Perguntas do paciente (10)
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Porque eu não consigo chorar? Tenho 24 anos e consigo contar nos dedos quantas vezes eu chorei desd
Porque eu não consigo chorar?
Tenho 24 anos e consigo contar nos dedos quantas vezes eu chorei desde minha infância, até hoje.
Isso é normal? Mesmo quando eu quero chorar, não consigo. Pode acontecer algum falecimento, acidente, dor, decepção... Qualquer coisa que normalmente as pessoas choram, eu não consigo. Não vem nada, nem lembro mais da sensação de um choro. Gostaria de saber se isso é normalRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O choro é uma das formas de se comunicar emoção mais facilmente reconhecidas socialmente. É quase que automático para todos nós ao nos depararmos com alguém que chora, que trata-se de um excesso de afeto que não encontrou outra via de se fazer presente se não pelo choro. Portanto, é um modo de dar "vasão" ao excesso, de "tratar" o excesso quando ele irrompe. No entanto, essa não é a única maneira. Há pessoas que "tratam" o excesso pela via das ações, da impulsividade, do "nada querer saber" sobre suas próprias questões. As possibilidades são inúmeras, singulares, mas cada um encontra um jeito que pode ser mais ou então menos nocivo para o próprio sujeito. Poderíamos dizer que a resposta pela impulsividade é um modo menos benéfico para o sujeito tendo em vista que ele pode se colocar em muita confusão, situações difíceis, por exemplo. Portanto, não se angustie se o choro não é uma via frequentemente acessada por você, certamente você encontrou outras. Agora, o que é importante é que você possa compreender os motivos pelos quais isso se dá, o modo como você consegue tratar o seu excesso, o motivo pelo qual você "não consegue chorar", como você diz acima, enfim, que você possa se apropriar melhor do modo como você sofre ou escamoteia esse sofrimento.
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Olá , sou gay e casado com um cara maravilhoso , amoroso , que me ama muito e sempre transparece iss
Olá , sou gay e casado com um cara maravilhoso , amoroso , que me ama muito e sempre transparece isso , mas a pouco tempo descobri que meu namorado prefere assistir porno hetero , ele me explicou , eu tentei entender , mas minha cabeça ainda ficou meio confusa , e eu meio que não consegui aceitar isso !
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É comum que um dos parceiros se angustie quando se da conta que mesmo mantendo uma união saudável, de correspondência reciproca e transparência como você diz, há ainda algo que foge à isso, um desejo que emerge por uma via "clandestina", digamos assim, ou seja, que não passa pelas vias nas quais o relacionamento se assenta. Essa angustia aparece associada a constatação de que o parceiro pode deleitar-se, fruir, de outros modos que não necessariamente estão inclusos na relação que vocês estabelecem. Diante dessa constatação, emerge-se uma pergunta, feita pelo próprio sujeito, a respeito daquilo que o parceiro ama nele, isto é, o motivo pelo qual o parceiro se mantém na relação tendo em vista que seu interesse também caminha por outras áreas ou, de outro modo, qual o lugar que o sujeito ocupa no desejo do parceiro. Isso demonstra que mesmo nas uniões mais "uniformes", há sempre algo que escapa, que é rebelde aos pactos, aos combinados, aos tratados. Diante disso que escapa, cada sujeito se angustia de uma forma, de acordo com sua "matriz subjetiva". O seu "não aceitar isso", como você diz, evidencia essas questões que não podem ser jogadas para debaixo do tapete, tamponadas, esquecidas, sob o risco de retornar como algo mais maléfico para você e a relação. É necessário, antes, ser compreendido, enfim, tratado.
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Há alguma forma de amenizar crises de ansiedade com exercícios respiratórios?
Há alguma forma de amenizar crises de ansiedade com exercícios respiratórios?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Com a função de amenizar, como você diz, acho possível em um momento ou outro menos agudo. No entanto, como forma de tratamento não penso ser eficaz pois não vai à raiz da questão. Se o seu corpo tem se manifestado dessa forma, pelas crises de ansiedade, isso pode indicar a necessidade de fazê-lo ser escutado de outras formas que sejam menos sofridas para você. É importante que você possa fazê-lo se manifestar de outros modos, isto é, que consiga tratar aquilo que você não tem acessado, que tem ignorado, e que tem se apresentado de forma tão violenta. A psicanálise trabalha com a premissa de que uma grande parte dos nossos processos mentais operam a nível inconsciente. Portanto, eles são uma parte fundamental em nós que buscamos ignorar, que desconhecemos, mas que insiste em se apresentar na vida cotidiana, seja por escolhas e gostos nos quais não nos reconhecemos, comportamentos repetitivos, às vezes danosos, enxaquecas resistentes, preferências amorosas ou até mesmo no que tem sido chamado de crises de ansiedade e diversos outros diagnósticos que ao fornecer o nome, nomear o sofrimento vivido pelas pessoas, não diz nada sobre o que tem produzido esse sofrimento. Diante disso tudo, acho importante que você pense na diferença entre amenizar um sintoma e trata-lo.
