Perguntas do paciente (9)
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Por que o hiperfoco é frequentemente associado ao Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade
Por que o hiperfoco é frequentemente associado ao Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e Transtorno do espectro autista (TEA) e não ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ótima pergunta! O termo hiperfoco costuma ser usado para descrever uma alteração na função cognitiva da atenção. A atenção saudável envolve não só a capacidade de manter o foco, mas também de alterná-lo conforme a situação exige. Quando essa alternância está desregulada, a pessoa pode acabar ficando “presa” em um foco específico, o que traz prejuízos para a adaptação social e o funcionamento cotidiano.
Como essas alterações nas funções cognitivas geralmente têm origem precoce, ou seja, são características do neurodesenvolvimento, o hiperfoco acaba sendo mais frequentemente associado a transtornos como o TDAH e o TEA, que são do neurodesenvolvimento.
No entanto, é importante lembrar que no TOC também podem ocorrer dificuldades parecidas. Pensamentos intrusivos e obsessões podem gerar um tipo de concentração intensa e repetitiva, que se assemelha ao hiperfoco. A diferença principal é que, no TOC, o que está mais comprometido é o processo do pensamento em si, e a atenção é afetada de forma secundária.
Por isso, o diagnóstico diferencial pode ser desafiador, e precisa ser feito a partir de uma boa anamnese e da compreensão cuidadosa do funcionamento do indivíduo.
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Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline (TPB) tem hiperfoco?
Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline (TPB) tem hiperfoco?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende do que você considerar hiperfoco.
O transtorno de personalidade borderline (TPB) não é caracterizado por alterações na função cognitiva de atenção (tecnicamente associadas à hipertenacidade), mas sim por alterações no afeto e no humor. O que pode acontecer é que as alterações dessas funções em indivíduos com TPB tenham impactos secundários que se assemelhem a manifestação clínica do hiperfoco, que pode ser em pessoas, acontecimentos, lugares, etc.
Por exemplo, um sintoma muito característico do TPB é a oscilação entre extremos de valorização e desvalorização de pessoas e relacionamentos que, na fase de valorização, pode ser confundido de certo modo com hiperfoco, mesmo não se tratando de uma alteração primária da atenção.
Com isso podemos dizer que, de certa forma, indivíduos com TPB podem ter comportamento correlato com o que se conhece popularmente como hiperfoco, ainda que não apresentem alterações primárias nas funções executivas relacionadas a atenção.
Isso ressalta a importância da correta avaliação clínica do caso como respaldo para a tomada de decisão mais eficaz e assertiva na condução do tratamento.
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Quais são os protocolos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para ansiedade?
Quais são os protocolos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os protocolos da TCC para ansiedade seguem uma estrutura relativamente semelhante, embora cada transtorno ansioso tenha suas especificidades. De modo geral, a terapia parte da ideia de que a ansiedade está ligada a padrões de pensamento distorcidos e a comportamentos de evitação que acabam mantendo o medo e o desconforto.
Por isso, os protocolos costumam incluir etapas como:
Psicoeducação, ajudando o paciente a entender o que é a ansiedade e como ela funciona no corpo e na mente;
Identificação de pensamentos automáticos e crenças disfuncionais, que alimentam a preocupação ou o medo;
Reestruturação cognitiva, que é o processo de questionar e reformular essas interpretações distorcidas;
Exposição gradual a situações temidas, para reduzir a evitação e permitir que a pessoa aprenda a lidar com o desconforto de forma mais saudável;
Treino de habilidades, como relaxamento, respiração, atenção plena e solução de problemas;
E, por fim, prevenção de recaídas, revisando aprendizados e estratégias para manter os progressos.
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A disfunção executiva pode ser um sintoma de ansiedade ?
A disfunção executiva pode ser um sintoma de ansiedade ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim! Quando a disfunção executiva ocorre durante o curso de sintomas ansiosos moderados ou graves pode-se cogitar a hipótese de causalidade ou associação. Dificuldades de concentração ou sensação de brancos na mente estão, inclusive, entre os critérios diagnósticos do DSM para o diagnóstico do transtorno de ansiedade generalizada. No entanto, é necessária a avaliação de um profissional capacitado para realização do diagnóstico diferencial.
