, etc.). Muitos psicólogos focam em sintomas específicos e no "aqui e agora", trabalhando estratégias práticas para lidar com desafios emocionais, comportamentais ou cognitivos.
Por exemplo: técnicas para reduzir ansiedade, melhorar comunicação ou modificar pensamentos disfuncionais. Alguns psicólogos também trabalham com processos profundos, mas a ênfase varia conforme a linha teórica.
2. Método de Trabalho:
Psicanalista:
Utiliza técnicas como associação livre (falar sem censura), análise de sonhos, transferência (como os sentimentos do paciente se repetem na relação com o analista) e resistências.
As sessões podem ser mais fluidas, com menos estruturação, e o processo busca revelar o que está por trás dos sintomas, muitas vezes sem pressa por "soluções imediatas".
Psicólogo:
Dependendo da abordagem, pode adotar métodos mais estruturados. Por exemplo:
Na TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), há exercícios práticos, registros de pensamentos e metas específicas.
Na abordagem humanista, o foco é na autoaceitação e no potencial de crescimento.
Em terapias breves, o trabalho é direcionado a resolver problemas pontuais.
3. Formação:
Psicanalista:
Não precisa necessariamente ser formado em Psicologia. Muitos são médicos, filósofos ou profissionais de outras áreas que passam por formação específica em psicanálise (cursos e instituições reconhecidas). A formação inclui análise pessoal (o futuro psicanalista faz terapia para entender suas próprias dinâmicas inconscientes).
Psicólogo:
Requer graduação em Psicologia e registro no CRP (Conselho Regional de Psicologia). Alguns psicólogos também se especializam em psicanálise, integrando as duas abordagens.
4. Duração e Frequência:
Psicanálise:
Geralmente é um processo mais longo (anos), com sessões frequentes (1 a 3 vezes por semana), dependendo da profundidade desejada.
Psicologia:
Pode variar: terapias breves (semanas ou meses) ou processos mais longos, com sessões semanais.
Como Escolher?
Busque psicanálise se você deseja:
Explorar questões profundas da sua história, identidade ou padrões repetitivos.
Entender por que certos comportamentos ou emoções persistem.
Trabalhar com processos simbólicos e relações transferenciais.
Busque um psicólogo se você precisa:
Ferramentas práticas para lidar com desafios específicos (ex.: fobias, estresse, organização).
Uma abordagem mais focada no presente e na mudança de comportamentos.
Importante:
Ambas as abordagens podem ser complementares e eficazes. O que define a escolha é o que ressoa com suas necessidades e estilo pessoal. Se sentir dúvidas, experimente uma sessão inicial com cada profissional para perceber com qual método você se identifica mais.
Você não está sozinha nessa busca. Seja qual for o caminho, o essencial é encontrar um espaço onde se sinta segura para se compreender e se transformar.
Com respeito,
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Qual a diferença entre o psicólogo e o psicanalista?
Qual a diferença entre o psicólogo e o psicanalista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ola. Sou psicanalista e vou tentar responder sua pergunta: A abordagem de um psicanalista é diferente da de um psicólogo, embora ambas as profissões se dediquem ao cuidado da saúde mental. Vou explicar as principais diferenças de forma clara:
1. Base Teórica e Objetivos:
Psicanalista:
Trabalha a partir da psicanálise, uma corrente criada por Freud e desenvolvida por outros autores (como Jung, Lacan, Klein). O foco está em explorar o inconsciente, os conflitos internos, as memórias reprimidas e os padrões emocionais enraizados na história de vida (especialmente da infância).
O objetivo é entender como o passado influencia o presente e como sintomas (como ansiedade, dificuldades de relacionamento ou bloqueios) são expressões simbólicas de questões não resolvidas. A análise costuma ser profunda e de longo prazo.
Psicólogo:
Pode seguir diversas abordagens (como cognitivo-comportamental, humanista, gestalt, etc.). Muitos psicólogos focam em sintomas específicos e no "aqui e agora", trabalhando estratégias práticas para lidar com desafios emocionais, comportamentais ou cognitivos.
Por exemplo: técnicas para reduzir ansiedade, melhorar comunicação ou modificar pensamentos disfuncionais. Alguns psicólogos também trabalham com processos profundos, mas a ênfase varia conforme a linha teórica.
2. Método de Trabalho:
Psicanalista:
Utiliza técnicas como associação livre (falar sem censura), análise de sonhos, transferência (como os sentimentos do paciente se repetem na relação com o analista) e resistências.
As sessões podem ser mais fluidas, com menos estruturação, e o processo busca revelar o que está por trás dos sintomas, muitas vezes sem pressa por "soluções imediatas".