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Depois a eu ganhei BB fiquei muito com saudade da barriga, e fico com saudades de vivido tudo da gra
Depois a eu ganhei BB fiquei muito com saudade da barriga, e fico com saudades de vivido tudo da gravidez, e agora vendo meu BB com 4 mês, dar uma alegria por ver ele crêscendo saudável e triste por que eu não vou poder sentir ele mexendo dentro de mim. O que será isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para além de dizer para que você não se preocupar com isso, ou que é natural sentir saudade de uma gravidez "bem vivida" ou mesmo para curtir seu novo bebê, acho importante que você possa se perguntar a que se deve essa saudade da gravidez e do corpo com a barriga que você cita. Isso é uma pergunta fundamental. Digo isso porque a gravidez é um momento que instaura como nenhum outro um antes e um depois. A partir da gravidez, todas precisarão refazer, reviver, reorganizar inúmeras questões subjetivas diante dessa nova fase em que uma mãe nasce. Nasce uma criança mas também nasce uma mãe. Portanto, impõe-se à todas uma divisão que angustia, que é justamente entre o lugar da mãe e o lugar da mulher. Como não ser tomada de todo pelo lugar da mãe? Ou então pelo lugar da mulher? Como esses dois lugares podem coabitar? Esse é um impasse difícil e que nesse primeiro momento aparece com muita força. Aparece com muita força também um luto que precisa ser vivido diante da perda da barriga, diante da transformação de um corpo vivido para algumas mulheres como mais completo, um corpo que empodera, que deixa potente, que faz com que muitas se sintam mais bonitas, belas, para um corpo subtraído, diminuído, que perdeu esses aspectos citados anteriormente. Portanto, gestar, tornar-se mãe, aprender a se relacionar com aquele novo ser, viver tantas mudanças a nível do corpo e a nível hormonal, tudo isso são tarefas que exigem muito do ponto de vista subjetivo e que tem o poder de reviver fantasias antigas, lembranças de infância, enfim, pensamentos e expectativas sobre toda uma vida. Desse modo, sugiro que você faça a si mesmo essa pergunta que colocou aqui: "o que será isso?". Quem sabe assim você consiga localizar o que tem te despertado esses sentimentos.
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É possível esquecer uma memória com hipnoterapia? Ou dar outro significado à ela?
É possível esquecer uma memória com hipnoterapia? Ou dar outro significado à ela?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A memória não é apenas um fator cognitivo de registro, de gravura de um momento que passou. Ela é também (e sobretudo) um afeto. Em psicanálise dizemos que uma memória não pode ser apagada, ela é esquecida em um processo ativo que chamamos de recalque. Portanto, recalcar uma memória é um processo ativo do inconsciente de esquece-lá, suprimi-la, por inúmeros motivos, seja porque ela expõe um desejo impossível do sujeito reconhecer, seja porque ela carrega um trauma ou um afeto oposto ao nosso ideal, etc. No entanto, o que acontece com essa memória esquecida ou recalcada, é que ela se impõe sobre as escolhas atuais dos sujeitos na vida sem que eles possam dar conta disso; há um processo de repetição das escolhas que se impõem aos sujeitos e que frequentemente associa-se ao destino, aos infortúnios, justamente por não se reconhecer nelas. Nesse sentido, o trabalho de uma análise não é o de produzir mais esquecimento, mas justamente de relembrar, recordar, essas coordenadas antigas e muito arcaicas da nossa existência, dos nossos desejos, e que fornecem os índices do que nos acomete hoje. Fazendo isso, é possível reinventar um presente novo e um futuro no qual não se está cativo a essa repetição do recalque que mantém o presente sempre igual, engessado, o mesmo. Portanto, produzir outros significados em relação a memória, como você disse, é o horizonte de uma análise. E mais do que isso, trata-se de compreender a função de cada “memória”, a forma como ela nos faz repetir e o modo como se manifesta nos sintomas, no corpo e nos adoecimentos.
