Perguntas do paciente (48)

  • Numa sessão de psicoterapia/análise é realmente necessário contar o episódio de abuso sexual, o ocor

    Numa sessão de psicoterapia/análise é realmente necessário contar o episódio de abuso sexual, o ocorrido em si? Ou o que importa é a emoção/afeto sofrido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá. Se você fala do ponto de vista da/do paciente, nada do qual não se sinta à vontade para falar é “necessário” ser dito.

    Se você quer contar de como viver/sofrer essa violência foi (ou continua sendo) emocionalmente para você, não se atendo a detalhes, tudo bem.

    Mas se quiser contar como viveu, o que ocorreu, isso também é legítimo. É comum essas duas dimensões de relato virem juntas, mas não há regras.

    Não cabe à/ao terapeuta investigar o que e como aconteceu, a não ser que você (se) permita falar a respeito.

    O que se espera de quem escuta é acolhimento e não interpretações, pois violência não se interpreta.

    E encaminhamento para as redes de proteção, se for o caso.


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Gostaria de saber se tem tratamento para quem é viciado em pornografia. Não sinto desejo em ver uma

    Gostaria de saber se tem tratamento para quem é viciado em pornografia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Interessante tua pergunta. Precisaríamos definir algumas coisas: do que se trata o que você chama de vício? De qual pornografia estamos falando? Que tipo de tratamento se espera quando se procura um psicólogo ou psiquiatra?

    Uma compulsão, tem suas particularidades, e é preciso se perguntar se estamos falando de compulsão por sexo, por masturbação, por uma certa produção espetacular do autoerotismo ligada a uma indústria que produz um determinado conteúdo adulto, dentro de uma lógica da exploração de uns e da centralidade do prazer masculino e heterossexual.

    Perguntar o que isso tem a ver com a lógica de produção dos tempos atuais e não só de como isso afeta os sujeitos em particular.

    Como uma compulsão em geral, há diversas compreensões, mas é preciso se perguntar qual a tua relação com teu próprio corpo, com a experiência do corpo do outro, com o prazer sexual?

    Te convido a olhar para isso que se repete e causa algum incômodo e se perguntar onde está você, qual a posição que ocupa nisso, quem é você?

    Poderia te dizer só para procurar um psicólogo, psicanalista ou sexólogo, mas não se trata só de “tratar” algo, penso que tem a ver com olhar para si mesmo.

    Estás disposto a isso?


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • O psicólogo pode induzir o desenvolvimento de novos hábitos, caso for pedido? Qual a abordagem usada

    O psicólogo pode induzir o desenvolvimento de novos hábitos, caso for pedido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá, querida/o.

    Obrigado pela pergunta. Ela me faz pensar a respeito daquilo que esperamos de um profissional de psicologia e o que esperamos de nós mesmos, não acha?

    Porque alguém pagaria um profissional para dizer como se deve viver?

    Penso que somos mestres do saber acerca de nós mesmos, na linha do que ensinou Freud, ou para ficar mais perto de nós, o que nos ensinou o educador pernambucano Paulo Freire.

    Gosto de dizer para os amigos fugirem de psis que prescrevem como devemos viver e como devemos nos sentir. Isso só nos infantiliza e atesta nossa incompetência em matéria de nós mesmos. E não queremos ser desqualificados dessa forma.

    Mas se você me fala que a psicóloga ou o psicólogo podem nos ajudar a pensar mais nossas escolhas, não dizendo o que devemos fazer, mas nos botando para pensar, fazendo-nos trabalhar para produzir um saber a respeito de nossas angústias e de nossos destinos, então estou do teu lado.

    Espero ter provocado algumas perguntas em ti. É isso o que mais me interessa fazer como psicólogo.

    Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Meu marido tem comportamento estranho quando bebe e sadio será q é bipolar?

    Meu marido tem comportamento estranho quando bebe e sadio será q é bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá, se compreendi a pergunta, o comportamento do teu marido fica alterado (“estranho”) quando ele faz uso de álcool. E você gostaria de saber se essa alteração corresponde ao transtorno bipolar.

    O álcool, como qualquer outra droga, provoca alterações no usuário. Nem todas essas alterações podem ser atribuídas ao uso em si.

