Perguntas do paciente (38)
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Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A perda de objetos da infância pode despertar uma dor muito maior do que muitas pessoas imaginam. Esses objetos costumam carregar lembranças, histórias, vínculos afetivos e representam fases importantes da nossa vida. Quando eles são perdidos ou descartados sem a nossa autorização, é natural sentir tristeza, frustração, raiva e até a sensação de que uma parte da própria história foi tirada de nós.
Permita-se acolher esse sentimento sem julgá-lo. O sofrimento não está relacionado ao valor material dos objetos, mas ao significado emocional que eles tinham para você. As lembranças construídas ao longo da vida continuam fazendo parte da sua história, mesmo que os objetos não estejam mais presentes.
Se essa perda ainda causa sofrimento intenso ou desperta outras questões emocionais, a psicoterapia pode ajudá-lo(a) a compreender o que essa experiência representa e a ressignificar essa dor de forma mais leve e saudável.
Sou psicóloga e trabalho, entre outras questões, com processos de perdas e luto. Caso sinta que este seja o momento de olhar com mais cuidado para esse sofrimento, estarei à disposição para acolhê-lo(a).
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Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)
Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A perda de objetos da infância pode despertar uma dor muito maior do que muitas pessoas imaginam. Esses objetos costumam carregar lembranças, histórias, vínculos afetivos e representam fases importantes da nossa vida. Quando eles são perdidos ou descartados sem a nossa autorização, é natural sentir tristeza, frustração, raiva e até a sensação de que uma parte da própria história foi tirada de nós.
Permita-se acolher esse sentimento sem julgá-lo. O sofrimento não está relacionado ao valor material dos objetos, mas ao significado emocional que eles tinham para você. As lembranças construídas ao longo da vida continuam fazendo parte da sua história, mesmo que os objetos não estejam mais presentes.
Se essa perda ainda causa sofrimento intenso ou desperta outras questões emocionais, a psicoterapia pode ajudá-lo(a) a compreender o que essa experiência representa e a ressignificar essa dor de forma mais leve e saudável.
Atendo pessoas que vivenciam diferentes tipos de perdas e processos de luto, oferecendo um espaço de escuta ética, acolhedora e respeitosa. Se sentir que este é o momento de cuidar desse sofrimento, estarei à disposição para ajudá-lo(a).
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) pode apresentar uma melhora muito significativa com o tratamento adequado. Embora cada pessoa tenha uma trajetória única, muitas conseguem reduzir de forma importante os sintomas, recuperar a qualidade de vida e construir relações mais saudáveis.
Mais do que pensar em "cura" como o desaparecimento definitivo de todos os sintomas, é importante compreender que o objetivo do tratamento é promover uma elaboração das experiências traumáticas, fortalecer recursos emocionais e desenvolver estratégias para lidar com possíveis gatilhos. Com isso, muitas pessoas passam longos períodos sem sofrimento significativo e, quando surgem momentos de maior vulnerabilidade, conseguem enfrentá-los de forma muito mais saudável.
A psicoterapia, especialmente quando conduzida por um profissional capacitado no tratamento de traumas, tem um papel fundamental nesse processo. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também pode ser indicado.
Cada história merece ser compreendida em sua singularidade. Se você convive com sintomas relacionados ao trauma, saiba que há tratamento e que é possível viver com muito mais equilíbrio e bem-estar.
Fico à disposição para acolhê-lo(a), caso deseje um acompanhamento psicológico.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Antes de qualquer coisa, quero dizer que o sofrimento que você descreve merece ser levado a sério. O que você relata vai muito além da timidez. A intensidade do medo, os sintomas físicos, o sofrimento após as interações e o impacto na sua vida profissional e pessoal indicam que é importante buscar uma avaliação com um profissional de saúde mental.
Você não precisa enfrentar isso sozinho(a), nem acreditar que "é assim mesmo". Existem condições, como o Transtorno de Ansiedade Social (Fobia Social), entre outras, que podem se manifestar de forma semelhante, mas somente uma avaliação cuidadosa poderá identificar o que realmente está acontecendo.
