Perguntas do paciente (2444)

  • Minha médica passou Donarem 150mg para tomar a noite e exodus de 15mg de manhã. Gostaria de saber se

    Minha médica passou Donarem 150mg para tomar a noite e exodus de 15mg de manhã. Gostaria de saber se tem algo que impeça esse tratamento. Tomei eles ontem pela primeira vez... as reações estão muito fortes, passei o dia hoje com tontura. Sem condições de me levantar. A sensação é que estou com labirintite o tempo todo. Quanto tempo pra passar as reações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O esquema com Donaren (trazodona) à noite e Exodus (escitalopram) de manhã é uma combinação que pode ser usada em alguns casos de depressão e ansiedade, porque atuam por mecanismos diferentes. Em geral, não existe uma “contraindicação absoluta” clássica entre os dois, mas é uma associação que pode dar efeitos colaterais mais intensos no início, especialmente na primeira semana.

    O que você está descrevendo — tontura forte, sensação de “labirintite”, fraqueza e dificuldade para levantar — é compatível com efeitos iniciais comuns desses medicamentos, principalmente da trazodona (Donaren), que pode causar queda de pressão ao levantar (hipotensão postural), sedação e sensação de desequilíbrio, além de tontura também com o escitalopram no início.

    Na maioria das pessoas, esses efeitos são mais fortes nos primeiros 3 a 7 dias, e tendem a melhorar progressivamente em 1 a 2 semanas, conforme o organismo se adapta. No entanto, a intensidade que você descreve (sem conseguir se levantar) merece atenção, porque pode indicar que a dose está alta para o início ou que você está mais sensível ao efeito de queda de pressão/sedação.

    É importante observar:

    Levantar devagar da cama ou cadeira
    Hidratação adequada
    Evitar dirigir ou atividades de risco
    Evitar álcool

    Se os sintomas estiverem muito incapacitantes, como dificuldade de ficar em pé, desmaio, piora progressiva, palpitações importantes ou confusão, o ideal é falar com sua médica o quanto antes, pois pode ser necessário ajustar dose ou iniciar de forma mais gradual.

    Em resumo: pode acontecer no início, geralmente melhora em poucos dias, mas a intensidade que você relata justifica reavaliação médica precoce para ajuste do tratamento se necessário.


  • Boa noite, tomo haloperidol e está embaçado a visão, estou sentindo fraqueza, tremores.atee quanto t

    Boa noite, tomo haloperidol e está embaçado a visão, estou sentindo fraqueza, tremore, .ate quanto tempo pode durar esses mal estar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Boa noite. Sim, visão embaçada, fraqueza e tremores podem ocorrer como efeitos adversos do haloperidol, principalmente nos primeiros dias de uso ou após aumento da dose.

    Esses sintomas costumam surgir no início do tratamento e, em algumas pessoas, podem melhorar em alguns dias até 2 semanas, conforme o organismo se adapta. No entanto, tremores também podem indicar um efeito extrapiramidal (semelhante ao parkinsonismo), que é um efeito colateral relativamente comum desse medicamento e pode necessitar de ajuste da dose ou uso de outra medicação para aliviar os sintomas.

    Como você está apresentando vários sintomas ao mesmo tempo, é importante entrar em contato com o médico que prescreveu o haloperidol para uma reavaliação. Não interrompa o medicamento por conta própria, pois isso pode causar piora do quadro que motivou o tratamento.

    Procure atendimento imediatamente se, além desses sintomas, surgir febre, rigidez muscular intensa, confusão, dificuldade importante para respirar ou engolir, ou movimentos involuntários intensos, pois essas situações exigem avaliação urgente.

    Em resumo, esses sintomas podem estar relacionados ao haloperidol e podem melhorar com o tempo, mas, se forem intensos ou persistirem, o tratamento deve ser reavaliado pelo seu médico para verificar a necessidade de ajuste da medicação.


  • Diminui na dosagem do clonozepan e dei dor de cabeça e normal?

    Diminui na dosagem do clonozepan e dei dor de cabeça e normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, pode ser normal.

    A redução da dose do clonazepam (clonozepam) pode causar sintomas de abstinência ou descontinuação, mesmo quando a redução é pequena ou feita de forma gradual. Entre esses sintomas estão: dor de cabeça, ansiedade, irritabilidade, insônia, tontura, tensão muscular e sensação de mal-estar.

