Perguntas do paciente (2444)

  • Estou passando por um momento de fortes crises de ansiedade e pânico. A minha médica começou com 25

    Estou passando por um momento de fortes crises de ansiedade e pânico. A minha médica começou com 25 mg de Sertralina e 5 mg de Ansitec, com 3 dias aumentou para 50 mg e 10 mg, respectivamente. Minha ansiedade pareceu piorar ainda mais, então depois de cerca de 7 dias aumentou para 100 mg Sertralina e 20 mg Ansitec (a cada 8 horas). Estou com essa dosagem há cerca de 15 dias e as crises continuam, muito fortes e as vezes mais de uma vez no dia. Minhas fobias e pânico também pioraram. Isso é comum? Devo melhorar ou a medicação pode não estar sendo suficiente? Vi que em alguns casos as medicações aumentam a ansiedade, mas já nao era para ter melhorado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    No início do tratamento com sertralina, algumas pessoas podem apresentar aumento transitório da ansiedade, inquietação ou sintomas de pânico antes de perceberem melhora, especialmente quando a dose é aumentada rapidamente. Entretanto, a intensidade das crises que você descreve merece uma reavaliação pelo psiquiatra. Com aproximadamente 15 dias na dose atual, ainda pode ser cedo para avaliar completamente a eficácia da sertralina, pois o efeito terapêutico costuma aparecer de forma gradual e pode levar algumas semanas. Isso não significa que o tratamento esteja inadequado, mas a piora importante das fobias e dos ataques de pânico deve ser comunicada à médica para avaliar dose, velocidade de titulação, efeitos adversos e necessidade de ajuste do tratamento.


  • Estou com dor de cabeça há 6 dias. Às vezes sinto uma espécie de dormência no olho direit

    Estou com dor de cabeça há 6 dias. Às vezes sinto uma espécie de dormência no olho direito e também tenho algumas pontadas do lado esquerdo da cabeça. Às vezes sinto dor na parte de trás da cabeça também. Fiquei 7 dias sem tomar sertralina e voltei a tomar há 15 dias. Depois disso, comecei a sentir essas dores de cabeça. Será que esses sintomas podem estar relacionados à sertralina ou à interrupção que fiz?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A interrupção abrupta da sertralina por vários dias pode provocar sintomas de descontinuação, que podem incluir dor de cabeça, tontura, alterações do sono, irritabilidade e sensação de mal-estar. Ao reiniciar o medicamento, também podem ocorrer efeitos adversos transitórios, inclusive cefaleia. Portanto, existe possibilidade de relação temporal com a interrupção e o reinício da sertralina. Entretanto, como você apresenta dor de cabeça há seis dias associada a uma sensação de dormência na região ocular, não é adequado atribuir automaticamente tudo à medicação. Se houver alteração visual, fraqueza, dificuldade para falar, confusão, dor súbita e intensa ou piora progressiva, procure atendimento médico imediatamente.


  • os sintomas de TPM podem ser mais fortes em autistas? além do estresse e os sintomas comuns sinto qu

    os sintomas de TPM podem ser mais fortes em autistas? além do estresse e os sintomas comuns sinto que a sensibilidade sensorial fica muito muito pior. parece que sempre estou no começo de uma crise de pânico.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Algumas mulheres autistas relatam piora importante da sensibilidade sensorial, irritabilidade, ansiedade e dificuldade de regulação emocional durante o período pré-menstrual. As oscilações hormonais do ciclo menstrual podem influenciar sintomas psiquiátricos e, em determinadas pessoas, aumentar a sobrecarga sensorial e a sensação de estar próxima de uma crise de ansiedade ou pânico. É importante observar se esse padrão ocorre de forma repetitiva nos dias anteriores à menstruação, pois pode ajudar na investigação de TPM intensa ou transtorno disfórico pré-menstrual. O acompanhamento com ginecologista e psiquiatra pode ajudar a diferenciar sintomas do ciclo menstrual de transtornos de ansiedade e definir estratégias individualizadas.


