Perguntas do paciente (29)

  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    Pensamentos, fantasias e sentimentos que surgem espontaneamente não significam, necessariamente, um desejo ou uma intenção de agir sobre eles. Encontrar alguém que fez parte da sua história pode despertar lembranças, inseguranças, necessidade de reconhecimento ou preocupação com a maneira como somos vistos, mesmo quando estamos satisfeitos em nosso relacionamento atual.

    Na perspectiva psicanalítica, mais importante do que julgar esses pensamentos como certos ou errados, ou classificá-los imediatamente como traição, ansiedade ou baixa autoestima, é compreender o que eles representam para cada pessoa. O incômodo, a culpa e a necessidade de causar determinada impressão podem estar relacionados a questões mais profundas sobre o próprio valor, o olhar do outro, os relacionamentos e a imagem que construímos de nós mesmos.

    A psicoterapia pode ajudar a investigar o sentido dessas situações na sua história e a compreender por que determinados encontros ou pensamentos despertam tanta preocupação. Ao invés de buscar apenas eliminar o pensamento ou controlar o comportamento, o trabalho analítico procura abrir espaço para que a pessoa possa se escutar e compreender melhor seus desejos, conflitos e sentimentos, construindo uma relação mais livre consigo mesma e com os outros.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    Não existe uma idade exata para falar sobre a morte. O mais importante é considerar o momento de desenvolvimento da criança e sua capacidade de compreender e elaborar aquilo que lhe é contado. Aos 3 anos, a criança ainda não compreende completamente a morte como algo definitivo, mas já percebe ausências, mudanças e o estado emocional das pessoas que estão ao seu redor.

    No caso de uma criança que nunca conheceu o pai biológico e que, desde os 2 anos, tem no padrasto uma figura paterna presente, é importante não antecipar uma elaboração que ainda não pertence à criança. A história pode ser apresentada gradualmente, com palavras simples e verdadeiras, respondendo às perguntas que ela fizer e respeitando sua curiosidade e seu tempo.

    Do ponto de vista psicanalítico, não se trata apenas de transmitir uma informação sobre a morte, mas de permitir que a criança, ao longo do seu desenvolvimento, possa construir um lugar para essa história. O pai que morreu pode fazer parte de sua história mesmo que não tenha feito parte de sua experiência cotidiana. Ao mesmo tempo, é importante reconhecer e preservar o vínculo que ela construiu com o padrasto, sem estabelecer uma competição entre essas figuras.

    Não é necessário contar tudo de uma só vez. A criança pode perguntar novamente em diferentes momentos da vida, e a mesma história poderá ganhar novos significados à medida que ela crescer. O essencial é que encontre adultos disponíveis para escutá-la, acolher suas perguntas e suas fantasias, sem transformar o assunto em um segredo ou em algo proibido.

    Na psicoterapia infantil, o brincar também pode ser um importante caminho para que a criança expresse aquilo que ainda não consegue colocar em palavras. Assim, mais do que determinar um momento ideal para falar sobre a morte, é importante acompanhar como essa criança vai construindo, ao longo do tempo, sua própria compreensão sobre sua história, suas perdas e seus vínculos.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    É comum que, ao longo de um relacionamento, a intensidade dos sentimentos se transforme. O início de uma relação costuma ser marcado por entusiasmo, expectativa e idealização, enquanto, com o tempo, o vínculo pode assumir outras formas. A ausência daquela mesma sensação de euforia não significa, por si só, que o amor tenha terminado.

    Na perspectiva psicanalítica, mais do que buscar uma resposta imediata para a pergunta “ainda amo ou não amo?”, é importante compreender o que está acontecendo com esse sentimento e com a própria relação. A dúvida pode estar relacionada à rotina, às mudanças na dinâmica do casal, às expectativas sobre o que deveria ser o amor ou ainda a questões pessoais que se manifestam no relacionamento.

    Também é significativo observar que, apesar da dúvida, existe prazer na convivência, interesse pelas conversas, reconhecimento do cuidado do parceiro e desejo de compreender o que está acontecendo. Esses elementos não determinam uma resposta, mas podem ajudar a investigar a natureza do vínculo que existe hoje.

