Perguntas do paciente (1022)

  • Oi minha vitamina D esta 25,6 e minha B12 está 130 , poderiam me informar estão baixas ? Tenho 34 an

    Oi minha vitamina D esta 25,6 e minha B12 está 130 , poderiam me informar estão baixas ? Tenho 34 anos comecei a ter crises de ansiedade e sintomas obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá!

    Pelos valores que você informou:

    Vitamina D: 25,6 ng/mL – Esse resultado é considerado insuficiente por muitos especialistas. Embora alguns laboratórios considerem valores acima de 20 ng/mL adequados para a população geral, muitos médicos buscam manter níveis acima de 30 ng/mL, especialmente em pessoas com fatores de risco ou sintomas.
    Vitamina B12: 130 pg/mL – Esse valor está baixo e é compatível com deficiência de vitamina B12. Em geral, níveis abaixo de 200 pg/mL merecem investigação e, na maioria dos casos, tratamento.

    Em relação às crises de ansiedade, é importante saber que tanto a deficiência de vitamina B12 quanto a insuficiência de vitamina D podem estar associadas a sintomas como cansaço, dificuldade de concentração, alterações de humor e, em algumas pessoas, ansiedade. No entanto, essas deficiências, isoladamente, nem sempre explicam as crises de ansiedade, e é importante investigar outras possíveis causas, como transtornos de ansiedade, alterações da tireoide, anemia, uso de medicamentos, estresse intenso e outros fatores.

    O ideal é procurar um clínico geral ou endocrinologista para:

    Confirmar a causa da deficiência de vitamina B12 (alimentação, gastrite, uso de medicamentos, alterações na absorção, entre outras).
    Iniciar a reposição adequada de vitamina B12 e, se indicado, de vitamina D.
    Avaliar se há necessidade de solicitar outros exames, como hemograma, ferritina, TSH e glicemia, de acordo com sua história clínica.

    A boa notícia é que a deficiência de vitamina B12 costuma responder muito bem ao tratamento quando identificada precocemente.

    Espero ter ajudado! Desejo que você fique bem e consiga identificar a causa dos seus sintomas. Estou à disposição caso tenha outras dúvidas.


  • Um problema de hipertiroidismo que está sendo tratado já a quase 3 anos e até agora con troca de med

    Um problema de hipertiroidismo que está sendo tratado já a quase 3 anos e até agora con troca de medicamentos sem controle ainda pode causar a morte do paciente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Sim, um hipertireoidismo que permanece descontrolado por muito tempo pode aumentar riscos importantes à saúde, mas isso não significa que a pessoa esteja em risco iminente de morte. O fato de estar em tratamento e acompanhamento já é um fator positivo. Quando o hipertireoidismo não responde adequadamente após anos de tratamento, é importante reavaliar a causa e a estratégia terapêutica.

    O excesso persistente de hormônios da tireoide pode aumentar o risco de complicações como arritmias cardíacas (principalmente fibrilação atrial), insuficiência cardíaca, perda importante de massa óssea, alterações musculares e, em situações graves, uma crise tireotóxica, que é uma emergência médica.

    Após quase 3 anos sem controle adequado, o ideal é uma nova avaliação com endocrinologista especialista em tireoide para revisar diagnóstico (como doença de Graves, nódulos ou tireoidite), exames (TSH, T4 livre, T3, TRAb/anticorpos quando indicado) e discutir outras opções de tratamento, como ajuste de medicação, radioiodoterapia ou cirurgia, dependendo do caso.

    Se houver palpitações fortes, dor no peito, falta de ar, desmaios, confusão, febre ou piora importante do estado geral, procure atendimento imediatamente. O controle adequado do hipertireoidismo e dos hormônios da tireoide reduz significativamente esses riscos.


