Perguntas do paciente (43)

  • . Como posso ajudar alguém com Transtorno Bipolar?

    . Como posso ajudar alguém com Transtorno Bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Ajudar alguém com Transtorno Bipolar começa por compreender que se trata de um transtorno do humor, com fases que podem variar entre maior energia/impulsividade e períodos de tristeza ou retraimento.

    Algumas atitudes que costumam ajudar:

    Incentivar e apoiar o tratamento regular (psiquiátrico e psicológico).

    Manter diálogo aberto, sem julgamentos ou críticas excessivas.

    Evitar confrontos intensos durante fases de maior instabilidade.

    Observar mudanças importantes de comportamento e, se necessário, sugerir ajuda profissional.

    Cuidar também da própria saúde emocional — apoiar não significa se sobrecarregar.

    É importante lembrar que você não é responsável por “controlar” o transtorno da outra pessoa. O papel principal no tratamento é dela, com apoio profissional adequado.

    Informação, paciência e limites saudáveis fazem diferença.


  • Existem sinais comportamentais precoces que anunciam o transtorno bipolar durante a infância e adole

    Existem sinais comportamentais precoces que anunciam o transtorno bipolar durante a infância e adolescência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    O transtorno bipolar pode apresentar sinais ainda na infância ou adolescência, mas o diagnóstico nessa fase exige cautela, pois mudanças de humor e comportamento fazem parte do desenvolvimento.

    Alguns sinais que merecem atenção incluem oscilações de humor muito intensas e persistentes, períodos de energia excessiva com pouca necessidade de sono, impulsividade marcada, irritabilidade fora do padrão habitual e alternância com fases de tristeza profunda ou retraimento significativo.

    O ponto principal não é a presença isolada de um comportamento, mas a intensidade, a duração e o prejuízo no funcionamento escolar, familiar e social.

    É importante lembrar que nem toda criança ou adolescente mais agitado ou irritável tem transtorno bipolar. Uma avaliação especializada é fundamental para diferenciar variações do desenvolvimento de um quadro clínico estruturado.

    Quando há dúvida, buscar orientação profissional ajuda a trazer clareza e evita tanto a negligência quanto diagnósticos precipitados.


  • Todos os pacientes bipolares precisam de psicoterapia? Ou pode acontecer de o portador ser tratado a

    Todos os pacientes bipolares precisam de psicoterapia? Ou pode acontecer de o portador ser tratado apenas com medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    O tratamento do Transtorno Bipolar costuma envolver acompanhamento psiquiátrico com medicação, pois a estabilização do humor é fundamental para reduzir episódios de mania, hipomania ou depressão.

    No entanto, a psicoterapia não é obrigatória no sentido formal, mas é fortemente recomendada na maioria dos casos. A medicação atua na regulação biológica do humor, enquanto a psicoterapia ajuda a pessoa a compreender seus padrões, reconhecer sinais precoces de crise, melhorar relações e desenvolver estratégias de manejo emocional.

    Há pessoas que fazem apenas tratamento medicamentoso e conseguem estabilidade. Porém, a combinação entre medicação e psicoterapia costuma oferecer resultados mais consistentes a longo prazo, especialmente na prevenção de recaídas.

    Cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando intensidade dos sintomas, histórico de crises e rede de apoio.

    Se sentir que precisa de um espaço para aprofundar essa questão, fico à disposição para agendarmos uma conversa. Até!


  • Quais as diferenças entre burnout, estresse e depressão?

    Quais as diferenças entre burnout, estresse e depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Burnout, estresse e depressão podem ter sintomas parecidos, mas não são a mesma coisa.

    Estresse é uma resposta natural do corpo diante de pressões ou demandas. Pode causar irritabilidade, cansaço e tensão, mas tende a melhorar quando a situação se resolve ou quando há descanso adequado.

    Burnout é um estado de esgotamento relacionado principalmente ao trabalho. Envolve exaustão emocional, sensação de incapacidade, queda de desempenho e distanciamento afetivo das atividades profissionais. Não é apenas “cansaço”, mas um desgaste prolongado.

    Depressão é um transtorno do humor que vai além do contexto profissional. Pode incluir tristeza persistente, perda de interesse nas atividades, alterações no sono e no apetite, sentimento de culpa, desesperança e falta de energia — afetando várias áreas da vida.