    A psicoterapia pode oferecer um espaço para que essas questões sejam pensadas sem a necessidade de tomar imediatamente uma decisão. Ao falar sobre seus sentimentos, desejos, expectativas e conflitos, a pessoa pode compreender melhor o que está vivendo e diferenciar aquilo que pertence à relação daquilo que diz respeito à sua própria história.

    O amor não permanece necessariamente igual ao longo do tempo, e não é possível obrigar um sentimento a voltar a ser como antes. O trabalho terapêutico pode, entretanto, ajudar a compreender as transformações do vínculo e criar condições para que a pessoa possa se posicionar diante delas com mais liberdade e menos culpa ou ansiedade.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    que você está vivendo é angustiante, mas pode melhorar. As pesquisas excessivas sobre sintomas podem aumentar a atenção às sensações do corpo e alimentar um ciclo de medo e ansiedade. Por isso, uma primeira medida importante é interromper esse hábito e evitar buscar constantemente informações ou relatos sobre doenças e sintomas.

    Você não precisa “apagar” da mente o que leu. O objetivo é aprender a não tratar esses pensamentos como verdades ou previsões do que vai acontecer.

    Como já iniciou medicação, mantenha o acompanhamento com o médico que a prescreveu e relate como está se sentindo. A psicoterapia também é muito importante. Se o atendimento on-line não funciona para você, procure uma alternativa presencial e, se necessário, comece com pequenos passos.

    Com tratamento adequado e de forma gradual, é possível reduzir os sintomas, recuperar a confiança e retomar sua vida. Não desista do tratamento.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    As pesquisas sobre sintomas podem, sim, acabar intensificando o sofrimento, principalmente quando se transformam em uma tentativa constante de encontrar uma explicação ou uma certeza para aquilo que você está sentindo. Nesse movimento, a busca por respostas pode acabar mantendo você ainda mais preso ao medo e à observação dos próprios sintomas.

    Na perspectiva psicanalítica, é importante não olhar apenas para a fobia social ou para as crises como algo a ser simplesmente eliminado, mas procurar compreender o que esses sintomas estão expressando e que lugar ocupam na sua história e na sua vida atual.

    A psicoterapia pode ajudá-lo justamente nesse processo de escuta e elaboração. Ao falar sobre seus medos, suas relações, suas angústias e sobre o que está acontecendo em sua vida, é possível construir novos sentidos para aquilo que hoje aparece apenas como sofrimento.

    Em relação ao escitalopram, siga o acompanhamento com o médico que o prescreveu, pois o tempo de resposta varia de pessoa para pessoa. Não interrompa ou altere a medicação sem orientação médica.

    O fato de você estar percebendo que as pesquisas estão aumentando sua angústia já é algo importante. Talvez, mais do que procurar novas respostas na internet, seja o momento de encontrar um espaço de escuta onde você possa falar sobre aquilo que está por trás dessas perguntas.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    A dificuldade de concentração pode ter várias causas, como ansiedade, estresse, alterações do sono, excesso de estímulos digitais ou mesmo outras questões que precisam ser avaliadas individualmente. Por isso, vale investigar o que está acontecendo, especialmente porque está interferindo na sua vida acadêmica.

    Em relação ao celular e às redes sociais, tente não depender apenas de força de vontade. Estabeleça períodos curtos de estudo, deixe o celular distante e reduza as notificações e os estímulos durante esse período. Começar com 15 ou 20 minutos de leitura, com pequenas pausas, pode ser mais efetivo do que exigir longos períodos de concentração.

    Também é importante recuperar gradualmente o prazer pela leitura, sem transformá-la imediatamente em uma obrigação de produtividade. Se essa dificuldade persistir ou estiver acompanhada de ansiedade, desânimo, alterações do sono ou outros sintomas, procure uma avaliação psicológica ou médica para compreender melhor o que está acontecendo.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    O que você descreve demonstra um sofrimento intenso e merece ser acolhido com seriedade. Os sintomas que relata como tristeza persistente, crises de choro, perda de interesse pelas coisas que antes faziam sentido, dificuldade de concentração e memória, ansiedade, sensação de vazio, isolamento, medo constante de ser abandonada e falta de energia , podem, de fato, estar relacionados a um quadro de depressão, ansiedade ou a outras condições emocionais. No entanto, um diagnóstico só pode ser feito após uma avaliação cuidadosa por um psicólogo ou psiquiatra.

