Perguntas do paciente (2444)

  • Gostaria de saber se quem tem Síndrome do intestino Irritável sem diarréia , também se beneficia de

    Gostaria de saber se quem tem Síndrome do intestino Irritável sem diarréia , também se beneficia de tratamento com antidepressivo.
    Todo antidepressivo prende o intestino ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, pessoas com Síndrome do Intestino Irritável (SII) sem diarreia (forma constipativa ou mista com tendência à constipação) também podem se beneficiar de antidepressivos, mas a escolha do tipo é importante.

    Os antidepressivos são usados na SII não apenas pelo efeito no humor, mas principalmente por modularem o eixo intestino–cérebro, reduzindo dor abdominal, hipersensibilidade visceral e melhorando a percepção dos sintomas.

    Quais antidepressivos podem ajudar
    ISRS (sertralina, escitalopram, fluoxetina): tendem a melhorar ansiedade associada e podem facilitar o trânsito intestinal em algumas pessoas.
    Tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina): mais usados na SII com dor intensa, mas podem prender o intestino, por isso não são ideais quando já há constipação.
    IRSN (venlafaxina, duloxetina): efeito intermediário, podem ajudar dor e ansiedade, com menos impacto intestinal variável.
    “Todo antidepressivo prende o intestino?”

    Não. Isso depende da classe:

    Alguns prendem mais (tricíclicos)
    Outros não prendem ou até podem soltar levemente (ISRS)
    Outros têm efeito neutro ou variável
    Em resumo

    Sim, mesmo na SII sem diarreia, antidepressivos podem ser úteis, principalmente quando há dor abdominal, ansiedade ou hipersensibilidade intestinal. A escolha deve ser individualizada para não piorar a constipação.

    Se quiser, posso te dizer quais são geralmente os mais usados especificamente para SII com intestino preso e quais evitar.


  • Mastruz e paroxetina faz mal? Em horaeios diferentes?

    Mastruz e paroxetina faz mal?
    Em horários diferentes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Em geral, não existe uma interação medicamentosa bem estabelecida entre mastruz (Chenopodium ambrosioides) e paroxetina, então não há uma contraindicação direta formal entre os dois.

    No entanto, o cuidado principal é outro: o mastruz é uma planta medicinal com composição variável e pode ter efeitos no organismo como irritação gastrointestinal, ação estimulante leve e potencial toxicidade em doses mais altas ou uso prolongado, o que não é totalmente previsível como acontece com medicamentos padronizados.

    A paroxetina, por sua vez, pode causar náusea, sonolência, alteração do intestino e sensibilidade do sistema nervoso central, então a associação pode aumentar a chance de desconforto gastrointestinal ou mal-estar em algumas pessoas, mesmo que não haja interação direta conhecida.

    Tomar em horários diferentes não muda muito o risco, porque o ponto principal não é o horário, mas sim o efeito no organismo.

    Em resumo:

    não há interação medicamentosa clássica descrita
    mas não é uma associação bem estudada ou padronizada
    pode aumentar efeitos gastrointestinais ou mal-estar em pessoas sensíveis


  • Eu já tou a 2 mês que uso sertralina e continuo com dor no meu peito é normal

    Eu já tou a 2 mês que uso sertralina e continuo com dor no meu peito é normal

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Dor no peito não deve ser automaticamente atribuída à sertralina, especialmente após 2 meses de uso.

    A sertralina pode causar no início sintomas como ansiedade aumentada, tensão muscular, desconforto torácico leve ou sensação de aperto, mas isso geralmente ocorre nas primeiras semanas. Quando a dor persiste por 2 meses, é importante não presumir que seja apenas efeito colateral.

    As causas mais comuns nesse contexto são:

    ansiedade ainda não totalmente controlada (tensão muscular no tórax é muito frequente)
    refluxo gastroesofágico (que pode dar dor ou queimação no peito)
    dor musculoesquelética (postura, tensão)
    e, mais raramente, causas cardíacas que precisam ser descartadas dependendo dos sintomas

    É importante avaliar com mais atenção se a dor:

    piora com esforço
    irradia para braço, costas ou mandíbula
    vem com falta de ar, suor frio, tontura

    Se qualquer um desses sinais estiver presente, é necessário atendimento médico imediato.