Psicólogo:
Dependendo da abordagem, pode adotar métodos mais estruturados. Por exemplo:
Na TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), há exercícios práticos, registros de pensamentos e metas específicas.
Na abordagem humanista, o foco é na autoaceitação e no potencial de crescimento.
Em terapias breves, o trabalho é direcionado a resolver problemas pontuais.
3. Formação:
Psicanalista:
Não precisa necessariamente ser formado em Psicologia. Muitos são médicos, filósofos ou profissionais de outras áreas que passam por formação específica em psicanálise (cursos e instituições reconhecidas). A formação inclui análise pessoal (o futuro psicanalista faz terapia para entender suas próprias dinâmicas inconscientes).
Psicólogo:
Requer graduação em Psicologia e registro no CRP (Conselho Regional de Psicologia). Alguns psicólogos também se especializam em psicanálise, integrando as duas abordagens.
4. Duração e Frequência:
Psicanálise:
Geralmente é um processo mais longo (anos), com sessões frequentes (1 a 3 vezes por semana), dependendo da profundidade desejada.
Psicologia:
Pode variar: terapias breves (semanas ou meses) ou processos mais longos, com sessões semanais.
Como Escolher?
Busque psicanálise se você deseja:
Explorar questões profundas da sua história, identidade ou padrões repetitivos.
Entender por que certos comportamentos ou emoções persistem.
Trabalhar com processos simbólicos e relações transferenciais.
Busque um psicólogo se você precisa:
Ferramentas práticas para lidar com desafios específicos (ex.: fobias, estresse, organização).
Uma abordagem mais focada no presente e na mudança de comportamentos.
Importante:
Ambas as abordagens podem ser complementares e eficazes. O que define a escolha é o que ressoa com suas necessidades e estilo pessoal. Se sentir dúvidas, experimente uma sessão inicial com cada profissional para perceber com qual método você se identifica mais.
Você não está sozinha nessa busca. Seja qual for o caminho, o essencial é encontrar um espaço onde se sinta segura para se compreender e se transformar.
Com respeito,
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Baseado nas informações fornecida de um paciente com transtorno compulsivo sexual,qual tipo de rastr
Baseado nas informações fornecida de um paciente com transtorno compulsivo sexual,qual tipo de rastreio,testes,linha investigativa um psicanalista deve iniciar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Parece-me que você é um Analista Clínico. Por isso, vou fazer algumas injunções, expondo uma abordagem Psicanalítica ao Transtorno Compulsivo Sexual.
1. Anamnese Exploratória:
- Investigar a história libidinal do paciente, com ênfase em eventos marcantes do desenvolvimento psicossexual (ex.: experiências traumáticas, conflitos edípicos, fixações em fases pré-genitais).
- Mapear a relação entre compulsão e angústia: como o ato compulsivo se articula com fantasias inconscientes ou medos (ex.: punição, castração, perda de controle).
2. Rastreio de Dinâmicas Inconscientes:
- Priorizar a associação livre para identificar conteúdos recalcados ligados à sexualidade (ex.: desejos proibidos, identificações ambivalentes).
- Analisar sonhos e atos falhos como portas de acesso a conflitos entre pulsão (sexualidade) e defesas (superego).
3. Eixos de Investigação Clínica:
- Mecanismos de defesa predominantes: Verificar se a compulsão atua como formação reativa (ex.: sublimação de agressividade), repetição compulsiva (Freud, Além do Princípio do Prazer) ou tentativa de dominar um trauma.
- Transferência e contratransferência: Observar como a sexualidade do paciente se projeta na relação analítica, revelando padrões relacionais inconscientes (ex.: idealização, sedução, medo de julgamento).
4. Contextualização Simbólica:
- Interpretar o sintoma como metáfora de uma demanda não verbalizada (Lacan). Ex.: A compulsão sexual como substituto de uma carência afetiva ou busca de reconhecimento.
- Avaliar a função do gozo (jouissance) na repetição do ato: há prazer no sofrimento ou na transgressão?
Minha sugestão fibal é de que a investigação deve equilibrar a escuta das singularidades do paciente com referenciais teóricos (ex.: pulsão de morte, angústia de fragmentação). Como bem sabemos, o foco não é "curar" o sintoma, mas desvendar seu sentido na economia psíquica, abrindo espaço para ressignificações. A compulsão, assim, revela-se menos como patologia e mais como mensagem cifrada do inconsciente.
Sucesso!
