Perguntas do paciente (47)

  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Pelo que você relata, a depressão está causando um prejuízo importante na sua rotina, no autocuidado e na sua autonomia, por isso é importante intensificar o acompanhamento profissional.

    A internação psiquiátrica pode ser indicada em alguns casos, mas essa decisão depende de uma avaliação individualizada da gravidade dos sintomas e das suas necessidades atuais.

    Como você já é acompanhada pelo CAPS e utiliza medicação, converse com a equipe sobre a dificuldade que está enfrentando. Pode ser necessário **reavaliar o tratamento medicamentoso, aumentar a frequência do acompanhamento e associar psicoterapia**.

    Na TCC, por exemplo, trabalhamos com estratégias como a ativação comportamental, ajudando a pessoa a retomar gradualmente atividades básicas, rotina e autonomia. Não é preciso esperar ter motivação para começar. Muitas vezes, pequenas ações planejadas fazem parte do próprio processo de recuperação.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Na TCC, baixa autoestima, ansiedade social e depressão podem ser trabalhadas de forma integrada, porque muitas vezes pensamentos, emoções e comportamentos de um problema acabam mantendo os outros.

    Por exemplo, pensamentos como “não sou interessante” ou “vão me julgar” podem aumentar a ansiedade social e levar ao isolamento. Quanto mais a pessoa evita situações e se afasta de atividades importantes, maior pode ser a sensação de incapacidade e pior o humor.

    A TCC ajuda a identificar e flexibilizar esses padrões de pensamento, reduzir comportamentos de evitação, retomar gradualmente atividades e relações e desenvolver habilidades sociais e estratégias de enfrentamento.

    O tratamento é individualizado e começa por uma avaliação clínica, que permite entender como esses sintomas se relacionam em cada pessoa e quais intervenções devem ser priorizadas.


  • Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e c

    Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Na TCC, a depressão é trabalhada considerando a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. Para sintomas como anedonia, falta de energia e motivação, uma estratégia importante é a ativação comportamental, com retomada gradual de atividades que proporcionem prazer, senso de realização e conexão com a vida.

    Ao mesmo tempo, são identificados e trabalhados pensamentos automáticos e crenças disfuncionais, como “não sou capaz” ou “nada vai dar certo”. As crenças centrais e intermediárias são avaliadas e flexibilizadas por meio de técnicas cognitivas e experiências práticas.

    O tratamento é individualizado e, dependendo da intensidade da depressão, pode ser importante associar a psicoterapia ao acompanhamento psiquiátrico.


  • Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou

    Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Na TCC, a ansiedade social é tratada trabalhando o ciclo entre medo de avaliação negativa, pensamentos ansiosos e evitação. Quando você deixa de ir à escola, festas ou outros encontros, sente alívio naquele momento, mas o cérebro acaba aprendendo que essas situações realmente precisam ser evitadas, mantendo a ansiedade.

    O tratamento costuma envolver exposição gradual às situações temidas, redução de comportamentos de segurança, desenvolvimento de habilidades sociais quando necessário e trabalho com pensamentos e crenças como “vou ser rejeitado”, “estão me julgando” ou “preciso agradar”.

    Como você está há três anos sem frequentar a escola e a medicação não trouxe a melhora esperada, existe um prejuízo importante no seu funcionamento. É fundamental retornar ao psiquiatra para reavaliar o tratamento e procurar novamente um psicólogo com experiência específica em TCC para transtorno de ansiedade social. Não altere ou interrompa a sertralina por conta própria


  • A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá

    A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Um dos objetivos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é justamente tornar o paciente cada vez mais capaz de reconhecer e modificar seus próprios padrões de pensamento.

    Durante a terapia, o psicólogo ensina a identificar pensamentos automáticos, crenças intermediárias e crenças centrais, avaliar as evidências que sustentam essas interpretações e construir formas mais flexíveis e realistas de pensar e agir.

    Com a prática, essas habilidades são incorporadas pelo paciente. Chamamos isso de tornar-se o próprio terapeuta, um princípio importante da TCC. Isso não significa que a pessoa nunca mais precisará de ajuda, mas que passa a ter recursos para lidar com muitas dificuldades com maior autonomia.


  • Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid

    Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Na TCC, pensamentos como “preciso agradar todo mundo” e “se eu desagradar, ninguém vai gostar de mim” são investigados para entender como foram construídos e como influenciam suas emoções e comportamentos atualmente.

    O tratamento ajuda a questionar e flexibilizar essas crenças, desenvolver assertividade e aprender a tolerar melhor críticas, rejeição e desaprovação. Também são utilizados experimentos comportamentais e exposições graduais, permitindo que a pessoa teste, na prática, se aquilo que teme realmente acontece.