    Já o transtorno a que se refere é outra coisa, tem sua complexidade e, em geral, não tem relação com o álcool.

    Precisaria de uma investigação para entender o que ocorre ao teu marido.

    O que posso te dizer é que o familiar de alguém com um uso problemático de álcool (no teu caso não sei se é disso que se trata) também adoece junto.

    É difícil reconhecer isso e procurar ajuda. Muitas vezes o familiar está tão fragilizado que não consegue encontrar saídas.

    Uma pergunta que deixo para tua reflexão é quanto está cuidando de si mesma?

    Um abraço e espero ter ajudado.


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Gostaria de saber , se além de exercício de respiração, existe outra técnica para melhorar a crise d

    Gostaria de saber , se além de exercício de respiração, existe outra técnica para melhorar a crise de ansiedade e as dores frequentes no peito? Já passei por cardiologista e exames n apresentou nada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá, querida(o)!

    Há pacientes que relatam melhora depois que começaram a fazer algumas técnicas que envolvem respiração, não somente na iminência das crises, mas como um hábito diário.

    O reconhecimento do próprio corpo e seus ritmos, o autocuidado, a pausa no tempo acelerado em que vivemos, são bem importantes.

    Outra dimensão que talvez seja importante ser cuidada é a que não diz respeito ao corpo biológico em si. Nossa mente participa ativamente da produção de sintomas.

    Na minha experiência não dá para tratar desse mal-estar contemporâneo que afeta tanta gente, sem escutar a narrativa que o sujeito tem a fazer sobre seu próprio sofrimento.

    Claro, não se trata te colocar todo mundo para deitar no divã a falar das suas angústias. As atividades físicas e sociais são também significativas no enfrentamento das questões da alma.

    Fica aqui o convite para descobrir outros caminhos que podem ainda não ter sido investidos e investigados. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Fui muito humilhada por pessoas que ajudei,me desdobrei pra ajudar essas pessoas deixei a minha de l

    Fui muito humilhada por pessoas que ajudei,me desdobrei pra ajudar essas pessoas deixei a minha de lado pra ajudar elas.No fim das contas me caluniaram, difamaram e tentaram me agredir fisicamente.
    Me sinto triste, desanimada e cansada mentalmente as penso em tirar minha vida e acabar com toda dor de uma vez.Sao pessoas que gosto e sempre cuidei dando minha atenção achei que eram minhas amigas.
    Não sei como esquecer isso e superar!O que devo fazer pra superar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Querida, bom conversar com você. Espero que esteja bem, dentro do possível.

    Você acha que consegue superar (palavras tuas) tudo isso que está nos contando? Difícil lidar com a ingratidão (palavras minhas), não é?

    Fiz essa pergunta por que me parece ser importante entender o que você quer fazer dessas relações que parecem ter entrado em crise.

    Você se pergunta se tem alguma coisa tua nessas questões que apresenta?

    Lendo tuas palavras, "deixei a minha [vida?] de lado", fiquei pensando no que te levou a se colocar em segundo plano e como é ficar de lado quando se trata da própria vida? Não escute isso como uma crítica, é só um convite para pensar o teu sofrimento, esse sentimento de ter feito tanta coisa e não ser reconhecida pelas pessoas.

    Quando você fala nesses pensamentos de acabar com sua dor de uma vez, me pergunto se ao invés de suicídio você não estaria falando de outra coisa, de por fim a essa dor que te foi causada.

    Se as coisas ficam difíceis seria importante procurar os serviços de saúde na tua cidade, para falar sobre esses pensamentos.

    Por aqui as/os profissionais só propõem algumas ideias e reflexões, não conseguimos tratar de crises mais graves à distância. Também existe o CVV (Ligue 188), que oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio.

    Espero ter ajudado. Um abraço e se cuida!