O profissional mais indicado para iniciar esse processo é um **psicólogo**, que poderá compreender sua história, avaliar os fatores que mantêm esse sofrimento e desenvolver estratégias para ajudá-lo(a) a enfrentar essas situações de forma gradual e segura. Em alguns casos, uma avaliação com um **psiquiatra** também pode ser importante, especialmente quando a ansiedade é muito intensa ou limita significativamente a rotina.
Quero reforçar um ponto muito importante: o medo de não ser levado(a) a sério é mais comum do que parece. No entanto, um profissional qualificado não irá julgá-lo(a). Pelo contrário, oferecerá um espaço de escuta ética, acolhedora e livre de críticas, para que você possa compreender suas dificuldades e recuperar, aos poucos, a confiança em si mesmo(a).
Há tratamento, e muitas pessoas conseguem reduzir significativamente esse sofrimento e retomar atividades que antes pareciam impossíveis. Você não precisa esperar que a ansiedade desapareça sozinha para buscar ajuda.
Como psicóloga, estarei à disposição para acolhê-lo(a) nesse processo, caso deseje iniciar um acompanhamento.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a
Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde!
De forma geral, **não existe exigência legal de um laudo psicológico nem de um tempo mínimo de acompanhamento psicológico para que uma pessoa trans maior de idade tenha acesso à terapia hormonal**. O atendimento deve respeitar a autonomia da pessoa, desde que ela tenha capacidade para compreender os benefícios, riscos e implicações do tratamento.
O acompanhamento psicológico pode ser muito importante para oferecer suporte emocional, auxiliar no processo de autoconhecimento e no enfrentamento de possíveis desafios, mas não deve ser entendido como uma condição obrigatória para validar a identidade de gênero da pessoa.
Em alguns serviços ou por decisão da equipe médica, podem ser solicitados documentos ou avaliações específicas, especialmente quando existem dúvidas diagnósticas ou outras condições de saúde que mereçam atenção. Nesses casos, é importante verificar o protocolo adotado pelo serviço ou pelo profissional responsável pelo tratamento.
Caso tenha dúvidas sobre a sua situação específica, recomendo conversar diretamente com o endocrinologista ou com a equipe do serviço que realizará o acompanhamento.
Espero ter ajudado!
Atenciosamente,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O primeiro passo você já deu: reconhecer que esse padrão tem impactado diferentes áreas da sua vida. Essa percepção demonstra disposição para refletir sobre si mesmo, e isso é muito importante.
Em alguns momentos, defender as próprias opiniões é saudável. No entanto, quando sentimos uma necessidade constante de estar certos ou temos dificuldade em considerar outros pontos de vista, vale a pena investigar o que existe por trás desse comportamento. Às vezes, essa postura pode estar relacionada à necessidade de proteção, ao medo de errar, de ser desvalorizado ou até mesmo à dificuldade de lidar com frustrações e críticas.
Desenvolver maior flexibilidade não significa abrir mão das suas convicções, mas aprender a ouvir o outro, tolerar opiniões diferentes e avaliar se manter determinada posição realmente contribui para os seus objetivos e para os seus relacionamentos.
A psicoterapia pode ajudá-lo(a) a compreender a origem desse padrão, identificar os pensamentos e emoções envolvidos e desenvolver formas mais saudáveis de se comunicar e lidar com conflitos.
Parabenizo você por buscar compreender esse comportamento em vez de apenas justificá-lo. Esse é um passo importante para a mudança.
Como psicóloga, estarei à disposição para acolhê-lo(a) e ajudá-lo(a) nesse processo de autoconhecimento e desenvolvimento emocional.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve é um sentimento bastante comum, especialmente em uma sociedade que nos incentiva a comparar constantemente nossa trajetória com a das outras pessoas. No entanto, cada história é construída em um ritmo diferente, influenciada por oportunidades, desafios, contexto familiar, condições de saúde, fatores econômicos e muitos outros aspectos.
Percebo que sua angústia não está apenas nas conquistas em si, mas na ideia de que elas estariam "atrasadas". Essa percepção pode gerar frustração, desmotivação e fazer com que o presente seja vivido apenas como uma espera por um futuro melhor.
Vale a pena refletir: de quem é o tempo que você está tentando seguir? Muitas vezes, criamos expectativas baseadas na vida dos outros e acabamos desconsiderando o caminho que percorremos e os recursos que desenvolvemos ao longo dele.