  • Ha anos tenho hipotireoidismo recentemente deu uma descompensada...tsh 0.11 e t4 1.34 a médica reaju

    Ha anos tenho hipotireoidismo recentemente deu uma descompensada...tsh 0.11 e t4 1.34 a médica reajustou levotiroxina antes 125 agora 112 mas continuo com efeitos colaterais hipertireoidismo medicamentoso o q fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Quando ocorre uma redução do TSH (como 0,11) durante o tratamento do hipotireoidismo, uma possibilidade é que a dose de levotiroxina esteja acima da necessidade atual, levando a um quadro de hipertireoidismo medicamentoso. A redução de 125 mcg para 112 mcg é uma conduta frequentemente utilizada, porém o organismo pode levar algumas semanas para estabilizar após o ajuste.

    Como você ainda apresenta sintomas, é importante retornar ao endocrinologista para reavaliar a dose e repetir exames, geralmente incluindo TSH e T4 livre após o período adequado de ajuste. Também é importante revisar horário de uso da medicação, jejum, interação com suplementos (como ferro e cálcio) e outras medicações que podem alterar a absorção.

    O acompanhamento endocrinológico é fundamental para manter o equilíbrio dos hormônios da tireoide, controlar o hipotireoidismo, metabolismo, peso e qualidade de vida. Não faça alterações por conta própria, pois doses inadequadas também podem causar sintomas e riscos cardiovasculares.


  • Tenho arritmia cardíaca, e tomo o remédio concor 1.5. Posso fazer o uso do cha da folha da amora par

    Tenho arritmia cardíaca, e tomo o remédio concor 1.5. Posso fazer o uso do cha da folha da amora para melhorar os fogachos da menopausa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Obrigado por compartilhar sua dúvida.

    De modo geral, o chá da folha de amora é bastante utilizado para aliviar os fogachos da menopausa. No entanto, as evidências científicas sobre sua eficácia ainda são limitadas, e sua segurança em pessoas com arritmias cardíacas ou em uso de medicamentos como o Concor® (bisoprolol) não está bem estabelecida.

    Por esse motivo, não recomendo iniciar o uso por conta própria, especialmente considerando seu histórico de arritmia. Embora não exista uma interação medicamentosa bem documentada entre o chá de folha de amora e o bisoprolol, produtos naturais também podem exercer efeitos no organismo e, em alguns casos, interferir na pressão arterial, na frequência cardíaca ou na ação de outros medicamentos.

    O mais importante é avaliar a intensidade dos fogachos, o tempo de menopausa, seu histórico cardiovascular e possíveis contraindicações antes de definir o tratamento mais adequado. Atualmente, existem opções com maior respaldo científico, tanto hormonais quanto não hormonais, que podem proporcionar um alívio seguro e eficaz quando indicadas de forma individualizada.

    Se você puder informar sua idade, há quanto tempo entrou na menopausa e como é a sua arritmia (por exemplo, fibrilação atrial, extrassístoles ou outra), posso orientá-la de forma mais específica. Será um prazer ajudá-la.


  • Tenho 29 anos, minha testosterona sempre foi abaixo de 500, isso é normal? Mesmo fazendo musculação

    Tenho 29 anos, minha testosterona sempre foi abaixo de 500, isso é normal? Mesmo fazendo musculação desde os 17 anos ela sempre foi esse valor, nunca passou de 500, posso ter problemas futuros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá!

    De forma geral, uma testosterona total abaixo de 500 ng/dL não significa, por si só, que exista algum problema. A testosterona varia bastante entre os homens e pode sofrer influência da idade, horário da coleta (idealmente pela manhã), qualidade do sono, peso, alimentação, prática de exercícios, estresse e até do método utilizado pelo laboratório.

    Se você tem 29 anos, pratica musculação há muitos anos e sempre apresentou valores abaixo de 500 ng/dL, mas não apresenta sintomas como diminuição da libido, disfunção erétil, cansaço excessivo, perda de massa muscular, infertilidade ou redução de pelos corporais, esse valor pode representar simplesmente o seu padrão fisiológico.

    Mais importante do que um número isolado é avaliar o contexto clínico. Além da testosterona total, muitas vezes é necessário analisar:

    Testosterona livre (ou calculada).
    SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais).
    LH e FSH.
    Prolactina.
    TSH e outros exames, quando indicados.

    Esses exames ajudam a entender se realmente existe deficiência hormonal ou apenas uma variação normal.

