Perguntas do paciente (7)

  • Uma dúvida sobre a camisinha e hiv, eu posso contrair hiv mesmo com a utilização do preservativo? E

    Uma dúvida sobre a camisinha e hiv, eu posso contrair hiv mesmo com a utilização do preservativo? E se eu posso como isso acontece?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Takahara

    Sim, apesar do risco ser muito baixo se for utilizado corretamente, é possível contrair HIV mesmo usando preservativo. As falhas mais comuns incluem rompimento, deslizamento ou uso inadequado, como não colocá-lo desde o início da relação ou uso de materiais alternativos. Preservativos feitos de materiais como "pele de cordeiro" não protegem contra o HIV, uma vez que há "pequenos poros" que permitem a passagem do vírus. Apesar disso, os preservativos de látex reduzem o risco de transmissão em até 91% e são uma das principais formas de prevenção, junto com outras estratégias, como testagem regular para todas pessoas sexualmente ativas, uso de PrEP, além do tratamento adequado levando a uma supressão virológica nas pessoas que vivem com HIV. Vale sempre lembrar que uma pessoa que vive com HIV que esteja com uma carga viral indetectável tem zero chances de transmitir HIV por via sexual para seus parceiros.


  • Quando se há sexo oral sem ejaculação, sem proteção e sem feridas visíveis na boca, há risco de adqu

    Quando se há sexo oral sem ejaculação, sem proteção e sem feridas visíveis na boca, há risco de adquirir hiv?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Takahara

    A transmissão do vírus da imunodeficiência humana (HIV) por práticas sexuais orais é substancialmente menor do que por relações vaginais ou anais, mas ainda pode ocorrer sob certas circunstâncias. Sabe-se que a saliva contém fatores antivirais que podem reduzir a infectividade do HIV, mas não eliminam completamente o risco. Fatores que podem aumentar o risco incluem a presença de alta carga viral no parceiro infectado, a presença de outras infecções sexualmente transmissíveis concomitantes, ou lesões e inflamações na mucosa oral que podem facilitar a entrada do vírus.
    Portanto, embora o risco seja baixo, ele não é inexistente e recomenda-se associação com outras medidas de proteção, como: realização de exames regulares para todas pessoas sexualmente ativas, uso de PrEP, tratamento regular de pessoas que vivem com HIV e o uso de preservativos ou barreiras de látex. Todas essas estratégias podem ser associadas para te ajudar a reduzir ainda mais esse risco.


  • Sífilis VDRL 1/64 pode ser tratado com doxiclina ? Qual a chance de dar certo ?

    Sífilis VDRL 1/64 pode ser tratado com doxiclina ? Qual a chance de dar certo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Takahara

    A doxiciclina pode ser usada como alternativa à penicilina no tratamento da sífilis, com uma taxa de resposta de cerca de 79,2% após 12 meses. Apesar disso, a penicilina continua sendo o tratamento principal, pois oferece melhores resultados. Caso seja optado por tratar uma infecção por sífilis com doxiciclina é necessário a realização de um acompanhamento clínico e sorológico mais rigoroso junto ao seu médico infectologista.
    Vale lembrar que a doxiciclina é um medicamento contraindicado durante a gestação porque pode causar má-formações no bebê. Se uma gestante alérgica à penicilina tiver sífilis, é necessário realizar a dessensibilização para que ela possa receber a penicilina G, que é o tratamento mais seguro e eficaz.


  • Fiz o teste rápido de hiv no (Coa), resultado deu negativo ,minha exposição foi a mais de 6 meses an

    Fiz o teste rápido de hiv no (Coa), resultado deu negativo ,minha exposição foi a mais de 6 meses antes do teste ,o resultado é confiável ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Takahara

