Perguntas do paciente (2484)
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Bom dia, iniciei escitalopram ontem 10mg, estou com o rosto queimando e vermelho, mas vai e volta e
Bom dia, iniciei escitalopram ontem 10mg, estou com o rosto queimando e vermelho, mas vai e volta e umas pinicadas no corpo, pode ser do remédio ou reação alérgica? Corre risco de choque anafilatico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia. O que você descreve pode acontecer, mas precisa de atenção para diferenciar duas possibilidades.
O escitalopram, no início do uso, pode causar reações transitórias como sensação de calor, rubor facial, formigamentos e “pinicadas” no corpo, principalmente nas primeiras doses. Isso costuma estar relacionado à adaptação do sistema nervoso e geralmente não é perigoso.
Por outro lado, também é importante observar sinais de reação alérgica verdadeira, que são menos comuns, mas mais importantes:
urticária (placas elevadas e coceira intensa)
inchaço de lábios, olhos ou língua
falta de ar, chiado no peito
piora progressiva dos sintomas
Pelo seu relato (vermelhidão que vai e volta + pinicadas, sem outros sinais), isso parece mais um efeito inicial de adaptação do que anafilaxia.
O risco de choque anafilático com escitalopram é muito raro, e normalmente ele se manifesta de forma rápida e progressiva com dificuldade respiratória e inchaços importantes.
O que fazer agora:
observe a evolução nas próximas horas
evite tomar outras doses sem orientação se os sintomas piorarem
procure atendimento imediato se surgir falta de ar, inchaço no rosto/língua ou urticária intensa
Se os sintomas forem leves e intermitentes, muitas vezes eles melhoram em poucos dias de uso contínuo, mas vale informar o médico que iniciou o tratamento para acompanhamento.
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“Como as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) influenciam a sensaç
“Como as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) influenciam a sensação de pertencimento social sob a perspectiva psiquiátrica?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob a perspectiva psiquiátrica, as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exercem forte influência sobre a sensação de pertencimento social devido às dificuldades relacionadas à regulação emocional, estabilidade da autoimagem e percepção dos vínculos afetivos. Indivíduos com TPB frequentemente apresentam grande necessidade de conexão e proximidade emocional, porém podem vivenciar medo intenso de abandono, hipersensibilidade à rejeição e interpretações negativas de situações interpessoais, o que pode gerar oscilações entre idealização e desvalorização dos relacionamentos.
Essas características podem comprometer a construção de vínculos estáveis, favorecendo sentimentos de insegurança, vazio, solidão e dificuldade em sentir-se aceito ou compreendido pelos grupos sociais. Pequenos conflitos ou mudanças na disponibilidade do outro podem ser percebidos como ameaças significativas ao vínculo, intensificando sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade e impulsividade.
Clinicamente, compreender essa dinâmica é essencial para o diagnóstico diferencial e para o planejamento terapêutico. Intervenções psicoterápicas baseadas em evidências, como a Terapia Dialética Comportamental, Terapia Baseada em Mentalização e Terapia do Esquema, buscam desenvolver maior regulação emocional, compreensão das intenções dos outros e construção de relações mais seguras. Com tratamento adequado, é possível melhorar a estabilidade dos vínculos, fortalecer a identidade e ampliar o sentimento de pertencimento social.
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“Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a construção da identidade e o pertencime
“Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a construção da identidade e o pertencimento social sob a perspectiva psiquiátrica?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode influenciar significativamente a construção da identidade e a percepção de pertencimento social, principalmente por envolver dificuldades na regulação emocional, autoimagem instável e maior sensibilidade às relações interpessoais. Do ponto de vista psiquiátrico, algumas pessoas com TPB apresentam oscilações na forma como percebem a si mesmas, seus objetivos e seus vínculos, podendo ocorrer sentimentos de vazio, medo de abandono e intensa necessidade de validação. Essas características podem afetar a estabilidade das relações e a sensação de integração social. O tratamento é baseado principalmente em psicoterapias estruturadas, como a Terapia Dialética Comportamental, associadas quando necessário ao uso de medicamentos para sintomas específicos, como ansiedade, depressão, impulsividade ou alterações de humor. Uma avaliação individualizada permite compreender os padrões emocionais e desenvolver estratégias para maior estabilidade, autonomia e qualidade de vida.
