Perguntas do paciente (1022)
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Boa tarde.. faço uso de 1ml de testosterona por semana de acordo com o médico é uma base boa pra aum
Boa tarde.. faço uso de 1ml de testosterona por semana de acordo com o médico é uma base boa pra aumento de massa magra estou dentro do limite? Ou está alta a dosagem? Devo buscar uma outra opinião? Alguém pode me orientar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Boa tarde! Entendo perfeitamente a sua dúvida — quando alguém começa testosterona com o objetivo de ganhar massa muscular, é muito natural olhar para a dose e pensar: “Será que estou dentro do limite ou estou exagerando?”
Um ponto fundamental é que “1 mL por semana” não informa, sozinho, a dose de testosterona. O que realmente importa é a concentração do produto. Por exemplo, 1 mL de uma apresentação pode conter 100 mg, enquanto outra pode conter 200 ou 250 mg. Portanto, precisamos saber qual testosterona está sendo utilizada, a concentração em mg/mL, a apresentação e o intervalo entre as aplicações.
Além disso, existe uma diferença importante entre terapia de reposição de testosterona e utilizar testosterona com finalidade predominantemente estética ou para aumento de massa muscular.
Na reposição hormonal, o objetivo é corrigir uma deficiência comprovada e manter a testosterona em uma faixa fisiológica, acompanhando sintomas e exames. Já utilizar doses com objetivo de produzir níveis supr fisiológicos para aumentar massa muscular é outra situação, com maior exposição a riscos e sem ser considerada simplesmente uma “dose de reposição”.
Por isso, eu não recomendaria aumentar, reduzir ou interromper a testosterona apenas com base no volume em mL.
Durante o acompanhamento, é importante avaliar não apenas a testosterona, mas também parâmetros como:
• testosterona total e, quando indicado, livre;
• SHBG;
• hemograma e hematócrito;
• pressão arterial;
• perfil lipídico;
• função hepática conforme o contexto;
• PSA e avaliação prostática quando indicada pela idade e fatores de risco;
• estradiol em situações selecionadas;
• sintomas clínicos e resposta ao tratamento.
Um dos pontos que mais merece atenção é o hematócrito. A testosterona pode aumentar a produção de glóbulos vermelhos e, quando há eritrocitose importante, o tratamento precisa ser reavaliado pelo médico.
E aqui está uma informação que costuma surpreender: mais testosterona não significa necessariamente mais resultado. Existe um ponto em que aumentar a exposição hormonal aumenta principalmente os riscos, enquanto os benefícios adicionais podem ser pequenos. O objetivo de um tratamento bem conduzido é encontrar a menor exposição necessária para atingir o objetivo terapêutico, e não simplesmente buscar o maior número possível no exame.
Portanto, buscar uma segunda opinião não significa desconfiar do seu médico. Pelo contrário: quando existe dúvida sobre dose, indicação ou acompanhamento, uma avaliação endocrinológica independente pode ser uma excelente forma de confirmar se a estratégia está adequada e segura.
Se quiser esclarecer isso de maneira objetiva, me envie o nome exato da testosterona que utiliza, a concentração escrita na ampola/frasco (mg/mL), sua idade, motivo pelo qual foi prescrita, testosterona antes do tratamento e seus exames mais recentes. Com essas informações conseguimos interpretar a dose corretamente — porque, nesse caso, o “1 mL” sozinho está contando apenas metade da história.
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Boa tarde! Estou tomando pregabalina 150 mg e comecei a tomar sibutramina 15 mg a 18 dias não vi nen
Boa tarde! Estou tomando pregabalina 150 mg e comecei a tomar sibutramina 15 mg a 18 dias não vi nenhuma diferença! É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Boa tarde! Entendo perfeitamente a sua expectativa — 18 dias tomando um medicamento e não perceber diferença pode dar aquela sensação de “será que está funcionando ou estou tomando placebo?”
A resposta curta é: 18 dias ainda é um período relativamente curto para avaliar todo o efeito da sibutramina, mas já é um momento importante para observar resposta, efeitos colaterais, pressão arterial e frequência cardíaca.
A sibutramina atua principalmente aumentando a sensação de saciedade e reduzindo a ingestão alimentar. O efeito sobre o peso acontece progressivamente, e não é esperado que necessariamente provoque uma grande mudança na balança nos primeiros dias.
No Brasil, a avaliação da resposta tem um critério bastante objetivo: se após 4 semanas de tratamento não houver perda de pelo menos 2 kg, é necessário reavaliar a estratégia terapêutica. Portanto, não significa que aos 18 dias o tratamento já tenha “falhado”, mas também não é interessante simplesmente continuar indefinidamente sem avaliar a resposta.
Existe ainda um detalhe muito importante no seu caso: a pregabalina pode favorecer ganho de peso em algumas pessoas. Isso não significa que ela impeça obrigatoriamente a perda de peso, mas pode funcionar como uma espécie de “freio” metabólico/comportamental enquanto estamos tentando emagrecer.
Por isso, eu gosto de avaliar mais do que apenas o número da balança. Nas primeiras semanas, podemos observar:
• peso e circunferência abdominal;
• fome ao longo do dia;
• episódios de compulsão ou beliscos;
• tamanho das refeições;
• saciedade após comer;
• sono e nível de atividade física;
• pressão arterial e frequência cardíaca.
Às vezes a primeira mudança não aparece imediatamente no peso: a pessoa percebe que fica satisfeita com menos comida, belisca menos ou consegue controlar melhor a fome. Esses sinais ajudam a entender se o medicamento está produzindo efeito.
Um ponto especialmente importante: a sibutramina não é um medicamento para ser usado sem acompanhamento, porque pode aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca. Ela é contraindicada em algumas condições cardiovasculares e em determinadas situações clínicas. O estudo SCOUT, publicado no New England Journal of Medicine, demonstrou aumento de eventos cardiovasculares em pacientes de alto risco tratados com sibutramina.
Além disso, a diretriz brasileira de 2025 recomenda não utilizar sibutramina em pacientes com obesidade e alto risco cardiovascular.
Então, em vez de pensar apenas “18 dias e não emagreci”, eu pensaria:
“Como meu organismo está respondendo ao tratamento e qual é a melhor estratégia para eu atingir meu objetivo com segurança?”
Se você quiser, pode me enviar idade, altura, peso atual, peso inicial, circunferência abdominal, pressão arterial, motivo pelo qual utiliza pregabalina e quais outros medicamentos usa. Com essas informações conseguimos avaliar se esses 18 dias estão dentro do esperado e, principalmente, se a estratégia escolhida está realmente fazendo sentido para você.
