Perguntas do paciente (743)
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não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou n
não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou no mundo da lua e sempre falo algo que não tem nada a ver com oque que ele falou ou mudo de assunto ou fico desligado do mundo. que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A desconexão na conversa com a parceira pode estar relacionada a distração mental, cansaço emocional ou dificuldade em lidar com a intimidade. Quando o outro fala e a mente se distancia, há algo mais profundo sendo evitado, muitas vezes por medo de confronto, rejeição ou de não saber o que dizer. A psicoterapia pode ajudar a identificar esses bloqueios e a resgatar a presença emocional na relação. Aprender a escutar e a se comunicar com autenticidade é o que devolve vitalidade ao vínculo. Falar de forma verdadeira vale mais do que buscar o assunto certo.
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Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?
Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia pode ser muito proveitosa em qualquer fase da vida, inclusive na velhice. Aos 75 anos, a pessoa já acumulou muitas experiências e perdas, mas também carrega uma enorme capacidade de reflexão e ressignificação. O processo terapêutico ajuda a compreender as mudanças do envelhecimento, lidar com memórias, elaborar sentimentos de solidão e encontrar novos sentidos para o tempo presente. A mente continua plástica, capaz de aprender e se adaptar. A terapia não serve apenas para resolver problemas, mas para permitir que o idoso viva com mais leveza, autonomia emocional e presença, mesmo em meio às transformações da idade.
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Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família?
Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família, desde que não exista conflito de interesse entre os atendimentos. Isso significa que o profissional deve avaliar se consegue manter neutralidade e sigilo, evitando situações em que o que é dito por um possa interferir na condução do outro. Quando há risco de comprometimento ético, o mais adequado é encaminhar uma das partes para outro terapeuta. A decisão deve ser feita com transparência, sempre priorizando o bem-estar e a segurança emocional de todos os envolvidos.
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Tenho um familiar que acredito não ser alcoólatra, pq não bebe sempre .. mas acho que faça abuso do
Tenho um familiar que acredito não ser alcoólatra, pq não bebe sempre .. mas acho que faça abuso do álcool. Não bebe sempre, mas tem vez que quando bebe não consegue parar, parece não ter controle.
Fico na dúvida do melhor profissional, seria psicólogo ou psiquiatra ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mesmo quando o consumo não é diário, a falta de controle ao beber já indica risco de uso abusivo. O critério principal não é a frequência, mas o impacto e a incapacidade de parar após o início. O psiquiatra é o profissional que avalia a necessidade de tratamento medicamentoso, enquanto o psicólogo trabalha a parte comportamental e emocional que sustenta o padrão de consumo. Muitas pessoas transitam entre o “uso social” e o “abuso episódico” sem perceber a gravidade. Procurar ajuda nesse ponto é uma atitude preventiva e inteligente, porque evita que a perda de controle evolua para dependência.
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Eu fui diagnóstica com depressão a cerca de 8 meses após a morte(suícidio) do meu melhor amigo e ant
Eu fui diagnóstica com depressão a cerca de 8 meses após a morte(suícidio) do meu melhor amigo e antes já me sentia deprimida e cheguei a tomar escitalopram há 2 meses atrás. Vou começar a terapia agora,po´rem não sei como me expressar e tenho receio,o que faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É natural sentir insegurança ao iniciar a terapia em grupo, principalmente quando há dor recente e dificuldade de se expressar. Esse tipo de psicoterapia não exige exposição imediata, e cada participante tem seu próprio ritmo. O grupo funciona como um espelho afetivo, onde a dor compartilhada vai ganhando sentido através da escuta mútua. Não é preciso saber o que dizer na primeira sessão, o mais importante é estar presente e deixar o processo acontecer. Aos poucos, o que parecia impossível de colocar em palavras começa a surgir com mais clareza, e o grupo se torna um espaço de fortalecimento e pertencimento.