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Como consigo controlar a minha ansiedade? .
Como consigo controlar a minha ansiedade? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O manejo da ansiedade passa por descobrir as causas e as características dos sintomas presentes. Na terapia cognitivo-comportamental realizamos uma investigação para identificar pensamentos disfuncionais que possam estar causando respostas emocionais excessivas, como a ansiedade. O manejo de tais pensamentos pode produzir o alívio dos sintomas.
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Quais os sinais característicos do transtorno de ansiedade?
Quais os sinais característicos do transtorno de ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Existem diversos tipos de transtorno de ansiedade: social, generalizada, de separação, entre outros. O critério diagnóstico "primário", que permeia todas essas condições, é a preocupação excessiva que produz a experiência da ansiedade antecipatória, normalmente de uma ameaça irreal ou imaginada que pode ter diferentes naturezas. A natureza dessa preocupação pode diferenciar o tipo de transtorno de ansiedade. Para ser diagnosticado qualquer transtorno de ansiedade, devem ser cumpridos todos os critérios necessários que, associados, caracterizam a manifestação deste transtorno, conforme o manual diagnóstico e estatístico em vigência. Além do critério "primário", existem uma série de critérios "secundários" que normalmente ocorrem em decorrência desse primeiro sintoma/critério, como por exemplo a evitação, no transtorno de ansiedade social; a irritabilidade, a inquietação e o cansaço, no transtorno de ansiedade generalizada.
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. Como diferenciar o medo normal da morte do transtorno de ansiedade por doenças?
. Como diferenciar o medo normal da morte do transtorno de ansiedade por doenças?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando falamos sobre identificação de sintomas, o critério normalmente utilizado é sofrimento e prejuízo. Quando algo passa a produzir um ou ambos, de forma persistente e pervasiva, considera-se que tenha se tornado patológico, diferenciando da manifestação "normal".
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Oi! acontece que eu tenho medo de ventos e seus assobios, as janelas batendo com ele e as árvores ba
Oi! acontece que eu tenho medo de ventos e seus assobios, as janelas batendo com ele e as árvores balançando, tenho isso desde pequena. Uma vez eu estava tão desesperada que acabei empurrando a janela no meio da tempestade e ela caiu do segundo andar onde eu moravakkkk.
Isso não pode ser trauma pois na situação ocorrida eu estava desesperada. Também odeio o barulho da lava-roupas batendo. Eu posso ter sinais de autismo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É difícil dizer qualquer coisa sem uma avaliação mais aprofundada. Normalmente nos referimos a trauma como uma lembrança recorrente que produz sofrimento atual pela simples evocação, não sendo necessário um estímulo externo que a produza, o que é diferente de uma fobia, por exemplo, onde existe um estímulo ou ameaça temida que produza a ansiedade. O seu caso parece mais com uma fobia específica, mas precisa ser melhor investigado. Sobre o barulho da lava-roupas, hipersensibilidade sensorial é sim uma característica do Transtorno do Espectro Autista, mas precisa ser adequadamente investigado e que exista uma série de outros sintomas associados para se cogitar a hipótese diagnóstica. Sugiro uma avaliação.
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Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.
Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando se fala em transtornos de humor é preciso ter cautela ao usar termos como "cura". Infelizmente nenhum tratamento conhecido é capaz de prometer esse desfecho. O que os tratamentos usuais visam, tanto psicofarmacológico, quanto psicoterápico, é a estabilização e remissão dos sintomas, além de um trabalho de prevenção de recaída (nova acentuação dos sintomas) para que o indivíduo recupere sua funcionalidade e tenha qualidade de vida. No entanto, principalmente para quem já teve algum episódio de humor de moderado a grave, são necessárias práticas de autocuidado consciente e autovigilância contínuas, o que em muitos casos é suficiente para que episódios não sejam mais recorrentes. É recomendada a busca por um profissional de confiança que possa ter conhecimento do histórico clínico e que possa estar à disposição para um processo terapêutico completo que contemple as etapas citadas anteriormente.
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Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…