    Caso seja uma dor leve, recorrente e associada à ansiedade, ainda assim o ideal é uma reavaliação médica para ajustar tratamento ou investigar outras causas.


  • Interrompi o uso do succinato de desvenlafaxina após 5 anos de uso contínuo. Os sintomas voltaram. D

    Interrompi o uso do succinato de desvenlafaxina após 5 anos de uso contínuo. Os sintomas voltaram. Devo retomar o mesmo tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O retorno dos sintomas após a interrupção da desvenlafaxina pode acontecer por dois motivos principais: recidiva do transtorno de base (depressão/ansiedade) ou síndrome de descontinuação, embora esta última seja mais comum nas primeiras semanas após parar o medicamento.

    Após 5 anos de uso contínuo, é relativamente frequente que, ao suspender, os sintomas reapareçam se a condição original ainda não está totalmente em remissão sustentada sem medicação.

    Sobre “retomar o mesmo tratamento”, isso pode ser uma opção válida em muitos casos, já que você já demonstrou resposta prévia ao fármaco. Porém, o ideal não é reiniciar por conta própria: é importante reavaliar com um psiquiatra para confirmar se o quadro atual é recidiva, ajustar dose adequada e definir se há necessidade de manutenção prolongada ou estratégias combinadas (como psicoterapia).

    Em resumo: o retorno dos sintomas sugere que você provavelmente ainda precisa de tratamento ativo, mas a decisão de retomar a desvenlafaxina deve ser feita com orientação médica para garantir segurança e ajuste correto.


  • Boa tarde Eu fiz o uso deste medicamento e tem dois meses que parei de tomar o mesmo, e até hoje o

    Boa tarde
    Eu fiz o uso deste medicamento e tem dois meses que parei de tomar o mesmo, e até hoje o meu libido esta ruim.
    Nossa é muito ruim ficar nesta situação, gostaria de saber se o efeito desse remédio demora a passar no organismo?
    Espero um retorno

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Boa tarde. O que você descreve pode acontecer após o uso de antidepressivos como a sertralina/escitalopram (e outros da mesma classe), principalmente em relação à libido.

    Em geral, o medicamento é eliminado do organismo em poucos dias após a suspensão. Porém, os efeitos no sistema sexual (queda de libido, dificuldade de excitação ou orgasmo) podem demorar mais para melhorar, porque envolvem adaptação neuroquímica e também fatores emocionais e hormonais.

    Na maioria das pessoas, há melhora progressiva em semanas a poucos meses após a interrupção. Entretanto, em uma parcela menor, esses sintomas podem persistir por mais tempo, o que é chamado de disfunção sexual pós-ISRS persistente (PSSD) — ainda pouco compreendida, mas considerada rara.

    Também é importante lembrar que ansiedade, estresse, depressão e até medo de “não voltar ao normal” podem manter ou piorar a libido baixa, mesmo após parar o remédio.

    O mais indicado no seu caso:

    aguardar mais um pouco, pois ainda pode haver recuperação gradual
    avaliar com médico (clínico ou psiquiatra) outras causas possíveis (hormônios, tireoide, testosterona, prolactina, estresse)
    evitar autointerpretação de que será permanente, porque na maioria dos casos melhora

    Se quiser, posso te explicar o que costuma diferenciar uma recuperação normal de uma situação que precisa de investigação mais aprofundada.


  • Tomei meio comprimido de Escitalopram 10mg em fevereiro do ano passado e me deu uma reação terrível.