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O que caracteriza o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e qual é a sua relação com o sentim
O que caracteriza o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e qual é a sua relação com o sentimento de pertencimento social sob a perspectiva da psiquiatria?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é uma condição psiquiátrica caracterizada por instabilidade persistente nos padrões emocionais, relacionais e comportamentais, podendo envolver intensa sensibilidade à rejeição, medo de abandono, oscilações de humor, impulsividade, dificuldades na regulação emocional e alterações na percepção de identidade. Sob a perspectiva da psiquiatria, o sentimento de pertencimento social tem papel relevante, pois indivíduos com TPB podem apresentar maior vulnerabilidade a experiências de exclusão, insegurança nos vínculos e interpretações negativas das relações interpessoais. O tratamento envolve psicoterapia estruturada, manejo dos sintomas associados e, quando indicado, uso de medicações para sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade e transtornos de humor, visando maior estabilidade emocional e qualidade de vida.
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Por que as relações sociais podem ser vividas como “tudo ou nada”, sob a ótica da psiquiatria, espec
Por que as relações sociais podem ser vividas como “tudo ou nada”, sob a ótica da psiquiatria, especialmente no contexto do transtorno de personalidade borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a vivência das relações sociais como “tudo ou nada” está relacionada principalmente a dificuldades na regulação emocional, na percepção de si mesmo e na interpretação dos vínculos interpessoais. Sob a ótica da psiquiatria, esse padrão pode envolver o mecanismo chamado pensamento dicotômico, no qual pessoas ou situações são percebidas de forma extrema, como totalmente positivas ou totalmente negativas, com pouca integração dos aspectos intermediários.
Essa característica pode surgir como uma tentativa de lidar com emoções intensas, medo de abandono, rejeição ou insegurança afetiva. Pequenas mudanças na relação podem ser interpretadas como sinais de afastamento, levando a oscilações entre idealização e desvalorização do outro. O tratamento psiquiátrico, associado principalmente a psicoterapias estruturadas, busca aprimorar a regulação emocional, reduzir impulsividade e desenvolver relações mais estáveis, além de manejar sintomas associados como ansiedade, depressão, irritabilidade e transtornos de humor.
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“O pertencimento social pode ser restaurado de forma estável no Transtorno de Personalidade Borderli
“O pertencimento social pode ser restaurado de forma estável no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), sob a ótica da psiquiatria?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob a ótica da psiquiatria, o sentimento de pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser significativamente desenvolvido e estabilizado ao longo do tratamento. Embora o transtorno envolva dificuldades persistentes na regulação emocional, percepção de rejeição, medo de abandono e instabilidade nos relacionamentos, esses padrões não são imutáveis.
Com intervenções adequadas, especialmente psicoterapias estruturadas como a Terapia Dialética Comportamental (TDC), associadas quando necessário ao tratamento medicamentoso para sintomas como ansiedade, depressão, impulsividade e alterações do humor, muitos pacientes apresentam melhora importante na qualidade dos vínculos. A construção de relações mais seguras ocorre gradualmente, com maior compreensão das próprias emoções, comunicação mais eficaz e redução de interpretações extremas das experiências sociais. O acompanhamento psiquiátrico contínuo auxilia na manutenção da estabilidade emocional e na recuperação da qualidade de vida.
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“Por que as relações no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) parecem ‘intensas demais’, sob
“Por que as relações no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) parecem ‘intensas demais’, sob a ótica psiquiátrica?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a percepção de que as relações são “intensas demais” está relacionada principalmente à forma como o cérebro processa emoções, vínculos e ameaças de rejeição. Sob a ótica da psiquiatria, há uma maior sensibilidade emocional, com respostas mais amplificadas diante de situações interpessoais, especialmente quando envolvem medo de abandono, críticas ou possibilidade de perda do vínculo.
