Perguntas do paciente (9094)

  • O que são subgrupos no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    O que são subgrupos no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Os subgrupos ajudam profissionais a identificar padrões predominantes e adaptar intervenções. Por exemplo, pacientes mais impulsivos podem se beneficiar de estratégias de pausa e manejo de risco; já aqueles com sensibilidade interpessoal elevada precisam de foco em mentalização e vínculos. Subgrupos orientam prioridades terapêuticas, melhoram o planejamento e tornam o tratamento mais individualizado.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES


  • Pensamento intrusivo pode aparecer uma única vez na mente?

    Pensamento intrusivo pode aparecer uma única vez na mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Sim, pensamentos intrusivos podem ocorrer apenas uma vez. Eles são fenômenos mentais involuntários que podem surgir isoladamente, especialmente em momentos de estresse, ansiedade ou fadiga. O fato de aparecerem não significa transtorno ou risco. O que importa clinicamente é a frequência, intensidade, impacto emocional e se geram comportamentos compulsivos ou evitativos. Caso causem sofrimento persistente, é importante conversar com um profissional de saúde mental.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • De que forma os profissionais de psicologia e psiquiatria lidam com os desafios no atendimento e tra

    De que forma os profissionais de psicologia e psiquiatria lidam com os desafios no atendimento e tratamento de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Eles trabalham com consistência, limites claros, validação emocional e comunicação integrada. O psicólogo foca em regulação emocional, mentalização e padrões relacionais. O psiquiatra atua reduzindo impulsividade e instabilidade com medicação quando necessário. Ambos precisam lidar com rupturas, idealização e desvalorização, mantendo postura estável e acolhedora. A colaboração entre eles é essencial para segurança e evolução clínica.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Comecei tomar ecitalopram a 5 dias é normal sentir tanta tontura e mal estar ?

    Comecei tomar ecitalopram a 5 dias é normal sentir tanta tontura e mal estar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Sintomas como tontura, náusea, mal-estar e leve agitação podem ocorrer nas primeiras semanas de uso de escitalopram. Muitas pessoas relatam desconfortos iniciais que tendem a diminuir conforme o organismo se adapta. Mesmo assim, é essencial comunicar seu médico, especialmente se os sintomas forem intensos, persistirem ou piorarem. Apenas um profissional pode avaliar sua segurança e necessidade de ajustes.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • O vazio crônico pode ser considerado um fator de sofrimento psíquico?

    O vazio crônico pode ser considerado um fator de sofrimento psíquico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Sim. O vazio crônico é uma das experiências mais dolorosas relatadas por pacientes com TPB. Ele gera desesperança, instabilidade emocional, impulsividade e dificuldade em manter vínculos. Também contribui para crises e comportamentos autodestrutivos. Trabalhar esse vazio é essencial para melhorar autoestima, identidade e qualidade de vida.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Como o vazio crônico pode ser diferenciado de sentimentos normais de solidão?

    Como o vazio crônico pode ser diferenciado de sentimentos normais de solidão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A solidão é uma resposta emocional a estar sem companhia ou sem conexão momentânea. Já o vazio crônico é interno, persistente e independe da presença de outras pessoas. Mesmo rodeado de amigos, o paciente pode sentir falta de identidade, propósito e sentido. O vazio é mais profundo, duradouro e associado à instabilidade emocional e identitária do TPB.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • De que maneira o vazio crônico afeta a qualidade de vida dos pacientes com Transtorno de Personalida

    De que maneira o vazio crônico afeta a qualidade de vida dos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A solidão é uma resposta emocional a estar sem companhia ou sem conexão momentânea. Já o vazio crônico é interno, persistente e independe da presença de outras pessoas. Mesmo rodeado de amigos, o paciente pode sentir falta de identidade, propósito e sentido. O vazio é mais profundo, duradouro e associado à instabilidade emocional e identitária do TPB.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado

    Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado uma pessoa difícil e estamos discutindo constantemente, nossa primeira discussão foi porque ele começou a questionar respostas de comentários das minhas fotos de 2022, época que eu não estava com ele, e nos comentários não tinha nada de mais. Ele sempre questiona coisas bobas e sempre faz muitas perguntas e quer saber muitos detalhes sempre, ele viu uma foto antiga com um amigo meu e começou a questionar, vocês estão muito perto não acha? Como vocês conversavam? porque tirou essa foto? para quem mandou? porque tirou para mandar para outra pessoa?... Isso me incomoda e ao falar sobre com ele, ele fala que só está tentando me entender melhor e que não tem culpa de eu só ter tido relacionamentos rasos e que passado importa para ele, isso está acabando com a minha cabeça e eu não estou conseguindo ficar feliz, pois sei que quando ele está perto e estamos conversando eu posso falar algo ou fazer e ele começar a questionar e acabar com o momento feliz. Ele já falou que não é ciúmes e nem desconfiança. Sinto que nenhuma resposta e o suficiente para ele. O que fazer? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Oi, sinceramente. Cuidado, relacionamentos abusivos começam assim.
    Saia dessa relação o quanto antes e busque apoio nas pessoas próximas a você.
    Certamente você merece mais. Não tente melhorar os comportamentos machistas dele nem se prenda a pessoas assim.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Como o psiquiatra avalia a evolução clínica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como o psiquiatra avalia a evolução clínica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Oi, é um prazer te ter por aqui.

    A evolução clínica no TPB é avaliada por meio de múltiplos domínios: estabilidade emocional, impulsividade, funcionamento interpessoal, identidade, autocontrole e capacidade de regulação afetiva. O psiquiatra observa redução de crises, menor intensidade de reações emocionais, diminuição de comportamentos autolesivos, melhora na tolerância à frustração e maior consistência nas relações. Também avalia adesão ao tratamento, resposta à medicação (quando indicada), frequência de recaídas e capacidade de usar estratégias terapêuticas aprendidas.
    Outro ponto importante é o funcionamento global: rotina, trabalho, estudos, vínculos e autonomia. A evolução no TPB é gradual e não linear, mas o psiquiatra identifica padrões de melhora sustentada ao longo do tempo. A avaliação é sempre integrada com psicoterapia, especialmente DBT, TFP ou MBT.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento online em todo o Brasil e presencialmente em Vitória‑ES
    Abraços


  • Estou numa relação e aconteceu uma interação com um amigo que me deixou desconfortável. O meu parcei

    Estou numa relação e aconteceu uma interação com um amigo que me deixou desconfortável. O meu parceiro não ficou incomodado quando lhe contei, mas desde então tenho pensamentos repetitivos sobre se fiz algo errado. Passo muito tempo a rever mentalmente o que aconteceu, a analisar cada detalhe e a sentir culpa, apesar de procurar confirmação junto de outras pessoas. Como posso lidar com esta necessidade constante de ter a certeza de que não fiz algo errado? Sinto a necessidade de perguntar a toda a gente se considera traição, se eu agi errado, e minha cabeça fica o tempo todo “isso é traição” “coitado do seu namorado, vc não merece ele” “será que eu dei abertura?” “Será que eu fiz com intenção?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O que você descreve parece um padrão de ansiedade com traços obsessivos: você revisa a cena, busca certeza absoluta e, mesmo recebendo validação, a culpa volta. Isso é típico de “ruminação moral”. O caminho envolve reduzir pedidos de confirmação, aceitar que não existe garantia total e trabalhar isso em terapia, especialmente com TCC focada em culpa, perfeccionismo e medo de ser “má pessoa”. A intenção real importa mais do que o cenário imaginado.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • O que acontece se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) interrompe a medicação

    O que acontece se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) interrompe a medicação sem orientação médica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Oi, é um prazer te ter por aqui.

