Perguntas do paciente (2490)
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Como o psiquiatra avalia a tolerância à frustração em pacientes com Transtorno de Personalidade Bord
Como o psiquiatra avalia a tolerância à frustração em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A tolerância à frustração é avaliada observando como a pessoa reage quando suas expectativas não são atendidas, recebe uma negativa, enfrenta uma crítica ou percebe rejeição ou afastamento de alguém importante. O psiquiatra procura identificar a intensidade e a duração da reação emocional, a capacidade de recuperar o equilíbrio e possíveis comportamentos associados, como raiva intensa, impulsividade, rompimentos abruptos ou autoagressão. Também é importante compreender quais situações desencadeiam essas respostas e quais estratégias o paciente consegue utilizar para lidar com elas. No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), desenvolver habilidades de regulação emocional e tolerância ao sofrimento costuma constituir um objetivo importante do tratamento psicoterápico.
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De que forma o acompanhamento psiquiátrico contribui para a estabilização emocional no Transtorno de
De que forma o acompanhamento psiquiátrico contribui para a estabilização emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O acompanhamento psiquiátrico pode contribuir significativamente para a estabilização emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas geralmente faz parte de um tratamento integrado. O psiquiatra acompanha a evolução dos sintomas, identifica transtornos associados, avalia risco de autoagressão ou suicídio, orienta sobre sono e uso de substâncias e, quando existe indicação, utiliza medicamentos direcionados a sintomas específicos ou comorbidades. A psicoterapia estruturada ocupa papel central no tratamento do TPB, principalmente para desenvolver regulação emocional e reduzir comportamentos autodestrutivos. Um acompanhamento consistente, com objetivos terapêuticos claros, pode contribuir para redução das crises e melhora dos relacionamentos, do funcionamento social e da qualidade de vida.
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Como deve ser a abordagem psiquiátrica em uma crise aguda com risco de autoagressão em Transtorno de
Como deve ser a abordagem psiquiátrica em uma crise aguda com risco de autoagressão em Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma crise aguda com risco de autoagressão deve ser considerada uma situação que exige avaliação rápida e cuidadosa, tendo como primeira prioridade a segurança do paciente. O psiquiatra avalia pensamentos suicidas, intenção, planejamento, acesso a meios, episódios prévios de autoagressão, uso de álcool ou outras substâncias, agitação e capacidade de manter-se seguro. A rede de apoio e os fatores de proteção também são considerados. Dependendo da intensidade do risco, pode ser necessário atendimento presencial em um serviço de urgência e, em algumas situações, internação para proteção e estabilização. Quando existe risco atual ou iminente de suicídio ou lesão grave, não é adequado aguardar uma consulta eletiva: deve-se procurar imediatamente atendimento de emergência.
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Como a psiquiatria lida com autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Como a psiquiatria lida com autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A autoagressão deve ser levada a sério, mesmo quando a pessoa afirma não ter intenção de morrer. No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), esse comportamento pode ocorrer como uma tentativa inadequada de aliviar sofrimento emocional intenso, mas também pode coexistir com risco de suicídio. O psiquiatra procura compreender frequência, gravidade, fatores desencadeantes, intenção, métodos utilizados e presença de pensamentos suicidas, além de investigar depressão, ansiedade, traumas e uso de substâncias. O tratamento costuma envolver psicoterapia estruturada, desenvolvimento de estratégias de regulação emocional e acompanhamento psiquiátrico das condições associadas. Na presença de risco atual de suicídio ou ferimentos importantes, a prioridade é uma avaliação presencial de emergência.
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Olá minha médica prescreveu bupropiona 150mg, já tomo paroxetina 40mg há 5 anos ambas Pela manhã, ma
Olá minha médica prescreveu bupropiona 150mg, já tomo paroxetina 40mg há 5 anos ambas Pela manhã, mas depois da bup não consigo dormir bem ela Prescreveu pregabalina a noite
Tem alguma interação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, a associação de bupropiona, paroxetina e pregabalina é utilizada com relativa frequência na prática psiquiátrica e não apresenta uma contraindicação importante apenas pelo fato de serem usadas juntas. No entanto, cada medicamento possui características próprias que podem influenciar o sono e o bem-estar.
A bupropiona tem um perfil mais estimulante e pode causar insônia, agitação ou dificuldade para iniciar o sono em algumas pessoas, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Por isso, costuma ser administrada pela manhã. Já a pregabalina pode ajudar a reduzir ansiedade, melhorar o relaxamento e favorecer o sono, motivo pelo qual frequentemente é prescrita à noite.