Essa intensidade pode levar a uma rápida aproximação afetiva, forte necessidade de conexão e, em alguns momentos, mudanças bruscas na percepção do relacionamento, alternando entre idealização e decepção. Isso não ocorre por falta de interesse genuíno nas relações, mas por dificuldades na regulação emocional e na interpretação de sinais sociais. O tratamento psiquiátrico, associado a psicoterapias estruturadas, auxilia no desenvolvimento de maior estabilidade emocional, melhora dos relacionamentos e manejo de sintomas como ansiedade, depressão, impulsividade e transtornos de humor.
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“Por que as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são frequentement
“Por que as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são frequentemente experienciadas como de intensidade desproporcional, sob a perspectiva da psiquiatria?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), as relações interpessoais podem ser vivenciadas como de intensidade desproporcional devido à combinação de maior reatividade emocional, dificuldades na regulação dos afetos e hipersensibilidade aos sinais de rejeição ou abandono. Sob a perspectiva da psiquiatria, estímulos relacionais que para outras pessoas seriam percebidos como neutros podem desencadear respostas emocionais mais intensas e prolongadas.
Esse padrão está relacionado a alterações nos mecanismos de processamento emocional e na forma como o indivíduo interpreta segurança, proximidade e ameaça nos vínculos. Pode ocorrer uma rápida idealização do outro, acompanhada de forte necessidade de conexão, mas também mudanças abruptas quando surgem sentimentos de insegurança ou medo de perda. O tratamento envolve psicoterapia especializada e, quando indicado, acompanhamento medicamentoso para sintomas associados como ansiedade, depressão, impulsividade, irritabilidade e transtornos de humor, favorecendo relações mais estáveis e melhor qualidade de vida.
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Um idoso de 64 anos pode tomar 150 mg de pregabalina, sendo que ele tem labirintite?
Um idoso de 64 anos pode tomar 150 mg de pregabalina, sendo que ele tem labirintite?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A pregabalina pode ser utilizada em idosos, inclusive em algumas condições de dor neuropática e outros quadros psiquiátricos ou neurológicos, mas a dose deve ser individualizada conforme idade, função renal, outras medicações em uso e tolerabilidade. A dose de 150 mg pode ser adequada em alguns pacientes, porém em idosos é necessário maior cautela devido ao risco de efeitos como tontura, sonolência, desequilíbrio, visão turva e aumento do risco de quedas.
Em uma pessoa com histórico de labirintite ou sintomas vestibulares, esses efeitos podem ser mais relevantes, pois a pregabalina pode piorar a sensação de instabilidade em alguns casos. O ideal é que o médico avalie a indicação, ajuste progressivo da dose e monitore a resposta clínica. Alterações de marcha, quedas, confusão ou piora importante da tontura devem ser comunicadas ao profissional responsável.
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“De que forma o pertencimento social pode ser melhorado no Transtorno de Personalidade Borderline (T
“De que forma o pertencimento social pode ser melhorado no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), sob a ótica psiquiátrica?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o pertencimento social pode ser aprimorado por meio de intervenções psiquiátricas que integrem manejo dos sintomas, psicoterapia estruturada e reabilitação psicossocial. A avaliação psiquiátrica busca compreender padrões de instabilidade emocional, medo de abandono, impulsividade, dificuldades interpessoais e possíveis comorbidades, como ansiedade e depressão. Estratégias baseadas em terapias especializadas, como a Terapia Dialética Comportamental (TDC), auxiliam no desenvolvimento de regulação emocional, comunicação assertiva e construção de vínculos mais estáveis. O tratamento medicamentoso pode atuar como suporte para sintomas específicos, quando indicado. A criação de redes de apoio seguras favorece autonomia, autoestima e integração social.