    O objetivo não é deixar de se importar com a opinião dos outros, mas fazer com que o medo do julgamento deixe de determinar suas escolhas. Como você já percebe prejuízos na vida pessoal e nos esportes, a psicoterapia com um profissional capacitado em TCC é indicada.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Ter esses pensamentos não significa, por si só, que você esteja traindo seu parceiro. É possível estar comprometida com uma relação e ainda se preocupar com a forma como outras pessoas nos enxergam.

    O que chama atenção no seu relato é a culpa intensa e a necessidade de analisar o significado desses pensamentos. Isso pode estar relacionado à ansiedade, insegurança, necessidade de aprovação ou outros padrões psicológicos. O TOC também pode envolver dúvidas persistentes e busca de certeza sobre relacionamentos e questões morais, mas não é possível concluir um diagnóstico apenas por esse comportamento.

    Na TCC, trabalhamos justamente a relação entre pensamentos, interpretações, culpa e comportamentos. Se essas dúvidas são frequentes, geram sofrimento ou fazem você ficar constantemente verificando suas intenções, vale buscar uma avaliação com psicólogo para compreender melhor o que está acontecendo.


  • como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Quando o consumo de pornografia se torna difícil de controlar e começa a trazer prejuízos à vida afetiva, sexual, profissional ou emocional, é importante olhar para ele como um comportamento que pode estar sendo mantido por um ciclo de recompensa e alívio imediato.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, o tratamento pode envolver identificar os gatilhos que antecedem o consumo, como ansiedade, solidão, tédio ou estresse, reduzir situações que facilitam o acesso, desenvolver outras formas de lidar com essas emoções e trabalhar gradualmente o controle dos impulsos e a prevenção de recaídas.

    Se você já tentou parar sozinho (a) e não consegue, ou percebe perda de controle e prejuízos importantes, procure um psicólogo para uma avaliação individualizada. O objetivo não é simplesmente proibir o comportamento, mas compreender o que o mantém e desenvolver estratégias para recuperar o controle sobre suas escolhas.


  • Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um

    Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um número bem grande um números que leva vários minutos pra terminar? Isso faz mesmo diminuir ondas Rápidas e descer pra Alfa Profundo???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Não exatamente. Contar números mentalmente não garante que o cérebro passe de ondas mais rápidas para um estado de “alfa profundo”. As ondas cerebrais variam naturalmente conforme atenção, relaxamento, sono e outras condições, e essa mudança só pode ser medida adequadamente por exames como o EEG.

    O que pode acontecer é que uma tarefa repetitiva e simples, como contar lentamente, direcione a atenção para algo neutro e diminua a preocupação ou a agitação mental, favorecendo relaxamento. Não é necessário contar números muito grandes ou durante vários minutos para obter esse efeito.

    Se o objetivo é reduzir ansiedade, técnicas como respiração lenta, relaxamento muscular e mindfulness possuem melhor respaldo científico e podem ser aprendidas com orientação profissional.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Aos 3 anos, a criança ainda tem uma compreensão limitada sobre a morte, mas não é necessário esperar uma idade específica para abordar o assunto. O mais importante é que isso aconteça de forma simples, verdadeira e adequada à capacidade dela de compreender.

    Você pode explicar quem era o pai biológico e que ele morreu, usando palavras concretas e evitando expressões como “foi dormir” ou “foi embora”, que podem gerar confusão ou medo.

    As perguntas provavelmente aparecerão aos poucos e poderão se repetir conforme ela crescer. O ideal é responder apenas ao que ela perguntar, com naturalidade e sem excesso de informações. A existência de um vínculo afetivo com o padrasto não impede que ela conheça sua própria história.

    Se houver dúvidas sobre como conduzir esse processo ou se a criança apresentar sofrimento importante, um psicólogo infantil pode orientar a família.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    É natural que os sentimentos mudem ao longo de um relacionamento. A intensidade e a novidade do início geralmente diminuem com o tempo, e isso não significa necessariamente que o amor acabou.

    Ansiedade, rotina, estresse e até a cobrança para “sentir como antes” podem aumentar ainda mais essas dúvidas. Tentar verificar o tempo todo se você ainda ama seu parceiro também pode alimentar a ansiedade.

    A psicoterapia pode ajudar você a compreender melhor o que está sentindo, o que mudou na relação e o que essas dúvidas significam para você, sem precisar tomar decisões precipitadas.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Ser uma pessoa mais quieta ou tímida não significa ter um transtorno de ansiedade social. O diagnóstico envolve medo ou ansiedade intensos diante de situações sociais, geralmente acompanhados de evitação e prejuízo significativo na vida.

    Pelo seu relato, existe um dado muito importante: você permaneceu no trabalho, enfrentou situações que antes eram difíceis e percebe que sua ansiedade diminuiu. Isso também é evolução, mesmo que outras pessoas continuem considerando você uma pessoa mais reservada.

