Perguntas do paciente (23)
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O que significa “co-regulação emocional”? .
O que significa “co-regulação emocional”? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A co-regulação atua como uma "ponte":é o processo em que uma pessoa regulada, ajuda a estabilizar o sistema nervoso e o estado emocional de outra.
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Por que uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sente que a dor nunca vai passar
Por que uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sente que a dor nunca vai passar durante uma crise?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Durante uma crise de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a sensação de que a dor nunca vai passar acontece porque o sistema emocional está altamente ativado e desregulado. A emoção vem muito intensa, dura mais tempo e ocupa quase todo o campo mental da pessoa. Nesse estado, o pensamento tende a ficar mais extremo, com ideias como “isso vai ser para sempre”, e há uma dificuldade real de acessar lembranças de momentos em que já esteve melhor.
Além disso, muitas crises envolvem sentimentos profundos de abandono, rejeição ou vazio, que aumentam ainda mais o sofrimento. O corpo também entra em estado de alerta, como se estivesse diante de um perigo, o que mantém essa intensidade emocional.
Ou seja, não é que a dor realmente não vá passar, mas naquele momento a pessoa não consegue perceber isso. É uma experiência muito intensa, mas transitória, que tende a diminuir à medida que a ativação emocional vai reduzindo.
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Quais as áreas avaliadas na triagem de indicadores de altas habilidades (TIAH/S)?
Quais as áreas avaliadas na triagem de indicadores de altas habilidades (TIAH/S)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob a ótica da neuropsicologia, a Triagem de Indicadores de Altas Habilidades/Superdotação (TIAH/S) é um instrumento de rastreio fundamental, validado no contexto brasileiro para sistematizar a observação de comportamentos indicadores de potencial superior em cinco áreas específicas: 1) Capacidade Intelectual Geral, 2) Habilidades Acadêmicas Específicas, 3) Liderança, 4) Criatividade e 5) Talento Artístico. Sua construção teórica está alinhada à concepção multidimensional das Altas Habilidades/Superdotação (AH/S), que reconhece que a performance superior pode se manifestar em diferentes domínios, de forma isolada ou combinada. Na prática clínica, a TIAH/S não possui caráter diagnóstico, mas atua como um filtro metodologicamente robusto: altos escores obtidos, preferencialmente por professores em ambiente escolar, indicam a necessidade premente de uma avaliação neuropsicológica aprofundada, a qual investigará não apenas o funcionamento intelectual por meio de testes padronizados (como as Escalas Wechsler), mas também aspectos socioemocionais e a possível presença de dupla excepcionalidade.
A relevância clínica desse instrumento reside em sua capacidade de transformar observações subjetivas em dados objetivos, prevenindo as consequências negativas da não identificação, como o tédio crônico, a desmotivação acadêmica e os problemas de socialização. Ao sinalizar precocemente os indivíduos que requerem investigação especializada, a TIAH/S cumpre um papel duplo: por um lado, alinha-se aos princípios da Psicologia Positiva ao valorizar as forças e aptidões do indivíduo; por outro, instrumentaliza o profissional para uma atuação mais precisa, permitindo a elaboração de estratégias pedagógicas e clínicas que promovam o desenvolvimento cognitivo e emocional pleno do indivíduo com altas habilidades.
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Quais as características do hiperfoco social? .
Quais as características do hiperfoco social? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que a gente chama de hiperfoco social costuma aparecer principalmente em pessoas com TDAH e algumas neurodivergências, e diz respeito a um direcionamento muito intenso da atenção para interações sociais ou para uma pessoa específica.
Na prática, isso pode se manifestar como uma necessidade constante de contato (mensagens frequentes, checagem repetida), dificuldade de “desligar” da interação, tendência a ruminar conversas (ficar revendo o que foi dito, como foi interpretado) e uma hipersensibilidade à resposta do outro — por exemplo, interpretar demora ou mudança de tom como rejeição.
Também é comum haver uma idealização inicial da pessoa ou da relação, com grande investimento emocional em pouco tempo, além de dificuldade em dividir a atenção com outras áreas da vida enquanto aquele vínculo está em foco.
Do ponto de vista cognitivo-comportamental, esse padrão se mantém porque a interação social funciona como um estímulo altamente reforçador (especialmente quando envolve validação ou novidade), ao mesmo tempo em que ativa esquemas relacionados a abandono, rejeição ou necessidade de aprovação, o que aumenta ainda mais a vigilância e o engajamento.
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Qual a relação entre rigidez cognitiva e criatividade?