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“O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) significa incapacidade de se relacionar socialmente
“O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) significa incapacidade de se relacionar socialmente sob a ótica psiquiátrica?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não significa incapacidade de se relacionar socialmente. Sob a ótica psiquiátrica, trata-se de uma condição caracterizada por dificuldades persistentes na regulação emocional, na percepção de si mesmo e nos padrões de relacionamento interpessoal, podendo envolver medo intenso de abandono, sensibilidade à rejeição e oscilações emocionais. Entretanto, pessoas com TPB podem desenvolver vínculos afetivos, relações familiares e sociais satisfatórias com tratamento adequado. A psicoterapia baseada em evidências, especialmente abordagens como a Terapia Dialética Comportamental, associada quando necessário ao acompanhamento psiquiátrico, favorece habilidades de comunicação, manejo emocional e construção de relações mais estáveis e funcionais.
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“Por que as relações sociais são tão instáveis no transtorno de personalidade borderline (TPB) sob a
“Por que as relações sociais são tão instáveis no transtorno de personalidade borderline (TPB) sob a ótica psiquiátrica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a instabilidade das relações sociais está relacionada principalmente a alterações na regulação emocional, na percepção de si mesmo e na interpretação dos vínculos interpessoais. Sob a ótica psiquiátrica, muitos pacientes apresentam uma sensibilidade aumentada à rejeição, medo intenso de abandono e dificuldade em integrar aspectos positivos e negativos das pessoas de forma equilibrada, podendo ocorrer oscilações entre idealização e desvalorização dos relacionamentos.
Esses padrões não representam falta de capacidade de amar ou de criar vínculos, mas refletem dificuldades no processamento emocional e na resposta ao estresse interpessoal. Fatores como impulsividade, insegurança afetiva e experiências traumáticas prévias podem contribuir para conflitos relacionais. O tratamento psiquiátrico, associado principalmente a psicoterapias estruturadas como a Terapia Dialética Comportamental, busca desenvolver regulação emocional, habilidades sociais, tolerância ao sofrimento e construção de relações mais estáveis e funcionais.
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"Como a psiquiatria explica a relação entre o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e o senti
"Como a psiquiatria explica a relação entre o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e o sentimento crônico de não pertencimento social?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o sentimento crônico de não pertencimento social pode ser compreendido pela psiquiatria como resultado da interação entre alterações na regulação emocional, identidade pessoal e padrões de vínculo interpessoal. Muitos pacientes apresentam uma sensação persistente de vazio, dificuldade em consolidar uma percepção estável de si mesmos e hipersensibilidade a sinais de rejeição ou abandono, o que pode gerar a impressão de não se encaixar ou não ser compreendido pelos outros.
Do ponto de vista neuropsiquiátrico, há envolvimento de sistemas relacionados ao processamento emocional, impulsividade e resposta ao estresse, influenciando a forma como as experiências sociais são interpretadas. Esse sentimento não representa incapacidade de criar relações, mas uma dificuldade em manter segurança emocional nos vínculos. A abordagem terapêutica, especialmente psicoterapias baseadas em evidências associadas ao acompanhamento psiquiátrico, busca fortalecer identidade, autoestima, regulação emocional e integração social.
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"Qual é a explicação da psiquiatria para o sentimento de não pertencimento social no Transtorno de P
"Qual é a explicação da psiquiatria para o sentimento de não pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psiquiátrica, o sentimento de não pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está relacionado a alterações na identidade, regulação emocional e percepção dos relacionamentos interpessoais. Muitos pacientes apresentam uma autoimagem instável, sensação persistente de vazio e maior sensibilidade a rejeição, críticas ou sinais de afastamento, podendo interpretar determinadas situações sociais como evidências de exclusão ou abandono.
Esse fenômeno também envolve dificuldades nos processos de mentalização, ou seja, na capacidade de compreender adequadamente os próprios estados emocionais e as intenções dos outros, especialmente em momentos de estresse. A instabilidade afetiva pode gerar oscilações entre necessidade intensa de conexão e medo de se machucar nos vínculos. O tratamento psiquiátrico, associado a psicoterapias estruturadas, busca aprimorar regulação emocional, autoestima, identidade e habilidades relacionais, favorecendo maior integração social e qualidade de vida.
