Perguntas do paciente (2484)

  • Tive crises de ansiedade e o psiquiatra alterou minha dosagem de fluoxetina de 30mg para 40mg, hoje

    Tive crises de ansiedade e o psiquiatra alterou minha dosagem de fluoxetina de 30mg para 40mg, hoje completa 25 dias e também tomo 5 gotas de clonazepam todos os dias pela manhã (momento do dia que tinha crises e sinto mais tensão). As crises diminuíram, mas ainda me sinto tensa. Isso é esperado? Quanto tempo ainda devo sentir isso antes do total efeito da fluoxetina? Conseguirei saber se o efeito está completo mesmo tomando o clonazepam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, o que você está descrevendo ainda pode estar dentro do esperado.

    Quando a dose da fluoxetina foi aumentada de 30 mg para 40 mg, o organismo precisa de um novo período de adaptação. Embora você já esteja há 25 dias na dose maior, muitas pessoas só percebem o benefício máximo entre 4 e 8 semanas após um ajuste de dose. O fato de as crises terem diminuído é um sinal positivo de que a medicação provavelmente está fazendo efeito.

    A sensação de tensão residual, preocupação excessiva, nervosismo ou estado de alerta pode ser uma das últimas manifestações da ansiedade a melhorar. Frequentemente a redução das crises de ansiedade e dos ataques de pânico ocorre antes do desaparecimento completo da tensão diária.

    Quanto ao clonazepam, ele não impede que você saiba se a fluoxetina está funcionando. Na verdade, ele costuma ser usado justamente como uma "ponte" durante o início ou ajuste do antidepressivo. Como sua dose é relativamente baixa (5 gotas pela manhã), seu médico consegue avaliar a resposta da fluoxetina observando a evolução global dos sintomas ao longo das semanas.

    Se a melhora continuar acontecendo gradualmente, é possível que você ainda perceba benefício adicional nas próximas 2 a 4 semanas. Porém, se após cerca de 6 a 8 semanas na dose de 40 mg ainda houver ansiedade importante, vale conversar novamente com seu psiquiatra para reavaliar o tratamento.


  • Gostaria de tirar uma dúvida minha filha e super agitada ,não tem tanto foco n

    Gostaria de tirar uma dúvida minha filha e super agitada ,não tem tanto foco na escola chora por qualquer coisa e muito irritada ! Já passei com vários medico e já foi descartado qualquer tipo de alteração de diferença com TDAH ou autismo ou outros .
    Poderia me indicar algo pra irritabilidade e agitação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Entendo sua preocupação, mas nesse tipo de situação não é seguro indicar medicação apenas com base na descrição, principalmente em criança. Irritabilidade, agitação, choro fácil e falta de foco podem ter várias causas além de TDAH ou autismo já descartados, como ansiedade infantil, dificuldades emocionais, ambiente escolar estressante, problemas de sono, questões familiares, excesso de estímulos digitais ou até dificuldades de aprendizagem não específicas.

    Quando já houve avaliação médica e exclusão de transtornos do neurodesenvolvimento, o caminho mais importante costuma ser uma reavaliação mais ampla do contexto emocional e comportamental, muitas vezes com psicólogo infantil ou psiquiatra infantil, porque o tratamento nesses casos nem sempre é medicamentoso. Em muitas crianças, intervenções comportamentais, rotina estruturada, técnicas de regulação emocional e orientação parental têm mais impacto do que remédios.

    Em alguns casos específicos, quando há prejuízo importante e persistente, o médico pode considerar medicações, mas isso depende de uma avaliação detalhada do quadro, idade, peso, histórico e diagnóstico preciso, porque cada opção tem indicações bem diferentes.


  • Foi- me prescrita Sertalina . Será q causa habituação?

    Foi- me prescrita Sertalina . Será q causa habituação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A sertralina não causa “habituação” no sentido de dependência ou vício, como acontece com calmantes do tipo benzodiazepínicos. Ela não leva a compulsão por uso nem necessidade de aumentar a dose para obter “efeito de prazer”, que é o que caracteriza dependência.