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Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse
Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade e o estresse se manifestam de forma parecida, mas a diferença está na duração e na intensidade. O estresse surge diante de situações específicas e melhora quando o problema passa. Já a ansiedade se mantém mesmo quando nada parece justificar o mal-estar, e vem acompanhada de sintomas físicos como aperto no peito, falta de ar, taquicardia e preocupação constante. A avaliação é feita por um psicólogo ou psiquiatra, que vai investigar a origem e o padrão dos sintomas. A partir daí, é possível definir o melhor tratamento. Procurar ajuda é o primeiro passo para entender o que o corpo tenta comunicar e aprender a viver com mais equilíbrio e tranquilidade.
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Oi, gostaria de saber como faço para evitar a gagueira, tenho 42 anos, fico ansioso e muito tenso an
Oi, gostaria de saber como faço para evitar a gagueira, tenho 42 anos, fico ansioso e muito tenso antes de qualquer reunião. Pois evito falar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A gagueira costuma se intensificar em contextos de ansiedade e exposição, especialmente quando há medo de errar ou de ser julgado. Mais do que um problema de fala, ela envolve o modo como o corpo responde à tensão. A voz é uma extensão da respiração e do estado emocional, por isso o tratamento não deve se limitar à técnica. A psicoterapia ajuda a lidar com o medo de se expressar e a reduzir a autocrítica que antecede a fala. Com o tempo, o foco deixa de ser “falar certo” e passa a ser “falar sem medo”, o que naturalmente torna o discurso mais fluido e espontâneo.
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Não sei se essa especialidade tem a ver com Multismo seletivo, mas se sim, tenho um irmão de 18 anos
Não sei se essa especialidade tem a ver com Multismo seletivo, mas se sim, tenho um irmão de 18 anos que sofre de mutismo seletivo e não sabemos a qual especialidade de psicologo devemos leva-lo. Qual terapia é a mais indicada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O mutismo seletivo é um quadro que envolve forte ansiedade diante da fala em determinados contextos. O jovem geralmente fala em casa ou com pessoas próximas, mas se cala em situações que geram tensão ou julgamento. A especialidade indicada é a psicologia clínica, preferencialmente com terapeuta que tenha experiência em transtornos ansiosos e técnicas de exposição gradual. O tratamento envolve psicoeducação, estratégias de autorregulação emocional e, em alguns casos, acompanhamento multidisciplinar com fonoaudiólogo ou psiquiatra. O silêncio, nesse caso, não é desinteresse, mas uma forma de proteção.
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Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul
Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode começar com um psicólogo clínico geral. Você não precisa chegar com um diagnóstico, a partir das primeiras sessões, o próprio profissional vai te ajudar a entender se é ansiedade, depressão ou outra coisa — e como trabalhar isso.
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Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de
Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve combina sintomas de ansiedade e depressão. A sensação de desmaio, o aperto no peito e o medo constante indicam um corpo em exaustão emocional. Mesmo que o médico diga que é ansiedade, o sofrimento é real e precisa de acompanhamento psicológico e psiquiátrico. A combinação de terapia e medicação costuma trazer melhora significativa, mas o tempo de resposta varia. A recuperação começa quando a pessoa entende que não está sozinha e que o medo não define o que ela é. A ajuda existe e funciona, desde que o cuidado seja contínuo e não interrompido nos primeiros sinais de melhora.
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Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na
Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na minha vida e tenho focado nisso,porém não estava nos meus planos apaixonar pela minha terapeuta,por conselho e pesquisa sobre o assunto criei coragem e falei para ela,só que se é uma "transferencia" não deveria estar cessando? pq está aumentando ? eu devo trocar de profissional? Não estou sabendo lidar com isso e está dificil! O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sentimento de apaixonar-se pela terapeuta é uma manifestação comum da transferência, um fenômeno natural da psicoterapia onde emoções antigas se projetam na figura do profissional. O problema não é sentir, mas o que se faz com isso. Quando esse vínculo começa a gerar sofrimento, é essencial falar sobre ele dentro da terapia. O espaço clínico existe justamente para lidar com o que surge na relação. Trocar de terapeuta só seria necessário se esse tema não puder ser elaborado ou se houver prejuízo na continuidade do processo. A transferência não desaparece de repente, ela se transforma com o tempo, conforme o vínculo terapêutico amadurece e as emoções encontram novos significados.
