Perguntas do paciente (2484)
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O bromazepam tem o mesmo princípio ativo do lorazepam?
O bromazepam tem o mesmo princípio ativo do lorazepam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. O bromazepam e o lorazepam não têm o mesmo princípio ativo, embora ambos pertençam à mesma classe de medicamentos, os benzodiazepínicos.
O bromazepam tem como princípio ativo o próprio bromazepam, enquanto o lorazepam tem como princípio ativo o lorazepam. Apesar de atuarem de forma semelhante no sistema nervoso central, potencializando a ação do GABA (um neurotransmissor inibitório), eles diferem em potência, duração de ação e perfil clínico.
O lorazepam tende a ter início de ação mais previsível e duração intermediária, sendo muito utilizado em crises de ansiedade e insônia aguda. Já o bromazepam costuma ter ação mais prolongada e é frequentemente usado em quadros de ansiedade generalizada.
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Por isso, apesar de semelhantes, não são intercambiáveis de forma direta sem orientação médica. Recomenda-se avaliação com psiquiatra para escolha adequada do tratamento.
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Sou diagnosticada com bipolaridade, faço uso de dekapene. Comecei a tomar o anticoncepcional yas e n
Sou diagnosticada com bipolaridade, faço uso de dekapene. Comecei a tomar o anticoncepcional yas e notei q meu humor tem estado muito alterado, ele está cm era antes de eu fazer o tratamento pra bipolaridade: me sinto irritada, sensível, ansiosa, chorosa e depressiva. O anticoncepcional pode ser o responsável por isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida que acontece com frequência no consultório em pacientes com transtorno bipolar, especialmente durante mudanças hormonais.
O anticoncepcional Yas (etinilestradiol + drospirenona) pode influenciar o humor em pessoas sensíveis, pois alterações hormonais podem afetar neurotransmissores como serotonina e dopamina. Em pacientes com transtorno bipolar, mesmo com uso de estabilizador como dekapene (valproato), pode ocorrer maior vulnerabilidade a irritabilidade, ansiedade e sintomas depressivos. Isso não significa obrigatoriamente suspensão, mas necessidade de avaliação individual.
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Por isso, recomenda-se avaliação com psiquiatra para ajuste e condução adequada.
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Tomo a sertralina a 2 meses parei tem 6 dias pq bebi final de semana passado e desde então não volte
Tomo a sertralina a 2 meses parei tem 6 dias pq bebi final de semana passado e desde então não voltei a tomar pq no próximo final de semana vou a praia passar 5 dias e vou beber também ,--,
Estou me sentindo ansiosa e o coração acelera do nada...
Como faço o desmame? Ou melhor oque fazer corretamente?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo (ansiedade, coração acelerado, sensação de “descontrole”) é muito compatível com síndrome de descontinuação da sertralina, que pode ocorrer quando o medicamento é interrompido de forma abrupta após o cérebro já estar adaptado ao aumento de serotonina.
Nessa fase podem aparecer sintomas flutuantes e intensos relacionados ao sistema nervoso, como ansiedade depressão insônia crise de ansiedade ataques de pânico estresse irritabilidade tristeza profunda falta de motivação burnout transtorno de ansiedade transtornos de humor transtorno depressivo transtorno do pânico TDAH em adultos, especialmente quando há interrupção e retomada irregular do antidepressivo.
A sertralina não deve ser usada em “dias alternados” ou pausada por conta de eventos sociais. O manejo correto é redução gradual orientada, ou manutenção contínua quando indicada. Interromper e reiniciar conforme consumo de álcool pode aumentar instabilidade emocional, ansiedade e efeitos colaterais.
Sobre o álcool, não há uma contraindicação absoluta, mas ele pode piorar sintomas ansiosos, sono e resposta ao tratamento, além de interferir na estabilidade clínica.
O mais importante agora não é manter a suspensão por conta própria, e sim reavaliar com seu médico ou psiquiatra para decidir entre retomar a dose adequada ou realizar um desmame estruturado com segurança.