    O que pode acontecer é o organismo se adaptar ao medicamento ao longo do tempo, e por isso ele geralmente precisa ser usado de forma contínua para manter o efeito no tratamento de condições como ansiedade e depressão. Se a pessoa interrompe de repente, podem surgir sintomas de descontinuação, como tontura, irritabilidade, ansiedade, alterações do sono e mal-estar, mas isso não é vício, e sim ajuste do organismo à ausência do medicamento.

    Quando há necessidade de parar a sertralina, o médico normalmente orienta redução gradual para evitar esses sintomas.

    Então, resumindo, ela não causa habituação nem dependência, mas deve ser usada com acompanhamento e não deve ser interrompida abruptamente. Palavras-chave: sertralina, antidepressivo, dependência, habituação, ansiedade, depressão, síndrome de descontinuação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor.


  • Mesmo tomando Rivotril e Donaren não estou conseguindo dormir, durmo umas 5 horas, fico exausta no o

    Mesmo tomando Rivotril e Donaren não estou conseguindo dormir, durmo umas 5 horas, fico exausta no outro dia, o que pode estar acontecendo? Já tomo Rivotril a uns cinco anos 12 gotas e gostaria de tirá-lo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Isso pode estar acontecendo por alguns motivos comuns em quem usa Rivotril (clonazepam) há muitos anos junto com Donaren (trazodona).

    Com o uso prolongado do Rivotril, o organismo pode desenvolver tolerância, ou seja, o efeito para induzir sono pode ficar menor com o tempo, mesmo mantendo a mesma dose. Além disso, ele pode começar a perder a eficácia principalmente para manter o sono profundo ao longo da noite, o que leva a despertares, sono fragmentado e sensação de cansaço no dia seguinte.

    Outro ponto importante é que, em algumas pessoas, o uso crônico de benzodiazepínicos pode alterar a arquitetura do sono, reduzindo a qualidade do sono reparador, mesmo que a pessoa “durma horas suficientes”. Isso explica você dormir cerca de 5 horas e ainda acordar exausta.

    O Donaren pode ajudar no início do sono, mas também pode não ser suficiente sozinho quando existe insônia crônica associada a ansiedade, estresse, depressão, ou até mudanças hormonais e de rotina.

    Sobre querer retirar o Rivotril, isso é totalmente compreensível, mas precisa ser feito de forma muito gradual e orientada pelo médico, porque a suspensão brusca ou rápida pode causar piora da insônia, ansiedade, irritabilidade, tremores e outros sintomas de abstinência.

    O mais importante agora é uma reavaliação do seu quadro como um todo, porque pode ser necessário ajustar estratégia de tratamento da insônia, não apenas manter ou retirar medicamentos isoladamente.


  • Por um bom tempo da minha vida fui um compulsivo sexual talvez porque sempre me sentia não atraente

    Por um bom tempo da minha vida fui um compulsivo sexual talvez porque sempre me sentia não atraente e com muita fobia social tinha as vezes a mania de olhar a virilha de algumas pessoas que pra mim eram atraentes porém há pouco tempo me converti ao cristianismo e parei dessas práticas homo afetivas porém um dia tive uma discussão com uma pessoa e daquele dia se que consigo ter contato visual com alguém principalmente com homens mas independente se tenho atração ou não isso é muito forte e é como se as pessoas percebessem gerando um clima de nervosismo muito forte tanto pra mim e pra a pessoa com quem estou falando e tem sido uma tortura isso pra mim.
    Há solução pra isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O que você descreve parece envolver uma combinação de ansiedade social intensa, hipervigilância do contato visual e uma espécie de “auto-monitoramento” muito forte nas interações, em que você fica tão preocupado com como está sendo percebido que o contato com as pessoas passa a gerar tensão automática. Isso pode acontecer independentemente da orientação sexual ou da história de comportamentos anteriores, e não significa que exista algo “errado” com você, mas sim um padrão de ansiedade que ficou condicionado ao longo do tempo.

    Quando alguém passa por experiências de fobia social, insegurança corporal, culpa ou conflitos internos, o cérebro pode começar a interpretar situações sociais como ameaçadoras. A partir daí, coisas normais como olhar nos olhos, conversar ou estar perto de alguém passam a ativar sintomas físicos de ansiedade, como tensão, desconforto, sensação de que o outro percebe seu nervosismo e até bloqueio do contato visual. Isso cria um ciclo: quanto mais você tenta controlar, mais consciente fica, e mais difícil parece.