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Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro Vivo perdendo as coisas e sofrendo com is
Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro
Vivo perdendo as coisas e sofrendo com isso
O que posso fazer para melhorar e diminuir esta angústia?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dificuldade de manter o foco e o medo constante de perder objetos ou esquecer tarefas fazem parte do funcionamento do TDAH, mas também refletem um estado de vigilância permanente. O excesso de autocobrança aumenta a ansiedade e gera ainda mais distração. Técnicas de organização visual, listas curtas e rotinas estruturadas ajudam a reduzir a sobrecarga. A psicoterapia auxilia na aceitação desse modo de funcionamento, transformando culpa em autoconhecimento. O foco não é ser igual aos outros, mas criar um ritmo possível e mais gentil com a própria mente.
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Como tratar um casal (70 anos e 68 ) que possui três filhos adultos (mais de 40 anos), mas que conti
Como tratar um casal (70 anos e 68 ) que possui três filhos adultos (mais de 40 anos), mas que continuam a tratá-los como crianças ? Com total controle sobre a vida deles, chegando a sofrer quando um arruma uma companheira e tentando sabotar cada relacionamento; tentando convencer o outro mais velho (48) a voltar para casa e outro de 46 que é complexado e nunca chegou a trabalhar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um casal que mantém filhos adultos sob controle excessivo está, na verdade, preso a um padrão relacional que não acompanhou o crescimento dos filhos. O comportamento de sabotagem e dependência emocional revela medo de perda e dificuldade de reconhecer a individualidade do outro. Nesses casos, a terapia familiar pode ajudar a reorganizar os papéis e limites, permitindo que cada um assuma sua própria autonomia emocional. O foco do trabalho é romper o ciclo de infantilização e promover um novo tipo de vínculo, onde o amor não precise se confundir com controle.
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Qdo uma criança com 6 anos está em uma fase anterior ao sua idade em relação à escrita.O ideal seria
Qdo uma criança com 6 anos está em uma fase anterior ao sua idade em relação à escrita.O ideal seria psicopedagogo ou psicóloga?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma criança de seis anos apresenta defasagem em escrita e leitura, o ideal é iniciar a avaliação com um psicólogo com experiência em aprendizagem infantil. O psicopedagogo pode ser indicado posteriormente, mas o psicólogo é quem investiga se há fatores emocionais, atencionais ou neurológicos envolvidos. A dificuldade de aprender raramente é apenas pedagógica. Muitas vezes, é uma resposta à ansiedade, à baixa autoestima ou à falta de significado no processo escolar. O diagnóstico correto evita que a criança seja rotulada e permite que ela recupere o prazer de aprender no próprio ritmo.
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Oi, eu sou diagnosticada com transtorno de personalidade borderline há alguns anos, comecei com cris
Oi, eu sou diagnosticada com transtorno de personalidade borderline há alguns anos, comecei com crises graves na segunda gravidez com 25 anos, fui afastada pelo inss por várias vezes mas me davam alta e tinha que retornar. Resultado, perdi um ótimo emprego, meu marido perdeu op dele por faltar porque eu não tinha condições de cuidar nem de mim, quem dirá de duas crianças, de lá pra cá já tentei trabalhar algumas vezes, tentei fazer faculdade. Sou inteligente porém, mal saio de casa sozinha. Eu tenho como tentar aposentadoria? ou LOAS? pq não pago INSS há muitos anos. O que eu poderia fazer? Obrigada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sua história mostra o quanto o transtorno pode atravessar a vida em todos os níveis — afetivo, profissional e familiar. O borderline não anula a inteligência nem a capacidade, mas torna o campo emocional mais instável e difícil de sustentar. Quanto à aposentadoria, é possível solicitar avaliação pelo INSS, mas o benefício depende do grau de incapacidade funcional atual e do vínculo com contribuições anteriores. O LOAS pode ser solicitado em casos de comprovada vulnerabilidade social. Procure um psiquiatra e um psicólogo para documentar o acompanhamento e orientar o processo. Mais do que um benefício, o essencial é você receber um suporte contínuo que reduza o sofrimento e te permita retomar o sentido de viver.