    Sob a perspectiva psicanalítica, esses sintomas também podem ser compreendidos como uma forma de expressão de conflitos internos e de um sofrimento psíquico que, muitas vezes, encontra no corpo, nas emoções e nos pensamentos uma maneira de se manifestar. Sentir-se "perdida de si mesma" é uma experiência que merece ser investigada e escutada, sem julgamentos.

    É importante que você procure ajuda profissional o quanto antes. Quanto mais cedo esse sofrimento for compreendido e tratado, maiores são as chances de recuperação. Caso esteja muito difícil enfrentar o dia a dia, um psiquiatra também poderá avaliar a necessidade de um tratamento medicamentoso, em conjunto com a psicoterapia.

    Você não precisa enfrentar isso sozinha. Buscar ajuda é um passo importante para compreender o que está acontecendo e encontrar formas de recuperar seu bem-estar e sua qualidade de vida.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    Você não é uma pessoa “defeituosa”. O que aconteceu com você foram experiências de violência que deixaram marcas profundas e que podem reaparecer em situações de intimidade, trazendo medo, angústia, choro e lembranças difíceis.

    Na perspectiva psicanalítica, entendemos que experiências traumáticas podem permanecer inscritas no psiquismo e se manifestar, mesmo muitos anos depois, quando algo do presente toca essas marcas. Isso não significa que você esteja escolhendo sentir dessa maneira.

    O álcool também não é uma boa forma de lidar com essas crises, pois pode intensificar a ansiedade e as lembranças. Você não precisa se forçar a ter intimidade. Seus limites e seu tempo precisam ser respeitados.

    Um acompanhamento psicológico, em um espaço seguro e acolhedor, pode ajudá-la a elaborar essas experiências e compreender melhor o que acontece com você. O que você viveu não define quem você é, nem impede que possa construir relações de afeto e intimidade de uma forma mais segura.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    É possível que exista uma diferença entre rejeitar o bebê e ainda estar elaborando a ideia de se tornar mãe. A gravidez pode despertar sentimentos muito diferentes e até contraditórios: alegria, medo, insegurança, tristeza ou dificuldade de se imaginar nessa nova condição. Ter esses sentimentos não significa, necessariamente, rejeitar o bebê.

    Na perspectiva psicanalítica, a maternidade envolve uma importante transformação psíquica, e cada mulher precisa de um tempo próprio para construir esse lugar. Mais importante do que se cobrar por sentir “o sentimento certo” é poder falar sobre o que essa gravidez representa para você, seus medos, desejos e conflitos.

    Um processo de psicoterapia pode ajudá-la a compreender esses sentimentos sem julgá-los e a diferenciar aquilo que é uma dificuldade de aceitar a nova realidade daquilo que realmente está sendo vivido como reje


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    Quando vivemos situações muito dolorosas, elas podem reativar sentimentos, conflitos e experiências que já foram vividos anteriormente. Por isso, em alguns momentos, pode parecer que a depressão está “à espreita”, esperando uma nova dificuldade para retornar.

    Na perspectiva psicanalítica, mais do que pensar a depressão como algo que simplesmente nos pega, buscamos compreender o que determinado acontecimento desperta na história e no mundo interno de cada pessoa. Uma perda, uma frustração ou uma mudança pode tocar em sentimentos antigos e fazer com que o sofrimento reapareça.

    Isso não significa que uma nova crise seja inevitável. A psicoterapia pode ajudar a reconhecer esses sinais, compreender o qu


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    O que você viveu no trabalho parece ter sido muito doloroso, e não ser acreditada pela sua mãe pode ter intensificado ainda mais esse sofrimento. Quando alguém que esperamos que nos acolha coloca em dúvida aquilo que estamos vivendo, podemos experimentar sentimentos de abandono, desamparo e até traição.