    Esse tipo de quadro costuma melhorar bastante com tratamento adequado, principalmente com psicoterapia (como terapia cognitivo-comportamental) e, em alguns casos, medicação para ansiedade quando indicado por um psiquiatra. O foco não é “forçar contato visual”, mas reduzir a ansiedade de base, trabalhar crenças de autocrítica, medo de julgamento e recondicionar a forma como você se percebe nas interações sociais.

    Também é importante dizer que esse “clima de que o outro percebe tudo” geralmente é uma distorção da ansiedade chamada de leitura mental, em que o cérebro assume que os outros estão percebendo sinais internos que, na realidade, não são tão visíveis assim.

    Existe solução sim, e esse tipo de sofrimento costuma melhorar bastante quando tratado de forma consistente.


  • Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irr

    Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irritabilidade,até diarréia, é normal ? E quantos dias dura esses efeitos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso é bastante compatível com a síndrome de descontinuação da desvenlafaxina, especialmente na primeira semana de redução. Náuseas, dor de cabeça, fadiga, irritabilidade, tontura, alterações do sono e até diarreia são sintomas comuns quando o antidepressivo é reduzido ou suspenso, principalmente se a retirada não for muito lenta.

    Esses sintomas costumam começar poucos dias após a diminuição da dose e, na maioria dos casos, tendem a melhorar em cerca de 1 a 3 semanas, podendo variar de pessoa para pessoa. Em alguns casos, se a redução for mais rápida ou se a pessoa for mais sensível ao medicamento, os sintomas podem durar um pouco mais.

    Também é importante diferenciar se isso é apenas efeito do desmame ou se há retorno da ansiedade, depressão ou transtorno de humor que estava sendo tratado, porque os sintomas podem parecer parecidos.

    Se os efeitos estiverem muito intensos, incapacitantes ou piorando, o ideal é falar com o médico, porque às vezes é necessário desacelerar o desmame ou ajustar a estratégia.


  • Sinto ardência na pele e couro cabeludo, dores de cabeça. Ansiedade pode causar isso?

    Sinto ardência na pele e couro cabeludo, dores de cabeça. Ansiedade pode causar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, a ansiedade pode causar sensações físicas como ardência na pele e no couro cabeludo, além de dor de cabeça. Isso acontece porque o sistema nervoso fica em estado de alerta, o que pode aumentar a sensibilidade dos nervos (uma espécie de “hiperexcitabilidade”) e gerar sintomas como formigamento, queimação, pressão na cabeça e dores tensionais.

    Além disso, a ansiedade pode provocar tensão muscular, especialmente na região do pescoço, ombros e couro cabeludo, o que também contribui para dor de cabeça e sensação de ardor ou desconforto na pele. Em algumas pessoas, também pode haver alterações na respiração (hiperventilação leve), o que aumenta ainda mais esses sintomas.

    No entanto, é importante lembrar que nem tudo deve ser atribuído automaticamente à ansiedade. Problemas dermatológicos, neuropatias, alterações hormonais ou efeitos de medicamentos também podem causar sensações semelhantes. Por isso, se isso for frequente, intenso ou estiver piorando, o ideal é uma avaliação médica para descartar outras causas.

    Se estiver associado a outros sintomas como insônia, palpitações, irritabilidade, sensação de nervosismo constante ou crises de ansiedade, isso reforça ainda mais a possibilidade de origem ansiosa. Palavras-chave: ansiedade, dor de cabeça, formigamento, ardência na pele, couro cabeludo, tensão muscular, sistema nervoso, estresse, crise de ansiedade, sintomas físicos da ansiedade.


  • A Buspirona é eficaz no tratamento de ansiedade generalizada? Ela causa muito efeito colateral? Se c

    A Buspirona é eficaz no tratamento de ansiedade generalizada? Ela causa muito efeito colateral? Se causa, os efeitos colaterais duram por quanto tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, a buspirona é um medicamento aprovado para o tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada e pode ser bastante eficaz, especialmente para sintomas de preocupação excessiva, tensão, inquietação e ansiedade persistente. Diferentemente dos benzodiazepínicos, ela não costuma causar dependência, tolerância ou sedação importante.

