Perguntas do paciente (5)

  • Estou me sentindo culpada sobre um amigo meu ter fingido se declarar sobre um período que ele gostav

    Estou me sentindo culpada sobre um amigo meu ter fingido se declarar sobre um período que ele gostava de mim, foi bonito, no tempo não me causou nada, sempre achei mais bonito as declarações do meu namorado, mas agora fico lembrando dessa declaração dele, estou num período que meu namorado não se declara tanto assim (ja conversei com ele sobre).Me dói lembrar disso, eu ja o bloqueei pq até foto intima dele ele mandou, mas lembrar de tudo isso me deixa mal e infiel no relacionamento, mesmo não querendo essa pessoa, me ajudem, queria me sentir melhor. Eu amo muito meu namorado e ele é incrível, mas me sinto uma péssima namorada. Qual a melhor forma de lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fredericko Wichmann

    Olá! É compreensível que essa situação esteja te gerando desconforto. Você valoriza muito seu relacionamento e quer ser fiel não só nas atitudes, mas também nos sentimentos. Um ponto fundamental aqui é entender que não escolhemos os pensamentos ou lembranças que aparecem em nossa mente. Na verdade, fazer muita força para que eles desapareçam geralmente só aumenta sua frequência e intensidade.

    Pensamentos e sentimentos não são o problema em si — o problema está em como nos relacionamos com eles. Lembrar da declaração de outra pessoa, especialmente em um momento de carência no seu relacionamento atual, não faz de você uma má namorada. É apenas a mente tentando suprir uma necessidade emocional — e isso é humano.

    Em vez de tentar lutar contra esses pensamentos e sentimentos, experimente observá-los com curiosidade e gentileza, sem precisar segui-los nem se definir por eles. As dores emocionais costumam ser uma lanterna para aquelas coisas que são realmente importantes para nós. Pergunte a si mesma: qual é o valor que esse meu sofrimento revela? Pelo que você compartilhou, parece que é o desejo de viver um amor profundo, romântico e cuidadoso. Esse é um valor bonito — e pode ser um ponto de partida.

    Relações de longo prazo precisam ser cultivadas. O romantismo pode diminuir com o tempo, mas isso não significa que ele tenha acabado — apenas que talvez precise ser intencionalmente renovado. Podes pensar em pequenas ações para se reconectar com esse lado da relação, com afeto e criatividade.

    Enfim, você não precisa se culpar por pensamentos que surgem, mas pode escolher agir com base no tipo de pessoa e de parceira que deseja ser. Isso é fidelidade no sentido mais profundo. E se os sentimentos continuarem a gerar sofrimento, conversar com um terapeuta pode ajudar a trazer mais clareza e leveza nesse processo.


  • Queria saber se suprimir o desejo sexual e ficar sem masturbação pode aumentar a ansiedade, estou a

    Queria saber se suprimir o desejo sexual e ficar sem masturbação pode aumentar a ansiedade, estou a 23 dias sem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fredericko Wichmann

    Olá! Em primeiro lugar, é preciso entender qual é a função que a masturbação tem (ou tinha) para você. Em muitos casos, esse comportamento pode estar sendo usado como uma forma de evitar ou aliviar emoções difíceis, como tédio, solidão ou ansiedade.

    Simplesmente interromper a masturbação não significa que essas emoções deixarão de aparecer — na verdade, como você parece estar experienciando, elas tendem a se intensificar, pois você abriu mão da principal estratégia que você tinha para lidar com elas. Por isso, é importante buscar outras estratégias para lidar com essas emoções dolorosas. Estratégias que estejam mais alinhadas com os seus valores e com o tipo de vida que você deseja construir.

    Um terapeuta comportamental pode ajudar você a compreender melhor esse processo e a desenvolver estratégias mais eficazes e coerentes com o que realmente importa para você.


  • Como lidar com adultos que demonstram imaturidade emocional e se comportam como adolescentes por cau

    Como lidar com adultos que demonstram imaturidade emocional e se comportam como adolescentes por causa disso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fredericko Wichmann

    Antes de tudo, eu perguntaria: o que você considera "imaturidade emocional"? Muitas vezes, chamamos de imaturo um comportamento que simplesmente é diferente do nosso ou que nos causa incômodo, mas que pode ter outras explicações.