Além disso, é importante lembrar que 35 ou 40 anos não representam "metade da vida" no sentido de que tudo já está definido. Muitas pessoas iniciam novas carreiras, relacionamentos, projetos e descobrem novos propósitos nessa fase. O desenvolvimento humano não segue um único cronograma.
A psicoterapia pode ajudá-lo(a) a compreender de onde vem essa autocobrança, ressignificar a comparação constante e construir uma relação mais gentil com a sua própria história. Quando deixamos de medir nosso valor pelo tempo das conquistas, torna-se mais fácil manter a motivação e reconhecer o progresso que já foi feito.
Como psicóloga, estarei à disposição para acolhê-lo(a) e ajudá-lo(a) nesse processo de autoconhecimento e fortalecimento emocional.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, é possível reconstruir o respeito em um relacionamento, mas isso depende do compromisso e da disposição de ambos para reconhecer o que aconteceu e promover mudanças consistentes. O respeito não costuma ser perdido de uma única vez; ele vai sendo fragilizado ao longo do tempo por conflitos mal resolvidos, críticas constantes, ofensas, desvalorização e dificuldades na comunicação.
Reconstruí-lo exige mais do que pedir desculpas. É necessário desenvolver uma comunicação mais respeitosa, assumir a responsabilidade pelos próprios comportamentos, estabelecer novos limites e recuperar, aos poucos, a confiança na relação. Esse é um processo gradual, que demanda tempo, empenho e reciprocidade.
Por outro lado, também é importante reconhecer que nem todos os relacionamentos conseguem ser reconstruídos. Em alguns casos, quando há violência, abuso, manipulação ou quando apenas um dos parceiros deseja mudar, a separação pode representar o caminho mais saudável para ambos.
A psicoterapia individual ou de casal pode contribuir para compreender a dinâmica da relação, identificar os padrões que alimentam os conflitos e avaliar, de forma realista, se existem condições para uma reconstrução ou se é o momento de seguir caminhos diferentes.
Como psicóloga, acredito que o respeito é um dos pilares fundamentais de qualquer relacionamento saudável. Quando ele é trabalhado com sinceridade e comprometimento, pode ser reconstruído em algumas histórias. Em outras, o maior ato de respeito passa a ser reconhecer que o vínculo chegou ao seu limite.
Caso sinta necessidade, estarei à disposição para acolhê-lo(a) e ajudá-lo(a) nesse processo de reflexão.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve merece atenção e acolhimento. A tristeza intensa, o desejo de se isolar e o choro frequente são sinais de que algo importante está acontecendo emocionalmente, mesmo que, neste momento, ainda seja difícil identificar exatamente a origem desses sentimentos.
Pelo seu relato, percebo que essa tristeza parece se intensificar quando você sente que não é compreendida ou que suas emoções não encontram espaço para serem acolhidas dentro do relacionamento. Quando temos a sensação de precisar "pisar em ovos" para nos expressar ou de que nossos sentimentos são constantemente invalidados, isso pode gerar sofrimento, insegurança e fazer com que nos afastemos de nós mesmos.
Embora seja comum vivenciar momentos de tristeza ao longo da vida, quando esses sentimentos se tornam frequentes, intensos ou começam a interferir no bem-estar e na qualidade de vida, é importante investigá-los com mais cuidado. Em vez de se perguntar se isso é "normal", talvez a pergunta mais importante seja: **o que essa tristeza está tentando comunicar sobre as suas necessidades, seus limites e a forma como você tem vivido suas relações?**
A psicoterapia pode ajudá-la a compreender melhor essas emoções, fortalecer sua autoestima, desenvolver uma comunicação mais assertiva e identificar quais aspectos do relacionamento estão contribuindo para esse sofrimento.
Como psicóloga, estarei à disposição para acolhê-la e ajudá-la nesse processo de autoconhecimento e cuidado emocional.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos
Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.
O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.
Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.
Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Antes de tudo, quero reconhecer a sua coragem em falar sobre essa situação. O fato de você conseguir refletir sobre a própria participação nos conflitos e, ao mesmo tempo, perceber o impacto que tudo isso tem causado em você e nos seus filhos demonstra um importante nível de consciência.