    A diferença principal está na intensidade, na duração e na abrangência dos sintomas. Quando o sofrimento é persistente e interfere no funcionamento diário, é importante buscar avaliação profissional para um diagnóstico adequado e tratamento específico.


  • Porque não consigo me livrar da apatia e do mau-humor?

    Porque não consigo me livrar da apatia e do mau-humor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    A apatia e o mau-humor persistentes geralmente não surgem “do nada”. Eles podem estar ligados a cansaço acumulado, frustração prolongada, estresse crônico, conflitos não resolvidos ou até sintomas de ansiedade e depressão.

    Às vezes, o mau-humor funciona como uma forma de defesa quando estamos sobrecarregados ou insatisfeitos com algo que ainda não conseguimos nomear. Já a apatia pode aparecer quando há esgotamento emocional — como se a mente desligasse para suportar o excesso.

    O que merece atenção é quando esses estados se tornam frequentes, duram semanas e começam a afetar relações, trabalho ou motivação para atividades antes prazerosas.

    Mais do que “forçar” bom humor, pode ser importante compreender o que está por trás desse desânimo. Uma escuta profissional pode ajudar a identificar as causas e construir formas mais saudáveis de lidar com o que está sendo vivido.

    Você não está sozinho(a) nisso — e, na maioria das vezes, há caminhos possíveis para mudança. Fico à disposição para agendarmos uma consulta.


  • Olá! E quando a mãe tem o filho como “marido/homem” mas sem desejo real em ter relações sexuais , ma

    Olá! E quando a mãe tem o filho como “marido/homem” mas sem desejo real em ter relações sexuais , mas todos os movimentos de enxerga-lo como homem dela e não filho? Também é complexo de Édipo, ou tem outro nome?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Quando uma mãe passa a ocupar o filho no lugar simbólico de “companheiro” — esperando dele apoio emocional, lealdade exclusiva ou funções que pertencem ao vínculo conjugal — não estamos falando necessariamente de desejo sexual, mas de uma confusão de lugares psíquicos dentro da família.

    Na psicanálise, isso não é simplesmente o Complexo de Édipo. O Édipo diz respeito à organização do desejo infantil e à entrada da função paterna como limite estruturante. Aqui, o que pode estar em jogo é algo diferente: uma dificuldade de separação e de reconhecimento das fronteiras entre o lugar de filho e o lugar de parceiro.

    Alguns autores descrevem essa dinâmica como “parentificação” ou “inversão de papéis”, quando a criança é convocada a ocupar uma função emocional que não lhe corresponde. Isso pode gerar sobrecarga psíquica, culpa ou dificuldade futura nos relacionamentos.

    Cada caso, porém, é singular. O mais importante é compreender como essa posição foi construída e quais efeitos ela produz na vida do filho.

    Quando há sofrimento envolvido, a escuta clínica pode ajudar a reorganizar esses lugares de forma mais saudável.


  • Uma pessoa com TAB se arrepende imediatamente das coisas que faz? Por um exemplo ter uma relação sex

    Uma pessoa com TAB se arrepende imediatamente das coisas que faz? Por um exemplo ter uma relação sexual e logo após o orgasmo ter disforia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Nem sempre. No Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), podem ocorrer períodos de impulsividade aumentada, especialmente em fases de hipomania ou mania. Nesses momentos, a pessoa pode agir com menos avaliação das consequências, inclusive em decisões afetivas ou sexuais.

    O arrependimento costuma aparecer depois, quando o humor retorna a um estado mais estável ou entra em fase depressiva. Porém, isso não é uma regra automática nem acontece da mesma forma para todos.

    Sobre a disforia após o orgasmo (às vezes chamada de disforia pós-coital), ela pode ocorrer independentemente do TAB. Algumas pessoas sentem tristeza, vazio ou irritação após a relação sexual, e isso pode estar relacionado a fatores emocionais, históricos de vínculo, expectativas ou questões internas não elaboradas.

    É importante avaliar o contexto:
    Foi um episódio isolado? Está associado a outras mudanças de humor? Há impulsividade fora do padrão habitual?