Recomenda-se avaliação com psiquiatra para condução adequada e individualizada do tratamento.
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Sinto uma tristeza profunda mesmo tomando os remédios, sinto que vou destruir tudo que tenho por per
Sinto uma tristeza profunda mesmo tomando os remédios, sinto que vou destruir tudo que tenho por perto, tenho medo disso e medo de não conseguir conviver em sociedade de novo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso. O que você descreve — tristeza profunda mesmo em uso de medicação, medo de perder o controle e de se afastar das pessoas — é algo que pode acontecer em fases de descompensação de um transtorno depressivo ou de ansiedade, e não significa que você “vai destruir tudo” ou que não vai conseguir conviver em sociedade novamente.
Mesmo com tratamento, pode haver momentos em que os sintomas de depressão, ansiedade intensa ou instabilidade emocional voltam a aparecer, especialmente em fases de estresse, ajuste de dose de antidepressivo ou quando o quadro ainda não está totalmente estabilizado. Isso não é falha sua nem indica perda de controle permanente — é sinal de que o tratamento precisa de reavaliação e possivelmente ajuste.
Quando aparecem pensamentos como “vou destruir tudo” ou medo intenso de afastamento social, isso costuma estar ligado a ansiedade grave, pensamentos intrusivos e desesperança da depressão, e não necessariamente a uma ação real iminente. Ainda assim, esses sinais merecem atenção médica o quanto antes, porque indicam sofrimento emocional importante.
O mais importante agora é não enfrentar isso sozinho: entre em contato com seu psiquiatra ou médico o quanto antes para revisar o tratamento de transtornos de humor, depressão, ansiedade, transtorno do pânico ou burnout, e avaliar se há necessidade de ajuste de medicação ou intensificação do acompanhamento.
Se em algum momento esses sentimentos ficarem muito intensos ou vierem pensamentos de se machucar, procure um serviço de urgência ou alguém de confiança imediatamente.
Você não está “quebrando” nem condenado a isso — quadros de depressão, ansiedade, insônia, crise de ansiedade, transtornos de humor e estresse intenso têm tratamento e costumam melhorar bastante com ajuste adequado e suporte contínuo.
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Comecei o uso de sertralina a 3 dias teria algum problema se beber cerveja?
Comecei o uso de sertralina a 3 dias, teria algum problema se beber cerveja?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida que acontece com frequência no consultório no início do uso de antidepressivos como a sertralina.
Nos primeiros dias de tratamento, o cérebro ainda está se adaptando ao aumento de serotonina, e o álcool pode interferir nesse processo. Beber cerveja pode aumentar efeitos colaterais como sonolência, tontura, náusea, piora da ansiedade e alteração do humor. Além disso, pode reduzir a eficácia do tratamento e dificultar a estabilização inicial dos sintomas, que ainda está em fase de ajuste.
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Por isso, o mais recomendado é evitar álcool especialmente nas primeiras semanas de uso, até que haja uma resposta mais estável da medicação.
Recomenda-se avaliação com psiquiatra para condução adequada e individualizada do tratamento.
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Meu médico aumentou a dose do Lutab de 20mg para 40mg a 3 semanas. É normal ter sintomas de insônia?
Meu médico aumentou a dose do Lutab de 20mg para 40mg a 3 semanas. É normal ter sintomas de insônia? Estou tendo tb mal estar diário como tonturas (parece que vou cair a qq hora), minha ansiedade aumentou tb. Será que é do medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esses sintomas podem estar relacionados ao aumento da dose do Lutab (paroxetina), especialmente nas primeiras semanas após ajuste.
A paroxetina é um antidepressivo ISRS e, quando há aumento de dose (como de 20 mg para 40 mg), é relativamente comum ocorrer uma fase de adaptação com efeitos como insônia, aumento temporário da ansiedade, tontura, mal-estar, sensação de instabilidade (“quase desmaio”) e agitação interna. Isso acontece porque o cérebro ainda está se ajustando ao aumento da serotonina.