Todo relacionamento passa por crises, mas quando as discussões se tornam frequentes, acompanhadas de ofensas, desgaste emocional e acontecem diante dos filhos, é um sinal de que a dinâmica do casal precisa de atenção. As crianças não são apenas espectadoras dos conflitos; elas também podem ser emocionalmente afetadas pelo clima de tensão constante.
Não existe um momento exato em que a Psicologia determine que um relacionamento "não tem mais volta". O que costuma fazer diferença é a disposição de ambos para reconhecer responsabilidades, rever padrões de comportamento, restabelecer o diálogo e investir, de forma consistente, na mudança. Quando apenas um dos parceiros se empenha ou não há abertura para conversar e buscar soluções, a reconstrução se torna muito mais difícil.
Em algumas situações, um afastamento temporário pode ser uma alternativa para reduzir a intensidade dos conflitos, favorecer a reflexão e interromper um ciclo de agressões verbais. No entanto, essa decisão deve ser tomada com muito cuidado e, sempre que possível, com o apoio de um profissional, para que não seja apenas uma forma de evitar os problemas, mas uma oportunidade de avaliá-los com mais clareza.
A psicoterapia individual pode ajudá-lo a fortalecer sua autoestima, compreender suas emoções e tomar decisões mais conscientes. Se houver disponibilidade de ambos, a terapia de casal também pode ser um recurso importante para reconstruir a comunicação e avaliar se ainda existem condições para preservar o relacionamento.
Independentemente da decisão que vocês venham a tomar, buscar um ambiente mais saudável para você e para seus filhos é um cuidado que merece ser priorizado.
Como psicóloga, estarei à disposição para acolhê-lo e ajudá-lo(a) nesse processo de reflexão e tomada de decisão.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas
Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.
Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.
Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Obrigado por compartilhar o que você está sentindo. Antes de tudo, gostaria de dizer que o seu sofrimento é real e merece ser acolhido, independentemente da origem dele.
Os chamados **relacionamentos parassociais** são vínculos emocionais que podem ser desenvolvidos com artistas, influenciadores ou figuras públicas. Eles fazem parte da experiência humana e, por si só, não representam um problema. O que merece atenção é quando esse vínculo passa a gerar sofrimento intenso, interfere na vida cotidiana ou faz com que outras áreas da vida, como as relações sociais, os estudos, o trabalho ou o lazer, fiquem em segundo plano.
Pelo seu relato, você mesmo percebe que a idealização desse encontro e o fato de sua vida social estar mais limitada podem estar intensificando esse sentimento. Essa é uma reflexão importante. Quando nos sentimos emocionalmente carentes ou isolados, é natural buscarmos conexão e pertencimento. Muitas vezes, esses vínculos acabam preenchendo parte dessa necessidade.
A tendência é que esses sentimentos diminuam à medida que novas experiências, vínculos e projetos ganhem espaço na sua vida. No entanto, se essa tristeza persistir, provocar choro frequente ou estiver prejudicando seu bem-estar, vale a pena buscar acompanhamento psicológico. A psicoterapia pode ajudá-lo(a) a compreender o significado desse vínculo, identificar quais necessidades emocionais estão sendo expressas por ele e fortalecer conexões reais e satisfatórias.
Você não precisa sentir vergonha por estar vivendo isso. O mais importante é acolher o que está sentindo com curiosidade e cuidado, em vez de se julgar.
Como psicóloga, estarei à disposição para acolhê-lo(a) e ajudá-lo(a) a compreender esse momento e encontrar formas mais saudáveis de lidar com esse sofrimento.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã
Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Essa é uma dúvida muito importante. Ansiedade e sinais reais de perigo podem provocar sensações físicas muito semelhantes, como coração acelerado, tensão muscular, respiração mais rápida e sensação de que "algo ruim vai acontecer". Por isso, nem sempre é fácil diferenciá-los.
Uma forma de refletir sobre isso é observar o contexto. Quando existe um perigo real e imediato, nosso organismo reage para nos proteger, e essa resposta tende a diminuir quando a situação passa. Já na ansiedade, o cérebro pode interpretar situações comuns ou até pensamentos como se fossem ameaças reais, mantendo o corpo em estado constante de alerta, mesmo quando não há um risco objetivo.
