Perguntas do paciente (1022)

  • Tenho apresentado episódios frequentes de tremor, fraqueza, sensação de que vou cair e suor frio. Ho

    Tenho apresentado episódios frequentes de tremor, fraqueza, sensação de que vou cair e suor frio. Hoje, por exemplo, tomei café da manhã às 8h e por volta das 9h30 comecei a sentir esses sintomas. Tenho diagnóstico de transtorno de ansiedade, então fico em dúvida se pode ser ansiedade ou hipoglicemia.
    Algo que percebo é que quando tomo água com açúcar ou como algo como uma banana, os sintomas vão melhorando aos poucos. Também já aconteceu quando passo muito do horário de almoçar. O que acho estranho é quando acontece logo depois do café da manhã, porque imagino que, como eu já me alimentei, não deveria estar com hipoglicemia.
    Esses episódios têm acontecido em casa e no trabalho e estão me deixando bastante incapacitado. Gostaria de saber quais podem ser as possíveis causas e qual especialista seria mais indicado para investigar esse quadro.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Tremor, fraqueza, suor frio e possível hipoglicemia: Os sintomas descritos podem ocorrer tanto em episódios de hipoglicemia quanto em crises de ansiedade, descarga adrenérgica, alterações da pressão arterial, anemia, distúrbios tireoidianos ou outras condições metabólicas. O fato de melhorarem após ingestão de carboidratos aumenta a necessidade de investigar hipoglicemia, mas não confirma o diagnóstico, pois os sintomas também podem desaparecer espontaneamente. O ideal é tentar medir a glicemia durante o episódio, se possível, e realizar avaliação com clínico geral ou endocrinologista, podendo ser necessários exames de glicemia, hemoglobina glicada, função tireoidiana, hemograma e investigação metabólica direcionada. Como os episódios estão frequentes e causando incapacidade, não é recomendável atribuí-los apenas à ansiedade sem investigação clínica.


  • Como o corpo absorve os hormônios produzidos pelo os ovários, quando retira trompas e útero? E essa

    Como o corpo absorve os hormônios produzidos pelo os ovários, quando retira trompas e útero? E essa condição pode causar consequência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Claro — e aqui existe uma distinção muito importante que costuma gerar bastante confusão. Deixei abaixo em formato direto para copiar e colar no Doctoralia, com linguagem acolhedora, científica e fácil de entender:

    Olá! Essa é uma dúvida excelente e muito comum depois da retirada do útero e das trompas. E a resposta pode ser tranquilizadora: se os ovários foram preservados, eles continuam produzindo hormônios normalmente, mesmo sem o útero e as trompas.

    Pense nos ovários como uma “fábrica de hormônios” e no útero como o local onde esses hormônios exercem parte importante de seus efeitos reprodutivos. A retirada do útero e das trompas não impede que os hormônios produzidos pelos ovários circulem pelo organismo.

    Os hormônios, como estradiol, progesterona e testosterona, são produzidos pelos ovários e liberados diretamente na circulação sanguínea. Portanto, eles não precisam passar pelo útero ou pelas trompas para chegar ao restante do corpo.

    Assim, se os ovários permanecem preservados:

    • continuam produzindo estrogênio;
    • continuam produzindo progesterona enquanto houver ciclos ovulatórios;
    • continuam produzindo pequenas quantidades de testosterona;
    • esses hormônios continuam circulando pelo sangue e atuando em ossos, cérebro, músculos, pele, vasos sanguíneos e outros tecidos.

    A principal diferença é que, após a retirada do útero, não haverá mais menstruação e não será possível engravidar, mesmo que os ovários continuem funcionando. A mulher também pode continuar apresentando oscilações hormonais e sintomas semelhantes à TPM, dependendo da atividade ovariana.

    E aqui vem uma informação particularmente interessante: retirar as trompas não significa retirar os ovários. A salpingectomia consiste na retirada das trompas, enquanto a ooforectomia é a retirada dos ovários. São procedimentos diferentes. A evidência atual indica que a retirada isolada das trompas, quando os ovários são preservados, não parece comprometer significativamente a função ovariana.