    Tomei meio comprimido de Escitalopram 10mg em fevereiro do ano passado e me deu uma reação terrível. Sensação de enlouquecimento, como se meu corpo e cabeça fossem explodir. Ausência de paz total. Desde esse dia eu nunca mais fui a mesma pessoa. Durante as crises eu tenho vontade de me matar. Não é um sentimento de tristeza e sim de despero total.
    Agora eu tenho medo de tomar remédios psiquiátricos
    O que fazer?
    Já faço psicanálise e exercícios físicos leves

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O que você descreve é algo que pode acontecer em algumas pessoas nas primeiras exposições a antidepressivos como o escitalopram: uma reação de ativação intensa, com aumento importante de ansiedade, sensação de desorganização mental e desespero. Isso pode ser muito assustador e deixar uma memória emocional forte do evento.

    Mas é importante separar duas coisas:

    A reação ao medicamento naquele momento
    Pode ter sido um efeito adverso agudo (ativação serotoninérgica inicial), que em algumas pessoas sensíveis pode ser bem intenso e desagradável. Isso não significa necessariamente que você “não pode usar nada nunca mais”.
    O quadro atual de crises e desespero
    O fato de você ainda ter crises com vontade de se matar (mesmo que não seja tristeza, mas desespero intenso) indica que existe um quadro de ansiedade/pânico ou desregulação emocional ativo que precisa de tratamento estruturado, não só psicológico.

    Um ponto muito importante:
    Quando aparecem pensamentos de autoagressão em crises, isso é sinal de gravidade clínica e merece acompanhamento psiquiátrico próximo, mesmo que você esteja fazendo psicanálise e exercício.

    Sobre o medo de medicação:

    esse medo é compreensível depois de uma experiência ruim
    mas existem várias opções diferentes de remédios, doses muito menores, e estratégias de início mais lento (“start low, go slow”)
    nem todo antidepressivo causa essa reação de ativação

    O que fazer agora, de forma prática:

    não se force a tomar nada sozinho
    procure um psiquiatra com foco em ansiedade/pânico e sensibilidade a medicação
    relate exatamente essa experiência com o escitalopram
    peça uma abordagem gradual, com acompanhamento mais próximo no início
    mantenha psicoterapia (isso é um fator protetor importante)

    Sobre as crises com vontade de se matar:
    Se isso estiver acontecendo com frequência ou intensidade, é importante procurar ajuda imediata em crise (pronto atendimento ou emergência), não esperar piorar.

    Se quiser, posso te explicar opções de tratamento que costumam ser melhor toleradas em pessoas muito sensíveis a antidepressivos, sem te empurrar medicação.


  • Cada aumento da dose de desduo, tem tempo de adaptação?

    Cada aumento da dose de desduo, tem tempo de adaptação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim. Cada aumento de dose de antidepressivos como o Desduo (desvenlafaxina) pode exigir um novo período de adaptação do organismo.

    Quando a dose é aumentada, o cérebro precisa se reajustar ao novo nível de serotonina e noradrenalina, e isso pode causar temporariamente sintomas como:

    náusea
    dor de cabeça
    tontura
    ansiedade aumentada ou agitação
    insônia ou sonolência
    mal-estar geral

    ⏱ Em geral, esse período de adaptação dura cerca de 7 a 14 dias, podendo em algumas pessoas se estender até 3–4 semanas, até estabilizar novamente.

    Depois disso, costuma haver melhora gradual dos sintomas-alvo (depressão/ansiedade/dor).

    Importante:

    nem todo aumento de dose causa efeitos colaterais fortes
    os sintomas tendem a ser transitórios
    não é recomendado ajustar ou suspender por conta própria

    Se os efeitos forem intensos ou persistirem além de 3–4 semanas, o ideal é reavaliar com o médico para ajustar a dose ou estratégia terapêutica.


  • Estou fazendo desmame do venlafaxina e estou com muito desconforto ocular,é normal,?fui no oftalmolo

    Estou fazendo desmame do venlafaxina e estou com muito desconforto ocular,é normal,?fui no oftalmologista e está tudo bem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer durante o desmame da venlafaxina.