Em geral, esses efeitos são mais intensos nas primeiras 2 a 4 semanas após o ajuste de dose, e tendem a melhorar progressivamente. No entanto, a intensidade dos sintomas importa: se a tontura é forte, se há sensação de queda, piora importante da ansiedade ou prejuízo no dia a dia, isso precisa ser reavaliado pelo médico que prescreveu, pois pode ser necessário ajuste de dose, mudança de horário de uso ou até troca da medicação.
Também é importante descartar outras causas associadas, como queda de pressão, hipoglicemia, desidratação, labirintite, anemia ou ansiedade descompensada, que podem piorar o quadro.
Em resumo, pode sim ser efeito do aumento do Lutab (paroxetina), especialmente com sintomas como insônia, tontura, ansiedade aumentada e instabilidade, mas como já se passaram 3 semanas e há impacto diário, o ideal é retornar ao seu psiquiatra ou clínico para reavaliação do tratamento de ansiedade, transtornos de humor, síndrome do pânico e ajuste terapêutico individualizado.
Palavras-chave (psiquiatria): ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, insônia, transtorno do pânico, efeitos colaterais de antidepressivo, ISRS, paroxetina, tontura, instabilidade emocional, transtornos de humor, burnout, TDAH em adultos.
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Por quê a Latuda não está fazendo efeito no surto psicótico?
Por quê a Latuda não está fazendo efeito no surto psicótico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A lurasidona (Latuda) é um antipsicótico que costuma ajudar em sintomas de psicoses e transtornos do humor, mas existem alguns motivos comuns para ela “não estar fazendo efeito” em um surto psicótico:
Em primeiro lugar, pode ser simplesmente tempo de resposta insuficiente. Em alguns pacientes, a melhora inicial pode começar em 1–2 semanas, mas o efeito mais consistente em sintomas psicóticos pode levar 3–6 semanas ou mais, dependendo da gravidade do quadro.
Outro ponto importante é que, em um surto psicótico agudo mais intenso, a lurasidona pode não ser suficiente sozinha, principalmente se houver agitação importante, insônia grave, delírios ou alucinações intensas. Nesses casos, às vezes é necessário ajuste de dose, troca de antipsicótico ou associação temporária de outra medicação, sempre conduzido pelo psiquiatra.
Também é essencial considerar fatores que podem reduzir a resposta, como uso irregular da medicação, doses abaixo do necessário, interação com outros medicamentos, uso de substâncias (álcool, cannabis, estimulantes) ou até a presença de um diagnóstico que exige outra estratégia terapêutica (por exemplo, transtorno bipolar em fase aguda ou psicose secundária).
Além disso, a absorção da lurasidona depende de ser tomada com alimento adequado (refeição de pelo menos cerca de 350 kcal), e isso influencia diretamente na eficácia.
Em resumo, quando a Latuda não está controlando um surto psicótico, isso geralmente indica necessidade de reavaliação psiquiátrica urgente do tratamento de psicose, esquizofrenia ou transtorno bipolar com sintomas psicóticos, e não falha do paciente.
Se os sintomas estão ativos agora (agitação, delírios, alucinações, insônia importante ou risco de comportamento impulsivo), o ideal é procurar o psiquiatra ou um pronto atendimento o quanto antes para ajuste seguro da conduta.
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Por que a expectativa de vida de quem tem transtornos mentais diminui? É possível reverter?
Por que a expectativa de vida de quem tem transtornos mentais diminui? É possível reverter?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A redução da expectativa de vida em pessoas com transtornos mentais não acontece por uma única causa, mas por um conjunto de fatores biológicos, comportamentais e sociais.
Em primeiro lugar, alguns transtornos mentais mais graves, como depressão maior, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtornos de ansiedade graves e transtornos por uso de substâncias, estão associados a maior risco de doenças clínicas, como obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Isso ocorre tanto por alterações do próprio organismo (eixo do estresse crônico, inflamação, alterações hormonais) quanto por fatores indiretos.
Outro ponto importante é o impacto do próprio quadro na vida da pessoa: pode haver dificuldade de autocuidado, sono irregular, alimentação inadequada, sedentarismo, uso de álcool ou drogas, além de menor adesão a tratamentos médicos. Esses fatores aumentam o risco de complicações clínicas ao longo do tempo.
