Perguntas do paciente (743)

  • Meu filho tem 3 anos só aceita comida líquida (papinha) ... Não aceita de forma alguma arroz, feijão

    Meu filho tem 3 anos só aceita comida líquida (papinha) ... Não aceita de forma alguma arroz, feijão e assim por diante ...demais alimentos como pão, biscoito e demais ele come normalmente mais almoço ele até vomita se insisto. Qual especialidade devo leva-lo para tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Quando uma criança de três anos aceita apenas alimentos pastosos e rejeita alimentos sólidos, é importante buscar uma avaliação multidisciplinar. O profissional mais indicado para iniciar o processo é o fonoaudiólogo, especialmente com experiência em motricidade orofacial e seletividade alimentar. O pediatra também deve acompanhar, para garantir que não haja causas orgânicas. O psicólogo pode atuar em paralelo, observando aspectos emocionais ligados à alimentação, como medo, controle ou sensações de rejeição a texturas. Comer é um ato fisiológico, mas também simbólico, e muitas vezes a recusa traduz desconfortos que o corpo ainda não sabe nomear.


  • Após mais de um ano de avaliação, meu filho de 7 anos foi diagnosticado com Transtorno Disruptivo da

    Após mais de um ano de avaliação, meu filho de 7 anos foi diagnosticado com Transtorno Disruptivo da Regulação do Humor (TDRH). Tem cura? Quais as implicações para a vida adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    O Transtorno Disruptivo da Regulação do Humor não é uma condição com “cura” no sentido tradicional, mas pode ser controlado com acompanhamento adequado. O foco está em desenvolver estratégias de autorregulação emocional e de manejo do impulso. Com o tempo e o suporte certo, muitas crianças conseguem evoluir para uma vida estável e funcional. O mais importante é que o diagnóstico não defina o futuro, mas direcione o cuidado. O tratamento precoce reduz significativamente os riscos de sintomas persistirem na vida adulta, e a presença familiar e terapêutica faz toda diferença nesse processo.


  • O que devo fazer pra cura essa Tricotilomania? Tem algum remédio que alivia esse sintomas e qual med

    O que devo fazer pra cura essa Tricotilomania? Tem algum remédio que alivia esse sintomas e qual medico especializado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    A tricotilomania é um transtorno caracterizado pelo impulso de arrancar fios de cabelo, sobrancelhas ou pelos, geralmente associado a ansiedade e tensão. Não existe um remédio específico que “cure” o comportamento, mas alguns medicamentos podem ajudar a reduzir a ansiedade e o impulso, quando prescritos por um psiquiatra. O tratamento mais eficaz envolve psicoterapia, especialmente abordagens voltadas para manejo de compulsões e regulação emocional. É importante compreender que o ato de arrancar o cabelo não é um simples hábito, mas uma tentativa inconsciente de aliviar desconfortos internos. Com o acompanhamento adequado, é possível reduzir a frequência e recuperar o controle sobre o próprio corpo.


  • Quando era criança tinha a mania de mastigar a lingua me dava uma sensação boa, mas naturalmente par

    Quando era criança tinha a mania de mastigar a lingua me dava uma sensação boa, mas naturalmente parou. Um dia desses um parente me lembrou que eu tinha esse hábito. É incrível mas instantaneamente a "mania" voltou! Desde então mastigo a lingua sem parar e agora piorou, eu peguei a mania de ficar passando a unha na linha, arranhando e está causando pequenas lesões e dor qdo eu como. Horrível, mas definitamente não consigo parar está incontrolável! Como posso tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    O hábito de mastigar a língua ou arranhar a pele pode ser um comportamento compulsivo ligado à ansiedade e à necessidade inconsciente de autorregulação. Quando esse gesto se repete até causar dor, o corpo está comunicando um excesso emocional. O tratamento envolve psicoterapia focada em controle de impulso e reconhecimento de gatilhos, e pode incluir acompanhamento psiquiátrico em casos de persistência. A meta é transformar o gesto automático em consciência corporal, ajudando a pessoa a lidar com a tensão sem precisar se machucar para sentir alívio.


  • Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin

    Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    A medicação atua sobre a química do cérebro, mas a terapia trabalha o que a química não alcança: a forma como você lida com as perdas, os traumas e o sentido de viver. O que aconteceu com sua mãe foi um choque emocional, e o corpo responde a isso com esgotamento. A falta de vontade de iniciar a terapia é compreensível, porque o sofrimento também tira a energia de buscar ajuda. Ainda assim, é na escuta terapêutica que o medicamento encontra espaço para realmente agir. A escolha do terapeuta faz diferença, e vale buscar alguém com quem você sinta confiança e não apenas técnica. O tratamento só avança quando há vínculo.