  • Minha irmã tem diagnóstico de transtorno esquizoafetivo e depressão. Além disso, ela tem glaucoma de

    Minha irmã tem diagnóstico de transtorno esquizoafetivo e depressão. Além disso, ela tem glaucoma de ângulo fechado, o que limita o uso de alguns medicamentos psiquiátricos (ela tá tomou muitos sem sucesso)

    Recentemente, li sobre novas terapias de estimulação intracraniana EMT para o tratamento da depressão e gostaria de saber se esse tipo de tratamento poderia fazer sentido para o caso dela e se vale a pena procurar um psiquiatra.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A estimulação magnética transcraniana (EMT) é uma modalidade de neuromodulação não invasiva utilizada principalmente no tratamento de alguns quadros depressivos, especialmente quando existe resposta insuficiente ou intolerância a medicamentos. Em uma pessoa com transtorno esquizoafetivo, depressão e glaucoma de ângulo fechado, a indicação precisa ser analisada individualmente, considerando o quadro predominante, tratamentos anteriores, medicamentos em uso e condições clínicas. A EMT não deve ser vista como substituta automática da farmacoterapia, mas pode ser uma alternativa em situações selecionadas. Vale procurar um psiquiatra com experiência em neuromodulação para avaliar segurança, indicação e expectativa de benefício.


  • Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas.. Ele rea

    Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas..
    Ele realmente é fraco ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Ansitec (buspirona) não deve ser classificado simplesmente como “fraco”. Ele possui um mecanismo diferente dos benzodiazepínicos, como clonazepam, e por isso não costuma produzir alívio imediato da ansiedade nem sensação de sedação. Seu efeito é gradual e pode exigir algumas semanas de uso regular para uma resposta adequada, principalmente no transtorno de ansiedade generalizada. A eficácia também depende do diagnóstico, dose, tempo de tratamento e características individuais. Portanto, uma resposta insatisfatória não significa necessariamente que o medicamento seja fraco. A avaliação psiquiátrica é fundamental para ajustar o tratamento conforme os sintomas.


  • Boa tarde. Eu tenho transtorno bipolar, mas é em um grau leve, eu não costumo ter fases de mania, so

    Boa tarde. Eu tenho transtorno bipolar, mas é em um grau leve, eu não costumo ter fases de mania, somente uma agitação leve de vez em quando, e um desânimo as vezes que dura um ou dois dias.
    Eu estou tomando lamotrigina 200mg há um mês e percebi uma leve melhora.
    É normal a lamotrigina demorar pra fazer o efeito completo?
    Ou será que a dose está baixa?
    Obrigado desde já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, a lamotrigina pode apresentar melhora progressiva ao longo das semanas, e um mês de tratamento ainda pode ser insuficiente para avaliar todo o benefício terapêutico. No transtorno bipolar, ela apresenta maior evidência para prevenção e tratamento dos episódios depressivos do que para controle de mania aguda. A dose de 200 mg/dia é uma dose terapêutica frequentemente utilizada, mas não significa que seja necessariamente a dose ideal para todas as pessoas. O ajuste deve considerar resposta clínica, tolerabilidade, histórico de episódios e outros medicamentos. Não aumente a dose por conta própria; o acompanhamento psiquiátrico permite avaliar a evolução com segurança.


  • Bom dia, Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já

    Bom dia,
    Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já usei uma grande vasta de antidepressivos para aliviar a minha ansiedade, depressão. E ao longo do tempo comecei a ter descrença com a psiquiatria. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    É compreensível desenvolver descrença após passar por diferentes psiquiatras e experimentar vários antidepressivos sem obter o resultado esperado. Entretanto, isso não significa que a Psiquiatria não possa ajudar. Ansiedade, depressão, transtornos de humor e outras condições podem apresentar sintomas semelhantes, e o diagnóstico exige avaliação longitudinal, considerando sintomas, duração, histórico pessoal e familiar, resposta aos tratamentos anteriores e possíveis diagnósticos diferenciais. Em vez de simplesmente testar novos medicamentos, pode ser importante realizar uma avaliação psiquiátrica mais aprofundada e revisar todo o histórico terapêutico. Um diagnóstico bem estabelecido é fundamental para definir um tratamento individualizado.