    Na perspectiva psicanalítica, pode ser importante compreender não apenas o que aconteceu no trabalho, mas também o que essa falta de reconhecimento despertou em você. Às vezes, uma experiência atual toca feridas mais antigas e faz com que a pessoa passe a se proteger da possibilidade de ser novamente decepcionada, concluindo que “as pessoas não prestam” ou que não se pode confiar em ninguém.

    Isso não significa que seus sentimentos sejam exagerados. Eles precisam ser escutados e compreendidos. Um processo de psicoterapia pode ajudá-la a elaborar essa experiência, inclusive a relação com sua mãe, sem precisar negar a dor, mas também sem permitir que essa experiência determine a forma como você enxerga todas as suas relações.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem estar relacionados a diferentes fatores, inclusive momentos de ansiedade, excesso de preocupações ou conflitos que estejam ocupando espaço internamente.

    Na perspectiva psicanalítica, é importante não olhar apenas para o sintoma, mas tentar compreender o que esses pensamentos e essa agitação podem estar expressando na sua história e no momento atual. Muitas vezes, aquilo que não conseguimos elaborar aparece também na forma de inquietação e dificuldade de concentração.

    Um processo psicoterapêutico pode ajudá-lo(a) a compreender melhor o que está acontecendo, identificar o que pode estar desencadeando esses sintomas e encontrar formas mais próprias de lidar com eles. Caso sejam persistentes ou estejam prejudicando significativamente sua rotina, também é importante buscar uma avaliação profissional para investigar outras possíveis causas.


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    Um pensamento, mesmo que provoque culpa ou desconforto, não significa necessariamente um desejo ou uma intenção. Imaginar como a vida poderia ter sido em outra circunstância é algo que pode acontecer com qualquer pessoa e, por si só, não significa que você ainda tenha sentimentos por essa pessoa ou que esteja fazendo algo errado no relacionamento atual.

    No TOC, pensamentos intrusivos podem ganhar uma importância e um significado excessivos, levando a pessoa a questionar repetidamente o que pensou, sentiu ou desejou, buscando uma certeza que dificilmente é alcançada. Quanto mais se tenta verificar se o pensamento “significa alguma coisa”, maior pode se tornar a angústia.

    A partir de uma perspectiva psicanalítica, também pode ser importante compreender por que essa situação desperta tanta culpa e o que a experiência da infidelidade passou a representar para você. Em vez de tentar eliminar ou provar que o pensamento não significa nada, a psicoterapia pode ajudá-la a construir uma relação diferente com seus pensamentos e a elaborar a culpa relacionada ao passado.


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    É compreensível que essa experiência ainda ocupe um lugar importante em seus pensamentos. Nem sempre conseguimos elaborar emocionalmente o término de um vínculo ou lidar com o sentimento de arrependimento por escolhas feitas no passado. Quando isso acontece, a pessoa pode permanecer ligada à lembrança do que viveu ou do que imagina que poderia ter vivido.

    Ao mesmo tempo, vale refletir se o sofrimento está relacionado apenas a essa pessoa ou também ao significado que essa história adquiriu ao longo dos anos. Em alguns casos, a idealização de um relacionamento interrompido pode dificultar o investimento afetivo em novas relações.

    A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender por que essa lembrança permanece tão viva, elaborar os sentimentos de culpa, perda e saudade, e entender o que essa experiência representa em sua história. Esse processo favorece escolhas mais conscientes e relações afetivas mais satisfatórias no presente


  • Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    Lembrar de pessoas que já faleceram e sentir tristeza ou compaixão por elas faz parte da experiência humana. No entanto, quando esses pensamentos se tornam muito frequentes, causam sofrimento ou passam a ocupar grande parte do dia, é importante compreender o que eles podem estar representando emocionalmente.

    Na perspectiva psicanalítica, essas lembranças podem estar relacionadas não apenas às pessoas que partiram, mas também a sentimentos, perdas e experiências da própria história de vida que ainda buscam elaboração. A psicoterapia oferece um espaço de escuta para compreender o significado dessas recordações e dos afetos que as acompanham, favorecendo uma relação mais tranquila com essas memórias e consigo mesmo.


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    O primeiro passo é reconhecer que esse comportamento está causando sofrimento ou prejuízo, e o fato de você buscar ajuda já demonstra um importante movimento de cuidado consigo mesmo.