Também existe um fator relevante de risco aumentado de suicídio em alguns transtornos mentais, especialmente quando não há tratamento adequado ou acompanhamento contínuo.
Além disso, o acesso mais tardio a cuidados de saúde física e mental contribui para diagnósticos e tratamentos menos precoces de doenças clínicas.
É possível reverter isso?
Sim — e de forma importante. Estudos mostram que o risco reduz significativamente quando há:
tratamento psiquiátrico adequado e contínuo
controle dos sintomas (depressão, ansiedade, psicose, transtornos de humor)
psicoterapia estruturada
atividade física regular e melhora do sono
acompanhamento clínico para doenças metabólicas (obesidade, resistência à insulina, diabetes, hipertensão)
redução ou cessação de álcool e outras substâncias
integração entre psiquiatria e clínica médica
Ou seja, o aumento do cuidado em saúde mental e física pode reduzir muito a diferença de expectativa de vida, e em muitos casos aproximar bastante da população geral.
Em resumo, a menor expectativa de vida não é causada apenas pelo transtorno em si, mas principalmente por fatores associados — e muitos deles são tratáveis e modificáveis com acompanhamento adequado de psiquiatria, clínica geral, saúde metabólica, transtornos de humor, ansiedade, depressão e TDAH em adultos.
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Estou a 20 dias tomando fluoxetina pra ansiedade 20 mg. Nós primeiros dias senti melhoras, estava ma
Estou a 20 dias tomando fluoxetina pra ansiedade 20 mg. Nós primeiros dias senti melhoras, estava mais calma e controlada mais logo voltei ao normal cm nervosismo e sem disposição pra se quer levantar da cama.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida que acontece com frequência no consultório nas primeiras semanas de uso da fluoxetina.
A fluoxetina é um antidepressivo ISRS e costuma ter efeito progressivo, pois atua na modulação da serotonina e na adaptação dos receptores cerebrais ao longo do tempo. É relativamente comum que alguns pacientes sintam uma melhora inicial nos primeiros dias (efeito precoce de ativação ou resposta inicial), seguida de uma fase de oscilação dos sintomas antes da estabilização real do tratamento. Em geral, a resposta mais consistente ocorre entre 3 a 6 semanas, podendo em alguns casos levar até 8 semanas.
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Por isso, essa piora ou retorno dos sintomas aos 20 dias não necessariamente significa falha do medicamento, mas pode indicar fase intermediária de ajuste. Ainda assim, é importante acompanhamento próximo para avaliar dose, resposta e necessidade de ajustes terapêuticos.
Recomenda-se avaliação com psiquiatra para condução adequada e individualizada do tratamento.
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Parei de tomar Depakene 250mg (duas vezes ao dia) há dois meses. Tive recaída por conta disso. Agora
Parei de tomar Depakene 250mg (duas vezes ao dia) há dois meses. Tive recaída por conta disso. Agora voltei a tomá-lo. A pergunta é: Quando tempo para voltar a fazer o efeito terapêutico? Tenho depressão bipolar e crises de ansiedade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida que acontece com frequência no consultório em pacientes com transtorno bipolar após interrupção e retomada de estabilizadores de humor.
O Depakene (valproato de sódio/ácido valproico) atua aumentando a disponibilidade do GABA e estabilizando a excitabilidade neuronal, ajudando no controle de episódios de humor, irritabilidade e impulsividade. Quando ele é reiniciado após um período de suspensão, o efeito não é imediato: a resposta terapêutica costuma começar a aparecer em alguns dias a 1–2 semanas, mas a estabilização mais consistente do humor geralmente leva cerca de 2 a 4 semanas, podendo variar conforme dose, níveis séricos e gravidade da recaída.
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Como você relatou recaída após suspensão, isso reforça a importância de manutenção contínua e acompanhamento rigoroso, pois o transtorno bipolar tende a apresentar instabilidade importante quando há interrupções do estabilizador.