    Isso acontece porque o clonazepam atua no sistema GABA, que regula a “freada” do sistema nervoso. Quando a dose diminui, o cérebro precisa se readaptar a essa menor modulação, o que pode gerar uma espécie de “hiperativação” temporária — e a dor de cabeça pode ser uma manifestação disso.

    Em geral:

    Sintomas podem aparecer nas primeiras 24 a 72 horas após a redução
    Tendem a ser temporários, melhorando em alguns dias a poucas semanas
    São mais comuns quando o uso foi contínuo por semanas ou meses

    No entanto, é importante diferenciar:

    Efeito de desmame (transitório)
    versus
    Retorno da ansiedade de base (quando os sintomas persistem ou pioram progressivamente)

    Se a dor de cabeça for leve a moderada e passageira, costuma fazer parte da adaptação. Mas se for intensa, persistente, vier com tremores importantes, piora da ansiedade ou outros sintomas marcantes, o ideal é rever o ritmo da redução com o médico, porque às vezes o desmame precisa ser mais lento.


  • Porque a depressão causa uma dor forte no abdomem no meio da barriga a ponto de dar diarreia?

    a depressão pode causar uma dor forte no abdomem no meio da barriga a ponto de dar diarreia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, a depressão (e principalmente a ansiedade associada) pode causar dor abdominal forte na região central da barriga e diarreia, mas isso ocorre por uma interação entre cérebro e intestino chamada eixo intestino–cérebro.

    Do ponto de vista fisiológico, quadros depressivos e ansiosos podem levar a aumento da liberação de neurotransmissores e hormônios do estresse (como cortisol e adrenalina), o que altera diretamente o funcionamento do intestino. Isso pode resultar em aumento da motilidade intestinal, cólicas, sensação de dor abdominal difusa e diarreia funcional, sem que exista necessariamente uma doença orgânica grave por trás.

    Esse padrão é muito comum em condições como síndrome do intestino irritável, que frequentemente está associada a ansiedade e depressão. Nesses casos, a dor costuma ser na região central ou inferior do abdômen, pode piorar em períodos de estresse emocional e vir acompanhada de urgência para evacuar ou fezes amolecidas.

    No entanto, é importante ter cautela, porque nem toda dor abdominal com diarreia é emocional. Também é necessário descartar outras causas, como infecções intestinais, intolerâncias alimentares, doenças inflamatórias intestinais ou efeitos de medicamentos.

    De forma prática, quando a causa é mais emocional, geralmente há:

    piora em momentos de estresse ou ansiedade
    exames normais ou sem alterações significativas
    associação com sintomas como ansiedade, insônia, irritabilidade ou sensação de tensão constante

    Se a dor for muito intensa, persistente, vier com febre, sangue nas fezes, perda de peso ou desidratação, é fundamental avaliação médica para investigação orgânica.

    Em resumo: sim, depressão e ansiedade podem causar esse tipo de dor e diarreia, mas é sempre importante excluir outras causas antes de atribuir tudo ao emocional.


  • Boa tarde , tudo bem? Meu marido fez uso de Equilid a uns 5 anos atrás. Porém sempre teve lapsos s

    Boa tarde , tudo bem?
    Meu marido fez uso de Equilid a uns 5 anos atrás.
    Porém sempre teve lapsos sexuais de vez em quando.
    E de uns meses pra cá , já era!
    Será que esse medicamento afetou essa área da vida dele?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Boa tarde! Tudo bem?

    É pouco provável que o Equilid (sulpirida), usado há cerca de 5 anos, seja a causa direta de uma disfunção sexual que surgiu ou se agravou apenas meses depois de ter sido suspenso.

    Enquanto está em uso, a sulpirida pode aumentar os níveis de prolactina, o que pode causar diminuição da libido, dificuldade de ereção e alterações na ejaculação. Na maioria dos casos, esses efeitos melhoram após a interrupção do medicamento, à medida que a prolactina retorna aos níveis normais.

    Se seu marido vem apresentando piora progressiva da função sexual nos últimos meses, é importante investigar outras causas, como:

    alterações hormonais (principalmente testosterona e prolactina);
    diabetes, hipertensão ou outras doenças vasculares;
    problemas da tireoide;
    ansiedade, depressão ou estresse;
    uso de outros medicamentos (como antidepressivos e alguns anti-hipertensivos);
    consumo de álcool ou tabagismo.

