Perguntas do paciente (14)
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Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado
Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esses sintomas podem estar relacionados à ansiedade, especialmente se aparecem em situações de estresse ou preocupação intensa. Sintomas como fraqueza, tremores, ânsia de vômito e tontura costumam ser manifestações físicas da ativação do sistema nervoso em resposta à ansiedade, ainda que também possam ter outras causas médicas.
É importante não se autodiagnosticar e considerar avaliação médica para descartar condições físicas. Paralelamente, o acompanhamento psicológico pode ajudar a identificar gatilhos ansiosos, desenvolver estratégias de regulação emocional e reduzir a intensidade desses sintomas no dia a dia.
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Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?
Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O transtorno de ansiedade com sintomas de desrealização tem sim tratamento, mesmo após dois anos de duração. A desrealização costuma ser uma resposta do organismo a níveis elevados e prolongados de ansiedade, funcionando como um mecanismo de defesa do cérebro diante de estresse intenso.
Embora a sensação seja muito desconfortável, ela não significa perda de controle ou “loucura”. Na prática clínica, é comum observar melhora significativa quando o tratamento foca na regulação emocional, na redução da ansiedade de base e na reestruturação dos padrões de pensamento associados ao medo dos próprios sintomas.
Com acompanhamento psicológico adequado e, em alguns casos, avaliação psiquiátrica para suporte medicamentoso, muitas pessoas conseguem reduzir ou até eliminar os sintomas ao longo do tempo. Mesmo quando o quadro está presente há anos, o cérebro mantém capacidade de adaptação.
Se houver sofrimento persistente, procurar um psicólogo é um passo importante para compreender os gatilhos, aprender estratégias de manejo da ansiedade e recuperar a sensação de presença e segurança interna.
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Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapi
Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapia por um ano, Há dois anos atrás. Aparentemente, parecia uma depressão. A psicóloga me passou que ele tinha um pouco de fobia social. Como ele apresentou uma certa melhora, a psicóloga disse que não havia mais necessidade de terapia. Porém, eu percebo qie ele é diferente, já cheguei a pensar que ele talvez seja autista. Mas, hoje ele (chorando) me disse que não queria nos decepcionar e me contou que ele não se sente um menino e sim menina(desde pequeno). Ele tem 17 anos.Ele não demonstra nenhum estereótipo feminino. Já chegou a se apaixonar por uma menina. Ele diz que apesar de se sentir assim,.sexualmente, ele não tem interesse em se relacionar com menino, e sim, com menina
Comentou também sobre a mudança de identidade, de transição de gênero e que pode acontecer dd mesmo ele se tornando uma menina ele se relacionar com outra menina. Hoje em dia os jovens tem muito mais informação. Pra mim é um pouco confuso , sei qie mesmo que ele tenha informações, tenho certeza que não é fácil lidar com isso. Pois, sabemos os desafios e situações que iremos enfrentar. Jamais agendei com uma psicóloga, mas gostaríamos de mais esclarecimentos.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito positivo que seu filho tenha se sentido seguro para compartilhar seus sentimentos com você. A adolescência é um período de exploração da identidade, e a vivência de gênero e sexualidade pode se apresentar de maneiras variadas. O fato de ele expressar que não se sente menino e se identifica como menina merece escuta atenta e acolhimento, sem pressa para rotular ou tomar decisões definitivas.
A busca por terapia nesse momento pode oferecer um espaço seguro para que ele explore sua identidade, compreenda suas emoções e desenvolva estratégias de enfrentamento para os desafios que surgirem, incluindo questões familiares, sociais e escolares. Para vocês, pais, a psicoterapia também pode ser um apoio importante para lidar com dúvidas, inseguranças e orientar decisões de forma respeitosa, protegendo o bem-estar do adolescente.
O mais importante é garantir que as decisões sejam tomadas de forma informada, gradual e respeitosa, considerando o tempo e o ritmo dele, e buscando profissionais especializados em adolescência, identidade de gênero e sexualidade.
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Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino
Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer .
Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Encontrar esse tipo de conversa costuma gerar um impacto muito grande nos pais, principalmente por envolver sexualidade na adolescência e o risco real de exposição a pessoas mal-intencionadas na internet. Sua reação de recolher o celular, diante do medo de ser um adulto se passando por adolescente, é compreensível como medida inicial de proteção.