O objetivo não é simplesmente fazer a balança descer. É encontrar uma estratégia que reduza gordura, preserve massa muscular, controle a fome e seja sustentável no longo prazo. E isso é muito mais interessante do que simplesmente perseguir um número na balança.
Referências bibliográficas
James WPT, Caterson ID, Coutinho W, et al. Effect of Sibutramine on Cardiovascular Outcomes in Overweight and Obese Subjects. New England Journal of Medicine. 2010;363(10):905-917. doi:10.1056/NEJMoa1003114.
Cappelletti AM, et al. Consensus on pharmacological treatment of obesity in Latin America. Obesity Reviews. 2024;25. doi:10.1111/obr.13683.
Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO); Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Pharmacologic Treatment of Obesity in Adults and its Impact on Comorbidities: 2024 Update and Position Statement. Archives of Endocrinology and Metabolism. 2024.
Diretriz Brasileira Baseada em Evidências de 2025 para o Manejo da Obesidade e Prevenção de Doenças Cardiovasculares e Complicações Associadas à Obesidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2025.
U.S. Food and Drug Administration. Lyrica (pregabalin): Prescribing Information. Dados de ensaios clínicos sobre ganho ponderal associado à pregabalina.
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Minha vitamina d está em 21, fui ao endócrino e ele me receitou vitamina d3 2000ui 1 vez por dia. Ma
Minha vitamina d está em 21, fui ao endócrino e ele me receitou vitamina d3 2000ui 1 vez por dia. Mas vi que é necessário tomar vitamina k2 junto. Será necessário? Corre risco de tomar sem o k2?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Boa tarde! Essa é uma dúvida muito comum — principalmente porque a internet criou uma espécie de “dupla inseparável” chamada vitamina D + K2. Mas a ciência é um pouco mais tranquila do que parece.
Com uma vitamina D de 21 ng/mL, a conduta do seu endocrinologista de utilizar vitamina D3 2.000 UI ao dia é uma estratégia bastante utilizada para corrigir ou melhorar níveis baixos de vitamina D, dependendo do seu contexto clínico.
E a pergunta principal: é obrigatório tomar vitamina K2 junto?
Não. Até o momento, não existe recomendação de rotina para associar vitamina K2 à vitamina D em adultos simplesmente porque estão fazendo reposição de vitamina D.
A vitamina K realmente participa do metabolismo ósseo e da ativação de proteínas relacionadas à mineralização óssea. Entretanto, isso não significa que toda pessoa que utiliza vitamina D precise necessariamente suplementar K2. Os estudos disponíveis ainda não demonstraram benefício clínico suficientemente consistente para recomendar K2 rotineiramente junto com vitamina D para prevenção de fraturas ou outras complicações em pessoas sem deficiência específica de vitamina K.
Portanto, tomar vitamina D3 2.000 UI/dia sem K2, quando essa foi a prescrição do seu endocrinologista, não significa que você esteja desprotegido(a) ou aumentando automaticamente o risco de “calcificação das artérias”.
Aliás, esse é um dos grandes mitos que circulam na internet: a ideia de que a vitamina D “joga cálcio nas artérias” e que a K2 seria obrigatória para impedir isso não é sustentada por evidências clínicas suficientes para justificar suplementação universal de K2.
O mais importante é utilizar a vitamina D na dose prescrita e, quando indicado, acompanhar a resposta por exames. Também precisamos considerar cálcio, função renal, alimentação, exposição solar, peso corporal, absorção intestinal e outras condições que podem interferir no metabolismo da vitamina D.
Outro detalhe interessante: 21 ng/mL não é uma situação de intoxicação ou excesso de vitamina D. Pelo contrário, é um valor que merece ser interpretado dentro do seu contexto clínico. Os pontos de corte podem variar conforme a população e a finalidade do tratamento, e as diretrizes mais recentes inclusive ressaltam que não existe um único valor de 25(OH)D que possa ser considerado universalmente “perfeito” para todas as pessoas.
Então, em resumo:
Vitamina D3 2.000 UI/dia: pode ser adequada, conforme sua avaliação médica.
Vitamina K2 junto: não é obrigatória de rotina.
Risco de tomar D3 sem K2: não há evidência de que essa associação seja necessária para evitar calcificação vascular em pessoas comuns.
E uma dica importante: não acrescente K2 por conta própria só porque viu que “D precisa de K2” na internet. Suplementação também é medicamento/intervenção e deve ter uma indicação individual.
Se você quiser, pode me enviar idade, cálcio, fósforo, PTH, creatinina, vitamina D, medicamentos em uso e se possui osteopenia/osteoporose ou alguma doença renal. Esses dados permitem avaliar muito melhor se existe alguma razão específica para pensar em vitamina K2 ou se a vitamina D isoladamente já é exatamente o que você precisa.
Às vezes, a melhor conduta é justamente aquela que parece simples: corrigir o que realmente está alterado, sem transformar o tratamento em uma coleção de suplementos.
Referências bibliográficas
Demay MB, Pittas AG, Bikle DD, et al. Vitamin D for the Prevention of Disease: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 2024;109(8):1907-1947. doi:10.1210/clinem/dgae290.
Mott A, Bradley T, Wright S, et al. Effect of Vitamin K on Bone Mineral Density and Fracture Risk: A Systematic Review and Meta-analysis. Journal of Bone and Mineral Research. 2022;37(11):2256-2268.
Shea MK, Booth SL. Concepts and Controversies in Evaluating Vitamin K Status in Population-Based Studies. Nutrients. 2016;8(1):8.
Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Calcium and Vitamin D. Washington, DC: National Academies Press; 2011.
Holick MF, Binkley NC, Bischoff-Ferrari HA, et al. Evaluation, Treatment, and Prevention of Vitamin D Deficiency: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 2011;96(7):1911-1930.
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Eu sou um homem quero ter corpo feminino. O que tomar?
Eu sou um homem quero ter corpo feminino. O que tomar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigado por confiar essa dúvida. Se o seu objetivo é desenvolver características corporais mais femininas, saiba que isso é possível por meio da terapia hormonal afirmativa de gênero, mas ela deve ser realizada com acompanhamento médico para que seja eficaz e, principalmente, segura.
De forma geral, a feminização corporal é obtida por meio da combinação de estrógeno e, em muitos casos, de um medicamento que reduz a ação da testosterona (antiandrógeno). O estrógeno promove mudanças como desenvolvimento das mamas, redistribuição da gordura para quadris e coxas, redução da massa muscular, pele mais fina e macia e diminuição gradual dos pelos corporais. Já o antiandrógeno ajuda a reduzir a influência da testosterona, potencializando esses efeitos.