    Mais do que focar apenas no ato em si, o essencial é compreender o funcionamento emocional mais amplo. Uma avaliação profissional pode ajudar a diferenciar o que faz parte de uma oscilação do humor e o que pode estar ligado a outras questões afetivas.


  • eu preciso de encaminhamento medico pra passar no psicólogo?

    eu preciso de encaminhamento medico pra passar no psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Não é necessário. Você pode buscar sem encaminhamento.
    Estou à disposição.


  • Minha mãe foi diagnosticada com Transtorno Bipolar Afetivo, com episódios psicóticos. Eu sempre fui

    Minha mãe foi diagnosticada com Transtorno Bipolar Afetivo, com episódios psicóticos. Eu sempre fui bastante melancólica e passo por sintomas depressivos faz anos. É possível eu ter herdado geneticamente dela esse transtorno, mesmo com sintomas diferentes dos manifestados por ela?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Sim, o Transtorno Bipolar Afetivo possui um componente genético, o que significa que ter um familiar de primeiro grau com o diagnóstico pode aumentar a vulnerabilidade para transtornos de humor. No entanto, isso não é determinístico: herda-se uma predisposição, e não necessariamente o transtorno em si.

    É importante destacar que o Transtorno Bipolar envolve não apenas sintomas depressivos, mas também episódios de mania ou hipomania. Quando há apenas sintomas depressivos persistentes, outras possibilidades diagnósticas podem ser consideradas, como transtornos depressivos.

    Além disso, crescer em um ambiente marcado por instabilidade emocional também pode impactar o desenvolvimento psíquico e contribuir para sintomas ao longo da vida.

    O mais indicado é buscar uma avaliação profissional, que leve em conta tanto os aspectos biológicos quanto a história de vida, permitindo um cuidado mais preciso e individualizado.

    Fico à disposição para agendarmos uma sessão e conversarmos melhor. Até!


  • E normal gosta da pessoa e não quere-là? Quando eu era pequena interessei em um garoto, mais depois

    E normal gosta da pessoa e não quere-là? Quando eu era pequena interessei em um garoto, mais depois que tive uma decepção sofri mais superei enfim... Tinha 8 anos na época depois interessei em outros mais, quando era para ter compromisso sério o sentimento de amor sumia de repente porque sou assim? Agora eu tenho 15 anos é estou interessada em um rapaz mais, não tenho certeza que o amo então estou evitando para não machucar ninguém

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Sim, isso pode ser absolutamente normal — especialmente na adolescência.

    Os sentimentos nessa fase da vida costumam ser intensos, mas também podem mudar com rapidez. Às vezes gostamos de alguém, criamos expectativa, mas quando a relação começa a ficar mais séria ou real, surgem inseguranças, medo de se machucar ou de machucar o outro. Isso não significa que há “algo errado” com você.

    Aos 15 anos, você ainda está conhecendo a si mesma: o que sente, o que espera de alguém, o que é carinho, o que é paixão e o que é amor. Amor não costuma surgir de forma imediata ou com certeza absoluta — ele se constrói com convivência, segurança e tempo.

    Também é comum que experiências anteriores de decepção façam a gente querer se proteger. Às vezes, quando o sentimento começa a ficar mais profundo, o medo aparece e dá vontade de se afastar antes que algo dê errado.

    Evitar alguém para não machucar pode parecer cuidado, mas conversar com honestidade costuma ser mais saudável do que fugir. Você não precisa ter certeza de que ama alguém para se permitir conhecer melhor essa pessoa.

    Se perceber que o medo sempre impede você de se aproximar, pode ser interessante conversar com um profissional para entender melhor esses sentimentos. Mas, pelo que você descreve, isso faz parte do processo natural de crescimento emocional.

    Você ainda está aprendendo a amar — e isso leva tempo.


  • Olá! Eu em norma demoro a ejacular, levo por aí 1 hora. Isso me assusta, gostaria de saber se é norm

    Olá! Eu em norma demoro a ejacular, levo por aí 1 hora. Isso me assusta, gostaria de saber se é normal?
    Às vezes tento estimular a minha mente para que ejacule o mais breve possível, mas não dá certo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Demorar para ejacular pode ser normal, desde que não esteja causando sofrimento significativo para você ou para a relação. O tempo para ejaculação varia bastante entre os homens, e não existe um “padrão ideal”.