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O que distingue a "antiga psicanálise" da psicanálise contemporânea? Seria a psicanálise lacaniana a
O que distingue a "antiga psicanálise" da psicanálise contemporânea? Seria a psicanálise lacaniana a mais adequada atualmente para tratar diversos transtornos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezado(a),
Primeiro, quero agradecer por trazer essa reflexão tão importante. Sua busca por compreender as nuances da psicanálise mostra um desejo genuíno de encontrar um caminho que faça sentido para você — e isso já é um passo valioso. Vamos esclarecer suas dúvidas com cuidado:
A psicanálise, como qualquer campo do conhecimento, evoluiu com o tempo. A "antiga" psicanálise (freudiana) focava em conceitos como pulsões, complexos e estruturas clássicas da mente. Já a psicanálise contemporânea ampliou esse olhar, incorporando novas compreensões sobre relações humanas, traumas, identidade e até diálogos com outras áreas, como a neurociência. É como se hoje tivéssemos mais ferramentas para entender a complexidade da vida moderna — solidão, pressão por desempenho, crises de sentido — sem perder a profundidade que caracteriza a psicanálise.
Sobre a psicanálise lacaniana, ela traz contribuições únicas, especialmente para quem busca explorar como a linguagem, os desejos não ditos e as estruturas culturais moldam nosso sofrimento. Pode ser muito útil, por exemplo, para quem sente que "não se encaixa" em expectativas sociais ou luta com questões de identidade. Porém, não é uma abordagem "superior" ou única. Assim como um remédio não serve para todos, cada linha psicanalítica ressoa diferentemente em cada pessoa.
A escolha do método ideal depende de:
O que você precisa:
Se busca entender padrões profundos (por que repito certos comportamentos? O que meu sintoma está tentando dizer?), a psicanálise clássica ou lacaniana podem ajudar.
Se quer trabalhar traumas relacionais (ex.: dificuldades em vínculos), abordagens contemporâneas, como a psicanálise relacional, talvez sejam mais eficazes.
Como você se conecta com a terapia:
Alguns pacientes se identificam com a linguagem simbólica de Lacan; outros preferem abordagens mais diretas, como as que integram técnicas práticas de regulação emocional.
A sintonia com o analista:
Não importa a escola: o que mais importa é se você se sente acolhido(a) e desafiado(a) de um modo que promova crescimento, não culpa ou confusão.
Sugestões Práticas:
Experimente: Se possível, converse com analistas de diferentes linhas para sentir qual abordagem "clica" com sua subjetividade.
Observe-se: Durante as sessões, perceba se o processo lhe traz clareza, mesmo que gradual, ou se aumenta sua angústia sem sentido.
Paciente e compassivo(a): Não existe caminho "perfeito". O que importa é seguir um que respeite seu tempo e sua verdade.
Lembre-se: sua dificuldade em encontrar respostas não é uma falha. É sinal de que você leva a sério sua cura e autoconhecimento. Se quiser, podemos explorar juntos como essas diferentes vertentes se relacionam com sua história pessoal.
Estou aqui para apoiá-lo(a) nessa jornada, sem pressa, sempre priorizando o que faz sentido para você.
Com respeito e admiração pela sua coragem,
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Gostaria de saber quais são as consequências da hipocondria?
Gostaria de saber quais são as consequências da hipocondria?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Sou Psicanalista e Filósofo. Quanto à sua questão diríamos que a hipocondria pode gerar um sofrimento intenso, tanto físico quanto emocional. Além da ansiedade constante por medo de doenças graves, a pessoa pode:
Desenvolver sintomas físicos reais (como dores ou taquicardia) devido ao estresse crônico.
Isolar-se socialmente, evitando situações que desencadeiem o medo (ex.: hospitais, notícias sobre saúde).
Ter conflitos em relacionamentos, já que familiares ou amigos podem não entender a angústia constante.
Psicanaliticamente, a hipocondria pode ser um sinal de conflitos inconscientes, como medos não elaborados de perda, culpa ou fragilidade existencial. O corpo, aqui, "fala" o que a mente não consegue expressar. A boa notícia é que, com apoio terapêutico, é possível acolher esses medos e ressignificar a relação com o próprio corpo. Você não precisa carregar isso sozinho.
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É verdade que a Hipocondria é um problema crônico?
É verdade que a Hipocondria é um problema crônico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiro, quero agradecer por trazer essa preocupação. A hipocondria — esse medo persistente de estar com uma doença grave, mesmo quando exames e profissionais mostram que não há riscos — pode ser muito desgastante, e é importante falarmos sobre isso com cuidado.
Esta ansiedade constante pode gerar um ciclo difícil e muitas vezes, a pessoa sente sobrecarga emocional, pois o medo frequente consome energia, causa exaustão e até sintomas físicos reais (como dores ou palpitações), que reforçam ainda mais a preocupação. Outras vezes a pessoa pode evitar situações sociais ou atividades que julga arriscadas, ou os outros podem ter dificuldade de compreender seu sofrimento, além da medicalização excessiva.