  • Boa dia Não sei se vc pode me ajudar, mas ando com um problema. Eu não To aguentando ver pessoas,

    Boa dia
    Não sei se vc pode me ajudar, mas ando com um problema. Eu não To aguentando ver pessoas, me dão aversão, me sinto mal, as únicas pessoas que tolero são as que amo, mesmo assim depende. Outro problema é que quando saio na rua me sinto mal, no meu trabalho sinto muita dor no estômago e falta ar e meus olhos tremem, e não consigo comer nem beber água. Deus me perdoe mas não tolero mais clientes (pessoas) (obs: trabalho de vendedora numa ótica) Estou de férias e nem assim consigo relaxar. Passo o tempo todo estressada, irritada, nervosa, ansiosa.
    Nada mais tem graça, meu namorado coloca uns vídeos engraçados pra gente ver mas eu não acho a menor graça enquanto ele morre de rir.
    Aperto tanto meus dentes o tempo todo que sempre tenho dor de cabeça. Não sei o que fazer.
    As vezes acho que to ficando louca, pois como pode uma pessoa não tolerar outra pessoa? É um pecado isso, mas não escolhi ta me sentindo assim.
    Meu pai é depressivo e alcoólatra e age com muita ignorância com minha mãe e isso ta me matando. Queria sumir!
    Em 2015 passei por 2 assaltos num mês e de la pra cá tudo mudou. Ja fui em psicólogo mas ela me liberou dizendo que não dava conta de mim. Na sessão de relaxamento eu não relaxava, outras pessoas do grupo dormiam até babaca, e eu la de olho arregalado, nada me fez relaxar. Sou muito tensa e ligada o tempo todo. Dizem pra eu fazer o que gosto, mas não gosto de nada além de dormir, mas até dormir tem sido difícil pra mim. Vivo cansada, já acordo como se tivesse um caminhão passado por cima mim. Vou segurando as pontas pois não quero ver meus pais sofrerem. Ja tomei uns antidepressivos mas so ajudam nos primeiros dias e depiois não. Mas sinto que preciso de ajuda. Como lidar com as pessoas se não to conseguindo lidar com elas? Preciso trabalhar pra me manter mas ir pra la tel sido uma tortura muito difícil pra mim. Não é drama nem preguiça. A única coisa que tem me trago um pouco de conforto é meu cachorro salsicha.
    O que posso fazer pra melhorar?
    Aguardo respostas! Obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá. Muita coisa acontecendo na tua vida, não?

    Tua narrativa me faz pensar em um esgotamento de energias. Nada que um profissional te responda neste espaço vai ser suficiente para acolher teu sofrimento, não são orientações do que fazer da vida, nestes momentos, que nos ajudam.

    Parece que a terapia ou a sessão de relaxamento, que poderiam te trazer algum acolhimento e bem-estar, não avançaram.

    O que fazer nessas situações nas quais uma atividade, como o trabalho, embora necessário para a sobrevivência, nos traz tanto sofrimento?

    Tem muita coisa a entender aí, querida. Importante saber se você está disposta a investigar as coisas das quais se queixa, se paga o preço para entender qual a tua posição nessa queixa.

    Te digo que não é sem importância tua relação afetiva com teu cachorrinho. Dia desses ouvi de como uma paciente tem avançado na sua terapia quando seu animalzinho passou a fazer parte das sessões de terapia.

    Como te disse não te trago respostas, apenas reflexões. E também porque as perguntas deste espaço me têm feito pensar bastante sobre minha prática como psicólogo e psicanalista, longe dos grandes teóricos e suas sofisticadas teorias.

    A vida como ela é pode nos ensinar muito, como diria o Nelson Rodrigues. E a vida é muito maior do que o que está nos livros (ou nos discos?), já dizia o Belchior.

    Um abraço! E se cuida.


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Boa noite, eu faço psicanálise com um psiquiatra iniciei há uns 4 anos, fiz um não direto, cheguei a

    Quando o paciente vai ao divã?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá, bem-vinda(o).

    O psicanalista francês Jacques Lacan fala que a passagem de um sujeito ao divã inclui permitir-se uma retificação subjetiva daquilo que o paciente (analisando) se queixa, ou seja, preciso mudar minha posição diante da minha queixa, me perguntando, por exemplo, o que tenho eu a ver com isso do qual estou reclamando e que me levou a buscar um(a) analista. Assim consigo endereçar uma demanda ao uma analista ou um analista.