É importante entender que não existe um "melhor hormônio" ou uma dose padrão para todas as pessoas. A escolha da medicação depende da idade, do estado de saúde, dos fatores de risco cardiovasculares, da função hepática e renal, do histórico de trombose, do tabagismo, dos medicamentos em uso e dos objetivos individuais de cada paciente.
Atualmente, as principais diretrizes internacionais recomendam que o tratamento busque manter os níveis de estradiol e testosterona dentro de faixas fisiológicas femininas, evitando doses excessivas. Utilizar doses maiores do que as recomendadas não acelera de forma significativa a feminização, mas aumenta o risco de complicações, como trombose venosa, embolia pulmonar, hipertensão, alterações hepáticas e outros efeitos adversos.
Antes de iniciar a terapia hormonal, normalmente são realizados exames para avaliar a saúde geral, incluindo hemograma, função hepática e renal, glicemia, perfil lipídico, eletrólitos e dosagens hormonais. Esses exames também são repetidos periodicamente para acompanhar a segurança e ajustar o tratamento quando necessário.
Também é importante ter expectativas realistas. As primeiras mudanças costumam aparecer nos primeiros meses, mas a feminização é um processo gradual. O desenvolvimento máximo das mamas, a redistribuição da gordura corporal e outras características podem levar de 2 a 5 anos, variando de acordo com fatores genéticos, idade e resposta individual ao tratamento.
Outro ponto importante é que a terapia hormonal faz parte de um cuidado mais amplo. Alimentação equilibrada, atividade física, acompanhamento da saúde mental e controle dos fatores de risco cardiovascular são fundamentais para obter bons resultados e preservar a saúde durante a transição.
Por fim, gostaria de fazer um alerta importante: evite utilizar hormônios por conta própria ou seguir esquemas encontrados na internet ou indicados por outras pessoas. Além de aumentar o risco de complicações, isso pode dificultar o alcance dos resultados desejados e mascarar problemas de saúde que precisam ser identificados antes do início da terapia.
As principais diretrizes científicas, como os Standards of Care da WPATH (World Professional Association for Transgender Health) e as recomendações da Endocrine Society, demonstram que a terapia hormonal afirmativa, quando realizada com acompanhamento médico e monitorização adequada, é um tratamento seguro, eficaz e associado à melhora da qualidade de vida, da autoestima e do bem-estar das pessoas trans.
Se esse é o seu objetivo, procure um endocrinologista ou um médico com experiência em terapia hormonal afirmativa. Assim, será possível elaborar um plano de tratamento individualizado, respeitando suas necessidades, sua saúde e os resultados que você deseja alcançar da forma mais segura possível.
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28 anos com 195 de testo e apresentando sintomas de baixa testosterona. Procurar um profissional é r
28 anos com 195 de testo e apresentando sintomas de baixa testosterona. Procurar um profissional é recomendado ou ainda é jovem para tratar testosterona baixa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo perfeitamente a sua dúvida — e, aos 28 anos, é muito importante não pensar que “sou jovem demais para investigar testosterona baixa”. Na verdade, a idade é justamente um motivo para investigar a causa com cuidado, e não para ignorar os sintomas.
Um resultado de testosterona total de 195 ng/dL é baixo para um homem adulto e merece avaliação médica, principalmente quando acompanhado de sintomas compatíveis, como redução da libido, alterações de ereção, cansaço, redução de força ou massa muscular, desânimo e dificuldade de concentração.
Mas existe um detalhe muito importante: um único exame não é suficiente para diagnosticar hipogonadismo. A testosterona varia bastante ao longo do dia e também pode cair temporariamente por doença aguda, privação de sono, alterações importantes de peso, alguns medicamentos e outras condições.
Por isso, as principais diretrizes recomendam confirmar o resultado com pelo menos duas dosagens de testosterona total, realizadas pela manhã, preferencialmente em jejum e em dias diferentes. Quando o resultado está baixo ou próximo do limite, também pode ser importante avaliar testosterona livre e SHBG.
E aqui está a parte mais importante: não devemos simplesmente “dar testosterona” porque o número veio baixo.
Aos 28 anos, precisamos descobrir por que a testosterona está baixa. A investigação geralmente inclui LH e FSH para diferenciar uma alteração testicular de uma alteração relacionada ao eixo hipotálamo-hipófise, e pode incluir prolactina, TSH, avaliação metabólica e outros exames conforme a história clínica.
Isso é especialmente importante porque algumas causas podem ser tratáveis e potencialmente reversíveis. Sono inadequado, obesidade, algumas medicações, alterações metabólicas, hiperprolactinemia e determinadas alterações do eixo hormonal são exemplos de situações que precisam ser identificadas antes de pensar em reposição.
E atenção a um detalhe que costuma passar despercebido: se você pretende ter filhos, não é recomendável simplesmente iniciar testosterona por conta própria. A testosterona exógena pode reduzir a produção de espermatozoides e comprometer a fertilidade.
Portanto, respondendo diretamente:
Sim, eu recomendaria procurar um endocrinologista ou urologista com experiência em saúde hormonal masculina.
Não porque você esteja “velho” ou porque necessariamente precise fazer reposição, mas justamente porque 28 anos + testosterona de 195 + sintomas é uma combinação que merece investigação adequada.
A boa notícia é que você não precisa chegar à consulta com a resposta pronta. O objetivo é descobrir o que está causando a alteração e qual tratamento realmente faz sentido para você.
Se quiser, pode levar para a consulta seus exames de testosterona anteriores e informar horário da coleta, se estava em jejum, sintomas, peso/altura, medicamentos utilizados, qualidade do sono e se existe desejo de preservar fertilidade. Essas informações podem mudar bastante a interpretação.
Em endocrinologia, às vezes o exame é apenas a ponta do iceberg. O verdadeiro trabalho é descobrir o que está acontecendo por baixo da superfície — e, quando encontramos a causa, o tratamento costuma ficar muito mais claro.
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Systen adesivo 25 mcg é bioidentico? Estou a 8 meses sem menstruar e foi me receitado junto con utra
Systen adesivo 25 mcg é bioidentico? Estou a 8 meses sem menstruar e foi me receitado junto con utragestan. Este também é bioidentico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Systen é um adesivo transdérmico que contém estradiol, uma forma de estrogênio molecularmente idêntica ao estradiol produzido pelo organismo. O Utrogestan contém progesterona micronizada, também estruturalmente idêntica à progesterona humana. O termo “bioidêntico”, porém, deve ser utilizado com cuidado, pois não significa automaticamente que o tratamento seja isento de riscos. A terapia hormonal deve ser individualizada conforme sintomas, idade, útero presente ou não, histórico clínico e fatores de risco.