    O ideal é que ele seja avaliado por um urologista ou endocrinologista. Geralmente são solicitados exames como testosterona total (preferencialmente pela manhã), prolactina, glicemia, hemoglobina glicada, TSH e, conforme o caso, outros exames hormonais.

    Em resumo, é improvável que o Equilid continue causando esse problema tantos anos após o uso, e a persistência ou piora da disfunção sexual merece uma investigação clínica para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.


  • Bom dia, doutor! Meu filho tem 27 anos e faz uso de venvanse 50mg! Acontece que nos finais de semana

    Bom dia, doutor! Meu filho tem 27 anos e faz uso de venvanse 50mg! Acontece que nos finais de semana ele sai com os amigos para beber e volta extremamente agressivo! Principalmente quando bebe wisque,vodca,etc…tem alguma relação com o uso dessa medicação com bebidas mais fortes que possa causar essa agressividade??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Bom dia!

    Sim — há relação possível e importante entre Venvanse (lisdexanfetamina) e álcool, especialmente destilados como whisky e vodka.

    O Venvanse é um estimulante do sistema nervoso central. Já o álcool é um depressor cerebral, mas em doses maiores ou em combinações inadequadas pode causar desinibição, impulsividade e agressividade. Quando os dois são combinados, podem ocorrer alguns efeitos relevantes:

    redução da percepção da embriaguez → a pessoa acha que “aguenta mais” e bebe além do limite
    desinibição aumentada → maior chance de impulsividade e agressividade
    piora do controle emocional → especialmente em quem já usa estimulantes durante a semana
    possível “efeito rebote” do estimulante + álcool no cérebro, aumentando irritabilidade

    Importante: o Venvanse não “interage quimicamente” com o álcool de forma simples, mas a combinação pode desorganizar o controle de impulsos e comportamento social, principalmente em situações de bebida forte ou excessiva.

    Além disso, alguns pontos precisam ser considerados:

    Se ele usa o Venvanse diariamente, pode haver cansaço de base ou irritabilidade no fim de semana (efeito rebote)
    Álcool destilado aumenta muito mais a chance de agressividade do que cerveja em pequenas quantidades
    Pode haver fatores associados (ansiedade, impulsividade, traços de personalidade, privação de sono)

    Em resumo: sim, o uso de Venvanse associado a álcool, principalmente destilados, pode contribuir para comportamento agressivo e desinibido, mesmo que não seja uma interação “direta tóxica”.

    O mais importante aqui é: essa combinação deve ser evitada. Idealmente, ele deveria conversar com o médico que prescreve o Venvanse para orientação formal, especialmente se isso já está causando problemas sociais ou familiares.


  • Existe a possibilidade de após de uso anos o clonazepam estar fazendo efeito reverso e atrapalhando

    Existe a possibilidade de após de uso anos o clonazepam estar fazendo efeito reverso e atrapalhando o sono ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, existe essa possibilidade — e é relativamente comum em uso prolongado de clonazepam.

    O que pode acontecer após anos de uso é uma combinação de fatores:

    Tolerância
    O organismo se adapta ao benzodiazepínico, e o efeito sedativo inicial diminui. Com isso, a pessoa pode não dormir tão bem como antes, mesmo tomando o remédio.
    Dependência funcional
    O cérebro passa a “esperar” o medicamento para manter o padrão de sono, e isso pode gerar sono mais leve, fragmentado ou menos restaurador ao longo do tempo.
    Efeito paradoxal (mais raro)
    Em alguns casos, benzodiazepínicos podem causar o oposto do esperado: agitação, ansiedade, irritabilidade ou piora da insônia, principalmente em uso crônico, doses elevadas ou em pessoas mais sensíveis.
    Rebote noturno ou entre doses
    Quando o efeito vai passando, pode ocorrer aumento de ansiedade ou despertares durante a noite.

    Então, sim: após uso prolongado, o clonazepam pode deixar de ajudar e, em alguns casos, passar a atrapalhar a arquitetura do sono, mesmo que ainda “dê sensação de relaxamento” na hora de tomar.