Recomenda-se avaliação com psiquiatra para ajuste de dose, monitorização de níveis séricos e condução adequada do tratamento.
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O Donarem pode causar sensação de boca queimada ou apimentada.
O Donarem pode causar sensação de boca queimada ou apimentada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o Donarem (trazodona) pode causar esse tipo de sensação em algumas pessoas, embora não seja um efeito colateral dos mais comuns.
A trazodona atua principalmente na serotonina e também tem efeito em receptores histamínicos e adrenérgicos, o que pode gerar, especialmente no início do uso, efeitos como boca seca, alteração do paladar, sensação de ardor oral, “boca queimada” ou sensação de formigamento/apimentado na mucosa. Em geral, isso tende a ser transitório e mais frequente nas primeiras semanas de adaptação, podendo reduzir com o uso contínuo.
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No entanto, se a sensação for intensa, persistente ou vier acompanhada de lesões na boca, é importante descartar outras causas clínicas ou odontológicas. O acompanhamento médico é essencial para avaliar tolerabilidade e necessidade de ajuste de dose.
Recomenda-se avaliação com psiquiatra para condução adequada e individualizada do tratamento.
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Meu filho toma carbolitium 450mg e carbamazepina de 200mg e quetiapina para dormir já faz um ano mai
Meu filho toma carbolitium 450mg e carbamazepina de 200mg e quetiapina para dormir já faz um ano mais ele vem se queixando de lapsos de memória, pode ser alguns desses remédios?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida que acontece com frequência no consultório quando há uso combinado de estabilizadores de humor e antipsicóticos por período prolongado.
Sim, os medicamentos que seu filho utiliza podem estar associados a queixas de lapsos de memória e lentificação cognitiva. O lítio (Carbolitium) pode causar redução de atenção e memória em alguns pacientes, especialmente se estiver em níveis séricos mais altos. A carbamazepina também pode gerar efeitos como sonolência, dificuldade de concentração e lentificação do raciocínio. Já a quetiapina, principalmente quando usada para induzir sono, pode causar sedação residual no dia seguinte, o que impacta memória e foco. Além disso, o próprio transtorno bipolar pode cursar com alterações cognitivas mesmo em fase estável.
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Por isso, é importante avaliar de forma individualizada se os sintomas estão relacionados às doses, níveis séricos dos medicamentos, efeito cumulativo da associação ou ao próprio quadro psiquiátrico. Em alguns casos, ajustes de dose ou simplificação do esquema terapêutico podem melhorar bastante a cognição sem comprometer a estabilidade do humor.
Recomenda-se avaliação com psiquiatra para condução adequada e segura do tratamento.
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Parei de tomar sertralina fazem 3 meses e agora quero voltar. Irei sentir os efeitos colaterais?
Parei de tomar sertralina fazem 3 meses e agora quero voltar. Irei sentir os efeitos colaterais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida que acontece com frequência no consultório em pacientes que retomam o uso de sertralina após um período de suspensão.
Quando a sertralina é reiniciada após alguns meses sem uso, o organismo volta a passar por uma fase de adaptação aos níveis de serotonina. Por isso, podem reaparecer efeitos colaterais iniciais como náuseas, leve tontura, sonolência ou insônia, aumento transitório da ansiedade e desconforto gastrointestinal. Em geral, esses sintomas tendem a ser mais leves do que no primeiro início do tratamento, mas isso varia de pessoa para pessoa e da dose utilizada.
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Na prática clínica, muitas vezes o médico opta por reiniciar com dose mais baixa e aumento gradual para reduzir esses efeitos e melhorar a tolerabilidade. A resposta terapêutica, por outro lado, costuma reaparecer entre 2 a 6 semanas.
Recomenda-se avaliação com psiquiatra para condução adequada e individualizada do tratamento, especialmente antes de reiniciar ou ajustar doses.
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Vou fazer ressonância do estômago hoje. Estou muito ansiosa. Posso tomar um Rivotril de 0,25 sublin
Vou fazer ressonância do estômago hoje.