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Canetas emagrecedoras, mesmo com a dose mínima de uso, pode causar perda de massa magra ? Como evita
Canetas emagrecedoras, mesmo com a dose mínima de uso, pode causar perda de massa magra ? Como evitar isso se também existe a inibição na vontade de comer (incluindo proteínas) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma pergunta muito importante e demonstra uma preocupação bastante pertinente. Muitas pessoas iniciam o uso de “canetas emagrecedoras” e pensam apenas no número da balança, mas o objetivo de um emagrecimento saudável não é apenas perder peso: é reduzir gordura corporal preservando o máximo possível de massa muscular.
As medicações como os análogos do GLP-1 (por exemplo, semaglutida e outras opções avaliadas pelo médico) podem levar à perda de massa magra em algumas pessoas durante o processo de emagrecimento. Isso acontece porque, quando há uma redução importante da ingestão calórica, o organismo pode utilizar não apenas gordura, mas também uma parte dos tecidos musculares como fonte de energia.
É importante esclarecer que isso não significa que a pessoa vai necessariamente perder músculo de forma importante. A composição da perda de peso depende muito de como o tratamento é conduzido. A perda de massa magra pode ser minimizada com algumas estratégias.
Um dos principais pontos é garantir uma ingestão adequada de proteínas. Como esses medicamentos reduzem a fome e aumentam a saciedade, algumas pessoas acabam comendo muito pouco e, sem perceber, reduzem também o consumo de proteínas. Por isso, é importante planejar a alimentação, priorizando fontes proteicas como carnes, ovos, peixes, leite e derivados, iogurte proteico, leguminosas (como feijão e lentilha) e outras opções conforme a preferência e orientação nutricional.
Outro fator fundamental é o treinamento de força (musculação ou exercícios resistidos). O músculo precisa receber um estímulo para entender que continua sendo necessário. Quando associamos uma boa ingestão proteica com exercícios de resistência, o corpo tende a preservar melhor a massa muscular durante o emagrecimento.
Além disso, alguns cuidados ajudam bastante:
evitar uma perda de peso extremamente rápida sem acompanhamento;
manter hidratação adequada;
ter uma rotina de sono de qualidade;
acompanhar a evolução não apenas pela balança, mas também por medidas corporais e, quando possível, avaliação de composição corporal.
Mesmo na dose inicial ou mínima, algumas pessoas podem ter redução importante do apetite, então a atenção deve ser individualizada. A dose menor não significa ausência de efeito, assim como uma dose maior não é automaticamente melhor; o tratamento deve buscar o equilíbrio entre perda de gordura, saúde metabólica e preservação muscular.
O ideal é encarar essas medicações como uma ferramenta dentro de um tratamento completo. A caneta pode ajudar a controlar a fome e facilitar o emagrecimento, mas a construção de hábitos que protegem a massa muscular é o que vai ajudar a manter os resultados no longo prazo.
Se você estiver usando ou pensando em usar uma dessas medicações, vale discutir com o médico e, se possível, com um nutricionista, principalmente para ajustar a quantidade de proteína e o treino de acordo com seu peso, objetivo e composição corporal.
Uma boa pergunta para levar ao acompanhamento é: “Estou perdendo principalmente gordura ou também músculo?” — porque essa é uma das informações mais importantes para avaliar a qualidade do emagrecimento.
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Boa noite ,tomei o Ezetimiba e puran juntos a noite por engano ,e já tinha tomado o puran de manhã,t
Boa noite ,tomei o Ezetimiba e puran juntos a noite por engano ,e já tinha tomado o puran de manhã,tem algum problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tomar uma dose extra de Puran T4 (levotiroxina) no mesmo dia, por engano, geralmente não causa problemas graves na maioria das pessoas, especialmente se foi um episódio isolado. Porém, como a levotiroxina tem ação prolongada, pode ocorrer alguma alteração temporária dos níveis hormonais, podendo causar sintomas como palpitações, tremores, ansiedade, insônia ou sensação de aceleração. A ezetimiba não costuma apresentar uma interação importante com a levotiroxina, mas o ideal é evitar tomar medicamentos juntos sem orientação, pois alguns podem interferir na absorção do hormônio da tireoide. Recomenda-se retornar ao uso habitual conforme prescrito e informar seu endocrinologista, principalmente se você não possui tireoide ou faz reposição em doses mais elevadas.
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É possivel ima mulher começar uma reposição hormonal segura aos 30 anos, com progesterona, estrogeni
É possivel ima mulher começar uma reposição hormonal segura aos 30 anos, com progesterona, estrogenio, testosterona etc...para fins estéticos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua pergunta é muito pertinente — e é compreensível pensar: “Se os hormônios podem melhorar pele, composição corporal e outros aspectos, por que não utilizá-los em pequenas doses?”
A resposta mais importante é: uma mulher de 30 anos pode, sim, precisar de terapia hormonal em determinadas situações, mas utilizar estrogênio, progesterona e principalmente testosterona exclusivamente para fins estéticos não é considerado uma indicação médica estabelecida.
Hormônios não funcionam exatamente como um suplemento de beleza. Eles são mais parecidos com o painel de controle do organismo: pequenas alterações podem produzir efeitos em vários sistemas ao mesmo tempo.
E o estrogênio e a progesterona?
Em uma mulher jovem com função ovariana normal, os ovários já produzem esses hormônios fisiologicamente. Portanto, acrescentá-los sem uma indicação específica não significa necessariamente obter uma versão “melhorada” do organismo.
A terapia hormonal pode ser extremamente importante e até protetora quando existe uma condição como insuficiência ovariana prematura, por exemplo. Nessa situação, a reposição de estrogênio é utilizada para reduzir sintomas e ajudar a proteger ossos e outros aspectos da saúde.
Mas isso é muito diferente de utilizar hormônios em uma mulher saudável simplesmente para melhorar estética, curvas corporais, pele ou composição corporal.
E a testosterona?
Aqui existe um detalhe particularmente importante.
As principais sociedades internacionais não recomendam testosterona para aumentar massa muscular, melhorar composição corporal, estética, energia, cognição ou bem-estar em mulheres saudáveis.
A melhor evidência disponível para testosterona em mulheres é bastante específica: existe benefício demonstrado principalmente para mulheres pós-menopáusicas com transtorno do desejo sexual hipoativo (HSDD), após avaliação clínica adequada. Mesmo nessa situação, recomenda-se utilizar doses que mantenham a testosterona dentro da faixa fisiológica feminina.
E isso é importante porque “dose pequena” não significa necessariamente “dose segura”. O efeito depende da concentração atingida no organismo, da formulação, da frequência e das características individuais.
Testosterona em excesso pode provocar acne, aumento de pelos faciais/corporais, queda de cabelo, alterações menstruais, aumento do clitóris e alterações metabólicas. Doses supr fisiológicas, implantes/pellets e determinadas formulações não são recomendados para fins estéticos.