    Na TCC, melhorar da ansiedade social não significa necessariamente deixar de sentir ansiedade, tornar-se extrovertida ou nunca mais se incomodar com comentários. Significa conseguir participar das situações, se comunicar e fazer escolhas apesar do desconforto, sem deixar que o medo determine sua vida.

    A sensação de não pertencimento e a cobrança diante da opinião dos outros também podem ser trabalhadas em psicoterapia. Se ainda causam sofrimento ou limitam sua vida, vale procurar um psicólogo para uma avaliação adequada.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Sim, pesquisas excessivas sobre sintomas podem aumentar a ansiedade. Na TCC, entendemos que esse comportamento pode criar um ciclo: você sente medo, pesquisa para tentar encontrar segurança, encontra novas informações preocupantes, fica mais atento aos sintomas e sente ainda mais medo.

    Para começar a interromper esse ciclo, evite novas pesquisas sobre sintomas e tente não ficar checando constantemente como está se sentindo. Como você já está evitando sair sozinho, é importante também retomar essas atividades gradualmente, de preferência com orientação profissional, para que a evitação não fortaleça ainda mais o medo.

    Como há depressão e um prejuízo importante na sua rotina, mantenha o acompanhamento com o psiquiatra que prescreveu a medicação e busque um psicólogo. Se a terapia online não funciona para você, procure atendimento presencial. A TCC pode ajudar justamente a trabalhar esses pensamentos, o medo das crises e a retomada da sua autonomia.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Sim, esse padrão de pesquisar sintomas pode atrapalhar o quadro, principalmente quando ele passa a funcionar como uma tentativa de reduzir a ansiedade no curto prazo, mas acaba mantendo e ampliando o medo no longo prazo.

    Pela perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, o que costuma acontecer é um ciclo: você sente desconforto, busca informações para se acalmar, interpreta os sintomas de forma mais ameaçadora e, com isso, aumenta a ansiedade e a evitação (como deixar de sair de casa). Esse processo reforça a sensação de perigo e mantém as crises.

    Alguns pontos importantes:

    • Pesquisar excessivamente tende a aumentar a hipervigilância, fazendo você prestar ainda mais atenção aos sinais do corpo;
    • Evitar sair de casa mantém o medo ativo, porque você não tem a oportunidade de testar que consegue lidar com a situação;
    • O efeito da medicação pode levar algumas semanas, e o acompanhamento psiquiátrico é importante para avaliar resposta e ajustes.

    A psicoterapia, especialmente a TCC, pode ajudar muito nesse caso. Trabalhamos para:
    - reduzir comportamentos de checagem (como pesquisas repetitivas);
    - reavaliar interpretações catastróficas;
    - desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade;
    - retomar a exposição gradual a situações sociais, de forma segura e estruturada.

    Ou seja, sim, a terapia pode ser um recurso central para quebrar esse ciclo e ajudar você a recuperar autonomia aos poucos.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Essa dificuldade de foco tem sido muito comum nos últimos anos. Mudanças de rotina, aumento do uso de telas e exposição constante a estímulos rápidos acabam “treinando” o cérebro para buscar recompensas imediatas, o que torna atividades como leitura mais difíceis de sustentar.

    Pela perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, não é falta de capacidade, mas um padrão de atenção condicionado que pode ser reeducado.

    Algumas estratégias práticas:

    - Reduza estímulos concorrentes: estudar longe do celular ou usar aplicativos que bloqueiem redes sociais durante períodos definidos;
    - Trabalhe com blocos curtos de foco: começar com 15 a 20 minutos de leitura, com pausas programadas, ajuda a reconstruir a tolerância;
    - Ajuste expectativas: no início, a leitura pode parecer mais difícil mesmo. Persistência gradual é mais eficaz do que tentar voltar ao ritmo antigo de uma vez;
    - Treine atenção de forma ativa: fazer pequenas anotações ou resumir o que leu ajuda a manter o engajamento;
    - Observe o impulso de “instagramar” sem agir imediatamente: esse intervalo já começa a enfraquecer o hábito automático.

    Se isso está impactando sua vida acadêmica de forma significativa, vale uma avaliação com psicólogo para investigar possíveis fatores associados, como ansiedade, desorganização da rotina ou até questões atencionais mais específicas. A terapia ajuda a estruturar estratégias personalizadas e sustentáveis para recuperar o foco.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Os sintomas que você descreve, como choro frequente, perda de interesse e prazer, falta de energia, isolamento, sensação de vazio, dificuldade de concentração e pensamentos negativos sobre si e seus relacionamentos, podem estar presentes em um quadro depressivo. Ansiedade intensa também pode causar dificuldades de atenção e memória.

