Perguntas do paciente (10)

  • Sou autônomo e minha renda depende do quanto eu trabalho. Mas ultimamente tenho tido muita ansiedade

    Sou autônomo e minha renda depende do quanto eu trabalho. Mas ultimamente tenho tido muita ansiedade antes e durante o trabalho. O que eu posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helena Costa

    Oi, tudo bem? Imagino o quanto isso deve estar sendo difícil, especialmente quando a sua renda depende diretamente do seu desempenho. A ansiedade costuma aparecer em contextos assim, quando há muita pressão e pouco espaço para descanso, erro ou imprevisibilidade.
    Antes de tudo, é importante observar em que momentos ela aparece e como se manifesta (por exemplo, pensamentos, sensações físicas, comportamentos?). Entender essas variáveis ajuda a perceber o que está mantendo o ciclo de ansiedade.
    Algumas estratégias que costumam ajudar incluem: Fazer pausas curtas durante o dia, mesmo que pequenas, para reduzir o acúmulo de tensão; Aprender a reconhecer e nomear os sinais de ansiedade assim que começam; Praticar técnicas de respiração e grounding para trazer o foco pro presente; Avaliar se as metas e expectativas que você tem estão realistas com o seu momento atual.
    Mas essas coisas só AJUDAM, elas não costumam trazer resolução de verdade. Se a ansiedade está interferindo no seu rendimento ou te desgastando com frequência, buscar acompanhamento psicológico é o indicado. O processo terapêutico ajuda a compreender as causas desse padrão e desenvolver formas mais funcionais de lidar com as exigências do trabalho.


  • Porque pessoas não entendem o porque não gostaram de mim ? Como acontece no subconsciente dessas pes

    Porque pessoas não entendem o porque não gostaram de mim ? Como acontece no subconsciente dessas pessoas principalmente as mulheres porque elas nem entendem o motivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helena Costa

    Oi, tudo bem? Imagino que essa situação esteja sendo difícil pra você. Pelas informações que você trouxe, ainda não dá pra saber com certeza o que está acontecendo, mas talvez pensar em algumas perguntas possa te ajudar a enxergar o cenário com mais clareza:
    1)Como você sabe que essas pessoas não gostam de você? Elas chegaram a dizer algo diretamente, ou você tem interpretado sinais?
    2) Se houve uma conversa sobre isso, como ela começou e como se desenvolveu?
    3) Essa sensação costuma aparecer em outros relacionamentos também?
    4) Consegue lembrar quando foi a primeira vez que teve uma impressão parecida?
    Refletir sobre essas questões pode te ajudar a organizar melhor o que está sentindo e se ainda for difícil entender o que está acontecendo, podem servir como um ponto de partida importante numa conversa com um psicólogo.
    Às vezes, seguimos certos padrões de interpretação que nos levam a perceber situações de forma distorcida. Isso pode fazer com que alguns problemas se repitam e fiquem mais difíceis de compreender sozinhos. A ajuda profissional pode justamente te auxiliar a identificar essas regras internas e entender o que realmente está acontecendo nas suas relações.


  • Boa tarde recentemente eu passei por um ataque de pânico desencadeado após um estresse agudo ocasion

    Boa tarde recentemente eu passei por um ataque de pânico desencadeado após um estresse agudo ocasionado por um único uso da Cannabis, tive um ataque de pânico e isso já tem dois meses, vale ressaltar que eu nunca tive problema com ansiedade tão pouco pânico nem mesmo os membros da minha família, foi um ataque totalmente isolado, mas mesmo assim eu fui procurar ajuda a médica psiquiatra, a mesma disse que eu tive um início de estresse pós traumático e me passou uma medicação da qual eu optei por não tomar uma vez que eu já não estava sentindo ansiedade alta e nem medo nenhum, estou sem tomar medicação e estou muito bem saio me divirto brinco converso e faço meu hobby favorito, trabalho normalmente e não me impede de nada, porém eu noto que eu me sinto um pouco apreensivo e os meus pensamentos estão mais intensos, também questiono mais as coisas simples é normal sentir essa apreensão leve, pensamentos mais vividos, ter uma certa hipervigilancia e um certo estranhamento mesmo após dois meses?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helena Costa