    Interromper medicação sem orientação pode gerar descompensação emocional, aumento de impulsividade, irritabilidade, instabilidade afetiva, piora de sintomas ansiosos e depressivos, além de risco de recaída em comportamentos autolesivos. Alguns medicamentos, quando interrompidos abruptamente, podem causar sintomas de abstinência, efeitos rebote e desregulação neuroquímica.
    No TPB, a medicação não trata o transtorno em si, mas sintomas associados (ansiedade, humor, impulsividade). A interrupção súbita pode desorganizar o equilíbrio emocional conquistado. Por isso, qualquer ajuste deve ser feito de forma gradual e supervisionada.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento online em todo o Brasil e presencialmente em Vitória‑ES
    Abraços


  • O que o psiquiatra deve orientar sobre uso de múltiplos medicamentos no Transtorno de Personalidade

    O que o psiquiatra deve orientar sobre uso de múltiplos medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Oi, é um prazer te ter por aqui.

    O psiquiatra deve orientar que o uso de múltiplos medicamentos deve ser criterioso, com foco em sintomas-alvo específicos. No TPB, polifarmácia excessiva não é recomendada, pois aumenta risco de efeitos colaterais, interações e dependência psicológica da medicação. O ideal é usar o mínimo necessário, priorizando psicoterapia como tratamento principal.
    O psiquiatra também deve explicar a função de cada medicamento, tempo de ação, possíveis efeitos adversos e a importância de não ajustar doses por conta própria.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento online em todo o Brasil e presencialmente em Vitória‑ES
    Abraços


  • Qual é o papel da psicoeducação no uso de medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TP

    Qual é o papel da psicoeducação no uso de medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Oi, é um prazer te ter por aqui.

    A psicoeducação ajuda o paciente a entender que a medicação não “cura” o TPB, mas auxilia na estabilização de sintomas que dificultam a psicoterapia. Ela esclarece expectativas realistas, reduz medo ou idealização da medicação, melhora adesão e diminui comportamentos impulsivos de interrupção abrupta.
    Também orienta sobre riscos, limites e importância da supervisão médica. A psicoeducação fortalece autonomia e responsabilidade no tratamento.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento online em todo o Brasil e presencialmente em Vitória‑ES
    Abraços


  • Olá. Gostaria de saber qual é a eficácia da combinação entre a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC

    Olá. Gostaria de saber qual é a eficácia da combinação entre a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e o EMDR para tratar o vício/compulsão em pornografia que se iniciou ainda na infância. Percebo que esse comportamento está profundamente enraizado e diretamente ligado a traumas e vivências dessa época. Gostaria de entender como essas abordagens atuam juntas para reprocessar o passado e regular a impulsividade no presente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A combinação entre Terapia Cognitivo‑Comportamental (TCC) e EMDR costuma ser especialmente útil quando o vício ou a compulsão em pornografia tem raízes em experiências adversas da infância. Cada abordagem atua em um nível diferente do funcionamento psicológico, e é justamente essa complementaridade que torna o tratamento mais profundo e eficaz.

    A TCC trabalha principalmente no presente, ajudando a identificar gatilhos, padrões automáticos de pensamento, crenças distorcidas e comportamentos que mantêm o ciclo compulsivo. Em casos de pornografia, isso inclui compreender como emoções difíceis — ansiedade, solidão, vergonha, sensação de vazio — se conectam ao impulso de buscar alívio imediato. A TCC oferece ferramentas práticas para regular impulsividade, fortalecer autocontrole, desenvolver alternativas comportamentais e construir uma relação mais saudável com o próprio corpo e com a sexualidade.

    O EMDR, por outro lado, atua diretamente nas memórias traumáticas que ficaram “presas” no sistema nervoso. Quando o comportamento compulsivo começou na infância, muitas vezes ele funcionou como uma forma de autorregulação diante de situações que a criança não tinha recursos para compreender ou enfrentar. O EMDR permite reprocessar essas experiências, reduzindo a carga emocional associada a elas. Isso diminui a necessidade de recorrer ao comportamento compulsivo como forma de anestesia emocional.