    Aqui do meu lado, levo em consideração isso que Lacan falava, mas entendo que algumas pessoas talvez nunca passem ao divã, no sentido de deitar-se, porque não se trata de uma mobília que faz parte do tratamento, simplesmente, mas de uma posição.

    Algumas pessoas não conseguem mesmo sustentar uma relação que não seja mediada pelo olhar do terapeuta, presencialmente ou à distância.

    Se ele ou ela deita ou não no divã, usa a chamada de vídeo ou só de áudio, pelo menos na minha experiência, é algo com o qual não me preocupo.

    O deitar-se é simbólico, há muitas formas de entrar em análise, não necessariamente deitada(o) em um divã.

    O que você me diria de psicanalistas que atendem pessoas em assentamentos de trabalhadores sem terra, ou em uma cadeira de praia em praça pública, ou separado do paciente por uma cela de presídio?

    Enfim, obrigado por me fazer pensar, espero ter te ajudado a pensar também. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • é normal não sentir amor por ninguém? nunca aconteceu nada de ruim na minha família mas eu só não si

    é normal não sentir amor por ninguém? nunca aconteceu nada de ruim na minha família mas eu só não sinto afeto por ninguém

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Oi. Espero que estejas bem. Vivemos tempos incertos e difíceis em 2020, não é?

    Porque mesmo seria um dever nosso amar alguém? Tua pergunta, me parece que tem a ver com a capacidade humana de fazer vínculos, se conectar às outras pessoas e, quem sabe, trocar nas relações, dar e receber, na melhor das hipóteses.

    Será que amar alguém seria da ordem da normalidade (o que seria um sujeito normal?) e amar a si mesmo (visto que sem amor próprio, uma certa dose de narcisismo, como diria Freud, não nós sustentamos nessa vida) seria da anormalidade?

    Não sei não. Mas se você se faz essa pergunta é porque tem alguma coisa aí que te toca de algum modo, produzindo em ti algum incômodo. Está interessada em investigar isso?

    Te convidaria a pensar nos teus modos de amar e se vincular aos outros, sem julgamentos de si, sem se levar pelo que socialmente é definido por amor.

    E se quiser continuar essa conversa fico à disposição. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Boa noite! Minha filha tem 17 anos .Ela faz uns barulhos contínuos,tipo “rum,rum...”não sei que esp

    Boa noite!
    Minha filha tem 17 anos .Ela faz uns barulhos contínuos,tipo “rum,rum...”não sei que especialista levar.Ela diz que se eu chamar atenção aí que não consegue parar e diz ainda que às vezes nem
    percebe que está fazendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá, tua pergunta me fez pensar do que se trata essa experiência de ser mãe/pai, cuidar de um outro por quem nos responsabilizamos e para o qual esperamos ter garantias de que sejam felizes e adequados ao mundo em que vivemos, ou que sonhamos para eles?

    E aí, eles crescem e podem nos surpreender. Não é louco isso? Podem ser diferentes do que imaginávamos.

    Fiquei pensando se você se pergunta o que esses barulhos que tua filha faz tem a dizer disso que não se encaixa naquilo que idealizamos para os filhos.

    Será que precisam mesmo de especialista? Não sei, tua pergunta me provocou essa reflexão. Esses barulhos incomodam mais gente? Porque incomodam?

    Essa é uma questão que pode ser disparadora de alguns deslocamentos, não? O que acha?

    Boas reflexões! Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Como eu faço para para de tomar diazepan Estou ficando viciado

    Como eu faço para para de tomar diazepan
    Estou ficando viciado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá, gostaria de falar com você sobre desmedicalização.

    Muitas pessoas fazem usos inadequados ou excessivos de medicações com riscos importantes, como os Benzodiazepínicos, como o que você citou, por longos anos.

    O Brasil é um dos maiores consumidores dessas medicações no mundo. Enquanto há países que estão discutindo seriamente o maior controle dessa substância.

    Tem a questão da indústria farmacêutica, cujo mérito não caberia neste curto espaço, e o lugar que este medicamento vai ocupando na vida das pessoas: medicar a dor é diferente de escutá-la.