    Quanto ao futuro, não há evidências de que um homem assintomático, com testosterona dentro da faixa de referência, ainda que abaixo de 500 ng/dL, desenvolverá problemas apenas por esse motivo. O tratamento com testosterona é indicado quando há sintomas compatíveis associados a níveis persistentemente baixos, e não apenas com base em um valor numérico.

    Se houver sintomas ou dúvidas, vale a pena consultar um endocrinologista ou urologista para uma avaliação completa. Assim, é possível interpretar seus exames de forma individualizada e, se necessário, investigar outras causas.

    Espero ter ajudado! Fique tranquilo: um valor abaixo de 500 ng/dL, isoladamente, não significa que você terá problemas de saúde no futuro. O mais importante é avaliar os exames em conjunto com os sintomas e o seu estado geral de saúde. Um abraço!


  • Minha sobrinha tem 14 anos e a idade óssea dela é de 13 anos, o que é indicado para que ocorra o est

    Minha sobrinha tem 14 anos e a idade óssea dela é de 13 anos, o que é indicado para que ocorra o estirão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A idade óssea de 13 anos em uma adolescente de 14 anos indica uma pequena diferença de maturação, o que geralmente não representa um problema e pode até sugerir que ainda exista potencial de crescimento. O estirão puberal depende principalmente da fase da puberdade, genética, alimentação, sono adequado, saúde geral e funcionamento dos hormônios do crescimento e da tireoide.

    O ideal é uma avaliação com endocrinologista pediátrico para analisar curva de crescimento, velocidade de crescimento ao longo dos anos, estágio puberal, altura dos pais, exames hormonais quando indicados e o potencial de crescimento restante. Não existem medicamentos ou suplementos seguros para “forçar” o estirão em adolescentes saudáveis. Manter boa ingestão de proteínas, cálcio, vitamina D quando necessário, atividade física e sono adequado favorece o crescimento normal e a saúde óssea.


  • amo doces mas recentemente soube que estou com 121 de glicose, tenho histórico na família, ainda pos

    amo doces mas recentemente soube que estou com 121 de glicose, tenho histórico na família, ainda posso consumir isoladamente algum doce (como sorvetes, bolos, refrigerantes)(uma vez no mês/duas)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Entendo sua preocupação, e a boa notícia é que, na maioria dos casos, você não precisa cortar os doces para sempre.

    Uma glicemia de jejum de 121 mg/dL merece investigação, pois pode indicar pré-diabetes, principalmente em quem tem histórico familiar. Ainda assim, consumir um doce ocasionalmente, como uma ou duas vezes por mês, geralmente pode fazer parte da alimentação, desde que haja equilíbrio e um bom controle no dia a dia.

    O mais importante é confirmar o diagnóstico, avaliar outros exames (como a hemoglobina glicada) e adotar hábitos saudáveis. Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem manter uma boa qualidade de vida sem precisar abrir mão completamente dos alimentos de que gostam.


  • Boa tarde uso tioridazina há vários anos só que está em falta nas farmácias qual remédio substitui a

    Boa tarde uso tioridazina há vários anos só que está em falta nas farmácias qual remédio substitui a tioridazina sem alterar a glicemia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A tioridazina é um antipsicótico da classe dos fenotiazínicos e sua substituição deve ser feita com bastante cuidado, principalmente porque você já usa há vários anos. Não existe um substituto único que seja equivalente para todas as pessoas, pois depende do motivo pelo qual ela foi prescrita (por exemplo: ansiedade intensa, agitação, sintomas psicóticos, alterações do humor ou outros quadros).

    Em relação à glicemia, alguns antipsicóticos podem interferir no metabolismo e aumentar o risco de resistência à insulina, ganho de peso e diabetes, principalmente alguns medicamentos de segunda geração. Porém, a escolha deve considerar o seu diagnóstico, histórico de glicemia, peso, outros medicamentos e resposta ao tratamento anterior.

    Opções como aripiprazol e alguns outros antipsicóticos podem ter menor impacto metabólico em comparação com algumas alternativas, mas a decisão depende da avaliação do psiquiatra, que poderá fazer a troca de forma gradual e segura, evitando sintomas de retirada ou descompensação do quadro tratado.