    Um ponto importante é que a buspirona não age imediatamente. O efeito costuma aparecer de forma gradual, geralmente entre 2 e 4 semanas, podendo levar até 6 semanas para benefício pleno.

    Os efeitos colaterais mais comuns são tontura, dor de cabeça, náusea, nervosismo, sensação de cabeça leve e, ocasionalmente, insônia. Na maioria dos pacientes, quando ocorrem, tendem a ser leves e costumam melhorar nas primeiras semanas de tratamento, à medida que o organismo se adapta à medicação.

    A buspirona pode ser uma boa opção para pacientes com ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, insônia associada à ansiedade e alguns transtornos de humor, embora a resposta varie de pessoa para pessoa. Em casos de depressão, transtorno depressivo, transtorno do pânico ou TDAH em adultos, frequentemente são necessárias outras abordagens ou associações medicamentosas.

    Se os efeitos adversos forem intensos, persistirem além das primeiras semanas ou houver piora dos sintomas, é importante conversar com o médico responsável para reavaliar a dose ou a estratégia terapêutica.


  • Estou tomando vilazodona 20mg, comecei com 10mg por 7 dias e agora estou no 9º dia com vilazodona 20

    Estou tomando vilazodona 20mg, comecei com 10mg por 7 dias e agora estou no 9º dia com vilazodona 20mg.

    A insônia piorou quando aumentei a dose tomei escitalopram por 1 ano e meio, e nunca senti isso.
    É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer. A vilazodona pode causar ou piorar temporariamente a insônia, principalmente nas primeiras semanas de tratamento e após aumentos de dose. Como você está no 9º dia com 20 mg e ainda em fase de adaptação, é possível que esse efeito esteja relacionado ao ajuste da medicação.

    O fato de você não ter tido insônia com o escitalopram não significa que terá a mesma resposta com a vilazodona. Embora ambos atuem na serotonina, são medicamentos diferentes e cada pessoa pode reagir de forma distinta.

    Em muitos pacientes, sintomas como insônia, ansiedade, agitação, inquietação e piora transitória da ansiedade tendem a melhorar após algumas semanas de uso. No entanto, se a insônia estiver intensa, comprometendo muito o funcionamento diário ou piorando progressivamente, vale a pena entrar em contato com o médico que prescreveu o tratamento para avaliar ajustes de horário, dose ou medidas de suporte.

    A vilazodona costuma ser orientada junto com alimentos para melhorar sua absorção, e em algumas pessoas tomar pela manhã pode ajudar a reduzir a interferência no sono, mas qualquer mudança deve ser discutida com o médico responsável.


  • Olá! Tenho depressão e faço tratamento com a trazodona a um mês. Estou melhor com o remédio, mas ont

    Olá! Tenho depressão e faço tratamento com a trazodona a um mês. Estou melhor com o remédio, mas ontem a noite me senti desanimado e chorei ( o que não é comum). Isso foi uma recaída mesmo tomando um comprimido de 150 mg a noite? Pode acontecer isso mesmo tomando o remédio? (Obs: a médica fez o desmame do citalopram e recentemente tirou o medicamento).

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer e não significa necessariamente uma recaída da depressão.

    Você está em um momento de transição do tratamento, pois houve a retirada recente do citalopram e você está usando trazodona há cerca de um mês. Nessa fase, é possível ocorrerem oscilações do humor, dias de maior sensibilidade emocional, desânimo ou até episódios de choro, mesmo que o tratamento esteja funcionando de forma geral.

    Além disso, ter um dia ruim ou um episódio isolado de tristeza não significa que a medicação deixou de fazer efeito. Na depressão, a melhora costuma ser gradual e não elimina completamente as variações emocionais normais da vida. O que mais importa é observar a tendência ao longo de dias e semanas: se você continua melhor do que estava antes do tratamento, com mais disposição, menos tristeza profunda e melhor funcionamento geral, um episódio isolado costuma ser menos preocupante.

    Por outro lado, vale ficar atento se o desânimo passar a ocorrer com frequência, se houver piora progressiva do humor, perda de interesse pelas atividades, alterações importantes do sono ou do apetite, aumento da ansiedade ou pensamentos negativos persistentes. Nesses casos, é importante informar sua médica, especialmente porque a retirada do citalopram foi recente.

