Perguntas do paciente (32)
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Olá, faz alguns anos, que me sinto estranha, como se eu amasse apenas uma pessoa e ele não correspon
Olá, faz alguns anos, que me sinto estranha, como se eu amasse apenas uma pessoa e ele não correspondesse, depois disso passei a me sentir vazia, isolada, todos se afastaram de mim, eu não tenho amigos exceto pelas amizades virtuais, mas na vida real eu não tenho amigas com quem sair .....e quando eu encontro alguém eu já não sei como me portar, eu ajo de forma estranha, me sinto uma alienígena na minha cidade, por isso quero me mudar de país, quero tentar recomeçar tudo do 0.....tudo isso me incomoda e me deixa sufocada com uma dor de cabeça dos infernos, eu apenas queria ter amigos e sei lá ser amada de verdade sem ser usada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sabe… lendo o que você escreveu, dá pra sentir que tem algo aí dentro pedindo por ar.
Como se tivesse muita coisa acumulada — dores não ditas, solidões engolidas, afetos que não encontraram lugar. E talvez por isso venha essa sensação de sufocamento… esse “peso na cabeça” que não é só físico, mas simbólico — como se fosse o excesso de tudo o que você sente e ainda não conseguiu traduzir.
Você fala de amor, mas também fala de perda.
Fala de querer conexão, mas também de isolamento.
Fala de tentar se aproximar, mas se sentir deslocada… como uma estrangeira, até na própria cidade.
Isso que você nomeia como “agir estranho” talvez seja só um jeito de se proteger. Porque, depois de se machucar no afeto, a gente às vezes começa a andar com uma armadura sem nem perceber.
Essa vontade de recomeçar em outro país pode ser, sim, legítima…
Mas talvez ela também traga um desejo mais profundo: o de sair de um lugar interno onde hoje você se sente invisível, rejeitada, usada. Não sei se é mesmo o país que está errado, ou se é essa sensação de não-pertencimento que tomou conta por dentro. E isso é algo que vale a pena ser escutado com calma, com carinho…
Você diz que quer ser amada de verdade.
Essa é uma das frases mais humanas que existem.
Mas às vezes, quando a gente passa muito tempo tentando ser amada pelos outros, acaba esquecendo de se amar no silêncio — com cuidado, com paciência, com alguma compaixão por tudo que já foi vivido e que, talvez, ainda esteja esperando um lugar para descansar.
A dor que você sente não é loucura.
Ela é legítima.
Ela merece escuta, não julgamento.
E você não precisa estar “bem” pra ser escutada.
Aqui, agora, o que você diz tem valor.
Seu sofrimento tem valor.
Sua busca por amizade, por afeto, por presença verdadeira… tudo isso merece espaço.
Talvez, aos poucos, com palavras que se ajeitam devagar, você consiga se escutar um pouco mais… e reencontrar, dentro de si, um lugar onde não precise mais fugir, nem se esconder.
Você não é uma alienígena.
Você é alguém tentando sobreviver com dignidade no meio de um mundo que nem sempre sabe acolher.
E só isso… já diz muito de você.
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Oie Eu sou um tipo de pessoa, não, na verdade eu me tornei assim depois de um tempo.eu sou extremam
Oie
Eu sou um tipo de pessoa, não, na verdade eu me tornei assim depois de um tempo.eu sou extremamente indecisa e realmente não consigo tomar nenhum tipo de decisão e se ninguém me ajudar a fazer uma escolha eu me desespero e começo a chorar e fico nervosa e muita das vezes acabo fazendo tudo errado,de um jeito que acabo tendo que escutar reclamações ou perdendo uma quantia de dinheiro. Nunca consigo tomar uma decisão e quando tomo faço qualquer escolha e acabo me sentindo frustada e as vezes choro e outras vezes não sei como deveria reagir a tal situaçãoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi…
Sabe, o modo como você descreve essa dificuldade em decidir toca em algo muito delicado. Não se trata apenas de fazer escolhas práticas… parece que, em cada decisão, está em jogo algo muito maior: o medo de errar, o medo da crítica, o medo de decepcionar — aos outros… e a si mesma.