    Já quando os dois ovários também são retirados, a situação muda completamente. Nesse caso ocorre uma menopausa cirúrgica, porque a principal fonte de produção ovariana de estrogênio e progesterona deixa de existir. Os sintomas podem aparecer rapidamente, como ondas de calor, alterações do sono, secura vaginal, alterações de humor e redução da libido, além de consequências de longo prazo relacionadas principalmente à saúde óssea e cardiovascular.

    Existe ainda um detalhe que vale acompanhar: mesmo quando os ovários são preservados, alguns estudos sugerem que a histerectomia pode estar associada a uma redução mais precoce da função ovariana em algumas mulheres. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2023 encontrou alterações em marcadores como AMH, FSH, LH e inibina B após histerectomia, embora os resultados variem conforme idade, técnica cirúrgica e características da paciente.

    Portanto, resumindo de uma maneira bem simples:

    Útero retirado + trompas retiradas + ovários preservados = os ovários continuam produzindo hormônios.

    Útero + trompas + ovários retirados = ocorre perda importante da produção hormonal ovariana e menopausa cirúrgica.

    Ou seja: o útero não é o “canal por onde os hormônios entram no corpo”. Os ovários liberam os hormônios diretamente na circulação sanguínea. É como retirar a estrada, mas deixar a fábrica funcionando: a fábrica continua produzindo e distribuindo o produto por outra via.

    Se você passou por essa cirurgia e está percebendo queda de libido, ondas de calor, alterações do sono, ressecamento vaginal, cansaço, mudanças de humor ou alterações importantes na composição corporal, vale investigar se existe alguma alteração da função ovariana ou outra causa associada. A avaliação individual é muito mais útil do que simplesmente assumir que “retirou o útero, então os hormônios acabaram”.

    Se quiser, pode me informar sua idade, se os dois ovários foram preservados, quando foi realizada a cirurgia e quais sintomas você está apresentando atualmente. Com essas informações é possível entender melhor como está funcionando seu eixo hormonal e se existe alguma necessidade de investigação ou tratamento.


  • Boa noite... Como faço o desmame do Orlistate?????

    Boa noite...
    Como faço o desmame do Orlistate?????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Entendo a sua dúvida, porque quando uma pessoa usa uma medicação para auxiliar no emagrecimento é muito comum surgir a preocupação: “Será que posso parar de uma vez?” ou “preciso fazer um desmame?”. Essa é uma dúvida muito importante, pois o objetivo não é apenas perder peso, mas também conseguir manter os resultados com segurança.

    O orlistate funciona de uma forma diferente de alguns outros medicamentos para emagrecimento. Ele age principalmente no intestino, bloqueando parcialmente a ação de enzimas chamadas lipases, que são responsáveis por digerir as gorduras da alimentação. Com isso, uma parte da gordura ingerida deixa de ser absorvida e é eliminada pelas fezes.

    Diferentemente de alguns medicamentos que atuam diretamente no sistema nervoso central ou em hormônios relacionados à fome, o orlistate geralmente não causa dependência física e não exige obrigatoriamente um desmame. Em muitos casos, quando o médico decide suspender, ele pode ser interrompido diretamente.

    Porém, a melhor conduta depende da situação de cada pessoa:

    há quanto tempo você usa o orlistate;
    qual dose utiliza;
    quanto peso perdeu;
    se ainda existe dificuldade com controle alimentar;
    se há doenças associadas, como diabetes, hipertensão ou alterações de colesterol;
    qual foi o objetivo inicial do tratamento.

    Em algumas situações, o médico pode optar por uma retirada gradual ou por um período de adaptação, não porque o organismo “fica dependente” do medicamento, mas para acompanhar a resposta do corpo e ajudar na manutenção dos hábitos adquiridos.

    O ponto mais importante após suspender o orlistate é cuidar para que não ocorra um retorno do padrão alimentar que levou ao ganho de peso. Muitas pessoas têm dificuldade não porque o remédio “parou de funcionar”, mas porque a medicação ajudava a controlar parte do processo enquanto os hábitos ainda estavam em construção.

    Algumas estratégias ajudam bastante nessa fase:

    manter uma alimentação rica em proteínas e fibras;
    controlar a quantidade de gorduras e alimentos ultraprocessados;
    manter atividade física regular;
    acompanhar peso e medidas;
    trabalhar a relação com a comida, principalmente se existirem episódios de comer por ansiedade ou impulso.