É crônico? Não precisa ser. A hipocondria pode se tornar um padrão persistente se não for trabalhada, mas não é uma sentença sem volta. Muitas pessoas encontram alívio ao entender as raízes desse medo. Na psicanálise, por exemplo, olhamos para o que esse medo simboliza: às vezes, é uma forma de o inconsciente expressar conflitos não resolvidos — como medo de abandono, culpa, ou até dificuldade de lidar com perdas passadas.
Trabalhamos juntos para entender o que está por trás da ansiedade e o que esse medo protege ou esconde, aprendendo a tolerar a dúvida, sem que ela domine seus pensamentos.
Você não está preso(a) a isso. A hipocondria pode ser um sinal de que partes suas precisam de atenção e cuidado, e podemos explorar isso sem pressa. Como se sente ao pensarmos nisso juntos?"
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O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?
O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Sob a perspectiva psicanalítica, a pergunta sobre a "cura" do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) exige uma reflexão ética e conceitual profunda da parte dos Psicanalístas. A psicanálise não opera com o conceito médico tradicional de "cura" como eliminação de sintomas, mas como um processo de transformação da relação do sujeito com seu sofrimento. Eis alguns pontos essenciais:
A ansiedade não é vista apenas como um distúrbio a ser extirpado, mas como um sintoma – um sinal de conflitos inconscientes, desejos reprimidos, angústias estruturais ou respostas a traumas não elaborados. O TAG, nessa visão, seria uma manifestação de algo que não consegue ser expresso de outra forma pelo psiquismo.
A "cura" não é um ponto final, mas um processo contínuo de autoconhecimento e elaboração. A análise oferece ferramentas para que o sujeito continue trabalhando suas angústias ao longo da vida. O fim da análise ocorre quando o sujeito está mais apto a lidar com seus conflitos de forma autônoma.
O TAG não tem uma "cura" no sentido de erradicação definitiva da ansiedade enquanto sentimento humano. Contudo, ele tem tratamento e possibilidade de profunda transformação. Através da análise, busca-se compreender as raízes inconscientes do sofrimento, ressignificar a ansiedade, restaurar sua função de sinal e capacitar o sujeito a viver de forma mais livre e menos paralisada por seus sintomas. O êxito se mede pela redução do sofrimento incapacitante e pela conquista de maior autonomia e capacidade de lidar com a angústia inerente à condição humana.
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Qual a relação do Complexo de Édipo com o homem (na fase adulta) de confundir a sua mãe com sua parc
Qual a relação do Complexo de Édipo com o homem (na fase adulta) de confundir a sua mãe com sua parceira amorosa? E como se daria o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa pergunta toca em algo muito profundo e simbólico na psicanálise. Vou buscar explicar de forma simples, e podemos explorar juntos o que faz sentido para você. O Complexo de Édipo citado por você, e como proposto por Freud, descreve um momento da infância em que a criança direciona afetos ambivalentes — amor, rivalidade ou desejo — para os pais. No caso dos meninos, há uma atração (simbólica, não sexualizada como na vida adulta) pela mãe e uma competição imaginária com o pai. Quando esse conflito não é elaborado, ele pode deixar marcas que reverberam na vida adulta, como confundir a figura materna com a parceira amorosa.
Como isso acontece? Na vida adulta, inconscientemente, a pessoa pode buscar na parceira características da mãe (como proteção, cuidado excessivo ou até controle), ou projetar nela expectativas que pertenciam àquela relação infantil. Isso pode gerar idealização da parceira, dificuldade em estabelecer limites na relação, repetindo padrões de dependência ou rebeldia da infância, sentimentos de culpa ou conflito ao viver a sexualidade, se houver uma associação inconsciente entre amor e proibição (como no tabu do Édipo).
O caminho é entender e ressignificar essas dinâmicas inconscientes. Não se trata de "culpar" a mãe ou a infância, mas de iluminar como esses padrões afetam suas escolhas afetivas hoje. É um processo delicado, mas libertador. Aos poucos, você poderá amar e se relacionar de um lugar mais autêntico, sem que as sombras do passado definam seu presente.
O que você acha de começarmos observando como essas dinâmicas aparecem em suas histórias?