    É importante não suspender a tioridazina de forma abrupta. O ideal é procurar o médico que acompanha o tratamento para programar a substituição e, se necessário, monitorar glicemia, hemoglobina glicada, colesterol, peso e outros parâmetros metabólicos. O acompanhamento conjunto entre psiquiatra e endocrinologista pode ser importante quando há preocupação com controle da glicose.


  • Vou iniciar o uso de Yaz (drospirenona + etinilestradiol), prescrito pela ginecologista, e de Semtri

    Vou iniciar o uso de Yaz (drospirenona + etinilestradiol), prescrito pela ginecologista, e de Semtri (maleato de fluvoxamina), prescrito pela psiquiatra para ansiedade e TOC. Existe alguma interação relevante entre esses dois medicamentos? Li que pode haver aumento do potássio no sangue em alguns casos e gostaria de entender se isso costuma ser uma preocupação apenas para pessoas com problemas renais ou se pode ocorrer em pacientes saudáveis também.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A associação entre Yaz® (drospirenona + etinilestradiol) e Semtri® (maleato de fluvoxamina) geralmente não apresenta uma interação medicamentosa importante que impeça o uso conjunto, especialmente quando ambos foram prescritos por médicos que acompanham o caso. A principal atenção relacionada ao Yaz é a drospirenona, que possui efeito semelhante a um poupador de potássio, podendo teoricamente aumentar os níveis de potássio no sangue (hipercalemia).

    Na prática, esse risco é maior em pessoas com doença renal, insuficiência adrenal, alterações importantes do fígado ou em uso de medicamentos que também aumentam potássio, como alguns diuréticos poupadores de potássio, certos anti-hipertensivos (como inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores de angiotensina) e alguns anti-inflamatórios usados com frequência. Em pessoas jovens e saudáveis, com função renal normal e sem esses fatores de risco, a ocorrência de hipercalemia é incomum.

    A fluvoxamina não costuma aumentar potássio nem apresenta uma interação relevante com a drospirenona. O acompanhamento pode incluir avaliação do histórico clínico e, em situações específicas, exames como potássio e função renal. O ideal é manter o seguimento com a ginecologista e psiquiatra, principalmente para acompanhar resposta ao tratamento da ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e possíveis efeitos iniciais das medicações.


  • Minha mãe idosa, 80 anos, está em tratamento de sindrome de Tolosa-Hunt há aproximadamente 4 meses,

    Minha mãe idosa, 80 anos, está em tratamento de sindrome de Tolosa-Hunt há aproximadamente 4 meses, com prednisona. Inicialmente a dose era de 20mg/dia, atualmente está próximo ao final do desmame, tomando 5mg/dia, com comente mais um dia de medicamento.
    Acontece que, por coincidência ou não, ao diminiuir de 15 para 10mg/dia começou a ter fortes dores nas costas, inicialmente na cervical e depois na região lombar, e na perna direita. agora que está tomando 5mg/dia, a dor se intensificou, dificultando qualquer movimento.
    Levada ao pronto socorro, foi medicada e atualmente está tomandao tramadol de 6 em 6 horas, ciclobenzaprina 10mg 12/12 horas, dipirona e ibuprofeno, mas apesar disso a dor não cede. Levada novamente ao pronto socorro, o médico não receitou novamente tramadol, mas continua com Ciclobenzaprina, Dipirona e Ibuprofeno. O problema é que não foi investigada a causa da dor. Pode ser por causa da diminuição da Prednisona?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A relação temporal com a redução da prednisona chama atenção, mas uma dor intensa nas costas com irradiação para a perna, incapacitante e que não melhora com analgésicos, não deve ser atribuída automaticamente apenas ao desmame do corticoide. A retirada da prednisona pode, em algumas situações, causar retorno ou piora de uma doença inflamatória que estava controlada, além de sintomas de abstinência do corticoide, como dores musculares, fraqueza e mal-estar. Porém, em uma paciente de 80 anos, é fundamental investigar outras causas.