Então não existe uma maneira segura de melhorar estética com hormônios?
Existe uma maneira muito mais interessante: primeiro descobrir se existe alguma alteração hormonal ou metabólica que esteja prejudicando o resultado estético que você deseja alcançar.
Por exemplo, dependendo da situação, podemos investigar:
• função tireoidiana;
• metabolismo glicídico;
• perfil lipídico;
• deficiência de ferro;
• vitamina D e outros micronutrientes quando indicados;
• função ovariana;
• ciclo menstrual;
• composição corporal;
• sono;
• alimentação;
• treinamento físico;
• medicamentos utilizados.
Às vezes, a pessoa acredita que precisa de “mais hormônio”, quando na verdade existe uma variável muito mais simples e corrigível por trás do problema.
Por isso, se seu objetivo é melhorar composição corporal, pele, distribuição de gordura, massa muscular ou outros aspectos estéticos, vale muito mais a pena fazer uma avaliação hormonal e metabólica individualizada antes de iniciar qualquer reposição.
E aqui está o ponto que considero mais importante:
não precisamos escolher entre “não fazer nada” e “tomar vários hormônios”. Existe um enorme espaço entre essas duas opções.
Uma boa avaliação serve justamente para descobrir o que realmente precisa ser corrigido e o que não precisa ser mexido.
Se você quiser, pode trazer seus exames, ciclo menstrual, medicamentos em uso, objetivos estéticos e composição corporal. A partir disso conseguimos avaliar se existe alguma alteração hormonal real ou se seria mais interessante trabalhar outras estratégias para alcançar o resultado desejado.
Em endocrinologia, muitas vezes o melhor tratamento não é colocar mais hormônio — é descobrir exatamente qual hormônio, se algum, realmente precisa ser corrigido. E isso evita transformar um objetivo estético perfeitamente legítimo em um problema hormonal criado pelo próprio tratamento.
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Fiquei sem tomar levotiroxina por 3 dias e preciso fazer exame de sangue de rotina, pois retirei a t
Fiquei sem tomar levotiroxina por 3 dias e preciso fazer exame de sangue de rotina, pois retirei a tireoide devido a um câncer. Esses poucos dias sem o remédio sāo suficientes para afetar o resultado significativamente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após tireoidectomia por câncer de tireoide, a levotiroxina pode ser utilizada não apenas para reposição hormonal, mas também, em alguns casos, para manter o TSH em determinada faixa como parte do acompanhamento oncológico. Interromper o medicamento por três dias pode alterar gradualmente os níveis hormonais, embora o impacto exato no exame dependa do tempo de suspensão e do objetivo do tratamento. Informe ao endocrinologista e ao laboratório sobre a interrupção antes da coleta para adequada interpretação dos resultados.
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Tomei meu anticoncepcional trimestral 30 de janeiro qnd devo tomar aproxima?
Tomei meu anticoncepcional trimestral 30 de janeiro qnd devo tomar aproxima?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Se você utiliza o anticoncepcional trimestral à base de acetato de medroxiprogesterona, e realizou a aplicação no dia 30 de janeiro, a próxima aplicação deverá ser feita aproximadamente 13 semanas depois, por volta do dia 30 de abril.
De forma prática:
• Última aplicação: 30/01
• Próxima aplicação: aproximadamente 30/04
O ideal é manter o intervalo recomendado para garantir a melhor eficácia contraceptiva possível. Caso tenha ocorrido algum atraso, não significa necessariamente que você esteja sem proteção, mas é importante avaliar quanto tempo passou e se houve relações sem preservativo nesse período.
Também vale lembrar que o anticoncepcional injetável não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, portanto o preservativo continua sendo importante quando houver risco de IST.
Se você me informar o nome exato do anticoncepcional trimestral que utiliza, posso confirmar o intervalo específico para o seu medicamento e orientar com maior precisão.
Às vezes, uma simples informação sobre a data da próxima aplicação já evita muita preocupação — e deixa o calendário trabalhar a nosso favor.
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qual exame devo fazer para analisar tireoide?
qual exame devo fazer para analisar tireoide?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo a sua dúvida, porque a tireoide é uma glândula pequena, mas com uma função muito importante no organismo. Ela participa do controle do metabolismo, energia, temperatura corporal, funcionamento do coração, intestino, humor e até da concentração. Por isso, quando existe alguma suspeita de alteração, é natural querer saber quais exames realmente avaliam a sua função.
Os principais exames para investigar a tireoide são:
1. TSH (hormônio estimulador da tireoide)
É geralmente o primeiro exame solicitado para avaliar a função da tireoide. Ele funciona como um “mensageiro” do cérebro para a tireoide, indicando se ela está trabalhando adequadamente.
TSH elevado pode sugerir que a tireoide está funcionando mais devagar (hipotireoidismo).
TSH baixo pode indicar que a tireoide está produzindo hormônios em excesso (hipertireoidismo).
2. T4 livre (tiroxina livre)
Avalia a quantidade do principal hormônio produzido pela tireoide que está disponível para agir no organismo. Normalmente é interpretado junto com o TSH para entender melhor o funcionamento da glândula.
3. Anticorpos da tireoide (quando há suspeita de doença autoimune)
Em algumas pessoas, o sistema imunológico passa a atacar a própria tireoide. Nesses casos, o médico pode solicitar:
Anti-TPO (anticorpo antiperoxidase): muito utilizado na investigação da tireoidite de Hashimoto, uma causa comum de hipotireoidismo.
Antitireoglobulina (Anti-Tg): também pode auxiliar na avaliação de doenças autoimunes da tireoide.
TRAb: pode ser solicitado quando há suspeita de doença de Graves, uma causa de hipertireoidismo.
4. Ultrassom de tireoide
O ultrassom não mostra diretamente se a tireoide está funcionando bem, mas avalia a estrutura da glândula, podendo identificar nódulos, cistos, aumento do tamanho da tireoide ou alterações sugestivas de inflamação.
Nem todas as pessoas precisam fazer todos esses exames. A escolha depende dos sintomas, do exame físico, do histórico familiar e dos resultados iniciais.
Alguns sinais que podem levar o médico a investigar a tireoide incluem:
cansaço persistente;
ganho ou perda de peso sem explicação;
queda de cabelo;
sensação de frio ou calor excessivo;
palpitações;
alteração do intestino;
ansiedade ou alterações de humor;
irregularidade menstrual;
aumento do volume do pescoço ou presença de nódulos.
Uma avaliação adequada evita interpretações isoladas. Por exemplo, um TSH levemente alterado nem sempre significa uma doença que precisa de tratamento imediato; é necessário analisar o contexto completo da pessoa.
