Perguntas do paciente (38)

  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Pelo seu relato, é possível perceber que você já evoluiu bastante. O fato de hoje conseguir interagir com mais tranquilidade demonstra um progresso importante. A recuperação da ansiedade social não significa deixar de ser uma pessoa mais reservada, mas sim que o medo e a insegurança deixam de limitar a sua vida. Os comentários das outras pessoas podem incomodar, especialmente quando há uma história de bullying, mas eles não definem quem você é nem anulam sua evolução. Se esse sofrimento ainda persiste, a psicoterapia pode ajudá-la a fortalecer a autoestima e desenvolver um sentimento maior de pertencimento.
    Fico à disposição caso deseje conversar mais profundamente sobre essa questão em consulta.
    Graciele Teixeira Ruurs
    Psicóloga – CRP 06/123117


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Sinto muito que esteja passando por esse momento. O que você descreve é mais comum do que parece: quando estamos ansiosos, a busca excessiva por informações pode aumentar ainda mais o medo e criar um ciclo difícil de interromper. A boa notícia é que esse ciclo pode ser quebrado. Além de manter o tratamento medicamentoso conforme orientação do seu médico, procure reduzir gradualmente as pesquisas sobre os sintomas e buscar ajuda psicológica. Se a terapia online não é possível neste momento, vale a pena procurar atendimento presencial ou até solicitar que alguém de confiança o acompanhe nas primeiras consultas. Com o tratamento adequado, é possível recuperar a qualidade de vida e voltar a fazer atividades que hoje parecem impossíveis.
    Fico à disposição para ajudá-lo nesse processo em consulta.
    Graciele Teixeira Ruurs
    Psicóloga – CRP 06/123117


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Sim, as pesquisas excessivas sobre sintomas podem aumentar a ansiedade e manter um ciclo de medo, principalmente quando a pessoa já está emocionalmente fragilizada. Isso não significa que o tratamento não esteja funcionando. O escitalopram costuma levar algumas semanas para apresentar seu efeito completo, por isso é importante manter o acompanhamento com o médico. A psicoterapia pode ser uma grande aliada para ajudá-lo a compreender esse ciclo, reduzir a necessidade de buscar informações constantemente e recuperar a confiança para retomar sua rotina de forma gradual e segura.
    Fico à disposição para ajudá-lo nesse processo em consulta.
    Graciele Teixeira Ruurs
    Psicóloga – CRP 06/123117


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Essa dificuldade de concentração tem sido muito frequente e pode estar relacionada a diversos fatores, como ansiedade, estresse, depressão, excesso de estímulos digitais e até alterações no sono. As redes sociais oferecem recompensas rápidas ao cérebro, tornando mais difícil manter a atenção em atividades que exigem esforço, como a leitura e os estudos. A boa notícia é que isso pode ser trabalhado. Com estratégias específicas e, quando necessário, psicoterapia, é possível recuperar gradualmente o foco, reorganizar a rotina e melhorar o rendimento acadêmico. Se os sintomas forem intensos ou persistentes, uma avaliação psicológica também pode ajudar a identificar as causas e definir o melhor caminho.
    Fico à disposição para ajudá-lo nesse processo em consulta.
    Graciele Teixeira Ruurs
    Psicóloga – CRP 06/123117


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Sinto muito que esteja passando por esse momento. Os sintomas que você descreve — tristeza intensa, choro frequente, dificuldade de concentração e memória, ansiedade, sensação de vazio, perda de interesse pelas atividades, insegurança nos relacionamentos e vontade de permanecer deitada — merecem uma avaliação cuidadosa. Eles podem estar relacionados à depressão, à ansiedade ou a outras condições, mas um diagnóstico só pode ser feito por um profissional após uma avaliação completa. Procure um psicólogo e também um psiquiatra para que possa receber o tratamento mais adequado. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a), e com o acompanhamento correto é possível recuperar a qualidade de vida.
    Fico à disposição para ajudá-lo(a) nesse processo em consulta.
    Graciele Teixeira Ruurs
    Psicóloga – CRP 06/123117


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Sim, isso que você está sentindo pode ser completamente normal. Depois de viver vários dias de convivência intensa, o cérebro e o coração se adaptam à presença da pessoa amada. Quando essa rotina é interrompida, é natural surgir uma sensação de vazio, tristeza e muita saudade, mesmo quando o relacionamento está saudável e não há insegurança ou conflitos. Isso não significa dependência emocional, mas pode refletir o quanto essa experiência foi significativa para você. Com o passar dos dias, essa sensação tende a diminuir e a rotina volta a se reorganizar. Se, porém, essa tristeza passar a ser muito intensa, frequente ou começar a prejudicar outras áreas da sua vida, vale a pena buscar acompanhamento psicológico para compreender melhor esses sentimentos.
    Fico à disposição para ajudá-la nesse processo em consulta.
    Graciele Teixeira Ruurs
    Psicóloga – CRP 06/123117