    Porém, não é possível confirmar um diagnóstico apenas por esses sintomas ou por uma resposta na internet. Como isso já dura cerca de dois meses e está trazendo prejuízos importantes na escola, nos relacionamentos e na sua rotina, é fundamental conversar com um responsável de confiança e buscar uma avaliação com psicólogo e/ou psiquiatra. Existem tratamentos eficazes, e quanto antes você receber uma avaliação adequada, melhor.


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Olá! É possível sentir atração ou desenvolver sentimentos pela psicóloga, e isso não é incomum dentro de uma relação terapêutica. Na psicologia, chamamos de transferência quando sentimentos, expectativas e padrões de outras relações importantes aparecem na relação com o terapeuta.

    Mas transferência e interesse amoroso não são necessariamente coisas opostas. Um sentimento pode ser genuinamente percebido como atração e, ao mesmo tempo, estar relacionado à dinâmica terapêutica.

    O mais indicado é conversar sobre isso com sua psicóloga. Esse conteúdo pode ser trabalhado em sessão sem julgamento e trazer informações importantes sobre suas necessidades afetivas e seus padrões de relacionamento. Cabe ao profissional manter os limites éticos da relação terapêutica.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    O que você descreve merece cuidado profissional. Chorar, sentir medo, ter crises de pânico, imagens e lembranças dos abusos diante da intimidade podem estar relacionados a respostas traumáticas. Isso não significa que você seja “defeituosa”.

    Não se force a manter relações íntimas quando perceber medo ou sofrimento. Também é importante evitar usar álcool para conseguir enfrentar essas situações, pois ele pode aumentar sua vulnerabilidade e piorar as crises.

    Procure um psicólogo com experiência no tratamento de trauma e violência sexual. Uma avaliação cuidadosa poderá identificar o que está acontecendo e indicar um tratamento baseado em evidências, trabalhando as memórias traumáticas, os gatilhos e a sensação de segurança de forma gradual. Dependendo da intensidade dos sintomas, uma avaliação psiquiátrica também pode ser indicada.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    Essa dúvida é mais comum do que parece, e é importante diferenciar: não se sentir conectada com a gestação não é, por si só, rejeição ao bebê.

    Durante a gravidez, há mudanças hormonais, emocionais e práticas muito intensas. É possível sentir ambivalência, estranhamento, medo ou até distância afetiva, especialmente quando a gestação não foi planejada ou vem acompanhada de preocupações.

    Alguns pontos que ajudam a observar:

    - Dificuldade de se imaginar como mãe ou de se vincular à ideia do bebê pode fazer parte do processo de adaptação;
    - Pensamentos de rejeição persistentes, com sofrimento intenso, culpa ou vontade de se afastar da gestação merecem mais atenção;
    - Evitação constante de tudo que envolve o bebê (consultas, preparo, conversas) pode indicar maior dificuldade emocional;
    - Sintomas de ansiedade ou depressão durante a gestação também podem impactar esse vínculo.

    Pela perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, olhamos para os pensamentos e emoções envolvidos, sem julgamento, entendendo o contexto e ajudando a construir uma relação mais possível com esse momento.

    Se isso está te gerando dúvida, culpa ou sofrimento, o mais indicado é buscar acompanhamento psicológico. Esse espaço permite elaborar o que você está sentindo e diferenciar o que é parte de um processo natural de adaptação e o que precisa de cuidado mais próximo.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gislaine Lobo

    A sensação de que a depressão “fica à espreita” tem relação com a forma como o cérebro aprende a responder ao estresse. Após um episódio depressivo, existe uma maior vulnerabilidade, ou seja, o sistema emocional pode reagir com mais facilidade diante de perdas, frustrações ou períodos difíceis.

    Pela perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, alguns fatores explicam isso:

    - Reativação de padrões de pensamento: crenças negativas sobre si, o mundo e o futuro podem ser “ativadas” novamente em momentos de estresse;
    - Memória emocional: o cérebro tende a acessar mais rapidamente estados já vividos, como tristeza intensa ou desesperança;
    - Redução de comportamentos protetores: em fases difíceis, é comum abandonar rotina, sono, atividades prazerosas e vínculos, o que favorece recaídas;
    - Maior sensibilidade ao estresse: depois de um episódio, o limiar para desregulação emocional pode ficar mais baixo.

    Isso não significa que a depressão vai voltar inevitavelmente, mas indica a importância de prevenção de recaídas. A psicoterapia ajuda a identificar sinais precoces, fortalecer estratégias de enfrentamento e manter hábitos que protegem o humor ao longo do tempo.

    Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem manter estabilidade e reconhecer rapidamente quando precisam ajustar o cuidado.


Perguntas frequentes

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