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Tenho 57 anos, a mais ou menos dois anos atrás, meu desempenho foi caindo gradativamente, e hoje alé
Tenho 57 anos, a mais ou menos dois anos atrás, meu desempenho foi caindo gradativamente, e hoje além de ter uma dificuldade de ereção, quando minha mulher muda de posição, principalmente por cima não consigo manter a ereção, ela vem ficando cada vez mais nervosa, e quando chego perto dela meu coração dispara fico super ansioso e co medo dela ficar chateada e não consigo manter a ereção. Já fiz vários exames e nenhum apontou qualquer irregularidade, faço uso do Tadalafila 20 e não esta tendo resultado satisfatório, e estou em baixa estima, me sentindo um dos piores homens.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante investigar o que é que começou a acontecer há cerca de dois anos atrás que a relação sexual com sua esposa foi se alterando dessa forma para que hoje você precise tomar esse tipo de medicação. São inúmeras as causas para a impotência sexual e penso que você já distinguiu bem quando avalia que se trata de uma impotência psíquica e não uma fisiológica, tendo em vista que seus exames estão a nível regular. Essas causas frequentemente têm relação com o modo como elegemos o parceiro sexual, o lugar que ele ocupa nas coordenadas da fantasia da pessoa. Se o ato sexual tem sido produtor de angústia, é importante investigar isso que não tem permitido a sustentação do seu desejo. E você já indica alguns pontos: o ângulo, a expectativa que você supõe nela, sua própria expectativa, seu lugar enquanto homem, enfim, todos esses são elementos de análise que precisam ser esmiuçados com a finalidade de permitir um novo enquadre para isso que tem se manifestado como impotência sexual na sua vida e de sua esposa.
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É possível ser diagnosticado incorretamente com tdah por avaliação neuropsicologica?
É possível ser diagnosticado incorretamente com tdah por avaliação neuropsicologica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Certamente é passível de erro. Todo diagnóstico precisa ser construído ao longo do tempo e de várias sessões, mesmo que preenchido a maioria dos critérios diagnósticos para o F90. Só no decorrer de um período de tempo que um diagnóstico pode ser fechado. Isso porque há períodos em que as pessoas estão passando por situações difíceis, mudanças repentinas, situações de perdas, muitas vezes sem o tratamento e o acompanhamento adequado, e isso acaba transbordando e manifestando-se no corpo a partir da sintomatologia agrupada com o nome de TDAH. Todas essas situações descritas acima podem gerar desatenção, inquietude, imprudência, esquecimentos etc. Além disso, é importante uma anamnese mais profunda no sentido de excluir outros possíveis diagnósticos como, por exemplo, uma fase de hipomania característica da bipolaridade. Nesse sentido, antes de fechar um diagnóstico, é importante que o paciente se pergunte o que é que tem tirado seu sono, desviado sua atenção, ou mesmo lhe deixado inquieto. Certamente chegará em questões que não estão esclarecidas para si mesmo. Penso que desconfiar do diagnóstico é um bom primeiro passo pois abre a possibilidade de que você possa falar sobre isso, sobre esses sintomas, para que o diagnóstico não te silencie, te cale. Abs.
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A pornografia pode gerar algum tipo de problema psicológico? Tipo TOC e TDAH?
A pornografia pode gerar algum tipo de problema psicológico? Tipo TOC e TDAH?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pornografia é uma ferramenta que as pessoas utilizam para acessar o seu próprio erotismo, portanto, é bem vinda. Então, a princípio, não configuraria um problema psicológico, como você cita. No entanto, isso precisa ser ponderado quando o sujeito somente consegue acessar seu erotismo através do recurso a pornografia. Isso indicaria uma relação muito precária da pessoa com seu próprio fantasiar, ou seja, uma capacidade pobre de se excitar com aquilo que lhe convocaria no outro, um traço, uma preferência, uma vestimenta, um jeito de falar, enfim, tudo aquilo que pode despertar um interesse sexual e que muitas vezes não sabemos nomear. Diante dessa relação frouxa com a fantasia, com o fantasiar, a pessoa passa a recorrer ao bruto da pornografia, a essa imagem literal que nada esconde, que escancara. Esse movimento coloca os sujeitos em um círculo vicioso no qual quanto mais é exposto a pornografia, mais o seu fantasiar é atrofiado, a vivência de sua sexualidade é inibida. A consequência disso é um sujeito escravizado por essas imagens pornograficas e que por isso vai ter um acesso parcial, limitado, com sua própria sexualidade e também a do outro, limitando-se a um recorte muito específico, a uma cena sempre repetida, que ele encontra nos filmes e que lhe satisfaz. A indústria pornografica sabe disso, não atoa esses filmes são separados por categorias. Esses recortes elegidos por cada um revelam muito da vida psíquica do sujeito, pois expõe de onde esse congelamento opera, algo que frequentemente vira questão de análise. Diante disso, a avaliação que deve ser feita nesses casos, é quanto ao impacto que esses acessos produzem nas parceiras amoras e na relação com o “outro da realidade”, aquele que é muito diferente do “outro virtual” dos conteúdos pornograficos, dos vídeos. Diferente no sentido de que no campo da realidade concreta, o fantasiar coloca sempre em jogo uma negativa, uma não correspondência, que está em jogo na relação com a alteridade. Um risco que é inerente a todo acesso possível ao outro e do qual aquele que recorre a pornografia se furta, não precisa encarar.