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Antes de tudo, quero dizer que sinto muito pelo que você viveu. Os abusos que sofreu na infância podem deixar marcas profundas, e o que acontece durante os momentos de intimidade não significa que haja algo de errado com você. Você não é "defeituosa". Seu corpo e sua mente podem estar reagindo a experiências traumáticas que ainda precisam ser elaboradas. A psicoterapia é um dos tratamentos mais importantes nesses casos e pode ajudá-la a ressignificar esses traumas, reduzir as crises e reconstruir a sensação de segurança. Também é importante evitar o uso de álcool, pois ele pode intensificar as lembranças e as crises de ansiedade. Você merece acolhimento e cuidado, e é possível recuperar a qualidade de vida com o acompanhamento adequado.
    Fico à disposição para ajudá-la nesse processo em consulta.
    Graciele Teixeira Ruurs
    Psicóloga – CRP 06/123117


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! O que você sente é mais comum do que imagina. O desejo de construir um relacionamento profundo e compartilhar a vida com alguém faz parte das necessidades humanas e não significa fraqueza ou falta de amor-próprio. Também não é preciso esperar que a vida esteja "perfeita" para se permitir viver um relacionamento. Muitas pessoas constroem a carreira, amadurecem e crescem ao lado de alguém. O mais importante é que essa busca não se transforme em uma medida do seu valor ou da sua felicidade. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender essas expectativas, fortalecer a autoestima e construir relações mais saudáveis, sem abrir mão de quem você é.
    Fico à disposição para ajudá-lo nesse processo em consulta.
    Graciele Teixeira Ruurs
    Psicóloga – CRP 06/123117


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Nem sempre a dificuldade em aceitar uma gravidez significa rejeição ao bebê. Muitas mulheres passam por um período de adaptação, especialmente quando a gestação não foi planejada ou desperta medos, dúvidas e mudanças importantes. Rejeitar a ideia da gravidez é diferente de rejeitar o bebê. Com o tempo, esses sentimentos podem se transformar à medida que a gestação evolui. Se, porém, a angústia for intensa, persistente ou vier acompanhada de tristeza, culpa ou dificuldade de criar vínculo com a gestação, é importante buscar acompanhamento psicológico. Cuidar da saúde emocional nesse momento é um gesto de cuidado tanto com você quanto com o bebê.
    Fico à disposição para ajudá-la nesse processo em consulta.
    Graciele Teixeira Ruurs
    Psicóloga – CRP 06/123117


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! A depressão pode tornar algumas pessoas mais vulneráveis a recaídas, principalmente diante de situações de estresse, perdas ou mudanças importantes. Isso não significa fraqueza nem que o tratamento tenha falhado. Assim como outras condições de saúde, a depressão pode apresentar períodos de melhora e de piora. A boa notícia é que reconhecer os primeiros sinais e buscar ajuda precocemente faz toda a diferença. A psicoterapia, associada ao acompanhamento médico quando necessário, ajuda a fortalecer estratégias para enfrentar os momentos difíceis e reduzir o risco de novos episódios.
    Fico à disposição para ajudá-lo(a) nesse processo em consulta.
    Graciele Teixeira Ruurs
    Psicóloga – CRP 06/123117


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Sinto muito que você tenha vivido essa experiência. Quando uma pessoa busca apoio e se sente desacreditada, especialmente por alguém tão importante quanto a mãe, é comum surgirem sentimentos de abandono, traição e muita dor. Isso pode abalar a confiança nas pessoas e fazer com que o mundo pareça um lugar inseguro. No entanto, essas experiências não definem todas as relações que você terá ao longo da vida. A psicoterapia pode ajudá-lo(a) a elaborar esse sofrimento, reconstruir a confiança e diferenciar as feridas do passado das possibilidades do presente. Você não precisa carregar esse peso sozinho(a).
    Fico à disposição para ajudá-lo(a) nesse processo em consulta.
    Graciele Teixeira Ruurs
    Psicóloga – CRP 06/123117


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum, principalmente quando existem sintomas que podem estar relacionados a mais de uma condição.

    Você pode iniciar a avaliação tanto com um psicólogo quanto com um psiquiatra. O psicólogo realizará uma investigação detalhada do seu funcionamento emocional, comportamental e cognitivo, podendo identificar sinais compatíveis com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH ou depressão e, quando necessário, indicar uma avaliação neuropsicológica ou encaminhamento ao psiquiatra.

    Já o psiquiatra poderá avaliar a necessidade de tratamento medicamentoso, especialmente se houver sintomas importantes de depressão, ansiedade ou TDAH.