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Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações d
Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações de falta de comprometimento ou traição... situações que posteriormente ele mesmo percebe que não são reais e nem fazem sentido, devo indicar a ele para procurar ajuda profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando o ciúme se transforma em desconfiança constante, acusações e crises sem fundamento, o problema já não é mais apenas relacional, mas emocional. É comum que, depois das explosões, a pessoa reconheça que o que sentiu não fazia sentido, mas isso não impede a repetição do ciclo. Nesses casos, o mais indicado é que ele procure ajuda psicológica individual para compreender as raízes desse ciúme e trabalhar as inseguranças que o alimentam. A terapia de casal pode ser complementar, mas só funciona quando cada um assume responsabilidade pelas próprias emoções. A ajuda profissional não é um sinal de fraqueza, e sim uma forma madura de cuidar da relação antes que ela se desgaste.
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Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mão
Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mãos fecharam. Qual a melhor maneira de se tratar e como lhe dar com isso nessas horas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Crises de raiva intensa, agressividade e tensão corporal podem ser expressões de ansiedade extrema ou de um episódio de desregulação emocional. Quando a mente entra em sobrecarga, o corpo reage como se estivesse em perigo. Nessas horas, o ideal é garantir segurança física, evitar confrontos e esperar o momento de acalmar. Depois, é fundamental procurar acompanhamento psicológico para entender o que desencadeia essas crises e aprender a regular as emoções antes que cheguem ao ponto de explosão. A psicoterapia ensina a reconhecer sinais corporais e a construir estratégias de descarga saudável da raiva, transformando o impulso em consciência.
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Tenho dificuldades em comunicação não-verbal, não olho nos olhos de outras pessoas, não consigo segu
Tenho dificuldades em comunicação não-verbal, não olho nos olhos de outras pessoas, não consigo seguir várias instruções ao mesmo tempo, tenho dificuldade em concluir tarefas que não gosto de fazer ou procrastino, e lembrar de acontecimentos recentes, fora outros sintomas. Seria correto suspeitar de estar no Espectro autista ou seria caso de Transtorno de Déficit de Atenção? Qual especialista procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas que você descreve — dificuldades na comunicação não verbal, foco reduzido, sobrecarga diante de múltiplas tarefas — podem estar presentes tanto no autismo quanto no TDAH. A diferença é que, no autismo, há um padrão de funcionamento desde o desenvolvimento inicial, com alterações nas interações sociais e na forma de perceber o ambiente. Já o TDAH se manifesta mais no campo da atenção e impulsividade, sem alteração qualitativa na sociabilidade. O ideal é procurar um psicólogo com experiência em avaliação neuropsicológica ou um psiquiatra, que possa conduzir uma investigação completa e ajudar a compreender de onde vêm essas dificuldades. O diagnóstico certo não rotula, mas abre caminho para se entender melhor.
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Uma mulher que prefere vestir roupas masculinas é trans ?
Uma mulher que prefere vestir roupas masculinas é trans ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Preferir roupas associadas ao gênero masculino não define, por si só, uma identidade de gênero. O modo de vestir é uma forma de expressão e conforto, não necessariamente um indicador de transexualidade. O que define se uma pessoa é trans é a maneira como ela se reconhece internamente em relação ao próprio corpo e gênero. Quando o estilo é apenas uma escolha estética, não há conflito identitário. O papel do psicólogo, nesses casos, é ajudar a compreender o significado pessoal por trás da escolha, sem julgamentos ou pressões para se encaixar em categorias.
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Como saber se tenho síndrome de ansiedade ou síndrome do pânico?
Como saber se tenho síndrome de ansiedade ou síndrome do pânico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença entre síndrome do pânico e ansiedade está na intensidade e na forma como os sintomas aparecem. Na síndrome do pânico, há crises súbitas de medo intenso, com palpitações, falta de ar e sensação de perda de controle ou morte iminente, mesmo sem motivo aparente. Na ansiedade, os sintomas são mais difusos e constantes, ligados a preocupações do dia a dia. O diagnóstico deve ser feito por um psicólogo ou psiquiatra, e o tratamento inclui psicoterapia e, em alguns casos, medicação. Saber reconhecer o que o corpo sente é o primeiro passo para quebrar o ciclo do medo e recuperar a confiança na própria estabilidade.
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Perguntas frequentes
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