    Oi, tudo bem?
    Existe literatura científica que discute a relação do uso de cannabis (especialmente em certas condições e em algumas pessoas, não todas) com reações agudas de ansiedade ou mesmo ataques de pânico, mesmo sem histórico prévio. Esses efeitos dependem de vários fatores, como dose, frequência de uso, composição da planta, sensibilidade individual e estado emocional no momento do consumo.
    Como você descreveu, é plausível que, após uma experiência intensa, o organismo permaneça em estado de alerta ou “sensibilizado” por algum tempo. Daí essa sensação de leve apreensão, pensamentos mais vividos ou hipervigilância que você relatou. Ainda assim, isso não implica necessariamente que um transtorno tenha se instalado. Pode ter sido um episódio isolado, mas é importante manter atenção.
    Com base apenas nas informações que você ofereceu, não é possível afirmar com segurança o que ocorreu. Seria necessário investigar as circunstâncias exatas do episódio, que sintomas são esses que você está chamando de ataque de pânico, se houve outros sintomas concomitantes, seu nível de vulnerabilidade individual, entre outras coisas.
    Se esses sintomas persistirem, agravarem ou começarem a interferir em seu dia a dia, recomendo que você procure um psicólogo. A psicoterapia pode auxiliar a explorar o que motivou a reação intensa, trabalhar o medo de recorrência, desenvolver estratégias de regulação emocional, aumentar sua autoconfiança frente a essas sensações, etc.
    Espero ter te ajudado!


  • Ultimamente (ultimos 2,3 dias) tive uma crise de ansiedade relativamente forte e nesses ultimos dias

    Ultimamente (ultimos 2,3 dias) tive uma crise de ansiedade relativamente forte e nesses ultimos dias venho sentido desconforto e preocupação constante, pressão no peito e etc. sempre que paro pra pensar nisso as vezes acaba piorando mas quando eu relaxo isso passa.

    Isso é normal? Já tive outras crises antes e já estou atrás de encontrar um profissional de saúde, mas queria saber se é uma consequência direta de alguns hábitos ruins (beber muito café e dormir tarde como exemplo)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helena Costa

    Oi, tudo bem?
    O fato de esses sintomas piorarem quando você pensa neles e diminuírem quando relaxa é não é incomum. O próprio foco na sensação tende a aumentar o estado de alerta do corpo.
    Alguns hábitos, como o consumo elevado de café e o sono irregular, realmente podem contribuir para o aumento da ativação fisiológica, o que facilita o surgimento desses sintomas ou os torna mais intensos. Porém esses fatores por si só não são a causa. A ansiedade costuma envolver uma combinação de elementos: condições do ambiente, história de vida, demandas atuais, contexto, repertório comportamental, entre outras coisas.
    Um acompanhamento psicológico pode te ajudar a identificar de forma mais precisa o que mantém esses episódios e compreender o papel de seus hábitos. Enquanto isso, cuidar do sono, reduzir gradualmente o café, e de repente tentar incluir exercícios físicos na rotina pode ajudar na sua saúde em geral. Existem também ferramentas de manejo de curto prazo, voltadas à regulação fisiológica e à consciência do momento presente, como o grounding e a respiração diafragmática, por exemplo. Aprendê-las pode te ajudar em momentos de crise.
    Fazer essas coisas tem potencial para contribuir para sua melhora, mas não realmente resolve a questão. É preciso investigar o que está acontecendo de forma mais ampla e individualizada.
    Espero ter te ajudado!