    Uma observação: as Benzodiazepinas causam dependência (portanto, sintomas de abstinência podem aparecer, lido com isso frequentemente no serviço onde trabalho).

    Dependendo do tempo que você usa essa medicação é importante conversar com uma profissional médica para te ajudar nessa interrupção. O que acha?

    A tua preocupação com o risco de ficar dependente já me parece um caminho que torna mais possível olhar para esse uso e seus significados e, quem sabe, interrompê-lo, como é tua preocupação.

    Em alguns momentos da vida uma medicação psiquiátrica é necessária, com acompanhante esse uso se torna mais racional (no sentido não de razão, mas de uso racional e planejado da medicação).

    Espero ter te ajudado a pensar, e se quiser conversar mais fique à vontade. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Transtornos de pânico e outros desse tipo pode levar a loucura/perda de razão?

    Transtornos de pânico e outros desse tipo pode levar a loucura/perda de razão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá. Pergunta boa essa tua. Me faz pensar nos medos que a gente tem, ou de perder a dita lucidez, ou de que isso aconteça a alguém que amamos, um parente próximo.

    No pânico, quando esse medo está presente, o medo de enlouquecer (“psicotizar”), pode estar associado à perda de controle que a experiência do pânico provoca, dado o excesso de sensações angustiantes que invadem o psiquismo.

    Se não consigo saber quando vai me acontecer um episódio tão desorganizador como os picos de angústia, nem impedi-los de ocorrer, a sensação é que posso enlouquecer.

    Não pretendendo dar uma resposta objetiva, te convido a fazer dessa pergunta que você formula um mote para se perguntar de onde vêm esses medos.

    Em um trabalho terapêutico sério vamos encontrando as respostas para nossas indagações ou vamos, quem sabe, mudando as perguntas que nos movem e abrindo espaço para a emergência de algo inédito.

    Enfim, não te respondi, mas espero ter promovido alguma reflexão. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Esquemas são intuitivos? A intuição é esquemática? Posso confiar sempre na minha intuição?

    Esquemas são intuitivos? A intuição é esquemática? Posso confiar sempre na minha intuição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá. Espero que estejas bem neste momento difícil que estamos vivendo por conta da pandemia.

    Acho bem interessante as perguntas que têm surgido neste espaço de dúvidas dos pacientes, e quem sabe, dos profissionais.

    Brinco com alguns colegas dizendo que às vezes tenho a impressão que algumas perguntas formuladas aqui não são feitas por pacientes buscando respostas às suas questões existenciais, talvez algumas pessoas estejam querendo só conversar mesmo.

    Embora o tema da tua pergunta não tenha muito a ver com a psicanálise, minha área de atuação, gosto de pensar que a intuição pode ser muitas vezes um guia importante, mas no final das contas, entendo que somos sempre nós, nosso desejo é o que fazemos com ele, diante dos limites que nos são impostos.

    Desejo que tuas buscas pelo saber continuem te provocando essas e outras perguntas. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Deveria ser menos sedentária, mas minha saúde está ok, meus exames são bons. Curiosamente, o que me

    Deveria ser menos sedentária, mas minha saúde está ok, meus exames são bons. Curiosamente, o que me incomoda é a prisão de ventre, que só acontece aos finais de semana. Chegou ficar sexta, sábado e domingo sem evacuar, é horrível. Nos
    outros dias vou uma vez ao dia, pela manhã. Chego a pensar que é por causa do sexo, pq só vejo meu namorado nesses dias. Isso faz algum sentido? Será um bloqueio psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá, fiquei pensando na tua pergunta e trago algumas reflexões.

    Interessante como quando vai tudo bem com os exames que estamos acostumados a fazer, ainda sim algo do funcionamento pode não ir bem.

    Parece que somos seres atravessados por algo que nos escapa, e que não pode ser detectado por uma máquina (de raios x, de ultrassom, etc) ou alterações no sangue.

    Pelo que você descreveu me parece que você já consegue identificar alguma provável relação entre essa retenção e algo da tua relação com o namorado.

    Costumo dar muito valor ao que os pacientes têm a dizer sobre si mesmos, as hipóteses que fazem sobre suas queixas.