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É normal você sonhar com alguém super incrível que você nunca conheceu na vida mas foi a melhor e vo
É normal você sonhar com alguém super incrível que você nunca conheceu na vida mas foi a melhor e você acorda e descobre que era um sonho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é profundamente normal. E mais: é um presente cifrado da sua alma. Vou contar sobre a Sofia, que sonhou com um artista de olhos verdes tocando violino num jardim de estátuas vivas. Ao acordar, ela sentiu uma dor doce — como perder um amor que nunca existiu. Freud diria: "O sonho é o teatro onde o inconsciente encena o que a consciência ainda não pode ver". Essa pessoa "super incrível" não vem de fora. Ela é feita das suas próprias cores internas — pedaços de potencial, desejo ou coragem que você ainda não reconhece em si. Como uma colagem de tudo que admira (e talvez ache que falta em você).
Pense no seu inconsciente como um artista que usa figuras simbólicas. Ele não mostra literalmente um príncipe ou musa. Ele te fala assim: "Veja como seria livre se aceitasse sua criatividade!" ou "Isso que você chama de 'solidão' tem a textura do meu abraço".
É sobre o luto de um encontro consigo mesma que ainda não aconteceu. Como encontrar uma carta de amor endereçada a você... escrita por você. Vou te dar um exemplo para tentar ser mais claro: Pedro sonhou anos com uma mulher que lia poemas em línguas antigas. Na análise, descobrimos: ela personificava sua voz poética engasgada. O pai dizia: "Homem de verdade trabalha, não sonha". O "amor perdido" era o próprio direito à beleza que ele recalcou (trancou no porão). Não corra dele. Ele é um portal. Convido você a fazer as seguintes: 1) pergunte à imagem do teu sonho: "Qual qualidade dessa pessoa que me toca tanto? Coragem? Doçura? Liberdade?" (São pistas dos seus dons adormecidos). Em vez de "Por que ele não existe?", experimente: "O que essa presença revela sobre o que eu anseio ser?". Ah! Essa dor não é sinal de falta de alguém. É o sussurro do seu potencial pedindo para nascer. Sonhos com estranhos ideais são cartões de visita do seu próprio infinito. Eles não mentem: dizem que há mais em tesouros em você do que a vida cotidiana ousa mostrar. Mas não se apresse em decifrar. Deixe que essa figura caminhe ao seu lado, no caso de você resolver fazer Sessões de Psicanálise, pois ela tem muito a revelar sobre os jardins secretos que esperam para florescer em você.
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É normal sentir o braço dormente quando se tem ansiedade ou crise de pânico?
É normal sentir o braço dormente quando se tem ansiedade ou crise de pânico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim… é muito comum que o corpo fale quando as palavras ainda não conseguem dar conta do que está se passando por dentro. Às vezes, em momentos de ansiedade mais intensa ou durante uma crise de pânico, o corpo pode manifestar sinais como dormência no braço, sensação de aperto no peito, respiração curta, tontura… E isso, é claro, assusta.
Mas veja: assustar-se com o próprio corpo não significa que algo está “errado” com você. Pelo contrário — pode ser um sinal de que há algo dentro de você pedindo para ser escutado com mais delicadeza.
A ansiedade, muitas vezes, não fala só daquilo que está acontecendo agora, mas também do que já aconteceu e ainda vive em você — como se o corpo carregasse memórias que a mente, às vezes, prefere esquecer. Nessas horas, o braço que adormece talvez esteja dizendo: “tem algo aqui que precisa parar e ser sentido… com calma, com cuidado”.
O corpo não mente, mas ele também não explica. Ele mostra.
E o que ele mostra pode ser um convite:
um convite a escutar o medo, o cansaço, a pressão, a solidão, ou a angústia que não encontrou palavras.
Você não está sozinho nisso. E o que está sentindo não é loucura nem fraqueza. É humano. É sensível. E pode ser acolhido — sem pressa, sem julgamento, passo a passo.
Talvez, mais do que entender por que isso acontece, seja possível começar a perguntar:
"O que será que o meu corpo está tentando me contar que eu ainda não consegui escutar?"
E a partir daí… algo novo pode começar a se dizer
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É cientificamente comprovado que estresse, raiva e frustração agravam a rosácea? Estou fazendo trata
É cientificamente comprovado que estresse, raiva e frustração agravam a rosácea? Estou fazendo tratamento com Azelan. Quando o tratamento engrenou foi a época que entrei de férias no trabalho e minha pele melhorou uns 75%. Poucas semanas depois que voltei a trabalhar minha pele piorou, voltou ao que era antes. Relatei isso para minha dermatologista mas ela não deu muito crédito para essa parte emocional.
Obs: não bebo álcool, não como nada que tenha pimenta ou que seja ardido,não fumo, passo protetor solar todo dia e evito sair no sol mesmo assim, nao tomo banho quente. Me privo o máximo que posso de tudo que eu puder para evitar que piore a rosacea, mas o estresse e a ansiedade são as únicas coisas que não consigo controlar....RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Percebo o quanto você se empenha em cuidar da sua pele e, ainda assim, sente-se refém de algo que escapa ao seu controle. A literatura médica reconhece que o sistema nervoso cutâneo reage aos hormônios do estresse: vasodilatação, liberação de neuropeptídeos e inflamação podem agravar a rosácea. Mas, para além da biologia, interessa-nos apreender como o corpo transforma em cor e calor aquilo que, no trabalho, causa raiva ou frustração.