    Vale lembrar que algumas características dessas condições podem se sobrepor, por isso é fundamental uma avaliação cuidadosa e individualizada. Evite se basear apenas em informações da internet ou em testes online, pois eles não substituem uma avaliação clínica.

    Buscar ajuda já é um passo importante para compreender melhor o que está acontecendo e encontrar o tratamento mais adequado para você.


  • Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! O que você descreve pode ser bastante angustiante. Sentir tristeza ao lembrar de pessoas que já faleceram é uma experiência humana e faz parte do processo de reconhecer perdas e a finitude da vida.

    No entanto, se esses pensamentos surgem com muita frequência, causam sofrimento intenso ou ocupam grande parte do seu dia, pode ser um sinal de que algo merece uma investigação mais cuidadosa. Em algumas situações, esse padrão pode estar relacionado à ansiedade, ao luto, à depressão ou a outros fatores emocionais. Uma avaliação profissional é importante para compreender o contexto e a função desses pensamentos.

    A psicoterapia pode ajudá-lo a entender por que essas lembranças despertam tanta pena e sofrimento, além de desenvolver estratégias para lidar com elas de forma mais saudável. Se necessário, um psiquiatra também poderá avaliar se existe alguma condição associada que precise de tratamento.

    Buscar ajuda não significa que há algo "errado" com você, mas sim que esse sofrimento merece ser acolhido e compreendido. Com o acompanhamento adequado, é possível reduzir a intensidade desses pensamentos e recuperar sua qualidade de vida.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! O que você descreve pode ser muito angustiante, e o fato de isso ainda causar sofrimento merece atenção.

    A culpa é uma emoção natural quando percebemos que nossas atitudes não estiveram alinhadas aos nossos valores. No entanto, quando ela permanece intensa por muito tempo e surge acompanhada de uma necessidade recorrente de buscar confirmação, repetir a história ou aliviar a ansiedade, pode estar relacionada a diferentes condições psicológicas, incluindo transtornos de ansiedade ou até mesmo manifestações do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Porém, isso não significa que seja possível estabelecer um diagnóstico apenas com essas informações.

    Também é importante considerar que essa necessidade de "ter certeza" pode funcionar como uma tentativa de aliviar o desconforto emocional de forma momentânea, mas acabar mantendo o ciclo de sofrimento.

    A boa notícia é que esse padrão pode ser trabalhado em psicoterapia. Com o acompanhamento adequado, é possível compreender a origem dessa culpa, desenvolver uma relação mais compassiva consigo mesmo e reduzir a necessidade de buscar constantes confirmações. Se houver indicação, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser útil.

    Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinho. Buscar ajuda profissional é um passo importante para recuperar sua qualidade de vida e construir uma relação mais saudável consigo mesmo e com sua história.


  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Sim, isso é possível. Nossa forma de reconhecer e expressar sentimentos é influenciada pelas experiências que tivemos ao longo da vida, especialmente na infância. Quando crescemos com pouco afeto ou com dificuldades na expressão emocional, podemos aprender a reconhecer o que sentimos apenas quando há uma perda, uma ausência ou o medo de perder alguém.

    Isso não significa que você seja incapaz de amar. Muitas vezes, o desafio está em identificar e nomear as próprias emoções enquanto elas acontecem. Esse processo pode ser desenvolvido por meio do autoconhecimento e da psicoterapia, que ajudam a compreender padrões de relacionamento, necessidades afetivas e formas mais saudáveis de se conectar consigo e com os outros.

    Quanto à relação entre amar e seguir suas metas pessoais, ela pode ser bastante significativa. Quando nos sentimos emocionalmente seguros e construímos relações saudáveis, tendemos a ter mais confiança, motivação e estabilidade para investir em nossos objetivos. Da mesma forma, desenvolver uma boa relação consigo mesmo fortalece a autoestima, a autonomia e a capacidade de buscar aquilo que faz sentido para a sua vida.

    Cada pessoa vive o amor de maneira única. Aprender a reconhecer seus sentimentos e construir vínculos mais seguros é um processo possível e pode trazer benefícios tanto para a vida afetiva quanto para o crescimento pessoal.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Boa tarde! Essa é uma dúvida muito pertinente.

    Sim, alguns psicólogos utilizam recursos para auxiliar o paciente entre as sessões, especialmente quando há ansiedade, angústia ou dificuldade em lidar com momentos de maior sofrimento. Esses recursos podem incluir exercícios de respiração, registros de pensamentos e emoções, técnicas de regulação emocional, práticas de atenção plena (mindfulness), cartões com estratégias de enfrentamento ou outras atividades adaptadas às necessidades de cada pessoa.