    Minha orientação é: não suspenda ou faça alterações sozinho(a). Converse com o médico que acompanha seu tratamento para definir a melhor forma de retirada e avaliar se o objetivo do tratamento já foi alcançado.

    Se você puder informar:

    há quanto tempo usa o orlistate;
    qual dose (por exemplo, 120 mg ou outra);
    seu peso inicial e atual;
    se ainda sente muita fome ou vontade de comer por impulso;

    consigo explicar melhor como costuma ser feita a retirada no seu contexto.

    Espero que fique bem. O fato de você estar buscando informação antes de mudar o tratamento já demonstra um cuidado muito importante com a sua saúde.


  • Existe uma opção de tratamento para o hipotireoidismo além da medicação? quando há os sintomas (prin

    Existe uma opção de tratamento para o hipotireoidismo além da medicação? quando há os sintomas (principalmente queda capilar), o tsh flutuante, mas não chega no nível de entrar com medicação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Quando o TSH está alterado, mas ainda não há indicação clara de reposição hormonal, a conduta depende dos valores laboratoriais, sintomas, idade, presença de anticorpos e avaliação clínica. Nem toda queda capilar é causada pela tireoide: deficiência de ferro, alterações nutricionais, estresse e condições dermatológicas também podem contribuir. Em alguns casos, a observação periódica e investigação da causa são suficientes, sem necessidade imediata de levotiroxina. Uma avaliação endocrinológica individualizada ajuda a definir a melhor estratégia.


  • Teria alguma forma de tratar hipotireoidismo subclinico? eu sofro com os sintomas como desânimo freq

    Teria alguma forma de tratar hipotireoidismo subclinico? eu sofro com os sintomas como desânimo frequente, cabelo caindo há mais de anos (mesmo repondo as vitaminas), pés ressecados.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    O hipotireoidismo subclínico pode apresentar sintomas, mas eles não são específicos e podem ocorrer mesmo com TSH discretamente elevado. A decisão de tratar depende principalmente do nível do TSH, T4 livre, idade, presença de anticorpos antitireoidianos, sintomas, gestação ou planejamento gestacional e outros fatores clínicos. Quando não há indicação imediata de levotiroxina, pode-se realizar acompanhamento laboratorial periódico e investigar outras causas para queda de cabelo, desânimo e alterações de pele. O endocrinologista pode individualizar essa decisão.


  • A 2 anos fiz a retirada total da tireóides, desde então tomando levotiroxina corretamente, a mais de

    A 2 anos fiz a retirada total da tireóides, desde então tomando levotiroxina corretamente, a mais de uma semana estou com os batimentos baixos, meu exame do TSH deu 0,202.valor de referência 0,270 a 4,200 mcUI/ml,já marquei consulta com endocrinologista, pelo SUS tudo é muito complicado..o que fazer nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Após a retirada total da tireoide, o acompanhamento com endocrinologista é fundamental para ajustar a dose de levotiroxina, pois pequenas alterações podem modificar os níveis hormonais. Seu TSH de 0,202 mcUI/mL está discretamente abaixo do valor de referência, sugerindo uma possível reposição acima da necessidade atual, mas a interpretação depende também do T4 livre, dos sintomas e do motivo da tireoidectomia (por exemplo, câncer de tireoide ou bócio). Batimentos mais baixos podem ter diversas causas, nem sempre relacionadas apenas à tireoide. Enquanto aguarda a consulta, mantenha a medicação conforme prescrita e evite ajustes por conta própria. Caso apresente tontura intensa, desmaio, dor no peito, falta de ar ou piora importante dos batimentos, procure atendimento médico. Na consulta, o endocrinologista poderá avaliar exames e ajustar a reposição hormonal de forma segura.


  • Olá , tudo bem ? Médico me passou o fitoterápico Ellura , saberia me informar se ele corta o efei

    Olá , tudo bem ?