Férias não apenas interrompem estímulos externos; elas também suspendem certas exigências internas — cobranças, medos de falhar, fantasias de ser julgado. Quando esse cenário retorna, a pele responde antes mesmo de qualquer palavra. Nosso espaço psicoanalítico pode acolher essas vivências de seu inconscientes, dando voz às sensações que hoje irrompem como rubor. Perguntar “o que está em jogo quando o rosto queima?” talvez revele histórias antigas de exposição, vergonha ou desejo de se fazer notar.
Não abande o Azelan nem a dermatologista; ao contrário, deve integrar o cuidado delas ao nosso percurso. Enquanto investigamos o sentido subjetivo desses gatilhos, você pode ensaiar pequenos rituais diários de pausa: respirar longamente, alongar-se, marcar intervalos simbólicos entre tarefas. Cada vez que você nomeia o que o afeta, da nome àquilo que sente, traz à consência aquilo que quer falar pela pele, diminui a necessidade do seu corpo gritar — e oferece à pele a chance de acompanhar seu próprio ritmo de apaziguamento.
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Tenho 30 anos, recentemente passei por uma crise de pânico. Sou sedentário, passei por estresse devi
Tenho 30 anos, recentemente passei por uma crise de pânico. Sou sedentário, passei por estresse devido à mudança de estado, fumo cigarro e exagero no café, tenho sono desregulado e me alimento pouco.
Tenho dúvidas; quem tem crise de ansiedade pode se masturbar e fazer musculação?
É possível ter uma crise só é mesmo assim não ser considerado doente?
Posso levar uma vida normalmente igual era há 5 meses?
Minhas crises começaram recente, há 5 meses.
Namoro e não estou feliz e no modo geral sou
Fiz exames médicos recente e está ok.
Obrigado!
frustrado com a minha vida.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você traz tantas perguntas… e, ao mesmo tempo, algo mais profundo parece atravessar todas elas: um desejo sincero de compreender o que está acontecendo com você — de se localizar, de encontrar um chão.
E isso já é muito importante. Porque quando alguém começa a se perguntar, a olhar para o próprio sofrimento, algo novo começa a se mover. Ainda que pareça confuso, doloroso ou sem respostas claras agora, esse gesto de querer se entender é, por si só, uma forma de cuidado.
Você passou por uma crise de pânico. E mesmo que os exames estejam normais — o que é ótimo — o corpo e a mente, juntos, estão sinalizando que há algo dentro de você que está pedindo escuta. Não para ser silenciado, mas para ser acolhido.
Quando você pergunta se pode se masturbar, fazer musculação, levar a vida como antes… vejo aí não só dúvidas práticas, mas também um desejo de voltar a ser quem você era, ou talvez de reencontrar uma sensação de normalidade. E isso é compreensível.
Mas às vezes, depois de um impacto — como uma crise — não se trata tanto de voltar a ser o que se era, mas de descobrir quem se está se tornando a partir do que se viveu.
Você não está doente por ter tido uma crise.
Crises não são doenças no sentido fechado da palavra.
Elas podem ser, muitas vezes, gritos do inconsciente, rompimentos de um modo de vida que vinha se sustentando com esforço demais… e que, de repente, não deu mais.
Você me conta que está sedentário, que fuma, que exagera no café, que tem sono desregulado, alimentação instável, que está num relacionamento onde não se sente feliz, e que se sente, no geral, frustrado com a vida.
Isso tudo compõe um cenário. Mas, mais do que isso, revela uma dor. Uma espécie de desalento. Como se estivesse num lugar da vida em que tudo parece “funcionar”, mas por dentro algo clama por sentido.
E talvez seja por isso que o corpo gritou.
Para que você pudesse parar. Escutar. Respirar.
E, quem sabe, perguntar de novo: qual é a vida que me habita?
Você pode, sim, fazer musculação. Pode se masturbar. Pode rir, chorar, amar, se reinventar. Não há manual fixo para quem sente ansiedade. Mas talvez valha mais escutar o modo como você faz essas coisas, e o que cada uma delas está querendo te mostrar agora.
E tudo isso — essa avalanche de perguntas — não precisa ser enfrentado sozinho.
A psicanálise não oferece respostas prontas, mas oferece um lugar onde suas perguntas podem existir, sem pressa, sem julgamento, até que comecem a fazer sentido para você.