    O ponto mais importante é que não deve ser interrompido de forma abrupta, porque isso pode causar piora importante da insônia, ansiedade e até sintomas físicos.

    O ideal é uma reavaliação médica para considerar estratégias como:

    redução gradual (desmame lento)
    troca por alternativas para sono/ansiedade
    ou associação de tratamento não farmacológico (ex: terapia cognitivo-comportamental para insônia)


  • Eu irmão tá fazendo isso de venlafaxina , faz oito dias hoje, tem dias que ele acorda perturbado, ch

    Eu irmão tá fazendo isso de venlafaxina , faz oito dias hoje, tem dias que ele acorda perturbado, chorando e caminhando devagar , dou o remédio de ansiedade e venlafaxina ele dorme e fica calmo. Esse é efeito ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Pode ser efeito do início da venlafaxina, mas o quadro que você descreve merece atenção clínica mais cuidadosa, especialmente por envolver confusão ao acordar, choro e alteração do comportamento.

    Nos primeiros 7–14 dias, a venlafaxina pode sim causar efeitos iniciais de ativação ou instabilidade emocional, como:

    aumento de ansiedade
    agitação ou inquietação
    choro fácil
    piora transitória do humor
    distúrbios do sono

    Isso acontece porque o cérebro ainda está se adaptando ao aumento de serotonina e noradrenalina. Em muitos casos, esses sintomas melhoram após 1–3 semanas.

    Porém, o que chama atenção no seu relato é:

    ele “acordar perturbado”
    caminhar lentamente/confuso
    necessidade de “remédio de ansiedade” para acalmar

    Isso pode ser apenas adaptação medicamentosa, mas também pode indicar efeito adverso mais intenso, sedação residual de outros medicamentos, ou piora do quadro psiquiátrico de base. O uso de “remédio de ansiedade” junto também pode estar contribuindo para esse estado mais sonolento ou desorganizado ao acordar.

    O mais importante aqui é: não ajustar nem combinar medicamentos por conta própria, porque associações podem mascarar sintomas importantes ou aumentar efeitos colaterais.

    O ideal é que o médico que prescreveu reavalie o quanto antes para decidir se:

    mantém e ajusta a dose da venlafaxina
    muda o horário
    ou associa algo de forma planejada e segura

    Se ele apresentar piora importante do humor, confusão, fala desconexa, comportamento muito estranho ou risco de autoagressão, isso deve ser considerado avaliação urgente.


  • Quais os sintomas da troca de medicação da desvenlafaxina para bupropiona?

    Quais os sintomas da troca de medicação da desvenlafaxina para bupropiona?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A troca de desvenlafaxina (SNRI) para bupropiona (NDRI) pode causar alguns sintomas transitórios, principalmente porque você está saindo de um medicamento que atua fortemente na serotonina e noradrenalina e indo para outro que atua mais em dopamina e noradrenalina, com efeito bem diferente.

    Sintomas comuns durante a transição:

    1. Sintomas de retirada da desvenlafaxina (descontinuação):

    tontura (“choques na cabeça” ou sensação de instabilidade)
    náusea
    irritabilidade
    ansiedade aumentada
    insônia ou sono leve
    sensação de “mal-estar estranho” ou flu-like (corpo pesado, indisposição)
    sensibilidade emocional / choro fácil

    2. Adaptação à bupropiona (início do efeito):

    mais energia ou, em alguns casos, agitação
    aumento de ansiedade nas primeiras semanas
    insônia (principalmente se tomada à tarde/noite)
    boca seca
    tremor leve
    dor de cabeça
    redução de apetite

    O ponto mais importante dessa troca:

    a desvenlafaxina tem síndrome de descontinuação relativamente comum se retirada rápida
    a bupropiona pode levar alguns dias a semanas para “equilibrar” humor e energia

    Quanto tempo dura essa fase?

    geralmente 1 a 3 semanas, podendo ser menos ou um pouco mais dependendo da dose e da forma de troca (redução gradual ou troca direta)

    Sinais de alerta para falar com o médico:

    ansiedade muito intensa ou piora importante do humor
    insônia grave persistente
    pensamentos depressivos fortes ou ideação suicida
    tremores ou agitação incapacitantes

    Resumo: é comum sentir um período de “desajuste” na troca, com sintomas mistos de retirada da desvenlafaxina e adaptação à bupropiona, geralmente transitórios.


