Perguntas do paciente (2484)

  • Como a psiquiatria compreende o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no contexto das relaçõe

    Como a psiquiatria compreende o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no contexto das relações afetivas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Na psiquiatria, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é compreendido, no contexto das relações afetivas, como um transtorno caracterizado por um padrão persistente de instabilidade nas emoções, na autoimagem e nos relacionamentos interpessoais, associado a impulsividade acentuada. Os vínculos afetivos costumam ser particularmente intensos porque ativam aspectos centrais do transtorno, como o medo de abandono, a necessidade de proximidade e a dificuldade em regular emoções diante de conflitos.

    Em relacionamentos amorosos, é comum que o paciente apresente grande sensibilidade a sinais de rejeição ou distanciamento, interpretando situações ambíguas como ameaça ao vínculo. Isso pode desencadear intensa angústia, comportamentos impulsivos, tentativas de evitar o abandono, discussões frequentes ou mudanças rápidas na forma de perceber o parceiro, alternando entre idealização e desvalorização. Essas oscilações refletem dificuldades na integração de aspectos positivos e negativos do outro, e não necessariamente uma mudança real na qualidade da relação.

    Além disso, alterações na identidade, sentimento crônico de vazio, impulsividade e dificuldade de tolerar frustrações podem contribuir para relações marcadas por instabilidade e conflitos recorrentes. Em momentos de elevada desregulação emocional, alguns pacientes podem apresentar automutilação ou comportamento suicida, exigindo avaliação cuidadosa do risco.

    A psiquiatria entende que esses padrões não representam falta de afeto, manipulação intencional ou ausência de compromisso com a relação, mas sim manifestações clínicas de um transtorno complexo da regulação emocional e interpessoal. O tratamento combina psicoterapia estruturada — especialmente a Terapia Dialética Comportamental (DBT), Terapia Baseada em Mentalização (MBT) e Psicoterapia Focada na Transferência (TFP) — com manejo psiquiátrico dos sintomas associados, como ansiedade, depressão e impulsividade. Com tratamento adequado, muitos pacientes desenvolvem maior estabilidade emocional, melhor capacidade de comunicação e relacionamentos afetivos mais saudáveis e duradouros.


  • De que maneira o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta as relações sociais segundo a ps

    De que maneira o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta as relações sociais segundo a psiquiatria?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Segundo a psiquiatria, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) compromete as relações sociais principalmente por um padrão persistente de instabilidade emocional, interpessoal e da autoimagem, associado a intensa impulsividade. Essas características fazem com que o paciente apresente grande sensibilidade à rejeição, ao abandono real ou imaginado e dificuldade em manter vínculos estáveis.

    Nas relações interpessoais, é comum ocorrer um padrão de idealização e desvalorização das pessoas, alternando rapidamente entre enxergar o outro como totalmente bom ou totalmente ruim diante de frustrações ou conflitos. Pequenos desentendimentos podem ser percebidos como sinais de abandono, desencadeando reações emocionais intensas, comportamentos impulsivos, tentativas de evitar a separação, discussões, afastamentos abruptos ou episódios de automutilação e ameaças suicidas em alguns casos.

    Além disso, a dificuldade na regulação das emoções favorece oscilações de humor, irritabilidade, explosões de raiva e impulsividade, prejudicando relacionamentos afetivos, familiares, sociais e profissionais. A identidade instável e o sentimento crônico de vazio também podem dificultar a construção de vínculos consistentes e a manutenção de objetivos pessoais.

    É importante destacar que esses comportamentos não refletem falta de caráter ou intenção deliberada de manipular as pessoas, mas sim manifestações de um transtorno psiquiátrico complexo, frequentemente relacionado a alterações na regulação emocional e, em muitos casos, a experiências adversas precoces. Com tratamento adequado, especialmente por meio de psicoterapias estruturadas como a Terapia Dialética Comportamental (DBT) e, quando indicado, tratamento medicamentoso para sintomas associados, muitos pacientes apresentam melhora significativa da estabilidade emocional, da qualidade dos relacionamentos e do funcionamento social ao longo do tempo.


