Perguntas do paciente (9)

  • Quais mudanças que eu poderia fazer para viver uma vida mais significativa?

    Quais mudanças que eu poderia fazer para viver uma vida mais significativa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabela Dayrell

    O que é uma vida significativa para você? O que você pode incorporar na sua vida para torna-la mais significativa? Essas questões são possíveis de ser trabalhadas em um processo terapêutico. Na psicanálise em muitos casos passamos por um processo de descontruir e reconstruir o que pensamos sobre nós mesmos e sobre a vida e isso pode fazer a vida se tornar mais significativa de acordo com o que importa para você, pois somos sujeitos únicos.


  • De que forma posso lidar com a solidão e o sentimento de vazio?

    De que forma posso lidar com a solidão e o sentimento de vazio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabela Dayrell

    A solidão e o sentimento de vazio não são apenas faltas a serem preenchidas, mas experiências que dizem algo sobre o nosso modo de desejar. Na psicanálise, entendemos que o sujeito é, por estrutura, atravessado por uma falta algo sempre escapa, nunca somos inteiros nem plenamente satisfeitos. É justamente essa falta que nos move, que nos faz desejar, criar laços e buscar sentido.
    Lidar com a solidão, portanto, não é tentar eliminá-la, mas escutá-la. O que esse vazio está querendo dizer? De que perda ele fala? De que desejo ele se aproxima? Muitas vezes, quando conseguimos sustentar esse espaço sem pressa de preenchê-lo, algo novo pode surgir um modo mais autêntico de estar consigo e com o outro.


  • O que fazer quando se sente sem propósito? .

    O que fazer quando se sente sem propósito? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabela Dayrell

    Do ponto de vista psicanalítico, sentir-se sem propósito pode indicar um momento em que os ideais que sustentavam o sujeito, aquilo que dava sentido à sua ação e à sua imagem de si, entraram em crise. A psicanálise não oferece um novo propósito, mas propõe que o sujeito escute o que, em si, perdeu sentido e por quê.


  • Como posso aceitar a vida como ela é, com suas dificuldades?

    Como posso aceitar a vida como ela é, com suas dificuldades?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabela Dayrell

    Pela ótica psicanalítica, aceitar a vida como ela é não significa resignar-se, mas reconhecer que ela está atravessada pela falta, pela imperfeição e pelo limite condições inerentes à existência humana. A psicanálise nos ensina que o sofrimento surge muitas vezes da recusa em aceitar essa falta, da tentativa de controlar ou completar o que é, por natureza, incompleto. Quando o sujeito pode sustentar o desamparo sem precisar negá-lo ou mascará-lo, abre-se a possibilidade de viver de modo mais autêntico não ideal, mas possível. Aceitar a vida, portanto, é também aceitar o real: aquilo que escapa ao nosso domínio. É poder encontrar um modo singular de lidar com o que não se pode mudar, sem perder de vista o desejo que nos move, mesmo em meio às dificuldades.


  • Como lidar com o vazio existencial e a angústia? .

    Como lidar com o vazio existencial e a angústia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabela Dayrell

    Do ponto de vista psicanalítico, o vazio existencial e a angústia não são sinais de falha, mas expressões da própria condição humana. O sujeito é, desde sempre, atravessado por uma falta fundamental algo que nunca se completa totalmente. Quando esse vazio se faz sentir, o que aparece é justamente a experiência do desamparo e do não saber o que fazer com o desejo. A psicanálise não busca preencher o vazio, mas escutá-lo. É na possibilidade de falar sobre ele, de dar lugar ao que nele se apresenta, que o sujeito pode descobrir algo de seu desejo um modo singular de existir, que não se reduz às demandas externas nem aos ideais do eu. Lidar com o vazio, portanto, não é eliminá-lo, mas aprender a sustentá-lo, a fazer algo com ele. A angústia, quando escutada, pode se transformar em movimento: em criação, em desejo, em vida.


  • Como posso evitar que a baixa autoestima afete meus relacionamentos?

    Como posso evitar que a baixa autoestima afete meus relacionamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabela Dayrell

    A psicanálise entende que a autoestima não se constrói apenas a partir do olhar que temos sobre nós mesmos, mas também do olhar que recebemos do outro especialmente nas primeiras relações da vida. É a partir desse espelho inicial que começamos a nos reconhecer, a nos desejar ou a nos estranhar.
    Por isso, quando a baixa autoestima atravessa os relacionamentos, ela não se resolve tentando “gostar mais de si”, mas se interrogando sobre o lugar que o outro ocupa na nossa busca por reconhecimento. Muitas vezes, o sofrimento vem de esperar do outro uma confirmação que só pode vir, de forma mais sólida, de um encontro consigo mesmo com o próprio desejo, com a própria falta, com o que há de singular em cada um.
    Em análise, trata-se menos de evitar que a baixa autoestima afete as relações e mais de compreender o que nela se repete, o que ela revela sobre nossa forma de amar e de sermos amados.


  • TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Em

    TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Emocional, como ansiedade, medo da solidão, do abandono no fim de um relacionamento etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabela Dayrell

    As duas são indicadas. Recomendo que independentemente da abordagem o mais importante é que você se sinta confortável com sua psicóloga. Na minha abordagem (Psicanálise) vamos trabalhar essas questões ao longo da análise com calma, analisando de onde surgiram esses sentimentos, como eles tem afetado sua vida e os recursos subjetivos que podem ser utilizados para lidar com todas essas questões.


  • O que não fazer quando se tem ansiedade e depressão ?

    O que não fazer quando se tem ansiedade e depressão ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabela Dayrell

    Pela psicanálise, mais do que pensar no que não fazer, é importante escutar o que a ansiedade e a depressão estão tentando dizer. Elas não são apenas sintomas a serem eliminados, mas modos de o inconsciente falar sobre um excesso, uma perda, uma dificuldade de desejar. O que não se deve fazer é tentar silenciar esses afetos a qualquer custo, negar o sofrimento ou se cobrar “voltar a ser como antes”. Na análise, o convite é outro: sustentar a escuta, dar sentido ao que parece sem sentido, e abrir espaço para que algo novo possa surgir a partir desse mal-estar.


  • Gostaria de saber quais hábitos que prejudicam a saúde mental?

    Gostaria de saber quais hábitos que prejudicam a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabela Dayrell

    Na psicanálise, não falamos exatamente em “hábitos que prejudicam a saúde mental”, mas em repetições que nos fazem sofrer. Muitas vezes, o que se repete, relações, escolhas, modos de se cobrar, revela algo do nosso inconsciente. O que realmente nos faz mal é ignorar o que sentimos, tentar se encaixar em ideais de perfeição e viver apenas para corresponder às expectativas do outro. A saúde mental, nesse sentido, não vem de seguir regras, mas de poder se escutar, reconhecer os próprios limites e se responsabilizar pelo que se deseja.


Perguntas frequentes

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