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Foi aumentando a minha dose de escitalopram de 10 pra 2 comprimidos pela manhã já faz 12 dias mas ai
Foi aumentando a minha dose de escitalopram de 10 pra 2 comprimidos pela manhã já faz 12 dias mas ainda sinto ansiedade respiração um pouco pesada e bocejos e um pouco de dor no ombro é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após o aumento do escitalopram de 10 mg para 20 mg, com apenas 12 dias de uso da nova dose, ainda é esperado que alguns sintomas de ansiedade permaneçam. Os antidepressivos da classe dos ISRS, como o escitalopram, geralmente precisam de 4 a 8 semanas para apresentar o efeito terapêutico mais completo, especialmente após ajustes de dose.
No início ou após aumento da dose, algumas pessoas podem apresentar ou perceber temporariamente sintomas como ansiedade aumentada, sensação de respiração mais pesada, bocejos, tensão muscular e desconfortos corporais, que podem estar relacionados tanto à adaptação ao medicamento quanto ao próprio transtorno de ansiedade. A dor no ombro também pode estar associada à tensão muscular comum em quadros ansiosos.
É importante manter o acompanhamento com o psiquiatra e não interromper ou alterar a dose por conta própria. Caso surjam piora intensa da ansiedade, pensamentos de autoagressão, agitação incomum, falta de ar importante ou dor no peito, é necessário procurar avaliação médica. O psiquiatra acompanha a evolução dos sintomas de ansiedade, depressão, transtornos de humor e resposta ao tratamento para ajustar a conduta quando necessário.
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Vou precisar tirar os sisos, porém eu tomo 1c de carbonato de lítio de 300mg por dia, e nesse proced
Vou precisar tirar os sisos, porém eu tomo 1c de carbonato de lítio de 300mg por dia, e nesse procedimento vou precisar tomar antiflamatorio como por exemplo a dexametasona. Corre o risco de intoxicação? O que seria necessário fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso de carbonato de lítio exige atenção durante procedimentos odontológicos, pois alguns medicamentos podem interferir na concentração do lítio no organismo. A dexametasona, especificamente, não é uma das principais interações conhecidas com o lítio, mas o cuidado deve ser individualizado, principalmente porque alterações no equilíbrio de líquidos, função renal, hidratação e outros medicamentos podem modificar os níveis séricos do lítio.
O maior cuidado costuma ocorrer com alguns anti-inflamatórios não esteroidais (como ibuprofeno, diclofenaco, naproxeno), que podem reduzir a eliminação renal do lítio e aumentar o risco de toxicidade em algumas pessoas. Por isso, o dentista e o psiquiatra devem alinhar a melhor opção terapêutica. Pode ser necessário avaliar função renal, manter boa hidratação e, dependendo do caso, acompanhar a litemia (nível sanguíneo do lítio).
Sinais de possível intoxicação por lítio incluem tremores intensos, náuseas persistentes, diarreia, confusão, sonolência excessiva, dificuldade para caminhar ou falta de coordenação. Não suspenda o lítio por conta própria; converse com o psiquiatra antes do procedimento para definir a conduta mais segura em conjunto com o cirurgião-dentista.
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Tenho ansiedade alta e comecei tomando mirtazapina 15mg por duas semanas e troquei por paroxetina há
Tenho ansiedade alta e comecei tomando mirtazapina 15mg por duas semanas e troquei por paroxetina há 3 dias, estou há dois dias sem dormir, isso nunca aconteceu comigo, isso pode ser um efeito colateral de retirada de um e começo do outro medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A troca de mirtazapina por paroxetina pode, em algumas pessoas, estar associada a alterações transitórias do sono, especialmente nos primeiros dias de adaptação. A mirtazapina em doses baixas, como 15 mg, costuma apresentar efeito mais sedativo e sua retirada pode levar à redução desse efeito, enquanto a paroxetina, no início do tratamento, pode causar temporariamente aumento de ansiedade, inquietação, agitação ou insônia em alguns pacientes.