Minha sugestão é conversar com seu médico sobre a necessidade de iniciar pelo TSH e T4 livre, que geralmente são a base da investigação, e acrescentar outros exames se houver indicação.
Se você puder informar sua idade, seus sintomas (se tiver), se há casos de tireoide na família, se usa algum medicamento e o motivo pelo qual deseja investigar a tireoide, consigo explicar quais exames costumam fazer mais sentido no seu caso.
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A Tirzepatida pode reduzir a absorção de medicamentos orais, ou serão totalmente absorvidos mas mais
A Tirzepatida pode reduzir a absorção de medicamentos orais, ou serão totalmente absorvidos mas mais lentamente? (Uso Nortriptilina e Dienogeste)
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo a sua preocupação, pois quando iniciamos uma medicação nova, principalmente uma medicação como a tirzepatida, é muito comum surgir a dúvida se ela pode interferir nos outros tratamentos que já usamos. Essa é uma pergunta muito importante, porque o horário e a forma como alguns medicamentos são absorvidos podem influenciar a eficácia deles.
A tirzepatida pertence a uma classe de medicamentos que atua nos receptores de GIP e GLP-1. Um dos seus efeitos é retardar o esvaziamento do estômago, principalmente nas primeiras semanas de uso e após aumentos de dose. Isso significa que o alimento e os medicamentos que estão no estômago podem passar mais lentamente para o intestino.
De forma geral, a tirzepatida não costuma “bloquear” a absorção dos medicamentos orais. O que pode acontecer é uma absorção mais lenta, ou seja, o medicamento pode demorar um pouco mais para atingir sua concentração máxima no sangue. Na maioria dos medicamentos, isso não causa uma perda significativa do efeito, mas existem algumas situações em que esse cuidado é mais importante.
No caso do dienogeste, que é um hormônio utilizado em algumas formulações contraceptivas ou tratamentos ginecológicos, existe uma atenção especial porque alterações na absorção podem teoricamente interferir na eficácia de medicamentos hormonais orais. Por isso, dependendo da apresentação utilizada e da indicação (por exemplo, anticoncepção), é importante conversar com o médico que acompanha o tratamento para avaliar se há necessidade de algum cuidado adicional, especialmente durante o início da tirzepatida e após aumentos de dose.
Em relação à nortriptilina, que é um antidepressivo tricíclico, a tirzepatida pode teoricamente alterar a velocidade com que ela chega ao sangue, mas não é esperado que ela simplesmente deixe de ser absorvida. O acompanhamento deve observar principalmente a resposta clínica: melhora dos sintomas, efeitos colaterais, sonolência, tontura, boca seca, palpitações ou outras alterações.
Alguns cuidados importantes:
não interrompa nenhum medicamento por conta própria;
informe ao médico todos os medicamentos de uso contínuo antes de iniciar ou ajustar a tirzepatida;
observe se houve mudança no efeito dos seus medicamentos após o início da medicação;
tenha atenção especial nas primeiras semanas e após aumento de dose.
Em resumo: a tirzepatida não costuma impedir que os medicamentos orais sejam absorvidos, mas pode retardar o esvaziamento gástrico e atrasar a absorção de alguns medicamentos, sendo necessário avaliar caso a caso, principalmente quando envolvemos medicamentos hormonais.
Se você puder informar a dose da tirzepatida, há quanto tempo iniciou, a dose da nortriptilina, qual é a indicação do dienogeste (anticoncepcional ou tratamento ginecológico) e se utiliza outros medicamentos, é possível orientar de forma mais específica e segura.
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Bom dia. Preciso de uma orientaçãos estou perdida agr. Diagnosticada com endometriose profunda, a mé
Bom dia. Preciso de uma orientaçãos estou perdida agr. Diagnosticada com endometriose profunda, a médica me passou dienogeste mas piorei n consequi me adaptar ao remédio. todos os meus sintomas pioraram drasticamente e "acordou" os focos. Agr to no desogestrel 75mcg e tb to sentindo que meu corpo n vai se adaptar com esse remédio devido alguns colaterais...estou pensando em ir ao Endócrinologista já que segundo a ginecologista tb tenho resistência a insulina e só com o glifage sinto uma melhora imensa mas quando faço uso desses médicamentos hormonais tenho uma piora muito grande e colaterais insuportáveis. A médica disse que tenho que tomar o anticoncepciona para evitar o avanco da doenca e novas lesões, mas não temho visto melhora em nenhum tratamento até o momento. Tomo glifage + desogestrel, só o glifage sozinho fico até mais funcional e melhor as vezes zerada de dores da endometriose mas com os medicamentos pro tratamento só piora. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A presença de efeitos adversos importantes com dienogeste e desogestrel merece reavaliação do esquema terapêutico, especialmente quando há piora significativa da qualidade de vida. A metformina pode melhorar parâmetros metabólicos em pacientes com resistência à insulina, mas não substitui o tratamento específico da endometriose. Como a resposta aos hormônios varia individualmente, é importante uma abordagem conjunta entre ginecologista e endocrinologista. A avaliação metabólica pode incluir glicemia, hemoglobina glicada, perfil lipídico, peso e outros marcadores conforme o caso.
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Passei por uma consulta e estou indo fazer o exame solicitado, mas estão pedindo a guia original, o
Passei por uma consulta e estou indo fazer o exame solicitado, mas estão pedindo a guia original, o que seria isso e como posso conseguir?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo a sua dúvida, porque essa situação realmente pode gerar confusão. Muitas pessoas fazem uma consulta, recebem a solicitação do exame e, no momento de realizar o procedimento, são informadas de que precisam da “guia original”, sem saber exatamente o que isso significa.
A guia original geralmente é o documento de solicitação do exame emitido pelo médico no momento da consulta. Ela contém as informações necessárias para que o laboratório, clínica ou serviço de imagem possa realizar o procedimento, como:
nome do paciente;
nome do exame solicitado;
justificativa ou hipótese diagnóstica (quando necessário);
data da solicitação;
identificação e assinatura do médico (ou assinatura digital válida);
registro profissional do médico.
Dependendo do local onde você fará o exame, eles podem exigir a via original em papel ou um documento digital considerado válido, principalmente quando o exame será realizado pelo convênio de saúde.
Para conseguir essa guia, você pode:
verificar se recebeu o pedido durante a consulta (impresso, por e-mail ou aplicativo);
acessar o sistema ou aplicativo da clínica onde foi atendido, caso a solicitação tenha sido enviada de forma digital;
entrar em contato com o consultório do médico e solicitar uma segunda via da guia;
confirmar com o laboratório ou convênio se aceitam a versão digital do pedido.