  • Tenho transtorno de personalidade borderline e estava tomando 40 mg de ecitalopram porem não fazia e

    Tenho transtorno de personalidade borderline e estava tomando 40 mg de ecitalopram porem não fazia efeito, minha ansiedade nunca passa. Minja nova psiquiatra decidiu mudar para desvenlafaxina e 200 mg de quetipina, e se eu continuar me sentido perseguida( eu sinto que as pessoas me odeiam o tempo todo e querem me machucar) ela quer aumentar ainda a quetiapina. Eu terei muitos efeitos colaterais? Pois quando comecei a tomar 40mg de ecitalopram eu sentia muito enjoo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A associação de desvenlafaxina e quetiapina pode ser utilizada em determinadas situações, mas a possibilidade de efeitos adversos depende das doses, do tempo de tratamento e da sensibilidade individual. Náuseas, sonolência, tontura, boca seca e alterações gastrointestinais podem ocorrer, especialmente no início. A quetiapina também pode aumentar o apetite e causar alterações metabólicas em algumas pessoas, exigindo acompanhamento. A sensação persistente de perseguição, de que as pessoas querem machucá-la ou de que todos a odeiam merece atenção psiquiátrica, pois pode estar relacionada à ansiedade intensa, sintomas paranoides ou outras alterações do humor e da percepção. Não aumente a dose sem acompanhamento médico.


  • Tomei clonazepam vencido. Isso pode afetar o implanon? Para me tranquilizar, seria melhor usar 7 dia

    Tomei clonazepam vencido. Isso pode afetar o implanon? Para me tranquilizar, seria melhor usar 7 dias de preservativo até que se restabeleça a eficácia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O clonazepam vencido não costuma interferir na eficácia do Implanon (implante de etonogestrel). Benzodiazepínicos não são conhecidos por reduzir significativamente a ação contraceptiva do implante. O principal problema de utilizar um medicamento vencido é a possibilidade de perda de estabilidade e eficácia do próprio medicamento, e não uma interação com o anticoncepcional. Portanto, em princípio, não há indicação de utilizar preservativo por sete dias exclusivamente por ter tomado clonazepam vencido. Caso esteja usando outros medicamentos, especialmente alguns anticonvulsivantes ou medicamentos que induzem enzimas hepáticas, é importante verificar possíveis interações com o implante.


  • Faz dois dias que tô em uso de escitalopram 10mg pra depressão mas eu estou tendo picos de melhora.

    Faz dois dias que tô em uso de escitalopram 10mg pra depressão mas eu estou tendo picos de melhora. Durante o dia fico bem aí depois tudo desaba e eu não tô conseguindo ter emoção ou reação apenas uma sensação estranha de vazio, cansaço horrível, as vezes me falta força até pra conversar ou levantar da cama. Isso é comum na depressão ou é efeito adverso da medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Após apenas dois dias de escitalopram, ainda é muito cedo para avaliar seu efeito antidepressivo completo. No início do tratamento podem ocorrer oscilações dos sintomas, cansaço, sonolência, náusea, alterações emocionais ou uma sensação diferente do habitual, que tendem a melhorar durante as primeiras semanas. A melhora antidepressiva geralmente é gradual e pode levar algumas semanas para se consolidar. Entretanto, uma piora importante do humor, pensamentos de morte ou autolesão, agitação intensa ou comportamento incomum exigem contato imediato com o psiquiatra ou atendimento de urgência. Não interrompa o medicamento abruptamente sem orientação. O acompanhamento permite diferenciar evolução da depressão de efeitos adversos do tratamento.


  • A Quetiapina 100 mg potencializa a risperidona 2 mg e vice-versa?