    Pela descrição (dor cervical/lombar com dor na perna direita e dificuldade de movimentação), é importante considerar possibilidades como compressão de nervo por hérnia de disco, estenose de canal vertebral, fratura por fragilidade óssea (inclusive relacionada ao uso prolongado de corticoide), inflamação, infecção ou outras alterações musculoesqueléticas. O uso de prednisona por meses aumenta o risco de osteoporose, e uma fratura vertebral pode ocorrer mesmo sem trauma importante.

    O ideal é que ela seja reavaliada por um médico, preferencialmente com investigação da causa da dor, podendo incluir exame neurológico, avaliação da coluna e exames de imagem (como radiografia, tomografia ou ressonância, conforme o caso). Também é importante discutir com o médico que acompanha a Síndrome de Tolosa-Hunt se o desmame está adequado ou se existe suspeita de reativação da doença.

    Procurem atendimento com maior urgência se houver fraqueza na perna, perda de controle de urina ou fezes, dormência na região íntima, febre, confusão, piora progressiva da dor ou incapacidade de andar. Além disso, em idosos, a combinação de tramadol e ciclobenzaprina exige cautela pelo risco de sonolência, quedas e confusão mental.


  • Estou com diareia há 3 dias, tomando repofor, enterogermina ,mas a diarreia continua. Acho que foi

    Estou com diareia há 3 dias, tomando repofor, enterogermina ,mas a diarreia continua.
    Acho que foi intoxicação alimentar.
    O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A diarreia por 3 dias após uma possível intoxicação alimentar ainda pode acontecer, pois algumas infecções intestinais podem levar de alguns dias até uma semana para melhorar. Porém, como você já está usando Repoflor e Enterogermina e continua com sintomas, é importante observar alguns sinais e evitar desidratação.

    O principal cuidado agora é a hidratação, pois a perda de líquidos e sais minerais é a maior preocupação. Procure ingerir bastante água e, se possível, usar soro de reidratação oral. Mantenha uma alimentação leve, com alimentos como arroz, batata, banana, sopas e carnes magras, evitando álcool, frituras e alimentos muito gordurosos até melhorar.

    É recomendado procurar avaliação médica se houver sangue nas fezes, febre, dor abdominal forte, vômitos persistentes, sinais de desidratação (tontura, boca seca, pouca urina), piora dos sintomas ou se a diarreia ultrapassar 5 a 7 dias. Pessoas idosas, imunossuprimidas ou com doenças crônicas devem ser avaliadas mais precocemente.

    Como a causa pode ser viral, bacteriana ou até uma intoxicação por alimento contaminado, nem sempre o probiótico resolve sozinho. Um médico pode avaliar se há necessidade de exames de fezes ou outro tratamento específico. Evite usar medicamentos para “prender” o intestino sem orientação, especialmente se houver suspeita de infecção.


  • Olá, ingerir álcool no último dia tomando azitromicina, especificamente umas 12 horas depois, é muit

    Olá, ingerir álcool no último dia tomando azitromicina, especificamente umas 12 horas depois, é muito prejudicial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá!

    De forma geral, ingerir bebida alcoólica cerca de 12 horas após a última dose de azitromicina não costuma causar um problema importante na maioria das pessoas.

    A azitromicina não apresenta uma interação significativa com o álcool, diferente de alguns outros antibióticos (como o metronidazol), que realmente podem provocar reações desagradáveis quando associados à bebida alcoólica.

    No entanto, alguns cuidados são importantes. Mesmo que não exista uma contraindicação absoluta, o álcool pode:

    Aumentar ou intensificar efeitos colaterais, como náuseas, tontura e desconforto gastrointestinal.
    Prejudicar o descanso e a recuperação do organismo durante uma infecção.
    Em excesso, interferir na resposta do sistema imunológico.

    Portanto, se você já concluiu o tratamento e está se sentindo bem, uma ingestão moderada de álcool 12 horas após a última dose geralmente não representa um risco significativo. Ainda assim, se a infecção ainda estiver causando sintomas ou se você estiver usando outros medicamentos que interajam com o álcool, o mais prudente é aguardar a recuperação completa antes de consumir bebidas alcoólicas.