E às vezes, isso basta para que a vida encontre outros caminhos.
Seja bem-vindo a esse processo. Ele pode ser o começo de algo muito verdadeiro
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Pq pessoas que tem TOC tem a mania de organização? Pode ocorrer da pessoa ter TOC e não ter essa coi
Pq pessoas que tem TOC tem a mania de organização? Pode ocorrer da pessoa ter TOC e não ter essa coisa de organização exagerada? Ou a pessoa quando tem TOC ela sempre vai ter isso
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiramente, meus parabéns por sua coragem em expor e enfrentar a questão. Vamos lá. Pessoas com TOC podem buscar organização como forma de aliviar ansiedades internas (ex.: medo de que algo ruim aconteça se não houver controle). Porém, não é regra ter essa característica. O TOC se manifesta de muitas formas: alguns checam portas repetidamente, lavam as mãos excessivamente ou têm pensamentos intrusivos que tentam neutralizar com rituais "mentais" (como contar ou rezar). Ou seja, não é preciso ser organizado para ter TOC — o transtorno é marcado pelo ciclo de pensamentos angustiantes (obsessões) e comportamentos repetitivos (compulsões). Cada pessoa vive isso de um jeito, e o estereótipo da "limpeza perfeita" não define a realidade de todos. Você não está sozinho nisso.
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Meu marido tomou durante 1 ano 250mg de Luvox e 2mg se risperidona por causa do TOC, ele melhorou um
Meu marido tomou durante 1 ano 250mg de Luvox e 2mg se risperidona por causa do TOC, ele melhorou um pouco a ansiedade e o nervosismo e o médico trocou para o Revoc 200mg e tirou o risperidona faz 6 meses, mas agora parece que ele está deprimido não quer sair de casa, só fico deitado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Saiba que sua angústia faz todo sentido e por isso merece uma escuta que nos pede algumas nuances. Primeiro, quero honrar seu desconforto. A ideia de que "o que mais repudiamos seria um desejo secreto" soa não só aterradora, mas reducionista. Como se sua luta heroica contra esses pensamentos fosse uma farsa. Não, não é isso. Sua repulsa é real, e a psicanálise, quando aplicada com rigor ético, jamais diria que você "deseja" o conteúdo dessas invasões mentais. Permita-me desdobrar isso com cuidado.
Imagine seu inconsciente como um rio subterrâneo. Águas turbulentas (emoções, impulsos, memórias) que buscam saída. Se um trecho do rio é represado por medo, culpa ou trauma (recalque), a pressão aumenta. Aí, a água pode jorrar por fendas inesperadas — mas não como desejo, e sim como sintoma. Deixe-me te dar um exemplo para ser mais claro: recebi uma paciente que sofria com pensamentos violentos contra o filho e descobriu, na análise, que eram ecos do pânico de repetir a frieza da própria mãe. Não era "desejo" de machucar o filho, mas medo de amar mal.
E por que foi lhe falado de pensamentos "repugnantes"? O inconsciente não fala nossa língua. Ele usa códigos de dor. Pensamentos intrusivos é como se fossem sinais de um alarme quebrado. Se algo dentro de você está sofrendo — uma emoção engasgada, um luto não chorado, um trauma soterrado —, a mente pode gritar através de imagens chocantes justamente porque você as rejeita (ou as julga repugnantes). É paradoxal: quanto mais inaceitável o símbolo, mais ele força sua atenção.
Sim, os medos e os traumas, como você disse, são os verdadeiros motores de tudo isso. E Freud evoluiu neste ponto e na neurose obsessiva, ele viu que os "pensamentos intrometidos" raramente são desejos disfarçados, mas são armadilhas da culpa. Um caso real (inspirado em Freud) é o de um homem atormentado por pensamentos blasfemos contra Deus e que, ao fim, descobriu que eram protestos contra o pai autoritário, transformados em autoacusações ("Sou pecador!"). O "desejo" inconsciente não era insultar Deus, mas libertar-se da tirania doméstica.
Por isso precisamos estar conscientes de que a chave não está no conteúdo, mas no contexto. Explico melhor. Sua pergunta é sagrada: "Será que não vêm de medos ou traumas?". Sim, e é por aí que devemos caminhar. Os pensamentos repugnantes são como cartas anônimas escritas com tinta venenosa. Nossa tarefa é então não focar no veneno (o conteúdo repulsivo), mas decifrar a letra (a história emocional por trás).
Permita dar um outro exemplo de um pensamento intrusivo provavelmente semelhante aos teus: "Vou empurrar alguém no metrô". Este pode ser o resultado de um medo inconsciente de perder o controle (trauma de humilhação passada)?; ou pode ser
por causa de uma raiva engolida (pai que dizia: "Boa menina não briga")?, ou pode ser resultado de um autoflagelo por se julgar "monstro"?