    Mudanças significativas na vida, como a chegada de um filho, podem despertar ansiedade, inseguranças e conflitos que, por vezes, encontram uma forma de alívio em comportamentos repetitivos, como o uso excessivo do celular ou da pornografia. Quando isso passa a ocorrer de maneira difícil de controlar e interfere na rotina, nos relacionamentos ou no trabalho, é recomendável procurar um psicólogo especialmente se houver sintomas importantes de ansiedade, depressão ou outras dificuldades associadas.

    Na psicoterapia de orientação psicanalítica, o tratamento busca compreender não apenas o comportamento em si, mas também os conflitos emocionais e os significados inconscientes que sustentam essa compulsão. Ao identificar essas questões, torna-se possível desenvolver formas mais saudáveis de lidar com o sofrimento, reduzindo a necessidade de recorrer ao comportamento compulsivo. Cada caso é único, por isso o processo terapêutico é individualizado e respeita o tempo de cada pessoa.


  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    Sim, isso é possível. A forma como fomos cuidados e os vínculos afetivos construídos na infância podem influenciar a maneira como reconhecemos, expressamos e vivemos nossos sentimentos na vida adulta. Quando houve pouco afeto ou dificuldades nessas primeiras relações, algumas pessoas podem aprender, sem perceber, a reprimir ou a ter dificuldade de identificar o que sentem, inclusive quando estão se apaixonando.

    Na psicoterapia de orientação psicanalítica, esse processo pode ser compreendido em maior profundidade, permitindo que a pessoa reconheça seus afetos com mais clareza e desenvolva uma relação mais consciente consigo mesma e com os outros. Amar não é apenas um sentimento dirigido a alguém; também está relacionado à capacidade de investir na própria vida, nos projetos e nos desejos. À medida que a pessoa compreende seus conflitos e fortalece o contato com seus sentimentos, costuma encontrar mais recursos para construir vínculos e seguir suas metas pessoais de forma mais consistente e satisfatória.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    É natural que essa mudança desperte tristeza, culpa e ansiedade. Sair da casa dos pais representa uma importante transição na vida e, ao mesmo tempo, pode trazer o receio de estar abandonando quem amamos.

    Na perspectiva psicanalítica, esses sentimentos podem estar ligados não apenas à situação atual, mas também à história do vínculo entre mãe e filho e ao lugar que você ocupa nessa relação. É importante lembrar que construir sua própria vida não significa deixar de cuidar ou de amar sua mãe.

    Procure conversar com ela sobre essa nova fase e pensem juntos em formas de manter a proximidade e o apoio. Se a culpa e a ansiedade permanecerem muito intensas, a psicoterapia pode ajudá-lo a compreender esses sentimentos e viver essa mudança de forma mais tranquila, sem abrir mão dos seus próprios projetos de vida.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    Sentir que tudo depende de você pode ser sinal de uma sobrecarga que vai além das responsabilidades do dia a dia. Muitas vezes, essa sensação está ligada à dificuldade de confiar no outro, delegar ou aceitar que nem tudo está sob nosso controle.

    Na psicanálise, buscamos compreender como essa forma de se posicionar foi construída ao longo da história de vida de cada pessoa. Ao reconhecer a origem desse padrão, torna-se possível desenvolver maneiras mais saudáveis de lidar com as responsabilidades, sem carregar um peso que não precisa ser exclusivamente seu.

    Se esse sentimento é constante e causa sofrimento, a psicoterapia pode ser um espaço importante para essa compreensão e transformação.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivani Benitez Gonsalez

    Sim. O fim de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, pois envolve a perda de uma pessoa, de projetos, expectativas e de uma forma de estar no mundo.

    Cada pessoa atravessa esse processo de maneira singular. É natural sentir tristeza, raiva, saudade e até momentos de desorientação. Na perspectiva psicanalítica, mais do que tentar eliminar a dor rapidamente, é importante compreender o significado dessa perda e o que ela desperta na história de cada um.

    Quando o sofrimento se torna intenso ou persistente, a psicoterapia pode ajudar a elaborar esse luto e favorecer a construção de nov


Perguntas frequentes

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