    Em resumo, um episódio de choro e desânimo em um único dia pode acontecer mesmo tomando trazodona 150 mg, principalmente durante ajustes de medicação, e não significa obrigatoriamente uma recaída.


  • Boa tarde! Fiz uso de sertralina 50 mg por cerca de 7 anos. Permaneci aproximadamente 6 meses sem a

    Boa tarde! Fiz uso de sertralina 50 mg por cerca de 7 anos. Permaneci aproximadamente 6 meses sem a medicação e reiniciei o tratamento com 25 mg por 30 dias, aumentando posteriormente para 50 mg. Estou usando a dose de 50 mg há 23 dias.

    Há cerca de duas semanas, após uma viagem de avião durante a qual tive uma crise de pânico, passei a apresentar tontura leve, porém constante, sensação de desequilíbrio, dificuldade para lidar com excesso de estímulos visuais (como acompanhar telas com muitas informações ou mudanças rápidas), além de uma sensação de “ardência” na cabeça e ansiedade sem um gatilho aparente. Os sintomas não têm prejudicado minhas atividades diárias, mas estão presentes praticamente o tempo todo e têm me causado bastante preocupação.

    Gostaria de saber se esse tipo de sintoma pode ocorrer durante a readaptação à sertralina ou nas primeiras semanas após o aumento da dose para 50 mg, e se seria esperado aguardar mais tempo para avaliar a resposta ao tratamento antes de uma nova reavaliação com o psiquiatra.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, o quadro que você descreve pode ser compatível tanto com a readaptação à sertralina quanto com a própria ansiedade desencadeada após a crise de pânico, e o momento em que os sintomas surgiram torna essas hipóteses bastante plausíveis.

    Embora você já tenha usado sertralina por muitos anos, após ficar cerca de 6 meses sem a medicação o organismo pode se comportar como se estivesse sendo exposto novamente ao tratamento. Além disso, você está há apenas 23 dias na dose de 50 mg, período em que ainda podem ocorrer efeitos transitórios como tontura, sensação de cabeça estranha, aumento da ansiedade, sensação de desequilíbrio, hipersensibilidade a estímulos visuais e sensação de ardência ou pressão na cabeça.

    Outro ponto importante é a crise de pânico durante o voo. Não é raro que, após uma crise mais intensa, algumas pessoas desenvolvam um estado de hipervigilância do sistema nervoso, passando dias ou semanas com sensação de instabilidade, tontura subjetiva, dificuldade em ambientes visualmente complexos (supermercados, telas, trânsito, multidões) e preocupação constante com as sensações corporais. Esse fenômeno é frequentemente observado em transtorno de ansiedade e síndrome do pânico.

    Como seus sintomas não estão impedindo suas atividades diárias e você ainda está dentro da janela inicial de adaptação da dose, em muitos casos é razoável aguardar um pouco mais para avaliar o efeito completo da sertralina. Frequentemente a melhora mais consistente ocorre entre 4 e 8 semanas após atingir a dose terapêutica.

    No entanto, vale entrar em contato com seu psiquiatra antes da consulta programada se houver piora progressiva, vertigem verdadeira (sensação de que tudo gira), alterações neurológicas, desmaios, dor de cabeça intensa e diferente do habitual ou aumento importante das crises de ansiedade.


  • Tenho TOC religioso e faço tratamento desde 2022. No início, meu médico prescreveu Revoc (fluvoxamin

    Tenho TOC religioso e faço tratamento desde 2022. No início, meu médico prescreveu Revoc (fluvoxamina), e a dose foi ajustada gradualmente até 150 mg.

    No final de 2025, comecei a apresentar alguns sintomas depressivos, então meu médico optou por substituir a medicação por desvenlafaxina, atualmente na dose de 100 mg.

    Acontece que ainda tenho pensamentos intrusivos quase todos os dias. Embora eu também esteja fazendo psicoterapia com uma psicóloga que utiliza a abordagem da TCC, ela acredita que talvez seja importante reavaliar a medicação.