    A Quetiapina 100 mg potencializa a risperidona 2 mg e vice-versa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Quetiapina e risperidona são antipsicóticos e podem produzir efeitos farmacológicos complementares quando associados, mas não é correto dizer simplesmente que um “potencializa” o outro. A combinação pode aumentar tanto o efeito terapêutico quanto a possibilidade de efeitos adversos, como sonolência, tontura, queda da pressão, alterações metabólicas e, em algumas situações, alterações cardíacas. A necessidade dessa associação depende do diagnóstico e da resposta individual ao tratamento. Como ambos atuam sobre diferentes receptores no sistema nervoso central, a combinação deve ser realizada somente sob acompanhamento psiquiátrico, com avaliação periódica da eficácia e da tolerabilidade.


  • Recusar trabalho por medo de interações sociais aos 22 anos. Passei quatro anos saindo de casa e int

    Recusar trabalho por medo de interações sociais aos 22 anos. Passei quatro anos saindo de casa e interagindo com pessoas, mas agora que me formei não quero mais sair de casa.

    Tenho medo de que um carro me atropele ao atravessar a rua, de que as pessoas me achem feia ou esquisita, de que os clientes reclamem de mim, de não saber tudo, de errar.

    Não quero sair de casa nunca mais. Nos encontros de família, fico no quarto. As pessoas ficam me chamando: “Vem, fulana”, mas eu não vou. Faz dois anos que não vejo minha irmã.

    Há três meses não pego sol, não vou à feira e não vejo pessoas. Tenho ingressos para um show em outubro, mas não quero mais ir. Estou com medo das pessoas e do que pode acontecer.

    Também não vou ao médico porque tenho medo. Não vou ao psicólogo porque tenho medo.

    Sinto que estou cada vez mais presa dentro de casa e com medo de voltar a viver normalmente. Não quero comer, não quero sair, me chamam pra encontros e eu não vou. É normal? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O que você descreve não parece apenas uma timidez comum. O medo intenso de interações sociais, de ser julgada, de sofrer acidentes ou cometer erros, associado ao isolamento progressivo, dificuldade de sair de casa, redução do contato familiar, perda de interesse e falta de apetite, pode ocorrer em quadros como transtorno de ansiedade social, transtorno de ansiedade, depressão ou outras condições que precisam ser avaliadas individualmente. O fato de esse medo estar impedindo consultas, trabalho, lazer e convivência demonstra um impacto funcional importante. Recomendo procurar avaliação psiquiátrica e psicológica; se sair de casa for impossível neste momento, considere atendimento por telemedicina. Se surgirem pensamentos de morte ou de não querer mais viver, procure atendimento de urgência imediatamente.


  • Olanzapina melhora sintomas ansiosos do transtorno bipolar?

    Olanzapina melhora sintomas ansiosos do transtorno bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A olanzapina é um antipsicótico atípico utilizado no tratamento do transtorno bipolar, principalmente em episódios de mania e em determinadas estratégias de manutenção, podendo também contribuir para redução da agitação, irritabilidade e ansiedade associadas ao episódio de humor. Entretanto, ela não é simplesmente um medicamento específico para ansiedade e sua indicação depende da fase do transtorno bipolar e dos sintomas predominantes. O psiquiatra deve avaliar também sono, depressão, impulsividade, sintomas psicóticos e risco de efeitos metabólicos, como aumento de peso, alterações da glicemia e colesterol. A escolha do tratamento deve ser individualizada e acompanhada regularmente.