Estou muito ansiosa. Posso tomar um Rivotril de 0,25 sublingual?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida que acontece com frequência no consultório em situações de exames que geram ansiedade, como a ressonância magnética. É muito comum o aumento de ansiedade antecipatória antes do exame, com sintomas físicos como taquicardia, tremores e sensação de falta de controle.
O Rivotril (clonazepam) em dose baixa como 0,25 mg sublingual pode ser utilizado em alguns casos para reduzir a ansiedade aguda, pois atua aumentando a ação do GABA e promovendo efeito ansiolítico e sedativo leve. Porém, o ideal é que ele seja usado apenas se já tiver sido prescrito previamente pelo seu médico para essa finalidade específica. Ele pode causar sonolência, lentificação e reduzir reflexos, então é importante não dirigir após o uso e evitar álcool.
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Se já houver orientação médica prévia, em geral essa dose única antes do exame é uma prática comum e segura. Caso não tenha sido orientado antes, o mais adequado é confirmar com o médico ou com o serviço onde será realizado o exame.
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Estou tomando meio comprimido de oxalato de escitalopram, estou tendo muita dor no estômago, pois já
Estou tomando meio comprimido de oxalato de escitalopram, estou tendo muita dor no estômago, pois já tenho pangastrite, esofagite e hernia de hiato. Esse sintoma passará com o tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida frequente entre pacientes em uso de escitalopram, especialmente em pessoas com histórico de gastrite, pangastrite, esofagite e hérnia de hiato. O escitalopram pode causar efeitos gastrointestinais como dor no estômago, náuseas e desconforto, principalmente no início do tratamento ou após ajuste de dose, devido à ação da serotonina no trato gastrointestinal.
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Por isso, é importante avaliação com psiquiatra para diferenciar adaptação medicamentosa de outras causas clínicas e orientar se há necessidade de ajuste ou troca da medicação. Em muitos casos, os sintomas tendem a melhorar com o tempo, mas precisam ser acompanhados de forma individualizada. Estou à disposição para acompanhar seu caso com segurança e cuidado contínuo.
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Existe algum efeito do uso da Ritalina, para quem tem bipolaridade e depressao?
Existe algum efeito do uso da Ritalina, para quem tem bipolaridade e depressao?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida frequente entre pacientes que apresentam sintomas de transtornos do humor e investigam o uso de estimulantes como a Ritalina (metilfenidato). Esse medicamento atua aumentando a disponibilidade de dopamina e noradrenalina, podendo melhorar atenção e energia em casos de TDAH em adultos. No entanto, em pessoas com transtorno bipolar e depressão, seu uso exige cautela, pois pode precipitar viradas de humor, incluindo episódios de mania, hipomania, ansiedade, irritabilidade e piora de sintomas como insônia.
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Por isso, é fundamental avaliação com psiquiatra antes e durante o uso, para diagnóstico preciso e ajuste seguro do tratamento. Estou à disposição para acompanhar seu caso de forma individualizada e cuidadosa.
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Aumento súbito da sertralina (50 >100) pode causar problemas intestinais?
Aumento súbito da sertralina (50 >100) pode causar problemas intestinais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida que aparece com frequência no consultório, especialmente após ajustes de antidepressivos como a sertralina. O aumento da sertralina de 50 mg para 100 mg pode causar efeitos gastrointestinais como náuseas, diarreia e desconforto abdominal. Isso ocorre pelo aumento da serotonina no trato gastrointestinal, que influencia a motilidade intestinal. Em geral, são efeitos transitórios e tendem a melhorar com adaptação do organismo, embora possam ser mais intensos em alguns pacientes ou em aumentos mais rápidos de dose. Em avaliação clínica observamos frequentemente quadros associados a ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos. Caso os sintomas intestinais sejam intensos ou persistentes, é importante reavaliar com psiquiatra para ajuste de dose ou estratégia terapêutica.