    A venlafaxina, quando reduzida ou interrompida, pode causar a chamada síndrome de descontinuação, e entre os sintomas possíveis estão alterações sensoriais como:

    sensação de pressão ou “peso” nos olhos
    visão estranha ou dificuldade de foco
    sensibilidade ocular aumentada
    sensação de desconforto sem alteração no exame oftalmológico

    Isso ocorre porque o sistema nervoso central ainda está se ajustando à queda brusca de serotonina e noradrenalina.

    O fato de o oftalmologista ter avaliado e estar tudo normal é um bom sinal e reforça que a causa provavelmente não é ocular estrutural, e sim funcional/neurológica ligada à retirada do medicamento.

    Em geral:

    esses sintomas são temporários
    tendem a melhorar ao longo de dias a algumas semanas
    são mais comuns quando o desmame é rápido ou com oscilações de dose

    O ponto importante: se os sintomas estiverem muito intensos, pode ser necessário ajustar o ritmo do desmame, porque reduções muito rápidas da venlafaxina costumam dar mais efeitos desse tipo.

    Se quiser, posso te explicar como costuma ser um desmame mais “suave” da venlafaxina para evitar exatamente esses sintomas.


  • Depois que comecei tomar sertralina a 2 meses sinto tremor, isso é normal ? Boa noite obg

    Depois que comecei tomar sertralina a 2 meses sinto tremor, isso é normal ? Boa noite obg

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Boa noite. Sim, o tremor pode acontecer como efeito colateral da sertralina, principalmente nas primeiras semanas de uso, mas em algumas pessoas pode persistir por mais tempo.

    Isso ocorre porque a sertralina aumenta a atividade da serotonina, o que pode gerar um leve aumento de ativação neurológica, levando a tremores finos, sensação de inquietação ou “corpo acelerado”. Em geral, não é algo perigoso, mas pode ser desconfortável.

    Também é importante considerar outros fatores que podem contribuir, como ansiedade ainda não totalmente controlada, cafeína, estresse ou dose relativamente alta para a sua sensibilidade.

    Se o tremor estiver leve e tolerável, muitas vezes tende a reduzir com o tempo. Porém, se estiver piorando, atrapalhando atividades ou associado a outros sintomas (agitação intensa, insônia importante), o ideal é reavaliar com o médico para possível ajuste de dose ou medicação.


  • Tomo 200 mg de sertralina há dois anos,parece não me fazer mais efeito! Isto é possível? O médico me

    Tomo 200 mg de sertralina há dois anos,parece não me fazer mais efeito! Isto é possível? O médico me passou 50 mg de lamotrigina para ansiedade,tomo as 20 dias e ainda ao senti nada,normal isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer.

    Com a sertralina em dose alta (200 mg há 2 anos), é possível que você esteja percebendo o que chamamos na prática clínica de resposta parcial ou perda de eficácia percebida ao longo do tempo, o que pode ocorrer por alguns motivos, como evolução natural do quadro, estresse atual, mudança no padrão da ansiedade/depressão ou até necessidade de reavaliação diagnóstica e terapêutica. Isso não significa obrigatoriamente que o medicamento “parou de funcionar”, mas que pode não estar mais sendo suficiente sozinho.

    Já a lamotrigina 50 mg há 20 dias ainda está em fase inicial. Esse medicamento não age como ansiolítico imediato. Ele é um estabilizador de humor de efeito lento, e em muitos casos precisa de aumento gradual de dose ao longo de semanas até meses para mostrar benefício clínico mais claro. Em geral, 20 dias em dose baixa ainda é considerado muito precoce para sentir efeito significativo.

    Além disso, a lamotrigina costuma ser mais eficaz para instabilidade do humor, bipolaridade e irritabilidade, e não tanto para ansiedade pura, então a resposta também depende muito do diagnóstico de base.

    Em resumo: sim, é possível que a sertralina precise de reavaliação após uso prolongado, e sim, é normal ainda não sentir efeito da lamotrigina com apenas 20 dias e 50 mg. O ideal é manter acompanhamento com o seu médico para avaliar ajuste de dose, associação de estratégias ou até revisão do diagnóstico se necessário.