Existe uma interação farmacológica entre bupropiona e paroxetina que pode aumentar os níveis de algumas substâncias metabolizadas pelo organismo, mas essa associação é amplamente utilizada quando acompanhada pelo médico. O mais importante é monitorar possíveis sintomas como aumento da ansiedade, tremores, inquietação, insônia excessiva, sonolência intensa ou outros efeitos adversos.
Nas primeiras semanas após a introdução da bupropiona, é relativamente comum ocorrerem alterações transitórias do sono. Caso a insônia persista, piore ou esteja causando prejuízo importante, vale comunicar sua médica para reavaliar a estratégia terapêutica.
Essa combinação pode ser utilizada no tratamento de depressão, transtorno depressivo, ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtornos de humor, irritabilidade, falta de motivação, insônia e TDAH em adultos, sempre com acompanhamento médico adequado.
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Bom dia. Tomo escitalopram 15mg e quero parar como faço ?
Bom dia. Tomo escitalopram 15mg e quero parar como faço ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia. O escitalopram não deve ser interrompido abruptamente sem orientação médica, principalmente se você o utiliza há vários meses ou anos. A suspensão costuma ser feita de forma gradual, com redução progressiva da dose ao longo de semanas ou, em alguns casos, meses, para diminuir o risco de sintomas de descontinuação.
Quando o medicamento é retirado muito rapidamente, algumas pessoas podem apresentar tontura, sensação de choque elétrico na cabeça, ansiedade, irritabilidade, insônia, náuseas, alterações de humor, inquietação e piora temporária dos sintomas que motivaram o tratamento. Por isso, o desmame deve ser individualizado, levando em consideração a dose atual, o tempo de uso, o motivo da prescrição e a estabilidade clínica.
Antes de iniciar qualquer redução, o ideal é conversar com o médico que acompanha seu caso. Ele poderá avaliar se este é o momento adequado para interromper o tratamento e elaborar um plano seguro de retirada. Isso é especialmente importante em pacientes com histórico de ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, transtorno depressivo, transtornos de humor, insônia, irritabilidade e estresse, pois a interrupção inadequada pode favorecer recaídas.
Portanto, não suspenda o escitalopram de uma vez. Procure orientação do seu psiquiatra para definir a estratégia de redução mais adequada para o seu caso.
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Estava tomando neozine 50mg por 9 meses parei e comecei a tomar o trazodona 50mg pq os efeitos colat
Estava tomando neozine 50mg por 9 meses parei e comecei a tomar o trazodona 50mg pq os efeitos colaterais estava sendo aumento de apetite sedação muito forte há algum risco de parar um e começar tomar outro sem desmame?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após 9 meses de uso, a interrupção do Neozine (levomepromazina) pode causar sintomas de retirada em algumas pessoas, especialmente se a suspensão foi feita de forma abrupta. Entre os possíveis sintomas estão insônia, ansiedade, inquietação, náuseas, irritabilidade e piora transitória do sono.
Por outro lado, quando a troca é feita diretamente para a trazodona, esses sintomas podem ser menos perceptíveis, já que a trazodona também possui efeito sedativo e costuma ser utilizada para auxiliar no sono. Em muitos casos, psiquiatras realizam essa substituição sem um desmame prolongado, mas isso depende da dose utilizada, do motivo do tratamento e das características individuais do paciente.
A levomepromazina está associada com frequência a efeitos como aumento do apetite, ganho de peso e sedação intensa, motivos comuns para considerar uma mudança terapêutica. A trazodona tende a causar menos ganho de peso e, para algumas pessoas, menos sonolência residual durante o dia.
É importante monitorar como você se sente nas próximas semanas. Caso surjam piora importante da insônia, ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, tontura ou outros sintomas desconfortáveis, vale entrar em contato com o médico que acompanha seu tratamento. Além disso, a resposta ao tratamento pode variar em pacientes com depressão, transtorno depressivo, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, insônia e TDAH em adultos, sendo fundamental manter o acompanhamento regular.
Se a troca foi orientada pelo seu psiquiatra, o risco de problemas graves costuma ser baixo, mas a adaptação pode exigir alguns dias ou semanas até que o organismo se ajuste completamente à nova medicação.