Em Psicanálise jamais se pode reduzir seu sofrimento a um "desejo secreto". Isso seria violência. Na clínica busca-se mapear os territórios feridos que geram esses teus alarmes falsos. Busca-se entender por que sua mente escolheu essa linguagem extrema para falar de uma dor que poderia ser nomeada. E, afinal, resgatar e dar amparo à criança assustada que ainda segura cartuchos de dinamite mental, pensando que são úteis. Sua busca já é um ato de coragem. E a psicanálise, neste caso, não é sobre desvendar "verdades obscuras", mas restaurar a dignidade da sua história. Um prazer falar com você. Estou à disposição.
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Bom dia! Mesmo sem ser mentira fico muito nervosa ao me expressar sobre algo que estou sendo posta à
Bom dia! Mesmo sem ser mentira fico muito nervosa ao me expressar sobre algo que estou sendo posta à prova e as palavras simplesmente não se encaixam. Acabo por me atrapalhar toda em não conseguir passar a verdade do que digo. Tento reorganizar os acontecimentos para me expressar da melhor forma e não consigo com sucesso. Preciso de ajuda…isso está acabando com relacionamentos meus. E fico extremamente nervosa o que dificulta a organização dos meus pensamentos. Não sei o que fazer. Me sinto perdida dentro de mim e perdendo quem amo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Querida,
Primeiro, quero agradecer por compartilhar algo tão íntimo e delicado. Reconheço a coragem que isso exige, especialmente quando você se sente tão vulnerável ao se expressar. Sua angústia não é apenas compreensível — ela é um sinal importante de que algo dentro de você pede atenção e cuidado. Vamos caminhar juntos nessa busca por clareza.
O nervosismo que descreve, mesmo quando não há mentira envolvida, parece ser mais que um simples "medo de errar". Pode ser uma reação a algo mais profundo: talvez uma ansiedade ligada a ser julgada, uma pressão interna para ser "perfeita" em suas palavras ou até um eco de experiências passadas em que sua voz não foi acolhida. Às vezes, quando nos sentimos postos à prova, revivemos inconscientemente situações antigas onde falhar era vivido como uma ameaça ao nosso valor. Pergunto: há memórias ou relações em sua história onde se sentir ouvida era difícil ou perigoso? Isso seria um ponto fundamental para ser explorado na terapia psicanalítica.
Você menciona tentar "reorganizar os acontecimentos" para se expressar melhor, mas isso gera mais confusão. Isso me faz pensar em como a busca pelo controle pode, paradoxalmente, intensificar a desordem. A mente, sob pressão, muitas vezes prioriza a autoproteção ("não posso parecer frágil") em vez da autenticidade. Que tal experimentarmos uma abordagem diferente? Em vez de reorganizar, permita-se nomear o que está sentindo no momento, mesmo que pareça caótico. Por exemplo: "Estou me sentindo travada agora, mas quero tentar explicar...". Isso pode aliviar a auto cobrança e criar espaço para uma comunicação mais fluida.
Sobre o impacto nos relacionamentos: o medo de perder quem ama é profundamente doloroso. Mas observe: sua dificuldade em se expressar está realmente afastando as pessoas, ou é o julgamento severo que você tem de si mesma que amplifica esse medo? Muitas vezes, quem nos ama está disposto a esperar nossos momentos de hesitação — o que nos machuca é a crença de que precisamos ser impecáveis para merecer amor.
Sugiro dois caminhos práticos para começar:
1. Treine a "comunicação imperfeita": Antes de conversas importantes, respire fundo e aceite que suas palavras não precisam ser polidas. Erros são humanos, e a conexão verdadeira nasce da autenticidade, não da precisão.
2. Explore o que há por trás do nervosismo: Em análise, podemos investigar quais fantasias ou memórias estão vinculadas a essa sensação de "prova". Será que há uma voz interna crítica que repete "Você vai falhar"? De onde ela vem?
Por fim, lembre-se: sentir-se perdida dentro de si não é um fracasso, mas um convite a se reconhecer com mais gentileza. Sua mente não está contra você — ela está tentando proteger você de algo que, talvez, já não exista mais. Vamos descobrir juntos o que é.
Como psicanalista estou aqui, sem pressa, para ouvir até mesmo o que ainda não consegue formar em palavras.
Com respeito à sua jornada,
Perguntas frequentes
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É obrigatório estar tomando anticocepcional para fazer uso do roacutan?
Para pessoas que possam engravidar é necessário o uso de método contraceptivo…