Perguntas do paciente (10)

  • Eu tomava o rivotril e o médico trocou pelo clobazam, porém não estou conseguindo dormir. O que faze

    Eu tomava o rivotril e o médico trocou pelo clobazam, porém não estou conseguindo dormir. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabela Florêncio

    Olá! Quando há troca de medicação como do clonazepam (Rivotril) para o clobazam, é fundamental entender o motivo dessa mudança. Foi para controle de crises convulsivas? Ou para auxiliar no sono? Essas medicações, apesar de ambas pertencerem à classe dos benzodiazepínicos, têm perfis diferentes de ação, e nem sempre o clobazam promove o mesmo efeito sedativo.

    Caso a dificuldade para dormir esteja persistente, o ideal é procurar um médico neurologista ou especialista em medicina do sono. Além disso, é importante avaliar como está a higiene do sono. Algumas medidas que ajudam bastante:
    Evitar cafeína (café, chá preto, verde, energético ou cápsulas de cafeína) após as 14h;
    Reduzir a exposição a telas (celular, TV, computador) pelo menos 1–2h antes de dormir;
    Manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura confortável;
    Evitar exercícios físicos intensos no período noturno;
    Ter uma rotina de sono regular e estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e prática de atividade física regular (pelo menos 150 minutos por semana).

    O acompanhamento médico é essencial para ajustar o tratamento de forma individualizada e segura.


  • Quem toma carbamazepina, fenobarbital,levetiracetam e clobazam pode tá tomando creatina? Faso academ

    Quem toma carbamazepina, fenobarbital,levetiracetam e clobazam pode tá tomando creatina? Faso academia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabela Florêncio

    Olá! Em geral, o uso de creatina por pessoas que tomam medicamentos como carbamazepina, fenobarbital, levetiracetam e clobazam não é contraindicado. A creatina é um suplemento amplamente utilizado por praticantes de atividade física e, quando usada de forma adequada e sob orientação, costuma ser segura.

    No entanto, é muito importante considerar alguns pontos:
    Esses medicamentos podem ter algum impacto sobre o fígado ou os rins, especialmente com uso prolongado. Por isso, o ideal é que a função hepática e renal esteja sendo acompanhada regularmente com exames de sangue pelo seu neurologista. A creatina também é metabolizada pelos rins, então é fundamental garantir que não haja sobrecarga renal.

    Sempre informe ao seu médico sobre todos os suplementos que está utilizando, mesmo os considerados "naturais" ou de venda livre. Isso evita interações e garante a segurança do tratamento.

    Manter um estilo de vida saudável com atividade física é excelente! Só não deixe de alinhar isso com seu médico para que tudo ocorra com segurança e os resultados sejam os melhores possíveis.


  • Meu pai foi diagnosticado com Síndrome de Guillain Barre, está tendo dificuldades para evacuar, mesm

    Meu pai foi diagnosticado com Síndrome de Guillain Barre, está tendo dificuldades para evacuar, mesmo tomando laxantes. Antes da SGB, ele fazia dia sim, dia não. Comer ameixa seca, faz mal? Nesse caso, só uma mudança de alimentação resolve ou será necessário outros procedimentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabela Florêncio

    Olá! A síndrome de Guillain-Barré (SGB) pode afetar não apenas a força muscular, mas também o funcionamento do sistema nervoso autônomo, que é responsável por controlar funções involuntárias, como os movimentos intestinais. Por isso, alguns pacientes com SGB podem ter dificuldades para evacuar, mesmo com o uso de laxantes.

    O consumo de alimentos como ameixa seca, ricos em fibras, costuma ser bem-vindo — desde que o paciente esteja bem hidratado. A ingestão de água é essencial para que as fibras funcionem corretamente no intestino e não causem ainda mais dificuldade.

    No entanto, em muitos casos, só a mudança na alimentação não é suficiente. Dependendo do grau de comprometimento neurológico, pode ser necessário associar outras estratégias, como:
    Aumentar a ingestão de líquidos ao longo do dia;
    Praticar exercícios passivos ou orientados por fisioterapia, que estimulam o funcionamento intestinal;
    Uso de medicamentos ou supositórios, caso orientado por um médico;
    Avaliação por equipe multiprofissional (médico, nutricionista e fisioterapeuta), especialmente em pacientes com mobilidade reduzida.

    Recomendo que essa questão seja discutida com o médico neurologista que acompanha seu pai, pois ele poderá avaliar a situação completa, incluindo exames e riscos específicos do seu pai, para indicar a melhor conduta.


  • Bom dia! Tenho enxaqueca crônica desde uns 12 anos de idade, hoje estou com 49, sofro muito com essa

    Bom dia! Tenho enxaqueca crônica desde uns 12 anos de idade, hoje estou com 49, sofro muito com essas dores constantes e quase que diariamente, fiz vários exames e na TC do crânio deu 3 nódulos calcificados, sendo 2 deles bem do lado que sinto as dores. Será possível que essas dores sejam causadas por esses nódulos? Meu neuro me falou que nódulo calcificado é nódulo morto, porém as dores são no mesmo local dos nódulos. Fiquei na dúvida.
    Desde já, agradeço a atenção disponibilizada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabela Florêncio

    Bom dia! Obrigada por compartilhar sua história. Entendo o quanto é difícil conviver com dores de cabeça frequentes por tantos anos.