Também vale observar a frequência e a intensidade desses sintomas. Se a sensação de perigo surge repetidamente, sem um motivo claro, interfere na rotina, dificulta o relaxamento ou vem acompanhada de preocupação excessiva, pode ser um indicativo de que a ansiedade está desempenhando um papel importante. Ainda assim, sintomas físicos persistentes ou intensos também merecem uma avaliação médica para descartar possíveis causas clínicas.
A psicoterapia pode ajudar a identificar quais situações despertam esse estado de alerta, compreender os pensamentos que o alimentam e desenvolver estratégias para diferenciar um risco real de uma resposta ansiosa. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica também pode ser indicada.
Buscar compreender o que você está sentindo é um passo importante para cuidar da sua saúde mental. Você não precisa lidar com isso sozinho(a).
Como psicóloga, estarei à disposição para acolhê-lo(a) e ajudá-lo(a) nesse processo.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Qual é a importância da avaliação das atividades de vida diária no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (
Qual é a importância da avaliação das atividades de vida diária no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A avaliação das atividades de vida diária é muito importante no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), pois permite compreender de que forma os sintomas estão interferindo na rotina e na qualidade de vida da pessoa, e não apenas a frequência das obsessões e compulsões.
O TOC pode afetar diversas áreas da vida, como o trabalho, os estudos, os relacionamentos, o autocuidado, o lazer e a autonomia. Em alguns casos, a pessoa passa tanto tempo realizando rituais ou tentando controlar pensamentos que atividades simples do dia a dia se tornam difíceis ou muito desgastantes.
Ao avaliar esse impacto, o profissional consegue identificar quais áreas estão mais comprometidas, estabelecer objetivos terapêuticos mais específicos e acompanhar a evolução do tratamento ao longo do tempo. Essa avaliação também auxilia na escolha das intervenções mais adequadas às necessidades de cada pessoa.
O tratamento do TOC costuma envolver psicoterapia e, em muitos casos, acompanhamento psiquiátrico. Com o manejo adequado, é possível reduzir significativamente os sintomas e recuperar a funcionalidade e a qualidade de vida.
Como psicóloga, acredito que compreender como o TOC afeta a vida cotidiana é um passo fundamental para oferecer um cuidado individualizado, respeitando a história e as necessidades de cada pessoa.
Caso tenha dúvidas ou esteja vivenciando essa situação, estarei à disposição para acolhê-lo(a).
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode impactar a qualidade de vida?
Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode impactar a qualidade de vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode impactar significativamente a qualidade de vida, principalmente quando os sintomas passam a interferir na rotina, nos relacionamentos, no trabalho, nos estudos e no bem-estar emocional.
As obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes e indesejados que geram intensa ansiedade. Já as compulsões são comportamentos ou atos mentais realizados na tentativa de aliviar esse desconforto. Embora possam proporcionar um alívio momentâneo, tendem a manter o ciclo do transtorno ao longo do tempo.
Dependendo da intensidade dos sintomas, a pessoa pode gastar muitas horas do dia com rituais, evitar determinadas situações, apresentar dificuldade de concentração, isolamento social, prejuízo no desempenho profissional ou acadêmico e sofrimento emocional importante. Não é incomum que o TOC esteja associado a sintomas de ansiedade, depressão e baixa autoestima, especialmente quando o transtorno permanece sem tratamento.
A boa notícia é que o TOC tem tratamento. A psicoterapia, especialmente abordagens baseadas em evidências, e, quando necessário, o acompanhamento psiquiátrico, podem contribuir de forma significativa para a redução dos sintomas e para a melhora da qualidade de vida.
Como psicóloga, acredito que buscar ajuda é um passo importante para compreender o funcionamento do transtorno, desenvolver estratégias de enfrentamento e recuperar a autonomia nas atividades do dia a dia.
Estou à disposição para acolhê-lo(a), caso necessite de um acompanhamento psicológico.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Como o comportamento autoagressivo pode ser reforçado pelo ambiente?
Como o comportamento autoagressivo pode ser reforçado pelo ambiente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O comportamento autoagressivo é um fenômeno complexo e multifatorial, que não deve ser compreendido como uma simples "busca por atenção". Em geral, ele está relacionado a um intenso sofrimento emocional e pode representar uma tentativa de aliviar emoções difíceis, lidar com conflitos internos ou expressar uma dor que a pessoa não consegue colocar em palavras.