E isso, claro, pesa.
Porque o que está em jogo, talvez, não seja apenas a escolha em si, mas o quanto você se sente autorizada a escolher.
Como se, ao tentar decidir, viesse uma voz lá de dentro dizendo: "e se der errado? e se reclamarem? e se eu não souber o que fazer depois?"
Você diz que nem sempre foi assim…
E isso já é importante.
Algo aconteceu no seu percurso que te levou a desconfiar de si, a desacreditar da sua própria capacidade de decidir. Às vezes, isso tem raízes profundas: pode ter nascido em experiências onde suas escolhas não foram ouvidas, onde errar teve um preço alto demais, ou onde agradar se tornou uma forma de sobreviver.
Então, hoje, cada escolha carrega um peso que não é só seu — é também o eco de cobranças, medos e exigências antigas. E nessas horas, chorar não é fraqueza: é o corpo pedindo socorro, é a alma dizendo “não sei mais como lidar com isso sozinha”.
Mas veja… mesmo quando você diz que faz tudo “errado”, ainda assim está tentando. E isso importa.
Porque no fundo, há uma parte sua que quer encontrar um caminho. Que quer aprender a se escutar. Que quer poder escolher sem medo de ser punida por isso.
Talvez não se trate de aprender a “decidir certo”, mas de descobrir de onde vem esse medo de decidir.
O que está em jogo quando você precisa dizer sim ou não?
Para quem, internamente, você sente que precisa dar satisfações?
Aqui, não se trata de resolver isso com pressa, mas de abrir espaço para que sua voz — essa que hoje está insegura, embargada, aflita — possa falar mais livremente.
E quem sabe, aos poucos, você descubra que errar faz parte da vida… e que não precisa ser um castigo.
Tomar decisões é sempre, de algum modo, perder algo para ganhar outra coisa.
Mas quando a gente pode fazer isso em paz, a vida vai ficando menos pesada…
e o choro pode dar lugar à confiança — não de que tudo dará certo, mas de que, mesmo que não dê, você poderá lidar.
E isso já é muito.
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Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos? Obrigado.
Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos?
Obrigado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Não, um psicanalista não pode receitar ansiolíticos nem antidepressivos, a menos que também seja médico ou psiquiatra.
A possibilidade de prescrição de medicamentos está legalmente restrita aos profissionais da medicina, conforme a Lei nº 12.842/2013, que regula o exercício da Medicina. Psicanalistas que não têm formação médica não possuem autorização para prescrever nenhum tipo de substância controlada.
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O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?
O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você pergunta: “O que é depressão, afinal?”
E talvez essa pergunta venha de um lugar onde as palavras já não alcançam tão bem o que se sente por dentro.
A verdade é que a depressão não é apenas uma tristeza — dessas que a gente sente e depois passa. Ela pode ser uma espécie de silêncio da alma. Um esvaziamento. Um cansaço fundo, que não se resolve com descanso. É como se algo dentro tivesse perdido a cor, o peso, o brilho. As coisas continuam lá fora, mas já não tocam como antes.
Muitas vezes, a depressão não grita. Ela se cala.
Ela pode se esconder num “tanto faz”, num “não tenho mais vontade”, ou num “parece que nada me chama”. Pode vir como um corpo pesado, um sono confuso, uma falta de sentido que se espalha.
Mas veja… mesmo na depressão, há algo que resiste.
Você está aqui, perguntando.
E essa pergunta, por mais dolorida que seja, é um sinal de vida.
Talvez ela esteja dizendo: “tem algo em mim que ainda quer entender, que ainda quer sentir algo diferente”.
A psicanálise não dá respostas prontas.
Mas ela escuta. E nesse escutar, muitas vezes, o que parecia sem sentido vai encontrando palavras, histórias, causas… e, pouco a pouco, espaço para se transformar.
A depressão não é fraqueza.
Não é frescura.
Não é falta de fé, de força, de esforço.
É sofrimento. Humano, profundo, legítimo.
E como todo sofrimento, precisa ser acolhido.
Não para ser imediatamente curado, mas para ser compreendido — devagar, no tempo de quem sente.