    É como se me dissessem que possuem um saber sobre seu sofrimento e não é a medicina ou psicologia que detém a verdade sobre as pessoas.

    Não tenho pretenção de responder tua pergunta e nem acho que seja possível em um espaço de reflexão como esse.

    Pode ser que seja um bloqueio, pode ser que não. O que acho importante é a possibilidade de, a partir desse enigma que você se faz, se abrir para uma investigação de si mesma, se tens interesse.

    Caso não queira fazer isso sozinha fico à disposição. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Para ir ao psicólogo preciso estar acompanhada de algum responsável? (tenho 17 anos)

    Para ir ao psicólogo preciso estar acompanhada de algum responsável? (tenho 17 anos)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Não necessariamente. Você precisa da autorização por escrito de ao menos algum dos teus responsáveis legais.

    Veja o que diz o Código de Ética Profissional do Psicólogo de 2005:

    Art. 8o – Para realizar atendimento não eventual de criança, adolescente ou interdito, o psicólogo deverá obter autorização de ao menos um de seus responsáveis, observadas as determinações da legislação vigente:
    §1° – No caso de não se apresentar um responsável legal, o atendimento deverá ser efetuado e comunicado às autorida- des competentes;
    §2° – O psicólogo responsabilizar-se-á pelos encaminhamen- tos que se fizerem necessários para garantir a proteção integral do atendido.


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • O que é ser bi sexual ? sinto atração fisica por ambos os sexos mas afetivamente somente pelo sex

    O que é ser bi sexual ?
    sinto atração fisica por ambos os sexos mas afetivamente somente pelo sexo aposto . sou bi ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá. Espero que estejas bem nestes dias complicados que estamos passando por conta dessa pandemia.

    Na minha perspetiva ser bissexual, o que apontaria para uma orientação sexual (bi, homo, hétero, assexuada, entre outras), é algo muito particular.

    Assim, se interessar sexualmente por pessoas de ambos os sexos, pode ser algo mais geral. Porém, só tua experiência vai te dizer o que é ser bissexual, do teu jeito, com as tuas particularidades.

    A sexualidade humana é tão rica e exuberante que cabe inclusive sentir atração sexual por um gênero e mais afinidade afetiva por outro e vice-versa.

    Só você pode dizer se é ou não bissexual, ainda que haja esses referenciais do que é e do que não é. Só você vai decidir se quer publicizar ou não sua orientação sexual, imposição alguma, interna ou externa definem quem somos.

    Bom, espero poder ter provocado alguma reflexão em ti. E se quiser conversar mais estou à disposição. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • O transtorno de pânico tem cura ou controle sem remédio?

    O transtorno de pânico tem cura ou controle sem remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá. O transtorno do pânico pode trazer bastante sofrimento. Boa parte das pessoas que acompanho necessitam de algum tipo de medicação, ainda que seja mínima.

    Quando chegam ao consultório já foram encaminhadas por psiquiatras ou clínicos. Em algumas situações muito pontuais faço o encaminhamento para esses colegas.

    Entendo que a medicação pode ajudar, principalmente em um primeiro momento do tratamento, quando ajuda a/o paciente nesse controle dos ataques, quando estão mais frequentes.

    Te perguntaria se tens algum receio no uso de medição psiquiátrica ou se já fazes terapia? São coisas que podem caminhar associadas.

    Bom, se quiser conversar mais fico à disposição. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Bom dia,tomo Rivotril desde que minha filha nasceu, na época vui em um médico especialista sobre os

    Rivotril tomo ha 24 anos, estou ciente que o Rivotril poderia me causar vários problemas, tem algum tratamentto para retirar o rivotril?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá, tua pergunta me faz pensar no que, na saúde pública, temos chamado de desmedicalização.

    Muitas pessoas fazem usos inadequados ou excessivos de medicações com riscos importantes, como os Benzodiazepínicos, como o que você citou, por longos anos.

    Tem a questão da indústria farmacêutica, cujo mérito não caberia neste curto espaço, e o lugar que este medicamento vai ocupando na vida das pessoas: medicar a dor é diferente de escutá-la.