  • Tomar sertralina 150 mg e clonazepan 2 mg por muito tempo,pode causar tremores involuntários ??

    Tomar sertralina 150 mg e clonazepan 2 mg por muito tempo, pode causar tremores involuntários ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, pode estar relacionado, mas não é a única explicação.

    O uso prolongado de sertralina (150 mg) pode, em algumas pessoas, causar tremor fino ou tremor leve persistente, por aumento da atividade serotoninérgica. Já o clonazepam (2 mg) geralmente reduz tremores, mas o uso contínuo pode levar a tolerância e dependência, e em alguns casos, variações de dose ou efeito podem gerar rebote de ansiedade e tremor.

    Além disso, tremores involuntários também podem ocorrer por:

    ansiedade ainda não controlada
    cafeína ou estimulantes
    alterações da tireoide
    interação entre medicações
    ou, mais raramente, efeitos neurológicos do próprio tratamento prolongado

    Em resumo: sim, essa combinação pode estar associada a tremores, mas é essencial investigar outras causas antes de atribuir apenas aos remédios.

    O ideal é uma reavaliação médica para ajustar doses, verificar necessidade real do clonazepam a longo prazo e, se necessário, investigar causas clínicas (como tireoide e níveis metabólicos).

    Se quiser, posso te explicar quais tremores são típicos de sertralina e quais sinais sugerem outra causa mais importante.


  • Subi a dose de Reconter de 10 para 20 mg e me senti mal, baixei para 15 e ainda não estou bem. É nor

    Subi a dose de Reconter de 10 para 20 mg e me senti mal, baixei para 15 e ainda não estou bem. É normal. Ando acordando agitado e também a tarde
    sinto extrema fraqueza. É normal isso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer.

    O Reconter (escitalopram), ao aumentar a dose (de 10 → 20 mg), pode causar um período de reajuste do sistema serotoninérgico, levando temporariamente a sintomas como:

    agitação ao acordar ou ansiedade aumentada
    sensação de “inquietação”
    cansaço/fraqueza durante o dia
    tontura, mal-estar ou alteração do sono

    Mesmo ao reduzir para 15 mg, o corpo ainda pode estar se adaptando às oscilações de dose, e isso pode levar alguns dias a semanas para estabilizar.

    O ponto principal é:

    essas reações são relativamente comuns em mudanças de dose
    costumam ser temporárias (1–3 semanas)
    mas se forem intensas ou persistentes, podem indicar que a dose mais alta não está sendo bem tolerada

    Atenção: se houver piora importante da ansiedade, insônia intensa, pensamentos acelerados ou sofrimento significativo, o ideal é reavaliar com o médico para decidir se mantém 15 mg, volta para 10 mg ou muda a estratégia de ajuste (às vezes o aumento precisa ser mais lento).

    Se quiser, posso te explicar como diferenciar adaptação normal de uma dose que realmente não está sendo bem tolerada.


  • O Lítio pode causar constipação intestinal? Pois estou utilizando 900mg há 50 dias para tratamento d

    O Lítio pode causar constipação intestinal? Pois estou utilizando 900mg há 50 dias para tratamento de transtorno ciclotímico e meu intestino sempre foi regulado antes do medicamento. Com certeza o benefício que o tratamento traz é ótimo, mas esse efeito está sendo um pouco desconfortável; Já tenho uma alimentação balanceada e com bastante fibra, vegetariana, atividade física e hábito de beber água. Fiz a troca de medicamento do Torval CR para o Lítio devido queda de cabelo. Gostaria de entender como amenizar esse efeito. Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, o lítio pode causar constipação intestinal, embora não seja o efeito mais comum. Em algumas pessoas ele altera a motilidade do intestino e também pode contribuir indiretamente para isso por causar leve desidratação funcional ou alteração do equilíbrio eletrolítico, mesmo quando a ingestão de água parece adequada.