Se hoje está difícil encontrar sentido, talvez possamos buscar, juntos, um jeito de fazer com que a vida volte a falar com você — mesmo que no início ela fale só baixinho, só em fragmentos.
Você não está só.
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Eu gostaria de uma indicação ou ajuda, sou diagnosticada com transtorno de personalidade antissocial
Eu gostaria de uma indicação ou ajuda, sou diagnosticada com transtorno de personalidade antissocial, eu não consigo ter empatia, eu conto mentiras com facilidade, mato animais e machuco pessoas manipulando elas e sinto muito prazer com isso. Mas eu consigo sentir um pouco de amor pelo meu pai e mãe, e por causa dele eu quero ajuda, pois todos os dias eu venho piorando.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de mais nada, quero reconhecer a coragem que há em trazer à consciência tudo o que você sente e faz, sem tentar encobrir. Isso mostra que, apesar do prazer que descreve nessas ações, existe em você um ponto de conflito — um resto de amor que insiste, especialmente por seus pais. Esse ponto é muito precioso: ele nos diz que algo em você deseja laço, relacionamento saudável, não apenas domínio.
Aqui, não vamos julgar nem punir. O lugar do Psicanalista é escutar o que sustenta essas condutas: que fantasias as acompanham, quais cenas internas se repetem, que satisfações lhe trazem. Mentir, ferir ou matar podem funcionar como respostas a uma angústia que ainda não encontrou palavras. O trabalho da Psicanálise é justamente criar um espaço em que essas palavras possam surgir, pouco a pouco, substituindo o ato.
Mas também preciso garantir a segurança de todos. Se em algum momento sentir que o impulso de violência está prestes a se concretizar, é possível combinar estratégias imediatas de contenção e, se necessário, acionar apoio médico ou psiquiátrico complementar. É importante que você não esteja só nesse percurso. Cada vez que retornar e falar nas suas Sessões, é oferecido à sua história uma nova chance de ser contada de outra maneira — e isso, ao longo do tempo, pode transformar aquilo que hoje lhe parece imparável.
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Tocofobia tem cura? Quais formas de prevenir quando isso ocorrer? O que colocar em prática?
Tocofobia tem cura? Quais formas de prevenir quando isso ocorrer? O que colocar em prática?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
"Primeiro, quero reconhecer a coragem que é trazer essa inquietação para nosso espaço. A tocofobia — o medo intenso da gravidez e do parto — é uma experiência profundamente pessoal e válida, e seu questionamento já é um passo importante em direção à compreensão e ao cuidado consigo mesma(o).Sim, há caminhos possíveis para transformar esse medo em algo mais administrável. A tocofobia, como muitas manifestações de ansiedade, não é uma sentença permanente. Trabalhamos juntos para entender suas raízes — sejam experiências traumáticas, medos culturais, incertezas sobre o corpo ou questões inconscientes
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Estou passabdo por muita instabilidase de humor e desenvolvi um medo voltar a trabalhar um pessimism
Estou passabdo por muita instabilidase de humor e desenvolvi um medo voltar a trabalhar um pessimism9 de q não sei fazer nada tudo vai dar errado meio q travei e sempre fui competente e boa no q fazia agora tenho medo de tudo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sabe… ao ler o que você escreveu, o que me vem primeiro é: que coragem a sua em dizer isso.
Porque falar da própria dor — especialmente quando ela confunde aquilo que éramos com aquilo que nos tornamos — não é fácil. E ainda assim, você encontrou palavras para isso.
Você diz que sempre foi competente, boa no que fazia. E agora, algo em você parece ter travado.
É como se o chão tivesse se movido por dentro, não é? Como se aquele impulso que antes te movia tivesse se calado… e no lugar dele ficou um medo, um peso, um não-saber que se espalha em tudo.
Essa instabilidade de humor, esse medo de voltar a trabalhar, esse pensamento de que tudo vai dar errado — não são sinais de fraqueza.
São formas de sofrimento.
E todo sofrimento tem sua razão, mesmo quando a gente ainda não sabe qual é.
A depressão não vem do nada.