    Todos nós, em algum grau, temos aspectos emocionais a desenvolver — inclusive no modo como lidamos com as dificuldades dos outros. A nossa própria reação à "imaturidade" do outro pode revelar algo que também precisamos amadurecer em nós mesmos, como a tolerância, a empatia ou a nossa capacidade de assertividade - na resolução de conflitos e no estabelecimento de limites saudáveis.

    Observar essas relações com mais curiosidade do que julgamento pode abrir espaço para mais compreensão e menos conflito. E, se isso estiver gerando muito sofrimento para você, conversar com um terapeuta pode ajudar a encontrar formas mais conscientes de lidar com essas situações.


  • Boa noite tenho um filho de 11 anos. Tenho uma preocupação a mais com ele,

    Boa noite tenho um filho de 11 anos.
    Tenho uma preocupação a mais com ele, ultimamente ele tem me preocupado com alguns comportamentos, que nem meu filho mais novo não faz.

    1: E muito desorganizado com suas coisas.
    2: Não tem cuidado com brinquedos etc.
    3: Ultimamente tem tido alguns comportamentos estranhos.
    Exemplo: Um certo dia fizemos um churrasco aqui em casa, depois notei que tinha uma espécie de bolha estourada em sua mão, perguntei dele oque era aquilo, ele disse que tinha colocado o dedo na brasa da churrasqueira do dia anterior pra vê oque acontecia, e depois que formou aquela bolha de queimadura ele mordeu pra vê oque ia sair de dentro.
    Fora outras coisas que ele vem fazendo sem medir as consequências no final.
    Ele e um menino que a gente conversa ele diz que entendeu mais no outro dia está fazendo outra coisa ou algum parecido.
    E isso tem me preocupado muito oque devo fazer e com qual especialista preciso levar ele?
    Alguém pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fredericko Wichmann

    Olá! Sua preocupação é totalmente compreensível. Estar atenta aos sinais que seu filho vem demonstrando já é um primeiro passo importante. Comportamentos como estes que você usou como exemplo podem indicar dificuldades no controle de impulsos, na percepção de risco ou até questões emocionais mais profundas.

    Mesmo que ele converse com vocês e diga que entendeu, se isso vem sendo recorrente, pode ser sinal de que ele precisa de ajuda especializada para lidar com pensamentos, emoções ou impulsos que ainda não consegue entender ou controlar sozinho.

    O mais indicado neste primeiro momento é procurar um psicólogo especializado em atendimento de público infantil. Ele poderá avaliar de forma cuidadosa o que está acontecendo e orientar a melhor forma de ajudar seu filho. Em alguns casos, pode ser necessário também o acompanhamento com um psiquiatra infantil, mas isso será avaliado a partir da escuta clínica inicial do psicólogo.

    Você está fazendo a coisa certa ao buscar orientação. Quanto antes buscar ajuda, maiores as chances de compreender o que ele está vivendo e oferecer o apoio necessário.


  • Como a Terapia Cognitivo Comportamental trabalha o Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e o Transto

    Como a Terapia Cognitivo Comportamental trabalha o Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e o Transtorno de personalidade borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fredericko Wichmann

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) tem abordagens específicas para cada um desses transtornos:

    No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), o tratamento mais utilizado é a Exposição com Prevenção de Resposta (EPR). O paciente é gradualmente exposto às situações que geram obsessões (pensamentos intrusivos), mas é encorajado a não realizar os comportamentos compulsivos. Isso ajuda a pessoa a entender que a ansiedade pode ser tolerada e até mesmo diminuída mesmo sem a compulsão. Também se trabalha a reestruturação de pensamentos distorcidos, geralmente ligados ao medo e à culpa.

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a TCC tradicional pode ajudar, mas a abordagem mais indicada costuma ser a Terapia Comportamental Dialética (DBT). Ela foca na regulação emocional, na tolerância ao desconforto, na construção de habilidades sociais e na aceitação de si mesmo - que são as principais habilidades a serem desenvolvidas em pacientes que possuem características relacionadas ao diagnóstico de TPB.


Perguntas frequentes

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