    Quando usadas juntas, as duas abordagens criam um movimento terapêutico em duas direções:

    Do passado para o presente, ao ressignificar traumas que alimentam a compulsão.

    Do presente para o futuro, ao desenvolver habilidades concretas para lidar com impulsos, emoções e situações de risco.

    Muitos pacientes relatam que, após o reprocessamento com EMDR, os gatilhos perdem força, e a TCC se torna mais eficaz porque a mente já não está lutando contra memórias dolorosas não resolvidas. É um processo gradual, mas profundo, que integra cura emocional e mudança de comportamento.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Olá. Ultimamente tenho notado uma oscilação constante de humor, caracterizada por irritabilidade ext

    Olá. Ultimamente tenho notado uma oscilação constante de humor, caracterizada por irritabilidade extrema, estresse frequente e episódios de raiva sem um motivo aparente. Gostaria de saber quais condições de saúde mental ou fatores biológicos costumam estar associados a esse quadro de irritabilidade persistente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Oscilações de humor com irritabilidade intensa, estresse constante e explosões de raiva sem um motivo claro podem ter várias origens — emocionais, psicológicas e também biológicas. Como esses sintomas estão trazendo sofrimento, é importante conversar com um profissional de saúde mental para uma avaliação cuidadosa. Ainda assim, posso te explicar os fatores mais comuns associados a esse quadro, para te ajudar a entender o que pode estar acontecendo.

    1. Condições de saúde mental frequentemente relacionadas
    Ansiedade crônica: quando o corpo permanece em estado de alerta, a irritabilidade costuma ser um dos primeiros sinais.

    Depressão: embora muitas pessoas associem depressão apenas à tristeza, irritabilidade e explosões de raiva são manifestações muito comuns, especialmente em adultos.

    Transtornos relacionados ao estresse: sobrecarga prolongada, exaustão emocional e sensação de estar sempre “no limite” podem gerar reações desproporcionais.

    Transtornos de humor, como ciclotimia ou bipolaridade, podem incluir períodos de irritabilidade marcada, mesmo sem euforia.

    Traumas não processados: experiências antigas podem deixar o sistema nervoso mais reativo, levando a respostas emocionais intensas diante de pequenos estímulos.

    2. Fatores biológicos que podem contribuir
    Alterações hormonais: tireoide, cortisol e outros hormônios influenciam diretamente o humor.

    Privação de sono: dormir mal por dias ou semanas aumenta drasticamente a irritabilidade.

    Uso de substâncias: álcool, estimulantes, cafeína em excesso ou abstinência de certas substâncias podem intensificar reações emocionais.

    Déficits nutricionais ou condições médicas, como anemia ou inflamações crônicas, também podem afetar o equilíbrio emocional.

    3. Por que isso acontece
    Quando o sistema nervoso está sobrecarregado — por estresse, trauma, ansiedade ou fatores biológicos — ele passa a reagir como se estivesse sempre em modo de defesa. Pequenos incômodos são interpretados como ameaças, e a irritabilidade surge como uma resposta automática.

    Se esses sintomas estão persistindo, vale muito a pena buscar um psicólogo ou psiquiatra. Eles podem ajudar a identificar a causa e orientar o tratamento adequado. Se quiser, posso te ajudar a entender como diferenciar esses fatores ou como conversar com um profissional sobre isso.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Como o psicólogo trabalha a impulsividade sexual no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como o psicólogo trabalha a impulsividade sexual no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Oi, é um prazer te ter por aqui.

    A impulsividade sexual no TPB é compreendida como uma tentativa de regular emoções intensas, aliviar vazio, evitar abandono ou buscar validação imediata. O psicólogo trabalha esse comportamento por meio de três eixos principais:

    1. Regulação emocional:
    Ensina o paciente a identificar gatilhos, reconhecer estados emocionais e usar estratégias alternativas (mindfulness, grounding, tolerância ao mal‑estar).