Ela muitas vezes aparece quando algo dentro de nós colapsa — uma expectativa, uma imagem de si, uma forma de dar conta do mundo.
É como se o corpo dissesse: “eu não aguento mais sustentar tudo isso sozinha”.
E quando isso acontece, até as coisas boas que vivemos — a competência, os sucessos, os reconhecimentos — parecem distantes. Como se não falassem mais com a gente.
Mas isso que você está vivendo, por mais difícil que seja, também pode ser o começo de algo.
Na psicanálise, a gente não tenta apagar esse estado.
A gente tenta escutá-lo.
Porque o sintoma — esse medo de errar, esse “travar”, essa sensação de inutilidade — pode estar querendo dizer algo que não teve espaço para ser dito antes.
Às vezes, a dor vem não para nos derrubar, mas para nos interromper.
Para que a gente possa, enfim, se perguntar: o que é que em mim está pedindo um novo lugar?
Não para voltar a ser quem era… mas para talvez descobrir quem se é agora — depois de tudo isso.
Você não está sozinha.
E o que você sente tem sentido.
Na análise, há um espaço onde esse medo pode ser nomeado, onde essa angústia pode ser atravessada, onde o seu desejo — talvez adormecido agora — possa, com o tempo, voltar a respirar.
Não se trata de voltar a ser “boa” como antes.
Talvez seja o caso de encontrar uma forma mais leve, mais verdadeira, mais sua — de continuar.
E isso é possível.
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Ai gente, tou sentindo medo do que eu já vivi na pele há 4 anos atrás medo de ter novamente tantas d
Ai gente, tou sentindo medo do que eu já vivi na pele há 4 anos atrás medo de ter novamente tantas dúvidas no sentindo de fazer tantas perguntas sem respostas . Hoje me encontro com uma dúvida que é: O que significa valor de uma pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sabe… quando você diz que sente medo do que já viveu, algo muito importante está se anunciando. Porque o medo que volta, esse que parece repetir o que já foi vivido, talvez esteja tentando dizer algo que naquela época ainda não tinha palavras. Às vezes, o que retorna não é exatamente o passado, mas aquilo que nele ficou suspenso, sem nome… sem sentido.
E você nomeia: “tantas perguntas sem resposta.”
Talvez o que machuca mais não seja a dúvida em si, mas o silêncio que a cerca. Como se você tivesse perguntado demais... e escutado de menos. Ou pior: como se suas perguntas tivessem sido ignoradas, desautorizadas, desacreditadas. E aí, ao trazer agora essa nova pergunta — “o que significa o valor de uma pessoa?” — me parece que não é só uma dúvida conceitual…
É algo que te atravessa, que talvez encoste em uma ferida antiga: será que eu tive valor? será que eu tenho? para quem? para quê?
Veja… quando alguém se pergunta sobre o valor de uma pessoa, muitas vezes está perguntando, ainda que sem perceber, sobre o próprio lugar no mundo, sobre o olhar do outro, sobre o afeto recebido — ou negado. Às vezes, é o jeito que o inconsciente encontra para tocar uma experiência de abandono, de perda, de não reconhecimento.
Mas não vamos ter pressa em responder. Essa pergunta precisa respirar.
Não para ser resolvida, mas para poder te dizer algo que talvez você ainda não escutou.
Talvez o valor de uma pessoa não se encontre em uma resposta pronta — mas no próprio ato de perguntar, de querer saber, de se escutar. Há muito valor nisso que você está fazendo agora: voltar à dor, mas não sozinho. Nomear o medo. Acolher a dúvida. E, sobretudo, deixar que ela fale.
Aqui, nesse espaço entre nós, talvez possamos escutar juntos o que esse medo quer revelar…
Porque às vezes, quando a dor retorna, ela não vem para te punir — mas para te convidar a escrever um novo capítulo, com palavras suas.
E esse, sim, pode ser um valor que ninguém te tira: o de ser autor da própria travessia.
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Tenho pensamentos como se eu fosse parar de respirar...então fico prestando atenção na respiração to
Tenho pensamentos como se eu fosse parar de respirar...então fico prestando atenção na respiração toda hora achando que vou parar ...fico puxando o ar de vez em quando e isso me dá pânico...devo fazer terapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sabe… o que você está sentindo é mais comum do que parece, embora eu saiba que, quando acontece, parece que ninguém mais no mundo entenderia.