Ao mesmo tempo, é importante separar duas questões: a segurança digital e o desenvolvimento sexual do seu filho. Aos 14 anos, a curiosidade sexual, o uso de linguagem explícita e a exploração da própria identidade fazem parte do processo de amadurecimento. Isso não deve ser automaticamente interpretado como desvio, mas como fase de desenvolvimento que precisa de orientação.
Por outro lado, o ambiente online exige cautela. O ideal é verificar, com calma, se a pessoa do outro lado é realmente outro adolescente ou alguém desconhecido que possa representar risco. Caso haja suspeita consistente de adulto se passando por menor, é importante interromper o contato e considerar orientação adequada sobre segurança digital.
Mais do que apenas retirar o celular, o momento pede diálogo. Conversas abertas, sem julgamento imediato, ajudam o adolescente a compreender riscos, limites e responsabilidade. Quando o jovem sente que será apenas punido, tende a esconder comportamentos; quando percebe abertura para conversar, a chance de cooperação aumenta.
Se houver dificuldade para conduzir essa conversa ou se a situação estiver gerando muita angústia, buscar acompanhamento psicológico pode auxiliar tanto na orientação aos pais quanto no suporte ao adolescente, trabalhando sexualidade, limites e segurança de forma saudável.
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Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada po
Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada por motivos familiares ela pediu um tempo até o fim de Dezembro: a irmã surtou e a mãe está em briga constante com o padrasto dela. Estou tendo crises na empresa, muita falta de ar e choro e uma das crises sem querer acabei me abrindo com a gerente que eu estava namorando alguém da empresa, sem citar o nome. Minha namorada agora está chateada comigo. Eu a amo muito tenho medo de ter destruído a chance de recomeçar com ela. Como posso recuperar a confiança dela? Será que o relacionamento não tem mais salvação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Situações de estresse intenso podem levar a comportamentos impulsivos, como se abrir com alguém fora do relacionamento, mesmo sem intenção de prejudicar. É compreensível que você tenha compartilhado com a gerente diante de crises emocionais.
Para recuperar a confiança da sua namorada, é importante reconhecer o impacto da atitude, conversar abertamente sobre o ocorrido, demonstrar consistência nas ações e respeitar os limites dela. Validar os sentimentos dela sem pressionar para recomeçar imediatamente ajuda no processo de reconstrução do vínculo.
Um erro isolado não necessariamente destrói o relacionamento. O acompanhamento psicológico pode auxiliar no manejo da ansiedade, na comunicação e no fortalecimento da relação.
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Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesm
Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesmo tendo inúmeras brigas diárias
O pior, sou eu quem procuro e ainda ele me humilha por isso, mas eu não sei como agir e nem como sair desse ciclo que já se repetiu por várias vezes, ele também sempre volta
Eu reconheço, que estou errado, que isso não pode continuar, mas não consigo sair disso
É muito dolorido e vergonhoso, muitas vezes eu acho que nunca vou sair disso e que parece o novo jeito de estar neste relacionamento
Ninguém nem imagina que vivemos issoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja vivendo isso. Pelo que você descreve, não parece apenas negação, mas um ciclo relacional que mistura vínculo emocional, dor, tentativa de reconexão e nova frustração. Quando existem brigas frequentes, humilhações e ainda assim uma dificuldade intensa de se afastar, muitas vezes estamos diante de um padrão de dependência emocional e reforço intermitente. Os momentos em que ele volta podem reacender esperança e fortalecer ainda mais o apego, mesmo depois de situações dolorosas.
O fato de você reconhecer que isso está te machucando já mostra consciência. A dificuldade de sair não significa fraqueza ou falta de caráter. Geralmente existem fatores emocionais profundos envolvidos, como medo da perda, esperança de mudança, sensação de vazio, culpa, vergonha ou até a crença de que essa é a forma possível de amor.
Relacionamentos que envolvem humilhação não são saudáveis. Amor não deveria vir acompanhado de desvalorização constante.
É importante que você não enfrente isso sozinho(a). A psicoterapia pode ajudar a compreender por que esse ciclo se mantém, fortalecer sua autoestima e construir recursos emocionais para interrompê-lo de maneira mais segura e consistente.