  • Sou diagnosticado com esquizofrenia/transtorno esquizoafetivo porém ainda assim as vezes com menos f

    Sou diagnosticado com esquizofrenia/transtorno esquizoafetivo porém ainda assim as vezes com menos frequência ouço vozes e tenho delírios e alucinações de perseguição mas ainda tenho, o problema é meu humor, ele não estabiliza de jeito nenhum. Geralmente a depressão é leve mas a mania e hipomania são fortes. Eu faço uso de carbolitium CR 900mg e mesmo assim não estabiliza o meu humor e uso antipsicoticos. Não consigo ter uma vida normal dessa forma. Devo pedir ao meu psiquiatra que aumente a dosagem de lítio? Ou que adicione outra medicação ao tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Quando permanecem episódios de mania, hipomania, depressão ou sintomas psicóticos apesar do tratamento, é importante uma reavaliação psiquiátrica completa antes de simplesmente aumentar a dose do lítio. O Carbolitium CR pode ser muito útil na estabilização do humor, mas a resposta depende dos níveis séricos, função renal e tireoidiana, adesão, diagnóstico, associação com antipsicóticos e características de cada episódio. Como você ainda apresenta vozes, delírios ou alterações importantes do humor, vale discutir isso detalhadamente com seu psiquiatra. Existem diferentes estratégias terapêuticas, mas qualquer ajuste deve ser individualizado e monitorado. Se houver risco de autoagressão, heteroagressão ou perda importante do contato com a realidade, procure atendimento de urgência.


  • Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila

    Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscilações de humor como mania e hipomania e depressão leve?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Ouvir vozes pode corresponder a uma alucinação auditiva, mas a localização percebida da voz (“dentro” ou “fora” da cabeça) não é suficiente para estabelecer esse diagnóstico. No transtorno esquizoafetivo, é necessário avaliar a presença de sintomas psicóticos, como alucinações ou delírios, associados a episódios de humor, além da relação temporal entre esses sintomas e as fases de mania, hipomania ou depressão. Oscilações de humor, isoladamente, não caracterizam transtorno esquizoafetivo. A investigação psiquiátrica detalhada é fundamental para diferenciar transtorno esquizoafetivo, transtorno bipolar, depressão com sintomas psicóticos, ansiedade, fenômenos obsessivos e outras condições.


  • Iniciei tratamento com escitalopram há 21 dias. Comecei com 5mg e no 8° dia, aumentei para 10mg. Tiv

    Iniciei tratamento com escitalopram há 21 dias. Comecei com 5mg e no 8° dia, aumentei para 10mg. Tive vários efeitos colaterais que já passaram. Porém, há uns dias tenho sentido um leve tremor na mandíbula e espasmos na língua. Não é o dia todo, nem todos os dias, é apenas em alguns momentos. Hoje acordei com os espasmos e o tremor mais forte, e fiquei assustada. Os sintomas permaneceram por uns 40 minutos e diminuíram. Já tive essa reação de tremor e espasmo na língua em um momento de muito estresse no ano passado. Essas reações que venho tendo nos últimos dias, são da ansiedade que ainda não foi controlada pelo medicamento ou ainda um efeito colateral, já que ainda estou na fase de adaptação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Tremores e contrações involuntárias na mandíbula ou língua durante o início do escitalopram podem ter diferentes causas. Ansiedade e tensão podem provocar tremor, contração muscular e aumento da percepção de sintomas corporais, mas também é importante considerar efeitos adversos medicamentosos, especialmente quando surgem após o início ou aumento da dose. Como houve episódio de maior intensidade e movimentos involuntários da língua, recomendo comunicar o psiquiatra antes de realizar qualquer alteração. Se ocorrer dificuldade para respirar ou engolir, rigidez importante, contrações persistentes ou involuntárias generalizadas, procure atendimento imediatamente. A avaliação clínica permite diferenciar ansiedade de efeitos extrapiramidais ou outras condições neurológicas.


  • Estou há 4 meses tomando 40mg de fluoxetina, as crises passaram, mas a tensão persiste. Foi aumentad

    Estou há 4 meses tomando 40mg de fluoxetina, as crises passaram, mas a tensão persiste. Foi aumentada a dose para 60mg. Devo esperar melhora?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A ausência das crises de ansiedade após quatro meses de fluoxetina indica uma resposta terapêutica importante, embora a persistência de tensão possa representar sintoma residual. O aumento para 60 mg pode proporcionar benefício adicional em alguns pacientes, mas a resposta deve ser acompanhada individualmente, considerando diagnóstico, intensidade dos sintomas, tolerabilidade e tempo em dose terapêutica. Em transtornos de ansiedade, a melhora de determinados sintomas pode ocorrer antes de outros, e nem sempre o aumento da dose é a melhor estratégia. Técnicas psicoterápicas, sono adequado, redução de estimulantes e manejo do estresse também podem contribuir. Recomendo acompanhar a evolução com o psiquiatra antes de concluir se o tratamento foi ou não plenamente eficaz.