    Em alguns casos, a dificuldade ou demora pode estar relacionada à ansiedade, excesso de controle, preocupação com desempenho ou até ao hábito de masturbação com estímulos muito específicos. Quando você tenta “forçar” mentalmente para que aconteça mais rápido, isso pode aumentar ainda mais a tensão e dificultar o processo.

    A ejaculação depende de relaxamento e excitação adequados. Quanto mais cobrança, menor a espontaneidade da resposta corporal.

    Se a situação é frequente e está gerando insegurança ou impacto na vida sexual, pode ser interessante buscar avaliação profissional para entender se há fatores emocionais ou físicos envolvidos.

    Na maioria das vezes, tem relação com aspectos psicológicos e pode ser trabalhado com orientação adequada. Estou à disposição para conversarmos melhor em uma sessão, até!


  • Olá tenho 24 anos e venho passando por problemas na minha vida sexual desde os 17-18 anos, sempre qu

    Olá tenho 24 anos e venho passando por problemas na minha vida sexual desde os 17-18 anos, sempre que chega na hora H eu broxo, realmente não sei mais o que fazer já que isso esta dificultando qualquer relacionamento que eu venha a ter, não tenho problemas com ereção quando estou sozinho e já fui a um urologista e fisicamente está tudo Ok
    Confesso que minha adolescência 13-14 anos consumi muita pornografia isso pode ser um fator ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Pelo que você descreve, o fato de não ter dificuldade de ereção quando está sozinho e já ter passado por avaliação médica normal sugere que a causa provavelmente não é física, mas emocional.

    Quando a ereção falha apenas na relação com outra pessoa, geralmente está relacionada à ansiedade de desempenho, medo de falhar ou excesso de autocrítica no momento íntimo. A mente entra em estado de alerta, e a ereção depende justamente de relaxamento.

    Sobre a pornografia na adolescência: o consumo intenso pode, em alguns casos, condicionar a excitação a estímulos muito específicos, rápidos ou altamente estimulantes. Isso pode dificultar a resposta em situações reais, que envolvem tempo, vulnerabilidade e interação emocional. Mas não significa dano permanente — é algo que pode ser trabalhado.

    O mais importante é perceber que quanto mais você tenta “garantir” que vai funcionar, maior pode ficar a pressão interna.

    Psicoterapia costuma ajudar bastante nesses casos, especialmente para trabalhar ansiedade, expectativa e padrões de excitação.

    Se sentir que precisa de um espaço para aprofundar essa questão, fico à disposição para agendarmos uma conversa. Até!


  • Quando estou com raiva\entediado\sem paciência,sinto vontade de bater a minha cabeça ou me auto-mach

    Quando estou com raiva\entediado\sem paciência,sinto vontade de bater a minha cabeça ou me auto-machucar,mais seguro essas vontades,oque isso pode significar??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Sentir vontade de se machucar quando está com raiva, entediado ou sem paciência geralmente é um sinal de que a emoção está ficando intensa demais e difícil de regular naquele momento.

    Às vezes, o impulso de bater a cabeça ou se machucar não é exatamente um desejo de se ferir, mas uma tentativa de aliviar uma tensão interna muito grande. Algumas pessoas relatam que a dor física parece “organizar” ou descarregar a emoção. Isso indica que há um sofrimento que ainda não encontrou outra forma de expressão.

    O fato de você conseguir segurar essas vontades é algo importante e positivo — mostra que há controle e consciência.

    Mesmo assim, esse tipo de impulso merece atenção. Pode estar relacionado a dificuldade de lidar com frustração, explosões de raiva, sensação de vazio ou acúmulo de estresse.

    Buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para aprender outras formas de lidar com essas emoções sem que você precise se machucar. Você não precisa enfrentar isso sozinho.

    Se em algum momento essas vontades ficarem mais fortes ou difíceis de controlar, procurar alguém de confiança ou atendimento de urgência é fundamental.


  • Estar sempre com vergonha e medo de erros do passado.Que não se repetem.Mas não me deixam seguir em

    Estar sempre com vergonha e medo de erros do passado.Que não se repetem.Mas não me deixam seguir em frente.Que posso fazer para deixar de estar sempre escondido dentro do meu mundo onde não deixo ninguém entrar, nem mesmo os especialistas. Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Vergonha ligada a erros do passado pode se tornar muito mais pesada do que os próprios acontecimentos. Mesmo quando os erros não se repetem, a mente pode continuar revivendo a situação como forma de autopunição ou tentativa de controle.