Você não está condenado(a) a viver isso para sempre. Ciclos se repetem até que sejam compreendidos, e podem ser transformados quando há apoio adequado. Você merece respeito e relações mais saudáveis.
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Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabe
Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan
O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabeça e medo ansiosa e fobia sosialRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A troca da marca do clonazepam pode gerar percepção de mudança nos efeitos, embora os medicamentos genéricos e similares passem por testes de bioequivalência e utilizem o mesmo princípio ativo. Ainda assim, algumas pessoas relatam sentir diferenças na adaptação, especialmente quando já estão em um quadro de ansiedade mais sensível.
Os sintomas descritos, como tremor, aumento do medo e intensificação da fobia social, podem estar relacionados tanto a fatores fisiológicos quanto ao próprio aumento da ansiedade diante da mudança. Por isso, é fundamental não realizar ajustes por conta própria.
O mais indicado é conversar com o médico responsável pela prescrição para avaliar a necessidade de ajuste ou reavaliação do tratamento. Paralelamente, o acompanhamento psicológico é importante para trabalhar a ansiedade de base, o medo dos sintomas físicos e os padrões cognitivos que mantêm o ciclo ansioso, reduzindo a dependência exclusiva da medicação para estabilização emocional.
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Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tive
Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tivemos várias recaídas , mas meu racional me dizia que não valia a pena voltar, nossas ideias de futuro não se enquadrava( ela queria que eu aceitasse morar no porão da casa dela onde é o único espaço que daria para construir algo , se fosse para comprar um apê ou alugar algo ela disse que eu que teria que me virar sozinho por que já que tinha o porão da casa dela e eu não quis ir então eu que me virasse ,certa vez ela ameaçou terminar comigo por que eu disse que não iria na casa dela naquele dia por que eu estava cansado ,eu trabalhava e fazia faculdade, e ela disse que se caso eu não fosse ela terminaria e depois de terminar eu perguntei se ela se arrependia de ter ameaçado tá tas vezes terminar comigo se ela estava certa , e ela disse que estava certa si. Por que eu deveria dar mais prioridade a ela e disse que não se arrependia e dentre outras coisas que não concordamos ,porém paramos de ficar e ela começou a namorar com outra pessoa e eu implorei pra voltar e disse que aceitaria o que ela me propôs e que me doaria mais no relacionamento para ela enfim me aceitar de volta , estou sofrendo com isso tudo as vezes me pego angustiado mesmo sabendo lá no fundo que se eu realmente estivesse com ela não iríamos tão longe assim haja vista que ela não queria mudança alguma eu quero que essa dor passe.obs: trabalhamos no mesmo trabalho o pai dela e nosso chefe e frequentamos a mesma igreja ao qual ela irá começar a levá-lo , como esquecer como me curar disso tudo ??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo não é apenas saudade. É dor de rejeição, frustração e, principalmente, ferida no amor-próprio.
Pelo que você relata, o término não aconteceu por falta de sentimento, mas por incompatibilidades importantes de valores, prioridades e projeto de vida. Você queria construir algo a dois de forma mais equilibrada. Ela parecia esperar que você se adaptasse integralmente às condições dela. Isso gera um desequilíbrio de poder dentro da relação.
Quando alguém precisa implorar para ser aceito e se dispõe a abrir mão de si para não perder o outro, geralmente não é amor saudável, é medo de perder e necessidade de validação.
A rejeição dói porque ativa a sensação de “não fui suficiente”. Mas, pelo que você descreve, a questão não era suficiência, era incompatibilidade. São coisas diferentes.
Alguns pontos importantes para sua cura:
Evite se expor desnecessariamente a gatilhos emocionais. Como vocês trabalham no mesmo lugar e frequentam a mesma igreja, será impossível evitar totalmente, mas reduza conversas, redes sociais e qualquer aproximação que reabra a ferida.
Pare de negociar consigo mesmo a ideia de que “agora eu aceitaria”. Isso costuma ser desespero tentando aliviar a dor, não uma decisão consciente.
Fortaleça sua identidade fora do relacionamento. Invista em rotina, amizades, objetivos pessoais e profissionais. O cérebro precisa de novas referências para diminuir a fixação.