  • Pensamentos obsessivos do tipo "música na cabeça" tem cura?

    Pensamentos obsessivos do tipo "música na cabeça" tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Pensamentos obsessivos do tipo “música na cabeça” são uma forma leve de obsessão cognitiva, onde uma ideia ou melodia se repete sem controle. Eles podem estar ligados à ansiedade e ao funcionamento obsessivo, mas nem sempre indicam um transtorno grave. O cérebro usa a repetição como forma de aliviar tensão. O tratamento envolve psicoterapia, especialmente abordagens voltadas para reestruturação cognitiva e manejo da ansiedade, podendo haver suporte medicamentoso se o sintoma for persistente. Não há uma “cura” imediata, mas há controle e alívio progressivo quando se aprende a lidar com o conteúdo mental sem lutar contra ele.


  • fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep

    fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Isso costuma ter menos a ver com o outro e mais com algo interno.
    Esse movimento de aproximação e afastamento geralmente indica conflito: uma parte quer vínculo, outra se protege.
    Antes de tentar “fazer dar certo”, vale entender o que em você entra nesse ciclo.
    Senão, a tendência é repetir.


  • Olá, minha afilhada está sofrendo com pesadelos que ela não consegue esquecer, as vezes fica gritand

    Olá, minha afilhada está sofrendo com pesadelos que ela não consegue esquecer, as vezes fica gritando e chorando por causa desses pesadelos antigos, ela só tem 9 anos. Poderia me ajudar? O que aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Pesadelos recorrentes e de difícil esquecimento em crianças são um sinal de que algo psíquico está em elaboração. É importante acolher o medo sem desvalorizá-lo. Pergunte o que ela vê, o que sente, e mostre que, mesmo quando o sonho assusta, ele termina e ela está segura. Os pesadelos podem ser uma forma simbólica de expressar ansiedade, mudanças ou perdas que a criança ainda não consegue dizer em palavras. Em casos persistentes, vale buscar um psicólogo infantil. O trabalho com o imaginário e a linguagem ajuda a transformar o medo em narrativa, e o que antes paralisava começa a fazer sentido.


  • Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tiv

    Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tivesse limitada. Fiz exames coração pulmão hemograma e todos deram normais. Será algo psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Quando exames físicos não apontam alterações, mas a sensação de falta de ar e aperto no peito continua, é muito provável que se trate de uma manifestação psicossomática da ansiedade. O corpo, nesse caso, expressa o que a mente não consegue elaborar. O sistema nervoso interpreta situações cotidianas como se fossem ameaças e aciona reações de defesa, limitando a respiração. A psicoterapia ajuda a entender o que dispara essa resposta e a ensinar o corpo a voltar ao ritmo normal. Respirar com consciência, reduzir estímulos e reorganizar o pensamento são caminhos para que o ar volte a fluir sem medo.


  • Como posso melhorar a seletividade alimentar? Tenho tido problemas de saúde quanto a isso, já tenho

    Como posso melhorar a seletividade alimentar? Tenho tido problemas de saúde quanto a isso, já tenho nutricionista e ela me recomendou realizar um acompanamento com psicólogo .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    A seletividade alimentar é uma dificuldade comum e multifatorial, que pode envolver questões sensoriais, emocionais e até simbólicas. O acompanhamento psicológico é indicado porque comer é também um ato de vínculo e confiança. O trabalho terapêutico ajuda a identificar as sensações que geram recusa e a reduzir o medo de experimentar novos alimentos. Técnicas de dessensibilização gradual e fortalecimento da autonomia ajudam o paciente a se reconectar com o corpo e com o prazer de se alimentar. O objetivo não é forçar o paladar, mas permitir que o corpo volte a sentir segurança diante do novo.


  • Que especialidades médicas usam este método? Há psicólogos que usam o Método Padovan? Obrigada

    Que especialidades médicas usam este método?
    Há psicólogos que usam o Método Padovan?
    Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    O Método Padovan é utilizado principalmente por fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, mas há psicólogos que o incorporam em práticas integrativas, especialmente em contextos de reabilitação neurofuncional e desenvolvimento infantil. O foco do método é reorganizar funções neurológicas por meio de movimentos e ritmos que resgatam etapas do desenvolvimento humano, como engatinhar, respirar e mastigar. Na psicologia, ele pode ser associado a processos de estimulação cognitiva, psicomotricidade e atenção, sempre respeitando os limites éticos da atuação do psicólogo e o campo da reabilitação neurológica.


  • Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, t

    Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, trava! Tenho várias coisas em mente mais não sai...

    E também tenho medo da feminidade da mulher (eu) com palavras, no jeito de falar..