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meu psiquiatra passou bupropiona pq tenho quadro de ansiedade e tdah porem nao tem efeitos significa
meu psiquiatra passou bupropiona pq tenho quadro de ansiedade e tdah porem nao tem efeitos significativos. Devo retornar ao médico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é recomendável retornar ao seu psiquiatra. A ausência de melhora significativa é justamente uma das informações utilizadas para decidir se o tratamento deve ser mantido, ajustado ou reconsiderado. A bupropiona pode ser utilizada em determinados contextos clínicos e pode ajudar alguns pacientes com sintomas de TDAH, mas a resposta é individual. Quando ansiedade e TDAH coexistem, também é importante avaliar quais sintomas predominam, possíveis comorbidades, qualidade do sono e impacto na vida cotidiana. O tempo de tratamento, a dose e a tolerabilidade também influenciam essa decisão. Não aumente, reduza ou suspenda a medicação por conta própria. No retorno, relate objetivamente quais sintomas continuam presentes, como desatenção, procrastinação, impulsividade ou ansiedade, pois isso ajuda o psiquiatra a avaliar melhor a resposta ao tratamento.
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Estou usando risperidona há 1 ano e fiquei cerca de 9 meses sedentário com a medicação. Isso causou
Estou usando risperidona há 1 ano e fiquei cerca de 9 meses sedentário com a medicação. Isso causou um inchaço abdominal muito grande além de um inchaço facial (rosto mais redondo). Entrei na academia há 3 meses, treino 6x por semana e faço 20min de cardio. Até agora apenas vi uma mudança sutil no rosto, desinchou um pouco, porém a barriga continua a mesma coisa, muito estufada. Apenas com a academia e cardio vou conseguir reverter esse quadro da barriga e do rosto? Estou com 1mg de risperidona há duas semanas, antes estava com 2mg.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa mudança corporal merece uma avaliação mais ampla. A risperidona pode estar associada, em algumas pessoas, a aumento do apetite, ganho de peso e alterações metabólicas, mas uma barriga aumentada ou “estufada” não deve ser atribuída automaticamente apenas à medicação. Academia e exercícios aeróbicos são muito positivos para a saúde cardiovascular, composição corporal e metabolismo, porém não é possível garantir que somente o exercício reverta completamente essas alterações. Alimentação, quantidade de gordura abdominal, constipação, distensão intestinal, retenção de líquido e alterações metabólicas também devem ser consideradas. Como você utiliza risperidona há um período prolongado, converse com seu médico sobre peso, circunferência abdominal, pressão arterial e eventual necessidade de avaliação metabólica. Não faça novas reduções da risperidona sem orientação médica.
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Faço uso de carbonato de lítio, minha litemia deu 0,40. Ainda sim apresento alterações no humor como
Faço uso de carbonato de lítio, minha litemia deu 0,40. Ainda sim apresento alterações no humor como mania/hipomania e depressão. Meu psiquiatra deve rever a dosagem de lítio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma litemia de 0,40 mEq/L é considerada relativamente baixa para a maioria dos pacientes em tratamento do transtorno bipolar. Embora o valor-alvo varie conforme a fase da doença, a idade e a tolerabilidade individual, níveis entre 0,6 e 1,0 mEq/L são frequentemente utilizados para manutenção, enquanto níveis mais elevados podem ser necessários em episódios agudos de mania.
Se você continua apresentando sintomas de mania, hipomania e depressão apesar do uso regular do carbonato de lítio, essa é uma informação importante para o seu psiquiatra. Em muitos casos, a persistência de sintomas associada a uma litemia de 0,40 mEq/L leva à necessidade de reavaliar a estratégia terapêutica, que pode incluir ajuste da dose, confirmação da adesão ao tratamento, revisão do horário da coleta do exame ou associação com outras medicações estabilizadoras do humor.
Entretanto, a decisão não deve ser baseada apenas no resultado laboratorial. É fundamental considerar a intensidade dos sintomas, os efeitos colaterais, a função renal, a função tireoidiana e o histórico clínico completo. Além disso, a coleta da litemia precisa ser realizada corretamente, geralmente cerca de 12 horas após a última dose, para que o resultado seja interpretado adequadamente.
A persistência de oscilações de humor, incluindo mania, hipomania, depressão, irritabilidade, insônia e transtornos de humor, sugere que uma reavaliação psiquiátrica é indicada. Portanto, sim, esse é um cenário em que o psiquiatra provavelmente irá revisar o tratamento e avaliar se a dosagem atual do lítio está adequada para o seu caso.