É importante não ficar preocupado: isso é uma exigência administrativa comum e não significa que há algum problema com o exame ou com a sua solicitação. Muitas vezes a pessoa simplesmente precisa apresentar o documento correto para que o procedimento seja autorizado e realizado.
Minha sugestão é entrar em contato com o local onde realizou a consulta e pedir uma cópia da solicitação do exame, explicando que foi informado que precisa da “guia original”. Eles poderão orientar qual formato é aceito.
Espero que consiga resolver rapidamente. Essas questões burocráticas acabam sendo mais complicadas do que deveriam, mas geralmente são simples de ajustar quando se identifica qual documento está sendo solicitado.
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Meu padrasto passou por surto psicotico, ele foi internado, mas logo recebeu alta. Porém após sair,
Meu padrasto passou por surto psicotico, ele foi internado, mas logo recebeu alta. Porém após sair, se recusa a tomar a medicação ou a ir consultar, recentemente o mesmo caiu de moto, está com o braço quebrado, e se recusa a ir no médico, diz que está bem, e que não precisa, quando tentamos conversar com ele, ele diz que não o entendemos, e que não escuta conselhos dos homens, só de Deus. Ficamos angustiados pois a mãe não ajuda muito, ele só tem a nossa família, e por vezes não conseguimos estar o tempo todo com ele, pois trabalhamos, e a mãe não lhe auxilia muito no tratamento. Não sabemos o que fazer. Qual especialista devemos levá-lo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, gostaria de dizer que é completamente compreensível o sentimento de angústia de vocês. Cuidar de alguém que passou por um surto psicótico pode ser uma experiência muito difícil para a família, principalmente quando a pessoa não reconhece que precisa de ajuda ou recusa o tratamento. O fato de vocês estarem preocupados, tentando encontrar uma solução e buscando orientação já demonstra muito cuidado e responsabilidade.
Pelo relato, o profissional mais indicado para acompanhar o seu padrasto é um médico psiquiatra. Após um episódio psicótico, é fundamental manter acompanhamento especializado, porque existe um risco de novos episódios quando a medicação é interrompida precocemente ou quando não há seguimento adequado.
A recusa em tomar medicação ou procurar atendimento pode acontecer em algumas pessoas após um surto psicótico. Isso não significa necessariamente que ele esteja “fazendo de propósito”. Durante ou após alguns quadros psicóticos, a pessoa pode apresentar uma dificuldade chamada falta de crítica ou insight, que é quando ela não consegue perceber que determinados pensamentos, comportamentos ou sintomas estão relacionados a uma condição de saúde.
Frases como “vocês não me entendem” ou “só escuto a Deus” podem estar relacionadas à forma como ele está interpretando a realidade naquele momento. É importante evitar confrontos diretos, discussões ou tentar “provar” que ele está errado, pois isso pode aumentar a resistência e o afastamento.
Algumas estratégias que costumam ajudar:
conversar em momentos em que ele esteja mais tranquilo;
demonstrar preocupação com o sofrimento dele, e não apenas com a necessidade de tomar remédios;
evitar frases como “você está doente” ou “você precisa aceitar”;
tentar construir uma aliança, por exemplo: “queremos ajudar você a ficar bem e encontrar uma forma de você se sentir melhor”.
Sobre a queda de moto e o braço quebrado: independentemente da questão psiquiátrica, uma fratura precisa de avaliação médica adequada para evitar complicações, perda de função e problemas de cicatrização. Se ele está recusando atendimento e existe risco para a própria saúde, pode ser necessário buscar ajuda de familiares próximos, serviços de emergência ou orientação médica sobre como conduzir a situação.
Também é importante que a família não carregue esse peso sozinha. O tratamento de um transtorno psicótico envolve não apenas o paciente, mas também uma rede de apoio. Muitas vezes, familiares precisam de orientação sobre como agir, como conversar e como estabelecer limites sem transformar a relação em conflitos constantes.
Se ele apresentar sinais como:
agressividade ou ameaça de machucar alguém;
comportamento muito desorganizado;
abandono completo de alimentação, higiene ou cuidados básicos;
ideias de que está sendo perseguido ou recebendo ordens para fazer algo perigoso;
risco de se machucar;
é importante procurar atendimento de urgência.
O caminho mais adequado neste momento é tentar uma avaliação com um psiquiatra, idealmente alguém que tenha experiência com transtornos psicóticos, e, se possível, envolver também um psicólogo ou terapeuta familiar para auxiliar a família na comunicação e no manejo dessa fase.
Entendo como deve ser doloroso para vocês verem alguém querido recusando ajuda. Muitas famílias passam por essa sensação de impotência, mas existem formas de reconstruir o vínculo e aumentar a adesão ao tratamento com uma abordagem acolhedora, respeitosa e baseada em evidências.
O cuidado em saúde mental precisa ser feito com ciência, mas também com humanidade, paciência e compreensão do sofrimento de todos os envolvidos.
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No ano passado meu T4 livre era 1,15 ng/dL e agora veio 0,77 ng/dL (referência do laboratório: 0,78
No ano passado meu T4 livre era 1,15 ng/dL e agora veio 0,77 ng/dL (referência do laboratório: 0,78–2,19), enquanto o TSH está normal em 2,46 (referência 0,40–4,05). Eu ganhei cerca de 10 kg, inchaço principalmente no rosto, pele mais seca, queda de cabelo, intestino mais lento e cansaço. Essa alteração pode significar algo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A redução do T4 livre de 1,15 para 0,77 ng/dL, estando o TSH em 2,46 mUI/L, merece ser interpretada em conjunto com os sintomas e o método utilizado pelo laboratório. Cansaço, pele seca, queda de cabelo, constipação, ganho de peso e edema podem ocorrer no hipotireoidismo, mas também possuem diversas outras causas. O endocrinologista pode repetir TSH e T4 livre, avaliar anticorpos tireoidianos e investigar anemia, alterações metabólicas e outras condições antes de concluir que existe necessidade de tratamento ou ajuste da levotiroxina.
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Bom dia todos os dias que vou dormir sinto o bolo na garganta com dificuldade de respira e dor no es
Bom dia todos os dias que vou dormir sinto o bolo na garganta com dificuldade de respira e dor no esôfago. Qual especialista devo me consultar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo a sua preocupação. A sensação de “bolo na garganta”, dificuldade para respirar ao deitar e dor no esôfago pode ser bastante desconfortável e até causar ansiedade, principalmente quando acontece todos os dias e aparece justamente em um momento em que você deveria estar descansando.
Pelos sintomas descritos, o ideal é iniciar a investigação com um médico gastroenterologista, pois uma das causas mais comuns desse conjunto de sintomas é o refluxo gastroesofágico.