Qual a relação entre rigidez cognitiva e criatividade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A relação entre rigidez cognitiva e criatividade costuma ser inversa, mas não totalmente excludente. A rigidez cognitiva envolve dificuldade de flexibilizar o pensamento, considerar alternativas ou mudar de estratégia diante de novas demandas. Já a criatividade depende justamente da flexibilidade cognitiva, da capacidade de fazer associações novas e sair de padrões mais automáticos.
Na prática clínica, isso aparece quando a pessoa fica muito presa a um único jeito de pensar ou resolver problemas, o que limita a geração de novas ideias ou soluções. Por outro lado, essa mesma rigidez pode vir acompanhada de pensamento mais sistemático, detalhista e persistente, o que, em alguns contextos, contribui para um tipo de criatividade mais estruturada.
Em quadros como TEA e TDAH, por exemplo, essa relação pode variar: há casos em que a rigidez dificulta a criatividade mais espontânea, mas também situações em que o hiperfoco e o interesse restrito favorecem produções criativas profundas dentro de um tema específico.
Do ponto de vista da TCC, o trabalho não é “eliminar” a rigidez, mas aumentar a flexibilidade cognitiva, ampliando repertório de respostas e a tolerância a diferentes perspectivas — o que tende a favorecer processos criativos mais adaptativos.
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O que é a "fadiga cognitiva"? .
O que é a "fadiga cognitiva"? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fadiga cognitiva pode acontecer com qualquer pessoa, com ou sem diagnóstico. É a exaustão mental após esforço intelectual prolongado, como um dia intenso de trabalho. No entanto, em pessoas com diagnósticos específicos, ela é mais severa, frequente e desproporcional ao esforço.
Na pessoa sem diagnóstico, o cérebro está "saudável mas sobrecarregado". Na pessoa com diagnóstico, o cérebro frequentemente apresenta disfunção ou lesão em redes específicas (como as frontais-subcorticais), fazendo com que atividades corriqueiras demandem um esforço maior, levando a um esgotamento rápido, profundo e de difícil recuperação.
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Como são as avaliações na Clínica da Neuropsicologia?
Como são as avaliações na Clínica da Neuropsicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As avaliações na Clínica de Neuropsicologia são diferentes do atendimento psicológico tradicional. A Neuropsicologia é uma área voltada exclusivamente para avaliação, com foco na investigação do funcionamento cognitivo, emocional e comportamental por meio de testes psicológicos específicos e regulamentados, de uso exclusivo do neuropsicólogo e validados para a população brasileira.
Ao longo do processo avaliativo, cada sessão envolve a aplicação de testes e instrumentos padronizados. A quantidade de sessões, os instrumentos utilizados e o caminho da avaliação variam conforme a queixa apresentada, os objetivos da investigação e as hipóteses clínicas levantadas. Ou seja, a avaliação não é igual para todas as pessoas.
O neuropsicólogo vai escolhendo os testes de forma criteriosa ao longo do processo, conforme as respostas obtidas em cada etapa, para garantir uma investigação aprofundada e precisa. Ao final, os resultados permitem compreender de forma técnica e integrada o funcionamento do paciente, auxiliando no diagnóstico e nas orientações terapêuticas, educacionais ou médicas quando necessário.
Espero ter ajudado!!
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A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu
A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Compreendo como experiências anteriores, especialmente em relacionamentos que limitaram sua vida social, podem contribuir para o aumento da ansiedade e para o sentimento de isolamento. Após vivências assim, é comum enfrentar insegurança para retomar vínculos e interações.
A medicação pode auxiliar na regulação dos neurotransmissores e na redução dos sintomas, mas, isoladamente, costuma não promover mudanças completas. Para resultados duradouros, é importante trabalhar também os padrões de pensamento, as emoções e os comportamentos que mantêm a ansiedade social.
A psicoterapia oferece esse espaço: acolher sua história, compreender os impactos emocionais deixados pela relação anterior e desenvolver estratégias para reconstruir sua vida social com segurança, autonomia e no seu ritmo.
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Quais são os fatores que indicam um "bom prognóstico" de um paciente com Transtorno Obsessivo-Compul
Quais são os fatores que indicam um "bom prognóstico" de um paciente com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O prognóstico no Transtorno Obsessivo-Compulsivo deve ser compreendido de forma multifatorial. Existem fatores tradicionalmente associados a um bom prognóstico, como bom insight, adesão ao tratamento, suporte familiar, início precoce da intervenção e uma aliança terapêutica sólida. Esses elementos costumam favorecer a evolução clínica e a manutenção dos ganhos terapêuticos.