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Boa estou tomando sertralina a uma semana,e estou sentindo coração acelerado e a vida sexual também,
Boa estou tomando sertralina a uma semana,e estou sentindo coração acelerado e a vida sexual está sendo diferente também .E normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida que acontece com frequência no início do uso da sertralina, especialmente na primeira semana de tratamento. Sintomas como coração acelerado (taquicardia leve), sensação de agitação e alterações na resposta sexual podem ocorrer e estão entre os efeitos adversos iniciais mais descritos dos antidepressivos da classe ISRS. Isso acontece porque a sertralina atua aumentando a disponibilidade de serotonina, o que pode gerar um período de adaptação do organismo.
ansiedade depressão insônia crise de ansiedade ataques de pânico estresse irritabilidade tristeza profunda falta de motivação burnout transtorno de ansiedade transtornos de humor transtorno depressivo transtorno do pânico TDAH em adultos
Em relação à vida sexual, é relativamente comum haver diminuição da libido, dificuldade de orgasmo ou mudanças na sensibilidade, podendo persistir enquanto houver uso do medicamento em alguns casos. Na maioria das pessoas, os efeitos iniciais no coração e na ansiedade tendem a reduzir nas próximas semanas. Caso os sintomas sejam intensos, persistentes ou causem sofrimento significativo, é importante reavaliar com psiquiatra para ajuste de dose ou estratégia terapêutica mais adequada.
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A pessoa só pode tomar fluoxetina so pelo medicos Piscogos podem prescrever tmb
A pessoa só pode tomar fluoxetina so receitado por medicos ?
Psicólogos podem prescrever tmb?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fluoxetina é um medicamento antidepressivo da classe dos ISRS e, no Brasil, só pode ser prescrita por médicos, como clínico geral, psiquiatra ou outros especialistas habilitados. Psicólogos não têm autorização legal para prescrever medicamentos, pois sua atuação é focada em avaliação psicológica, psicoterapia e intervenções comportamentais, não farmacológicas.
A prescrição de fluoxetina exige avaliação clínica, diagnóstico adequado e acompanhamento médico, já que o uso envolve indicação específica, ajuste de dose e monitoramento de possíveis efeitos colaterais e resposta terapêutica.
Em resumo: psicólogos são fundamentais no tratamento da saúde mental, mas a medicação como fluoxetina é sempre responsabilidade do médico. Se houver sintomas como ansiedade, depressão ou alterações importantes de humor, o ideal é uma avaliação com psiquiatra ou médico para definir o melhor tratamento.
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Estou tomando Pondera XR há 1 mês na dosagem de 25mg, mais continuo sentindo muita ansiedade, triste
Estou tomando Pondera XR há 1 mês na dosagem de 25mg, mais continuo sentindo muita ansiedade, tristeza e angústia da hora que acordo até umas 17h onde sinto uma melhora, Meu Psiquiatra aumentou a dose pra 37,5mg há dois dias, com ar tempo vou sentir um alívio desses sintomas, e pq toda tarde Me sinto bem, e pela manhã do outro dia até o final da tarde não?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida frequente entre pacientes em uso de antidepressivos como a paroxetina de liberação prolongada (Pondera XR). Em geral, após 1 mês de uso, ainda pode haver persistência de sintomas como ansiedade, tristeza e angústia, pois o efeito antidepressivo pleno costuma ser atingido entre 4 a 8 semanas, e muitas vezes após ajustes de dose.
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A melhora no período da tarde pode estar relacionada a variações naturais do ritmo biológico (ritmo circadiano), adaptação parcial do medicamento ao longo do dia ou até fatores comportamentais como alimentação, exposição à luz, atividade e nível de estresse. Isso é relativamente comum em quadros ansioso-depressivos, especialmente no início ou durante ajuste de dose.
Com o aumento para 37,5 mg há apenas dois dias, ainda é cedo para avaliar o efeito completo. Em geral, pode haver melhora mais consistente nas próximas 2 a 4 semanas, conforme o organismo se adapta à nova dose.
O ideal é manter acompanhamento próximo com seu psiquiatra para ajustes graduais e avaliação da resposta clínica. Estou à disposição para acompanhar seu caso de forma individualizada e segura.
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