    Médico me passou o fitoterápico Ellura , saberia me informar se ele corta o efeito ou diminui a eficácia do drospirenona + etilinastrediol 3+3 ?

    terei que tomar durante 3 meses ele estou com medo

    Também estou tomando bactrim por 20 dias

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Ellura, à base de extrato de cranberry, não costuma apresentar interação relevante com a associação drospirenona + etinilestradiol que reduza sua eficácia contraceptiva. O uso de Bactrim (sulfametoxazol + trimetoprima) também não é considerado um dos antibióticos que comprovadamente reduzem a eficácia dos anticoncepcionais hormonais combinados. Entretanto, vômitos ou diarreia intensa podem comprometer a absorção do anticoncepcional. Mantenha o esquema prescrito e esclareça qualquer dúvida com seu médico ou farmacêutico.


  • Quem tem está com hashimoto sem acompanhamento pode tomar vacina de hepatite B?

    Quem tem está com hashimoto sem acompanhamento pode tomar vacina de hepatite B?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A presença de tireoidite de Hashimoto, por si só, não contraindica a vacinação contra hepatite B. A vacina é considerada segura para pessoas com doenças autoimunes da tireoide e não é necessário estar utilizando levotiroxina para recebê-la. As contraindicações são principalmente relacionadas a reação alérgica grave a uma dose anterior ou a algum componente específico da vacina. Portanto, na ausência dessas situações, o acompanhamento do Hashimoto não impede a imunização. Converse com seu médico ou serviço de vacinação para confirmar seu esquema.


  • Tirei a tiróide total tive tumor maligno a 8 anos tomo eutirox 088 estou perdendo peso E massa

    Tirei a tiróide total tive tumor maligno a 8 anos tomo eutirox 088 estou perdendo peso


    E massa muscular

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A perda de peso e de massa muscular após a retirada total da tireoide não é esperada apenas pelo fato da cirurgia ter ocorrido há 8 anos e merece investigação. Uma das possibilidades é que a dose de Euthyrox® 88 mcg esteja acima da sua necessidade, mantendo o TSH muito baixo e causando um estado de excesso de hormônio tireoidiano, o que pode levar à perda de peso e de massa muscular. No entanto, outras causas também devem ser consideradas, como alimentação inadequada, envelhecimento, doenças intestinais, diabetes ou outras condições clínicas.

    Como você teve câncer de tireoide, o alvo do TSH pode ser diferente conforme o tipo de tumor e o risco de recorrência. Por isso, é importante consultar seu endocrinologista para avaliar exames como TSH, T4 livre, tireoglobulina (quando indicada) e investigar a causa da perda de peso antes de ajustar a dose da medicação. Não altere o Euthyrox por conta própria.


  • Bom dia , Posso repartir o comprimido de Tapazol ?

    Bom dia , Posso repartir o comprimido de Tapazol ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Sim, o Tapazol® (metimazol) pode, em muitos casos, ser repartido quando isso é necessário para atingir a dose prescrita pelo médico, desde que o comprimido seja sulcado ou possa ser dividido de forma adequada. A divisão é uma prática comum quando são necessárias doses intermediárias.

    No entanto, é importante seguir exatamente a orientação do endocrinologista e não alterar a dose por conta própria, pois o tratamento do hipertireoidismo deve ser ajustado conforme os níveis de TSH, T4 livre e, em alguns casos, T3. Se houver dificuldade para dividir o comprimido ou dúvidas sobre a dose correta, converse com seu médico ou farmacêutico para verificar a melhor alternativa.


  • Diferentes médicos (endocrinologista, clínica geral, reumatologista, cardiologista) passaram pra min

    Diferentes médicos (endocrinologista, clínica geral, reumatologista, cardiologista) passaram pra minha mãe Sany D 2000UI, Ômega 3, prednisolona 20mg, rosuvastatina 20mg e pregabalina 75mg. Ela pode tomar eles em conjunto? Esqueceu de avisar que já estava tomando e não sabe se um influencia no outro. Desde já, muito obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    De modo geral, os medicamentos que sua mãe está utilizando — Sany D 2.000 UI (vitamina D), ômega-3, prednisolona 20 mg, rosuvastatina 20 mg e pregabalina 75 mg — podem ser utilizados juntos, pois não existe, entre eles, uma interação que torne essa combinação automaticamente proibida.