    Duas coisas importantes: as Benzodiazepinas causam dependência (portanto, sintomas de abstinência podem aparecer, lido com isso frequentemente no serviço onde trabalho). Depois de 24 anos de uso você vai precisar do acompanhamento de um médico, de preferência psiquiatra, e você encontra bons médicos na rede pública, em serviços como o Caps.

    A outra coisa é, se te interessa, tentar entender as razões do que te leva a se medicar por tanto tempo.

    Pode ser doloroso enfrentar tais questões sem medicação ou mudando para outra, mas te digo que uma terapia bem implicada nos tira de muitos engodos nos quais nos metemos nesta vida.

    Espero ter te ajudado a pensar, e se quiser conversar mais fique à vontade. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Como controlar a ansiedade quando um familiar que mora na mesma é contaminado pelo COVID?

    Como controlar a ansiedade quando um familiar que mora na mesma é contaminado pelo COVID?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá, a situação que estamos passando, por conta do Coronavírus, está atingindo todas(os) nós, inclusive afetando nossa saúde mental.

    Algumas respostas de cada pessoa a esta pandemia são esperadas e até saudáveis, de certa forma.

    Ficar ansiosa(o) por conviver com um familiar infectado pode significar uma preocupação consigo, mas também com o outro.

    São muitos medos e angústias que podem ser vivenciadas nesta situação. É importante ter e fortalecer sua rede de apoio socioemocional.

    Claro, se as coisas continuarem difíceis é sempre possível procurar um profissional de saúde. Caso queira conversar mais a respeito me coloco à disposição. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

  • Eu falo com o nada, como se realmente tivesse alguém ali me escutando. Tenho conversas normais com e

    Eu falo com o nada, como se realmente tivesse alguém ali me escutando. Tenho conversas normais com essas pessoas que eu imagino, que quase sempre são artistas que eu gosto, e na maioria das vezes, eu mesma respondo, como se fosse quem eu imaginei. Eu invento situações também, como se eu estivesse num outro país, em uma outra escola, em um programa x com uma dessas pessoas. As vezes eu finjo que falo outra língua, me imagino como alguém muito importante, ou que causa inveja em outras pessoas, ou me imagino sendo alguém da polícia que é incrível lutando, por exemplo. Eu finjo que artista x é um amigo muito próximo, ou um namorado, coisas assim.
    Geralmente, quando eu falo com "eles", eu olho pra nada, mas é como se eu estivesse olhando pra pessoa e vendo as relações dela(mas eu não vejo elas, nem ouço nada).
    Eu já tentei várias vezes parar com esse "hábito", mas não consegui. É como se essas pessoas que eu imagino fossem realmente amigos meus, e realmente estivesse comigo. Parece que eu criei um vínculo com elas. Eu me apaguei as mesmas, e quando eu tento parar, eu sinto falta de falar com eles.
    Eu sei que não é algo normal, sei que devo parar, mas como disse, não consigo.
    Talvez eu tenha criado isso por sempre estar sozinha, por não ter com quem conversar.
    Gostaria de saber o que é isso, e com qual especialista deveria falar para tentar algum tratamento, caso necessário.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Alves A. Neto

    Olá, muito interessante tua reflexão, me fez pensar bastante coisa. Vou resumir aqui.

    Te perguntaria porque não acha “algo normal” esses personagens que você cria e com quem mantém suas conversas?

    Alguns escritores como Raquel de Queiroz e Valter Hugo Mãe falam da experiência difícil de ter que se desprender, se despedir dos personagens que criaram em seus romances quando acabam de escrevê-los.

    Diria que você tem uma capacidade criativa para tal inventividade. Isso por si só não me parece algo patológico.

    Às vezes, inventamos estratégias para lidar com a dor e a solidão que são da ordem da criação literária. Nossa fantasia tem essa potencialidade.

    Pelo que você descreveu estar sozinha é algo que te incomoda. Te digo que é sempre possível reinventar nossas escolhas e apostar no que desejamos.

    Espero que minhas palavras te ajudem a pensar um pouco, e se quiser conversar mais fico à disposição para te ouvir em consulta. Um abraço!


    Te convidamos para uma consulta

    Consulta Psicologia

Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.