    2. Análise funcional:
    Explora o que antecede, mantém e reforça o comportamento sexual impulsivo. O objetivo é entender a função emocional do ato, não julgá-lo.

    3. Construção de identidade e autoestima:
    Muitos comportamentos impulsivos surgem de um senso frágil de identidade. O trabalho terapêutico fortalece autoconceito, limites pessoais e capacidade de dizer “não”.

    4. Habilidades interpessoais (DBT):
    O psicólogo ensina habilidades para lidar com rejeição, abandono, conflitos e intimidade sem recorrer à impulsividade.

    5. Tratamento de traumas:
    Quando há histórico traumático, técnicas como EMDR, DBT‑PE ou terapia focada em trauma ajudam a reduzir reatividade emocional.

    O foco não é “controlar o comportamento”, mas regular a emoção que o comportamento tenta resolver.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento online em todo o Brasil e presencialmente em Vitória‑ES
    Abraços


  • Qual é o papel do psicólogo no acompanhamento de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderl

    Qual é o papel do psicólogo no acompanhamento de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Oi, é um prazer te ter por aqui.

    O psicólogo identifica, monitora e intervém em comorbidades como depressão, ansiedade, TEPT, abuso de substâncias e transtornos alimentares. Ele ajuda a diferenciar sintomas, ajustar estratégias terapêuticas e coordenar cuidado com psiquiatras.
    Também trabalha regulação emocional, impulsividade, habilidades sociais e prevenção de recaídas. O psicólogo é o eixo central do tratamento, especialmente em DBT, TFP e MBT.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento online em todo o Brasil e presencialmente em Vitória‑ES
    Abraços


  • . Como deve ser o manejo de limites terapêuticos no atendimento de pacientes com Transtorno de Perso

    . Como deve ser o manejo de limites terapêuticos no atendimento de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Oi, é um prazer te ter por aqui.

    Limites terapêuticos no TPB precisam ser claros, consistentes e antecipados, não punitivos. O terapeuta define desde o início: horários, formas de contato extra‑sessão, manejo de crises, faltas, atrasos e temas de segurança (risco de vida). Esses limites funcionam como estrutura de apego seguro: previsível, firme e empática. Quebra de limites é trabalhada em sessão como material clínico, não como “falta de respeito”. O manejo adequado protege o paciente, o terapeuta e o vínculo.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento online em todo o Brasil e presencialmente em Vitória‑ES
    Abraços


  • Quais são os fatores que indicam melhor prognóstico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    Quais são os fatores que indicam melhor prognóstico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Oi, é um prazer te ter por aqui.

    No TEPT‑C, a dissociação costuma ser claramente ligada a gatilhos traumáticos: flashbacks, despersonalização, desrealização diante de lembranças ou contextos associados ao trauma. No TPB, a dissociação é mais reativa a estresse interpessoal, especialmente abandono e rejeição, e pode surgir como “apagões emocionais”, sensação de vazio ou desconexão súbita do self. Neuropsicologicamente, em TEPT‑C a dissociação é mais “trauma‑centrada”; em TPB, mais “relacional‑identitária”.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento online em todo o Brasil e presencialmente em Vitória‑ES
    Abraços


  • . Como psicólogos podem lidar com a transferência e contratransferência no Transtorno de Personalida

    . Como psicólogos podem lidar com a transferência e contratransferência no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
    No TPB, transferência e contratransferência tendem a ser intensas, rápidas e polarizadas. O paciente pode idealizar o terapeuta em um momento e desvalorizá‑lo no seguinte. O psicólogo precisa reconhecer suas próprias reações emocionais como material clínico, não como falha pessoal. Supervisão, terapia pessoal e um enquadre claro ajudam a manter estabilidade. Nomear, em sessão, os movimentos relacionais (“parece que agora eu fiquei muito ruim para você”) favorece mentalização. O objetivo não é “neutralizar” a contratransferência, mas usá‑la de forma consciente e ética.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    Fernadosegundo.com
    Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória-ES
    Abraços


Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.