  • Qual é a explicação psiquiátrica para a instabilidade dos vínculos no Transtorno de Personalidade Bo

    Qual é a explicação psiquiátrica para a instabilidade dos vínculos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A instabilidade dos vínculos no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é explicada pela interação entre dificuldades de regulação emocional, sensibilidade aumentada à rejeição e padrões de apego inseguros. O indivíduo pode vivenciar emoções muito intensas diante de aproximações, afastamentos ou conflitos, levando a mudanças rápidas na percepção do relacionamento. A dificuldade em integrar sentimentos positivos e negativos sobre a mesma pessoa pode favorecer ciclos de idealização e desvalorização. O tratamento psicoterápico busca fortalecer a identidade, a regulação emocional e a construção de relações mais estáveis.


  • Como a psiquiatria e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) interpretam a sensibilidade à re

    Como a psiquiatria e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) interpretam a sensibilidade à rejeição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Na psiquiatria, a sensibilidade à rejeição no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é compreendida como uma característica relacionada à intensa reatividade emocional e à dificuldade de regular sentimentos diante da possibilidade de abandono ou afastamento. O indivíduo pode perceber sinais sutis de rejeição como ameaças significativas, desencadeando ansiedade, tristeza, raiva ou comportamentos impulsivos. Essa resposta está associada a alterações nos padrões de apego, autoestima e interpretação das relações interpessoais. A psicoterapia auxilia no reconhecimento desses padrões e no desenvolvimento de respostas emocionais mais equilibradas.


  • Como a psiquiatria define o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em relação às relações inte

    Como a psiquiatria define o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em relação às relações interpessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A psiquiatria define o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) como uma condição caracterizada por um padrão persistente de instabilidade nas relações interpessoais, associado a alterações na regulação emocional, autoimagem e impulsividade. Nas relações, pode ocorrer dificuldade em manter uma percepção equilibrada das pessoas, com oscilações entre idealização e desvalorização, além de medo intenso de abandono ou rejeição. Esses padrões podem gerar conflitos e sofrimento significativo. O tratamento envolve principalmente psicoterapia estruturada, que auxilia no desenvolvimento de maior estabilidade emocional e relacionamentos mais saudáveis.


  • Por que os relacionamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são considerados instávei

    Por que os relacionamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são considerados instáveis na psiquiatria?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Na psiquiatria, os relacionamentos no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) são considerados instáveis devido à combinação de intensa sensibilidade emocional, medo de abandono e dificuldade na regulação dos afetos. O indivíduo pode apresentar mudanças rápidas na forma como percebe as pessoas, alternando entre idealização e desvalorização, especialmente diante de conflitos ou frustrações. Essas oscilações podem gerar comportamentos impulsivos, insegurança e dificuldades de comunicação. A psicoterapia tem papel fundamental para desenvolver maior compreensão emocional, melhorar os vínculos e promover relações mais estáveis.


  • Como a psiquiatria explica a idealização e desvalorização nas relações interpessoais do Transtorno d

    Como a psiquiatria explica a idealização e desvalorização nas relações interpessoais do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Na psiquiatria, a idealização e a desvalorização no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) são compreendidas como manifestações do mecanismo de divisão, no qual há dificuldade em integrar características positivas e negativas de uma mesma pessoa de forma simultânea. Em momentos de proximidade emocional, o indivíduo pode perceber alguém como extremamente importante e perfeito; diante de frustrações ou medo de rejeição, essa percepção pode mudar para uma visão negativa intensa. Esse padrão está relacionado à instabilidade emocional e aos vínculos afetivos, sendo trabalhado principalmente por meio de psicoterapia especializada.


  • Como a psiquiatria entende os conflitos interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB

    Como a psiquiatria entende os conflitos interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A psiquiatria entende os conflitos interpessoais no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) como resultado da interação entre alta sensibilidade emocional, dificuldade de regulação dos afetos, medo de abandono e padrões de interpretação das relações. Pequenas situações de frustração ou afastamento podem ser percebidas como ameaças ao vínculo, levando a respostas emocionais intensas, impulsividade e dificuldades de comunicação. Esses conflitos não ocorrem por falta de interesse nas relações, mas por dificuldades em manejar emoções e percepções. A psicoterapia auxilia no desenvolvimento de estratégias mais adaptativas para os relacionamentos.