    No seu caso, como você já tem alimentação rica em fibras, boa hidratação e atividade física, isso sugere que o efeito é mais provavelmente medicamentoso mesmo, e não comportamental.

    Algumas estratégias que costumam ajudar:

    manter ingestão hídrica ainda mais consistente ao longo do dia (não só volume total)
    incluir fontes de fibra solúvel (como aveia, chia, psyllium) — que ajudam mais na formação do bolo fecal
    observar se há alimentos “constipantes” mesmo em dieta saudável (excesso de queijo, banana verde, etc.)
    fracionar refeições pode ajudar o reflexo intestinal
    em alguns casos, o médico pode indicar laxativos osmóticos leves (como macrogol/lactulose) temporariamente

    Um ponto importante com lítio:
    Qualquer alteração importante do intestino associada a desidratação pode aumentar o risco de elevação do nível de lítio no sangue, então constipação mais intensa ou redução de ingestão de líquidos merece atenção.

    Em relação à troca do Torval CR (divalproato) para lítio:
    essa mudança pode mesmo alterar o padrão intestinal e metabólico, então esse efeito não é inesperado.

    Se o desconforto estiver persistente, vale conversar com seu psiquiatra para ajustar dose, forma de liberação ou até associar medidas específicas para o intestino sem interferir no tratamento.


  • A Fluoxetina como efeito colateral pode acelerar o coração ?

    A Fluoxetina como efeito colateral pode acelerar o coração ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, a fluoxetina pode causar aceleração do coração (taquicardia ou sensação de palpitação) como efeito colateral, principalmente no início do tratamento ou após aumento de dose.

    Isso acontece porque a fluoxetina aumenta a serotonina, o que pode gerar em algumas pessoas:

    leve ativação do sistema nervoso
    ansiedade transitória
    sensação de “coração acelerado”
    tremor ou inquietação

    Em geral:

    é mais comum nas primeiras 1–2 semanas
    costuma ser leve e passageiro
    melhora conforme o organismo se adapta

    Atenção se houver:

    palpitação muito intensa ou persistente
    dor no peito
    falta de ar
    tontura importante
    ou batimentos muito irregulares

    Nesses casos, é importante avaliação médica para descartar outras causas.


  • Quem tem crises de ansiedade mas também sofre com muita falta de atenção e concentração, pode fazer

    Quem tem crises de ansiedade mas também sofre com muita falta de atenção e concentração, pode fazer o uso de ritalina? Os médicos prescrevem para casos assim?
    Desde meus 10/11 anos eu tenho muito problema em me concentrar, não lembro a última vez que li um livro, não consigo fazer nada em casa. Vou para um psiquiatra e queria que ele me receitasse ritalina para eu ver se me adaptaria, mas tenho medo dele não querer receitar por eu ter ansiedade e depressão

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, pode acontecer de um psiquiatra prescrever Ritalina (metilfenidato) em pessoas que têm suspeita ou diagnóstico de TDAH, mesmo quando existe também ansiedade e depressão — mas isso depende de uma avaliação cuidadosa.

    O ponto principal é:
    a Ritalina não é indicada só por “falta de concentração” isolada, e sim quando há critérios consistentes de TDAH desde a infância, com prejuízo funcional importante em várias áreas da vida.

    No seu relato, alguns pontos chamam atenção para investigação de TDAH:

    dificuldade de concentração desde a infância (10/11 anos)
    dificuldade de manter leitura ou tarefas
    desorganização e baixa produtividade em casa
    impacto persistente ao longo da vida

    Sobre ansiedade e depressão:

    elas não impedem automaticamente o uso de estimulantes
    mas podem piorar em alguns casos, principalmente no início
    por isso o médico avalia risco-benefício com cuidado

    O que costuma acontecer na prática:

    o psiquiatra primeiro diferencia se a falta de atenção é por TDAH ou ansiedade/depressão mal controlada
    às vezes ele trata a ansiedade primeiro e depois reavalia atenção
    ou faz teste terapêutico com estimulante em casos bem indicados
    também pode usar alternativas como atomoxetina ou bupropiona em alguns casos

    Importante:
    É totalmente válido você levar essa preocupação na consulta. O ideal não é “pedir Ritalina”, mas sim descrever exatamente:

    desde quando tem dificuldade
    como isso afeta sua vida
    e seu medo de não conseguir se concentrar

    O psiquiatra não deixa de prescrever por você ter ansiedade ou depressão — ele só precisa garantir que o diagnóstico e a indicação estejam corretos.