    A vergonha tende a nos isolar. Criamos um “mundo interno protegido” onde ninguém entra porque, de algum modo, acreditamos que, se o outro souber quem realmente somos, seremos rejeitados. Esse movimento é compreensível — mas também mantém o sofrimento.

    O fato de você perceber que está se escondendo já é um passo importante. Muitas vezes, o medo não é apenas do julgamento dos outros, mas de revisitar emoções que ainda doem.

    Deixar alguém entrar — inclusive um profissional — não significa expor tudo de uma vez. Pode ser um processo gradual. A confiança se constrói no tempo, e a vergonha costuma diminuir quando encontra escuta sem julgamento.

    Talvez o caminho não seja “esquecer” o passado, mas ressignificá-lo, entendendo que erro não define identidade.

    Se quiser cuidar disso com mais atenção, fico à disposição para conversarmos em consulta. Até breve


  • sou bipolar e tenho depressão,costumo ter pensamentos que desejam coisas ruins as pessoas...Isso faz

    sou bipolar e tenho depressão,costumo ter pensamentos que desejam coisas ruins as pessoas...Isso faz parte?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Ter pensamentos indesejados ou agressivos pode acontecer em diferentes quadros emocionais, inclusive em momentos de instabilidade do humor. No entanto, é importante diferenciar pensamento de intenção.

    Pensamentos não são ações. Muitas vezes, surgem como descargas de raiva, frustração ou sofrimento acumulado. O fato de você perceber isso e se preocupar já mostra que esses pensamentos não definem quem você é.

    Em fases depressivas pode haver irritabilidade e desesperança. Em fases de maior ativação do humor, pode haver impulsividade ou intensificação emocional. Ainda assim, pensamentos persistentes de desejar mal aos outros merecem ser discutidos com seu psiquiatra ou terapeuta, para avaliar se fazem parte da oscilação do humor ou se estão ligados a outro fator, como ansiedade intensa ou dificuldade de regulação emocional.

    O mais importante é não lidar com isso sozinho(a). Ajustes no tratamento ou na psicoterapia podem ajudar bastante.

    Se em algum momento esses pensamentos se tornarem difíceis de controlar ou vierem acompanhados de impulso de agir, procurar ajuda imediata é fundamental.

    Você não é seus pensamentos — mas eles podem ser sinais de que algo precisa de cuidado.

    Fico à disposição para agendarmos uma consulta e conversarmos melhor, até!


  • Não consigo manter ereção ao colocar a camisinha. O que posso fazer?

    Não consigo manter ereção ao colocar a camisinha. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Isso é mais comum do que parece e, muitas vezes, está ligado à ansiedade de desempenho. Quando a preocupação em “dar certo” ou não perder a ereção aumenta, o corpo pode reagir exatamente com o contrário do que a pessoa deseja.

    Ao colocar a camisinha, o foco pode sair da excitação e ir para o controle, a pressa ou o medo de falhar — e a ereção depende justamente de relaxamento.

    Tentar desacelerar, integrar a camisinha ao momento íntimo e reduzir a autocrítica costuma ajudar. Se a dificuldade persistir, vale buscar orientação profissional para trabalhar essa ansiedade.

    Na maioria dos casos, não é um problema físico, mas emocional.
    Fico à disposição para agendarmos uma consulta.


  • Como posso comunicar ao profissional da saúde que eu suspeito ter Transtorno de Personalidade Limítr

    Como posso comunicar ao profissional da saúde que eu suspeito ter Transtorno de Personalidade Limítrofe (Borderline)? Um psicólogo pode realizar o diagnóstico ou devo procurar um psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Se você suspeita de Transtorno de Personalidade Limítrofe (Borderline), o primeiro passo é comunicar isso de forma simples e direta ao profissional que já acompanha você — ou ao que vier a procurar. Você pode dizer, por exemplo: “Tenho me identificado com características de Borderline e gostaria de avaliar isso melhor.”

    Não é necessário chegar com certeza diagnóstica, mas sim com abertura para investigação.