Do ponto de vista psicológico, o ambiente pode influenciar a manutenção desse comportamento de diferentes formas. Por exemplo, quando a pessoa não encontra formas saudáveis de regular suas emoções ou quando suas necessidades emocionais não são reconhecidas, a autoagressão pode acabar se tornando uma estratégia repetida para lidar com esse sofrimento. Além disso, determinados padrões de interação familiar, social ou interpessoal podem, sem intenção, contribuir para a permanência do comportamento, especialmente quando não há um manejo adequado da situação.
Por isso, o foco do tratamento não é julgar ou culpabilizar a pessoa ou sua família, mas compreender a função que esse comportamento exerce na vida daquele indivíduo e desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com emoções intensas, frustrações e conflitos.
A psicoterapia tem um papel fundamental nesse processo, ajudando a identificar os fatores que desencadeiam e mantêm a autoagressão, fortalecendo habilidades de regulação emocional e promovendo formas mais seguras de enfrentar o sofrimento.
Como psicóloga, estarei à disposição para acolhê-lo(a) e oferecer um espaço de escuta ética, segura e respeitosa, caso necessite de acompanhamento.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Eu tive vários sonhos dentro de vários sonhos e eu tive uma experiência muito intensa, que mexeu mui
Eu tive vários sonhos dentro de vários sonhos e eu tive uma experiência muito intensa, que mexeu muito e demais comigo seja interno, seja dentro de mim, marcou demais em mim, e ficou muito na minha mente um último sonho meu que ele é meio pesado. Eu queria saber o porquê sonhar várias vezes dentro de vários sonhos e experiências profundas e que mexem demais. Porque sonhar várias vezes dentro de vários sonhos? Porque sentir tão profundo e forte e não conseguir sair do sonho de ser tão profundo e difícil? É porque sonhar com um homem totalmente desconhecido que eu não conheça pessoalmente e nem no sonho mais eu conversar com ele e o homem falar comigo e conversar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Os sonhos podem ser experiências muito intensas e, por vezes, parecer extremamente reais. Sonhar "dentro de um sonho" ou ter a impressão de despertar e continuar sonhando é um fenômeno que pode acontecer durante o sono e, embora seja marcante, não significa, por si só, que exista algum problema psicológico.
Do ponto de vista da Psicologia, os sonhos podem refletir emoções, preocupações, conflitos internos, desejos, lembranças e experiências que estão sendo processadas pelo cérebro. No entanto, não é possível atribuir um significado único ou universal a um sonho, nem interpretar seus elementos de forma isolada.
Quanto ao homem desconhecido com quem você conversava, ele não deve ser entendido, necessariamente, como uma pessoa real ou como um sinal de que algo irá acontecer. Em muitos casos, personagens desconhecidos podem representar aspectos da própria vida emocional, pensamentos ou necessidades que ainda estão sendo elaborados. O significado depende da história de vida, do contexto e das emoções despertadas pelo sonho.
Se esses sonhos têm sido frequentes, muito angustiantes ou estão afetando o seu sono, seu bem-estar ou a sua rotina, pode ser interessante buscar acompanhamento psicológico. A psicoterapia oferece um espaço para compreender o momento que você está vivendo e explorar o significado que essa experiência teve para você, sem interpretações prontas ou generalizações.
Como psicóloga, estarei à disposição para acolhê-lo(a) e ajudá-lo(a) a compreender melhor o que esses sonhos despertam em sua vida emocional.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Estou em um relacionamento com uma mulher que era hetero e hoje é lésbica . Estou em um relaciona
Estou em um relacionamento com uma mulher que era hetero e hoje é lésbica .