  • Tenho crise de ansiedade todos os dias de manhã antes de ir trabalhar, posso tomar Rivotril 0,25 de

    Tenho crise de ansiedade todos os dias de manhã antes de ir trabalhar, posso tomar Rivotril 0,25 de manhã e dirigir e trabalhar normalmente? Ou vai me dar sono...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Rivotril (clonazepam) 0,25 mg pode sim reduzir a ansiedade de manhã, mas ele pode causar sonolência, lentificação, redução de reflexos e atenção, principalmente nas primeiras vezes de uso ou em pessoas mais sensíveis.

    Isso é importante porque você mencionou dirigir e trabalhar:
    mesmo em dose baixa, não é possível garantir que você ficará totalmente alerta.

    Em muitas pessoas:

    pode dar só leve relaxamento
    mas em outras pode causar sono e reflexo mais lento, o que aumenta risco ao dirigir

    Na prática clínica, a orientação mais segura é:

    não dirigir nem operar máquinas até saber como você reage ao remédio
    testar primeiro em um dia em que você não precise dirigir

    Outro ponto importante:
    O uso diário de clonazepam pode levar a tolerância e dependência ao longo do tempo, então geralmente ele é usado por períodos curtos ou em situações específicas, enquanto o tratamento de base (como antidepressivo e terapia) controla a ansiedade de forma contínua.

    Em resumo: pode ajudar na crise, mas não é seguro assumir que você conseguirá dirigir normalmente sem testar antes sua resposta individual.


  • Tomo olanzapina 5mg e o médico mandou passar a tomar só meio comprimido,essa diminuição é radical ou

    Tomo olanzapina 5mg e o médico mandou passar a tomar só meio comprimido,essa diminuição é radical ou deveria ser mais parcial,uma vez que estou tendo muita cefaléia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Em geral, reduzir a olanzapina de 5 mg para 2,5 mg (meio comprimido) não é considerado uma redução “radical” — é, na verdade, um passo comum de desmame, especialmente em doses baixas.

    Porém, algumas pessoas podem sim sentir sintomas ao reduzir, como:

    cefaleia
    insônia ou sono leve
    ansiedade ou irritabilidade
    mal-estar geral

    Isso acontece porque o cérebro precisa se ajustar à mudança de dopamina e histamina causada pelo medicamento.

    Sobre sua cefaleia:
    Ela pode estar relacionada ao ajuste da dose, mas também pode ocorrer por:

    retorno parcial da ansiedade
    alteração do sono
    tensão muscular
    ou até outros fatores não ligados diretamente à medicação

    Importante:

    não é recomendado “voltar sozinho” para a dose maior
    se a cefaleia estiver forte ou persistente, o ideal é reavaliar com o médico, porque às vezes o desmame precisa ser mais lento (ex: redução progressiva alternando dias ou mantendo 3,75 mg se possível em formulação adequada)

    Em resumo:

    a redução é habitual e não exagerada
    mas sua reação mostra que seu organismo pode estar sensível ao ajuste
    pode ser necessário um desmame mais gradual individualizado


  • O pondera é muito caro não tenho condições de mante - ló no tratamento, o farmacêutico me indicou o

    O pondera é muito caro não tenho condições de mante - ló no tratamento, o farmacêutico me indicou o genérico paroxitina q é o mesmo usado no pondera, está correto? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, está correto em parte.

    O Pondera é o nome comercial da paroxetina, então o genérico “cloridrato de paroxetina” tem o mesmo princípio ativo e, em teoria, o mesmo efeito terapêutico.