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Estou a 5 meses tomando sertralina de 50 mg, mas o efeito da sonolência não passa, tenho vontade de
Estou a 5 meses tomando sertralina de 50 mg, mas o efeito da sonolência não passa, tenho vontade de dormir dia e noite e não tenho ânimo, para ansiedade até deu uma aliviada. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após 5 meses de tratamento, a sonolência intensa e persistente já não é considerada um efeito esperado de adaptação à sertralina. Embora esse medicamento possa causar sonolência nas primeiras semanas, a maioria dos pacientes apresenta melhora desse efeito com o passar do tempo. Quando o cansaço, a falta de energia e a vontade excessiva de dormir permanecem por vários meses, é importante reavaliar o tratamento.
Existem algumas possibilidades. Em alguns casos, a própria sertralina pode estar contribuindo para a sonolência. Em outros, os sintomas podem estar relacionados à depressão, transtorno depressivo, insônia de má qualidade, apneia do sono, alterações hormonais, deficiência de vitaminas, anemia ou outras condições clínicas que podem coexistir com a ansiedade.
Também é importante avaliar se houve melhora apenas parcial do quadro. Muitas vezes a ansiedade, o transtorno de ansiedade, as crises de ansiedade e os ataques de pânico melhoram, mas permanecem sintomas como falta de motivação, cansaço, baixa energia, tristeza profunda e redução do interesse pelas atividades, sugerindo que o tratamento pode precisar de ajustes.
Vale a pena conversar com o médico que acompanha seu caso. Dependendo da avaliação clínica, pode ser considerado ajuste de dose, mudança do horário da medicação, investigação de outras causas de sonolência ou até substituição da estratégia terapêutica. Como a sonolência está impactando sua disposição há vários meses, uma reavaliação médica é recomendada.
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Estou com problemas de ansiedade e depressão, segundo a médica. Ela me receitou Lutab 20mg (muito di
Estou com problemas de ansiedade e depressão, segundo a médica. Ela me receitou Lutab 20mg (muito difícil de conseguir) e buspirona 5mg (1 comp na primeira semana e 2 a partir da segunda semana, todos pela manhã). Essa combinação é tranquila?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De modo geral, a associação entre Lutab 20 mg (escitalopram) e buspirona é uma combinação bastante utilizada no tratamento de ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, transtorno depressivo e outros transtornos de humor. Em muitos casos, a buspirona é adicionada para potencializar o controle da ansiedade enquanto o antidepressivo atinge seu efeito pleno, o que pode levar algumas semanas.
Nas doses que você descreveu, a combinação costuma ser bem tolerada. Durante as primeiras semanas, algumas pessoas podem apresentar efeitos transitórios como náusea, tontura, dor de cabeça, sonolência, insônia, sensação de inquietação ou leve aumento da ansiedade antes da melhora progressiva dos sintomas. Esses efeitos geralmente diminuem com a adaptação do organismo.
Embora exista um risco teórico de excesso de serotonina quando medicamentos serotoninérgicos são associados, isso é incomum nas doses habitualmente prescritas e quando o tratamento é acompanhado adequadamente pelo médico.
O mais importante é utilizar as medicações conforme a orientação recebida e informar sua médica caso ocorram efeitos adversos intensos ou persistentes. O tratamento de ansiedade, depressão, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno do pânico e transtornos de humor costuma exigir algumas semanas para que os benefícios sejam plenamente percebidos, sendo fundamental manter o acompanhamento regular durante esse período.
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Boa noite! Desde criança, tenho um problema em que meu cérebro parece não processar dor como "perig
Boa noite!
Desde criança, tenho um problema em que meu cérebro parece não processar dor como "perigo", ou algo assim. Exemplo: tenho uma afta na boca, mas não consigo parar de encostar a língua, mesmo doendo muito. Ou quando eu era criança, sentei na beirada da cama, em cima da madeira, e quando levantei doeu muito mas eu só fiquei parada, sem reclamar. Tipo, ao mesmo tempo que eu sinto dor muito fácil, eu consigo simplesmente ignorar.
O verdadeiro problema é que mesmo quando eu sei que vai doer, eu faço, e eu não sei porque, mas sempre fui assim. Mexo na ferida, arranco pele da boca, como os dedos. Tenho uma unha que quebrou na carne, mas eu continuo puxando ela.
Sei que são hábitos nada saudáveis, e não sei o que eu tenho.