    Entretanto, como foram prescritos por médicos diferentes, é muito importante que todos saibam quais medicamentos ela já utiliza. Isso é chamado de conciliação medicamentosa e serve justamente para garantir que o tratamento como um todo seja seguro.

    Alguns pontos merecem atenção:

    • Vitamina D: pode ser utilizada junto com os demais. A dose deve ser avaliada de acordo com exames e com a situação clínica.

    • Ômega-3: geralmente pode ser associado aos outros medicamentos. Entretanto, se ela também utiliza AAS, clopidogrel, varfarina, rivaroxabana, apixabana ou outro medicamento que aumente o risco de sangramento, é importante avisar o médico.

    • Rosuvastatina: pode ser utilizada com os demais. Se surgir dor muscular forte, fraqueza muscular importante ou urina muito escura, ela deve procurar avaliação médica.

    • Pregabalina: pode causar sono, tontura e sensação de desequilíbrio, principalmente no início do tratamento. É importante ter cuidado para evitar quedas e não dirigir caso esteja sonolenta ou com reflexos prejudicados.

    • Prednisolona: é o medicamento que merece maior atenção. A dose de 20 mg é uma dose significativa de corticoide e os cuidados dependem principalmente de por quanto tempo ela deverá utilizá-la. Pode aumentar a glicose e a pressão, causar retenção de líquido, alterar o sono e o humor e, quando usada por períodos mais prolongados, afetar os ossos e aumentar o risco de infecções. Por isso, não deve ser interrompida por conta própria, especialmente se já estiver sendo utilizada há algum tempo.

    Portanto, não há necessidade de suspender os medicamentos apenas por terem sido prescritos por médicos diferentes, mas recomendo informar todos os médicos sobre tudo o que ela está tomando e, se possível, escolher um médico para coordenar o tratamento.

    Se puder, leve às consultas uma lista com todos os medicamentos, doses, horários, suplementos e exames recentes. Assim conseguimos verificar o tratamento completo com muito mais segurança.

    E fique tranquila: esquecer de informar um medicamento na consulta é algo que pode acontecer. O importante é corrigir essa informação agora para que todos os profissionais possam avaliar o tratamento em conjunto.


  • Diagnosticada com amenorréia hipotalamica há mais de 3 anos. Mesmo com redução da atividade física e

    Diagnosticada com amenorréia hipotalamica há mais de 3 anos. Mesmo com redução da atividade física e aumento do consumo calórico há mais de um ano, menstruação ainda não voltou. Tenho também hipotiroidismo. É possível reverter sem tomar anticoncepcional? Pretendo engravidar no próximo ano ou assim que o ciclo retornar. Devo passar com GO ou Endocrino?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A amenorreia hipotalâmica pode estar relacionada à baixa disponibilidade energética, estresse e excesso de atividade física, e sua recuperação pode ocorrer sem anticoncepcional quando os fatores desencadeantes são corrigidos. Entretanto, após mais de três anos sem menstruar, é importante realizar investigação completa e acompanhar possíveis repercussões ósseas e hormonais. Como existe hipotireoidismo e desejo de engravidar, o ideal é acompanhamento conjunto com ginecologista e endocrinologista. A avaliação pode verificar tireoide, eixo hormonal, estado nutricional e condições necessárias para uma gestação segura.


  • Estou tomando Noripurum na veia. A vida toda tive índice de ferro baixo mas junta havia dado anemia

    Estou tomando Noripurum na veia. A vida toda tive índice de ferro baixo mas junta havia dado anemia , mas agora é a primeira vez que estou fazendo reposição por ter iniciado uma enemia. Porém, estou me sentindo muito indisposta e cansada todos os dias. Meu corpo pode estar reagindo por nunca ter tido níveis mais altos de ferro? estou na 3° semana, estou tomando 1 vez do semana 2 ampolas no soro de 250, e vou tomar 8 vezes. e bls estpu repondo vitamina B12 injetavel a cada 10 dias. Mas minha disposição muita e com muito sono, pior que eu estava antes.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A indisposição persistente durante a reposição de ferro intravenoso não significa necessariamente que o organismo esteja “acostumado” a níveis baixos de ferro. A recuperação dos sintomas depende da causa e da intensidade da anemia, e pode levar algumas semanas, mesmo após o início da reposição. Também é importante confirmar hemoglobina, ferritina, vitamina B12, folato e outras possíveis causas de fadiga. Como o cansaço está intenso e persiste apesar do tratamento, recomendo comunicar o médico responsável para reavaliar a evolução e verificar se há outro fator associado.