Por outro lado, há fatores que se constroem ao longo do processo psicoterápico, como a capacidade de tolerar o desconforto, o engajamento nas exposições, o desenvolvimento de metacognição e a internalização de estratégias de prevenção de recaídas.
Dessa forma, o TOC deve ser compreendido não apenas sob a ótica da reestruturação cognitiva, mas como um transtorno de base neurodesenvolvimental/neurodivergente, que requer acompanhamento longitudinal e manejo contínuo. O foco clínico, portanto, deve incluir o fortalecimento da autonomia do paciente diante dos sintomas e a construção de um protocolo de recaídas. Ao reconhecer o caráter flutuante do quadro — com períodos de melhora e vulnerabilidade —, e promover a aceitação desse processo, cria-se espaço para um "bom prognóstico", sustentado pela compreensão, pelo manejo e pela continuidade do cuidado.
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A instabilidade de identidade causa as mudanças de humor no Transtorno de Personalidade Borderline (
A instabilidade de identidade causa as mudanças de humor no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em parte. A instabilidade de identidade no Transtorno de Personalidade Borderline contribui bastante para as mudanças de humor. Quando a pessoa não tem uma visão estável de quem é, o modo como ela se vê e interpreta as situações muda com facilidade — e isso impacta diretamente o humor.
Na TCC, entendemos que essas variações emocionais acontecem porque a pessoa reage de forma intensa às interpretações que faz dos acontecimentos. Então, se num momento ela se sente confiante e, no outro, inadequada ou rejeitada, o humor acompanha essa oscilação.
Em resumo: a instabilidade de identidade não é a única causa, mas é um dos principais fatores que alimentam as mudanças de humor no Borderline.
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Como as mudanças de rotina intensificam os desafios da multitarefa para pessoas com Transtorno do es
Como as mudanças de rotina intensificam os desafios da multitarefa para pessoas com Transtorno do espectro autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tendem a apresentar maior sensibilidade a mudanças de rotina, especialmente quando essas mudanças ocorrem de forma abrupta. Isso acontece porque a previsibilidade funciona como um organizador cognitivo e emocional fundamental. A rotina permite que a pessoa autista antecipe mentalmente as etapas do dia, reduzindo a demanda sobre funções executivas como planejamento, memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade cognitiva. Quando essa estrutura previsível é quebrada, o cérebro precisa gastar uma quantidade significativa de energia apenas para se reorganizar, o que compromete diretamente a capacidade de lidar com multitarefas.
Do ponto de vista neuropsicológico, a multitarefa já exige um alto nível de coordenação executiva, pois envolve dividir a atenção, alternar entre tarefas, manter informações ativas na memória de trabalho e inibir estímulos irrelevantes. Estudos mostram que pessoas com TEA apresentam maior dificuldade nessas habilidades, sobretudo na alternância de tarefas (task switching) e na atualização de planos mentais. Assim, quando uma rotina multitarefada muda — por exemplo, quando tarefas são reordenadas, adicionadas ou precisam ser realizadas em um contexto diferente — essa exigência cognitiva aumenta de forma desproporcional. A pessoa não está apenas executando várias tarefas, mas também precisa reconstruir mentalmente “como fazer”, “em que ordem” e “o que esperar”, tudo ao mesmo tempo.
Além disso, a intolerância à incerteza, amplamente descrita na literatura sobre TEA, desempenha um papel central nesse processo. Mudanças inesperadas introduzem ambiguidade e imprevisibilidade, o que eleva níveis de ansiedade. Essa ansiedade consome recursos cognitivos que, em condições estáveis, seriam utilizados para o desempenho funcional. Na prática, isso significa que o cérebro passa a priorizar a regulação emocional e a vigilância, em detrimento da eficiência na execução das tarefas. Quanto maior a ansiedade gerada pela mudança, menor a disponibilidade mental para lidar com múltiplas demandas simultâneas.
Outro fator relevante é a sensibilidade sensorial, comum em pessoas no espectro. Mudanças de rotina frequentemente vêm acompanhadas de novos estímulos sensoriais — ambientes diferentes, sons inesperados, variações de luz, cheiros ou interações sociais não previstas. A necessidade de processar e regular esses estímulos adicionais contribui para a sobrecarga cognitiva e sensorial, reduzindo ainda mais a capacidade de organização e execução de tarefas múltiplas. Nesses contextos, é comum observar lentificação, erros, esquecimento de etapas, evitação ou até respostas de shutdown ou meltdown.