    Espero ter esclarecido sua dúvida. Desejo uma excelente recuperação e, caso os sintomas persistam ou piorem mesmo após o término do antibiótico, procure uma reavaliação médica. Um abraço!


  • Pode fazer progressiva antes de opera não contém formol pode opera com unha de fibra?

    Pode fazer progressiva antes de opera não contém formol pode opera com unha de fibra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Antes de uma cirurgia, alguns cuidados com produtos de cabelo e unhas podem ser importantes. A progressiva sem formol geralmente não tem o mesmo risco dos produtos com formol, mas alguns procedimentos podem conter substâncias químicas ou causar irritação no couro cabeludo. Por segurança, é recomendado confirmar com o cirurgião ou a equipe do hospital se há alguma restrição antes da operação, principalmente se a cirurgia estiver próxima.

    Quanto à unha de fibra, muitos hospitais orientam retirar unhas artificiais, esmaltes ou alongamentos antes da cirurgia, pois o aparelho que mede a oxigenação do sangue (oxímetro) pode ter a leitura prejudicada, além da possibilidade de dificultar a avaliação da coloração das unhas durante o procedimento.

    O ideal é seguir a orientação específica do local onde será realizada a cirurgia. Se você informar qual cirurgia fará e em quantos dias será, consigo orientar melhor sobre os cuidados mais comuns no pré-operatório.


  • Comecei monitorar minha glicemia, depois de tomar hipercalorico por um mês sem acompanhamento profis

    Comecei monitorar minha glicemia, depois de tomar hipercalorico por um mês sem acompanhamento profissional.
    Ela está a 3 dias, acima de 130, em um jejum de 8 horas, e evitando o máximo, açúcares e carboidratos.
    É normal ela ficar alta por uns dias??
    Lembrando que, minha glicemia era normal antes!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá!

    Entendo a sua preocupação. Ver a glicemia subir após um período em que ela sempre foi normal realmente pode causar ansiedade.

    O uso de um hipercalórico, especialmente se ele contiver grande quantidade de carboidratos e açúcares, pode elevar a glicemia durante o período de uso. No entanto, não é esperado que ele, por si só, mantenha uma glicemia de jejum acima de 130 mg/dL por vários dias após a suspensão, principalmente se você já está reduzindo a ingestão de carboidratos.

    Também é importante lembrar que a glicemia pode sofrer influência de diversos fatores, como estresse, noites mal dormidas, infecções, uso de alguns medicamentos (como corticoides), sedentarismo e até o chamado fenômeno do alvorecer, em que ocorre uma elevação natural da glicose nas primeiras horas da manhã.

    Como você está encontrando valores de jejum acima de 130 mg/dL por três dias consecutivos, o mais prudente é não atribuir isso apenas ao hipercalórico. O ideal é procurar um médico para realizar exames laboratoriais, como glicemia de jejum e hemoglobina glicada, e, se necessário, outros testes complementares. A glicemia medida em casa é muito útil para acompanhamento, mas o diagnóstico de diabetes deve ser feito com exames laboratoriais e avaliação clínica.

    Enquanto aguarda a consulta, continue mantendo uma alimentação equilibrada, boa hidratação, atividade física regular (caso não haja contraindicações) e siga monitorando a glicemia conforme orientação.

    A boa notícia é que, caso realmente exista alguma alteração no metabolismo da glicose, identificá-la precocemente permite iniciar o tratamento adequado e reduzir muito o risco de complicações. Espero ter ajudado e desejo que seus exames esclareçam a causa dessa alteração. Estou à disposição caso tenha outras dúvidas.


  • Faço tratamento e tomo o Puran 75 a uns 11 meses. Tem uns 2 dias que estou com queimação? Pode ser

    Faço tratamento e tomo o Puran 75 a uns 11 meses.
    Tem uns 2 dias que estou com queimação?
    Pode ser que meu nível de Ts4 está alterado?
    Pode ser que tenha que reajustar novamente a dosagem de Puran?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A queimação iniciada há poucos dias não é um sintoma específico de alteração do TSH ou indicação direta de que a dose do Puran T4 precise ser ajustada. A levotiroxina pode necessitar de ajustes ao longo do tratamento, mas essa decisão deve ser baseada principalmente em exames como TSH e T4 livre, além da avaliação dos sintomas e do uso correto da medicação. A queimação pode ter diversas causas, como refluxo, gastrite, alterações metabólicas ou outros fatores. O endocrinologista acompanha o hipotireoidismo, hormônios da tireoide, metabolismo e possíveis ajustes da reposição hormonal para manter o tratamento seguro e eficaz.