  • Minha mãe costuma ter a FC em 72 bpm, porém ontem chegou a 54 e hoje pela manhã estava em 57. Ela di

    Minha mãe costuma ter a FC em 72 bpm, porém ontem chegou a 54 e hoje pela manhã estava em 57. Ela disse que não estava sentindo nada, mas fiquei preocupada. Qual especialista devemos procurar? Quais exames fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Entendo a sua preocupação, porque quando vemos a frequência cardíaca de uma pessoa que normalmente fica em um determinado valor e percebemos uma queda, é natural surgir a dúvida se existe algum problema. A boa notícia é que, em muitas situações, uma frequência cardíaca mais baixa pode ser algo normal, principalmente quando a pessoa está sem sintomas.

    A frequência cardíaca de repouso varia de pessoa para pessoa. Em adultos, valores entre aproximadamente 60 e 100 batimentos por minuto são frequentemente considerados a faixa de referência, mas algumas pessoas saudáveis podem apresentar frequências abaixo de 60, especialmente durante o sono, em repouso profundo ou em pessoas fisicamente ativas.

    No caso da sua mãe, uma frequência de 54 a 57 batimentos por minuto, estando ela sem tontura, desmaio, falta de ar, dor no peito, confusão, fraqueza intensa ou mal-estar, pode ser apenas uma bradicardia (frequência mais baixa) sem significado grave. Porém, como houve uma mudança em relação ao padrão habitual dela, vale investigar com calma, principalmente se isso persistir.

    O especialista mais indicado para avaliar é o cardiologista, que poderá analisar a frequência cardíaca junto com o histórico completo, medicamentos utilizados, pressão arterial e exame físico.

    Alguns exames que podem ser considerados pelo médico incluem:

    1. Eletrocardiograma (ECG)
    É um dos exames iniciais mais importantes. Ele mostra o ritmo do coração e pode identificar alterações na condução elétrica, como bloqueios ou alterações do ritmo.

    2. Holter de 24 horas (ou monitorização prolongada)
    É um aparelho que registra os batimentos durante o dia e a noite. É útil para saber se a frequência fica baixa apenas em alguns momentos ou se existe alguma alteração persistente.

    3. Exames de sangue
    Podem ser solicitados conforme a avaliação, incluindo:

    hormônios da tireoide (TSH e T4 livre), pois alterações da tireoide podem diminuir os batimentos;
    eletrólitos como potássio e sódio;
    outros exames conforme o caso clínico.

    4. Ecocardiograma
    Pode ser indicado para avaliar a estrutura e o funcionamento do coração, principalmente se houver suspeita de alguma alteração cardíaca associada.

    Também é importante revisar os medicamentos que ela usa. Alguns remédios podem reduzir a frequência cardíaca, como alguns medicamentos para pressão, arritmias, ansiedade ou coração.

    Minha orientação é: se ela continua bem, sem sintomas, não parece uma situação de emergência apenas pelo número, mas é prudente marcar uma avaliação com um cardiologista para entender por que houve essa mudança.

    Procurem atendimento mais rapidamente se aparecerem sinais como:

    desmaio ou quase desmaio;
    tontura importante;
    dor no peito;
    falta de ar;
    confusão mental;
    fraqueza intensa;
    frequência muito baixa (por exemplo, próxima ou abaixo de 40 bpm), principalmente com sintomas.

    Se puder informar a idade da sua mãe, quais medicamentos ela usa (principalmente para pressão ou coração), se ela pratica atividade física, qual a pressão arterial dela e como foi medida essa frequência (relógio, aparelho de pressão ou manualmente), consigo ajudar a contextualizar melhor esse achado.


  • Olá, Faço tratamento com glifage 500 e Espirolactona 50mg para SOP e a endocrino recomendou toma

    Olá,

    Faço tratamento com glifage 500 e Espirolactona 50mg para SOP e a endocrino recomendou tomar sibutramina 15mg, pois estou acima do peso, tem algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Em geral, não há uma interação medicamentosa importante entre Glifage® (metformina), espironolactona e sibutramina, e essa associação pode ser utilizada em pacientes com síndrome dos ovários policísticos (SOP) e excesso de peso quando há indicação médica.