(Obs: estou fazendo terapia para depressão, autismo e TDAH, caso seja relevante.)RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece avaliação, principalmente porque parece existir desde a infância e envolve comportamentos repetitivos capazes de provocar lesões. Isso não significa necessariamente que seu cérebro não reconheça a dor como perigo. Mexer repetidamente em feridas, arrancar pele ou morder dedos pode estar relacionado a diferentes mecanismos, incluindo comportamentos repetitivos focados no corpo, busca sensorial, impulsividade, ansiedade ou formas de autorregulação. Como você menciona acompanhamento por depressão, autismo e TDAH, essas informações são relevantes e devem ser discutidas com os profissionais que já acompanham você. Um ponto importante é diferenciar sentir menos dor de sentir a dor normalmente, mas apresentar dificuldade em interromper determinado comportamento apesar dela. Recomendo relatar esses exemplos ao seu psiquiatra e terapeuta, principalmente se os comportamentos estiverem causando ferimentos ou prejuízo.
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Olá! Tenho depressão crônica e há duas semanas comecei a tomar a trazodona, pois estava sofrendo de
Olá! Tenho depressão crônica e há duas semanas comecei a tomar a trazodona, pois estava sofrendo de insônia. Comecei tomando apenas meio comprimido (75 mg) e meu sono melhorou. Agora já tomo o de 150 mg. O remédio causa sonolência até pela manhã? Porque eu tomo a noite antes de dormir, mas pela manhã ainda fico sonolento. A dosagem que estou tomando serve apenas para o sono ou ajuda em outros sintomas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a trazodona pode provocar sonolência que persiste pela manhã, especialmente após aumento da dose. Algumas pessoas também apresentam sensação de lentificação, tontura ou maior dificuldade para despertar. A trazodona possui ação antidepressiva e também é utilizada clinicamente pelo seu efeito sedativo, portanto sua finalidade pode variar conforme a dose, indicação e características de cada paciente. Como você tem depressão e passou de 75 mg para 150 mg, é importante que seu psiquiatra avalie tanto a melhora da insônia quanto os sintomas depressivos e a sonolência residual. Não reduza ou aumente a dose por conta própria. Caso a sonolência esteja prejudicando trabalho, estudos, direção ou atividades cotidianas, converse com seu médico para reavaliar o tratamento.
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Minha médica aumentou fluvoxamina para 100 mg. Mas ainda tenho caixa de 50mg. Posso tomar 2 comprimi
Minha médica aumentou fluvoxamina para 100 mg. Mas ainda tenho caixa de 50mg. Posso tomar 2 comprimidos de 50 mg ? Faz o mesmo efeito do de 100mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em geral, dois comprimidos de fluvoxamina 50 mg fornecem a mesma dose total de 100 mg que um comprimido de 100 mg. Portanto, se sua médica orientou aumentar a dose para 100 mg por dia, normalmente é possível utilizar dois comprimidos de 50 mg até terminar a caixa que você já possui.
A única exceção seria se houvesse alguma diferença específica na formulação (por exemplo, comprimidos de liberação prolongada, o que não é o mais comum para a fluvoxamina). Nessa situação, a orientação da médica ou da bula deve ser seguida.
Após o aumento da dose, algumas pessoas podem apresentar temporariamente efeitos como náusea, dor de cabeça, sonolência, insônia, tontura ou aumento transitório da ansiedade, que costumam melhorar com a adaptação do organismo.
A fluvoxamina é utilizada no tratamento de ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, transtorno depressivo, transtornos de humor e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Caso surjam efeitos adversos importantes após o aumento da dose, é recomendável informar a médica responsável pelo acompanhamento.
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associação de mirtazapina com ginkgo biloba,há algum problema?,pode-se fazer o uso?
associação de mirtazapina com ginkgo biloba,há algum problema?,pode-se fazer o uso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa associação não deve ser considerada automaticamente segura apenas porque o Ginkgo biloba é um produto de origem vegetal. Fitoterápicos também possuem efeitos farmacológicos e podem apresentar interações com medicamentos. O Ginkgo pode aumentar a preocupação com sangramentos quando associado a determinadas medicações e existem outras possíveis interações que dependem do quadro clínico e dos demais medicamentos utilizados. A mirtazapina, por sua vez, é um antidepressivo cuja indicação e tolerabilidade devem ser acompanhadas pelo psiquiatra. Portanto, antes de iniciar o Ginkgo biloba, informe ao médico ou farmacêutico todos os medicamentos, fitoterápicos e suplementos que utiliza, especialmente se houver uso de anticoagulantes ou antiagregantes ou histórico de convulsões. Evite iniciar a associação por conta própria.