Quando nos deitamos, o conteúdo ácido do estômago pode retornar em direção ao esôfago e irritar essa região, causando sintomas como:
sensação de algo parado ou “entalado” na garganta (chamado de globus faríngeo);
queimação ou dor no esôfago;
pigarro;
tosse noturna;
sensação de falta de ar ou aperto na garganta.
Além do refluxo, existem outras possibilidades que precisam ser avaliadas, como alterações musculares da garganta, problemas no esôfago, alergias, ansiedade, tensão muscular e outras condições. Por isso, uma avaliação médica é importante para identificar a verdadeira causa e direcionar o tratamento correto.
Algumas medidas podem ajudar enquanto aguarda a consulta:
evitar deitar logo após as refeições (idealmente aguardar cerca de 2 a 3 horas);
reduzir alimentos que costumam piorar refluxo em algumas pessoas, como café, álcool, frituras, chocolate, comidas muito gordurosas ou muito condimentadas;
elevar a cabeceira da cama se os sintomas forem predominantemente noturnos;
observar quais situações pioram ou melhoram os sintomas.
Também é importante comentar que a sensação de dificuldade para respirar pode gerar medo e aumentar a percepção do desconforto. O cérebro e o corpo possuem uma relação muito próxima: quando sentimos uma ameaça ou preocupação, a musculatura da garganta e do tórax pode ficar mais tensa, intensificando a sensação de aperto. Isso não significa que “é apenas psicológico”, mas que corpo e emoções podem influenciar a forma como os sintomas são percebidos.
Procure atendimento com mais urgência se houver sinais como:
dificuldade real para engolir alimentos ou líquidos;
perda de peso sem explicação;
vômitos persistentes;
sangue nas fezes ou vômitos;
dor forte no peito;
falta de ar intensa ou progressiva.
O mais indicado neste momento é marcar uma avaliação com um gastroenterologista, que poderá investigar o esôfago e o estômago e, se necessário, solicitar exames como endoscopia ou outros testes específicos.
Sei que conviver com um sintoma diário gera insegurança e preocupação, mas buscar uma avaliação adequada é o primeiro passo para entender a causa, recuperar a tranquilidade e voltar a ter noites de sono mais confortáveis.
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Fiquei pré diabética, procurei ajuda fiz dietas no período de três meses , perdi bastante peso e qua
Fiquei pré diabética, procurei ajuda fiz dietas no período de três meses , perdi bastante peso e quando repeti os exames nao tinha baixado muito de 6,4/ caiu somente par 6 . O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Primeiro, gostaria de parabenizar você pela atitude de buscar ajuda e principalmente pelo esforço que fez nesses últimos meses. Conseguir perder peso, mudar hábitos e enfrentar um diagnóstico de pré-diabetes exige muita dedicação. Entendo a frustração de se empenhar tanto e ver a hemoglobina glicada cair de 6,4% para 6,0%, mas é importante olhar esse resultado com uma visão mais ampla.
A boa notícia é que houve melhora. Uma hemoglobina glicada de 6,4% está muito próxima da faixa de diabetes, enquanto 6,0% ainda permanece dentro da faixa de pré-diabetes. Essa redução mostra que o seu organismo respondeu às mudanças que você fez.
Também é importante entender que a hemoglobina glicada não muda de um dia para o outro. Ela representa uma média aproximada da glicose dos últimos 2 a 3 meses, e algumas pessoas precisam de mais tempo para que as alterações metabólicas apareçam de forma mais evidente nos exames.
Além disso, a glicose e a resistência à insulina não dependem apenas da perda de peso. Outros fatores influenciam bastante, como:
quantidade de gordura abdominal;
genética e histórico familiar;
qualidade do sono;
nível de atividade física, principalmente exercícios de força;
estresse e ansiedade;
composição da alimentação (não apenas quantidade de calorias).
Algumas estratégias que podem ajudar a continuar melhorando:
manter a perda de peso de forma sustentável, sem dietas extremamente restritivas;
priorizar proteínas, fibras, verduras e alimentos com menor impacto glicêmico;
incluir exercícios de musculação ou treino de resistência, pois aumentam a sensibilidade à insulina;
manter uma rotina de sono adequada;
acompanhar periodicamente os exames.
Em algumas situações, dependendo do risco individual (por exemplo: histórico familiar de diabetes, obesidade, alterações metabólicas importantes ou dificuldade de reduzir a glicemia apenas com mudanças de estilo de vida), o médico pode avaliar se existe indicação de alguma medicação preventiva, como a metformina, mas essa decisão precisa ser individualizada.
Quero reforçar uma coisa importante: você não fracassou. Muitas pessoas imaginam que o tratamento da pré-diabetes é uma linha reta, mas o metabolismo humano é complexo. Às vezes, pequenas reduções nos exames já representam uma grande conquista na prevenção de complicações futuras.
O objetivo não é apenas baixar um número no exame, mas melhorar a saúde como um todo, reduzir o risco de evolução para diabetes e construir hábitos que você consiga manter ao longo da vida.
O acompanhamento médico individualizado é justamente para entender por que seu corpo respondeu dessa forma, ajustar estratégias e encontrar o caminho mais eficiente e seguro para você.
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Sou trans e iniciei terapia hormonal com natifa, consigo mamas e glúteos?
Sou trans e iniciei terapia hormonal com natifa, consigo mamas e glúteos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia hormonal com Natifa® (estradiol) em pessoas trans pode promover mudanças corporais relacionadas à ação do estrogênio, mas a intensidade dos resultados varia bastante de acordo com fatores individuais, como genética, idade de início, tempo de tratamento, dose utilizada e acompanhamento médico.
Em geral, o estradiol pode favorecer o desenvolvimento das mamas (com crescimento do tecido mamário), redistribuição da gordura corporal, com maior tendência de acúmulo em regiões como quadris e glúteos, além de redução de massa muscular e mudanças na pele. O desenvolvimento das mamas costuma ocorrer de forma gradual, principalmente nos primeiros 2 a 3 anos, e o tamanho final é variável.
O aumento de volume nos glúteos geralmente ocorre mais pela redistribuição de gordura do que pelo crescimento direto do músculo. A prática de exercícios de força específicos para glúteos pode ajudar na composição corporal.
É importante manter acompanhamento com endocrinologista com experiência em terapia hormonal para pessoas trans, realizando controle de exames como estradiol, testosterona, perfil metabólico, função hepática e outros parâmetros de segurança, para ajustar o tratamento de forma individualizada e saudável.
Perguntas frequentes
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Bom dia. Tive escabiose faz 8 dias, e retorno ao meu trabalho, fiz o tratamento conforme indicado, e
Bom dia, tudo bem?
Dificilmente a mochila tem a possibilidade…