  • Faz 1 ano e meio que tomo Reconter 20mg/ml em gotas estou tomando agora 5 gotas faz uns 4 meses de u

    Faz 1 ano e meio que tomo Reconter 20mg/ml em gotas, estou tomando agora 5 gotas faz uns 4 meses de um tempo pra cá estou com bastante excesso de saliva tendo que fica engolindo várias vezes, tem algo a ver com medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Se isso foi uma tentativa de repetir o texto para checar ou ajustar, o conteúdo continua correto na essência, mas vale reforçar de forma mais direta e clínica:

    O que você descreve (tontura intensa, sensação de “labirintite”, fraqueza importante a ponto de dificultar levantar) é um efeito adverso inicial relativamente comum, porém em intensidade mais forte do que o esperado em alguns casos, principalmente por causa da trazodona (Donaren), que pode causar queda de pressão ao levantar (hipotensão postural) e sedação significativa, além de potencial efeito somado com o escitalopram.

    Essa combinação pode ser usada na prática médica, mas geralmente exige fase de adaptação gradual, porque no início pode haver sobrecarga de efeitos no sistema nervoso central e na pressão arterial.

    Em relação ao tempo, o padrão mais comum é:

    3 a 7 dias: fase mais intensa dos efeitos colaterais
    1 a 2 semanas: tendência clara de adaptação e redução da tontura/sedação
    Em alguns casos, melhora já começa após 48–72 horas

    No seu caso, o ponto de atenção não é apenas “ser normal”, mas sim a intensidade incapacitante, que sugere que pode ser necessário ajuste de dose, redução inicial ou titulação mais lenta, o que deve ser decidido pela sua médica.

    Enquanto isso, é importante:

    Evitar levantar rápido (principalmente ao acordar)
    Hidratar-se bem
    Evitar dirigir ou atividades de risco
    Não suspender por conta própria sem orientação

    Se houver desmaio, piora progressiva, palpitações fortes, confusão ou incapacidade de se manter em pé, o mais adequado é procurar avaliação médica mais imediata.


  • Boa noite meu marido começou a tomar a sertralina a uma semana e tomou bebida alcoólica junto com o

    Boa noite meu marido começou a tomar a sertralina a uma semana e tomou bebida alcoólica junto com o tratamento, o que pode acontecer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Boa noite. Em geral, a combinação de sertralina com álcool não costuma causar uma interação “tóxica grave” imediata na maioria das pessoas, mas não é recomendada, especialmente no início do tratamento.

    Na primeira semana de uso da sertralina, o organismo ainda está se adaptando ao medicamento. Nesse período, o álcool pode:

    Aumentar efeitos colaterais da sertralina, como sonolência, tontura, náusea e fraqueza
    Piorar a ansiedade ou instabilidade do humor, ao invés de ajudar a relaxar
    Aumentar risco de desinibição e impulsividade, já que ambos afetam o sistema nervoso central
    Prejudicar o início do efeito terapêutico, porque o cérebro ainda está ajustando a serotonina

    Em algumas pessoas pode não acontecer nada evidente após uma única ingestão, mas isso não significa que seja seguro ou recomendado repetir.

    O ponto mais importante é que na primeira semana de sertralina podem ocorrer efeitos como leve agitação, alterações do sono ou desconforto gastrointestinal, e o álcool pode potencializar esses sintomas e confundir a avaliação do tratamento.

    Em resumo: uma ingestão isolada geralmente não causa algo grave, mas não é indicado associar álcool com sertralina, principalmente no início do uso. Se ele apresentar sintomas como sonolência excessiva, confusão, agitação importante ou piora do humor, o ideal é observar de perto e evitar novas ingestões, além de avisar o médico que prescreveu.


  • Estou tomando reconter 10 mg há 20 dias e sinto muita ansiedade ainda e tontura é normal? Quanto tem

    Estou tomando reconter 10 mg há 20 dias e sinto muita ansiedade ainda e tontura, é normal? Quanto tempo demora pra ter os efeitos benéficos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode ser normal nessa fase inicial.

    O Reconter (escitalopram) 10 mg costuma levar um tempo para mostrar efeito completo, e com 20 dias de uso ainda pode ser cedo para avaliar resposta definitiva.