    Ou seja:

    Pondera = marca
    Paroxetina = genérico (mesma substância)

    Mas alguns pontos importantes:

    A troca deve ser feita com conhecimento do médico, principalmente em tratamento psiquiátrico
    A paroxetina tem meia-vida curta, então pode dar mais sintomas de adaptação ou retirada se houver troca ou esquecimento de doses
    Efeitos colaterais podem ser semelhantes, mas algumas pessoas percebem pequenas diferenças de tolerância entre marcas

    O mais seguro:

    confirmar a troca com o médico que prescreveu
    manter dose equivalente (geralmente 1:1)
    observar nas primeiras 1–2 semanas possíveis efeitos como náusea, sonolência ou aumento transitório da ansiedade

    Em resumo: o farmacêutico está correto quanto ao princípio ativo, mas a decisão de substituir o Pondera pela paroxetina idealmente deve ser validada pelo médico para garantir continuidade segura do tratamento.

    Se quiser, posso te explicar como fazer essa transição da paroxetina com menos efeitos colaterais.


  • Boa tarde. Já estou na terceira semana tomando sertralina, e ainda sinto dores de cabeça muito forte

    Boa tarde. Já estou na terceira semana tomando sertralina, e ainda sinto dores de cabeça muito forte. Outros sintomas já sumiram. Devo procurar meu médico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Boa tarde. Sim, vale a pena procurar o seu médico para reavaliar.

    A sertralina pode causar dor de cabeça nas primeiras semanas, mas em geral esse efeito tende a reduzir progressivamente até 2–3 semanas. Se você já está na terceira semana e as outras reações melhoraram, mas a cefaleia continua forte e persistente, isso já foge um pouco do padrão mais esperado de adaptação.

    Possíveis explicações:

    efeito colateral ainda em adaptação (em algumas pessoas dura mais)
    dose não ideal para sua sensibilidade
    cefaleia relacionada à ansiedade ainda não totalmente controlada
    ou outra causa não ligada ao remédio (tensão muscular, enxaqueca, sono, cafeína, visão, etc.)

    Procure avaliação mais cedo especialmente se:

    a dor for muito intensa ou incapacitante
    estiver piorando com o tempo
    vier com náuseas fortes, alterações visuais ou pressão alta
    ou não houver nenhuma melhora gradual

    Em resumo: não parece uma urgência imediata, mas é indicado sim conversar com o médico agora, sem esperar muito mais tempo, para decidir se mantém, ajusta dose ou investiga outra causa da dor.


  • Estou tomando fluoxetina hoje faz 15 dias acordo todos os dias com tremores nos bracos e fraqueza e

    Estou tomando fluoxetina hoje faz 15 dias acordo todos os dias com tremores nos braços e fraqueza, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer.

    Com 15 dias de fluoxetina, ainda está dentro do período inicial de adaptação, e alguns efeitos colaterais podem aparecer, como tremores, sensação de fraqueza, agitação, ansiedade matinal e alteração do sono. Isso ocorre porque o medicamento ainda está ajustando a atividade da serotonina no sistema nervoso.

    Em muitos casos:

    os tremores são leves a moderados
    aparecem mais pela manhã ou em jejum
    tendem a melhorar entre 2 a 4 semanas de uso contínuo

    Porém, também é importante considerar outras possibilidades:

    ansiedade ainda não controlada (pode causar tremor e fraqueza)
    cafeína ou estimulantes
    baixa alimentação ou sono ruim
    dose mais alta para sua sensibilidade

    Atenção:
    Procure reavaliação médica se:

    os tremores forem intensos ou piorando
    houver muita fraqueza a ponto de atrapalhar atividades
    surgirem palpitações fortes, agitação intensa ou insônia grave

    Em resumo:
    pode ser um efeito inicial da fluoxetina, mas como está te incomodando diariamente, é importante avisar o médico para avaliar se mantém, ajusta dose ou troca o horário de uso.


Perguntas frequentes

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