Esse medo de “parar de respirar”, essa necessidade de ficar atento à própria respiração, puxando o ar de tempos em tempos… isso tudo não é apenas sobre o corpo. É também sobre algo dentro de você que está tentando falar — às vezes sem palavras, às vezes com o corpo, às vezes com o susto.
O pânico aparece assim: como se algo vital estivesse em risco, mesmo quando, do lado de fora, tudo parece normal. Mas do lado de dentro… há uma agitação, uma angústia que se infiltra, que toma conta. E o corpo, então, vira palco desse sentimento difícil de nomear.
Quando você pergunta se deve fazer terapia, percebo que já tem dentro de si um gesto de cuidado, de busca.
E isso, por si só, já é muito importante.
Na psicanálise, a gente não tenta calar o sintoma — mas escutá-lo. Porque mesmo aquilo que assusta pode estar dizendo alguma coisa. Pode estar apontando para uma dor, uma memória, um medo, ou até mesmo um excesso de exigência que você carrega sem perceber.
O sintoma — como esse que aparece na sua respiração — pode ser o modo que o inconsciente encontrou de dizer algo que, por enquanto, não encontrou outra forma de vir à tona.
Você não precisa enfrentar isso sozinho.
Num espaço de análise, a gente vai, juntos, pouco a pouco, escutando o que esse medo quer dizer.
E quando o sintoma é ouvido, ele pode começar a se transformar.
Não porque desaparece magicamente, mas porque deixa de ser um enigma solitário.
Você não está louco, não está fraco, não está quebrado.
Está apenas em um momento em que algo dentro pede por escuta.
A análise não traz respostas prontas.
Mas oferece um lugar onde suas perguntas — e até seus silêncios — podem existir.
E isso, muitas vezes, já basta para que a vida comece a respirar diferente.
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Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por M
Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por Midas sociais ou pessoalmente) me deixam nervosa e me fazem querer me isolar. Sinto que não consigo estudar, me divertir, ter uma vida legal, ou amigos. O que será isso?
Às vezes, coisas me remetem ao meu passado e a impressão que tenho sobre ele é que ele foi triste, mas eu sei que tiveram coisas boas mas até as coisas boas parecem tristes. Me sinto sozinha muito frequentemente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sabe… tem algo muito sensível na forma como você descreve o que sente.
Como se o mundo lá fora — com suas alegrias, conquistas e sorrisos — não te tocasse, mas te ferisse. Como se cada imagem de leveza no outro despertasse um peso em você. E isso pode ser muito solitário.
Você diz que, ao ver as pessoas produzindo ou se divertindo, sente vontade de se isolar. Que tudo isso te deixa nervosa.
Isso parece tocar numa dor que não tem a ver apenas com o presente, mas que carrega ecos do passado — como você mesma diz. Um passado que foi, talvez, mais cinza do que colorido.
Ou que, mesmo nos momentos bons, deixou uma marca de tristeza, de ausência, de algo que faltou.
E é como se o brilho da vida dos outros, ao invés de te inspirar, te lembrasse do que você não sente — ou sente que não tem.
Essa sensação de estar deslocada, de não conseguir estudar, de não se divertir, de não ter amigos… ela não é só uma constatação. Ela é um sofrimento que grita de um jeito silencioso. Porque não é fácil explicar esse tipo de dor. E nem sempre ela é compreendida por quem está de fora.
Mas aqui, agora, ela pode ser escutada.
Sem pressa. Sem tentar resolver.
Porque o que você vive merece ser acolhido — não como um problema a ser consertado, mas como uma história a ser compreendida.
Na psicanálise, a gente não tenta apagar o que dói.
A gente escuta.
Porque muitas vezes a dor é o modo que o inconsciente encontrou de dizer algo que ainda não foi dito.
E quando essa dor encontra um lugar onde pode ser nomeada, onde pode respirar, ela começa a se transformar. Não por mágica — mas porque já não precisa mais gritar sozinha.