Em relação ao diagnóstico de TOC e TDAH, o vício em pornografia não entra como um critério de avaliação no DSM.
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Pq pessoas que tem TOC tem a mania de organização? Pode ocorrer da pessoa ter TOC e não ter essa coi
Pq pessoas que tem TOC tem a mania de organização? Pode ocorrer da pessoa ter TOC e não ter essa coisa de organização exagerada? Ou a pessoa quando tem TOC ela sempre vai ter isso
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excesso de organização e TOC são questões diferentes mas podem estar associadas em alguns casos. No TOC há a prevalência de rituais e pensamentos que fogem ao controle do sujeito e nos quais ele não se reconhece, é estranho a sua realidade psíquica mas sem os quais ele não consegue seguir adiante, é imperativo realizar. É importante ressaltar que os rituais presentes no TOC aparecem como uma substituição, uma espécie de drenagem, do excesso pulsional que não conseguiu se resolver por outros meios, um excesso que não se vinculou a um traço de personalidade que o sujeito pode se reconhecer, se identificar. Portanto, esse conflito pulsional que ocorre a nível inconsciente e que se manifesta a nível consciente nos sintomas de rituais e pensamentos obsessivos precisam ser trabalhados em análise com a finalidade de movimentar esse enquadre pulsional que ligou os afetos indesejados, repelidos, aos rituais compulsivos. Por isso, é importante localizar a história pregressa do sujeito, o início da sintomatologia, a natureza dos rituais e dos pensamentos, inclusive no sentido de efetuar um diagnóstico que nos permita fazer a leitura mais apropriada para cada caso, para cada pessoa. Nem sempre os pensamentos intrusivos característicos do TOC são realmente enquadrados nesse diagnóstico. Por isso é importante que um paciente fale, associe, o quanto mais conseguir em consultório, pois somente através dessa fala livre, não sem as intervenções do profissional, é que se pode avançar nessas questões que trazem tanto sofrimento. Quando ao excesso de organização, desde que isso não esteja atrapalhando a vida da pessoa, não precisa necessariamente se tornar uma questão de análise ou tratamento, as vezes é apenas uma forma como determinados sujeitos encontram de estar na vida, se organizar subjetivamente, viver.
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Tenho 18 anos, e demorei a começar a me aceitar como trans a partir do momento que negava que eu era
Tenho 18 anos, e demorei a começar a me aceitar como trans a partir do momento que negava que eu era.
Devo procurar um psicologo antes do inicio do tratamento hormonal, devo procurar um endocrinólogo, qual seria o correto a se fazer ?
( sou uma pessoa muito confusa e leiga de tudo, sinceramente estou meio perdida nesse caminho )RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A questão trans por si só não precisa necessariamente de um especialista para tratar. Historicamente a transexualidade foi associada ao saber médico, prescritivo, que precisava ser corrigido e medicado. Diante desse fator histórico, é muito comum que a população lgbt e especialmente a trans, pense que é necessário se tratar, afinal, é essa a notícia que a cultura fornece a esses sujeitos considerados como desviantes. No entanto, a procura por um profissional pode sim ocorrer desde que você comece a localizar que está se perdendo nesse processo delicado que é uma transição de gênero. É comum que quem esteja passando por esse momento se confunda, no que diz respeito aos artigos e nomes, quando se refere a si mesmo. É comum também que fique divido quanto a essa difícil escolha e as transformações físicas que isso pode acarretar. O processo de “se aceitar”, como você diz, é atravessado também por questões que não tangem necessariamente à sexualidade ou a forma como ela se manifesta no corpo. Esse processo também é atravessado por desejos que não podemos reconhecer e por vontades que quando alcançadas retornam como insatisfação por não corresponder a nossa expectativa e ideal. Ou seja, nem sempre “se assumir” quanto ao gênero e à sexualidade é responsável por apaziguar o sujeito, pelo menos num segundo momento quando isso pode retornar.
Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…