    Algum conselho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    A dificuldade de se expressar pessoalmente, somada ao medo da própria feminilidade, revela um conflito interno entre desejo e censura. A escrita nas redes pode servir como válvula de escape, onde há controle e distância do olhar do outro. Já no contato direto, o medo da exposição faz com que a fala trave. Trabalhar isso em psicoterapia é fundamental, porque a fala é o instrumento mais simbólico da liberdade. Entender de onde vem o medo do feminino — seja como expressão de vulnerabilidade ou de força — ajuda a reconstruir uma relação mais confortável com a própria identidade. O processo é gradual, mas libertador: quanto mais a palavra encontra lugar, menos o corpo precisa se defender.


  • Como superar os pensamentos intrusivos? Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    Como superar os pensamentos intrusivos?
    Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Primeiro: isso é mais comum do que parece, principalmente em fases como a gravidez.
    Pensamento intrusivo não significa que você quer aquilo, é só um pensamento que aparece.
    O caminho não é lutar contra eles o tempo todo, mas aprender a não dar tanto peso.
    Psicoterapia ajuda bastante nisso, principalmente pra reduzir a culpa e o medo que vêm junto.


  • Tenho um.filho dd 17 anos, ele uma.hr fala q quer ser algo e logo apos muda, ele nao tem paciencia .

    Tenho um.filho dd 17 anos, ele uma.hr fala q quer ser algo e logo apos muda, ele nao tem paciencia . Ele ta bem e daqui a pouco ta de mal humor. Tem duvidas sobre o q ser. Nao trm paciencia . Ele mesmk pediu ajuda pq acha q é problematico. Nao sei qual profissional levar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    A indecisão constante, a mudança rápida de interesses e a falta de paciência para escolher uma profissão são sinais comuns da adolescência e do início da vida adulta. Nessa fase, a identidade ainda está sendo construída, e o medo de errar pode gerar instabilidade. O profissional indicado é o psicólogo com experiência em orientação vocacional. O trabalho não é apenas descobrir uma carreira, mas compreender valores, habilidades e desejos que sustentam a escolha. A ansiedade por decidir logo costuma diminuir quando o jovem percebe que a escolha profissional é um processo, e não uma sentença.


  • Meu filho tem perda auditiva bilateral moderada, ele usa o aparelho auditivo e fala muito bem e quan

    Meu filho tem perda auditiva bilateral moderada, ele usa o aparelho auditivo e fala muito bem e quando está com os aparelhos ele ouve bem, o sonho dele é ser bombeiro e ele está se preparando pra isso .
    Mas acho que não vão aceitamos, e não sei como falar isso com ele pois é difícil vc falar com o seu filho que seu maior sonho não vai se concretizar. Não sei como resolver essa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    É compreensível a sua preocupação, mas o mais importante é sustentar o sonho do seu filho sem romper a esperança que o move. A perda auditiva bilateral moderada, com o uso de aparelhos, pode permitir boa funcionalidade, mas a aprovação em carreiras como bombeiro depende de exigências específicas em exames médicos. O ideal é buscar informação direta com o corpo de bombeiros da sua região e, paralelamente, incentivar outras possibilidades profissionais ligadas ao mesmo propósito de cuidar e proteger. Assim, você mantém vivo o sentido do sonho, mesmo que o caminho precise mudar de forma. O essencial é não transformar a limitação física em uma interdição simbólica.


  • Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,porém tenho focado nisso na m

    Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,porém tenho focado nisso na minha vida ultimamente,porém apaixonei pela minha terapeuta e não tenho coragem nenhuma de falar para ela. O que eu devo fazer? Mudar de terapeuta? preciso de uma ajuda!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    A paixão pela terapeuta é uma das expressões mais intensas da transferência. Isso não é errado, mas precisa ser elaborado dentro da própria terapia. O espaço terapêutico desperta emoções profundas porque é um lugar onde alguém escuta sem julgamento, e isso pode ativar desejos de proximidade e idealização. Falar sobre o que sente é a forma mais madura de lidar com isso, e é também parte do processo. O objetivo não é trocar de terapeuta por sentir, mas compreender o que essa emoção representa. Quando o sentimento é explorado com segurança e ética, ele deixa de ser obstáculo e se transforma em material de crescimento.