  • Qual é a importância do diagnóstico psiquiátrico nas relações interpessoais do Transtorno de Persona

    Qual é a importância do diagnóstico psiquiátrico nas relações interpessoais do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O diagnóstico psiquiátrico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem grande importância para compreender como padrões emocionais, cognitivos e comportamentais podem influenciar as relações interpessoais. Pessoas com TPB podem apresentar maior sensibilidade à rejeição, medo intenso de abandono, oscilações emocionais, dificuldade na regulação dos sentimentos, impulsividade e mudanças na percepção sobre si mesmas e sobre os outros. O diagnóstico adequado permite uma compreensão mais precisa desses padrões, evitando interpretações equivocadas como falta de vontade ou comportamento intencional. Além disso, direciona intervenções terapêuticas baseadas em evidências, com foco no desenvolvimento de habilidades de comunicação, controle emocional e resolução de conflitos. O acompanhamento psiquiátrico também possibilita identificar e tratar sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, estresse, irritabilidade, transtornos de humor e transtorno depressivo, quando presentes. Dessa forma, o diagnóstico contribui para relações mais estáveis, maior autoconsciência e melhor qualidade de vida do paciente e das pessoas ao seu redor.


  • Como o tratamento psiquiátrico pode melhorar as relações interpessoais no Transtorno de Personalidad

    Como o tratamento psiquiátrico pode melhorar as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O tratamento psiquiátrico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode contribuir significativamente para a melhora das relações interpessoais ao atuar na regulação emocional, no controle da impulsividade e na redução de padrões comportamentais que geram conflitos. A abordagem terapêutica envolve principalmente psicoterapia estruturada, com destaque para a Terapia Dialética Comportamental, que auxilia o paciente a desenvolver habilidades de tolerância ao sofrimento, comunicação assertiva, manejo da raiva e compreensão dos próprios pensamentos e emoções. A avaliação psiquiátrica também permite identificar e tratar sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, crises de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade e transtornos de humor, quando presentes. Com maior consciência emocional e estratégias adequadas de enfrentamento, o paciente tende a construir vínculos mais estáveis, reduzir reações intensas diante de conflitos e melhorar a qualidade das relações familiares, afetivas e sociais. O acompanhamento contínuo é fundamental para promover mudanças duradouras e uma melhor qualidade de vida.


  • Médico aumentou a sertralina de 50mg para 100 mg, posso tomar 2 comprimidos de 50mg? ou devo comprar

    Médico aumentou a sertralina de 50mg para 100 mg, posso tomar 2 comprimidos de 50mg? ou devo comprar o de 100?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, em geral, quando o médico aumenta a dose da sertralina de 50 mg para 100 mg, tomar dois comprimidos de 50 mg costuma equivaler à mesma dose de um comprimido de 100 mg, desde que sejam da mesma apresentação e tenham a mesma formulação. A diferença costuma estar apenas na quantidade do medicamento em cada comprimido, não no efeito esperado. Entretanto, é importante seguir exatamente a orientação prescrita, pois algumas apresentações podem ter particularidades. A sertralina é um medicamento utilizado no tratamento de condições como ansiedade, depressão, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e outros quadros psiquiátricos, e os ajustes de dose devem ser acompanhados para avaliar resposta clínica e possíveis efeitos adversos. Não interrompa ou reduza a medicação por conta própria. Em consulta, o médico pode acompanhar a evolução dos sintomas, como melhora da ansiedade, humor, sono e funcionamento diário, ajustando o tratamento quando necessário.