Estou em um relacionamento a 1 ano e pouco com ela que era hetero e ao me conhecer cê relacionamos amorosamente. Só que depois de um tempo ela passou a ter um desconfiança imensa de mim ,passou a ter pensamento na mente de coisas q ela achava que eu fazeris com ela porque eu sou lésbica e é impossível na cabeça dela uma pessoa lésbica não desejar outras pessoas ,e mesmo eu jurando meu amor todo por ela e ela saber qur eu amo ela e faço de tudo por ela ,quando tem mulheres por perto de mim ou na frente dela ,ela começa com esses pensamentos ruins achando que eu vou desejar elas ,que vou olhar pra elas ,pro corpo delas ,mesmo ela vendo q na frente dela eu não faço isso,mais ela acha que sem ela ou até com ela mesmo eu iria querer outras pessoas por causa da minha sexualidade,eu não sei mais o que fazer ,já provei pra ela que não tô em um relacionamento pra isso ,já fiz de tudo ,já jurei amor ,já evitei muitas pessoas tudo ,e mesmo assim ela fiz não conseguir de jeito nenhum acreditar e confiar em mim .. O que fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo seu relato, percebo o quanto essa situação tem sido desgastante para você. Estar em um relacionamento no qual é preciso provar constantemente a própria fidelidade pode gerar sofrimento, frustração e desgaste emocional.
É importante destacar que **a orientação sexual não determina o nível de fidelidade ou de compromisso de uma pessoa**. Ser lésbica, assim como ser heterossexual, bissexual ou de qualquer outra orientação, não significa que alguém terá mais ou menos desejo de trair. Fidelidade é uma escolha construída no vínculo, baseada em respeito, confiança e compromisso.
A desconfiança constante da sua parceira parece estar relacionada a crenças e inseguranças que ela vivencia. Embora você possa oferecer carinho, diálogo e transparência, há um limite para o que é possível fazer sozinho(a). A confiança não se estabelece apenas por meio de provas; ela também depende da disposição da outra pessoa para revisar seus medos e construir segurança na relação.
Percebo que você já fez diversos esforços para tranquilizá-la, chegando até a evitar pessoas para não gerar conflitos. Vale refletir se essas mudanças têm realmente contribuído para fortalecer a relação ou se, aos poucos, você tem deixado de ser quem é para tentar reduzir a insegurança da sua parceira.
Se ambos desejam manter esse relacionamento, a psicoterapia individual e, se houver interesse dos dois, a terapia de casal podem ser recursos importantes para compreender a origem dessas inseguranças, melhorar a comunicação e reconstruir a confiança.
Relacionamentos saudáveis são sustentados pelo diálogo, pelo respeito e pela confiança mútua. Nenhuma pessoa consegue, sozinha, eliminar as inseguranças da outra.
Como psicóloga, estarei à disposição para acolhê-la e ajudá-la a refletir sobre essa relação e sobre os caminhos possíveis para que ela seja mais saudável para ambas.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Qual o manejo clínico em situação aguda de autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (T
Qual o manejo clínico em situação aguda de autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Em situações agudas de autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a prioridade é garantir a segurança da pessoa e realizar uma avaliação clínica cuidadosa do risco. Cada caso deve ser analisado individualmente, considerando a gravidade da situação, a presença de intenção suicida, os fatores desencadeantes e a rede de apoio disponível.
O manejo geralmente envolve acolhimento, escuta qualificada, estabilização emocional e estratégias para reduzir o risco imediato. Dependendo da avaliação, pode ser necessário encaminhamento para atendimento de urgência ou acompanhamento psiquiátrico. Após a estabilização, é fundamental dar continuidade ao tratamento para compreender os fatores que desencadeiam a autoagressão e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com o sofrimento emocional.
A psicoterapia é um dos pilares do tratamento do TPB e tem como objetivos fortalecer a regulação emocional, reduzir comportamentos impulsivos, desenvolver habilidades de enfrentamento e melhorar a qualidade das relações interpessoais. Em alguns casos, o psiquiatra poderá indicar medicação para o manejo de sintomas específicos, quando houver essa necessidade.
Se a pessoa estiver em risco iminente de se machucar ou apresentar comportamento suicida, é importante procurar imediatamente um serviço de emergência ou acionar a rede de apoio, pois trata-se de uma situação que requer avaliação presencial.
Como psicóloga, reforço a importância de um acompanhamento contínuo e individualizado, oferecendo um espaço seguro de escuta e cuidado para que a pessoa possa desenvolver novas formas de lidar com o sofrimento.
Um abraço,
**Graciele Teixeira Ruurs**
**Psicóloga | CRP 06/123117**
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Perguntas frequentes
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