Como você está há apenas 3 dias com a paroxetina, ainda é muito cedo para avaliar o efeito terapêutico, que geralmente ocorre após algumas semanas. Entretanto, ficar dois dias sem dormir merece atenção, pois a privação de sono pode intensificar ansiedade, irritabilidade e sintomas físicos. É importante comunicar ao psiquiatra que realizou a troca, pois pode ser necessário ajustar dose, horário de tomada ou a estratégia de transição entre os medicamentos. Não faça alterações por conta própria. Se houver agitação intensa, aceleração incomum dos pensamentos, comportamento muito diferente do habitual ou piora importante dos sintomas, procure avaliação médica.
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Como a psiquiatria descreve o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e o pertencimento social?
Como a psiquiatria descreve o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e o pertencimento social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psiquiátrica, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é compreendido como uma condição caracterizada por dificuldades persistentes na regulação emocional, na construção da identidade e nos padrões de relacionamento interpessoal. A relação com o pertencimento social envolve principalmente a forma como o indivíduo percebe a si mesmo, interpreta as interações e estabelece vínculos afetivos.
Pessoas com TPB podem apresentar sensação crônica de vazio, medo intenso de abandono, hipersensibilidade à rejeição e instabilidade na percepção dos relacionamentos, fatores que podem gerar sentimentos de exclusão ou de não pertencimento. Entretanto, isso não significa incapacidade de criar laços sociais, mas uma dificuldade em manter segurança emocional e estabilidade nesses vínculos.
O tratamento psiquiátrico, associado a psicoterapias estruturadas como a Terapia Dialética Comportamental, busca aprimorar regulação emocional, autoestima, identidade, habilidades interpessoais e construção de relações mais saudáveis, favorecendo maior integração social e qualidade de vida.
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De que forma o sentimento de pertencimento social pode ser reconstruído no Transtorno de Personalida
De que forma o sentimento de pertencimento social pode ser reconstruído no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sob a perspectiva da psiquiatria?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o sentimento de pertencimento social frequentemente é prejudicado por dificuldades na regulação emocional, medo de abandono, instabilidade nos relacionamentos e experiências prévias de rejeição ou invalidação. Sob a perspectiva da psiquiatria, a reconstrução desse pertencimento ocorre por meio de um tratamento integrado, com foco no fortalecimento da identidade, autoestima, habilidades interpessoais e manejo das emoções.
A psicoterapia estruturada, especialmente abordagens como a Terapia Dialética Comportamental (TDC), tem papel central no desenvolvimento de estratégias para comunicação, tolerância ao sofrimento e construção de vínculos mais estáveis. A avaliação psiquiátrica também pode identificar sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, impulsividade e alterações de humor, definindo quando o uso de medicamentos pode auxiliar.
A criação gradual de relações seguras, participação em grupos terapêuticos e o desenvolvimento de uma rede de apoio saudável favorecem a sensação de conexão e aceitação. O tratamento psiquiátrico busca não apenas reduzir sintomas, mas promover autonomia emocional, melhora da qualidade de vida e uma relação mais estável consigo mesmo e com os outros.
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Como o tratamento psicológico atua no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sob a perspectiva
Como o tratamento psicológico atua no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sob a perspectiva da psiquiatria?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob a perspectiva da psiquiatria, o tratamento psicológico é considerado a principal intervenção terapêutica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pois atua diretamente nos padrões emocionais, comportamentais e relacionais que caracterizam o transtorno. A psicoterapia auxilia o paciente a compreender suas emoções, desenvolver estratégias de regulação emocional, reduzir impulsividade, lidar com medo de abandono e construir relacionamentos mais estáveis.
Abordagens estruturadas, como a Terapia Dialética Comportamental (TDC), a terapia baseada em mentalização e a terapia focada em esquemas, apresentam evidências científicas para melhora dos sintomas. O acompanhamento psiquiátrico complementa esse processo, avaliando sintomas associados como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtornos de humor e TDAH em adultos, quando presentes.
O objetivo do tratamento não é apenas reduzir crises, mas promover maior autoconhecimento, autonomia emocional, fortalecimento da identidade e melhora significativa da qualidade de vida. A abordagem integrada entre psiquiatra e psicólogo permite um cuidado mais completo e individualizado.
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Perguntas frequentes
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Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
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