    Tanto psicólogos quanto psiquiatras podem realizar avaliação diagnóstica. O psicólogo faz essa investigação por meio de entrevistas clínicas e, quando necessário, instrumentos psicológicos. O psiquiatra, além da avaliação diagnóstica, pode considerar a necessidade de medicação, caso haja sintomas associados como impulsividade intensa, depressão ou ansiedade.

    O mais importante é não se autodiagnosticar apenas com base em informações da internet. O diagnóstico envolve análise cuidadosa da história de vida, padrões de relacionamento, regulação emocional e funcionamento global.

    Buscar avaliação já é um passo importante de cuidado consigo mesmo(a).

    Permaneço à disposição para acompanhamento, se desejar aprofundar essa questão em consulta.


  • Olá boa noite, queria saber se é comum um jovem com 19 anos ñ ter decisão, nas escolhas ,hoje quer a

    Olá boa noite, queria saber se é comum um jovem com 19 anos ñ ter decisão, nas escolhas ,hoje quer algo, amanhã já não mais, sempre assim com frequência, se é comum ,ou se precisa de ajuda psicológica??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Sim, é relativamente comum que jovens por volta dos 19 anos apresentem indecisão e mudanças frequentes de opinião. Essa fase da vida é marcada por importantes processos de construção de identidade, escolhas profissionais e maior autonomia, o que pode gerar dúvidas e oscilações.

    No entanto, é importante observar a intensidade e o impacto dessa indecisão. Quando ela começa a causar sofrimento, ansiedade, dificuldade de manter compromissos ou sensação constante de confusão, pode ser um indicativo de que o acompanhamento psicológico seria benéfico.

    A psicoterapia pode auxiliar no autoconhecimento, na construção de critérios mais seguros para tomada de decisão e no desenvolvimento de maior confiança nas próprias escolhas.


  • Meu marido sofreu abuso sexual quando criança. É só foi me contar agora, depois de 5 anos de relacio

    Meu marido sofreu abuso sexual quando criança. É só foi me contar agora, depois de 5 anos de relacionamento. Não estou sabendo lidar com a situação. Ele quer ajuda para superar o trauma, que tipo de profissional devo procurar? Percebi que existem varias tipos de psicólogos....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    O mais indicado é procurar um(a) psicólogo(a) com experiência no atendimento a pessoas que vivenciaram abuso sexual ou outras situações traumáticas. O fundamental não é apenas a abordagem, mas a formação, a escuta qualificada e a experiência clínica com esse tipo de sofrimento.

    Na psicoterapia — inclusive na psicanálise — o trabalho envolve oferecer um espaço seguro para que a experiência traumática possa ser elaborada no tempo do paciente, respeitando seus limites e seu ritmo. O trauma muitas vezes permanece ativo não apenas pelo que aconteceu, mas pelo silêncio, pela culpa ou pela dificuldade de simbolizar o vivido.

    Em alguns casos, pode ser importante também avaliação psiquiátrica, especialmente se houver sintomas intensos como ansiedade, insônia ou depressão.

    Além disso, é natural que essa revelação impacte você também. Às vezes, acompanhamento individual ou de casal pode ajudar a reorganizar a relação a partir dessa nova compreensão.

    O fato de ele querer ajuda já é um passo significativo no processo de cuidado.

    Fico à disposição para agendarmos uma consulta e conversarmos melhor, até!


  • Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Guilherme  Faquim

    Sim, iniciar psicoterapia aos 75 anos pode ser muito proveitoso. Não há limite de idade para o cuidado com a saúde emocional, e essa fase da vida traz questões importantes que podem se beneficiar de um espaço de escuta qualificada.

    A psicoterapia pode auxiliar na elaboração da própria história, no enfrentamento de perdas, na adaptação a mudanças e na redução de sentimentos de solidão. Além disso, pode contribuir para o manejo de sintomas de ansiedade ou depressão, que também podem ocorrer na terceira idade.

    Mais do que promover mudanças radicais, o processo terapêutico nesse momento pode favorecer uma vivência mais integrada, com maior sentido e qualidade de vida.

    Tenho vários paciente nessa faixa de idade, e é sempre muito interessante!
    Podemos agendar de conversarmos melhor, até!


Perguntas frequentes

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