  • Quero conversar com as pessoas e ficar em lugares cheios, porém não consigo. bate uma tristeza depoi

    Quero conversar com as pessoas e ficar em lugares cheios, porém não consigo. bate uma tristeza depois de não conseguir. Estou me sentindo bem sozinho, será que eu estou com fobia social ou depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helena Costa

    Oi, tudo bem?
    O que você descreve é algo que muitas pessoas vivenciam. O desejo de se aproximar dos outros e participar de situações sociais, mas sentir um bloqueio quando chega o momento. Depois, vem a frustração e a tristeza por não ter conseguido agir como gostaria.
    Essas dificuldades podem ter diferentes origens. Às vezes estão relacionadas a experiências sociais difíceis desagradáveis no passado, a padrões de evitação que se fortaleceram ao longo do tempo ou até a questões mais complexas.
    Só uma avaliação cuidadosa com um profissional pode determinar se se trata de uma fobia social, de um quadro depressivo ou de outra questão. Cada pessoa tem uma história e um contexto que precisam ser considerados.
    Espero ter te ajudado!


  • Pessoas sem nenhum comprometimento visível podem ser autistas?

    Pessoas sem nenhum comprometimento visível podem ser autistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helena Costa

    Podem sim! Principalmente por causa da “camuflagem”.

    A camuflagem é um esforço (consciente ou não) que uma pessoa autista faz para esconder ou disfarçar seus traços autísticos, com o objetivo de se adaptar às normas sociais e evitar rejeição, julgamento, exclusão, etc (isso principalmente no nível 1 de suporte). É como se a pessoa colocasse uma máscara social. Assim ela vai ajustando seu comportamento para parecer neurotípica. Alguns exemplos: forçar contato visual mesmo sentindo desconforto, ensaiar falas e expressões antes de interações sociais, suprimir movimentos, rir, sorrir ou concordar para evitar conflito, mesmo sem entender a piada ou mesmo sem querer a interação.

    O próprio DSM 5 prevê que esse é um fator que pode dificultar o rastreio e a avaliação do autismo. É inclusive uma questão que torna mais desafiador o diagnóstico de meninas e mulheres. Elas, com mais frequência do que os homens, constroem um repertório de técnicas para parecerem mais simpáticas, mais sociáveis e neurotípicas.

    O problema é que a camuflagem pode ter um custo emocional muito alto. Ao tentar esconder traços autísticos para se encaixar socialmente, a pessoa acaba se distanciando de quem realmente é. Esse esforço cognitivo e emocional constante pode gerar cansaço extremo, esgotamento físico e mental, podendo levar à ansiedade, depressão, problemas com a autoestima. É comum sentir-se um(a) impostor(a), repassar mentalmente interações passadas (ruminação) e acabar se isolando socialmente.

    Um ponto de atenção é que pessoas que não têm autismo também podem apresentar comportamentos parecidos por diversos motivos, então a probabilidade de chegar a uma conclusão equivocada ao tentar se autodiagnosticar é altíssima. Se houver suspeita é preciso procurar um psicólogo que te ajude a refinar essa suspeita para que ele então possa te encaminhar para uma avaliação neuropsicológica, ou então ir direto para uma avaliação neuropsicológica mesmo.

    Espero ter ajudado!


  • Olá, tudo bem? Eu estou procurando um profissional para trabalhar questões emocionais ligadas a ape

    Olá, tudo bem?
    Eu estou procurando um profissional para trabalhar questões emocionais ligadas a apego evitativo.
    Tenho 39 anos e percebo um padrão repetitivo nos meus relacionamentos: no início eu me envolvo de forma intensa, mas depois acabo me distanciando emocionalmente, mesmo sem motivo real. É como se o sentimento simplesmente desaparecesse.
    Tive uma infância com pouca presença emocional dos meus pais — meu pai era ausente e alcoólatra, e minha mãe, embora amorosa, sempre trabalhou muito.
    Gostaria de entender qual especialidade ou abordagem terapêutica é mais indicada pra esse tipo de situação (Terapia do Apego? EFT? Somatic Experiencing?).
    Também queria saber se há profissionais que realmente trabalham esse tema de forma prática, não só conversando, mas ajudando a reconstruir o vínculo emocional.
    Agradeço desde já qualquer orientação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helena Costa