Também é importante considerar a tendência à perseveração e à rigidez comportamental. Para muitas pessoas com TEA, uma sequência de ações bem estabelecida não é apenas um hábito, mas uma estratégia de funcionamento. Quando essa sequência é interrompida, pode haver dificuldade em “desengatar” do padrão anterior e iniciar o novo, o que torna a adaptação a uma rotina multitarefada diferente especialmente desafiadora. Isso não reflete falta de esforço ou motivação, mas sim uma característica do funcionamento neurológico.
Do ponto de vista clínico e humano, é fundamental reforçar que essas dificuldades não significam incapacidade. Elas indicam a necessidade de tempo, previsibilidade e apoio adequado. Frases como “você pode precisar de alguns minutos para se reorganizar” ou “mudanças exigem mais energia do seu cérebro” ajudam a validar a experiência da pessoa autista e reduzem sentimentos de inadequação. Estratégias como avisos prévios, divisão clara das tarefas, uso de apoios visuais, redução de estímulos sensoriais durante transições e introdução gradual de mudanças são intervenções simples, mas altamente eficazes.
Em síntese, mudanças de rotina intensificam os desafios da multitarefa no TEA porque aumentam simultaneamente a demanda cognitiva, emocional e sensorial. Quando a previsibilidade é preservada ou quando a mudança é mediada de forma respeitosa e estruturada, a pessoa autista tende a apresentar um funcionamento muito mais eficiente, coerente e saudável.
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O hiperfoco é o mesmo que "interesses restritos" no contexto do autismo ?
O hiperfoco é o mesmo que "interesses restritos" no contexto do autismo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não exatamente. Embora os dois conceitos possam parecer semelhantes, hiperfoco e interesses restritos não são a mesma coisa. O hiperfoco diz respeito a um estado de atenção muito intensa, em que a pessoa fica profundamente concentrada em uma atividade ou assunto por um período de tempo, com dificuldade de se desligar ou mudar o foco. Esse fenômeno está mais relacionado ao funcionamento da atenção e da autorregulação e é bastante comum no TDAH, mas também pode acontecer em pessoas autistas e até em pessoas sem diagnóstico.
Já os interesses restritos são uma característica do autismo e se referem a interesses muito específicos, intensos e persistentes ao longo do tempo. Normalmente são temas que acompanham a pessoa por longos períodos, fazem parte da rotina, das conversas e, muitas vezes, da forma como ela se organiza no mundo, não dependendo de novidade ou estímulo externo para se manterem.
Em algumas situações, a pessoa autista pode entrar em hiperfoco dentro de um interesse restrito, mas isso não significa que os dois conceitos sejam iguais. De forma simples, o hiperfoco explica como a atenção funciona em determinado momento, enquanto os interesses restritos dizem respeito ao padrão de interesses ao longo do tempo. Essa diferença é importante para compreender melhor o funcionamento individual e evitar confusões comuns sobre os diagnósticos.
Espero ter ajudado!!
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A mulher autista tem dificuldade em expressar suas emoções?
A mulher autista tem dificuldade em expressar suas emoções?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem toda mulher autista tem dificuldade em expressar emoções, e essa é uma ideia que precisa ser tratada com cuidado. O que pode acontecer é que algumas mulheres no espectro aprendem, ao longo da vida, a reconhecer, regular ou até “traduzir” suas emoções de formas menos óbvias para o ambiente, especialmente por meio do masking (camuflagem social). Isso não significa ausência de emoção, mas sim formas diferentes de vivenciá-las e comunicá-las.
De fato, mulheres com autismo tendem a ter mais dificuldade de diagnóstico, justamente porque costumam apresentar maior capacidade de masking, copiando comportamentos sociais, roteiros de fala e expressões emocionais socialmente esperadas. Isso pode levar à impressão de que “expressam bem” as emoções, quando, internamente, há esforço intenso, confusão emocional ou exaustão. Esse processo não é exclusivo das mulheres, mas é mais frequente nelas por questões socioculturais, como maior cobrança para empatia, cuidado e adequação social desde a infância.
É importante também esclarecer que dificuldade em expressar emoções não é exclusiva do autismo.Nem toda mulher autista tem dificuldade em expressar emoções, e essa é uma ideia que precisa ser tratada com cuidado. O que pode acontecer é que algumas mulheres no espectro aprendem, ao longo da vida, a reconhecer, regular ou até “traduzir” suas emoções de formas menos óbvias para o ambiente, especialmente por meio do masking (camuflagem social). Isso não significa ausência de emoção, mas sim formas diferentes de vivenciá-las e comunicá-las.