  • Qual é a visão geral da psiquiatria sobre o funcionamento social no Transtorno de Personalidade Bord

    Qual é a visão geral da psiquiatria sobre o funcionamento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A visão geral da psiquiatria sobre o funcionamento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é de que as dificuldades interpessoais estão relacionadas principalmente a alterações na regulação emocional, percepção de si e dos outros e manejo de vínculos afetivos. Indivíduos com TPB podem apresentar intensa necessidade de proximidade emocional, associada ao medo de rejeição ou abandono, levando a oscilações nos relacionamentos, conflitos frequentes e dificuldade em manter relações estáveis. Esses padrões não representam falta de interesse social, mas refletem uma interação complexa entre fatores biológicos, psicológicos e ambientais. O tratamento psiquiátrico busca melhorar o funcionamento social por meio de psicoterapia estruturada, especialmente abordagens focadas em habilidades emocionais e interpessoais, além do manejo de sintomas associados como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade e transtornos de humor. Com acompanhamento adequado, muitos pacientes apresentam melhora significativa na qualidade dos relacionamentos, autonomia emocional e adaptação social.


  • Estou tomando Paroxetina 40 mg há 42 dias. Passo vários dias bem , mas as crises ainda aparecem. Ai

    Estou tomando Paroxetina 40 mg há 42 dias.
    Passo vários dias bem , mas as crises ainda aparecem. Ainda é normal isso acontecer? Ou a medicação não está fazendo efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, ainda pode ser considerado esperado que algumas oscilações ocorram após 42 dias de uso da paroxetina, especialmente em transtornos relacionados à ansiedade e crises de pânico. Embora muitos pacientes apresentem melhora nas primeiras semanas, a resposta terapêutica completa pode levar de 8 a 12 semanas, dependendo da intensidade dos sintomas, do organismo de cada pessoa e da associação ou não com psicoterapia. O fato de passar vários dias bem pode indicar que existe uma resposta parcial ao tratamento, mas a persistência de algumas crises mostra que o acompanhamento deve continuar para avaliar a evolução. Também é importante investigar fatores que podem desencadear pioras, como estresse, privação de sono, consumo de estimulantes e padrões de pensamento associados à ansiedade. Não ajuste ou interrompa a medicação por conta própria. Em consulta, o psiquiatra pode avaliar se a dose está adequada, se há necessidade de ajustes ou associação de outras estratégias terapêuticas para melhorar o controle da ansiedade, crises de ansiedade, ataques de pânico e sintomas associados.


  • Qual é a importância do medo de abandono na vida social de pacientes com Transtorno de Personalidade

    Qual é a importância do medo de abandono na vida social de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline sob a perspectiva da psiquiatria?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Na perspectiva da psiquiatria, o medo de abandono representa um dos elementos fundamentais do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e exerce grande influência na forma como o paciente estabelece e mantém seus relacionamentos. Esse medo pode gerar uma sensibilidade aumentada a sinais de rejeição, levando a interpretações negativas de situações cotidianas, sofrimento emocional intenso e comportamentos impulsivos na tentativa de preservar vínculos importantes. Como consequência, podem surgir dificuldades na estabilidade dos relacionamentos familiares, afetivos e sociais, com alternância entre necessidade intensa de proximidade e afastamento como forma de proteção emocional. A compreensão desse mecanismo é essencial para evitar julgamentos e direcionar um tratamento adequado. A psicoterapia, especialmente abordagens estruturadas como a Terapia Dialética Comportamental, auxilia no desenvolvimento da regulação emocional, comunicação assertiva e manejo de conflitos. O acompanhamento psiquiátrico também permite tratar sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, estresse, irritabilidade, transtornos de humor e transtorno depressivo, promovendo melhor adaptação social e qualidade de vida.


  • Estou tomando escitalopram há 2 meses,sendo 1 mês 10mg e 1 mês aumentei para 20mg. É normal depois d

    Estou tomando escitalopram há 2 meses,sendo 1 mês 10mg e 1 mês aumentei para 20mg. É normal depois desse tempo apresentar queimação nas costas, peito e nunca? Isso aconteceu no início do tratamento. Mas depois de 1 mês de aumentar. Pode acontecer de novo? Obgda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, é possível, embora não seja um efeito colateral dos mais comuns. Quando a dose do escitalopram é aumentada, o organismo pode passar por um novo período de adaptação, mesmo que você já estivesse usando o medicamento anteriormente. Nessa fase, algumas pessoas voltam a apresentar sintomas como sensação de queimação, calor, formigamento, aumento da ansiedade ou desconfortos físicos semelhantes aos do início do tratamento.