    Oi, tudo bem? Que bom que você está disposta a lidar com essa questão. O engajamento do paciente é muito importante, independente da abordagem escolhida.
    Dá pra ver que você já tem uma boa compreensão do que te incomoda, isso é um ponto de partida, mas é importante saber que, quando se trata do comportamento humano, não se chega a conclusões sólidas sem considerar cuidadosamente as nuances envolvidas. Não existem explicações universais do tipo “se alguém tem determinado padrão nos relacionamentos, então tem este tipo específico de problema e precisa desta intervenção”. Existem princípios do comportamento, mas a maneira como eles afetam cada indivíduo é única.
    Por isso é necessário que seu terapeuta te escute, observe você e investigue as particularidades do seu caso. Vocês vão colaborar juntos para entender o que mantém esse padrão e o que pode favorecer mudanças. Essa investigação não é só uma conversa, é um processo ativo, guiado por objetivos e pela análise das variáveis que influenciam seu comportamento e suas emoções.
    Não sei se entendi completamente o que você quis dizer com “profissionais que realmente trabalham esse tema de forma prática”, mas na psicoterapia (ou pelo menos na guiada por princípios analítico-comportamentais) a ideia é que a pessoa compreenda quais variáveis influenciam o que está vivendo, tome decisões mais conscientes e receba suporte para sustentar essas escolhas no dia a dia. Esse suporte pode vir por meio de ferramentas, pelo desenvolvimento assistido de habilidades ou mesmo apoio emocional através vínculo terapêutico.


  • Como diferenciar preguiça "normal" de procrastinação ou outro problema do tipo? Eu sentia uma 'preg

    Como diferenciar preguiça "normal" de procrastinação ou outro problema do tipo?
    Eu sentia uma 'preguiça' de forma constante.. enrolava pra tudo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helena Costa

    Oie, tudo bem?

    Antes de tudo, vale lembrar que chamar algo de “preguiça” é uma explicação vaga, muitas vezes carregada de julgamento moral. Mesmo “procrastinação”, embora soe mais técnica, também pode esconder diferentes processos sob um mesmo rótulo.

    Na Análise do Comportamento, buscamos entender como o que incomoda a pessoa se apresenta na prática: quando e em que contexto ocorre (antecedentes), o que a pessoa faz (comportamento), o que vem depois (consequências), como a pessoa se sente e com que frequência isso se repete. Esse olhar ajuda a diferenciar padrões e escolher estratégias úteis sem o peso do autojulgamento, que costuma atrapalhar a melhora.

    Quando alguém diz que está “com preguiça” ou “procrastinando”, as possibilidades são muitas. Talvez as tarefas não estejam alinhadas aos próprios valores e interesses, o que impacta a motivação. Pode estar relacionado a ambientes muito punitivos (ou “tóxicos”), a sintomas de depressão ou ansiedade, a cansaço, sono ruim, alimentação inadequada, falta de exercício, estresse ou burnout. Também pode ter relação com padrões passivos ou evitativos, ou ainda com dificuldades nas funções executivas (como planejar e iniciar ações).

    Percebe como chamar de “preguiça” ou “procrastinação” simplifica demais algo que pode ter origens muito diferentes? Às vezes deixamos de resolver algo simples, ou de buscar o suporte necessário para algo mais sério, por não conseguirmos descrever o problema com precisão. No geral, gosto muito de recomendar que se você tem dificuldade de resolver sozinho(a) e se te causa prejuízos no dia a dia (se afeta seu trabalho, estudos, relacionamentos, autoestima), é sempre bom procurar ajuda especializada antes que a situação se agrave.

    Espero ter ajudado!


  • Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me

    Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helena Costa

    Em primeiro lugar precisamos esclarecer que a ansiedade é um sentimento natural que as pessoas experimentam ao longo da vida, caracterizado por preocupação, antecipação do que está por vir, às vezes por um perigo ou algo desagradável. Todo mundo a experimenta em maior ou menor grau. Ela nos prepara para situações novas ou desafiadoras (ex: provas, entrevistas, falar em público). Por isso é um sentimento necessário e vai estar presente na nossa vida cotidiana. Costuma vir acompanhado de sinais físicos: frio na barriga, suor nas mãos, coração acelerado, etc. É saudável que a ansiedade apareça em determinadas situações, que ela seja proporcional ao contexto e se espera que ela passe depois que a situação termina.
    A ansiedade vira um problema quando acontece com muita frequência, é muito intensa, e começa a atrapalhar estudos, sono, trabalho, relações, etc. Agora, os motivos para o surgimento desse problema sempre precisam ser avaliados caso a caso, porque envolve a combinação de elementos biológicos, culturais, elementos da história de vida de cada um, do contexto social, do seu repertório comportamental. Todos esses elementos influenciam.
    Para compreender o seu caso, é preciso fazer uma avaliação com um psicólogo.
    Alguns pontos que podem te ajudar a se preparar para a conversa com o psicólogo são os seguintes: 1) O que exatamente você chama de ansiedade? Em que situações ela aparece? Há sintomas físicos? Qual o impacto dela na sua vida diária? 2) O que você considera como motivo válido para ficar ansiosa? Como esses motivos válidos se diferenciam da situação que você vive?
    Refletir sobre essas perguntas pode te ajudar a entender melhor o que está sentindo e a se expressar com mais clareza na primeira sessão.


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helena Costa

    Oi, tudo bom?
    Eu entendo que, ao ver amigos ou colegas sofrendo, dá vontade de ajudar de alguma forma. Ao mesmo tempo, acho natural que você se sinta sobrecarregada, pra baixo, confusa e triste ao tentar escutar todo mundo. Lidar com as questões emocionais de outras pessoas é muito delicado.
    Mesmo os profissionais de saúde mental, que têm formação e preparo para lidar com o sofrimento emocional, não se responsabilizam sozinhos pela melhora das pessoas que acompanham. Um profissional bem preparado entende que o bem-estar de uma pessoa está associado a muitas questões, por exemplo: a cooperação e o interesse da própria pessoa no processo terapêutico, se essa pessoa tem uma rede de apoio, o contexto socioeconômico, cultural, acesso a cuidados… são muitas variáveis.
    Além disso, escutar alguém em sofrimento exige certas habilidades e limites que são aprendidos com o tempo, estudo e prática com supervisão profissional. Quando você diz “eu sempre tento escutar todo mundo” e “tudo isso de escutar todo mundo tá me deixando pra baixo”, você está descrevendo que está tentando no que está além das suas possibilidades atualmente.
    Por isso, é importante que essa situação que você está vivendo seja conversada com um adulto em quem você confia e com quem se sinta segura. Pode ser alguém da sua família ou da escola. Se seus amigos ainda não estiverem recebendo atendimento profissional, uma forma mais saudável de ajudá-los é pedir que um adulto te ajude a buscar esse apoio. A responsabilidade pelo cuidado deve ficar com um profissional ou responsável, e não com você. Caso haja dificuldade financeira, peça ajuda para procurar um CAPS ou CAPSi.
    E se mesmo assim você continuar se sentindo sobrecarregada, ou sentido a necessidade de se colocar nessa posição de cuidadora e responsável por todos, é um sinal de que você também está precisando de cuidado. Falar com um psicólogo sobre o que está sentindo pode te ajudar a encontrar equilíbrio entre se importar com os outros e cuidar de si mesma e a encontrar a forma mais adequada de estabelecer esses limites no dia-a-dia.


Perguntas frequentes

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