  • No sexto dia tomando sertralina de 25 mg, estou sentindo muita tontura..com dificuldade até para cam

    No sexto dia tomando sertralina de 25 mg, estou sentindo muita tontura..com dificuldade até para caminhar por conta da tontura, pode ser devido a efeito colateral do medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A tontura pode ocorrer nos primeiros dias de tratamento com sertralina, especialmente durante a fase inicial de adaptação, e frequentemente tende a diminuir progressivamente. Entretanto, uma tontura intensa a ponto de dificultar a caminhada não deve ser simplesmente atribuída ao medicamento sem avaliação. É importante considerar pressão arterial, desidratação, alterações vestibulares, hipoglicemia, outras medicações e diferentes causas clínicas. Como o sintoma está interferindo na sua capacidade de caminhar, recomendo comunicar o médico que prescreveu a sertralina e evitar dirigir ou realizar atividades de risco enquanto estiver sintomático. Não aumente, reduza ou suspenda a medicação por conta própria.


  • Estou tomando sertralina zoloft 50mg há aproximadamente 15 dias e passei os 8 primeiros dias de trat

    Estou tomando sertralina zoloft 50mg há aproximadamente 15 dias e passei os 8 primeiros dias de tratamento tomando sertralina zoloft 25mg, totalizando 23 dias de tratamento para Transtorno Obssessivo Compulsivo, porém ainda não senti melhora, sinto que estou cada vez mais confusa sobre o que sou eu e o que é o TOC. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Após aproximadamente 23 dias de tratamento, ainda pode ser cedo para avaliar a resposta completa da sertralina no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Em geral, o tratamento do TOC pode exigir mais tempo e doses terapêuticas adequadas para que a redução das obsessões e compulsões se torne evidente. A sensação de estar “confusa sobre o que sou eu e o que é o TOC” também merece ser discutida em consulta, principalmente para compreender a natureza dos pensamentos e o grau de insight. A ausência de melhora inicial não significa que o medicamento tenha falhado. O psiquiatra deve acompanhar evolução, efeitos adversos e necessidade de ajuste, além de considerar psicoterapia, especialmente terapia cognitivo-comportamental com exposição e prevenção de resposta.


  • Faço uso de haldol decanoato duas ampolas de mês em mês e me sinto bem nos primeiros 15 dias, logo d

    Faço uso de haldol decanoato duas ampolas de mês em mês e me sinto bem nos primeiros 15 dias, logo depois não surte mais o efeito, parece que o medicamento fica fraco. Minha pergunta é, eu poderia pedir ao meu psiquiatra que me receita-se 3 ampolas de haldol decanoato de 15 em 15 dias. Nesse período de 15 dias eu geralmente me sinto bem com a injeção.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A percepção de que o haloperidol decanoato perde efeito antes da próxima aplicação merece avaliação cuidadosa e não deve ser corrigida simplesmente aumentando a quantidade ou reduzindo o intervalo entre as aplicações. É necessário verificar dose total, duração do tratamento, sintomas que retornam, adesão, uso de outras substâncias, metabolismo, diagnóstico e possíveis efeitos adversos. A administração de três ampolas a cada 15 dias pode representar uma exposição significativamente diferente e aumentar o risco de efeitos extrapiramidais, rigidez, tremores, acatisia e outros eventos adversos. Relate ao psiquiatra exatamente em quais dias os sintomas reaparecem e quais manifestações surgem. Com essas informações, ele poderá avaliar uma estratégia farmacológica mais segura.


Perguntas frequentes

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