    Minha dúvida é: mesmo fazendo uso da medicação, ainda é normal ter pensamentos intrusivos com essa frequência? Ou existem outras opções de tratamento medicamentoso que costumam ser mais eficazes para o TOC?

    Meu objetivo é melhorar minha qualidade de vida e reduzir o impacto desses pensamentos no dia a dia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, é possível que uma pessoa com TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) continue apresentando pensamentos intrusivos mesmo usando medicação. Na verdade, o objetivo do tratamento nem sempre é eliminar completamente os pensamentos, mas reduzir sua frequência, intensidade e, principalmente, o sofrimento e a necessidade de responder a eles com compulsões ou rituais.

    No seu caso, há um ponto importante: a fluvoxamina (Revoc) é um dos antidepressivos com melhor evidência específica para TOC. Já a desvenlafaxina costuma ser bastante eficaz para depressão e ansiedade, mas não é considerada um dos tratamentos de primeira linha para TOC. Isso não significa que ela esteja errada para você, especialmente porque houve o surgimento de sintomas depressivos, mas ajuda a entender por que sua psicóloga sugeriu uma reavaliação.

    Quando os pensamentos intrusivos continuam ocorrendo quase diariamente e ainda impactam a qualidade de vida, costuma ser válido revisar o tratamento. Dependendo da avaliação do psiquiatra, algumas possibilidades incluem ajuste da dose atual, retorno a um medicamento com evidência mais robusta para TOC, como fluvoxamina, sertralina, fluoxetina ou clomipramina, ou até estratégias de associação medicamentosa em casos selecionados.

    Também vale destacar que a TCC com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) é uma das intervenções mais eficazes para TOC. Muitas vezes a combinação entre psicoterapia especializada e medicação produz resultados melhores do que qualquer uma das abordagens isoladamente.

    Portanto, a persistência de pensamentos intrusivos não significa que você falhou no tratamento, mas pode indicar que ainda há espaço para otimização. Considerando seu histórico de TOC religioso e a permanência dos sintomas, uma nova conversa com o psiquiatra parece bastante razoável.


  • Estou tomando sertralina a 15 dias , Nao tenho votante de conversar com as pessoas, E nesse caso

    Estou tomando sertralina a 15 dias ,
    Nao tenho votante de conversar com as pessoas,
    E nesse caso eu sempre gostei muito de conversar
    Esse sentimento de distânciar das pessoas pode passar com tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer nas primeiras semanas de tratamento com a sertralina. Com apenas 15 dias de uso, você ainda está em uma fase inicial de adaptação ao medicamento, e algumas pessoas relatam sensação de apatia, diminuição do interesse social, menor vontade de conversar, cansaço emocional ou uma sensação de estar "mais distante" das pessoas.

    Na maioria dos casos, esses sintomas podem melhorar com o passar das semanas, à medida que o organismo se adapta e o efeito terapêutico da medicação se consolida. Geralmente, a resposta mais estável da sertralina ocorre entre 4 e 8 semanas de tratamento.

    Entretanto, também é importante considerar que a própria ansiedade, a depressão, o transtorno depressivo, o estresse e outros transtornos de humor podem causar isolamento social e perda do interesse em interações, independentemente do medicamento. Por isso, é fundamental observar se essa mudança surgiu apenas após iniciar a sertralina ou se já fazia parte do quadro antes do tratamento.

    Se essa sensação estiver piorando, causando sofrimento importante ou persistir após algumas semanas, converse com o médico que acompanha seu caso. Pode ser necessário reavaliar a dose, o tempo de tratamento ou até mesmo outras causas para os sintomas.


  • Boa noite,comecei a tomar sertralina de 25 cm dois meses voltei a ter ansiedade O médico aumentou

    Boa noite,comecei a tomar sertralina de 25 cm dois meses voltei a ter ansiedade
    O médico aumentou para 50,como tinha de 25 fiquei tomando 2 comprimidos,mais já estou tomando de 50 há 10 dias .comecei a sentir ansiedade
    É normal?e também tomo amitripitilina de 25 A noite

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer. Quando a dose da sertralina é aumentada, algumas pessoas apresentam uma piora temporária da ansiedade, inquietação, nervosismo, insônia ou sensação de agitação nas primeiras semanas de adaptação. Como você está há cerca de 10 dias usando 50 mg, ainda está dentro do período em que esses efeitos podem ocorrer.