Você pergunta: “O que será isso?”
E talvez a resposta não venha de fora.
Mas possa surgir, aos poucos, no seu próprio ritmo, na travessia das palavras, no gesto de se escutar com um pouco mais de gentileza.
Há uma solidão que paralisa.
Mas há também uma solidão que, quando escutada, pode se abrir em espaço interior — um espaço onde o novo pode nascer.
Você não está errada por sentir isso.
Você está apenas humana.
E talvez agora, mais do que nunca, algo dentro de você esteja pedindo por escuta.
E aqui, isso é possível.
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É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?
É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta bonita. E também muito legítima.
Porque por trás dela, talvez haja algo mais profundo: um desejo de ainda poder se reencontrar… de não estar condenado a ser, para sempre, alguém que duvida do próprio valor.
Sim, é possível.
Mas talvez não do jeito que muita gente imagina.
Autoestima, na psicanálise, não é sobre se convencer de que se é ótimo, forte ou invencível.
É mais sobre poder se sustentar como sujeito, mesmo sabendo que há falhas, limites, histórias difíceis… e ainda assim sentir que se tem um lugar no mundo.
Desenvolver autoestima — aos 40, aos 50 ou aos 80 — é um processo que passa, muitas vezes, por um luto: o luto daquilo que se esperava ser… e não foi.
O luto do amor que se desejava ter recebido… e não veio.
O luto por uma infância que, talvez, não ofereceu espelhos bons onde você pudesse se ver com dignidade.
Mas é justamente ao reconhecer isso — e não ao negar — que algo novo pode nascer.
Porque enquanto a gente vive tentando compensar esse vazio, tentando ser “melhor” para merecer valor, a gente ainda está preso na lógica dos Outros.
Na análise, o que pode surgir é um movimento mais profundo: o de encontrar valor na própria história, mesmo com as faltas, mesmo com os tropeços.
Não um valor pronto, mas um valor construído — palavra por palavra, sessão por sessão, na escuta atenta de quem você foi… e de quem você está se tornando.
A psicanálise não oferece fórmulas fantasiosas para gostar de si.
Mas ela sustenta um espaço onde você pode se escutar com menos censura, com mais verdade.
E quando isso acontece… a autoestima deixa de ser um esforço e vira uma consequência.
Consequência de não precisar mais se esconder de si mesmo.
Então sim… é possível.
Não porque a análise ensina você a se amar — mas porque, ao longo do caminho, ela pode permitir que você se veja de outro modo.
E isso, às vezes, muda tudo.
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Olá, tudo bem? Eu tenho crise de nervos. Estou quietinha de repente fico muito nervosa,choro,grito,d
Olá, tudo bem? Eu tenho crise de nervos. Estou quietinha de repente fico muito nervosa,choro,grito,dou murros nas coisas, dou murros em mim,puxo meus cabelos,e as vezes junta muita saliva na boca. Isso dura pouco tempo, depois passa e eu me sinto calma até demais. O que pode ser isso ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você me conta algo muito importante, e agradeço pela confiança. Essa ‘crise de nervos’ que aparece de forma tão intensa — com choro, gritos, agressividade contra si mesma, e até essa sensação de muita saliva — parece vir de um lugar dentro de você que quer dizer algo, mas talvez ainda não encontrou palavras.
O fato de você sentir uma calma ‘até demais’ logo depois também é muito significativo. Na psicanálise, entendemos que o corpo muitas vezes fala quando as palavras faltam. Não se trata apenas de um problema ‘nervoso’, mas de algo mais profundo que merece ser escutado com cuidado — não para te rotular, mas para te acompanhar a descobrir o que está em jogo.
Se você quiser, podemos juntos escutar o que essas crises estão tentando expressar. Às vezes, quando algo não tem como sair em palavras, acaba saindo em forma de gesto, de ataque, de excesso.
O mais importante agora é saber que você não está sozinha e que isso pode ser acolhido e trabalhado.
Perguntas frequentes
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É obrigatório estar tomando anticocepcional para fazer uso do roacutan?
Para pessoas que possam engravidar é necessário o uso de método contraceptivo…