    Entretanto, como você já está há 1 mês usando 20 mg, é importante considerar também outras causas para essa queimação, como refluxo gastroesofágico, dores musculares, alterações neurológicas ou até a própria ansiedade, que pode causar sensações de ardor no peito, costas e pescoço.

    O ideal é informar seu psiquiatra sobre esses sintomas, principalmente se estiverem persistindo ou piorando. E, se a queimação no peito vier acompanhada de dor intensa, falta de ar, suor frio, tontura importante ou irradiar para o braço ou mandíbula, procure atendimento médico imediatamente para descartar causas cardíacas.

    Em resumo, o aumento da dose pode desencadear novamente sintomas de adaptação, mas como eles surgiram após um mês na dose de 20 mg, vale a pena uma reavaliação médica para confirmar se estão relacionados ao medicamento ou se existe outra causa que precise ser investigada.


  • O TOC pode causar pensamentos irracionais e contraditórios?

    O TOC pode causar pensamentos irracionais e contraditórios?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode causar pensamentos considerados irracionais, indesejados e até contraditórios com os valores, desejos e a personalidade da própria pessoa. Esses pensamentos são chamados de obsessões e costumam gerar intensa ansiedade, dúvida, culpa ou desconforto, mesmo quando o indivíduo reconhece que eles não fazem sentido ou são exagerados. Um aspecto importante do TOC é que a pessoa geralmente mantém crítica sobre esses pensamentos, percebendo-os como intrusivos, mas sente dificuldade em controlá-los. As compulsões surgem como uma tentativa de reduzir essa ansiedade, criando um ciclo de alívio temporário e manutenção do transtorno. O tratamento adequado envolve principalmente psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com técnicas de exposição e prevenção de resposta, podendo incluir medicação em alguns casos. A avaliação psiquiátrica é fundamental para diferenciar o TOC de outras condições, como transtornos de ansiedade, depressão, transtornos de humor e TDAH em adultos, estabelecendo a melhor estratégia terapêutica.


  • Hoje faz 9 dias q parei de tomar venlafaxina, no primeiros dias tava sentido náuseas, ai 3 dias atrá

    Hoje faz 9 dias q parei de tomar venlafaxina, no primeiros dias tava sentido náuseas, ai 3 dias atrás estou sentido cabeça leve medo até de pensar , irritabilidade, insônia,esquecendo das coisas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Os sintomas que você descreve são compatíveis com a síndrome de descontinuação da venlafaxina, um efeito relativamente comum quando esse medicamento é interrompido, principalmente se a retirada foi rápida. Náuseas, sensação de "cabeça leve", tontura, irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração, esquecimentos e aumento da ansiedade podem surgir alguns dias após a suspensão e, em muitas pessoas, atingem maior intensidade na primeira ou segunda semana.

    No entanto, também é importante diferenciar esses sintomas de uma possível recidiva do transtorno de ansiedade ou depressão, especialmente se eles persistirem ou se intensificarem com o passar dos dias.

    O ideal é entrar em contato com o médico que acompanhou o tratamento para relatar o que está acontecendo. Em alguns casos, pode ser necessário realizar um desmame mais gradual ou adotar outra estratégia para minimizar os sintomas. Não reinicie a medicação por conta própria sem orientação.

    Se, além desses sintomas, surgirem pensamentos de autoagressão, desespero intenso ou incapacidade de realizar suas atividades habituais, procure atendimento médico imediatamente.