Entenda que o fato de ela estar com outra pessoa não invalida sua história nem diminui seu valor. Apenas mostra que o ciclo entre vocês se encerrou.
A dor não passa de um dia para o outro, mas ela diminui quando você para de lutar contra a realidade e começa a reconstruir sua autoestima. Talvez a pergunta não seja “como esquecer”, mas “como me respeitar daqui para frente”.
Se perceber que a angústia está intensa ou persistente, a psicoterapia pode ajudar muito a elaborar essa rejeição e romper esse padrão de recaídas emocionais.
Você não está sofrendo porque perdeu “a única chance de amor”. Você está sofrendo porque investiu, criou expectativa e teve que abrir mão. Isso é humano. E é superável.
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Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?
Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe uma forma de “acelerar” o luto, inclusive o do divórcio. A fase de negação costuma funcionar como uma proteção emocional temporária. É como se a mente precisasse de um tempo para assimilar uma ruptura que foi muito significativa.
Tentar forçar o fim da negação pode, paradoxalmente, prolongar o sofrimento. O que ajuda não é acelerar, mas atravessar o processo com mais consciência.
Alguns pontos que podem favorecer esse movimento:
Reconhecer a realidade aos poucos, evitando alimentar fantasias constantes de reconciliação quando não há sinais concretos disso.
Permitir-se sentir tristeza, raiva, frustração ou medo sem se julgar por isso.
Reduzir estímulos que reforcem a negação, como acompanhar excessivamente a vida do ex-parceiro.
Buscar apoio emocional, seja em amigos, família ou psicoterapia, para elaborar o que foi perdido e também o que precisa ser reconstruído.
O divórcio não representa apenas o fim de uma relação, mas o fim de planos, expectativas e de uma identidade construída a dois. É natural que o cérebro resista a isso no início.
Se a sensação for de que você está “parado(a)” na negação há muito tempo, ou que isso está prejudicando sua rotina, pode ser importante buscar ajuda profissional. O luto precisa ser vivido, mas não precisa ser vivido sozinho(a).
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Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixo
Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixou muitas marcas pois o ex era abusivo , batia e torturava psicologicamente, eu tento fazer de tudo digo que amo e faço de tudo mas ela já me falou que não consegue mais amar ninguém por causa do sofrimento que ela teve mas que está tentando me amar mas não promete nada e nem a me tratar bem , fico sem saber o que fazer pq tem hora que estamos bem mas tem hora que ela se distância, estou tendo paciência, agora vamos morar juntos o que eu devo fazer ? Estou confuso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que você esteja confuso. Você está se envolvendo com alguém que passou por uma relação profundamente abusiva, com violência física e psicológica, e esse tipo de vivência deixa marcas importantes na forma como a pessoa se vincula, confia e demonstra afeto. Oscilações entre aproximação e afastamento, dificuldade em amar e medo de se entregar costumam ser formas de proteção emocional, não falta de interesse ou má intenção.
Ao mesmo tempo, é importante olhar com cuidado para o que ela já conseguiu te dizer com clareza: que não sabe se consegue amar novamente, que está tentando, mas que não promete reciprocidade nem constância no tratamento. Isso não deve ser ignorado. Não porque ela esteja errada, mas porque esse é o limite emocional que ela consegue oferecer neste momento. Amor, por mais esforço que exista, não se sustenta apenas pela paciência de um lado.
Morar juntos tende a intensificar o que já está presente na relação. Se hoje você já se sente inseguro, confuso ou emocionalmente sozinho em alguns momentos, isso pode se tornar mais pesado com a convivência diária, ainda mais considerando os filhos e uma história de trauma não elaborado. É importante refletir se você consegue permanecer nessa relação caso nada mude no curto prazo, sem assumir o papel de salvador ou de quem precisa suportar tudo para que o outro se cure.
Buscar ajuda psicológica pode ser muito útil, tanto para ela, se houver disponibilidade, quanto para você, para entender seus limites, organizar sentimentos e tomar decisões mais conscientes. Relações saudáveis exigem empatia com a dor do outro, mas não devem exigir que você se anule emocionalmente.