  • Bom dia, sou um rapaz, 20 anos e fui diagnosticado com depressão e TAG em 2013 depois de uma mudança

    Bom dia, sou um rapaz, 20 anos e fui diagnosticado com depressão e TAG em 2013 depois de uma mudança bem traumática de cidade e desde 2015, tomei praticamente todos os ISRS e ISRSN disponíveis no mercado brasileiro, com pouca ou nenhuma melhora. Os principais sintomas sempre foram: tristeza, falta de vontade em realizar atividades, irritação, crises de choro, insônia, pânico, ansiedade extrema (premeditar 1 milhão de possibilidades para o futuro e ficar relembrando detalhes do passado), baixa concentração (não conseguia ler e fazer cálculos direito), pensamentos acelerados e obsessivos (sempre pensando em uma coisa atrás da outra ou em coisas que já aconteceram). Do meio pro final do ano passado, fiquei completamente apático. Não consigo chorar, não tenho libido, não sinto empolgação, não consigo assistir um filme ou qualquer atividade de lazer e nenhum acontecimento bom faz diferença pro meu cérebro. É como se eu tivesse parado de sentir emoções. Se no começo da depressão (em 2013) eu sentia principalmente tristeza, chorava etc, agora não consigo sentir tristeza, só restou um vazio que, pelo que eu pesquisei, é chamado de anedonia. Minha psiquiatra continua querendo empurrar ISRS e ISRSN e eles só pioram a minha anedonia. Alguma abordagem que eu poderia sugerir para um outro psiquiatra? Já pensei em: antipsicóticos, antiparkinsonianos ou outra substância que tenha relação com os receptores de dopamina, pois parece que o centro de recompensa do meu cérebro "se desligou", fora os outros sintomas antigos da depressão. Preciso urgentemente de ajuda, pois apesar de não ter pensamentos suicidas intensos, não consigo ver sentido em viver desse jeito, praticamente no piloto automático.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    O que você descreve é muito sério, e muito difícil de viver.

    Essa sensação de vazio, de não sentir nada, de estar no automático… cansa de um jeito que poucas pessoas entendem.

    E o fato de já ter tentado vários medicamentos e não ter tido melhora suficiente mostra que o seu caso precisa de um olhar mais cuidadoso, mais individualizado.

    Talvez não seja só uma questão de trocar medicação, mas de entender mais profundamente o funcionamento do seu sofrimento — emocional, histórico, relacional.

    Você não está “sem solução”.
    Mas, do jeito que está sendo conduzido, pode não estar sendo suficiente pra você.

    E quando alguém chega nesse ponto, é justamente o momento de não continuar tentando sozinho.


  • Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?

    Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    O transtorno de ansiedade é uma condição em que o corpo e a mente entram em estado de alerta constante, mesmo sem um perigo real. A pessoa sente o tempo todo que algo ruim pode acontecer, e isso gera sintomas físicos e emocionais como falta de ar, palpitação, aperto no peito, medo, irritabilidade e dificuldade de concentração. A ansiedade, em si, é uma emoção necessária para a sobrevivência, mas quando ela se torna exagerada e desproporcional, passa a limitar a vida cotidiana. O tratamento envolve psicoterapia, que ajuda a entender a origem desse medo, e em alguns casos o acompanhamento psiquiátrico pode ser necessário. O objetivo é retomar o equilíbrio entre razão e emoção, permitindo que a ansiedade volte a cumprir seu papel de proteção, e não de aprisionamento.


  • Quais são os primeiros sintomas a serem observados no TEA?

    Quais são os primeiros sintomas a serem observados no TEA?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Os primeiros sinais do autismo podem aparecer de forma sutil e variam de acordo com o desenvolvimento da criança. Dificuldade em sustentar contato visual, pouca resposta ao nome, atraso na fala, interesse restrito por temas específicos e movimentos repetitivos são indícios comuns. No entanto, mais importante do que observar o que a criança faz é perceber como ela se relaciona. O olhar, a busca por vínculo e a forma de expressar afeto são pistas fundamentais. Quando há dúvida, a avaliação deve ser feita por psicólogo e fonoaudiólogo especializados em neurodesenvolvimento. O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de adaptação e aprendizado.


  • Não aguento mais.. Meu esposo não aceita ajuda médica p parar de beber esta destruindo nossa família

    Não aguento mais.. Meu esposo não aceita ajuda médica p parar de beber esta destruindo nossa família e está c a saúde debilitada o que faço ja que está perdendo tudo o que tem e só resta eu e os filhos dele p ajudar? Sem contar que tudo que ganha vai p bebida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Quando o dependente não reconhece a necessidade de ajuda, o foco deve mudar para quem tenta sustentá-lo. Buscar grupos de apoio para familiares (como o Al-Anon) pode ajudar a entender os limites entre ajudar e adoecer junto. É importante compreender que insistir não substitui a decisão interna de mudar. O que você pode oferecer é suporte emocional e limites claros: o cuidado não deve significar conivência. Procurar um psicólogo pode ajudá-la a preservar sua saúde mental, porque quem convive com o alcoolismo também precisa de amparo e orientação para lidar com o ciclo de destruição sem se perder nele.


Perguntas frequentes

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