    Em geral, a evolução esperada é:

    1 a 2 semanas: adaptação do organismo; podem aparecer efeitos como tontura, aumento temporário da ansiedade, náusea, alteração do sono
    2 a 4 semanas: início de melhora progressiva da ansiedade
    4 a 6 semanas (às vezes até 8): efeito terapêutico mais consistente e estável

    A tontura e a ansiedade persistente podem fazer parte da fase de adaptação ou indicar que o efeito ainda não estabilizou completamente.

    Alguns pontos importantes:

    10 mg é uma dose inicial comum, mas em algumas pessoas pode ser necessário ajuste pelo médico
    o escitalopram não age de forma imediata na ansiedade — ele vai “regulando” gradualmente os circuitos cerebrais
    durante o início, pode haver uma sensação paradoxal de leve piora da ansiedade antes da melhora

    Procure seu médico antes da próxima consulta se houver:

    piora intensa da ansiedade
    tontura incapacitante
    agitação importante ou insônia grave
    sintomas que impeçam suas atividades diárias


  • Irei estudar a noite, qual melhor horário para tomar o Venvanse? O período das aulas é de 18:30 às

    Irei estudar a noite, qual melhor horário para tomar o Venvanse?
    O período das aulas é de 18:30 às 22:30

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Se o seu objetivo é ter o melhor desempenho durante as aulas (18h30 às 22h30), o horário ideal depende de quanto tempo o Venvanse costuma durar para você. Em geral:

    O Venvanse começa a fazer efeito entre 1 e 2 horas após a ingestão.
    O pico de efeito costuma ocorrer entre 3 e 5 horas.
    A duração varia bastante entre as pessoas, geralmente entre 10 e 14 horas.

    Se você costuma sentir efeito por cerca de 12 horas, uma estratégia seria tomar entre 9h e 10h, o que ainda proporciona cobertura até o fim da noite. Porém, se o efeito em você dura menos (8–10 horas), tomar entre 11h e 12h pode oferecer melhor desempenho no período das aulas.

    É importante considerar que tomar o Venvanse após o meio-dia aumenta o risco de dificuldade para dormir, especialmente se você costuma deitar antes da meia-noite.

    Como você já usou Venvanse anteriormente e respondeu bem a ele, uma boa estratégia é observar:

    Se o efeito "acaba" antes das 18h30, converse com seu médico sobre ajustar o horário.
    Se ele ainda está funcionando às 22h30 sem atrapalhar seu sono, esse horário provavelmente está adequado.

    Na prática, para quem estuda das 18h30 às 22h30, muitos pacientes encontram um bom equilíbrio tomando o medicamento entre 10h30 e 11h30, mas o horário ideal deve ser individualizado conforme a duração do efeito e sua rotina de sono.

    Se você me disser:

    qual a dose do Venvanse (30, 50 ou 70 mg),
    que horas você costuma acordar e
    que horas costuma dormir,

    posso sugerir um horário mais adequado para a sua rotina.


  • Olá, eu tomo escitalopram (10mg) fazem alguns meses e comecei a tomar amitriptilina (25mg) faz uma s

    Olá, eu tomo escitalopram (10mg) fazem alguns meses e comecei a tomar amitriptilina (25mg) faz uma semana junto com o Escitalopram (ele pela manhã e a amitriptilina pela noite). Desde então, comecei a sentir tontura, cansaço e fraqueza ao longo dos meus dias. Isso é comum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, esses sintomas podem ocorrer após o início da amitriptilina, especialmente na primeira ou segunda semana de tratamento. A amitriptilina pode causar sonolência, tontura, sensação de fraqueza e redução da pressão arterial ao levantar, efeitos que podem ser mais perceptíveis quando associada ao escitalopram. Em muitos casos, esses sintomas tendem a diminuir conforme o organismo se adapta ao medicamento. Entretanto, se forem intensos, persistirem, houver desmaios, palpitações, confusão ou piora importante do estado geral, é fundamental entrar em contato com o médico para reavaliar a dose e a necessidade de ajustes. Não interrompa os medicamentos por conta própria. Uma avaliação clínica permitirá verificar se os sintomas são esperados ou se há outra causa associada, garantindo maior segurança e eficácia ao tratamento.