De fato, mulheres com autismo tendem a ter mais dificuldade de diagnóstico, justamente porque costumam apresentar maior capacidade de masking, copiando comportamentos sociais, roteiros de fala e expressões emocionais socialmente esperadas. Isso pode levar à impressão de que “expressam bem” as emoções, quando, internamente, há esforço intenso, confusão emocional ou exaustão. Esse processo não é exclusivo das mulheres, mas é mais frequente nelas por questões socioculturais, como maior cobrança para empatia, cuidado e adequação social desde a infância.
É importante também esclarecer que dificuldade em expressar emoções não é exclusiva do autismo. Portanto, o ponto central não é dizer que “mulheres autistas não expressam emoções”, mas compreender que elas podem expressar de formas diferentes, mais internalizadas ou mediadas por estratégias aprendidas, o que impacta tanto o sofrimento psíquico quanto o atraso ou erro no diagnóstico.
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As pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) "não" se importam com outras pessoas?
As pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) "não" se importam com outras pessoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A afirmação de que pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) “não se importam” com os outros não encontra respaldo na literatura científica. Trata-se de um equívoco decorrente da interpretação normativa das manifestações emocionais e sociais.
O TEA é caracterizado por diferenças persistentes na comunicação social e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-5-TR). Contudo, tais diferenças não implicam ausência de sentimentos ou de vínculo afetivo.
Do ponto de vista neuropsicológico, estudos indicam que pessoas no espectro podem apresentar particularidades no funcionamento de redes cerebrais relacionadas ao processamento social, como circuitos envolvidos no reconhecimento de expressões faciais, na teoria da mente e na integração socioemocional. Essas diferenças podem impactar principalmente a chamada empatia cognitiva — isto é, a capacidade de inferir estados mentais do outro —, sem necessariamente comprometer a empatia afetiva, que se refere à capacidade de compartilhar ou responder emocionalmente ao estado do outro.
Pesquisas contemporâneas sugerem que muitas pessoas com TEA apresentam níveis preservados ou até intensificados de empatia afetiva, embora possam demonstrar dificuldades na identificação e na expressão verbal de emoções, fenômeno frequentemente associado à alexitimia. Importa destacar que a alexitimia não é sinônimo de autismo, embora possa ocorrer de forma comórbida.
Além disso, a chamada “hipótese da empatia deficitária” tem sido revista à luz de modelos mais recentes, como o “problema da dupla empatia”, proposto por Damian Milton, que sugere que as dificuldades de compreensão são bidirecionais, ocorrendo tanto entre pessoas autistas quanto entre pessoas não autistas. Assim, o desencontro comunicativo não deve ser interpretado como ausência de cuidado ou de interesse, mas como diferença nos modos de processamento e expressão social.
Portanto, afirmar que pessoas com TEA não se importam é cientificamente inadequado. O que se observa são formas diferentes de perceber, processar e expressar emoções, que podem não corresponder às expectativas sociais predominantes, mas que não indicam ausência de afeto ou de vínculo.
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Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Preferências Normais na vida diária
Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Preferências Normais na vida diária de uma pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença central está no sofrimento e na rigidez. Uma preferência é uma escolha que traz conforto ou prazer, é flexível e não gera angústia se não for realizada. Já o TOC é definido pela tríade: obsessões (pensamentos invasivos e angustiantes), compulsões (comportamentos ou rituais mentais rígidos para neutralizar a ansiedade) e um prejuízo significativo na vida do indivíduo. A pessoa com TOC não sente prazer, mas um alívio temporário de um sofrimento intenso, e a frustração desproporcional quando não pode executar o ritual, diferentemente de quem simplesmente prefere fazer algo de um determinado jeito.
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. Qual a relação entre a neuropsicologia e a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) ?
. Qual a relação entre a neuropsicologia e a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuropsicologia e a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) podem caminhar juntas no cuidado ao paciente. A neuropsicologia ajuda a entender como o cérebro está funcionando, avaliando memória, atenção, linguagem e outras habilidades por meio de testes formais, o que permite identificar dificuldades e potencialidades que influenciam a vida da pessoa. Já a ERP é uma abordagem terapêutica, principalmente usada no tratamento do TOC, que trabalha com a exposição controlada ao que causa ansiedade e com o aprendizado de novas formas de lidar com esses sentimentos, sem recorrer às compulsões ou comportamentos que trazem apenas alívio momentâneo. Assim, enquanto a neuropsicologia oferece compreensão e diagnóstico, a ERP oferece um caminho de mudança prática e gradual, tornando o processo de tratamento mais completo e acolhedor. Ou seja, embora mbos sejam psicólogos de formação maior, ramos diferentes um é neuropsicólogo e o outro terapeuta cognitivo-comportamental.