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Minha sobrinha disse numa rede social que acha q gosta de mulher. Acontece q ela tem 18 anos e nunca
Minha sobrinha disse numa rede social que acha q gosta de mulher. Acontece q ela tem 18 anos e nunca apresentou comportamento ou preferencias q sugerisse homossexualidade. Tudo se deu recentemente quando ela estreitou laços com uma colega de aula e começou a frequentar academia com a mesma. Falei pra minha cunhada procurar ajuda esoecializada para saber como agir nesse caso. Fiz o certo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A orientação sexual não é um transtorno nem algo que exija correção ou diagnóstico. Muitas pessoas só conseguem reconhecer ou nomear seus afetos na adolescência ou início da vida adulta, quando se sentem mais seguras emocionalmente. O fato de não haver sinais prévios não invalida a vivência atual dela.
Aos 18 anos, é natural que ocorram descobertas relacionadas à identidade, vínculos e desejos. Aproximação com colegas, mudanças de rotina ou novos interesses não configuram problema psicológico.
Buscar ajuda especializada só é indicado se houver sofrimento, como angústia intensa, confusão que cause prejuízo emocional, sintomas de ansiedade/depressão ou conflitos familiares que estejam gerando adoecimento. Mesmo nesses casos, o acompanhamento não tem como objetivo a orientação sexual, mas sim o acolhimento emocional.
Embora a intenção de ajudar seja compreensível, sugerir tratamento apenas por ela se perceber atraída por mulheres pode reforçar a ideia equivocada de que há algo errado, o que pode gerar mais sofrimento.
A conduta mais adequada da família é escuta, respeito, acolhimento e abertura para o diálogo. O principal fator de proteção para jovens é o apoio familiar, não a tentativa de normalização.
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meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri con
meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri conversas sobre assunto q não levava ao assunto do filho a ex dele postou uma foto do filho e ele comentou q parece com ele e ela respondeu com sim e ele reagiu com um coração pra ela.... fiquei pensando se ele não quer assunto com ela então pq ele comentou na foto pq a criança só tem 5 anos ela não vai olha o comentário e também já q ele não quer saber dela pq ele tem salvo o contato dela. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Situações que envolvem ex-parceiros e filhos costumam mobilizar inseguranças, principalmente quando há histórico de desconforto em relação aos limites dessa comunicação.
O fato de ele ter comentado na foto do filho não necessariamente indica interesse em retomar vínculo com a ex-companheira. Muitas vezes, pais utilizam as redes sociais como forma de expressar afeto ao filho, ainda que a criança não tenha idade para compreender o comentário. A reação com um coração pode ter sido direcionada ao contexto da postagem e não, necessariamente, à ex-parceira.
Por outro lado, o que parece estar gerando sofrimento não é apenas o comentário em si, mas a possível contradição entre o discurso dele e a atitude observada. Quando há incoerência percebida, surgem dúvidas e insegurança.
Nesses casos, o caminho mais saudável costuma ser o diálogo direto e calmo, focando no que você sentiu, e não em acusação. Expressar algo como “isso me gerou insegurança” abre espaço para conversa mais produtiva do que questionar intenções.
Se esse tipo de situação se repete ou provoca sofrimento intenso, o acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender os gatilhos emocionais envolvidos e fortalecer a segurança interna dentro da relação.
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Eu estou com um problema bem sério, bom eu só tenho 15 anos e namoro uma menina bissexual, eu tenho
Eu estou com um problema bem sério, bom eu só tenho 15 anos e namoro uma menina bissexual, eu tenho muito ciúmes dela com outras pessoas e essas atitudes me deixam muito mal, eu penso demais na gente e isso me dá uma crise de ansiedade toda hora, tentei conversar com ela mais infelizmente nada muda, a ansiedade continua forte e meus pensamentos não mudam.. e eu sofro demais com isso, e todo dia uma nova crise do transtorno.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde meu caro! Sou psicólogo focado em pensamentos e comportamentos (Terapia Cognitivo-Comportamental) e especializado em demandas de pacientes LGBT+. Em minha clínica, é bem recorrente o tema "ciúmes" associado a relacionamento amoroso com bissexuais. Então, não se sinta só rsrs. Geralmente o ciúmes e a ansiedade em um relacionamento com uma pessoa bissexual pode ser associado a alguns mitos populares bem comuns em que acreditamos automaticamente, sem perceber - alimentando crenças distorcidas - como: "bissexuais tem mais chance de trair do que heterossexuais", "algum momento serei trocado", "bissexuais são promíscuos", "bissexuais são indecisos", "bissexuais são gays/lésbicas mal resolvidos", "bissexuais tem mais opções no cardápio, né? Então fica mais fácil” etc.