  • É normal ter crise de ansiedade quando se está fazendo o desmamamento com escitolapram

    É normal ter crise de ansiedade quando se está fazendo o desmame com escitolapram?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, pode acontecer. Durante o desmame do escitalopram (Exodus) algumas pessoas apresentam um conjunto de sintomas chamado de síndrome de descontinuação de antidepressivos, que pode incluir ansiedade, irritabilidade, instabilidade emocional, sensação de “crise de ansiedade”, tontura, insônia, formigamentos e sensação de choque no corpo (“brain zaps”).

    Isso ocorre porque o organismo precisa se readaptar à redução da serotonina disponível no sistema nervoso central. Quando o desmame é mais rápido ou quando a pessoa é mais sensível ao medicamento, esses sintomas tendem a ser mais perceptíveis.

    As crises de ansiedade durante esse período não significam necessariamente que a doença voltou, mas sim que pode haver um efeito transitório de adaptação neuroquímica. No entanto, existe uma diferença importante: se os sintomas forem leves a moderados e temporários, costumam melhorar em dias a poucas semanas; já se houver retorno progressivo e sustentado da ansiedade original, pode indicar recidiva do quadro de base.

    A forma de reduzir esse risco é fazer o desmame de maneira gradual e individualizada, muitas vezes com reduções pequenas e em etapas, conforme orientação médica.

    Se os sintomas estiverem intensos, incapacitantes ou persistentes, o ideal é reavaliar com o médico para ajustar a velocidade do desmame ou considerar estratégias alternativas.


  • Quando se toma a parocxetina e normal o homem não gozar na hora do sexo ?

    Quando se toma a paroxetina, é normal o homem não gozar na hora do sexo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim. A dificuldade para atingir o orgasmo ou a ejaculação tardia são efeitos adversos relativamente comuns da paroxetina. Esse medicamento pertence à classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), que podem reduzir a libido, retardar a ejaculação e dificultar o orgasmo em alguns homens. A intensidade desses efeitos varia entre os pacientes e pode persistir enquanto o tratamento é mantido. Caso essa alteração esteja causando incômodo ou prejuízo à qualidade de vida, é importante conversar com o médico antes de fazer qualquer mudança. Existem estratégias terapêuticas, como ajuste da dose, troca do antidepressivo ou associação de outras medicações, que podem minimizar esse efeito de forma segura e individualizada, sem comprometer o controle do transtorno que motivou o tratamento.


  • Ansitec ou Anafranil podem causar irritação dentro da boca?

    Ansitec ou Anafranil podem causar irritação dentro da boca?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, é possível, mas não é um efeito colateral muito comum.

    Tanto o Ansitec (buspirona) quanto o Anafranil (clomipramina) podem, em algumas pessoas, causar sensações orais como boca seca, ardor, alteração do paladar e irritação na mucosa oral.

    O mecanismo mais provável é indireto:

    O Anafranil, por ser um antidepressivo tricíclico, tem efeito anticolinérgico, o que reduz a salivação e pode levar a boca seca (xerostomia). Isso facilita irritação, sensação de queimação, aftas e maior sensibilidade na mucosa.
    O Ansitec (buspirona) não costuma causar boca seca com tanta frequência, mas pode, raramente, estar associado a desconfortos inespecíficos na cavidade oral.

    Além disso, quando há redução da saliva, a boca fica mais suscetível a:

    irritação por alimentos
    alterações de pH
    pequenas inflamações
    sensação de “ardor” ou “queimação”

    Se a irritação for leve, pode melhorar com hidratação, estímulo de saliva (balas sem açúcar ou goma de mascar) e higiene oral adequada. Porém, se houver dor importante, feridas, placas brancas, inchaço ou persistência, é importante avaliação médica ou odontológica para descartar outras causas, como candidíase oral ou reações locais.


  • Ansitec causa irritação na boca? Ou com Anafranil é mais comum?

    Ansitec causa irritação na boca? Ou com Anafranil é mais comum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, ambos podem causar alterações na boca, mas por mecanismos diferentes e com frequências distintas.

    O Ansitec (buspirona) não é dos medicamentos mais associados a efeitos orais importantes, mas pode, em alguns casos, causar leve secura da boca. No geral, é um efeito menos comum e menos intenso.