  • Trato sd do pânico desde 2019 e ha 2 anos estava mto bem, estável e sem crises há tempos c a venlafa

    Trato sd do pânico desde 2019 e ha 2 anos estava mto bem, estável e sem crises há tempos c a venlafaxina 225mg . há 2 sem. tive uma oscilação / agudização após uma vasovagal e minha psiq orientou o alprazolam 2x ao dia 0,25mg, estou no 12° dia de uso . Hj de fato eu vinha notando curva de melhora, acordei sem angústia, vim trabalhar, estava saindo pra socializar, apetite voltando e me alimentei melhor . Mas tentei cochilar durante o plantão e me acordaram no susto qnd estava pegando no sono a tarde, antes msm de abrir o olho senti uma onda de adrenalina e um medo absurdo de voltar tud de novo, fração de segundos, mas dps q acordei tentei respirar e lavar o rosto mas fiquei c a boca seca e com receio por um tempo.
    Esse “susto” pode ter atrapalhado o tto ou a curva de melhora q vinha apresentando ? representa falha ou recaída ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Pelo relato, esse episódio descrito não sugere, por si só, falha do tratamento ou uma recaída do transtorno do pânico. Durante a recuperação de um quadro ansioso, é relativamente comum ocorrerem oscilações, principalmente após um período de maior vulnerabilidade. O despertar súbito durante o início do sono pode desencadear uma descarga fisiológica de adrenalina, com sensação intensa de medo, boca seca e alerta corporal, fenômeno que pode acontecer até em pessoas sem transtorno de pânico. O fato de você já estar apresentando melhora, retomando atividades sociais, alimentação e iniciando o dia sem angústia são sinais positivos de resposta terapêutica. Um episódio isolado não costuma “desfazer” a evolução obtida nem significa retorno ao quadro anterior. O tratamento com venlafaxina em dose terapêutica e o uso temporário do alprazolam devem ser acompanhados pelo psiquiatra, avaliando resposta e necessidade de ajustes. A ansiedade, crises de ansiedade e ataques de pânico podem apresentar pequenas flutuações durante a estabilização, e o foco deve ser observar a tendência das semanas, não um único evento.


  • Quantos dias para eliminar uma dose de decadron intramuscular no organismo?

    Quantos dias para eliminar uma dose de decadron intramuscular no organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O tempo para eliminar uma dose de Decadron® (dexametasona) aplicada por via intramuscular varia conforme a dose utilizada, o metabolismo individual e as condições clínicas de cada pessoa. A dexametasona possui uma meia-vida relativamente longa, geralmente em torno de 36 a 54 horas no organismo, o que significa que seus efeitos podem permanecer por alguns dias após a aplicação. Em termos práticos, após uma dose única intramuscular, a maior parte do medicamento costuma ser eliminada em aproximadamente 5 a 10 dias, embora alguns efeitos biológicos, principalmente sobre o sistema imunológico e o metabolismo, possam persistir por mais tempo. É importante lembrar que a duração do efeito não depende apenas da eliminação da substância, mas também da resposta do organismo ao corticoide. Caso a aplicação tenha sido feita para alguma condição específica, como alergia, inflamação, dor ou outra indicação, a avaliação médica deve considerar a evolução dos sintomas e a necessidade ou não de novas intervenções.


  • "Quais critérios clínicos, psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos orientam o

    "Quais critérios clínicos, psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos orientam o psiquiatra na decisão de encaminhar o paciente para acompanhamento psicológico?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A decisão do psiquiatra de encaminhar um paciente para acompanhamento psicológico é baseada em uma avaliação ampla, considerando aspectos clínicos, psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos. Do ponto de vista clínico, são avaliados sintomas persistentes, prejuízo no funcionamento pessoal, profissional ou social, presença de ansiedade, depressão, insônia, crises de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, transtornos de humor ou dificuldade de adaptação. Na perspectiva psicodinâmica, investigam-se conflitos emocionais, padrões relacionais, mecanismos de defesa e experiências de vida que podem influenciar o sofrimento psíquico. A abordagem cognitivo-comportamental considera pensamentos disfuncionais, comportamentos de evitação e estratégias de enfrentamento. Já a avaliação neuropsicológica pode identificar alterações cognitivas, atenção, memória e funções executivas. A psicoterapia, associada ou não ao tratamento medicamentoso, amplia a compreensão do paciente sobre seus sintomas e favorece mudanças sustentáveis, sendo uma ferramenta essencial no cuidado psiquiátrico integral.


Perguntas frequentes

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