Perguntas do paciente (3)
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O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?
O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma ótima pergunta.
O objetivo da psicoterapia não é “mudar” a forma de pensar do paciente de maneira impositiva, como se o terapeuta soubesse o que é certo e o paciente precisasse ser corrigido. Não se trata de convencer ou moldar alguém.
O que buscamos é transformação — e ela acontece a partir do vínculo terapêutico. É na relação de confiança, respeito e escuta genuína que a pessoa começa a se perceber com mais clareza. A isso chamamos de autoanálise: desenvolver a capacidade de observar os próprios pensamentos, emoções e padrões com mais consciência.
A psicologia inspira o pensamento no sentido de ampliá-lo. Muitas vezes ficamos presos a narrativas internas rígidas, autocríticas ou repetitivas. Na terapia, criamos espaço para questionar, flexibilizar e compreender essas construções. A mudança, quando acontece, é consequência de uma compreensão mais profunda — não de imposição.
Também trabalhamos muito com a ideia de que não somos uma coisa só. Temos “partes internas”:
uma parte crítica,
uma parte insegura,
uma parte forte,
uma parte que quer agradar,
uma parte que quer se proteger…
Em vez de lutar contra essas partes, aprendemos a escutá-las. Quando entendemos a função de cada uma e damos espaço para que sejam acolhidas, começamos a dialogar melhor com nossa própria mente. Esse diálogo interno mais consciente e compassivo naturalmente transforma a forma como pensamos e sentimos.
Então, não é sobre mudar a pessoa. É sobre ajudá-la a se compreender de forma mais integrada — e, a partir daí, pensar, sentir e agir com mais liberdade.
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Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse
Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite!
Primeiro, é importante dizer que o que você está sentindo merece atenção e cuidado. Muitas vezes, ansiedade e estresse se confundem mesmo — ambos podem gerar sintomas físicos (taquicardia, tensão muscular, dificuldade para dormir), pensamentos acelerados e sensação de sobrecarga.
Na Gestalt-terapia, compreendemos a ansiedade como uma experiência que surge quando há um descompasso entre o que estamos vivendo no presente e aquilo que antecipamos sobre o futuro. Como traz Enio Brito, a ansiedade está muito ligada a essa tentativa de controlar ou prever o que ainda não aconteceu, afastando a pessoa do contato com o aqui e agora.
Já o estresse costuma estar mais relacionado a situações concretas e atuais de sobrecarga — trabalho, responsabilidades, mudanças de vida — e pode se tornar crônico quando não há espaço para elaboração e autorregulação.
Para fazer uma avaliação adequada, o ideal é iniciar um processo de escuta clínica. Nas primeiras sessões, investigamos juntos:
Quando os sintomas começaram
Em quais situações aparecem
Como seu corpo reage
Quais pensamentos e emoções estão associados
Como isso impacta sua rotina e seus relacionamentos
A partir dessa compreensão, conseguimos diferenciar melhor o quadro e pensar no cuidado mais adequado.
Se você desejar, podemos agendar uma primeira consulta para realizar essa avaliação com calma e profundidade. Estou à disposição.
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Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin
Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por tudo o que você viveu nos últimos meses. Passar por uma crise de ansiedade e, logo depois, enfrentar uma tentativa de suicídio de alguém tão próximo é uma experiência extremamente impactante. Mesmo quando conseguimos “dar conta” no momento, o corpo e as emoções podem reagir depois — e essa queda de ânimo, tristeza e confusão fazem sentido diante do que aconteceu.
A medicação, como a Sertralina e o Rivotril, costuma atuar principalmente nos sintomas: ajuda a regular o humor, diminuir a intensidade da ansiedade, melhorar o sono. Isso é muito importante. Porém, o remédio não elabora a experiência vivida, não organiza os sentimentos nem constrói significado para o que foi tão forte emocionalmente.
A terapia entra justamente nesse lugar. Na Gestalt-terapia, entendemos que o sofrimento precisa de espaço de contato e de relação. O processo terapêutico funciona como uma espécie de “incubadora relacional”: um espaço seguro, humano e consistente, onde você não precisa dar conta sozinha. É na relação com o outro — na escuta, na presença e no caminhar junto — que as experiências podem ser digeridas emocionalmente.
Também é muito compreensível você estar desanimada para começar terapia, especialmente após experiências anteriores que não foram boas. A relação terapêutica é central: quando não há vínculo, o processo realmente não flui. Por isso, às vezes vale se permitir ao menos uma conversa inicial, para sentir se há acolhimento, respeito e sintonia.
O fato de a medicação não estar ajudando como antes pode ser um sinal de que existe algo que precisa ser elaborado, não apenas controlado. Você não precisa decidir tudo agora — mas talvez possa começar dando um pequeno passo: uma primeira conversa, sem compromisso de continuidade, apenas para sentir.
Você não precisa atravessar isso sozinha.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…