  • Tenho 46 anos, sou homem e minha hemoglobina glicada deu 5.7 e glicose de jejum 87, sou pré diabétic

    Tenho 46 anos, sou homem e minha hemoglobina glicada deu 5.7 e glicose de jejum 87, sou pré diabético?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá!

    Pelos valores que você informou, a glicemia de jejum de 87 mg/dL está dentro da faixa normal. Já a hemoglobina glicada (HbA1c) de 5,7% merece um pouco mais de atenção.

    De acordo com os critérios da Associação Americana de Diabetes (ADA), uma hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4% é compatível com pré-diabetes, desde que o exame tenha sido realizado corretamente e não existam condições que possam interferir no resultado (como algumas anemias, hemoglobinopatias ou doenças renais). Portanto, o seu resultado está exatamente no limite inferior da faixa de pré-diabetes.

    Isso não significa que você tenha diabetes, nem que necessariamente desenvolverá a doença. Na verdade, esse é um momento muito importante, pois mudanças no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de progressão para diabetes tipo 2.

    As principais recomendações são:

    Manter uma alimentação equilibrada, com redução de alimentos ultraprocessados e açúcares.
    Praticar atividade física regularmente (pelo menos 150 minutos por semana, se não houver contraindicações).
    Manter um peso saudável ou buscar perda de peso, quando necessário.
    Repetir os exames periodicamente, conforme orientação do seu médico.

    Vale lembrar que o diagnóstico não deve ser baseado em um único exame de forma isolada. Seu médico irá interpretar esses resultados juntamente com seu histórico familiar, peso, pressão arterial, circunferência abdominal e outros fatores de risco.

    A boa notícia é que você identificou essa alteração em uma fase muito precoce, quando ainda há grande oportunidade de prevenir ou retardar o desenvolvimento do diabetes. Com acompanhamento adequado e hábitos saudáveis, muitas pessoas conseguem manter a glicemia estável por muitos anos.

    Espero ter ajudado! Fico à disposição para esclarecer outras dúvidas. Um abraço!


  • Emagreci 17 kilos com a tireoide passou o tapazol vou recupera o peso?

    Emagreci 17 kilos com a tireoide passou o tapazol vou recupera o peso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá!

    Isso depende principalmente de como está a função da sua tireoide atualmente e da causa do emagrecimento.

    Se você perdeu 17 kg por causa do hipertireoidismo, é possível que ocorra algum ganho de peso após iniciar o Tapazol® (metimazol). Isso acontece porque o medicamento controla o excesso de hormônios da tireoide, fazendo com que o metabolismo volte ao normal. Em outras palavras, o organismo deixa de gastar energia de forma exagerada, como acontecia durante a fase de hipertireoidismo.

    No entanto, isso não significa que você necessariamente recuperará todos os 17 kg. O quanto de peso será recuperado varia de pessoa para pessoa e depende de fatores como alimentação, nível de atividade física, composição corporal e do bom controle da doença.

    A boa notícia é que, com uma alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e acompanhamento médico, muitas pessoas conseguem manter um peso saudável mesmo após o tratamento do hipertireoidismo.

    Continue fazendo o acompanhamento com seu endocrinologista e realizando os exames periódicos (como TSH e T4 livre), pois o objetivo é manter a tireoide funcionando de forma adequada, evitando tanto o excesso quanto a falta de hormônios.

    Espero ter ajudado! Fique tranquilo(a): o tratamento é importante para proteger sua saúde, e qualquer mudança de peso pode ser acompanhada e ajustada ao longo do tempo com orientação médica. Um abraço!