    No entanto, a sibutramina pode aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca, além de causar insônia, ansiedade e palpitações em algumas pessoas. Por isso, antes e durante o tratamento, é importante avaliar se você tem hipertensão, doenças cardiovasculares ou outras contraindicações. A perda de peso pode contribuir para melhorar a resistência à insulina, a SOP e a regularidade menstrual, potencializando os benefícios do tratamento.

    Mantenha o acompanhamento com seu endocrinologista e informe caso apresente palpitações intensas, dor no peito, aumento importante da pressão arterial ou outros efeitos adversos durante o uso da sibutramina.


  • Tenho 50 anos e minha endocrinologista receitou rosuvastatina de 10mg ao dia, estou com medo de toma

    Tenho 50 anos e minha endocrinologista receitou rosuvastatina de 10mg ao dia, estou com medo de tomar, pois vi na bula que causa câimbras entre outros efeitos colaterais musculares, dores, gostaria de saber no meu caso eu nunca tive câimbras, tenho que tomar algum tipo de magnésio pra não ter câimbras? o que fazer pra minimizar os efeitos colaterais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A rosuvastatina pode causar sintomas musculares em uma parcela dos pacientes, mas isso não significa que quem inicia o tratamento necessariamente terá câimbras ou dores. Não é recomendado utilizar magnésio preventivamente apenas para evitar esse efeito, especialmente sem evidência de deficiência. Para reduzir riscos, é importante utilizar a dose prescrita, informar ao médico sobre outros medicamentos e comunicar o surgimento de dor muscular persistente, fraqueza ou sintomas intensos. A necessidade da estatina deve ser avaliada conforme o risco cardiovascular individual.


  • Qual contraceptivo é mais eficaz para terapia de reposição hormonal em mulheres trans? Diane 35 ou P

    Qual contraceptivo é mais eficaz para terapia de reposição hormonal em mulheres trans? Diane 35 ou Perlutan?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Essa é uma dúvida muito importante — e aqui existe uma diferença que faz toda a diferença: Diane 35 e Perlutan são anticoncepcionais e não são considerados esquemas adequados de terapia hormonal para mulheres trans.

    Em mulheres trans, o objetivo da terapia hormonal é promover feminização de forma eficaz e segura, buscando níveis hormonais fisiológicos femininos. Para isso, geralmente se utiliza estradiol, associado ou não a um medicamento para reduzir a ação da testosterona, dependendo de cada caso.

    O Diane 35 contém etinilestradiol + acetato de ciproterona. Embora tenha efeito antiandrogênico, o etinilestradiol não é recomendado como primeira escolha para terapia hormonal feminilizante, principalmente devido ao perfil de risco cardiovascular e tromboembólico.

    Já o Perlutan, que é uma formulação hormonal injetável utilizada como anticoncepcional, também não é recomendado como substituto da terapia hormonal feminilizante. A composição e a farmacocinética não foram desenvolvidas para proporcionar o controle hormonal necessário na terapia de afirmação de gênero.

    Ou seja: não é uma questão de escolher qual dos dois “feminiza mais”. A pergunta mais importante é: qual esquema proporciona a feminização desejada mantendo o menor risco possível?

    Atualmente, as recomendações internacionais favorecem o uso de 17β-estradiol, geralmente por via transdérmica ou oral, com ajuste individualizado. Quando necessário, pode-se associar um antiandrogênico, como espironolactona ou outro agente apropriado, dependendo do país, disponibilidade, exames e características clínicas.

    Outro ponto importante: doses maiores não significam necessariamente feminização proporcionalmente maior. Existe um limite em que aumentar o estradiol pode aumentar os riscos sem necessariamente melhorar o resultado. Por isso, o acompanhamento deve considerar sintomas, testosterona, estradiol, pressão arterial, perfil metabólico e fatores individuais de risco.