    Já o Anafranil (clomipramina), por ser um antidepressivo tricíclico, tem um perfil mais “anticolinérgico”, o que significa que ele bloqueia parcialmente a ação da acetilcolina. Por isso, é bem mais comum causar boca seca, redução de saliva, gosto metálico e desconforto oral. Em alguns pacientes, esse efeito pode ser mais marcante, especialmente no início do tratamento ou em doses mais altas.

    Então, comparando diretamente: Anafranil tende a causar boca seca e irritação oral com muito mais frequência e intensidade do que o Ansitec.

    Se esse sintoma estiver atrapalhando muito, vale conversar com o médico, porque às vezes ajustes de dose, troca de medicação ou medidas de suporte (hidratação, goma sem açúcar, saliva artificial) podem melhorar bastante o desconforto sem prejudicar o tratamento.


  • Olá, estou tomando o medicamento Desve 100mg há 10 dias, tenho sofrido do efeito colateral boca seca

    Olá, estou tomando o medicamento Desve 100mg há 10 dias, tenho sofrido do efeito colateral boca seca, há pouquíssima produção de saliva na minha boca e isto está causando muito desconforto. Esse sintoma passa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A boca seca é um efeito adverso relativamente comum da desvenlafaxina, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Em muitos pacientes, esse sintoma tende a diminuir à medida que o organismo se adapta ao medicamento, embora em alguns casos possa persistir. Enquanto isso, manter boa hidratação, mascar chicletes sem açúcar, utilizar saliva artificial quando necessário e reforçar os cuidados com a higiene bucal podem ajudar a reduzir o desconforto e prevenir problemas dentários. Se a boca seca for intensa, persistir por várias semanas ou vier acompanhada de dificuldade para engolir, feridas na boca ou outros sintomas importantes, é fundamental retornar ao médico para reavaliar o tratamento. Não interrompa a medicação por conta própria, pois podem ser necessários ajustes individualizados para manter a eficácia e minimizar os efeitos adversos.


  • Minha vida é tranquila, não me falta nada mas vivo com muita angústia , ansiedade, irritação, insôni

    Minha vida é tranquila, mas vivo com muita angústia , ansiedade, irritação, insônia , etc
    Parece que sempre estou em perigo . É suficiente procurar um neurologista, um psicólogo ou um psiquiatra?
    Há uma semana estou tomando Amytril 25 e não estou sentindo nenhum benefício ainda. Peço orientação .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O que você descreve — angústia constante, ansiedade, irritabilidade, insônia e sensação persistente de perigo mesmo sem motivo aparente — é compatível com um quadro de transtorno de ansiedade (como transtorno de ansiedade generalizada) e/ou um quadro depressivo com ansiedade associada, mas isso precisa de avaliação clínica para confirmação, porque outros fatores também podem contribuir (estresse crônico, alterações hormonais, uso de substâncias, distúrbios do sono, entre outros).

    Em relação a quem procurar, o mais indicado é o psiquiatra, porque ele é o profissional especializado tanto no diagnóstico quanto no ajuste de medicações como o Amytril (amitriptilina). O psicólogo é essencial como parte do tratamento, principalmente para psicoterapia, que ajuda muito na regulação da ansiedade e dos padrões de pensamento. O neurologista geralmente não é o primeiro especialista nesse tipo de quadro, a menos que exista suspeita de causa neurológica associada (como convulsões, cefaleias específicas ou outros sintomas neurológicos).

    Sobre o Amytril 25 mg, é importante saber que:

    Ele costuma levar 2 a 4 semanas (às vezes até 6 semanas) para ter efeito mais consistente sobre ansiedade e humor
    Com apenas 1 semana de uso, ainda é esperado pouco ou nenhum benefício terapêutico
    Em algumas pessoas, no início pode até haver efeitos colaterais como sonolência, boca seca ou piora leve da ansiedade antes da melhora

    Ou seja, ainda é cedo para concluir se está funcionando ou não.

    A sensação de “estar sempre em perigo” é um sintoma típico de hipervigilância ansiosa, que melhora bastante com tratamento adequado (medicação + psicoterapia), mas raramente melhora de forma imediata.

    O mais importante agora é:

    manter o acompanhamento médico sem interromper por conta própria
    reavaliar com o psiquiatra se os sintomas estiverem muito intensos
    associar psicoterapia, se possível
    cuidar do sono e evitar estimulantes (cafeína, excesso de telas à noite)


Perguntas frequentes

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