    Além disso, o benefício completo do aumento da dose geralmente não é imediato. Muitas vezes são necessárias de 2 a 6 semanas para que o organismo se adapte e para que a melhora da ansiedade, da crise de ansiedade e dos sintomas relacionados se torne mais evidente.

    O uso concomitante de amitriptilina 25 mg à noite pode ajudar com sono e alguns sintomas físicos, mas não impede completamente que ocorram oscilações da ansiedade durante o ajuste da sertralina.

    Procure seu médico antes da consulta programada se a ansiedade estiver muito intensa, se surgirem ataques de pânico, piora importante da insônia, irritabilidade acentuada ou qualquer sintoma que esteja dificultando suas atividades diárias.


  • Quitiapina de 100mg tira o libido?engorda muito, quais são os efeitos colaterais

    Quitiapina de 100mg tira o libido?engorda muito, quais são os efeitos colaterais

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, a quetiapina 100 mg pode causar diminuição da libido em algumas pessoas, mas esse não é um dos efeitos colaterais mais frequentes. Alterações do desejo sexual podem ocorrer de forma indireta por sedação, ganho de peso, fadiga, sintomas depressivos associados ou, mais raramente, por alterações hormonais.

    Em relação ao peso, a quetiapina tem potencial para causar ganho de peso, embora isso varie bastante entre os pacientes. Algumas pessoas ganham poucos quilos ou nenhum, enquanto outras apresentam aumento significativo do apetite e do peso ao longo dos meses. Por isso, é importante monitorar peso, circunferência abdominal, glicemia e perfil lipídico durante o tratamento.

    Os efeitos colaterais mais comuns incluem sonolência, sedação, tontura, boca seca, aumento do apetite, constipação, fadiga e sensação de lentidão. Também podem ocorrer alterações metabólicas, como aumento da glicose, colesterol e triglicerídeos, especialmente com uso prolongado.

    Em alguns pacientes, a quetiapina pode estar associada a ganho de peso, obesidade, resistência à insulina, diabetes e alterações hormonais e metabólicas, motivo pelo qual o acompanhamento clínico é importante, principalmente em pessoas com fatores de risco cardiovasculares.

    Se a medicação foi prescrita para ansiedade, transtorno de ansiedade, insônia, depressão, transtornos de humor, transtorno do pânico ou outra condição psiquiátrica, não interrompa o tratamento sem orientação médica, pois a suspensão abrupta pode provocar piora dos sintomas.


  • Gostaria de saber se existe alguma correlação ou contraindicação em tomar Zolpidem com o estômago ch

    Gostaria de saber se existe alguma correlação ou contraindicação em tomar Zolpidem com o estômago cheio. Tenho a impressão de que o medicamento só faz efeito quando estou em jejum, por pelo menos 6 horas. Quando tomo após ter me alimentado nesse período, sinto que o efeito é muito menor ou praticamente inexistente. Isso faz sentido do ponto de vista farmacológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso faz sentido do ponto de vista farmacológico. O zolpidem é um medicamento cujo efeito depende bastante da rapidez com que é absorvido. Quando ele é tomado logo após uma refeição, especialmente se ela for volumosa ou rica em gorduras, a absorção pode ficar mais lenta e o pico de concentração no sangue pode ser retardado.

    Na prática, isso significa que o medicamento pode:

    Demorar mais para fazer efeito;
    Produzir um efeito menos intenso na indução do sono;
    Dar a impressão de que "não funcionou", mesmo tendo sido absorvido.

    Por esse motivo, a recomendação habitual é tomar o zolpidem imediatamente antes de deitar e não logo após uma refeição pesada. Muitas pessoas percebem exatamente o que você descreveu: melhor resposta quando o estômago está relativamente vazio.

    Não é necessário ficar 6 horas em jejum para todos os pacientes, mas é plausível que você tenha identificado uma condição em que o medicamento funciona melhor para o seu organismo. O importante é evitar compensar aumentando a dose por conta própria quando ele parece não fazer efeito após uma refeição.

    Se a dificuldade para dormir persistir apesar do uso adequado, vale a pena reavaliar possíveis causas associadas, como ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, estresse, irritabilidade, depressão, transtornos de humor ou hábitos que estejam prejudicando o sono.