    Além disso, se houver histórico de trombose, tabagismo, enxaqueca com aura, hipertensão, doença cardiovascular ou outros fatores de risco, a escolha da via de administração do estradiol merece ainda mais atenção. Em determinadas situações, a via transdérmica pode apresentar um perfil de segurança mais favorável.

    Portanto, se você está pensando em iniciar ou modificar uma terapia hormonal, eu não recomendaria utilizar Diane 35 ou Perlutan por conta própria para esse objetivo. O ideal é fazer uma avaliação individualizada com endocrinologista ou profissional com experiência em saúde de pessoas trans.

    E aqui está a parte boa: não precisamos escolher entre “feminizar bastante” e “ser seguro”. O objetivo de uma boa terapia hormonal é justamente buscar os dois: feminização adequada + segurança.

    Se você quiser, posso avaliar com você idade, medicamentos atuais, histórico de trombose/enxaqueca, tabagismo, pressão arterial e exames hormonais, e explicar quais são as opções atualmente mais utilizadas e por que uma pode ser mais adequada que outra.


  • Faz 3 dias que comecei a tomar Contrave. E estou com algumas pintinhas vermelhas no rosto, é normal?

    Faz 3 dias que comecei a tomar Contrave. E estou com algumas pintinhas vermelhas no rosto, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    O aparecimento de pintinhas vermelhas no rosto três dias após iniciar Contrave (naltrexona + bupropiona) merece atenção, pois não é possível determinar à distância se existe relação com o medicamento. Alterações cutâneas novas podem representar desde irritação até reação de hipersensibilidade. Observe se há coceira, inchaço, manchas espalhadas ou progressão das lesões. Se houver inchaço de lábios ou face, dificuldade para respirar, descamação ou piora rápida, procure atendimento imediatamente. Antes de continuar ou interromper o tratamento, entre em contato com o médico que prescreveu.


  • Boa noite ! Gostaria de saber se é normal sentir tremores , tomando bupropiona +naltrexona +topirama

    Boa noite ! Gostaria de saber se é normal sentir tremores , tomando bupropiona +naltrexona +topiramato manipulado, já fazia uso algum tempo, consegui emagrecer 15 quilos, só que parei de emagrecer, deu um tempo na medicação, e agora voltei novamente,mas estão aparecendo estes sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Tremores podem ocorrer durante o uso de bupropiona e também podem estar relacionados a alterações de dose, ansiedade, cafeína, glicemia ou outras condições. Como você interrompeu e posteriormente reiniciou uma combinação de bupropiona, naltrexona e topiramato, é importante avaliar a relação temporal entre o retorno da medicação e os sintomas. Não aumente, reduza ou associe outros medicamentos por conta própria. Uma avaliação médica pode verificar pressão arterial, frequência cardíaca, eletrólitos e demais fatores, além de definir se o esquema atual continua adequado.


  • Boa tarde! Tomei um comprimido de syntroid as 7h da manhã e por engano tomei novamente após o almo

    Boa tarde!
    Tomei um comprimido de syntroid as 7h da manhã e por engano tomei novamente após o almoço as 13h, quais os ricos?
    Agradeço desde já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Tomar uma dose extra de Syntroid® (levotiroxina) por engano, no mesmo dia, geralmente não causa complicações graves na maioria das pessoas, principalmente quando é um episódio isolado. Como a levotiroxina tem ação prolongada no organismo, o excesso de uma única dose costuma ser bem tolerado.

    O que pode ocorrer é o aparecimento de sintomas de excesso de hormônio da tireoide nos próximos dias, como palpitações, aceleração dos batimentos cardíacos, tremores, ansiedade, irritabilidade, insônia, suor excessivo, sensação de calor ou desconforto no peito. O risco depende da dose habitual que você usa, sua idade e se possui problemas cardíacos.

    Em geral, não é necessário realizar medidas especiais após uma dose duplicada isolada, mas não dobre a dose novamente no dia seguinte. Mantenha o esquema habitual conforme orientação do seu médico. Se surgirem sintomas importantes, principalmente dor no peito, falta de ar ou palpitações persistentes, procure avaliação médica.

    Se informar qual a dose do Syntroid que você usa (25, 50, 75, 88, 100 mcg etc.), sua idade e se fez retirada total da tireoide, consigo orientar com mais precisão.


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