  • estou usando oestrogel e utrogestan, estou sentindo dor de cabeça, dificuldade de respirar e um aper

    estou usando oestrogel e utrogestan, estou sentindo dor de cabeça, dificuldade de respirar e um aperto no coração. è normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    O uso de Oestrogel (estradiol transdérmico) associado ao Utrogestan (progesterona micronizada) é uma terapia hormonal utilizada principalmente no climatério/menopausa, e algumas pessoas podem apresentar efeitos como dor de cabeça, sensibilidade nas mamas, retenção de líquido, alterações de humor ou desconfortos no início do tratamento.

    Entretanto, dificuldade para respirar e sensação de aperto no coração não devem ser considerados sintomas normais para simplesmente aguardar, pois podem ter diferentes causas e precisam ser avaliados. Embora muitas vezes possam estar relacionados a ansiedade, adaptação hormonal ou outras condições benignas, também é importante descartar situações cardiovasculares ou circulatórias, especialmente se houver dor no peito, falta de ar importante, palpitações, suor frio, tontura ou piora dos sintomas.

    Recomendo entrar em contato com o médico que prescreveu a terapia hormonal para uma reavaliação. Se o aperto no peito ou a falta de ar forem intensos, surgirem de forma súbita ou estiverem associados a outros sintomas de alerta, procure atendimento de urgência.

    Na consulta com o endocrinologista ou ginecologista, é possível avaliar a indicação da reposição hormonal, ajustar doses de estradiol e progesterona, investigar sintomas do climatério, alterações hormonais e fatores de risco cardiovascular para garantir um tratamento mais seguro e individualizado.


  • Meu sobrinho tem 2 gatos não vacinados, estava brincando com um deles no meu colo, ele pulou do meu

    Meu sobrinho tem 2 gatos não vacinados, estava brincando com um deles no meu colo, ele pulou do meu colo e me arranhou no peito, sangrou, rapidamente lavei com água e sabão e passei álcool em gel, corro o risco de pegar raiva? Ano passado eu tomei 4 doses da vacina antirabica em fevereiro pos exposição.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    O risco de raiva após um arranhão de gato depende principalmente das condições do animal e do tipo de exposição. O vírus da raiva pode estar presente na saliva do animal, portanto o maior risco ocorre quando há mordidas ou quando um arranhão é contaminado com saliva. Um arranhão que sangrou merece avaliação, principalmente porque os gatos não são vacinados.

    O fato de você ter realizado 4 doses de vacina antirrábica pós-exposição no ano passado é uma informação importante, pois pessoas previamente vacinadas costumam ter uma resposta imunológica mais rápida em uma nova exposição, podendo ter uma conduta diferente (geralmente com menos doses, conforme protocolo e avaliação médica). Porém, a decisão depende do esquema que você fez, do tempo desde a vacinação e da situação do animal.

    Como o gato é conhecido e pode ser observado, uma medida importante é acompanhar o animal por 10 dias: se ele permanecer saudável durante esse período, a chance de raiva fica muito reduzida. Procure uma unidade de saúde para avaliar a necessidade de nova profilaxia, levando a informação das doses anteriores e, se possível, a carteira de vacinação.

    Além da raiva, arranhões de gatos podem causar infecções bacterianas. Observe o local para sinais como vermelhidão crescente, calor, inchaço, pus, dor piorando ou febre.


  • Eu tomo Zolpidem pra dormir agora vou tomar sibtramina o zopidem vai fazer o efeito normal?

    Eu tomo Zolpidem pra dormir agora vou tomar sibtramina o zopidem vai fazer o efeito normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A associação entre zolpidem e sibutramina deve ser avaliada com cautela. A sibutramina atua no sistema nervoso central, podendo causar insônia, ansiedade, agitação ou alterações do sono em algumas pessoas, o que pode interferir na qualidade do descanso e na percepção do efeito do zolpidem. Não há uma interação direta que obrigatoriamente impeça o funcionamento do zolpidem, mas é importante acompanhamento médico, principalmente porque ambos atuam no sistema nervoso. O endocrinologista avalia o tratamento da obesidade, metabolismo, sono e possíveis fatores associados para garantir uma abordagem segura e individualizada.


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