  • Carbolitium é capaz de corta a menstruação por completo?

    Carbolitium é capaz de corta a menstruação por completo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    carbonato de lítio) não é um medicamento que normalmente tem como efeito esperado interromper a menstruação por completo. No entanto, em algumas mulheres, o lítio pode estar associado a alterações menstruais indiretas.

    Uma das possibilidades é que o lítio cause alterações da tireoide, como Hipotireoidismo, e problemas tireoidianos podem levar a irregularidade menstrual ou até ausência de menstruação. Além disso, outras condições comuns, como estresse, perda ou ganho importante de peso, Síndrome dos Ovários Policísticos, menopausa, gravidez ou alterações hormonais diversas, são causas mais frequentes de interrupção da menstruação.

    Se a menstruação parou completamente após iniciar o Carbolitium, o ideal é procurar avaliação médica para investigar a causa. Dependendo do caso, podem ser necessários exames hormonais, teste de gravidez e avaliação da função da tireoide.


  • Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irr

    Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irritabilidade,até diarréia, é normal ? E quantos dias dura esses efeitos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    im, os sintomas que você descreve são compatíveis com a síndrome de descontinuação da desvenlafaxina, especialmente se a redução da dose foi recente ou relativamente rápida. Náuseas, dor de cabeça, fadiga, tontura, irritabilidade, ansiedade, alterações do sono e até diarreia estão entre os sintomas mais comuns durante o desmame.

    Em geral, os sintomas costumam surgir nos primeiros dias após a redução da dose ou suspensão e tendem a ser mais intensos na primeira ou segunda semana. Na maioria das pessoas, há melhora gradual ao longo de 1 a 3 semanas, embora algumas possam apresentar sintomas por mais tempo, especialmente após uso prolongado ou em reduções mais rápidas.

    Além dos sintomas físicos, algumas pessoas podem notar piora transitória da ansiedade, crise de ansiedade, irritabilidade, insônia, estresse e alterações do humor. Isso não significa necessariamente retorno da doença de base, mas merece acompanhamento para diferenciar abstinência de recaída do quadro original.

    Se os sintomas forem muito intensos, incapacitantes ou estiverem piorando progressivamente, entre em contato com o médico que acompanha seu tratamento. Em alguns casos, pode ser necessário ajustar a velocidade do desmame.


  • Uma pessoa que tem uma mudança de humor repetiva , pode ser transtorno bipolar ?

    Uma pessoa que tem uma mudança de humor repetiva , pode ser transtorno bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Não necessariamente. Mudanças de humor podem ocorrer por diversos motivos e, isoladamente, não caracterizam transtorno bipolar. No transtorno bipolar, o diagnóstico depende da presença de episódios definidos de mania, hipomania e/ou depressão, com alterações persistentes de humor, energia, sono, comportamento e funcionamento. Oscilações que acontecem várias vezes no mesmo dia, por exemplo, podem ter outras explicações, incluindo ansiedade, estresse, transtornos de personalidade ou reações a acontecimentos. O psiquiatra avalia duração dos episódios, intensidade, prejuízo funcional, histórico familiar, uso de substâncias e outros sintomas antes de estabelecer o diagnóstico.


  • Respiridona engorda sempre ? Mesmo tomando anoite ou da pra fazer o tratamento sem engordar com ela

    Respiridona engorda sempre ? Mesmo tomando anoite ou da pra fazer o tratamento sem engordar com ela

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Não. A risperidona pode favorecer aumento de peso e alterações metabólicas, mas isso não acontece obrigatoriamente com todas as pessoas. O risco depende da dose, duração do tratamento, características individuais, alimentação, atividade física e outros medicamentos utilizados. Tomá-la à noite não elimina o risco metabólico; o horário pode ser escolhido principalmente em função de efeitos como sonolência. Durante o tratamento, é recomendável acompanhar peso, circunferência abdominal, glicemia e perfil lipídico. Se houver ganho de peso significativo, não suspenda a risperidona abruptamente: converse com o psiquiatra sobre estratégias para reduzir o impacto metabólico ou avaliar alternativas quando apropriado.


Perguntas frequentes

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