    No entanto, essa não é uma prática obrigatória nem necessária em todos os casos. A escolha depende da abordagem teórica do psicólogo, dos objetivos do tratamento e das demandas apresentadas pelo paciente.

    Quando esses materiais são bem planejados e utilizados como complemento da psicoterapia, eles podem favorecer a autonomia, ajudar na aplicação das estratégias aprendidas em sessão e contribuir para um melhor manejo das emoções ao longo da semana. Ainda assim, eles não substituem o processo terapêutico, mas funcionam como um apoio para que o paciente desenvolva recursos internos de enfrentamento.

    Se você sente que os dias entre as sessões são especialmente difíceis, vale a pena conversar abertamente com seu psicólogo. Juntos, vocês podem pensar em estratégias que façam sentido para a sua realidade e tornem esse intervalo mais acolhedor e manejável.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! O que você está sentindo é compreensível. Sair de casa representa uma mudança importante, e é natural que surjam sentimentos de culpa, preocupação e ansiedade, principalmente quando há um vínculo forte com a mãe e ela permanecerá sozinha.

    É importante lembrar que construir sua própria vida não significa abandonar quem você ama. É possível manter uma presença afetiva por meio de visitas, ligações, mensagens e combinando uma rotina de acompanhamento que transmita segurança para ambos.

    Também vale a pena refletir sobre as condições em que sua mãe ficará: ela possui autonomia para as atividades do dia a dia? Tem familiares, amigos ou vizinhos com quem possa contar caso precise? Pensar em uma rede de apoio pode ajudar a reduzir sua preocupação e aumentar a tranquilidade dela.

    Procure conversar abertamente com sua mãe sobre essa nova fase, acolhendo os sentimentos de ambos. Muitas vezes, compartilhar medos e expectativas fortalece a relação e torna a transição mais leve.

    Se essa ansiedade for muito intensa, persistente ou estiver prejudicando seu bem-estar e sua capacidade de tomar decisões, a psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender esses sentimentos, diferenciar a responsabilidade do excesso de culpa e encontrar formas mais saudáveis de lidar com essa mudança.

    Desejo que essa nova etapa seja construída com carinho, diálogo e equilíbrio, preservando tanto o vínculo com sua mãe quanto o seu direito de viver a sua própria história.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Sinto muito pela perda da sua companheira.
    O vínculo que construímos com um animal de estimação é profundo e, por isso, o luto pode ser tão intenso quanto a perda de um familiar. O que você descreve — a dificuldade em aceitar, os pensamentos de que poderia ter feito mais e a dor ao ver outros cães — são experiências que muitas pessoas vivenciam durante o processo de luto.
    A culpa costuma aparecer como uma tentativa da nossa mente de encontrar explicações para algo que foi muito doloroso. No entanto, nem sempre ela corresponde à realidade. Com o tempo e, muitas vezes, com apoio psicológico, é possível olhar para essa história com mais compaixão por si mesma e reconhecer todo o amor e os cuidados que foram oferecidos.
    Não existe um prazo certo para superar uma perda. O mais importante é observar se essa dor continua impedindo você de viver sua rotina, sentir prazer ou seguir em frente. Nesses casos, conversar com um psicólogo pode ser um espaço seguro para elaborar esse luto e ressignificar essa relação tão especial.
    Receba meu carinho e meus sentimentos pela sua perda.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Caso perceba que esse sentimento tem impactado sua qualidade de vida ou seu bem-estar, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante. Como psicóloga, estou à disposição para acolher sua demanda e ajudá-lo(a) a compreender e enfrentar esse momento de forma mais saudável.
    Desejo que você fique bem.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Graciele Ruurs

    Olá! Sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto.
    Quando um vínculo significativo se encerra, não perdemos apenas a presença da outra pessoa, mas também os planos, expectativas e projetos construídos em conjunto. Por isso, é natural que surjam sentimentos como tristeza, saudade, raiva, culpa, ansiedade e até dificuldade para imaginar o futuro.
    Superar essa dor não significa esquecer o que foi vivido, mas elaborar a experiência, compreender o significado desse relacionamento na sua história e, aos poucos, reconstruir a vida com novos sentidos. Esse é um processo que acontece de forma diferente para cada pessoa e não existe um tempo "certo" para que isso aconteça.

    Se perceber que o sofrimento permanece muito intenso, interfere na sua rotina ou parece não diminuir com o passar do tempo, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante. A psicoterapia oferece um espaço seguro e acolhedor para compreender suas emoções, fortalecer seus recursos internos e atravessar esse momento com mais equilíbrio.
    Como psicóloga, coloco-me à disposição para acolhê-lo(a) e ajudá-lo(a) nesse processo de cuidado e reconstrução.
    Desejo que você fique bem.


Perguntas frequentes

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