Geralmente são essas crenças distorcidas que geram grandes gatilhos emocionais para pensamentos que nos angustiam e nos dão a maior dor de cabeca! Por isso, recomendo que se aprofunde mais sobre assuntos ligados a comunidade LGBT+, sobretudo pessoas bissexuais (o que é ser bi e ou que NÃO é, por exemplo), para que, então, você possa mudar sua forma de pensar sobre o assunto e te traga mais confiança que você precisa nesse relacionamento. Deixando claro que a bissexualidade não é uma escolha. Agora.. se já fez isso e ainda não foi o suficiente para te trazer alívio, recomendo que procure um profissional para entender melhor de onde vem esta insegurança, até mesmo para que o profissional possa entender melhor como funciona o seu tipo de relacionamento e o ponto que ele está (se já houve traições, desconfianças, tentativa de relacionamento aberto etc) e intervir da melhor forma possível. E ah...Pessoas ansiosas costumam ter mais dificuldades em outras áreas da vida além da insegurança, como relacionamento familiar, na escola, futura carreira profissional etc. Por isso, recomendo novamente um acompanhamento psicológico mais aprofundado e detalhado para te trazer o alívio e o aprendizado que você precisa para lidar melhor com essas questões e muitas outras. As vezes, com um profissional fica mais fácil ;) Cuide-se e fique bem!
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Eu tenho me sentido triste, pra baixo, incapaz, sentimentos de que eu estou perdido no tempo e não c
Eu tenho me sentido triste, pra baixo, incapaz, sentimentos de que eu estou perdido no tempo e não consigo fazer nada produtivo . Sinto mal em trabalhar onde estou ultimamente tem sido sofrido, mas ao mesmo tempo sinto que posso está sendo ingrata. Mas sinto que não estou bem psicologicamente. Mente agitada . Sei lá, eu acordo na madrugada depois de um sonho. Barulhos me incomoda muito, na hora de dormir e quando tenho que ter alguma concentraçao . Mesmo dormindo se fazem barulho parece que meu inconsciente capta coisas e aquilo fica em meu sono como algo ruim , ou até mesmo uma tortura. Posso está exagerando, mas quando acordo me sinto mal e com vontade de chorar por aquilo ter acontecido por ter sido incômoda no meu sono. Desde pequeno tenho dificuldade de concentração, faço coisas pela metade porque sempre esqueço de terminar ou lembro que tenho outra coisa pra fazer . E muitas das vezes minha mãe brigava comigo por isso . Na minha vida adulta também é assim . Não consigo concluir algo e me sinto frustada por ter desistido . Me sinto perdida. O que eu devo fazer
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá Caríssima!!! Partilho da mesma opinião que a Dra. Ana Priscila Fernandes. A falta de concentração pode ser uma demanda de TDA (Déficit de Atenção), que pode estar desencadeando em um quadro depressivo. Costuma ser muito comum que o paciente e profissionais confundirem os sintomas de um transtorno com o outro ou, AINDA, existirem os dois conjuntamente (TDAH + TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR ou outro tipo). Então, repare nos principais sintomas como: dificuldade em prestar atenção a detalhes e tarefas, dificuldade em responder instruções, problema em terminar tarefas do dia a dia, dificuldade em gerenciar o tempo e fácil distração. Para diagnóstico e tratamento, recomendo fortemente a procura de um profissional focado nessas demandas. O tratamento medicamentoso associado com terapia cognitivo-comportamental tem apresentado ótimos resultados. Fique bem!
Perguntas frequentes
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Fiz retirada de cisto na região pélvica quantos dias pra voltar fazer sexo?
Olá! Depende bastante do tipo de cisto retirado, do tamanho da cirurgia e…