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Olá. Estou trantando a enxaqueca com antidepressivos mas sempre que os tomo ( vilazodona e vortioxet
Olá. Estou trantando a enxaqueca com antidepressivos mas sempre que os tomo ( vilazodona e vortioxetina) tenho o globus faringeo. Não consigo continuar com o tratamento porque os sintomas são muito incômodos. É normal isso? É só no início do tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensação de “bolo na garganta”, conhecida como globus faríngeo, pode apresentar diferentes causas e não deve ser atribuída automaticamente ao antidepressivo. Refluxo, alterações funcionais da musculatura da garganta, ansiedade e outras condições podem produzir sintomas semelhantes. Como você percebeu o problema tanto com vilazodona quanto com vortioxetina, e existe uma relação temporal com o início das medicações, essa informação deve ser comunicada ao médico responsável pelo tratamento. Alguns efeitos adversos dos antidepressivos são mais intensos nas primeiras semanas e posteriormente diminuem, mas não é possível garantir que esse sintoma específico desaparecerá. Como está dificultando a continuidade do tratamento, uma reavaliação psiquiátrica é indicada. Caso apareçam falta de ar, inchaço da língua ou garganta, urticária ou dificuldade verdadeira para engolir, procure atendimento de urgência.
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Estou tomando desvenlafaxina 50mg a 18 dias e tive um aumento muito grande na menstruação que já dur
Estou tomando desvenlafaxina 50mg a 18 dias e tive um aumento muito grande na menstruação que já dura uma semana.Tomo desogestrel uso contínuo a 3 anos.Tenho 45 anos e já tinha menstruando antes de começar a tomar o desvenlafaxina.Sera só um efeito colateral?A menstruação vai regularizar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um aumento significativo do sangramento menstrual merece avaliação, especialmente aos 45 anos e considerando que o sangramento já havia começado antes da desvenlafaxina. Antidepressivos com ação serotoninérgica, incluindo a desvenlafaxina, podem em algumas pessoas aumentar a tendência a sangramentos por interferência na função das plaquetas, porém não é seguro concluir que a medicação seja a única causa. Alterações hormonais do climatério, causas ginecológicas e o próprio padrão de sangramento durante o uso contínuo de desogestrel também precisam ser considerados. Recomendo comunicar o ocorrido ao psiquiatra que prescreveu a desvenlafaxina e realizar avaliação ginecológica se o sangramento continuar aumentado. Não suspenda o antidepressivo abruptamente por conta própria. Se houver sangramento muito intenso, grandes coágulos, tontura, fraqueza importante, palpitações, desmaio ou falta de ar, procure atendimento de urgência.
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Poderiam falar mais sobre os efeitos do panarte? Bons e ruins. Obrigada!
Poderiam falar mais sobre os efeitos do panarte? Bons e ruins. Obrigada!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O nome comercial isoladamente pode gerar confusão, pois a composição pode variar conforme apresentação e mercado. Para explicar com segurança os possíveis benefícios, mecanismo de ação, efeitos adversos, interações e cuidados do Panarte, é importante confirmar qual é o princípio ativo e a dosagem descritos na embalagem ou receita. Medicamentos utilizados em neurologia e psiquiatria podem ter indicações e perfis de segurança bastante diferentes, e uma identificação incorreta poderia levar a uma orientação inadequada. Se você informar o princípio ativo e a dose, será possível esclarecer quais efeitos são esperados, quais costumam melhorar durante a adaptação e quais sintomas justificam procurar o médico antes do retorno programado.
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Eu as vezes tenho quase ctz q tenho autismo de nível 1, como faço pra saber ?
Eu as vezes tenho quase ctz q tenho autismo de nível 1, como faço pra saber ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A suspeita de transtorno do espectro autista (TEA) nível 1 não pode ser confirmada apenas por identificação com características encontradas na internet ou por um questionário isolado. A avaliação considera principalmente dificuldades persistentes de comunicação e interação social, padrões repetitivos ou interesses restritos, características sensoriais e evidências de que esses aspectos estão presentes desde o período do desenvolvimento. Em adultos, o diagnóstico pode ser mais complexo porque algumas pessoas desenvolveram estratégias de compensação ou “mascaramento” social ao longo da vida. O processo pode envolver psiquiatra ou neurologista com experiência em TEA, avaliação psicológica/neuropsicológica e instrumentos padronizados. O diagnóstico resulta da integração da história clínica e funcional, e não de um único teste.
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Perguntas frequentes
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Uma pessoa com transtorno bipolar pode ter embotamento afetivo?
Sim, em episódios depressivos os pacientes com transtorno bipolar podem experienciar…