    Os testes rápidos de HIV são amplamente utilizados devido à sua conveniência e rapidez nos resultados. A sensibilidade dos testes rápidos pode ser tão alta quanto 99,5%. Após seis meses de exposição ao HIV, a maioria dos indivíduos infectados já terão desenvolvido anticorpos detectáveis, tornando os testes rápidos bastante confiáveis, mas existem algumas considerações importantes a serem feitas. Algumas situações podem atrasar a soroconversão, como o uso de profilaxia pré-exposição (PrEP), realização de tratamento antirretroviral precoce ou presença de uma carga viral muito baixa, resultando em testes rápidos não reativos mesmo em indivíduos infectados.
    Portanto, embora os testes rápidos sejam uma ferramenta valiosa para o diagnóstico do HIV, é crucial confirmar resultados negativos em casos de alta suspeita de infecção recente ou em indivíduos sob PrEP ou tratamento antirretroviral, utilizando testes laboratoriais mais sensíveis, como os ensaios de combinação de antígeno/anticorpo ou testes moleculares.


  • A catapora pode voltar depois de dias? tive catapora há cerca de 30 dias e agora começaram a aparece

    A catapora pode voltar depois de dias? tive catapora há cerca de 30 dias e agora começaram a aparecer bolinhas pequenas semelhantes a foliculite no meu corpo, elas não coçam e não crescem, com alguns dias se transformam em uma mancha escura.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Takahara

    A recorrência de varicela em 30 dias é muito rara, principalmente em pessoas com boa imunidade. Normalmente, após a catapora, o vírus fica "adormecido" nos nervos e só reaparece como herpes zoster (cobreiro), não como uma nova infecção.
    Os sintomas descritos, como pequenas lesões que parecem foliculite e não coçam, não são típicos de catapora ou herpes zoster. Esses quadros geralmente apresentam bolhas que coçam (catapora) ou erupções dolorosas seguindo uma área do corpo (herpes zoster).
    Pode ser outro problema de pele, como foliculite. Se houver dúvida, exames específicos para o vírus e uma avaliação com um médico infectologista podem ajudar a esclarecer o diagnóstico e orientar o tratamento mais adequado.


  • Faço uso da PrEP diária e estava com episódio de diarreia por uns 4 dias (por causa da RCU). Não sab

    Faço uso da PrEP diária e estava com episódio de diarreia por uns 4 dias (por causa da RCU). Não sabia que a diarreia pode interferir na absorção da PrEP (li isso na internet). Esses 4 dias podem ter comprometido a eficácia do ARV e correr o risco de adquirir o HIV se houve uma exposição nesse intervalo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Takahara

    Sim, episódios de diarreia por causa da colite ulcerativa podem reduzir a eficácia da PrEP para prevenir o HIV. Isso acontece porque problemas no intestino podem dificultar a absorção dos medicamentos, diminuindo os níveis deles no sangue, mesmo que a pessoa tome as doses corretamente.
    Para quem tem diarreia prolongada devido à colite ulcerativa, pode ser necessário ajustar a dose da PrEP ou pensar em alternativas que vão te auxiliar na prevenção contra o HIV e garantir uma adequada proteção. É muito importante acompanhar de perto esses casos junto ao seu médico infectologista para avaliar a necessidade de mudanças e auxilio no desenvolvimento de estratégias que otimizem seu auto cuidado e saúde sexual.


  • Tomei a pep por 30 dias, mas dentro desses 30 dias eu acabei me esquecendo de tomar 1 dose. 12 dias

    Tomei a pep por 30 dias, mas dentro desses 30 dias eu acabei me esquecendo de tomar 1 dose. 12 dias após terminar o tratamento fiz um exame de 4• geração, o exame deu negativo. Devo confiar nesse exame?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Takahara

    Fazer um teste de HIV de quarta geração 12 dias após terminar a PEP não é suficiente para descartar totalmente a infecção, especialmente se houve um esquecimento de dose durante o tratamento. A PEP pode atrasar a detecção do vírus, e o teste pode não identificar a infecção imediatamente.
    Os testes de quarta geração são mais rápidos em detectar o HIV, mas a janela de detecção completa pode levar até 42 dias após a exposição. Por isso, é importante repetir o teste 4 a 6 semanas, 3 meses e, em alguns casos, até 6 meses após a exposição inicial, como recomendam as diretrizes.
    Um resultado negativo nesse momento é um bom sinal, mas é fundamental seguir o cronograma de testes para confirmar o diagnóstico.


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