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Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?
Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, faz todo sentido. O luto é uma experiência natural, mas isso não significa que sempre será simples de elaborar. Mesmo quando o luto não é considerado complicado, ele pode se tornar mais desafiador caso a pessoa já tenha algum adoecimento mental, como ansiedade, depressão ou outros transtornos. Nessas situações, o risco de uma elaboração inadequada do luto aumenta.
Na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental, o acompanhamento em situações de luto é direcionado, focado e baseado em evidências. Não é, necessariamente, um processo longo: muitas vezes, quando não há outras demandas associadas, algumas semanas de acompanhamento são suficientes para ajudar o paciente a compreender suas emoções, reorganizar sua rotina, desenvolver estratégias de enfrentamento e retomar o funcionamento saudável.
O objetivo é oferecer suporte para que o processo de luto seja vivido de forma saudável e para prevenir que ele evolua para um luto prolongado ou se associe a outros sintomas emocionais.
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Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto es
Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto estranha, não tenho reação as coisas.
Se algo de ruim ou bom acontece não manifesto reação sobre isso. E agora tenho sentido uma estranheza das coisas e ambiente q me encontro.
Isso pode ser devido a ansiedade não tratada?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua preocupação. Pelos sintomas que você descreve, é possível que estejam relacionados ao quadro de ansiedade, principalmente considerando que o tratamento não foi concluído. No entanto, para uma avaliação segura e responsável, é importante ressaltar que não posso oferecer um diagnóstico ou confirmação apenas por mensagem, pois isso exige uma escuta mais detalhada e presencial (ou em sessão online).
A ansiedade pode realmente se manifestar de diversas formas, incluindo essa sensação de “desligamento”, diminuição de reações emocionais e estranheza do ambiente. Mesmo assim, outros fatores também podem estar envolvidos, por isso o ideal é retomar o acompanhamento com um psicólogo para que possamos investigar com calma o que está acontecendo e pensar no melhor plano de cuidado.
Se estiver se sentindo muito desconfortável com esses sintomas ou perceber piora, também pode ser importante buscar avaliação médica ou psiquiátrica para complementar o cuidado. O mais importante é que você não enfrente isso sozinha e tenha um espaço seguro para compreender o que está vivendo e receber suporte profissional adequado.
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Tenho bruxismo, sinto uma incapacidade de concentração e dificuldade de estudo, podem estes 2 sintom
Tenho bruxismo, sinto uma incapacidade de concentração e dificuldade de estudo, podem estes 2 sintomas estarem relacionados?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode-se dizer que não necessariamente existe uma ligação direta entre o bruxismo e a dificuldade de concentração. Porém, é válido investigar, pois esses sintomas podem estar conectados.
O bruxismo pode diminuir a qualidade do sono e, consequentemente, você não descansa como deveria. Isso pode gerar cansaço, dificuldade de foco e lapsos de memória ao longo do dia. Além disso, o bruxismo muitas vezes aparece como resposta ao estresse, ansiedade ou tensão emocional — fatores que também podem contribuir para a dificuldade de concentração e de memória.
Em resumo: sim, os dois sintomas podem estar relacionados, principalmente quando há influência do estresse e do sono de baixa qualidade.
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Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse
Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde. É muito comum a confusão entre estresse e ansiedade, pois de fato um retroalimenta o outro. O estresse, como reação a pressões externas, pode ser o gatilho para um quadro de ansiedade, que é uma preocupação excessiva com o futuro. Para uma avaliação precisa, o ideal é agendar uma consulta com um psicólogo ou psiquiatra. Eles farão uma entrevista detalhada para entender a origem, a frequência e a intensidade dos seus sintomas, identificando os gatilhos específicos. Com essa avaliação, é possível traçar um plano de tratamento personalizado e eficaz para reestruturar esse ciclo. Você já deu o primeiro e mais importante que é entende por onde começar.
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Perguntas frequentes
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Posso tomar diclofenaco em comprimido e passar o gel diclofenaco?
Em algumas situações, sim, mas essa associação deve ser orientada por um…