    De forma geral, nódulos calcificados encontrados na tomografia de crânio costumam ser achados antigos e inativos — como explicou seu neurologista. Ainda que estejam localizados na mesma região onde você sente dor, isso não significa que sejam a causa da enxaqueca. A enxaqueca é uma condição neurológica complexa, de origem multifatorial, e geralmente não é provocada por alterações estruturais visíveis em exames como a tomografia.

    Além disso, como se trata de uma enxaqueca crônica, é essencial avaliar a possibilidade de tratamento preventivo — seja com medicações orais, toxina botulínica e mudanças no estilo de vida, sono e alimentação. Não é normal sentir dor quase todos os dias, e há tratamentos que podem ajudar a melhorar muito sua qualidade de vida.

    Conte sempre com orientação médica de confiança. Você merece viver com menos dor.


  • Quantos dias leva para o Amato perder efeito no organismo após a retirada do medicamento?

    Quantos dias leva para o Amato perder efeito no organismo após a retirada do medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabela Florêncio

    Olá! Essa é uma dúvida muito importante. O Amato® (que tem como princípio ativo o topiramato) é um medicamento que permanece no organismo por um tempo relativamente longo, mesmo após ser suspenso.

    Em média, o corpo leva cerca de 4 a 5 dias para eliminar completamente o medicamento, pois sua meia-vida (tempo que o organismo leva para reduzir pela metade a quantidade da substância no sangue) gira em torno de 21 horas. Isso significa que, mesmo após parar de tomar, ainda pode haver topiramato circulando por alguns dias.

    Porém, é importante saber que os efeitos clínicos do topiramato, tanto os positivos quanto os possíveis efeitos colaterais, podem persistir por mais tempo, especialmente no sistema nervoso.

    Além disso, cada pessoa pode ter um tempo de eliminação um pouco diferente, dependendo da dose usada, do tempo de uso e da função dos rins, que são responsáveis pela excreção do medicamento.

    Por isso, qualquer mudança no uso do Amato deve ser feita com acompanhamento médico, especialmente se o medicamento estiver sendo usado para tratar epilepsia ou enxaqueca crônica, para evitar riscos de efeitos rebote ou crises.


  • Gostaria de saber se epilepsia idiopática pode acontecer por ser algo genético? Tem cura? Meu espos

    Gostaria de saber se epilepsia idiopática pode acontecer por ser algo genético?
    Tem cura? Meu esposo toma torval mais fenitoína ainda pode ter crises tomando esses dois remédios?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabela Florêncio

    Olá! A epilepsia idiopática geralmente não apresenta lesões visíveis em exames de imagem, como a ressonância, e costuma iniciar em pessoas jovens. O termo "idiopática" significa que a causa exata não é identificada, mas acredita-se que haja um componente genético que predispõe o cérebro a gerar crises epilépticas de forma espontânea.

    Sobre a cura, atualmente a epilepsia idiopática não tem cura definitiva, mas muitas pessoas conseguem viver sem crises por longos períodos com o uso adequado da medicação. Em alguns casos, principalmente quando as crises estão bem controladas por vários anos, o médico pode até considerar a retirada gradual dos remédios — mas isso depende de cada caso e deve ser feito com acompanhamento neurológico.

    Quanto ao uso do Torval® (ácido valproico) e da fenitoína, mesmo com o uso combinado dessas medicações, ainda pode haver crises, especialmente se:
    A dosagem não estiver na faixa terapêutica;
    O paciente estiver esquecendo de tomar ou tomando em horários irregulares;
    Houver interações com outros medicamentos ou uso de álcool;
    Estiver passando por estresse, noites mal dormidas, jejum prolongado ou infecções.

    Por isso, é fundamental que o tratamento seja acompanhado regularmente pelo neurologista, com ajustes de dose, exames de sangue (quando necessário) e orientações sobre estilo de vida.

    Se as crises continuarem mesmo com medicação, o médico pode investigar e avaliar outras possibilidades de tratamento.


  • O depakene engorda mesmo fazendo dieta e exercício?

    O depakene engorda mesmo fazendo dieta e exercício?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabela Florêncio

    Olá! O Depakene® (ácido valproico) pode sim causar ganho de peso em alguns pacientes, mesmo com dieta e prática regular de exercícios físicos. No entanto, nem todas as pessoas ganham peso com o uso do Depakene. Há pacientes que conseguem manter o peso estável ou até emagrecer com acompanhamento nutricional adequado e um plano de atividade física bem orientado.

    Se você já está cuidando da alimentação e se exercitando, mas mesmo assim está ganhando peso, é importante conversar com o seu médico. Ele pode:
    Avaliar se o ganho de peso está, de fato, relacionado ao medicamento;
    Verificar se há outros fatores hormonais ou metabólicos envolvidos;
    E, se necessário, discutir alternativas terapêuticas, caso o ganho de peso esteja impactando sua qualidade de vida ou adesão ao tratamento.

    Nunca interrompa ou troque o remédio por conta própria, pois o ácido valproico é muito eficaz para controlar crises epilépticas e transtornos do humor, e a suspensão abrupta pode trazer riscos.


  • Gostaria de saber o que é a Neuropatia axonal motora aguda (NAMA)?

    Gostaria de saber o que é a Neuropatia axonal motora aguda (NAMA)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabela Florêncio

    A Neuropatia Axonal Motora Aguda (NAMA) é uma forma rara de Síndrome de Guillain-Barré (SGB), uma condição autoimune em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos. Na NAMA, o dano ocorre nos axônios motores, estruturas que transmitem sinais nervosos dos neurônios para os músculos, levando à fraqueza muscular progressiva.

    Essa forma de neuropatia é geralmente caracterizada por:
    Início rápido e progressivo de fraqueza muscular flácida, que pode ser simétrica (afetando ambos os lados do corpo);
    Perda de reflexos tendinosos profundos (arreflexia);
    Ausência de sintomas sensoriais, como dor ou formigamento, que geralmente estão presentes em outras formas de neuropatia.

    A confirmação diagnóstica da NAMA é feita através de exames clínicos, eletroneuromiografia (ENMG) e análise do líquor, que geralmente apresenta um aumento de proteínas com normalidade celular, conhecido como dissociação albumino-citoquímica e um padrão especifico na ENMG.

    O tratamento é geralmente feito com imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que são terapias utilizadas para reduzir o ataque imunológico aos nervos. O prognóstico varia de acordo com a gravidade do quadro inicial e a resposta ao tratamento.

    Em caso de dúvidas sobre o diagnóstico ou tratamento, é fundamental consultar um neurologista, que poderá avaliar o quadro de forma detalhada e oferecer o melhor manejo terapêutico.


  • Quais os principais tratamentos para a Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica?

    Quais os principais tratamentos para a Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabela Florêncio

    A Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (PIDC) é uma doença autoimune rara que afeta os nervos periféricos, levando à diminuição da condução nervosa devido à destruição da mielina (substância que reveste as fibras nervosas). Ela pode causar sintomas como fraqueza muscular progressiva, perda de reflexos e distúrbios sensoriais.

    Os principais tratamentos para a PIDC incluem:
    Terapia imunossupressora com Imunoglobulina intravenosa (IVIG)
    Medicamentos corticóides como a prednisona pode ser indicado como pulsoterapia mensal ou na fase aguda até a ação de medicação imunossupressora.
    Medicamentos imunossupressores como Azatioprina, metotrexato ou ciclosporina podem ser usados para controlar a doença
    Fisioterapia e reabilitação são fundamentais para melhorar a força muscular, a mobilidade e a qualidade de vida. Exercícios específicos ajudam na recuperação da função motora.
    Medicamentos para controle de sintomas, como analgésicos e medicamentos para dor neuropática (ex: gabapentina ou pregabalina), podem ser usados para aliviar o desconforto associado à neuropatia.

    O tratamento deve ser individualizado, com base na gravidade da doença, na resposta do paciente às terapias iniciais e no acompanhamento contínuo realizado pelo neurologista. Além disso, o monitoramento dos efeitos colaterais dos tratamentos, especialmente os imunossupressores, é essencial para garantir a segurança do paciente.


  • Gostaria de perguntar o que são doenças neurológicas?

    Gostaria de perguntar o que são doenças neurológicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabela Florêncio

    Olá! As doenças neurológicas são condições que afetam o sistema nervoso, que inclui o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. O sistema nervoso é responsável por controlar e coordenar as funções do corpo, como o movimento, a sensação, o pensamento, as emoções e até funções automáticas como respiração e batimento cardíaco.

    Essas doenças podem ter várias causas, incluindo problemas genéticos, infecções, lesões, distúrbios autoimunes, tumores ou doenças degenerativas. Elas podem afetar qualquer parte do sistema nervoso e, dependendo da área atingida, podem causar uma ampla gama de sintomas, como:
    Dores de cabeça intensas (como em enxaquecas),
    Fraqueza muscular ou paralisia,
    Tremores, dificuldades de movimento ou coordenação (como em Parkinson),
    Problemas de memória, confusão ou dificuldade de concentração (como na doença de Alzheimer),
    Alterações sensoriais, como formigamento, perda de tato ou visão, entre outros.

    Alguns exemplos de doenças neurológicas incluem:
    Acidente vascular cerebral (AVC),
    Esclerose múltipla,
    Epilepsia,
    Doença de Parkinson,
    Alzheimer,
    Neuropatia periférica,
    Enxaqueca crônica.

    O tratamento dessas doenças pode variar conforme a condição e pode incluir medicamentos, terapias físicas, cirurgias ou outras abordagens específicas, sempre orientadas por um neurologista.


Perguntas frequentes

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